Com predomínio do verde, animal já tem desenho e vídeo elaborados por empresa de marketing. Anúncio oficial será feito em outubro pelo COL
Por GLOBOESPORTE.COM /
Rio de Janeiro
O tatu-bola será a mascote da Copa de 2014. O animal, que está quase em extinção, foi escolhido pela Fifa para representar a competição que acontecerá no Brasil. O anúncio oficial será feito pelo Comitê Organizador do Mundial (COL) em outubro. Existe uma possibilidade remota de mudança porque a marca ainda não foi registrada na Europa.
Os desenhos e um vídeo com a mascote em movimento já foram produzidos por uma agência de publicidade contratada pela Fifa. O verde será a cor predominante do tatu-bola, que lembra muito uma bola de futebol quando se fecha para fugir dos predadores naturais e dos homens.
Apesar de a escolha já ter sido feita, a Fifa ainda precisa registrar o desenho do tatu-bola no OHMI, instituição que trata de patentes na Europa. A Fifa e outras marcas internacionais costumam registrar logos oficiais e desenhos na organização.
Durante a Copa de 2010, o logo da Copa de 2014 vazou pelo site da OHMI. Mais recentemente, o mesmo aconteceu com a marca da Copa das Confederações de 2013. A tendência é que o mesmo ocorra com a mascote do Mundial.
No dia 2 deste mês, a colunista Mônica Bergamo publicou no jornal “Folha de S. Paulo” que o tatu-bola era o favorito do COL para ser escolhido como mascote. Neste sábado, o jornalista Lauro Jardim, da revista “Veja”, afirmou que o animal acabou sendo realmente o eleito e que será batizado em votação realizada com os torcedores brasileiros.
A ideia de ter o tatu-bola como mascote de 2014 foi dada pela Associação Caatinga, uma ONG cearense dedicada à preservação ambiental. O grupo criou páginas na internet divulgando a campanha e em fevereiro entregou o material ao Ministério do Esporte.
No texto da campanha, a Associação Caatinga explica que o "Tolypeutes tricinctus" é o tipo de tatu mais ameaçado do Brasil e que a caça já o fez desaparecer de muitos estados. Para defender a escolha da mascote, a ONG lembrou que o nome original do tatu-bola foi dado devido à habilidade de curvar-se sobre si mesmo para se proteger quando ameaçado, ficando no formato de uma bola.
Sinopse
"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."
CALOUROS DO AR FC
sábado, março 10, 2012
Fifa escolhe tatu-bola como mascote, mas ainda falta registrar a marca
sexta-feira, março 09, 2012
Boca Juniors firma parceria com o Barcelona para reformular categorias de base
Boca Juniors e Barcelona assinam acordo de parceria nas categorias de base
Do UOL, em São Paulo
A ligação entre o Barcelona e a Argentina ficará ainda mais forte a partir desta segunda-feira. O clube de Lionel Messi assinou uma parceria com o Boca Juniors para fornecer à equipe sul-americana o modelo adotado para formação de atletas. Em troca, terá prioridade na contratação de jovens talentos.
“É um grande dia para o nosso clube. Este é um projeto que precisa de tempo e paciência, mas para nós é uma grande alegria firmar um acordo com o clube mais importante do mundo em termos de categorias de base”, disse o presidente do Boca Daniel Angelici ao diário Olé.Pelo acordo, o Barcelona terá prioridade para levar os garotos das divisões inferiores do Boca e poderá negociar os direitos federativos destes atletas com outras equipes. O time espanhol ainda poderá fazer uma lista de 10 jogadores que não tenham atuado pelo profissional para ter prioridade de compra.
“O futebol juvenil na Argentina está em crise. Faremos com que o Boca possa tirar benefício de tudo o que aprendemos na Espanha. A ideia base é que desde o infantil até o principal todos os jogadores tenham um mesmo estilo de futebol”, comentou o diretor de base do Boca, Jorge Raffo.
Outro benefício que a equipe argentina terá será na formação dos treinadores da base. Os técnicos passarão por um período de aprendizado nas instalações que o Barcelona mantém na Argentina desde 2006 para revelar novos talentos.
