Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quarta-feira, outubro 05, 2016

O que uma liga tem a oferecer aos clubes (mas presidentes teimam em ignorar)

Reunião de presidentes de clubes na CBF

por Rodrigo Capelo 

A Fifa sofreu devassa que fez até Joseph Blatter, há 17 anos confortável na presidência, desistir de continuar nela por muito mais tempo. José Maria Marin, ex-presidente da CBF, está detido na Suíça.Marco Polo Del Nero, amigo e sucessor dele na CBF, desdobra-se para aparentar transparência e uma reforma no futebol brasileiro que, a julgar pelo o que se viu nos depoimentos dele, será minúscula diante do que há para ser feito. O empresariado receia em continuar a investir em patrocínios e finge que não financiou tudo que está aí por todo este tempo, a imprensa repercute investigações americanas todo dia, e a opinião pública, que na prática pouco conta, é de descrédito e vergonha. Este é o contexto. E neste contexto presidentes de clubes brasileiros se apequenam. Perdem uma oportunidade histórica, que tardará a surgir novamente, para ganhar poder político e financeiro no futebol que efetivamente é deles.

A criação de uma liga deveria ser a primeira atitude dos presidentes que comandam quem forma atletas, paga a conta, possui torcedores e representa o futebol, os times. Que Walter Feldman, secretário-geral da CBF que acaba de ser trazido da política para o futebol por Del Nero, vá questionar a necessidade de uma associação de clubes em toda entrevista que dá à imprensa é absolutamente natural. É o negócio dele que está em jogo. Que Eurico Miranda, de volta à presidência do Vasco em 2015, vá debochar da ideia – “não sei por que tem esse negócio de ser liga ou não. Os clubes que decidem, e não interessa se é liga, pinga ou diga” – também é natural. Ele pertence a uma escola de cartolões caricatos que mandam como querem e ainda não notaram que há algo diferente (o dinheiro) no futebol. Triste é ver que, entre todos os outros, a iniciativa de unificar a gestão dos times parte apenas de Mario Celso Petraglia, do Atlético-PR, e Carlos Miguel Aidar, do São Paulo, e logo é abafada até pelo pequeno Avaí.







A relutância em unir interesses por meio de uma associação talvez se dê pela ideia de que uma liga só decida regras do campeonato, arbitragem, questões técnicas, como deram a entender presidentes que falaram após reunião na CBF na última segunda-feira. É isso, evidentemente, mas é mais. É substituir os desencontros entre dirigentes fora de campo por uma gestão combinada que ganhe mais e gaste menos.

Vamos tropicalizar, hipoteticamente, a inglesa Premier League. Os 20 clubes do Campeonato Brasileiroformam a liga, e eles se revezam conforme promoções e rebaixamentos à Série B. Os 20 elegem presidente, talvez alguns vices, todos não remunerados. Eles são a ala política da associação e têm a tarefa de contratar diretor executivo, este sim remunerado, e gerentes assalariados para coordenar áreas: mídia, comercial, licenciamentos e marketing. Nem entram, nesta hipótese, questões técnicas, esportivas. Só gerenciais. O custo desta estrutura, que tem como prerrogativa ser enxuta, é um investimento compartilhado pelos 20 e precisa ser recuperado em tantos anos. A ala executiva responde à política, mas é independente. É assim que funcionam empresas fora do esporte, ligas europeias e até a Fifa.

O gerente de mídia vende cotas de direitos de transmissão para emissoras de televisão, estuda a divisão igualitária delas, que pode seguir um modelo de distribuição como o inglês, mas não só. É papel dos clubes alavancar a venda de pacotes pay-per-view, gerar alguma receita com direitos de transmissão para rádios, que hoje nada pagam, estruturar e vender plataformas digitais, levar o Campeonato Brasileiropara emissoras do exterior. Em 2014 os 19 principais times brasileiros obtiveram R$ 1,12 bilhão com mídia, e o grosso vem da televisão aberta. Há mais dinheiro no mercado a ser captado por esta área.

O gerente comercial vai atrás de negócios com empresas. Ora, já há um profissional deste no departamento de marketing de cada grande clube brasileiro – ele é chamado de diretor de marketing, gerente de marketing. Não há grande inovação. Só união. O patrocínio ao futebol, quando não estatal ou feito por um empresário torcedor, hoje serve como apenas porta de entrada para empresas pequenas ou estrangeiras – quando crescem ou esgotam verbas de marketing, elas saem – e se concentra demais em exposição na TV aberta. Este gerente capta novos negócios e se compromete em entregar contrapartidas às empresas. Pode vender os calções de todos os clubes de uma vez para uma grande companhia que queira visibilidade sem despertar rejeição em torcida alguma, pode montar campanhas publicitárias com empresas que não envolvam uniformes, mas deem às patrocinadoras acesso à enorme base conjunta de torcedores via CRM e ativações. Fora o dinheiro que já está no futebol, mas nas mãos de federações, das placas publicitárias de estádio, que atraem mais marcas do que uniformes, inclusive.

