Elenco palmeirense (30 jogadores) possui valor de mercado estimado pela Pluri de € 50 milhões, enquanto que o grupo do rival paranaense está avaliado em € 28 milhõesFernando Pinto Ferreira* / Universidade do FutebolRessalva: Os valores dos times citados neste Estudo referem-se exclusivamente à somatória do valor de mercado dos jogadores de seus respectivos elencos profissionais. Não inclui o valor da marca, qualquer outro tipo de ativo físico tangível, intangível, ou direitos a receber de qualquer natureza.
Nesta quinta-feira, Palmeiras e Coritiba fazem a primeira partida da final da Copa do Brasil de 2012, na Arena Barueri. Será o duelo entre o 9º (Palmeiras) e o 13º (Coritiba) elencos mais valiosos do Brasil.
Confira a seguir mais informações sobre o valor de mercado dos jogadores de cada equipe:
1) Os 61 jogadores dos elencos dos dois times têm valor de mercado total de € 78 milhões, ou R$ 195 milhões;
2) O elenco palmeirense (30 jogadores) possui valor de mercado estimado pela Pluri de € 50 milhões (R$ 126 milhões), enquanto que o grupo do rival paranaense está avaliado em € 28 milhões (R$ 69 milhões);
3) Na média, cada jogador vale € 1,3 milhão (R$ 3,2 milhões). No Palmeiras, a média é de € 1,7 milhão (R$ 4,2 milhões) por jogador, enquanto que o Coritiba tem média de € 0,9 milhão (R$ 2,2 milhões);
4) Considerando-se a ausência por contusão do volante Wesley (valor de mercado de R$ 15,5 milhões), o lateral Juninho (22), avaliado em R$ 9,3 milhões, passa a ser o jogador mais valioso do confronto, seguido pelo zagueiro Henrique (25) com R$ 8,8 milhões. No Coritiba, os mais valiosos são o volante Willian (23), com R$ 5,3 milhões e o zagueiro Émerson (29) com R$ 3,8 milhões;
5) Entre os 10 mais valiosos, domínio palmeirense: nove jogadores contra apenas um do Coritiba.
*Economista, Especialista em Gestão e Marketing do Esporte e Pesquisa de Mercado.
Sinopse
"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."
CALOUROS DO AR FC
quarta-feira, julho 04, 2012
Valor de mercado dos elencos de Coritiba e Palmeiras, semifinalistas da Copa do Brasil
terça-feira, julho 03, 2012
Jornalismo Esportivo] Mídia e paixão clubística – parte II
No post anterior fiz um painel aproximado do anticorinthianismo na mídia esportiva. Faltou apontar onde ele não prospera, de modo que a análise ficasse com a imparcialidade que reivindico para os comentários esportivos. Os jornalistas Paulo Calçade, Alê Oliveira, Gustavo Hoffman, Jean Oddi e Tironi, todos da ESPN, são exemplos de isenção no trato com o Corinthians. O mesmo vale para os comentaristas da FoxSports , todos bastante esforçados em levar informação de qualidade ao invés de implicância clubística ao leitor/telespectador. Na SportTV, o que atrapalha é o carioquismo; o melhor analista é o Muller, que no ano passado, a umas cinco rodadas para o final do campeonato, previu o Corinthians campeão, enquanto Renato Maurício Prado, no Troca de Passes, vaticinava: “Se se repetirem os resultados do primeiro turno nessas últimas rodadas, o Corinthians será o 4º, o Bota, 3º, o Vasco, 2º e o Flu, 1”.
Muller não é corintiano (na verdade, as únicas informações que não posso confirmar, do post anterior, são os “times do coração” dos jornalistas), então baseou suas previsões em avaliação criteriosa. Nem sei se ele é (deveria ser) são-paulino. Mas o UOL o detonou como comentarista depois de uma transmissão sua na primeira partida da semifinal em que o tricolor ganhou do Coritiba por 1 a 0. Muller criticou a atuação do São Paulo. E, vocês sabem: mexeu com o São Paulo, mexeu com a Folha/UOL.
