Ídolo da seleção e do Internacional aponta erros e acertos do futebol brasileiroGuilherme Yoshida / Universidade do FutebolCraque dentro de campo e ícone de uma geração que ficou marcada por praticar o futebol arte, Paulo Roberto Falcão busca agora marcar história também fora dos gramados.
Aos 59 anos, o ex-volante da seleção brasileira nas Copas do Mundo de 1982 e 1986, trocou uma carreira confortável de quase 20 anos como comentarista na TV Globo para apostar no desafio de voltar a ser técnico de futebol. Ele chegou a dirigir o Brasil no início dos anos 90.
E a atitude para comprovar que tem capacidade para atuar como comandante de um time se deve, principalmente, à convicção que tem na sua visão e no seu modo de pensar sobre o futebol.
"A capacitação profissional pode vir através de experiências, de convivências, de viagens de intercâmbio. O importante é o aprendizado. Eu, pelo menos, sempre que eu posso, eu viajo, vou para a Europa ver o que está acontecendo por lá. Quando estive na televisão, sempre conversei com treinadores. Então, hoje em dia, é extremamente fundamental saber o que está acontecendo", apontou Falcão, em entrevista exclusiva à Universidade do Futebol na última terça-feira.
O convívio entre os profissionais da imprensa esportiva no Brasil também fez o treinador ter a noção de quanto a mídia tem influência no processo do entendimento do público em geral e dos dirigentes dos clubes sobre as cobranças por resultados dentro de campo em um curto período de tempo.
No entanto, Falcão não descarta a culpa dos presidentes e diretores que atuam no futebol. Para ele, os executivos devem ter mais a noção de quem vão contratar para a função de treinador, para que não haja uma discordância dos métodos de trabalho no decorrer da temporada.
"É óbvio que, se depois de um tempo, não der resultado o time as mudanças são necessárias. Mas não depois de um ou dois meses. Você sente no dia a dia quando se precisa de uma mudança. Mas é complicado, hoje em dia rede social demite treinador. E isso acontece porque os diretores não têm a convicção do que fizeram", afirmou.
O "eterno" camisa 5 do Internacional, pelo qual sagrou-se tricampeão brasileiro como jogador em 1975, 1976 e 1979, e dono do famoso apelido de "rei de Roma", recebido na sua passagem pela Itália, também falou sobre categorias de base no futebol brasileiro, José Mourinho, e porque Lionel Messi é tão bom com e sem a bola.
Falcão, que também foi técnico do mesmo Inter, América do México, Bahia, e que agora está sem clube, ainda elogiou o trabalho de Mano Menezes à frente da seleção brasileira.
Confira a entrevista na íntegra:
Universidade do Futebol - No Brasil, cada vez mais se acirram as discussões acerca da capacitação profissional para exercer a função de técnico de futebol. De um lado, graduados em Educação Física prendem-se no conhecimento acadêmico para questionar treinadores que são ex-atletas profissionais da modalidade e, por sua vez, os ex-atletas justificam a experiência prática adquirida como indispensável para o exercício da profissão. Qual é a sua posição em relação a esta questão?
Falcão – Quando se usa o termo acirrar, que é correto o que você mencionou, já começa mal a história. Nós temos vários exemplos de grandes jornalistas que nunca fizeram o curso de jornalismo. Ou porque é pela experiência ou pela história adquirida dentro da própria profissão. Eu sou favorável à competência. Você tem casos de alguém que fez graduação disso ou daquilo e chega lá e não consegue resolver os problemas, como às vezes também há profissionais que são ex-atletas e que não conseguem ter um sucesso na profissão. O que não pode é isso interferir no mercado. Então, esse negócio de mercado não é legal. Às vezes tentou se fazer no futebol brasileiro casos como ‘times que têm história não podem cair para a segunda divisão’. Não pode ter isso. Então minha posição é muito clara em relação a isso. Tem de ter competência.
Universidade do Futebol – Mas, Falcão, não falta capacitação profissional aos treinadores no Brasil?
Falcão – Então, o que você chama de capacitação profissional? O futebol tem algumas leis próprias, diferentes de outras profissões. Então, essa capacitação pode vir através de experiências, de convivências, de viagens de intercâmbio. O importante é o aprendizado. Eu, pelo menos, sempre que eu posso, eu viajo, vou para a Europa ver o que está acontecendo por lá. Quando estive na televisão, sempre conversei com treinadores. Então hoje em dia é extremamente fundamental saber o que está acontecendo.
Para Falcão, uma boa capacitação profissional para a função de treinador pode vir através de experiências, de convivências e de viagens de intercâmbio
Universidade do Futebol – O tempo que se tem para mostrar resultado no futebol brasileiro é extremamente escasso. Como você vê sua atuação profissional diante desta questão que, aparentemente, não irá mudar?