O gerente de licenciamentos cuida de produtos que levam marcas dos times e, em troca, geram royalties. A grana não é tanta quanto nas duas áreas anteriores, mas há potencial enorme e inexplorado. Hoje cada equipe sofre para organizar e monitorar contratos com centenas de fornecedores de canetas, bonés e apitos ao mesmo tempo. Esta área da liga faz isso. De novo, não há grande inovação. Só união de profissionais que atualmente fazem este trabalho desordenadamente nos departamentos de marketing. O negócio melhora para todo mundo: clubes faturam mais e estreitam relacionamentos com torcedores, fabricantes de produtos dos mais variados têm entrada facilitada no mercado do futebol. Bizarrices como a ausência de brasileiros em um game como o Fifa 15, jogado por milhões, não aconteceriam.

O gerente de marketing se dedica ao planejamento do futebol brasileiro, embasado, logicamente, em pesquisa. Quem são nossos torcedores, como eles consomem o esporte, aonde eles estão. O que o Campeonato Brasileiro pretende ser no mercado doméstico e no externo, o que ele já representa e que características terá destacadas no imaginário do público. Este profissional direciona e apoia todos os outros. Todos sob comando do diretor executivo, que por sua vez responde ao presidente eleito.

É por isso, Eurico, que tem “esse negócio de ser liga”. Sem estrutura profissional e executivos remunerados com horário de trabalho e metas a bater, não há grupo de dirigentes de marketing no Whatsapp, como o criado por teu gerente da área, que resolva. Todas essas áreas são subaproveitadas por times, umas mais e outras menos, e até aqui só foram abordadas receitas. Do lado das despesas, a união de clubes é a melhor maneira para acabar com salários injustificados a jogadores de qualidade média, reduzir o troca-troca de técnicos e a consequente grana perdida com rescisões de contratos, e até coibir o aliciamento de atletas e treinadores – não foi o Vasco que criticou o Grêmio por cogitar a contratação de Doriva? Interessa se é “liga, pinga ou diga” porque há muito mais a ser trabalhado do que decidir questões técnicas de sempre. Tudo isso pode e deve ser estruturado em paralelo à MP do Futebol. Basta que nossos presidentes conversem uns com outros e tomem iniciativa. A oportunidade está aí.

Dois erros comuns ao comparar sócios-torcedores brasileiros e europeus

Estádio da Luz, do Benfica, em Lisboa  
Por Rodrigo Capelo 

Por incentivo da Ambev, no Movimento Por Um Futebol Melhor, programas de sócios-torcedores brasileiros são comparados com europeus com certa frequência. Lá atrás, em 2013, logo após o lançamento do grupo de empresas que dá descontos a sócios de times de futebol, a cervejaria determinou o Benfica, de Portugal, como uma referência a ser seguida – inclusive com a hipótese fantasiosa do "se fôssemos todos o Benfica, teríamos milhões de sócios, muitos milhões de reais em receita e seríamos os maiores do mundo". Do fim de 2014 para 2015, outro paralelo foi incentivado pela empresa, um ranking de sócios global, que tem o próprio Benfica disparado na ponta e vários outros brasileiros muito bem colocados. Vamos com calma. Há dois erros comuns: acreditar na versão da cervejaria de que o Benfica é referência global e supor que clubes estrangeiros se importem com esses números.

A começar pelo Benfica. Quem passa pelo Estádio da Luz, em Lisboa, como fez este blogueiro no domingo passado, vê no piso superior do museu benfiquista a marca de 248.954 sócios. É menos do que os 251.315 que o Bayern de Munique anunciou ter em 28 de novembro de 2014, mas é um número considerável. O problema é que os valores cobrados são baixos. A cota mais cara sai por 12 euros (R$ 42). Quem vive a mais de 50 km de Lisboa paga oito euros (R$ 28), quem tem entre 14 e 18 anos, seis euros (R$ 21), e quem tem menos de 14 anos, três euros (R$ 10). Daí surgem dois problemas: os portugueses não informam quantos sócios estão em cada categoria, tampouco quantos deles estão adimplentes – com mensalidades em dia. O Internacional, no Brasil, segue a mesma linha.

O sinal de que há muito número para pouco resultado no Benfica está no balanço financeiro: o de 2013/2014 mostrou uma receita de € 3 milhões com associados. Há, nela, um problema contábil, pois o clube repassa 25% da receita para o Benfica SAD, o “Benfica empresa”, mas repassava 75% até a temporada anterior, o que mistura ambos os números. O valor exato que o time recebeu de sócios não é conhecido. De qualquer maneira, é evidente que o Benfica fatura muito menos do que brasileiros que despontaram recentemente, PalmeirasCruzeiro e Flamengo, fora outros mais adiantados, Grêmio eInternacional. O Benfica não é referência porque cobra pouco e, consequentemente, arrecada pouco.