Gol contra Boca foi “milagre”
O UOL tem um método interessante de humilhar quem interessa: pinça alguns tuítes (quem sabe gerados por seus agregados) e faz reportagens sobre os tais tuítes). Foi assim com o Muller, que na transmissão apenas anteviu a eliminação do tricolor (que, apesar da vitória, jogou mal e mereceu perder já a primeira partida). Assim, a Folha deu matéria cujo título era, mais ou menos: “Muller rouba a cena de transmissão com ‘pérolas’”, descendo a lenha no comentarista e, com seu usual esnobismo, destacando o português ruim do ex-craque. Existem ainda os comentaristas-torcedores tipo Neto. Também criticam o time, mas o “vai, Corinthians” desagrada, com razão, ao leitor-telespectador que procura informação sem paixão, entre os quais me incluo. Talvez Neto tenha esse direito, já que é ex-jogador e ídolo do time. Mas o que ele ganha de audiência entre os fãs do Timão perde em credibilidade ante os demais torcedores.
Há comentaristas como Juca Kfouri (foto), que é do tipo antagônico. Se fosse dialético seria elogio porque o dialético dialoga com os defeitos e qualidades de seu time. Mas o antagônico é um pressionado pelas linhas editorais anti-corinthianas da Folha/UOL ou de colegas como Arnaldo Ribeiro, da ESPN/Placar e quejandos. De forma que é extremamente severo com o Corinthians e pra lá de benevolente com seus adversários. Vejo internautas prevenindo-o a respeito, mas ele prefere atribuir os avisos a fanáticos. Não são. Um exemplo. Nas semifinais, quando Neymarketing já vinha jogando mal ou sendo bem marcado (ou as duas coisas), publicou uma coluna e produziu um post sobre o cansaço do garoto (coisa que o jogador fez questão de alardear jogando-se dramaticamente no gramado feito um boneco de pano quando se apagaram as luzes na Vila Belmiro). “Neymar está cansado” foi uma maneira de sobrevalorizar o Santos e subestimar a excelente marcação do Corinthians.
Como, depois de uma semana de descanso, o coitadinho do craque foi novamente bem marcado, Juca Kfouri saiu-se com esta: “Vai para a Europa, Neymar”. Escrever também que o gol de Romarinho, fruto de uma excelente sequência de lances, foi “milagre”, é outra maneira de subestimar o time. Eis o antagonismo de Kfouri. Foi graças aos comentaristas equilibrados da ESPN e da Fox Sports que eu, como torcedora, pude formar uma ideia razoável das reais probabilidades do meu time nesta Libertadores. Não vou me surpreender se for vencida pelo Boca, mas também não vou achar “milagre” se o Corinthians ganhar porque chegou à final com os méritos que tais comentaristas, sem as implicâncias clubísticas que a profissão mascara, trataram de destacar ao longo da competição.
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[Silvia Chiabai é jornalista] / Observatório da Imprensa
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Vila Belmiro alavanca entrada da GVT em Santos
GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, São Paulo - SP
A GVT, empresa que trabalha com banda larga, telefonia fixa e TV por assinatura, investiu R$ 54 milhões para lançar operações em Santos e São Vicente. A companhia começou a trabalhar nas duas cidades em 2012, e resolveu usar o esporte como forma de divulgar o debute. Para isso, comprou até o fim do próximo ano um espaço na Vila Belmiro.
O contrato com o estádio do Santos inclui naming rights de um setor premium. O local tem capacidade para 750 espectadores, e será inteiramente decorado com assinatura da GVT, cujo logotipo será estampado nas cadeiras.
A GVT também terá 40 ingressos por jogo do Santos como mandante. As entradas serão exploradas em ações da companhia com clientes e potenciais compradores.
“Eu não quero apenas divulgar meu produto, mas me relacionar com o público local de uma forma mais integrada”, explicou Fabio Paquiella, gerente de planejamento de mídia da GVT.
A expectativa da GVT é que a aposta na Vila Belmiro eleve em até 5% o volume de negócios da empresa na região litorânea. O setor personalizado será inaugurado no dia 18 de julho, quando o Santos receberá o Botafogo em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro.