Foto 1 de 1168 - O jovem atacante do Barcelona, Tello chuta para marcar seu primeiro gol no jogoREUTERS/Gustau Nacarino
"Futebol feminino tem maior dimensão social que o masculino", diz Blatter
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Presidente da Fifa fez elogios ao futebol feminino / Foto: Getty Images
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista na página oficial da entidade, que o futebol feminino tem "maior dimensão social que o masculino" e que desempenha um importante papel "na emancipação das mulheres".
Por conta do Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8 de março, o líder da Fifa analisou a situação do futebol feminino, sua influência nas mulheres, e falou também sobre a permanência do esporte em países com tradição no esporte.
"O futebol em particular, desempenhou um importante papel na emancipação das mulheres desde o início. Neste sentido, o futebol feminino tem uma dimensão social mais forte que o masculino; e tanto as jogadoras, como as espectadoras, têm uma relação diferente com o esporte. Isto não rebaixa o futebol feminino à categoria de mera competição esportiva; ao contrário, somente o realça", declarou.
Blatter informou que a Fifa se propôs a alcançar as metas sociais do futebol feminino, e destacou, entre outras, "a promoção da igualdade de oportunidades" tanto no esporte como "nas demais áreas da vida".
Destacou que a entidade esportiva oferece um respaldo direto às associações e confederações membros, assim como à organização e à estrutura de torneios, que já é igual para homens e mulheres no futebol juvenil (sub-17 e sub-20).
Porém, segundo sua opinião, um dos segredos para o desenvolvimento deste esporte no mundo é sua consolidação em nível de clubes. Para isso, lembrou que "as associações se comprometeram a empregar pelo menos 15% da ajuda financeira que recebem da Fifa no futebol feminino".
"É importante que as associações adotem essa norma e a utilizem para contratar pessoal dedicado à tarefa de impulsionar o futebol feminino em seu país. Os grandes passos que alguns países deram nos últimos anos servem de excelente exemplo", frisou.
"Além disso, é fundamental que os clubes masculinos se solidarizem com o futebol feminino, apoiando suas equipes, e permitindo o compartilhamento de suas instalações, serviços e comissão técnica", acrescentou.
Por último, falou sobre o crescimento dos eventos esportivos onde o futebol feminino é protagonista e do aumento da atenção midiática gerada pelo esporte.
"Na Alemanha, por exemplo, houve mais telespectadores nas partidas da seleção feminina alemã na Copa do Mundo da categoria em 2011 que nas da seleção masculina no Mundial de 2010. Outrora, isso seria inconcebível", finalizou Blatter.
quinta-feira, março 08, 2012
O que o país perderia se a Fifa tirasse a Copa de 2014
Brasil necessita saber aproveitar os investimentos e fazer o máximo, e não o mínimo, no período do evento
Lilian de Oliveira / www.universidadedofutebol.com.br
Esta semana, o assunto mais comentado foi a possibilidade de a Copa do Mundo 2014 ser tirada do país tanto pela aprovação da Lei da Copa quanto pelas desavenças com Jérôme Valcke (foto). E, sim, isto é possível.
A Fifa oferece um evento, os países interessados se apresentam e ficam sabendo de todas as regras e exigências antes de assinar o “contrato”. O evento é da Fifa e ela tem seus padrões de qualidade e segurança. Cada país, portanto, fica responsável por respeitar esse padrão e achar a sua forma de lucrar com o evento, seja com a mídia internacional, com negócios ou com investimentos no país.
No entanto, o padrão da entidade é o mínimo a ser feito – afinal, o Brasil também se voluntariou para hospedar o evento disputando com outros países interessados.
A Fifa nunca tirou uma Copa do Mundo de um país, mas sempre tem uma “carta na manga”, como opção, caso isso seja necessário pelo descumprimento das normas fornecidas em uma brochura assim que o país é escolhido. O único caso em que se teve de trocar de país foi em 1986, quando a Colômbia desistiu e o evento foi realizado no México.
É muito improvável que a Fifa tire a Copa do Mundo daqui, mas caso tirasse, o Brasil não iria perder tanto como se imagina. O país deixaria de lucrar, mas não perderia muito. Atualmente, o que estamos investindo é permanente para o futebol, com estádios modernos e infraestrutura urbana. Poderia estar investindo em conscientização social como, por exemplo, limpeza urbana, contra o vandalismo e violência nos estádios. Mas, ainda temos investimentos concretos e projetos, antes engavetados, que a Copa trouxe à tona.