Águias do Benfica, Vitória e Gloriosa, no Estádio da LuzÉ claro que benfiquistas são bons exemplos em diversos aspectos. As visitas ao Estádio da Luz, cujo ponto alto é ver de perto as duas mascotes, as águias Vitória e Gloriosa, e ao museu, ambas experiências pelo preço de 15 euros, são bons exemplos de como faturar num dia sem jogo de futebol – como também faz o rival Porto. Os descontos na compra de produtos licenciados também deveriam ser copiados de maneira consistente por muitos clubes brasileiros, que dão desconto em cerveja, mas não na camisa oficial do time. Em resumo: o Benfica tem muito a inspirar. Só não pode ser tomado como referência por liderar um ranking que não leva em conta nem inadimplência, nem receita.

O segundo erro é supor que europeus se importam com a liderança deste ranking – que a própria Ambev esclarece não ser definitivo, pois faltam dados de vários dos principais times do mundo, bem como falta exatidão e atualização em alguns dos números relatados, mas que a imprensa assim o repercute. Programa de associação, por lá, é muito mais um caminho para assegurar a compra de “season ticket”, pacote de ingressos para a temporada completa, do que uma rede de benefícios diversos a ser consumida por centenas de milhares. Tomemos o Barcelona como exemplo, este sim dono de uma receita considerável com associados – € 50,1 milhões em 2013/2014, equivalentes a R$ 151,2 milhões, com mensalidades e ingressos de 153.458. O Barça, global, com vários dos melhores jogadores de futebol da atualidade, tem fãs em todo o mundo e poderia conseguir muito mais sócios, certo? Mas ele não os quer.

Um “membro” só consegue fazer parte do quadro social se tiver parentesco com outro membro, seja pai ou mãe, avô ou avó, marido ou esposa, cunhado ou cunhada, padrasto ou madrasta, tio ou tia, sobrinho ou sobrinha, primo ou prima. Quem não tem vínculo pode virar sócio depois que tiver por três anos o "cartão de compromisso". Ele custa € 137 (R$ 413) e não dá direito a nada. Nem a voto, nem a participar da Assembleia Geral, nem a comprar season ticket. Nada. Só serve para se candidatar a membro após três anos. Candidatar-se! A entrada no quadro social não é garantida nem para quem se submete a isso, e quem quiser tem de ir pessoalmente a Barcelona retirar o cartão, pois não há entrega via correio. O "sócio-torcedor" do Barcelona não foi feito para ser democrático e abrangente, mas um clube exclusivo.
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Quais clubes têm mais mulheres entre sócios (e por que elas são bom negócio)

Torcedora chega para o clássico uniformizadaEm maio de 2015, os 12 clubes de futebol mais populares do Brasil tinham 788.099 sócios-torcedores. Desses, 17%, ou 132.480, são mulheres. Ainda é pouco. É natural, sim, que elas sejam minoria em programas de associação pois, historicamente, o interesse delas pelo futebol é menor do que o deles. Mas os times precisam inclui-las. Não só por questão de igualdade, mas porque o público feminino é um bom – e inexplorado – negócio.

Internacional e Grêmio são os dois com maiores proporções de sócios-torcedoras em seus quadros sociais, ambos com 25%. Uma vez que são também os dois clubes com maior número de associados (apesar de critérios de inadimplência frouxos mascararem reais tamanhos), é seguro afirmar que as gaúchas são as mais próximas, pelo menos neste aspecto, do futebol.

Todos os brasileiros estão abaixo, proporcional e numericamente, do Barcelona, cujo quadro social tem 26% de mulheres. Havia 39.477 associadas em 2013/2014, que fariam o décimo maior sócio-torcedor brasileiro se decidissem fundar um clube. E elas aparentam ser mais fiéis. O Barça perdeu associados em todas quatro temporadas de 2010/2011 a 2013/2014, e elas se desassociaram em ritmo bastante inferior – 8% contra 17% – em relação a eles.

Participação de mulheres em sócios-torcedores (junho de  2015)

Fonte: departamentos de marketing dos clubes

Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, de uns tempos para cá, mulheres passaram a ter nível educacional superior ao dos homens, reduziram a disparidade em salários (uma profissional ainda ganha 73,7% do que recebe um profissional na mesma função, mas a diferença tem diminuído), passaram a ter menos filhos – dois, em média, em vez dos quatro da década de 1980 – e começaram a tê-los mais velhas, depois dos 25. São todos indicadores que colocam a mulher como uma consumidora de enorme potencial para marcas e, por que não?, times de futebol.