“Vamos usar a área para demonstrar produtos, como a banda larga de alta velocidade que a GVT tem. Também teremos televisores com GVT TV nessa área de degustação. Vai ser algo voltado a um público bem selecionado, já que o acesso das cadeiras é o mesmo dos camarotes”, completou Paquiella.
A aposta no futebol como plataforma de divulgação na entrada de um mercado já havia levado a GVT ao futebol em Campinas. A empresa fechou em agosto do ano passado com os rivais Guarani e Ponte Preta.
Entretanto, as parcerias com os campineiros tiveram perfil bem diferente. A GVT estampou as mangas das camisas dos dois times, em acordo cujo principal foco era a exposição.
Em Santos, o negócio tem metas mais calcadas em relacionamento e construção de marca. “Nossa estratégia para o futebol ainda não é 100% consolidada. Esses modelos passam pelas oportunidades e pelo momento da GVT”, explicou o gerente da companhia.
A GVT não divulga o montante investido pela companhia no esporte.
segunda-feira, julho 02, 2012
Vitória muda uniforme para incentivar doação de sangue
REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, São Paulo – SP![]()
No último sábado, o Vitória (BA) iniciou uma campanha com a Penalty, sua fornecedora de material esportivo, para incentivar os torcedores do time a doarem sangue. Com o objetivo de destacar a estratégia, a equipe rubro-negra entrou em campo para a partida contra o Avaí com listras brancas no lugar das tradicionais vermelhas.
A cada jogo uma listra voltará à cor original, até que a camisa tenha a tonalidade habitual. As doações serão destinadas à Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba).
“Queríamos fazer algo a mais do que apenas pedir aos fãs para doarem sangue. Com essa iniciativa, eles poderão participar mais ativamente e perceberão a importância de um gesto como esse, que pode ajudar a salvar inúmeras vidas”, disse Alexi Portela, presidente do clube baiano.
Desde o ano passado o Vitória disputa a segunda divisão do futebol brasileiro. Na atual edição, o time de Salvador está na briga para subir à elite e é o quarto colocado na Série B.
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Como serão as empresas e a nossa carreira no futuro?
Em entrevista, César Sousa, um dos principais experts brasileiros em estratégia empresarial, relata que os modelos de gestão tradicionais precisam ser sepultados e profissionais precisam promover uma nova postura em suas carreiras
Esqueça o pensamento dos tradicionais "gurus" do século XIX e seus modelos de gestão. A sociedade, os profissionais e a forma de se fazer negócios mudaram drasticamente.
A tese acima é defendida pelo consultor César Sousa, CEO da Empreenda Consultoria e considerado um dos 200 Global Leaders of Tomorrow pela World Economic Forum - Suíça. Para o especialista, que lançou recentemente o livro "A Neo Empresa", o cenário atual exige urgentemente que se abandone os princípios da Era Industrial, utilizado por muitas empresas até hoje.
César declara que entramos em uma nova fase em que novos valores e necessidades são mais desejadas pelos consumidores e profissionais. O Administradores.com conversou com o consultor que apontou algumas formas para se ter sucesso nos negócios e em nossa carreira nesse nova era do management. Confira!
César, o título do seu livro é "NeoEmpresa" e a minha primeira pergunta é justamente sobre isso. O que as novas empresas possuem de diferentes das antigas empresas?
Muitas características da NeoEmpresa são bem diferentes das empresas tradicionais. A NeoEmpresa é uma entidade Multicentrada, que gravita em torno de clientes, pessoas, acionistas, parceiros, investidores, comunidades e demais partes interessadas. Podemos pontuar alguns pontos dessas novas empresas:
- Constrói um "Mapa de Geração de Valor" decorrente do Significado percebido pelas entidades que fazem parte do seu modelo de negócios. Isso conduz a resultados surpreendentes que vão muito além do "mero" valor econômico.
- Luta pelo Progresso dos seus Clientes, em vez de apenas buscar o seu próprio progresso. Coloca o cliente no centro do seu organograma, ciente de que o seu sucesso depende do sucesso dos seus clientes, distribuidores e parceiros.