São 12 cidades-sede contando com novos projetos urbanos e de estádios. No entanto, são 18 estádios em reformulações e reformas: o das 12 cidades-sede (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, ‘Recife’, Fortaleza, Natal, Manaus e Cuiabá), somados ao estádio do Grêmio (RS), Ponte Nova Arena, Morumbi e Arena Palestra (SP), Arena da Floresta (AC) e Arena América (RN).
O dinheiro da Copa do Mundo para o país sede não vem da bilheteria dos estádios e nem, tampouco, seria o lucro do evento que manteria qualquer um destes equipamentos. Portanto, a existência do evento ou não, depois de construídos os estádios, é irrelevante para a manutenção dos mesmos.
O capital que vem com a Copa do Mundo é em grande parte pelo turismo, com a marca Brasil sendo vendida fora do país, em negócios e reputação. O resto é investimento que fica para o país. O máximo que um estádio perderia com a retirada do evento no país seria uma minimização da visibilidade através da mídia, tornando-os menos um marco, uma referência turística, mas, novamente, voltamos ao turismo.
O futebol já ganha muito, o esporte ganharia mais se nos programas dos estádios constassem mais equipamentos de outros esportes, mas o Brasil passará por uma revolução esportiva, com ou sem Copa do Mundo. Basta saber aproveitar os investimentos e fazer o máximo, e não o mínimo, neste período. Com respeito ou não, com má tradução de suas palavras ou não, Jérôme Valcke está correto. Precisamos mesmo de um pé na bunda (ou ‘acelerar o ritmo’, se preferirem).
Ricardo Teixeira pede licença da CBF
REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, São Paulo – SPAo menos durante os próximos 30 dias, Ricardo Teixeira não será o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O vice-presidente mais idoso da entidade, José Maria Marin, ficará no comando nas próximas semanas. Teixeira já informou a sua decisão aos presidentes das federações de futebol no Brasil.
Teixeira estabeleceu o tempo inicial de um mês para ficar fora do comando da CBF. Segundo o estatuto da entidade, esse período não poderá ultrapassar 60 dias. Em 2011, o dirigente foi internado após sentir dores abdominais; foi constatado que ele sofria de diverculite, que foi tratada com apenas com mediação. Além do problema no intestino, Teixeira tem um histórico de problemas cardíacos.
O afastamento do dirigente da CBF acontece a pouco mais de dois anos da Copa do Mundo no Brasil e sob diversas denúncias de corrupção. Seu nome estava envolvido no dossiê da ISL, agência de marketing da Fifa que faliu em 2001. Teixeira teria sido um dos dirigentes que receberam propina nas negociações de direito de televisão. Esse episódio acirrou o relacionamento entre ele e o presidente da Fifa, Joseph Blatter.
No Brasil, Teixeira enfrentou duas Comissões Parlamentares de Inquéritos (CPI). Em 2001, justificou problemas cardíacos para se ausentar da CPI que investigava a movimentação de recursos da CBF em paraísos fiscais. As denúncias também apontavam irregularidades no contrato entre a Nike e a entidade.
Em 2008, o dirigente pressionou os presidentes das federações de futebol por uma mudança no estatuto da CBF. Para se garantir no comando até a Copa do Mundo, a gestão da entidade foi estendida de três para sete anos. O atual mandato se encerra em 2015.
Nos últimos meses, Teixeira já havia dado sinais de que poderia deixar o cargo da presidência da CBF. O dirigente demitiu Marco Antônio Teixeira, seu tio, que trabalhava na CBF desde o seu primeiro mandato. Para comandar as seleções brasileiras, Teixeira contratou Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians. Já para a Copa do Mundo, ele colocou os ex-jogadores Ronaldo e Bebeto no Comitê Organizador Local (COL).
No lugar de Teixeira, assume o vice-presidente que representa o Sudeste na CBF. José Maria Marin é ligado à Federação Paulista de Futebol (FPF) após ter feito carreira política. Na década de 1970, foi deputado federal pela Arena e, em 1982, chegou ao governo de São Paulo.
Recentemente, ficou em evidência após embolsar uma medalha destinada ao campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A FPF informou que a medalha era, de fato, destinada ao dirigente. No entanto, um goleiro do Corinthians, campeão do torneio, ficou sem o artefato após a partida.