As grandes empresas do esporte já sacaram isso. Nike e Adidas são dois exemplos de gigantes esportivas que definiram foco na mulher. Não só no Brasil, mas globalmente.

Fora do esporte, há uma dúzia de grandes marcas do universo feminino que nem passam perto do futebol: cosméticos, moda, acessórios, entre vários outros setores. Essas companhias não têm razão para gastar com um patrocínio porque o vínculo que clubes têm com mulheres é fraco. Pois os programas de associação são um caminho para que os times se aproximem das torcedoras, conheçam-nas, saibam o que elas gostam de consumir e, com essas informações, abram o mercado para marcas femininas.

No fim das contas, a inclusão feminina ainda é boa para o próprio espetáculo. Ter mais sócios-torcedoras nos estádios é também um modo de reduzir violência e algazarra.
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Por: Rodrigo Capelo

Uma abordagem sobre o sócio-torcedor - Parte 1



CARROSSEL - Torcidas público Flamengo e CorinthiansPalmeiras e Corinthians têm, cada um, o dobro de sócios-torcedores do Flamengo. É absolutamente natural que isso aconteça, apesar de flamenguistas serem maioria no Brasil, por uma característica de programas desta natureza: associa-se quem está por perto.

Ninguém põe em dúvida que o Barcelona é um time de futebol global. E mesmo assim 39% dos 153.458 associados ao término da temporada 2013/2014 estavam na cidade de Barcelona, enquanto outros 52% estavam no restante da região da Catalunha. Mal comparando, 91% dos sócios do Barça estão no "estado" de origem.

Assim funciona no Brasil. Atlético-MG e Cruzeiro têm 95% dos sócios cada em Minas Gerais. O Internacionaltem 91%, e o Grêmio, 88%, no Rio Grande do Sul. Em São Paulo, a ordem é Corinthians (95%), Santos(92,5%), Palmeiras (89%) e São Paulo (83%). A proporção só muda no estado do Rio de Janeiro, onde Vasco (85%), Botafogo (76%), Flamengo (70%) eFluminense (65%) têm percentuais mais baixos, explicados pelas bases de torcedores formadas em outras regiões devido às transmissões nacionais de longa data de televisão e rádio.

Aí a conta é simples: conseguem mais sócios-torcedores os clubes não só de maior torcida, mas cujas bases de fãs estão concentradas em regiões mais populosas. São Paulo tem 44 milhões de habitantes. O Rio de Janeiro, "só" 16,4 milhões. A menos que CorinthiansPalmeiras e também o São Paulo façam gestões desastrosas, é sempre provável que o trio paulista seja numericamente superior ao Flamengo.

Esta natureza dos programas de associação torna muito mais complexo o trabalho do Flamengo. A começar porque o Maracanã, estádio no qual joga com maior frequência, pode ser usado para atrair apenas associados na cidade do Rio e nos arredores. Quanto mais distante está o torcedor, menos vezes ele vai assistir a partidas, menor o valor de um desconto ou uma preferência na compra de ingresso na mente dele como consumidor. Depois, formar uma rede de benefícios e convênios é muito mais difícil se ela precisa englobar Rio, Brasília, Norte e Nordeste do que somente São Paulo, Rio Grande do Sul ou Minas Gerais, como é o caso de todos os demais adversários dos cariocas no país.

Um caminho para cariocas é fundar "consulados", "embaixadas", como queira chamar, em regiões afastadas com muitos torcedores. Criar produtos licenciados personalizados para aquela região. Levar atletas de vez em quando para experiências aos associados. Mas são todas contrapartidas complementares. O plano mais ousado, e provavelmente mais efetivo, seria negociar contrato com um estádio nordestino, um dos reformados para a Copa do Mundo, e assegurar à torcida que o time com certeza fará dois ou três jogos lá por temporada contra adversários locais. Dada a periodicidade de uma ocasião assim, preferência e desconto no ingresso seriam contrapartidas inigualáveis. O problema é que, no futebol, tudo que envolve trabalho conjunto dos departamentos de futebol e marketing pena a sair.
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terça-feira, outubro 04, 2016

Debate esquenta no "Bem Amigos" e Luxemburgo é questionado

Luxemburgo se irrita e discute com Cleber Machado e Caio no “Bem, Amigos”

