Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

domingo, agosto 16, 2009

Jornalismo investigativo

Sobre V(W)anderlei(y) Luxemburgo

O “senador” não aprende…

por Paulinho

As recentes declarações de V(W)anderlei(y) Luxemburgo, sobre o atleta Neymar, tem uma explicação que sempre me pareceu óbvia.

O atleta, e as pessoas que cuidam de sua carreira, recusaram-se, pelo menos por enquanto, a “beneficiar” o treinador, da maneira como ele está acostumado.

Fala-se, na Vila Belmiro, que jogadores são “estimulados” a doarem porcentagem de seus vencimentos para o Madureira.

Além disso, teriam que contribuir com uma comissão em caso de negociação para outra equipe.

Informações dão conta que no caso de Neymar, isto não vem acontecendo.

Confesso que a informação não me surpreende.

Em um passado não tão distante, uma CPI já havia tocado neste assunto.

Confira abaixo.

A verdade sobre a CPI de Luxemburgo

http://blogdopaulinho.wordpress.com/2009/02/06/a-verdade-sobre-a-cpi-de-vwanderleiy-luxemburgo/

By Paulinho

O treinador V(W)anderlei(y) Luxemburgo vem faltando com a verdade em quase todas as entrevistas que concede, tanto em programas de televisão como nas coletivas após os jogos do Palmeiras.

Ele costuma dizer que somente pessoas “malandras” conseguem passar ilesos por uma CPI.

Luxemburgo se inclui no rol da malandragem citada.

A verdade é bem diferente do que diz.

Primeiro Luxemburgo foi pego em falsidade ideológica.

Teve que alterar os “W” e “Y” de seu nome por “V” e “I”.

Mas não para por ai.

O blog, que tem ótima memória, vasculhou os arquivos da CPI do Senado em que o nosso querido Madureira foi investigado.

Descobri que o problema do treinador não foi apenas o de não pagar o imposto de renda, como ele costuma dizer.

Foi muito mais grave.

Luxemburgo não soube explicar a origem de R$ 10 milhões encontrados em sua conta.

Os depósitos foram realizados em dinheiro.

A CPI acredita ser algo relacionado à transação de atletas.

O crime foi constatado, mas a punição recebida não condiz com a gravidade do delito.

A bancada da bola agiu a seu favor.

Leia alguns trechos que selecionei abaixo do item “conclusão” da CPI e conheça a verdade sobre o treinador-manager.

Para ler o relatório completo o endereço é:http://www.senado.gov.br/web/relatorios/cpi/cpiFutebol/volume3.pdf

Relatório Final da CPI do Senado

Vol. III

“O caso Vanderlei Luxemburgo”

Conclusões e Recomendações (paginas 28 até 30)

“A situação do Sr. Vanderlei Luxemburgo da Silva, ex-técnico da

seleção brasileira, é emblemática. Trata-se de um retrato da desorganização que impera no mundo do futebol. Foi efetivamente comprovado que , à margem de sua atuação profissional como treinador de futebol, o Sr. Luxemburgo manteve dezenas de outros negócios.”

“Causou espécie a movimentação financeira rastreada em apenas seis anos, exclusivamente no Brasil, da ordem de R$18 milhões. A comparação com as declarações do Imposto de Renda, que sinalizam rendimentos da ordem de R$8 milhões, revelaram diferença de R$10 milhões, fortuna inatingível para a maioria esmagadora dos brasileiros.”

“Sr. Luxemburgo possuiu ao longo dos últimos anos fontes de rendimento diversas das provenientes de seu trabalho como técnico de futebol, o que reforçaria, em tese, a possibilidade do mesmo estar recebendo comissões na transação e convocação de jogadores, conforme denúncia recebida. Instado a manifestar-se acerca da disparidade entre sua movimentação bancária e suas declarações de renda, o técnico afirmou textualmente não haver a mínima possibilidade de explicar o motivo.

“Entretanto, o procedimento adotado pela maioria dos bancos nos quais o Sr. Luxemburgo mantém suas contas, aliado ao enorme volume de depósitos não-identificados, em dinheiro vivo, efetuados a favor do técnico não permitiram o rastreamento completo de quem alimentava as contas do ex-técnico da seleção brasileira.”