- Customiza a Gestão das Pessoas, em vez de apenas "Gerenciar Cargos". Respeita a individualidade de cada um, oferecendo uma razão inspiradora para suas vidas
- Valoriza o Intangível e não apenas o Tangível. Diferencia-se dos concorrentes por não se limitar à gestão eficiente de capital, equipamentos, estoques, tecnologia e instalações.
Além de incorporar a Sustentabilidade ao seu Modelo de Negócios, colocar a Tecnologia a serviço do Ser Humano e estrutura-se de forma horizontal, direta e flexível.
Essas diferenças aconteceram pelas mudanças de visão e comportamento dos consumidores e das próprias pessoas que fazem as empresas?
Essas diferenças são decorrentes do mundo em reconfiguração em que vivemos. E pelos sintomas atuais que percebemos na maioria das empresas, com estratégias bem arquitetadas que mal conseguem sair do papel e não funcionam quando começam a ser implementadas. Então, nota-se que essas empresas podem possuir até sete elementos problemáticos.
- Clientes insatisfeitos com a baixa qualidade do atendimento na hora da verdade, quando usam produtos e serviços que deveriam solucionar suas necessidades;
- Pessoas infelizes por não conseguirem desenvolver seu potencial nas empresas e pela falta de significado do dia a dia do trabalho nas suas vidas;
- Parceiros e sócios desconfiados, negociando na base dos medos e receios;
- Acionistas apreensivos pelos riscos que não conseguem antever nem controlar;
- Comunidades que não aceitam mais, de forma passiva, o impacto das empresas no seu cotidiano;
- Empresas engessadas com modelos de governança que não se adaptam aos jovens talentos inquietos que fazem parte da chamada "Geração Y";
- Empresas que insistem nos tradicionais planos de carreira, na surrada ideia da escada com vários degraus até o topo, enquanto as pessoas têm pressa, preferem subir mais rápido ou caem fora, movendo-se numa velocidade proporcional ao seu talento.
Você acredita que os princípios de gestão e da Administração adotados ao longo de décadas por várias organizações e escolas de negócios estão ficando engessados para essa nova era corporativa que surge?
Sem nenhuma duvida. Os princípios de gestão tradicionais não mais respondem às novas necessidades das empresas nem das pessoas. Estamos formando lideres para uma realidade que já não existe mais. E estamos dirigindo nossas empresas com olho no espelho retrovisor. Ainda somos prisioneiros dos princípios da Era Industrial com ideias criadas no século XIX, publicadas no século XX. E olhe que já estamos na terceira década do Sec. XXI.
O que não funciona mais, por exemplo?
Uma serie de ideias mortas que precisamos sepultar. Exemplo; "espremendo fornecedor é que se aumenta o lucro da empresa"; ou "o segredo é a alma do negócio", coisas assim. Lembro do tempo que muita gente acreditava que "lugar de mulher é na cozinha?" são coisas assim que temos de nos livrar, de ideias obsoletas que ainda povoam a cabeça de executivos nas empresas.
Muito se fala de sustentabilidade e "economia verde". Inclusive, tivemos aqui no Brasil uma conferência de proporções mundiais - a Rio+20. O pensamento nessas causas, em sua opinião, está deixando de ser uma tendência corporativa para se transformar em uma realidade empresarial absoluta? Você acha que as empresas que não tiverem inclinadas a responsabilidade social/ambiental estão fadadas a extinção?
As empresas precisam incluir a sustentabilidade social e a ambiental nos seus modelos de negócios, em vez de apenas ficarem jogando pra plateia. Não é apenas plantando árvores, reciclando lixo ou um projeto social aqui ou outro ali que vamos resolver a questão da sustentabilidade. Aliás, falta a variável mais importante no famoso "triple bottom line" – econômico-financeira, social e ambiental. A verdade é que não se trata de um triângulo, mas no mínimo de um quadrilátero: falta a liderança. Acredito que as empresas que não desenvolverem líderes em todos os níveis, essas sim, estarão condenadas a extinção.