Falcão – Acho que a grande força, em um momento como esse, é a imprensa. Acho que hoje [a mídia] tem de dar um pouco mais, não dá para ficar somente repercutindo. Temos de criar novas situações e não ficar só falando ‘aquele time perdeu dois ou três jogos’, querendo derrubar o treinador. Então, começa a se jogar isso e complica. E, claro, esta situação também passa por quem te contrata. O presidente ou diretor do clube, seja quem for, tem de ter a noção de quem ele está contratando. Na hora que você for contratar um profissional, tem de contratar com tempo, conversar com este profissional e extrair avaliações dele. Também é interessante ouvir pessoas que trabalharam com ele porque assim você saberá como este profissional trabalha, o que ele pensa. E, diante disso, ver se ele se encaixa no seu time. Se tudo agradar, faz-se o contrato independentemente dos torneios, porque daí se mantém o trabalho, você viu que ele tem competência. É óbvio que, se depois de um tempo, não der resultado o time as mudanças são necessárias. Mas não depois de um ou dois meses. Você sente no dia a dia quando se precisa de uma mudança. Mas é complicado, hoje em dia rede social demite treinador. E isso acontece porque os diretores não têm a convicção do que fizeram. É um monte de informações que fazem pressão na cabeça de um diretor ou de um presidente. Então são raros os que dizem 'não vai sair e ponto'. Atualmente, se vê pouco isso, um diretor falar ‘não vou trocar porque o profissional é competente’. É lamentável. Por isso, acho que a imprensa poderia ajudar mais nesse sentido de que o treinador fosse mantido. Até melhorou um pouco isso recentemente, mas ainda falta muito.
Ídolo no Internacional quando foi jogador nos anos 70, Falcão foi demitido do comando do time gaúcho após três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro de 2011
Universidade do Futebol – Quais devem ser as condições de trabalho oferecidas para que você aceite um novo convite para trabalhar em um clube brasileiro?
Falcão – O que eu gostaria é de assumir um time depois que tudo estivesse definido, quem subiu, quem caiu, etc, para comandar desde o começo a preparação para o ano que vem. É muito raro você pegar um time em janeiro, fevereiro, porque aí sim você consegue fazer um trabalho legal visando toda a temporada. Depois disso, é difícil. O ideal é você pegar neste período, para ter tempo de projetar, montar a sua equipe, idealizar as tradições daquele time na sua maneira de jogar. Assim, você basicamente consegue traçar melhor os objetivos. Se pegarmos o exemplo do Palmeiras, caso não se mantenha na Série A, ele vai disputar a Libertadores e a Segunda Divisão do Nacional na próxima temporada. Então tem de se pensar bem antes, porque quando você monta um time, você tem de mandar gente embora ou, pelo menos, negociá-los. Vejo aqui no Brasil, a maioria das eleições presidenciais dos clubes acontecendo em dezembro ou em janeiro. E daí, como se faz? Vai contratar treinador depois, quando o elenco já estiver dentro das férias. Com este cenário, é difícil.
Universidade do Futebol – Em sua opinião, o que deve mudar no trabalho das categorias de base nos clubes brasileiros? De forma geral você acredita que o trabalho é bem feito, pelo menos nos grandes clubes?
Falcão – Você tem de ter grandes profissionais atuando nas categorias de base para que o atleta, quando chegue ao time de cima, tenha o mínimo de deficiências possíveis. Tem jogador que chega ao profissional que cabeceia mal, não bate bem para o gol, passa mal. Então, ali o trabalho tem de ser bem feito, porque teoricamente o jogador tem de se apresentar no elenco principal praticamente pronto. Temos que implantar também uma cultura tática nas categorias de base, o que não se faz muito atualmente. Trabalhar fundamentos também, orientação de posicionamento, mostrar o que é um ala, o que é um lateral. Além disso, o profissional que atua na base tem de ser, acima de tudo, um educador, pois é uma fase muito traumática para os jovens. Tem de ter uma preocupação com o ser humano, ter cuidados com essa pessoa. Até porque nem todos vão virar jogadores profissionais. Então é um setor que precisa de muito carinho e atenção. Mas temos de evoluir muito. Uma melhora acintosa que nós tivemos foi na preparação de goleiros. Há muitos anos que temos bons atletas que atuam nesta posição, que estão atuando no mundo inteiro. Isso se deve porque se colocaram profissionais competentes nas categorias de baixo. E isso repercutiu agora.
O profissional que atua nas categorias de base tem de ser, acima de tudo, um educador, pois é uma fase muito traumática para os jovens, diz Falcão
Universidade do Futebol – Você acha que os grandes clubes de futebol devem prospectar e selecionar jovens atletas para a sua base, conforme a filosofia de jogo da equipe principal? Você acha que esta diretriz deve ser seguida pelos clubes brasileiros?