“O Sr. Luxemburgo manteve relações financeiras e de amizade com alguns empresários de futebol, alegando sempre tratar-se “provavelmente de empréstimos”, quando instado a manifestar-se sobre o assunto.”

“O fato inquestionável é que o Sr. Vanderlei Luxemburgo recebeu milhões de reais em suas contas de fontes diversas dos clubes nos quais trabalhou e da CBF.”

“…diferença de mais de R$10 milhões entre as declarações de renda e a movimentação bancária do Sr. Luxemburgo entre os anos de 1995 e 1999;”

rastreamento das atividades da empresa Compo Graphics Indústria e Comércio, que recebeu um cheque de R$200 mil do Sr. Luxemburgo em 19/08/98 e que figura no rol de empresas suspeitas de lavagem de dinheiro;

Ao Ministério Público que avalie a possibilidade de indiciar o Sr.

Vanderlei Luxemburgo pela prática de crimes tributários.


sábado, agosto 15, 2009

O contraponto da idéia de mudança no calendário

Vai mudar?
Oliver Seitz

Se há motivos que suportam o sucesso em mudar-se o calendário do futebol brasileiro, outros tantos sugerem efeitos negativos

Existem dois motivos que dão suporte à transição do calendário do Campeonato Brasileiro para o formato Europeu. O primeiro, e mais óbvio, é a adequação às janelas de transferências. Jogadores que hoje saem no meio do Brasileirão poderão sair no começo ou no fim, sem afetar a montagem do time. O segundo motivo é a possibilidade de clubes brasileiros começarem a disputar amistosos e torneios de pré-temporada, coisa que vem crescendo, apesar de tudo indicar que não deve durar muito, dada a ligeira insipidez dessas competições.


O primeiro movimento para essa mudança foi dado. A CBF acenou com a possibilidade. A imprensa comemorou.

Mas há motivo para preocupações.

Se dois motivos dão suporte à mudança, pelo menos, outros cinco sugerem que essa alteração do calendário pode gerar alguns efeitos negativos. Vamos a eles:

1) Motivação: ao que tudo indica, a ideia já existente da adequação do calendário só veio a acontecer mesmo por causa do pedido que o presidente Lula fez a Ricardo Teixeira, que prometeu estudar a sugestão. E Lula pediu isso porque viu seu time do coração, campeão da Copa do Brasil, e, até poucas semanas atrás, também candidato ao título brasileiro, vender alguns titulares e começar a jogar mal. Se isso tivesse acontecido com outro time, é possível que Lula não fizesse o pedido.

Além do que, Lula pode até ser um grande torcedor e acompanhar bastante os jogos, mas está longe de ser um profundo conhecedor sobre a dinâmica da matéria.

A motivação, portanto, é fraca. O pensamento é extremamente superficial. E quando uma transformação com essa profundidade tem esse tipo de motivação, a tendência de dar problemas é grande.

2) Geografia: existe uma razão clara para que a temporada européia comece em agosto e termine em maio, e ela se chama verão. Não há futebol no mundo que possa competir com o verão e com as férias escolares. No verão, o público não sustenta o jogo. A praia ganha mais força, o sol fica até mais tarde e as pessoas tendem a assistir menos televisão. Muita gente faz viagens longas. Nessa época, o futebol perde valor tanto como evento físico, dentro do estádio, como produto de entretenimento, como a televisão. Em suma, no verão existe muito mais coisa pra fazer do que assistir uma partida de futebol. E no inverno, que não tem nada pra se fazer, também não vai ter futebol.

3) Público: com mais opções de lazer, viagens e afins, o futebol tende a perder o público casual, ficando relegado ao público mais ligado ao clube, ou seja, àqueles mesmos torcedores de sempre que já não têm mais produtos pra consumir. Isso é ruim. Pior é que nas férias de final de ano, ninguém quer gastar mais dinheiro que não seja em presentes e coisas do tipo.

Algumas empresas, possivelmente, perderão interesse em ter camarotes entre dezembro e o carnaval. A classe média vai para a praia, e para lá também vão os anunciantes e aqueles interessados em fazer ações promocionais. O futebol certamente perde valor corporativo.