UOL Esporte
Reprodução/Sportv
Reprodução/Sportv
Demitido de uma equipe da segunda divisão da China, Vanderlei Luxemburgo foi questionado no programa ''Bem, Amigos'' sobre seu período sem trabalhos vitoriosos no futebol e sobre a imagem de estar ''superado'' – com direito até a cobranças de Galvão Bueno pelo fato do treinador não falar outros idiomas. E o veterano técnico não gostou nada dos comentários, entrando em atritos com Cleber Machado e Caio Ribeiro.
O jornalista Marco Antônio Rodrigues foi o primeiro a tocar no assunto. ''Para a tua imagem foi muito mal a sua passagem pela China. O que chegou aqui foi: 'Luxemburgo demitido de time da 2ª divisão da China'. Você já vinha com problemas, sem resultados, muito diferente do técnico que você foi. Você já saiu para a China porque o mercado aqui já não mais lhe queria aqui. Demitido de um time da 2ª divisão. Pegou mal. As outras críticas recorrentes no meio do futebol é que você não se atualizou, que você é hoje um técnico superado. Como você vê isso? O que aconteceu com você, você não se atualizou, você se considera um técnico superado?'', perguntou o jornalista.
Visivelmente irritado, Luxemburgo respondeu. ''A única profissão que vocês terminam com a carreira da pessoa é a de técnico de futebol. Nós estamos carregando a pecha hoje dos 7 a 1. Como se todos nós tivéssemos jogado aquele jogo de 7 a 1. Quem perdeu de 7 a 1 foi o Felipão'', disse o treinador, reclamando da desvalorização da categoria ao qual pertence e da busca por técnicos estrangeiros para trabalhar no país.
Reprodução/Sportv
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A certa altura, Cleber Machado confrontou Luxemburgo se ele atribuía suas curtas passagens por clubes do exterior a sua pouca familiaridade com outros idiomas. ''Com certeza'', devolveu o técnico com ironia, o que gerou críticas de Galvão.
''O idioma é fundamental. Se pegar o Mourinho, ele fala italiano perfeito, fala inglês perfeito, fala espanhol perfeito. Se pegar o Ancelotti, fala inglês, fala italiano perfeito, porque é italiano, e me disse pessoalmente sobre a dificuldade que estava tendo para dirigir o PSG porque não estava dominando o francês como deveria dominar, mas depois dominou'', disse o apresentador.
''Guardiola surpreendeu todo mundo quando ele passou um ano sabático, que já falava inglês, espanhol e chegou dando entrevista em alemão no Bayern de Munique. Nós não temos nenhum técnico brasileiro que fale fluentemente inglês, francês e italiano. Não tem. Falha dos nossos técnicos que não se preparam pra isso. Aí você me desculpa, Vanderlei'', completou Galvão.
''Não, não, não. É falha do Brasil. Quem do Brasil fala dois idiomas?'', desabafou Luxa.
''Ah, aí [o técnico] vai estudar, Vanderlei'', soltou Cleber Machado, enervando ainda mais o técnico.
''Mas você fala quantos idiomas?'', retrucou. ''Eu não sou técnico'', devolveu Cleber.
''Galvão, você fala quantos idiomas?'', disse Luxemburgo, no que o apresentador do programa respondeu: ''Eu, mal, falo cinco.''
Luxemburgo, então, voltou à carga contra Cleber. ''Você trabalha com comunicação''. E o narrador rebateu: ''[Trabalho, mas é] em português''.
''Você trabalha com comunicação'', insistiu Luxa. Rindo, Cleber ironizou: ''Você tem razão, você tem razão. O Guardiola foi aprender alemão porque ele é espanhol? Foi porque ele quis aprender alemão.''
''Ô, ô, ô'', reagiu Luxa, enquanto Galvão tentava acalmar a situação e possibilitar que os demais integrantes pudessem participar do programa.
Luxemburgo x Caio Ribeiro
Reprodução/Sportv
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Caio Ribeiro pediu a palavra e entrou no debate com Luxemburgo. ''Acho que vocês têm condições financeiras de pagar um professor particular e aprender um novo idioma. Aí você está se recolocando no mercado, agregando ao seu conhecimento técnico uma facilidade de comunicação que talvez esse seja um problema dos nossos treinadores, porque o futebol mudou não só na dinâmica, na questão tática, é na forma como você conversa no vestiário'', argumentou Caio.
''O grande treinador, e já falei pra você e falo aqui publicamente, que fico triste em ver que nesses últimos cinco anos você não conseguiu resultados com o conhecimento que você tem'', finalizou o comentário, que foi mal recebido por Luxemburgo.
''Ô, Caio, deixa eu falar uma coisa: você tá totalmente equivocado, porque só pode falar se você acompanhar de perto. Procura conversar com o Roger [ex-técnico do Grêmio], aí você vai ver como é o Vanderlei trabalhando'', rebateu o treinador.
''É que você imagina que o resultado seja por causa do meu trabalho. É totalmente moderno, alinhado com as coisas que acontecem hoje. Por exemplo, quem trouxe análise de desempenho para o futebol?'', desabafou Luxemburgo.
Com a cara fechada, Caio devolveu. ''Eu posso estar errado, não sou dono da verdade, mas quando eu emito uma opinião eu procuro saber o que o mercado está falando'', disse
Galvão tentou colocar panos quentes. ''Não partiu de ninguém uma acusação que você esteja superado''.
Luxemburgo deu continuidade à discussão. ''O Telê Santana foi campeão brasileiro em 1971, depois teve duas passagens na seleção que não ganhou, 1982 e 1986″, comentou o técnico, sendo interrompido por Cleber, que quis saber do técnico se ele achava aquelas equipes boas, mesmo tendo perdido. ''Excelente'', respondeu, seco.
''Jogava bem o time?'', insistiu Cleber. ''Vanderlei, ninguém está falando quando ganha…''
''Deixa eu concluir o meu raciocínio?!!'', berrou Luxa, irritado.
''Não precisa gritar, Vanderlei. Ninguém está falando que você…'', reagiu Cleber.
''Deixa eu concluir meu raciocínio?'', pediu o técnico.
''Manda ver'', respondeu Cleber.
''Vou mandar ver, sim, presta bem atenção'', devolveu Luxemburgo, que se defendeu do período de seca de conquistas na carreira.
''Quero dizer que o Telê Santana veio a ser o Telê Santana de novo em 1986, no São Paulo, que ele ficou de 1971, depois foi no Grêmio, ganhou um campeonato. O Zagallo quando saiu de 1970 pra 1974 não ganhou, ficou um período sem ganhar e foi ser campeão de novo com o Parreira em 1994. isso é cíclico. Alex Ferguson ficou 30 anos no Manchester United e ganhou dois campeonatos da Champions'', disse Luxa.
''Minhas propostas e preferências foram ruins nos últimos anos e fizeram com que não ganhasse, mas se eu acertar naquilo que eu quero de novo, pode ter certeza que vou voltar a ganhar'', completou o técnico.