Falcão – Não, não acho não. Não acho que você deva jogar com o mesmo esquema de jogo na base. Primeiro, porque você não consegue ter jogadores na base com as mesmas características do time de cima. O que eu acho que tem de se fazer, independente do esquema, é ter um conceito, que é mais importante que esquema. Por exemplo, quero um time que faça compactação, quero um time que jogue no 4-3-3, que o espaço entre as linhas seja o mesmo [na base e no profissional]. Isso sim, eu acho que você deve conscientizar e trabalhar a sua equipe nesse sentido. O conceito tem de ser igual. Eu sou favorável que o time da base seja preparado com um conceito do time principal. O Barcelona tem conceito. Não necessariamente o mesmo esquema de jogo. Porque já é difícil você ter um reserva com as mesmas características do titular, imagina você levar isso lá para a categoria sub-15.
Universidade do Futebol – Hoje em dia se discute muito a eficácia de se usar uma metodologia de treinamento que parta do modelo de jogo pretendido pelo treinador, ou seja, preparar a equipe (nos aspectos físicos, técnicos, táticos e até psicológicos) a partir das ações táticas, sem fragmentar muito os treinamentos. José Mourinho e André Villas Boas são dois treinadores que adotam esta metodologia. O que você acha dela?
Falcão – O trabalho do Mourinho, por exemplo, não prepara o time para o jogo do domingo. Ele prepara o time para o campeonato. E é o que eu gosto de fazer, não pensar só em time titular. Eventualmente, em uma sexta-feira ou no sábado, eu posso juntar um pouco mais para caracterizar mais [o time titular]. Mas, no geral, eu gosto de misturar; se eu tenho quatro volantes, não gosto de decretar dois titulares e dois reservas, eu misturo. Se eu jogo no 4-2-3-1, eu mesclo também. Porque eu acho que todos eles têm de saber o que vão fazer dentro de campo, para que, caso o atleta venha jogar, não tenha nenhuma dificuldade de adaptação. Então eu trabalho muito isso. Assim, os jogadores se sentem bem mais adaptados e treinados quando atuarem. Mas posso, de repente, mudar essa rotina para um jogo específico como uma semifinal ou final, um jogo importante, mas são situações esporádicas.
Falcão é ícone de uma geração que ficou marcada por praticar o futebol arte. Para ele, hoje em dia, há uma maior preocupação com o entendimento do jogo por parte dos atletas
Universidade do Futebol – O que você acha do jogador de futebol brasileiro atual em termos técnicos e de inteligência de jogo? O futebol mudou muito se comparado com a época em que você era jogador?
Falcão – Acho que comparado com a minha época, acredito que o jogador atual tenha de ter um pouco mais de cuidados táticos. Tem-se nos dias atuais a necessidade de um entendimento maior [do jogo], porque o importante é que ele entenda o que você [técnico] quer. Porque o treinador só vai ter condições de fazer as coisas se o jogador entender o que ele quer. Então, hoje em dia há uma preocupação maior com isso. É claro que você encontra, evidentemente, jogadores que tenham dificuldade de se adaptar a algum jogo, mas hoje o atleta já está mais preocupado com a função tática. Eu olho, às vezes, um jogo da Europa e vejo que eles estão mais atentos. Pelo menos eu tenho notado isso.
Universidade do Futebol – Como você trabalha a questão da liderança com seus atletas? Você considera que esta qualidade (de liderança) é inata ou pode ser desenvolvida com um trabalho adequado?
Falcão – Acho que ela é inata. Você aperfeiçoa evidentemente. Eu, por exemplo, fiz 16 anos de análise [psicológica], tanto tempo de divã e só parei agora recentemente que fui treinar o Bahia, porque não tinha como continuar fazendo. E isso me ajuda muito no meu trato diário, no meu trabalho na beira do gramado. Sou um profissional que gosta mais de observar do que ficar gritando toda hora. Claro, às vezes, é necessária uma interferência um pouco mais acentuada. Acho importante ter um auxiliar, que vê o jogo lá de cima [da arquibancada ou de alguma cabine] também para te dar uma orientação, já que ele consegue ver o jogo bem melhor. Isso também contribui para você criar um líder dentro do grupo, que possa repassar a tua voz de comando. Porque no dia do jogo, o treinador não está dentro das quatro linhas, ele está lá fora, longe. Então, é importante você ter atletas que o treinador possa repassar a sua voz de comando, para que haja uma orientação ou até uma cobrança sobre os demais daquilo que foi treinado. Mas tem uma coisa: quem faz um jogador líder é o próprio grupo. Você sente quem é o mais respeitado entre eles. Porém, o ideal é que você tenha vários líderes. Há vários tipos de lideranças, tem aquele jogador que fala muito, ou aquele que é um líder fleumático, que fala pouco mas quando chega as pessoas sentem a sua presença, tem aquele líder técnico, tem aquele outro pelo esforço, que corre e se dedica mais, enfim. E outra, é bom você também ter líderes entre aqueles que não estão jogando no momento.