4) Transferências: Jogadores continuarão a ir embora. Com a adequação do calendário de jogos à Europa, também ocorrerá a adequação do calendário de preparação física, o que pode incentivar clubes de fora a contratarem brasileiros no meio do campeonato sem ter receio em relação ao esgotamento físico dos jogadores.

Além do que, eles também podem focar na contratação do meio da temporada para poder haver tempo suficiente de adaptação ao país e à cultura antes do ano seguinte. Isso já aconteceu com o Pato e com o Thiago Silva. Pode vir a acontecer ainda mais.

5) Eleições: Não sei exatamente qual é a dificuldade em se mudar datas de eleições no estatuto de um clube, mas certamente que alguns clubes terão que alterá-las para não correrem o risco de trocar de presidente no meio do campeonato.

Existe, obviamente, muita coisa a mais. E os pontos aqui também merecem um debate mais aprofundado, com mais tempo e pontos-de-vista. Com exceção, é claro, do primeiro, que não é especulação, é fato. E esse é justamente o que mais preocupa, porque enquanto o futebol brasileiro continuar obedecendo a eventuais leviandades dos tomadores de decisão, nada vai melhorar. Nem se mudar o calendário.

A "consciência tática" do jogador de futebol e a ação do treinador
Rodrigo Azevedo Leitão

A melhor percepção e entendimento do jogo é algo que se constroi, com o trabalho cotitidiano do comandante-técnico
(...) como diria um dos nossos bons treinadores, “treinador que tem que ficar gritando na beira do gramado durante o jogo é porque não trabalhou direito durante a semana”

Dia desses no Café dos Notáveis, um deles (dos notáveis) me chamou a atenção, apontando que, mais uma vez, em letras garrafais, um jornal fazia referência ao fato de que muitos treinadores brasileiros continuam a defender a tese de que os jogadores europeus e os argentinos têm “mais consciência tática” do que os brasileiros.

Sem entrar no mérito conceitual sobre o que seja a tal “consciência tática”, o fato é que essa “fala” de alguns treinadores é recorrente. Até alguns dos mais renomados, quando colocados na parede para justificar uma ou outra decisão tática, ou um ou outro comportamento da equipe, profere a frase pronta, comparando a consciência tática do jogador brasileiro com a do europeu.

Chamo a atenção, então, para duas coisas.

Primeiro, ainda que meu objetivo não seja discutir conceitualmente o que é consciência tática, vejo ser necessário, sem dizer o que ela é (ou deveria ser), dizer ao menos, o que ela não é. Alguns treinadores (e não só eles) a confundem com os seus próprios desejos equivocados e precipitados de que os jogadores se comportem em campo como “robôs”, programados para receber ordens e realizar ações pré-determinadas, sem pensar, obedientes.

Nesse caso, a consciência tática acaba sendo tomada erroneamente como “obediência tática”. E aí já não poderíamos dizer que os jogadores europeus são mais obedientes, porque, na verdade, pelo contrário, são estimulados a pensar, interagir, tomar decisões e participar ativamente da construção da equipe. Então, não! Nem a consciência tática deve ser confundida com obediência tática, nem nessa perspectiva poderíamos dizer que os europeus ou argentinos são mais (obedientes), porque o que costumam mostrar é autonomia.

Em segundo, diria que se não tomarmos, então, a consciência tática como obediência (porque ela não é!), mas a aproximarmos da ideia de uma percepção e entendimento do jogo em suas circunstâncias, por parte dos jogadores, teremos que atestar que a falta dela (da” consciência tática”) é incompetência de quem gere, tanto o processo de formação de jogadores, quanto a construção e treinamento de uma equipe profissional.

Se os jogadores são estimulados, mecanicamente, a cumprir tarefas, aprenderão “roboticamente” a agir assim – “controlados remotamente”. A melhor percepção e entendimento do jogo é algo que se constroi, com a ação do treinador. Então, dizer que o jogador brasileiro tem “menos consciência tática” do que o europeu ou o argentino é o mesmo que concordar que a ação do gestor de campo no Brasil é pior do que a do gestor de campo na Europa ou Argentina.

Recentemente, como já escrevi nesse espaço, renomados jogadores brasileiros (campeões mundiais, inclusive), que por muito tempo estiveram jogando na Europa, afirmaram que nossos jogadores aprendem mesmo sobre tática quando vão jogar no Velho Continente.