FAQs da Libertadores: o que você precisa saber sobre as novas regras

Mudança no critério de classificação transforma o G-4 do Brasileiro em G-6, que pode virar G-8  
Mudança no critério de classificação transforma o G-4 EM G-6, que pode virar G-8
FOTO: DIVULGAÇÃO
Com duas vagas a mais para a Libertadores, o futebol brasileiro viu um novo cenário se desenhar da noite para o dia. A zona de classificação no Brasileiro engordou, e muitas perguntas surgiram: G-6? G-7? G-8? G-9? É hora de tirar todas as dúvidas sobre o tema com o FAQs do GloboEsporte.com (para você que não está muito acostumado ao termo, é um acrônimo da expressão em inglês "Frequently Asked Questions", que pode ser traduzida como "Perguntas Mais Frequentes"). Então vamos a elas, e você pode deixar sua opinião nos comentários.
Quantas vagas o Brasil passa a ter na Libertadores?
Sete times brasileiros passam a ter o direito de disputar o torneio a partir da próxima edição.
Como serão definidas essas vagas?
Classificam-se o campeão da Copa do Brasil e os seis primeiros do Campeonato Brasileiro. Se o campeão da Copa do Brasil estiver entre os seis primeiros da Série A, o G-6 vira G-7, e o sétimo colocado do Brasileirão também entra na Libertadores.
Quais outros países também se beneficiaram com a mudança?
Chile, Colômbia e Argentina ganharam uma vaga cada. Os argentinos passam a ter seis equipes na competição. Chilenos e colombianos vão ter quatro times. Bolívia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela seguem com três cada.
Quais times ainda estão na disputa por título da Copa do Brasil?
Atlético-MG, Juventude, Santos, Internacional, Grêmio, Palmeiras, Corinthians e Cruzeiro 
Se um brasileiro for campeão da Sul-Americana, o país terá oito times na Libertadores?
Sim. A partir do ano que vem, a Copa Sul-Americana não vai mais tirar uma vaga do país campeão. Se Coritiba ou Chapecoense conquistar o título, o G-6 do Brasileirão permanece e pode até virar G-7 ou G-8, caso os vencedores da Sul-Americana e da Copa do Brasil terminem o Brasileiro até a sexta posição. A partir de 2018, o Brasil poderá ter até nove representantes na Libertadores se os campeões das duas competições continentais ficarem entre os seis primeiros do Brasileirão.
Quantos clubes ao todo disputarão a Taça Libertadores e a Copa Sul-Americana?
A Libertadores será disputada por 44 clubes, enquanto a Sul-Americana terá 54 equipes.
Dos brasileiros classificados para a Libertadores, quantos entram direto na fase de grupos?
Garantem vaga direto na fase de grupos o campeão da Copa do Brasil, além do primeiro, segundo e terceiro colocados no Brasileiro. Os demais - quarto, quinto e sexto - disputam a chamada pré-Libertadores. Lembrando que o número de clubes (32) e o formato de disputa da fase de grupos da Libertadores permanecem os mesmos. 
Como será a disputa da pré-Libertadores?
Antes da fase de grupos, a Libertadores terá duas fases preliminares. Na primeira, 16 clubes serão divididos em oito duelos com partidas de ida e volta. Os oito classificados disputam um novo mata-mata, que definirá os quatro times que vão disputar a fase de grupos. Estas equipes se  juntarão aos 26 classificados de forma direta, além do atual campeão da Libertadores (o Atlético Nacional-COL) e o campeão da Sul-Americana, totalizando 32 times em oito grupos de quatro.
Como será o critério de classificação para a Sul-Americana?
O Brasil terá seis vagas fixas na Copa Sul-Americana, mas a CBF ainda não divulgou os critérios de classificação. O certo é que 10 dos 16 clubes eliminados na fase de grupos da Libertadores - os oito terceiros colocados e os dois melhores quartos - ganharão um lugar na fase de grupos da Sul-Americana. A competição será disputada de março a dezembro.
Quais times mais se beneficiam com a mudança? Quem estava fora da briga e agora passou a sonhar?
Fluminense (46 pontos) e Atlético-PR (42), atuais quinto e sexto colocados, são a princípio os maiores beneficiados com as mudanças. No entanto, com a possibilidade de o G-6 virar até G-8, caso os campeões da Sul-Americana e da Copa do Brasil terminem entre os seis primeiros do Brasileiro, outras equipes ainda podem sonhar com uma vaga na Libertadores. É o caso de Corinthians (41), Botafogo (41), Grêmio (40), Ponte Preta (39), Chapecoense (38), Vitória (35) e São Paulo (35). Ou seja, do quinto ao 13º colocado, a disputa segue aberta.
Competições regionais como a Copa do Nordeste ou a Primeira Liga pode dar vaga para a Taça Libertadores?
Não. Apenas competições nacionais garantem vaga na Taça Libertadores. 
Qual será o período de disputa da próxima Libertadores?
A edição 2017 vai de fevereiro a novembro, com 42 semanas de duração (a edição deste ano teve 27 semanas).
A final será em jogo único?
Esta mudança ainda está sendo estudada pela Conmebol.