Mas em relação à postura desses líderes da NeoEmpresa. O que devemos esperar deles?
Posturas e atitudes completamente diferentes dos líderes tradicionais. Os NeoLíderes serão aqueles que constroem causas em vez de apenas oferecer empregos; formam outros lideres, em vez de seguidores; fazem mais do que o combinado, em vez de apenas bater metas; inspiram pelos valores, em vez de pela hierarquia ou pelo carisma; lideram 360 graus, em vez de apenas dentro das paredes da empresa.
E entre os profissionais em geral? Quais são os caminhos para eles se destacarem em suas carreiras?
Desenvolverem o que chamo de competências intangíveis. Chega de competências tangíveis, de tecnicismo, de ferramentas e de instrumentos, isso tudo é obrigação. Os profissionais competentes que conheço se destacam pelo intangível: confiança, comunicabilidade, capacidade de integração, relacionamento, networking, reputação, coerência, determinação, perseverança e muita disciplina. Além, obvio da inovação. Eles são inovadores, ousados, mas disciplinados. A Era do Management nos ajudou a chegar até este ponto. Agora precisamos dar o próximo passo: repensar e enriquecer alguns dos seus princípios, vislumbrando as características da empresa moderna do século XXI, a NeoEmpresa.
- Fonte: Administradores.com.br
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Futebol e Transcendência: mais que necessário!
USAMOS O CÉREBRO? A PERIODIZAÇÃO TÁTICA USA!
Dênis de Lima Greboggy
Rodrigo Vicenzi Casarin
CONTEXTUALIZAÇÃO
Você pensa sobre a complexidade do futebol e do ser humano? Pensa também na variabilidade de dimensões interdependentes, pertencentes interna e externamente à relação interativa do ser humano com o futebol? Pois bem, se você pensa somente na bola e em seus “gomos”, está apto para ser um extraordinário treinador! Será?
Entretanto, se você pensa na bola, fisiologia, liderança, neurociências, modelação e organização, certamente está com caminho totalmente correto, para que seja um tremendo treinador complexo.
Bom, como todos ou quase todos sabem (se não sabem devem obrigatoriamente saber), o futebol é um jogo complexo que requer que as equipes modelem a sua forma de jogar. Modelar é: ao mesmo tempo identificar e formular alguns problemas para resolvê-los por “simulação”. “A análise e interpretação do conteúdo do jogo de futebol e da funcionalidade da equipe pelo meio de simulação asseguram a possibilidade de utilização de uma metodologia científica na programação do treinamento” (Teodorescu, 2003). A modelação é uma antecipação coordenada da tomada de decisão individual e coletiva dos jogadores e da equipe, e só será plenamente eficaz se os jogadores perceberem e sentirem esta, através de treinos complexos.
Nos últimos anos tem-se percebido especificamente em esportes complexos como o futebol que, a tomada de decisão é influenciada pela emotividade sentida e pela quantidade-qualidade da prática contextualizada. Então, se a prática (treinamento) for emotiva (situações de jogo que geram emoções) e complexa, o cérebro fica capacitado para descobrir qual informação vai “prestar atenção”, e começa a decifrar os padrões da realidade com antecipação. Assim, quando chega o jogo, os jogadores consequentemente a equipe agirão muito rápidos e automaticamente (na aprendizagem motora entende-se pelo estágio autônomo, subconsciente).
Temos hoje como objetivo descrevermos e por consequência fundamentarmos com argumentos científicos sólidos, consistentes, robustos, racionais e estáveis (nem sempre ou sempre inaceitáveis infelizmente ou felizmente), alguns pequeninos aspectos plenamente condizentes com as neurociências e metodologia do treinamento para o futebol, “quer alguns queiram, quer alguns não”.
APROFUNDAMENTO
A habituação dos jogadores de futebol, sempre reforçada pela constante e inacabada construção de um modelo de jogo envolve diretamente a atenção, memórias implícitas e explícitas. A memória corresponde ao processo pelo qual experiências passadas levam às inúmeras modificações no comportamento humano. Já a atenção é um conjunto de processos que levam à seleção ou hierarquização no processamento de determinadas categorias de informação, ou seja, o constructo “atenção” é o termo que se refere aos mecanismos pelos quais se dá determinada seleção (Gazzaniga, Ivry, & Mangun, 2006; Kolb & Whishaw, 2002; Lefrançois, 2008; Schmidt & Wrisberg, 2001).
