Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quinta-feira, maio 08, 2008

TIMEMANIA FRUSTRA EXPECTATIVA


Média de arrecadação da Timemania segue na casa de R$ 3,5 milhões por concurso

Após 10 concursos, Timemania arrecada apenas 35% do previsto


Chegou a hora de conferir a arrecadação da Timemania até o concurso nº 10:

Como se sabe, a previsão da Caixa Econômica Federal para o primeiro ano da loteria é arrecadar R$ 520 milhões, ou seja, R$ 10 milhões por semana (totalizando 52).

Depois de 10 concursos, no entanto, a média semanal de arrecadação continua bem abaixo da expectativa. Por enquanto as apostas totalizam R$ 3.545.401,60 por semana.

Multiplicando esse valor por 52 semanas, teríamos um total de R$ 184.360.883,20 em 12 meses de Timemania, ou apenas 35% da estimativa inicial da CEF.

Imagino que essa média ainda vai subir nas próximas semanas, mas me parece cada vez menos provável que a previsão da Caixa se confirme.

E você, caro leitor, o que pensa da Timemania após 10 concursos?

Mais uma vez ninguém acertou as 7 dezenas da principal faixa de premiação, que segue acumulada. A previsão para o próximo concurso (nº 11) é de R$ 5,3 milhões.

O “time do coração” deste fim de semana foi o JI-PARANÁ/RO, que foi escolhido por 13.880 apostadores. O clube de Rondônia ocupa a 38ª posição no ranking geral até agora.

Confira abaixo a colocação da sua equipe:
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EXEMPLO PARA A PREFEITURA DE FORTALEZA






'Casa do Timão' está quase pronta

Pacaembu recebe últimos retoques para abrigar estréia do time na Série B
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Leandro Canônico Do GLOBOESPORTE.COM, em São Paulo

Faltam poucos detalhes para o Pacaembu ficar totalmente pronto para a estréia do Corinthians na Série B do Campeonato Brasileiro, sábado, contra o CRB. De cara nova após mais de cinco meses de reforma, o estádio já está aprovado pela CBF e liberado por Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Polícia Militar.

À exceção do gramado, que foi totalmente reformado e teve seu desenho escolhido em enquete realizada pelo GLOBOESPORTE.COM, nada de muito extraordinário foi feito durante esses meses de reforma. Basicamente, o estádio passou por uma revitalização de fachada, pinturas e vai ter uma potência maior nos refletores.

- Existiram algumas coisas que não conseguimos executar, mas nada que fosse impactante para a reabertura do estádio. Faltaram a troca das cadeiras, a conclusão da pista de atletismo e o sistema de som - explica Alessio Gamberini, diretor do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, o popular Pacaembu (37.037 lugares).

Se esses problemas citados por Gamberini não afetaram diretamente na reabertura do estádio, a obra, de uma maneira geral, teve interferência considerável na construção do Museu do Futebol, que tem inauguração prevista para 29 de junho.

- Tudo isso impactou mais na obra do museu do que no estádio propriamente. São Paulo é uma cidade que não pode ficar muito tempo com um local desse fechado - acrescenta o diretor do Pacaembu, construção que já tem 68 anos.

O jogo do Timão contra o CRB não será a única atração na abertura do Pacaembu. Quem comparecer à partida poderá acompanhar outros eventos, que começam às 14h15. Vai ter locutor de rodeio, banda de fanfarra, show do Exaltasamba e ainda Rivellino vai marcar seus pés numa placa, que depois vai ao Museu.
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terça-feira, maio 06, 2008

AS BOAS DO MARCELO DAMATO

Por linhas muito tortas
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A premiação dos melhores do Paulista foi um retrato da competição, de todos os seus problemas e acertos.
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Ainda irritado com o episódio do gás, o São Paulo boicotou a festa. Concentrou a equipe na segunda-feira, o que quase nunca faz, e disse que dessa maneira Miranda e Hernandes não poderiam ir.
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Mesmo ausentes, os dois venceram seus prêmios.
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Ao contrário do Campeonato do Rio, que pôs três meias e um volante no meio-campo, em São Paulo, a composição foi inversa, com excesso de volantes. A falta de meias foi de fato uma marca nesse campeonato. Quem teve Valdívia levou muita vantagem. Mas Elias, Michel e Jorge Wagner jogaram mais do que Pierre - criticado em boa parte da competição.
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Também curioso foi o fato de a melhor defesa do campeonato não ter nenhum representante na seleção.
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Igualmente chama a atenção de que, Santos e Corinthians, que nem chegaram às semifinais, tiveram seus representantes. O Guaratinguetá, que terminou a fase de classificação, em primeiro lugar não teve nenhum.
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É a velha regra 19 aplicada pelos eleitores. Como sempre acontece, os olhos estão sempre virados para os grandes, e os pequenos pagam por isso. Como aconteceu nos jogos.
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Mais do que todos, quem se destacou nesse campeonato foram os técnicos.