Ao lado de Toninho Cerezo e Zico, Falcão participou de duas Copas do Mundo pela seleção brasileira. Para ele, Brasil sempre estará entre os favoritos devido à tradição no esporte
Universidade do Futebol – Você considera que o futebol brasileiro ainda seja o melhor do mundo como muitos apregoam? Em que somos melhores e em que somos piores? Temos chances de melhorar até 2014? Como?
Falcão – Difícil falar hoje quem é o melhor futebol. Acho que nós sempre estamos entre os melhores. É claro que temos momentos melhores e piores. Mas, por exemplo, você vê a Bélgica, que de repente está com uma safra boa, e de repente fica quatro ou cinco anos sumida. Agora, países como Itália, Alemanha, Brasil, Argentina, vão sempre estar disputando alguma coisa. Porque isso é tradição. Se me perguntarem, por exemplo, quem será o favorito em 2022, eu vou dizer Brasil, Argentina, Itália, Alemanha, mesmo sem saber quem estará jogando por estas seleções. Acho que nós só não estamos na frente dos outros, estamos no mesmo patamar. E quando falo isso, falo em relação a clubes brasileiros e seleção. Mas nós estamos sempre entre os principais. Agora, eu gosto do trabalho do Mano Menezes. Acredito que na Copa das Confederações, em 2013, nós já vamos ter um time, na concepção da palavra. Já estamos caminhando para isso.
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O treinador avalia que o grande diferencial do Barcelona, de Lionel Messi, é o comportamento da equipe catalã quando não se tem a posse de bola
Universidade do Futebol – Muito se discutiu quem era melhor, Neymar ou Messi. E você, em uma entrevista há algum tempo, afirmou, entre outras coisas, que a grande diferença entre ambos era que o meia do Barcelona também jogava sem a bola. Baseado nisso, você acredita que a principal dificuldade atual para quem trabalha na área do treinamento é como gerar um comportamento no jogador brasileiro para que ele participe de uma forma efetiva de todos os momentos da partida?
Falcão – Eu vejo as pessoas muitas vezes falando 'a defesa tal é a mais vazada do campeonato'. Mas não é verdade, o mais vazado é o time. Porque a defesa começa na frente; se você tem um ataque que saiba fechar espaços, marcar, você facilita o trabalho do meio de campo e, por consequência, contribui na atuação da defesa. Também falam 'aquele ataque é o mais positivo', mas não é o ataque, é o time inteiro, porque tem um lateral que cruza bem, tem um zagueiro que vai lá cabecear na grande área adversária e chama a atenção da defesa, deixando o centroavante livre para marcar. Mas comparações sempre são ruins. O Messi é extraordinário e o Neymar também. É que o Messi, no Barcelona, tem uma marcação diferente, na qual o faz roubar muita bola. Se não rouba ele aperta o adversário e até falta faz. Então isso é marcante, pois com a bola o Messi é fantástico. Mas sem a bola, ele também ajuda e é muito bom jogador sem a bola. E o segredo do time catalão, no meu modo de ver, é exatamente isso. Eu vejo as pessoas falando da posse de bola, que é muito boa evidentemente, mas o grande diferencial do Barcelona é quando ele não tem a bola. Mas é difícil. Você tem, às vezes, que somente fazer estes jogadores de muita qualidade, sem a bola, se posicionar em um determinado lugar do campo que ajude a compactação do time. Tem de fazê-lo participar, pois não é porque a bola está com o adversário que eu vou me defender com apenas 10 atletas.
Sinopse
"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."
CALOUROS DO AR FC
sábado, novembro 03, 2012
Paulo Roberto Falcão, ex-atleta e treinador
Adriano Civita, diretor geral da série "FDP"
CEO da Prodigo Films conta sobre experiência de gravar dramaturgia de TV usando o futebol como temaEquipe Universidade do FutebolHumanizar a história do mais contestado dos personagens do ambiente futebolístico. Talvez esta seja a frase mais sintética para explicar a proposta de “FDP”, série do canal de TV pago HBO que estreou há um mês e conta a rotina de Juarez Gomes da Silva (Eucir de Souza), árbitro que tem um grande sonho: apitar um jogo de Copa do Mundo.
Até a concretização do momento máximo para a maioria dos representantes desta classe, ele segue com a carreira atuando em jogos de menor repercussão. Na primeira temporada, composta por 13 episódios, Juarez tem a grande responsabilidade de apitar na Copa Libertadores da América. E enquanto o trilho profissional se mostra bem concatenado, a vida pessoal apresenta um contorno oposto.
O casamento com Manuela (Cynthia Falabella), uma bióloga marinha, é encerrado quando ela descobre a traição do marido, que é expulso de casa. Mas a vida de ambos ainda tem convergência por causa de Vini (Vitor Moretti), filho do casal.