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Museu do Futebol abre as portas para as mulheres, esclarece regras do jogo e debate perspectivas da categoria feminina
Palestra às 19h contará com a presença de jornalista, ex-atleta da seleção e treinadora do JuventusEquipe Universidade do Futebol
A celebração em tom reflexivo referente ao Dia Internacional da Mulher (8 de março) desembarca no Museu do Futebol, no Pacaembu. Além do fato de as mulheres terem feito visitas guiadas e gratuitas na parte da manhã, a noite reserva um espaço para debates.
No auditório Armando Nogueira – espaço anexo ao museu –, às 19h, ocorrerá a a palestra "Futebol Feminino: Quais suas perspectivas?". Participam a ex-atacante da seleção brasileira Michael Jackson, a comentarista esportiva da RedeTV! e também ex-jogadora, Juliana Cabral, a treinadora do time feminino do Juventus, Emily Lima e a jornalista Lu Castro. É necessário retirar senha com uma hora de antecedência).
No sábado e no domingo, as homenageadas da semana também poderão conhecer mais sobre a história do esporte e aprender algumas regras do jogo. À ocasião (dias 10 e 11), as mulheres terão desconto de 50% no ingresso.
O Museu do Futebol funciona diariamente, das 9h às 17h. Em dias de jogo no Pacaembu, é preciso confirmar os horários.
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terça-feira, março 06, 2012
Depoimento de Benê Lima ao Universidade do Futebol
O mote é um comentário do ex-treinador e atual diretor de futebol das categorias de base do São Paulo FC, René Simões, em recente visita ao Barcelona FC:
“... um banho de normatização, organização, respeito a filosofia de jogo, e metodologia de trabalho. Me entristece ao verificar que tudo isso no Brasil é considerado fútil, inútil e teórico demais.
Paciência! Eles estão dando banho de futebol. Assisti à goleada de 5 x 0 da Espanha na Venezuela. Parecia profissionais contra juvenis tamanha a diferença.
A bola era escondida ao adversário. Só́ podiam correr e dar a saída depois dos gols. Ainda há tempo para voltarmos a fazer o que fazíamos com tanta facilidade. Brasil e brasileiros, queiramos mais”.
Universidade do Futebol - Qual é o seu sentimento ao ouvir isso de um gestor técnico de campo brasileiro?
Benê Lima - Amigos,
Cronista esportivo Benê Lima
Sinceramente, não me surpreende que um gestor de campo brasileiro exponha, da forma como o fez René Simões, aquilo que o raciocínio analítico dedutivo já nos vem mostrando ostensivamente há alguns anos. Ou não é uma realidade que temos sido uma das maiores vítimas do processo de globalização do futebol, em que nossa identidade acabou por ser quase inteiramente subjugada?
Não importa o sentimento pelo qual sejamos tomados ou até aturdidos, ao introjetarmos a pungente realidade de estarmos perdendo nosso protagonismo no mundo da bola. O essencial é que admitamos nossa nova condição, para que possamos identificar as causas a ela inerentes, além daquela que acabamos de propor e que, repito, passa pela reprodução do modelo globalizado. Se o problema existe e tentar mistificá-lo não produzirá as soluções que ele reclama, só nos resta trabalhar de modo diligente e criterioso para propor soluções. Portanto, a grande interrogação a ser feita é: quais os caminhos a seguir para mudarmos o atual estado do futebol brasileiro?
Não resta dúvida que a solução ‘barcelonista’ como resposta à questão acima proposta é a detentora do maior apelo e poder de sedução. Contudo, além de certo grau de incompatibilidade com a realidade socioeconômica e cultural brasileira, por seu alto custo e complexidade, ela excluiria a grande maioria dos times brasileiros, pela falta de estrutura dos clubes que lhes dão origem. Outro fator de desencanto pela solução catalã é que ela não é implantável sequer em médio prazo, o que dirá em curto prazo. Ademais, ela exigiria daqueles clubes que quisessem adotá-la a criação de uma superestrutura para as suas divisões de base, condição inaceitável para alguns e inatingível para a grande maioria deles.