sábado, outubro 01, 2016

Bons resultados não estão necessariamente ligados a vitórias

Resultado de imagem para real madrid 1 x 1 atlético maadrid pela champions

O que são “bons resultados”?

by Danilo Benjamim
O primeiro pensamento que vem à mente da grande maioria das pessoas, principalmente dos torcedores, é associar bons resultados a vitórias. E isso é indiscutível, ainda que existam exemplos de manifestações de apoio dos torcedores mesmo após derrotas e eliminações, dificilmente se encontrará torcidas manifestando-se contrárias às vitórias de sua equipe. Eduardo Barros em sua coluna “A manifestação intuitiva da Lógica do Jogo” reflete acerca das manifestações vindas das arquibancadas de acordo com a postura da equipe em campo, mostrando que o torcedor reage de forma positiva em função de ações de sua equipe que transmitam a clara intenção de marcar gols. É a forma mais simples de obter um parâmetro de desempenho, é algo que a torcida faz de forma intuitiva, não carece de profundas análises, todos gostam de ver sua equipe jogar de forma ofensiva e, principalmente, gostam de vencer seus jogos.
Agora, trazendo o mesmo questionamento ao ambiente profissional do jogo, uma avaliação de resultados do trabalho realizado, somente a partir de vitórias, derrotas ou empates, pode trazer uma maquiagem que esconde a real qualidade daquilo que foi feito pela comissão técnica e jogadores. O jogo está longe de ser uma ciência exata, onde se terá a garantia de um resultado utilizando algum método ou proposta de jogo específica, as variantes em um jogo são inúmeras, a margem de erro na tentativa de se prever qualquer resultado é sempre muito alta. E não adianta perguntar: “Sendo assim, qual é a forma garantida para se conseguir as vitórias? ”. Caro leitor, até hoje, não se descobriu essa fórmula mágica.
Como então, dentro de um ambiente tão instável quanto um jogo de futebol, avaliar o desempenho positivo de uma equipe não somente por seus placares? A partir deste questionamento, alguns profissionais criaram um protocolo de análise de jogo que visa cruzar dados quantitativos com dados qualitativos e, a partir deles, encontrar parâmetros que sejam capazes de demonstrar a principal forma como uma equipe busca cumprir a lógica do jogo (conseguir fazer mais gols do que o seu adversário) e consequentemente sua estratégia primária naquela partida.
A partir deste protocolo, Eduardo Barros e eu, procuramos fazer uma análise sobre a final da última UEFA Champions League, cada um ficou encarregado de analisar uma das equipes e de buscar identificar o nível de intenção, ou não, de propor jogo por uma equipe. Seguem abaixo os dados coletados:
tabela 
Saída de jogo = cruzar a linha de meio campo da defesa para o ataque; contra-ataque sofrido = somente os que o adversário conseguiu finalizar; Dribles e Passes = somente no campo de ataque; Chances Perdidas = situações reais de se fazer um gol; Chutão = realizar um passe longo colocando a bola em disputa com o adversário.
As análises destas equipes nos jogos que antecederam esta final nos trouxeram alguns padrões de ambas:
- Real Madrid teve maior quantidade de tempo de posse de bola e número de finalizações em todos estes jogos do que seus adversários.
- Atlético de Madrid teve maior quantidade de tempo de posse de bola e número de finalizações somente nos dois jogos das oitavas de final, nos 4 jogos seguintes (quartas e semifinal) teve índices menores que seus adversários nos dois parâmetros.