A memória implícita (para este momento a mais importante) é revelada quando experiências prévias facilitam o desempenho em uma tarefa que não exige lembrança consciente ou intencional (Schacter, 1987). Assim, a periodização tática, com os exercícios estruturados em função do modelo de jogo e seus respectivos princípios, habitua os jogadores a realizarem ações de forma inconsciente, automática, subcortical. Admite-se que processos automáticos de captação da atenção sejam velozes e não requeiram total controle ativo por parte do jogador, podendo, por isso mesmo, ocorrer concomitantemente a outros processamentos, com sofrendo pouca interferência. Quando interferências externas extrapolam a tomada de decisões automática (como a modificação repentina da forma de jogar, por questões equivocas e estratégicas do técnico sem o prévio treinamento e automatização) o jogador obedecerá a estímulos que passarão pelo córtex, de forma consciente (não automatizada), atrapalhando a execução de ações já aprendidas. Já quando um modelo de jogo é construído previamente e as estratégias do técnico são específicas e não interferem nos automatismos dos jogadores, as ações destes são desencadeadas prontamente (Callegaro & Fernandez, 2007; Pellegrini, 2000).
Os automatismos (entenda-se aqui um jogar automatizado) são padrões fixos de conduta selecionada que permitem ao jogador enfrentar as situações constantes e rotineiras de um jogo, com agilidade, rapidez e economia de tempo e esforço(Callegaro & Fernandez, 2007; Campos, 2007; Gomes, 2006; Pellegrini, 2000). A aquisição de automatismos depende da prática, do treinamento, da repetição sistemática em progressividade complexa. Uma situação problemática, que seja nova para os jogadores (muito peculiares, não autônomas), leva-os a estudar as ações no campo mais adequadas, e rápidas, para que possam ter comportamentos pretendidos pelo técnico, e que isso leve a uma melhor solução dos problemas do jogo(Pellegrini, 2000). E é exatamente nessa lógica que, a periodização tática visa e sempre visará uma habituação dos jogadores para determinados padrões de ações considerados como mecanismo não mecânicos, ou seja, abertos à variabilidade contextual. Essa habituação é conceituada (Kolb & Whishaw, 2002) como uma forma simples de aprendizado em que a força de uma resposta a um determinado estímulo diminui com as apresentações repetidas (adaptação).
A adaptação existe quando o organismo se transforma em função do meio. Como processo biológico, a adaptação procura o equilíbrio nos intercâmbios entre o organismo e o meio, a fim de preservar a organização interna do ser vivo. Como processo psicológico, a adaptação também procura um equilíbrio móvel entre o sujeito (jogador) que conhece e o objeto conhecido (a forma de jogar), o que exigirá uma serie de modificações nas estruturas e esquemas cognitivos.
O jogador que está em campo, sofrendo pressão em determinadas situações, pode ter determinados tipos de pensamentos automáticos, oriundos de esquemas possivelmente por experiências passadas com outros técnicos e jogadores. Um exemplo seria: dar chutões constantes ou fugir de um padrão de organização defensiva estabelecido. É nestes casos que o técnico e seus auxiliares devem unir forças para estudarem minuciosamente as competências ou até mesmo vícios de cada jogador, para cada posição, de tal forma a modelar exercícios para o treinamento que possam alterar esquemas e crenças que, com certeza todo jogador possui.
Com certeza poucos técnicos e psicólogos do esporte (estamos sendo otimistas) fazem tais deduções para um entender perspicaz sobre os jogadores, quem dirá para criar um modelo de jogo. Se o contrário fosse verdadeiro, absolutamente o futebol brasileiro não estaria nivelado tão por baixo nos últimos tempos.