La Masia, Barcelona
Pelo que expomos até aqui, creio que a percepção dos leitores, com base na ‘sintomatologia’ do problema, já os conduziu a um vislumbre da equação problema-solução, que a nosso juízo passa pela reavaliação de toda a metodologia de trabalho que vem sendo utilizada nas categorias de base, com destaque para a reformulação da formação dos atletas. A propósito, numa nossa recente participação em um seminário com o propósito de discutir o trabalho de base dos clubes de futebol no estado do Ceará, assistimos, um tanto perplexo, aos questionamentos dos integrantes das comissões técnicas, sobre as razões de tão baixa produção em seus clubes, sobretudo em posições de características mais defensivas, como zagueiros e goleiros. Observamos, pois, que a convicção que nos acompanhava da localização do problema estar nos limites das comissões técnicas, notadamente em suas metodologias de formação dos atletas, não encontrava ressonância alguma naquela plateia, o que nos fez ver que por isso a solução ainda estava distante.
Seminário sobre categorias de base
Aos clubes não basta terem em suas fileiras profissionais competentes sem que eles e seus projetos sejam acreditados. Por sua vez, crer-se neles significa dar-lhes todas as condições de trabalho (estrutura, logística, equipamentos, etc.). Feito isso, os clubes precisam manter em sua estrutura técnico-administrativa um mínimo de capital intelectual para a gestão de suas comissões técnicas, sem o quê não se construirá parâmetros de aferição confiáveis do trabalho delas.
Com a reinvenção do trabalho das comissões técnicas, antevejo dois níveis de concepção de trabalho, com o objetivo de lidar com as diferentes realidades dos clubes. Uma dessas concepções se pautaria pela predominância da excelência; a outra se ocuparia da promoção da ‘alquimia’ típica da inovação e da criatividade.
É preciso admitir que a competência dos nossos profissionais não tem sido suficiente para que sejamos modelo na formação de atletas, tampouco na execução do jogo com todas suas variantes. Também não precisamos ir à Espanha para confrontarmos essa realidade. Basta considerarmos, proporcionalmente, a vizinha Argentina para verificarmos que ficamos para trás na formação do atleta e do cidadão, bem como na eficácia do treinamento. Não por acaso, qualquer atleta brasileiro mediano, produz mais onde se valoriza o aspecto coletivo do futebol que no próprio Brasil, onde viceja o culto à individualidade.
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Conexões entre megatendências para o mundo
Estabelecemos uma conexão entre o que escrevemos em nossa Coluna “Com Pé e Cabeça” em 2009, fruto da experiência vivida no final dos anos 80, num fantástico evento realizado em São Paulo, do qual fizemos parte como plateia.
Opinião
A RETÓRICA QUE REVELAPor Benê Lima
“Ser exigente não é mera questão de opção: trata-se de externar uma característica dominante, que adquirimos pela formação educacional no meio familiar e corroborada na escola.” (Benê Lima)
Na década de oitenta, entre tantas boas oportunidades de ampliação de meu lastro cultural, participei, como representante do S. I. News – Jornal dos Empresários, da região de Santa Ifigênia, São Paulo, de um evento realizado no auditório do Gallery, denominado MEGATRENDS-2000. O casal de sociólogos norte-americanos John Nasbitt e Patrícia Aburdene eram os protagonistas do evento, que consistia em ANTECIPAR as MEGATENDÊNCIAS para o início do século XXI.
É importante frisar que a visão antecipada nem era oportunista e menos ainda adivinhatória. Tratava-se, como bem conceituam os lexicógrafos sobre sociologia, do estudo do conhecimento objetivo da realidade social. Entre as previsões fruto das megatendências, encontravam-se:
- A explosão econômica global;
- Renascimento nas artes;
- A emergência de um socialismo de livre-mercado;
- Estilo de vida global convivendo com o nacionalismo cultural;
- A privatização do ‘welfare state’;
- A ascensão da orla do Pacífico;
- A década das mulheres na liderança;
- A era da biologia (biotecnologia);
- Renascimento religioso;
- O triunfo do indivíduo.
Sabemos que nem tudo se concretizou. No entanto, no geral, muito do que foi preconizado acabou se cumprindo. Mas, a grande pergunta que o leitor deve estar fazendo é: o que tudo isso tem a ver com o futebol. E a resposta a essa pergunta é: com o jogo de futebol, nada; mas com a gestão do futebol, tem muito a ver.