Determinado a conseguir uma guarda compartilhada, Juarez leva Manuela à justiça. Como resultado, perde as economias e possibilita à ex-esposa se relacionar com Rui Zwiebel (Gustavo Machado), advogado que tem como alvo conquistar a cliente.
Na tentativa de uma retomada e um equilíbrio financeiros, Juarez volta a morar com a mãe Rosali (Maria Cecília Audi), guarda de trânsito aposentada, viúva e hipocondríaca, que mantém um caso com Guzmán (Adrian Verdaguer), um argentino que fala portunhol. Funcionário aposentado, ele trabalhou nos correios mantendo uma vida pacata. Agora busca aproveitar todo o tempo que lhe resta ao lado da nova paixão.
No trabalho, Juarez conta com o apoio dos colegas e melhores amigos, Romeu Carvalhosa (Paulo Tiefenthaler) e Sérgio Roberto de Paula, mais conhecido como Serjão (Saulo Vasconcelos), os bandeirinhas. Ao longo da série, Juarez se envolve ainda com Vitória da Matta (Fernanda Franceschetto), assistente que ganharia mais fama pela beleza do que propriamente pelas qualidades técnicas.
O conceito de “FDP” surgiu quando Adriano Civita, diretor geral e um dos produtores, ficou amigo de um árbitro que apitava em divisões de acesso. As filmagens tiveram pontapé incial em 2010, as quais foram interrompidas para aguardar a definição da nova lei do mercado audiovisual – a Prodigo Films, produtora da qual Adriano é CEO, levou quatro anos para produzir a primeira temporada.
Vendida para os países da América Latina, onde estreou simultaneamente com o Brasil, para os Estados Unidos, com dublagem em inglês e em espanhol, e a dois países da Europa, “FDP” trabaha basicamente com equipes ficcionais de futebol que atuam em partidas realizadas especialmente para as filmagens.
Nesta entrevista à Universidade do Futebol, gravada na própria sede da Prodigo, Adriano Civita, que também é conselheiro da ABPI TV - Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão, fala sobre as peculiaridades do projeto.
Além disso, explicita a integração na direção dos episódios com Caito Ortiz, Johnny Araújo e Kátia Lund, as dificuldades encontradas e como a série o fez ter uma compreensão diferente sobre a arbitragem – e o futebol como um todo.
Bloco 1 - (fdp)Bloco 2 - (o juiz)
Bloco 3 - (gravando)
Bloco 4 - (futebol e produção cultural)
Caso Barcos e a influência externa no jogo de futebol
Se o Palmeiras conseguir comprovar que o lance teve interferência do delegado, a partida deverá ser anuladaGuilherme Yoshida / Universidade do Futebol
“
Polêmica sim,
mas nada que mereça
reprovação. Exceto a atitude
do atleta Barcos. (Benê Lima)
”
Na partida entre Internacional e Palmeiras, válida para 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, um lance envolvendo o atacante palmeirense Barcos tem gerado polêmica e culminou com a suspensão, pelo STJD, do resultado da partida.
A jogada aconteceu aos 16 minutos do 2º tempo quando, após cobrança de escanteio, o argentino mandou a bola com a mão para a gol. No momento, o juiz Francisco Carlos do Nascimento, o bandeirinha e o auxiliar do fundo de campo validariam o lance se não fosse a reclamação dos jogadores do time gaúcho, que pediam a marcação do toque. O gol somente foi anulado, pelo juiz, seis minutos depois, após receber do quarto árbitro, avisado pelo delegado da partida, a informação de que o gol fora irregular.
Alegando "influência externa" ao jogo, o Palmeiras ingressou no STJD solicitando a anulação da partida contra o Inter. Segundo o clube paulista, o delegado do jogo foi quem alertou sobre a irregularidade do lance, contando com o recurso da TV para tal análise, o que é proibido pela Fifa.
Por seu turno, o árbitro Francisco Carlos Nascimento apontou na súmula que "nada de anormal" ocorreu durante Inter 2x1 Palmeiras, omitindo o lance do gol de mão de Barcos.
Ao receber o pedido de anulação da partida (artigo 84, II, CBJD) intentado pelo Palmeiras, o órgão da justiça desportiva determinou a suspensão do resultado da partida e a não inclusão dos pontos na tabela de classificação.
Segundo a regra 5, do futebol, as decisões do árbitro sobre fatos em relação ao jogo, são definitivas, podendo, entretanto, modificá-las unicamente, se as entender incorretas conforme a indicação por parte de um árbitro assistente, sempre que não tenha reiniciado ainda o jogo.
Importante destacar que uma partida de futebol corresponde a um microssistema normativo no qual não se aplicam regras exteriores, sendo proibida a interferência de qualquer agente externo, ou seja, de qualquer pessoa não relacionada na lista da equipe como um jogador, substituto ou funcionário oficial de uma equipe, a exemplo de um jogador que foi expulso.