A periodização tática altera a atividade neural de forma duradoura, isso é fato consumado e não há necessidade de testes, números, avaliações, provas para que seja notado. Basta ver os resultados que José Mourinho conseguiu até agora na sua carreira. Não existem provas maiores que essas: vitórias, títulos, recordes e etc.
Os exercícios específicos relacionam-se com novas aprendizagens e formação de memórias, bem como alterações neuronais. Isso acarreta com que neurônios sejam ativados simultaneamente, de forma repetida e persistente, ocorrendo um processo de crescimento ou de mudanças metabólicas nos mesmos, havendo uma reorganização cognitiva do jogador.
A Periodização Tática envolve modificações da expressão genética (genético não é necessariamente o que muitos pensam: hereditário) neuronal por meio da produção de novas proteínas em determinadas estruturas neurais, habituando os jogadores a se adaptarem muito facilmente a forma de jogar pretendida e à variabilidade contextual (decisional) no decorrer de um jogo. Quando técnicas cognitivo-construtivistas são utilizadas no processo de treino (como acontece na periodização tática), estas alteram estruturas corticais, promovendo efeitos positivos no rendimento. Neste sentido, esta metodologia, quando usada “corretamente”, tem a capacidade de ajustar diretamente sinapses, resultando em um aumento da potência e eficácia na comunicação neuronal e uma reorganização mioneural, promovendo a habituação específica, complexa e adequada ao modelo de jogo que se quer.
REFERÊNCIAS
Callegaro, M. M., & Fernandez, J. L. (2007). Pesquisas em neurociência e suas implicações na prática psicoterápica.Psicoterapias abordagens atuais (3rd ed., pp. 851-872). Porto Alegre: Artmed.
Campos, C. C. A. (2007). A Singularidade da Intervenção do Treinador como a sua Impressão Digital na Justificação da Periodização Tática como um "Fenomenotécnica". (Monografia de Licenciatura em Educação Física). Universidade do Porto.
Gazzaniga, M. S., Ivry, R. B., & Mangun, G. R. (2006). Neurociência Cognitiva: A Biologia da Mente (Tradução A., p. 767). Porto Alegre: Artmed
Gomes, M. S. (2006). Do Pé como Técnica ao Pensamento Técnico
dos Pés Dentro da Caixa Preta da Periodização Tática - um
Estudo de Caso. (Monografia de Licenciatura em Educação
Física). Universidade do Porto.
Kolb, B., & Whishaw, I. Q. (2002). Neurociência do Comportamento (1st ed., p. 630). Barueri: Manole.Lefrançois, G. R. (2008). Teorias da Aprendizagem: O que a velha
senhora disse. Tradução da 5ª. edição norte-americana (5th ed., p.
479). São Paulo: Cengage Learning.
Pellegrini, A. M. (2000). A Aprendizagem de habilidades motoras I:
O que muda com a prática? Rev. paul. Educ. Fís, 3(São Paulo),
29-34.
Schacter, D. L. (1987). Implicit memory: History and current status. Journal of Experimental Psychology: Learning, Memory and Cognition, 13(3), 501–518. doi: 10.1037/0278-7393.13.3.501.
Schmidt, R. A., & Wrisberg, C. A. (2001). Aprendizagem e
Performance Motora (2nd ed., p. 352). Porto Alegre: Artmed.
Teodorescu, L. (2003). Problemas de teoria e metodologia nos
jogos desportivos (2nd ed., p. 222). Lisboa: Livros Horizonte, LDA.
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Montagem da coberta da Arena Castelão entra em nova fase
Em reforma, Castelão recebe primeiras estruturas para a montagem da cobertura das arquibancadas
(Foto: Divulgação/Secopa-CE)
Com as obras à todo vapor, o Castelão começa a receber as primeiras tesouras treliçadas que compõem a estrutura metálica da nova coberta da arena. Após a conclusão da instalação dos 60 pilares de sustentação, trinta jogos da nova estrutura serão lançados. As peças são montadas em um vão de balanço de 50 metros e cada uma chega a pesar 28 toneladas. “A coberta da Arena Castelão é um dos grandes diferenciais da modernização desse equipamento. Além de promover conforto e segurança aos torcedores também contribui para o enriquecimento estético do projeto”, destaca Ferruccio Feitosa, secretário Especial da Copa.