Na verdade, se nossos dirigentes fossem alcançados ao menos por parte da revolução que vem ocorrendo no mundo ao longo das duas últimas décadas, nossos clubes já teriam mudado seus perfis para melhor a pelo menos uma década. E o pior é que em não mudando, eles influenciam negativamente o comportamento dos atletas, que continuam fazendo-os refém da mera possibilidade de bons resultados que eles representam.
Você está preparado para 2050?
Apesar de a data parecer distante, o processo de mudanças deve começar agora. E quem quiser sobreviver precisa começar a se adaptar
Site Administradores.com
Em 2050, a economia mundial estará crescendo a um ritmo 50% maior que o atual. As perspectivas apontam que a produção global triplicará. E os grandes responsáveis por isso serão as economias emergentes, que terão crescido cinco vezes mais do que o chamado mundo desenvolvido, e passarão a contribuir duas vezes mais do que os países de "primeiro mundo" para o crescimento global.
A expectativa é de que 19 das 30 maiores economias do mundo sejam, em 2050, de países hoje considerados emergentes. A Índia, por exemplo, será a terceira maior economia de todo o globo. A China será a primeira. Países como Suíça, Bélgica, Áustria, Noruega e Dinamarca desaparecerão dos Top 30.
O crescimento populacional deverá viver suas próprias reviravoltas. Na Arábia Saudita, a população ativa viverá um crescimento de 73%. No Japão, esse valor diminuirá 37%. E isso refletirá diretamente na variação de suas fortunas. Todas essas mudanças terão fortes implicações no modo como a agenda política global é conduzida. Para se ter uma idéia, na última década, a Europa já precisou abrir mão de dois assentos no conselho executivo do FMI para dar espaço a governos de países emergentes.
E ainda teremos muitas outras mudanças em vista. A China, por exemplo, terá aumentado em sete vezes sua renda per capita. Mas esse valor ainda corresponderá a 32% do equivalente nos EUA.
2050 será apenas o começo das milhares de transformações que irão redefinir o mundo. E você, seja empreendedor, seja profissional, precisará manter-se atento às novas tendências, de modo que possa acompanhar o desenvolvimento do planeta e do seu país, saber tomar as decisões certas e orientar seu futuro com uma agenda positiva.
A capacitação para atuar num mercado cada vez mais competitivo será um pré-requisito ainda mais fundamental do que é hoje. Em 2050, não bastará simplesmente conhecer seu público, será necessário transpor fronteiras e manter-se sempre conectado. Afinal, qualquer mudança de humor no outro lado do mundo terá capacidade de afetar os mercados por aqui.
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domingo, março 04, 2012
“Goiano não é atrativo”, diz presidente do Atlético-GO
RODRIGO CAPELO
Da Máquina do Esporte, São Paulo - SPCampeonato Estadual não é suficiente para marcas, segundo presidente“Para quem reclama do Cearense, eis um bom mote para reflexão.” (Benê Lima)
Com apenas uma marca garantida no uniforme, o Atlético-GO ainda não conseguiu ampliar o número de patrocinadores com exposição em camisa. E a principal razão, segundo Valdivino de Oliveira, presidente da equipe rubro-negra, é a falta de atratividade do Campeonato Goiano para marcas.
“O Goiano não é muito atrativo, então teremos de esperar pelo Brasileiro para conseguir alguma coisa”, afirma o mandatário à Máquina do Esporte. Atualmente, o clube conta apenas com a Cimento Tocantins na cota máster, em acordo firmado no início deste ano e válido até setembro próximo.
O presidente do Atlético-GO, também deputado federal, esteve ocupado com afazeres no Congresso Nacional nos últimos dias, mas promete voltar em breve à caça por patrocinadores. “Estive em Brasília, mas irei retomar todas as conversas quando voltar”, diz Oliveira.
A falta de patrocinadores, na verdade, não é um problema presente apenas durante o Goiano. No Campeonato Brasileiro do ano passado, quando a equipe disputou a primeira divisão nacional, a Cimentos Tocantins era a única marca estampada no uniforme da equipe, enquanto outras propriedades foram ocupadas apenas ocasionalmente, em partidas contra Corinthians e Flamengo.
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