Assim, tendo havido a interferência externa na partida entre Internacional e Palmeiras, haveria um vício ensejador de anulação do jogo. Interferência externa corresponde à obtenção de informações por outra fonte que não a equipe de arbitragem
Dessa forma, se o Palmeiras conseguir comprovar que o delegado da partida ou outro agente externo interveio, ajudando na anulação do gol de Barcos, a partida deverá ser anulada, uma vez que o livro de regras não admite a influência de delegados das partidas ou de jornalistas em decisões de jogo, assim como não é autorizado o uso da tecnologia.
Destarte, o artigo 259, do CBJD, determina que a partida, prova ou equivalente poderá ser anulada se ocorrer, comprovadamente, erro de direito relevante o suficiente para alterar seu resultado, o que se aplica ao caso em debate.
Importante destacar que a França classificou-se para o último mundial após a condução com da bola com as mãos pelo Henry e que a Argentina chegou a uma semifinal de Copa do Mundo com um gol de mão do Maradona.
Ademais, caso se comprove a interferência externa, a não anulação da partida poderá abrir um perigoso precedente, eis que as equipes poderiam começar a espalhar televisores pelo estádio a fim de trazer informações aos auxiliares e delegados das partidas influenciando, assim, as decisões da arbitragem.
Destaque-se que não se está discutindo a validade ou não de um gol de mão, mas o meio utilizado para anulá-lo. Analogicamente, pode-se comparar este caso à utilização de uma escuta clandestina para condenar um homicida. Neste caso, a prova conseguida de maneira ilegal não pode ser utilizada para a condenação.
Portanto, diante das normas da Fifa e do Código Brasileiro de Justiça Desportiva há fundamentos jurídicos para o pleito do Palmeiras.
Caso a partida venha a ser anulada, outro ponto importante são as repercussões atinentes aos direitos dos torcedores que compraram ingressos para uma partida oficial em que o Internacional lutava para chegar ao G-4 e o Palmeiras para sair do Z-4 e acabaram presenciando uma partida nula.
Nesta hipótese, os torcedores poderão, com fulcro no Estatuto do Torcedor pleitear ressarcimento dos valores dos ingressos, bem como indenização por danos morais e/ou materiais.
Percebe-se, assim, que a polêmica ainda deve se arrastar pelo menos até o julgamento previsto para o dia 8 de novembro.
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A hora da insurreição dos grandes clubes do Rio de Janeiro
Principais agremiações cariocas precisam reagir, buscar o melhor interesse, lutar contra o arcaico estado de coisasLuis Filipe Chateaubriand*Lamentavelmente, o presidente da Federação de Clubes do Estado do Rio de Janeiro, senhor Rubens Lopes, propôs o alargamento do número de datas para a disputa do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro, de 21 para 23. Considerando-se que o campeonato já é inchado, com 16 clubes, pode-se constatar que se busca piorar o que já é ruim.
O senhor Rubens Lopes, uma pessoa afável no trato pessoal, defende, contudo, ideias arcaicas para o nosso futebol. É completamente diferente do falecido senhor Eduardo Viana, vulgo Caixa D’Água, na forma, mas absolutamente igual, em relação ao credo professado.
Os grandes clubes cariocas não podem aceitar isso. Os grandes clubes cariocas precisam reagir, buscar o seu melhor interesse, lutar contra este arcaico estado de coisas. Está na hora de os grandes clubes cariocas romperem com a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, a FERJ, para criar uma liga própria.
A proposta é que seja criada a Liga Carioca de Clubes de Futebol, composta de seis clubes fixos, a saber: América, Bangu, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama. Esses seis clubes, e somente eles, devem disputar o Campeonato da Liga Carioca de Clubes.
Em um primeiro momento, o Campeonato da Liga deve ser disputado em 21 datas, ou rodadas, como é o Campeonato Carioca atual. A forma de disputa pode ser esta:
• Primeiro Turno (Taça Guanabara): Os seis clubes jogam entre si, classificando-se os quatro primeiros para as semifinais (cinco rodadas); nas semifinais, o primeiro colocado da fase classificatória faz dois jogos contra o quarto colocado da fase classificatória, da mesma forma que o segundo colocado da fase classificatória faz dois jogos contra o terceiro colocado da fase classificatória, classificando-se um dos clubes em cada confronto (duas rodadas); nas finais, os dois vencedores das semifinais decidem o título do turno em dois jogos (duas rodadas).
• Segundo Turno (Taça Rio): Os seis clubes jogam entre si (com mando de campo invertido), classificando-se os quatro primeiros para as semifinais (cinco rodadas); nas semifinais, o primeiro colocado da fase classificatória faz dois jogos contra o quarto colocado da fase classificatória, da mesma forma que o segundo colocado da fase classificatória faz dois jogos contra o terceiro colocado da fase classificatória, classificando-se um dos clubes em cada confronto (duas rodadas); nas finais, os dois vencedores das semifinais decidem o título do returno em dois jogos (duas rodadas).