Não vou entrar na essência dessa discussão. O fato é que, enquanto tratarmos nossos jogadores como inaptos, menos inteligentes ou “burros”, seremos incapazes de perceber e resolver o problema real – que está na maneira com que são estimulados na preparação para o jogar.

E para isso não há saída: ou mudamos a abordagem, ou continuaremos reforçando os mesmos jargões de sempre.

E aí, não tem jeito, porque enquanto treinadores (claro, que existem inúmeras exceções!) continuarem achando que os jogadores europeus têm “mais consciência tática” do que os jogadores brasileiros, continuarão também acreditando que os gritos (berros!) na beira do gramado sempre serão o melhor controle remoto – e que ter controle remoto é essencial.

Mas sempre há salvação. E como diria um dos nossos bons treinadores, “treinador que tem que ficar gritando na beira do gramado durante o jogo é porque não trabalhou direito durante a semana”.

É isso...

E viva a autonomia!

sexta-feira, agosto 14, 2009

A importância das jogadas aéreas no futebol profissional brasileiro
As especificidades de um determinante artifício utilizado pelas grandes equipes do Brasil para a qualificação dos resultados
Fabiano José dos Santos
Não se pode mais dizer que o jogo aéreo é uma típica jogada europeia, ou mais especificamente das equipes Inglesas, haja vista que a condição física desses atletas (desenvolvimento muscular e estatura) e a deficiência técnica que existia nos mesmos os obrigava a realizar um tipo de movimentação bastante objetiva, que se tornara um dos princípios fundamentais do futebol: a jogada aérea, pela qual surtia efeitos favoráveis numa partida.

O futebol, como outros setores da sociedade mundial, globalizou-se, os atletas e comissões técnicas passaram a trocar informações e a cultura dos centros futebolísticos fundiram-se. Por conseqüência, as características táticas tornaram-se comuns, variando apenas as especificações técnicas de execução, bem como as formas como são trabalhadas.

No futebol moderno, a preparação física e os sistemas de marcação estão cada vez mais desenvolvidos, fazendo com que a condição atlética e o posicionamento centralizado dos jogadores dificultem as investidas de quem ataca.
Sendo assim, as equipes buscam alternativas para aproximar-se mais rapidamente do gol adversário, sem que os defensores as dificultem, mas sim sejam dificultados, gerando um desequilíbrio na retaguarda e facilitando as chegadas à frente.

As equipes brasileiras adotaram, dentre suas inúmeras características técnicas, o jogo aéreo como uma estratégia mais direta e objetiva em se alcançar os resultados. O lucro nas conquistas das equipes no Brasil foi alcançado por se explorar esse tipo de jogada em suas manobras ofensivas, devido à maior facilidade que se tem para organizar esse tipo de investida ao gol.

Porém, essa situação de jogo é bem mais complexa do que se imagina. Basta analisar que, diferentemente de outras modalidades desportivas que utilizam a bola aérea quase que constantemente e definem as jogadas com o uso dos membros superiores, o futebol tem seu grau de especificidade técnica muito elevado, principalmente quando a bola sai do contato com o solo, onde o trabalho realizado das condições motoras deve ser mais intensamente treinado.

Não é apenas criar situações de jogo para estimular a performance dos atletas profissionais, mas realizar treinamentos que condicionem e aperfeiçoem as destrezas que competem a um jogador de futebol.

A repetição dessa laboração técnica nos treinamentos, que envolve um conjunto de atividades específicas, serve de estímulo para que se refinem as competências necessárias para as jogadas que são muito utilizadas nas partidas de futebol, sendo necessárias as variações em suas origens e alguns trabalhos sintéticos, para os atletas, no que diz respeito a capacidades físicas condicionantes e coordenativas. Estas irão resultar num melhor desempenho das ações ofensivas e, indiretamente, no fortalecimento defensivo das equipes.