Após a montagem da estrutura metálica, a coberta ganhará as telhas metálicas do tipo sanduíche, composta por duas faces de metal e enchimento de espuma isolante. De acordo com dados do consórcio construtor, formado pelas empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça, aproximadamente 20% da coberta será em policarbonato para proporcionar um degrade de sombreamento melhorando a qualidade de transmissão televisiva, bem como a insolação do gramado.
O projeto de cobertura foi concebido com o intuito de garantir conforto ao público presente proporcionando 100% dos assentos cobertos. O tipo de cobertura com telhas trapezodais cobertas por uma camada espessa de isolante térmico com um acabamento superior de membrana TPO foi escolhido por proporcional um ótimo conforto térmico aos espectadores. Além disso, aproximadamente 20% da cobertura será em policarbonato para garantir um degrade de sombreamento, melhorando a qualidade da transmissão televisiva. A utilização da parte transparente também será importante na melhor insolação do gramado.
Status
A obra de reforma e modernização do estádio Plácido Aderaldo Castelo, Castelão, segue à todo vapor. O resultado de todo o trabalho pode ser conferido no vídeo atualizado do andamento do projeto divulgado nesta segunda-feira, dia 25, no canal do Youtube da Secretaria Especial da Copa (Secopa). A previsão é que a Arena seja concluída ainda em dezembro deste ano, quando se tornará a maior do Norte/Nordeste e uma das quatro maiores do Brasil.
Com o cronograma de execução avançado, 78,59% do projeto já está concluído. A porcentagem se refere às duas da quatro etapas concluídas e ao bom adiantamento das outras duas. A Etapa III, que corresponde ao Edifício Central, considerado o centro de comando de todo estádio, está com 91,34% de execução. Já a Etapa IV, que compreende a interação entre as etapas e a finalização de todo projeto segue com 49,23% de conclusão. Os dados são do último relatório de execução do consórcio construtor, formado pelas empresas Galvão Engenharia e Andrade Mendonça, do dia 15 de junho.
Destaques
Um dos destaques do projeto da Arena Castelão é a nova coberta. Com tecnologia inovadora, a estrutura terá um revestimento que vai proporcionar uma sensação térmica mais agradável por suportar os índices de insolação do Nordeste brasileiro, não absorvendo calor e permitindo a circulação de ar dentro do estádio. Também terá um isolamento acústico, o que melhora o acompanhamento dos jogos pela torcida e a transmissão dos jogos.
Outras mudanças arquitetônicas do Castelão que terão impacto positivo para os torcedores já estão prontas. O campo de jogo foi rebaixado em quatro metros e a distância o anel inferior para o gramado caiu dos antigos 40 metros para apenas 10 metros. Essas alterações vão permitir que cada pessoa que for ao jogo no Castelão terá uma visão privilegiada de todo o campo.
Ao todo, estão sendo investidos recursos da ordem de R$ 518,6 milhões que incluem todas as transformações do estádio e entorno com a construção da praça de acesso de 57 mil metros quadrados; estacionamento coberto para 1.900 veículos; edifício Fares Cândido Lopes, sede de dois órgãos estaduais; e a operação do estádio por oito anos. Hoje, a obra do Castelão gera mais de 1.363 empregos diretos e pode chegar a um pico de 1.500.
Informações à imprensa:
Lisiane Linhares
Coordenadoria de Comunicação da Secretaria Especial da Copa 2014
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Esqueça o pensamento dos tradicionais "gurus" do século XIX e seus modelos de gestão. A sociedade, os profissionais e a forma de se fazer negócios mudaram drasticamente.
Essas diferenças são decorrentes do mundo em reconfiguração em que vivemos. E pelos sintomas atuais que percebemos na maioria das empresas, com estratégias bem arquitetadas que mal conseguem sair do papel e não funcionam quando começam a ser implementadas. Então, nota-se que essas empresas podem possuir até sete elementos problemáticos.