• Se o mesmo clube vencer os dois turnos, é campeão sem haver necessidade de finais. Se cada turno for vencido por um clube, os dois campeões de turnos decidem o título em três jogos (três rodadas).
Essa forma de disputa poderia ser reformulada, ao longo do tempo. Poder-se-ia, por exemplo, no bojo de ampla reformulação do calendário do futebol brasileiro, reduzir o número de datas para disputas estaduais, das 23 atuais (tomando como base o Campeonato Paulista) para 13. Quando isso acontecesse, a nova forma de disputa, em 13 datas, ou rodadas, seria esta:
• Primeiro Turno (Taça Guanabara): Os seis clubes jogam entre si, sendo campeão o que fizer maior número de pontos (cinco rodadas).
• Segundo Turno (Taça Rio): Os seis clubes jogam entre si (com mando de campo invertido), sendo campeão o que fizer maior número de pontos (cinco rodadas).
• Se o mesmo clube vencer os dois turnos, é campeão sem haver necessidade de finais. Se cada turno for vencido por um clube, os dois campeões de turnos decidem o título em três jogos (três rodadas).
Este escriba não é fã das disputas estaduais, mas admite que se elaborar um calendário nacional sem esses certames é pura perda de tempo, algo que não será adotado. Mas reduzir o número de datas destas disputas, de 21 para 13, isso é algo viável. E, no caso específico do Rio de Janeiro, se os grandes clubes jogaram entre si, tanto melhor para seus interesses – sem ficarem a reboque de uma federação estadual que não os representa.
* Luis Filipe Chateaubriand é autor do livro “Futebol Brasileiro: Um Novo Projeto de Calendário”.
sexta-feira, novembro 02, 2012
“Super Segundona”– a “Super” Série B Cearense?
No
momento, Aguiar e Serrão trilham predominante carreira solo, com projetos
individuais que, no fundo, vê-se neles ideias coexistentes e que sem dúvida
podem animar um mesmo projeto. Não creio que tal se dê por culto a
idiossincrasia. Na verdade, imagino que seja por mera falta de oportunidade para
um encontro de ideias entre ambos. quinta-feira, novembro 01, 2012
Tabela da Copa do Nordeste
Assessoria CBFA Copa do Nordeste 2013 começa no dia 20 de janeiro com oito jogos. Serão 16 times disputando a competição que vai até dia 17 de março. Cada estado da região teve direito a duas vagas, somente Pernambuco e Bahia, por estarem mais bem colocados no ranking das Federações, têm três clubes no campeonato.
As equipes que participarão da Copa do Nordeste são os campeões, vice-campeões e terceiros lugar dos campeonatos estaduais.
Na primeira fase, serão quatro grupos com quatro times. Para a etapa seguinte, classificam-se duas equipes de cada grupo. A terceira fase é mata-mata, com jogos de ida e volta. As finais da competição serão nos dias 10 e 17 de março.
Até dia 15 de novembro, a Diretoria de Competições divulgará o Regulamento Específico e o Plano Geral de Ação da Competição.
Na primeira rodada da Copa do Nordeste, todas as partidas serão no dia 20 de janeiro, às 17 horas. Veja os jogos:
Ceará x Bahia, no Castelão (Grupo A)
ABC x Itabaiana, na Frasqueirão (Grupo A)
Confiança x Fortaleza, no Lourival Baptista (Grupo B)
Sport x Sousa, no Ilha do Retiro (Grupo B)
Vitória x América, no Manoel Barradas (Grupo C)
Asa x Salgueiro, no Coaracy Fonseca (Grupo C)
CRB x Santa Cruz, no Rei Pelé (Grupo D)
Campinense x Feirense, no Ernani Sátyro (Grupo D)
Tabela completa
As mais-mais da Ouvidoria
MINUTO DE SILÊNCIO
Torcedor Kassio Marques solicita à FCF, através deste Ouvidor, homenagem póstuma a seu pai, Xavier Marques, natural de Jaguaruana, interior cearense. Em resposta, esclarecemos que a homenagem deve ser prestada apenas a pessoas diretamente ligadas ao staff do futebol cearense ou nacional, em conformidade com orientação da CBF.
NA BRONCA - I
Desportista Marcos Cesar diz falar em nome dos torcedores do Ferroviário, para verberar contra a FCF, por ter marcado o jogo da semifinal do campeonato sub-20, entre as equipes do Ferroviário e do Fortaleza para a preliminar de um jogo do Fortaleza pelo Brasileiro série C.
NA BRONCA – II
Pior foi desagradar, por ocasião da partida final da mesma competição, tanto parte da torcida do Ceará quanto da torcida do Ferroviário, ao marcar o confronto para uma data isolada e com público limitado a 2,5% da capacidade do estádio. Na verdade, quando os interesses são plurais e colidentes, é quase impossível agradar às partes.