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS CONDICIONADAS:

1) Velocidade de deslocamento;
2) Velocidade de reação;
3) Força;
4) Potência;
5) Agilidade;
6) Flexibilidade

CARACTERÍSTICAS COORDENATIVAS:

1) Coordenação motora bilateral;
2) Equilíbrio dinâmico;
3) Equilíbrio estático;
4) Equilíbrio recuperado;
5) Ritmo;
6) Percepção espaço-tempo.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS:

1) Passe – Origem da jogada ou sequência para conclusão
2) Finalização bilateral:
2.1.rasteira
2.2.meia altura ( voleio)
2.3.bate-pronto;
2.4.coxa;
2.5.peito;
2.6.cabeça.
3) Antecipação;
4) Domínio.

As movimentações de avanço das equipes estão voltadas para ações de ataque que preparam as condições necessárias para que surjam as jogadas aéreas e que, direta (definam a jogada) ou indiretamente (lance anterior acontece antes da definição da jogada), o gol aconteça.

Partidas disputadas entre equipes de altíssimo nível técnico, que disputavam competições internacionais, nacionais e regionais, foram resolvidas em jogadas surgidas de uma bola aérea, onde sua origem aconteceu de cobranças de escanteios, de faltas, de arremessos laterais e de lançamentos à área com a bola “rolando”. Elas foram definidas pelos atletas com a máxima precisão.

Confira alguns jogos que resultaram em êxito na realização das jogadas aéreas e definiram a sequência de algumas equipes nas competições e levaram outras a conquistas de títulos:

Competição: Taça Libertadores 2008
Fluminense 3 x 1 São Paulo – Gol de Washington para o Fluminense
Forma do Gol: Direta

Competição: Decisão da Copa do Brasil 2008
Sport 2 x 0 Corinthians – Gol de Luciano Henrique para o Sport
Forma do Gol: Indireta

Competição: Campeonato Paulista 2009
Corinthians 1 x 1 Palmeiras – Gol de Ronaldo para o Corinthians
Forma do Gol: Direta

Competição: Taça Libertadores 2009
Sport 0 x 2 Palmeiras – Gol de Keirrisson para o Palmeiras
Forma do Gol : Indireta

Competição: Taça Libertadores 2009
Palmeiras 1 x 1 Sport – Gol de Wilson para o Sport
Forma do Gol: Indireta
Competição: Taça Libertadores 2009
Caracas 1 x 1 Grêmio- Gol de Fábio Santos para o Grêmio
Forma do Gol: Direta

Competição: Campeonato Brasileiro 2009
Atlético Mineiro 3 x 0 Náutico- Gol de Diego Tardeli para o Atlético
Forma do Gol: Direta

Competição: Taça Libertadores 2009
Cruzeiro 3 x 1 Grêmio- Gol Wellington Paulista para o Cruzeiro
Forma do Gol: Direta

Competição: Campeonato Brasileiro 2009
Botafogo 1 x 4 Goiás – Gol de Victor Simões para o Botafogo
Forma do Gol: Indireta

O favorecimento pelo posicionamento biomecânico, o grau de descontração para receber a bola mais apurado (atacar a bola) e a variedade na progressão são algumas vantagens que os jogadores das equipes que atacam têm em relação aos seus oponentes, já quem defende tem a preocupação pela bola aérea, notadamente, muito maior, pois seu dever como defensor amplia suas responsabilidades ao verificar as dificuldades que são apresentadas quando a bola ganha a trajetória oblíqua.

A seguir, algumas ações que os jogadores realizam no momento do ataque e defesa:

AÇÕES DE ATAQUE
AÇÕES DE DEFESA
Correr de frente ou lateralmente
Correr lateralmente ou de costas
Dita o ritmo da corrida
Ritmo da corrida de acordo com adversário
Movimentos coordenativos simplificados
Movimentos coordenativos mais refinados
Descontração maior
Atenção periférica redobrada
Ataca a bola
Marca a bola, o jogador e o espaço
Pode antever a jogada
Não pode antever a jogada
Posicionamento livre
Posicionamento dependente
Equilíbrio mais apurado
Busca o equilíbrio
Procura o vazio
Procura o adversário
Necessita se desmarcar
Necessita aproximar a marcação


É essencial e indispensável, no futebol praticado nos dias de hoje, o diferencial que a jogada aérea faz para quem a realiza, desde a forma como são criadas, mas principalmente o modo como são executadas as sequências para as definições das mesmas. Esse se configura como o ponto mais forte do esporte mais popular do Brasil.