A partir disto, concebemos que na equipe do Real predomina a intenção de propor o jogo (buscar o gol adversário através de sua organização ofensiva). Enquanto que no Atlético esta intenção não é a predominante, este busca deixar o adversário propor o jogo a fim de contra-atacar após recuperar a posse da bola. Duas estratégias de jogo bem distintas que permitiam criar uma ideia do que seria a final. Sendo assim, prognósticos de um jogo em que a tendência era de um Real atacando contra o Atlético defendendo e contra-atacando, seriam a tendência do jogo que se seguiria.
Porém, o gol no início da partida final, fato que colocou o Real numa situação mais “confortável” e obrigou o Atlético a propor o jogo, estratégia que não havia adotado nos seus últimos jogos. Essa mudança de comportamento da equipe do Atlético deixou evidente algumas dificuldades de ambas as equipes:
Atlético de Madrid – Ficou nítida a dificuldade de adaptação da equipe ao fato de ter de propor o jogo, ainda com maior tempo de posse de bola, a equipe finalizou menos, teve menos a bola em seu ataque, criou menos chances de gol de que o adversário, teve dificuldades em progredir ao gol adversário, errou e forçou através de “chutões” as tentativas de saída de jogo, além de ter oferecido muitos contra-ataques que geraram finalização do Real. Após conseguir empatar o jogo e, principalmente, durante a prorrogação, a equipe voltou a sua estratégia principal, aumentando muito o índice de recuperações no campo de defesa, porém não conseguiu gerar risco através dos contra-ataques pois o Real buscava a recuperação imediata da bola.
Real Madrid – Entrou numa certa zona de conforto após conseguir o gol no início do jogo, não buscando mais ficar com a posse da bola e deixando que o adversário tentasse propor o jogo, buscou explorar os contra-ataques, porém, apresentou um alto índice de erros de saída de jogo, sendo assim não teve tanto êxito em contra-atacar. Após sofrer o empate e principalmente na prorrogação, voltou a sua estratégia principal, aumentou seu número de finalizações, posse e recuperação da posse no campo de ataque e chances de gol perdidas, ainda assim, não conseguiu marcar mais gols.
Apresentados estes dados e a breve descrição do padrão das equipes no jogo, mais o fato de que ambas (e principalmente o Real) possuem um alto orçamento para contratações, excelentes condições de treinamento e jogo, e que estavam no ápice de sua temporada, ficam algumas questões a nos atormentar:
- Como apresentam um número de erros de saída de jogo tão alto?
- Por que se utilizam tanto dos “chutões”?
- Mesmo ficando mais tempo atrás no placar e com maior posse de bola, como o Atlético conseguiu finalizar menos que o Real? Por que tanta dificuldade em propor o jogo?
- Por que o Real não conseguiu finalizar ao gol na maioria de suas tentativas de contra-ataque?
- Até que ponto uma equipe que tem por principal estratégia propor o jogo, deve abdicar dela após conseguir passar à frente no placar?
- Qual estratégia de jogo se adapta melhor à situação de sofrer ou fazer um gol logo no início da partida?
Aliado a estes dados quantitativos, há ainda a análise qualitativa do vídeo do jogo, e tudo isso deve ainda levar em conta a ideia de jogo do clube e do treinador, além das características dos jogadores que fazem parte do elenco.
Trouxe este exemplo de análise a fim de elucidar que ao se analisar o desempenho de uma equipe a partir somente de seus placares pode ser uma via perigosa e tendenciosa de avaliação, são muitas as variáveis a se considerar e aqueles que trabalham com o futebol não podem ter somente o “olhar do torcedor”. É necessário entender a fundo os motivos de vitórias e derrotas, seja nas equipes de base ou profissionais, do contrário, muitas decisões precipitadas podem ser tomadas gerando prejuízos futuros a todos.
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