SOBRA RECLAMAÇÃO, FALTA BOM SENSO
Nem as mais primárias categorias de base escapam do estímulo à verberação. Sem que este Ouvidor entre no mérito desta questão, torcedora do Ferroviário reclama com veemência pela não convocação de Nael, artilheiro do Estadual Sub-15, para a Seleção que enfrentou o União em jogo comemorativo no Ceten. O próprio clube responde à torcedora: “Compreendemos a sua frustração, bem como foi a nossa, mas lamentamos bastante as suas palavras quando diz que o clube ‘não valoriza os jogadores’. O Ferroviário hoje é feito de pessoas sérias e compromissadas e não pode admitir tais afirmações, por não corresponder a verdade. Valorizamos sim os nossos atletas, especialmente os mais jovens, e a prova maior é todo o respeito e atenção que sempre tivemos com você e todo o reconhecimento e exposição em matérias que fizemos com o artilheiro Nael. Contamos com a sua compreensão e reflexão. Saudações Corais!”
TORCEDORES DA PAZ
Dois jovens torcedores, um do Ceará e outro do Fortaleza, fazem para este Ouvidor o relato de uma iniciativa que tiveram de criarem a TOPAZ – Torcedores da Paz, formada por um grupo de torcedores rivais do Ceará e do Fortaleza, que acreditam que “trabalhando juntos poderemos fazer a diferença dentro e fora dos estádios”, declaram. A ideia é ir além do corriqueiro, com as duas torcidas promovendo juntas ações sociais. O e-mail é assinado por Flávio Anastácio Filho, que nos pede apoio, bem como à FCF. Sem dúvida o apoio será dado e de pronto já nos colocamos à disposição dos representantes do grupo para a troca de experiências.
ERROS NO SITE
No que pese ser considerado por alguns torcedores como um dos melhores sites entre os das federações estaduais, repetem-se alguns erros em nosso site. Johnnathan Ferreira, torcedor do Eusébio, relata erro no resultado de Eusébio e Maguary. Já o sempre atento Nirez de Azevedo, escritor e pesquisador, cobra correção na tabela da 3ª divisão. Em resposta a Johnnathan e a Nirez, o diretor operacional Fred Gomes nos confirma os equívocos e nos garante que a correção já foi providenciada. Fred esclarece ainda que temos até 48 horas após os jogos para atualizarmos tabela, classificação e demais dados.
RECONHECIMENTO QUE FAZ BEM
Ceará Sporting Club, através de seu coordenador técnico da base, Edmundo Silveira, tece referências elogiosas à FCF e a sua Comissão de Arbitragem (CA). Como o fato é raro, merece de nós o devido destaque, até como contraponto à profusão de críticas tão comuns, mas não menos injustas, às entidades de administração do futebol.
FORMAÇÃO DE NOVOS ÁRBITROS
A todos quanto nos indagam sobre quando teremos nova seleção para árbitros, eis que já foi publicado o Edital, que pode ser encontrado no seguinte endereço: FCF - Comissão de Arbitragem - CA - Edital . A esse respeito, lamentamos o pouco interesse dos estudantes pela profissão de árbitro, já que precisamos ter a quantidade para dela podermos tirar a qualidade. Outro fator que por si só já elimina um bom número de interessados é a diminuição da faixa etária. Há candidatos acima de 25 anos que não atendem os termos e condições do Edital. Vale mencionar que a pouca divulgação tem repercutido no processo de recrutamento, algo que pode ser medido pelo baixo número de candidatos. Mas alertamos que as inscrições estão abertas a ambos os sexos até o dia 23 deste mês, podendo ser feitas de segunda a sexta na sede da FCF, das 14 às 18 horas, na sala da Comissão de Arbitragem.
REC DA SÉRIE A 2013 NÃO É DEFINITIVO
É uma questão de lógica que assim seja. Ou seja, o Regulamento Específico da Competição Série A 2013 não está concluído, à medida que a própria FCF abriu o mesmo a sugestões. A esse respeito, fazemos registro – mesmo sem entrarmos em detalhes – às observações feitas pelos seguintes torcedores: José Davi, Raphael Vasconcelos, Patrício Chaves e Lucas Ribeiro.
SECRETARIA GERAL
O titular Marcos Augusto informa que a equipe que fizer a melhor campanha obterá a vantagem do empate na fase derradeira da Série A 2013. Portanto, vê-se contempladas as reivindicações de alguns torcedores que nos encaminharam sugestões.
COMUNICAÇÃO
Um número significativo de pessoas reclamando da dificuldade em manter contato com a FCF. O tema estará entre os que trataremos em nossa próxima reunião com a presidência da entidade. No caso desta Ouvidoria, abaixo disponibilizamos as opções de e-mail e telemóvel corporativos.
Benê Lima,85 9221-0212
ouvidor@futebolcearense.com.br
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