A bronca do capitão

O zagueiro Fábio Luciano não ficou calado diante dos microfones.
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Eleito o melhor zagueiro esquerdo do campeonato, apesar de jogar na direita, criticou o sistema de escolha.
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Afirmou que ele e Thiago Silva foram colocado em posições diferentes na hora da votação para que pudessem ser escolhidos juntos - o que aconteceu. Deixou claro que queriam grife no pódio.
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Afirmou que seu colega Ronaldo Angelim merecia mais o prêmio de melhor zagueiro esquerdo do que ele.
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De resto, a melhor seleção não teve surpresas, com Bruno, Wagner Diniz, Juan, Túlio, Ibson, Thiago Neves, Lúcio Flávio, Wellington Paulista e Washington. Tudo redondinho, quatro do Flamengo, três do Flu e do Botafogo e um do Vasco.
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Só não deu para entender por que Lúcio Flávio foi o melhor jogador do campeonato. Não assisti muitos jogos, mas o tempo todo li e ouvi que, fora o Wellington Paulista, a força do time era o conjunto. Além disso, Lúcio Flávio foi um dos principais responsáveis pelo desequilíbrio emocional do Botafogo na final da Taça Guanabara.



Trocaram 6 por -6



É difícil entender a lógica dos cartolas.

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Para substituir Joel Santana, o Flamengo contratou alguém que é seu oposto.
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Um é grande, o outro, pequeno.
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Um é sábio, o outro, estudioso.
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Um é experiente (27 anos como treinador), o outro, quase novato (seis anos).
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Um é conservador, o outro, moderno.
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Um não se preocupa com a aparência, o outro, sim. Demais.
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Um foi zagueiro*, o outro, meia.
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Um tem fama de retranqueiro, o outro, de ofensivo.
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Um é calmo, o outro, agitado.
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Um é famoso por saber lidar com os jogadores malacos, inclusive Romário. O outro não soube administrar Edmundo.
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Um agüentou o rojão do Flamengo, o outro pediu para sair do Palmeiras dizendo que a pressão estava demaisada.
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Um tem nove títulos estaduais, um brasileiro e um da Mercosul, o outro, nada, nenhum caneco.A principal competição do Flamengo no ano é a Libertadores. Caio Júnior jamais participou dela.
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A comparação do desempenho recente dos dois técnicos acentua ainda mais o contraste.
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Joel pegou o Flamengo em penúltimo lugar e o levou ao terceiro lugar no Brasileiro. Em 2008, foi campeão estadual e vai entregar o clube nas quartas-de-final da Libertadores.
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Desde que Joel assumiu o Flamengo, Caio perdeu uma vaga na LIbertadores pelo Palmeiras, ao obter apenas quatro pontos nas últimas seis rodadas. No Goiás, tornou-se o primeiro técnico na história do clube a perder uma final para uma equipe do interior. Foi batido nos dois jogos. No meio dos dois, foi eliminado pelo Corinthians da Copa do Brasil, na única vez no ano que o clube paulista marcou quatro gols (o jogo contra o Barras não conta).
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Não gosto de fazer previsões, mas me parece que o Flamengo errou em cheio.
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* texto corrigido
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FIM DE FESTA COM OS MELHORES




Melhores recebem premiação

A noite de gala do Campeonato Cearense de Futebol ocorreu, ontem, com a premiação dos melhores do Estadual

Os destaques do Campeonato Cearense de 2008 foram homenageados ontem à noite no Centro Cultural Sesc - Luiz Severiano Ribeiro. Foram apresentados ao público o craque da galera, eleito em votação pela internet e os melhores do Estadual, apontados por 234 cronistas esportivos.

O lateral-esquerdo Márcio Azevedo, do Fortaleza, saiu com duas premiações, a de craque da galera e dos cronistas. A revelação do campeonato é Léo Jaime, do Horizonte. O melhor técnico é Argeu dos Santos, também do Horizonte.

Almeida Filho foi apontado como o melhor árbitro e foi representado pela sua irmã, também árbitra, Eveline Almeida. Pelo segundo ano consecutivo Márcio Torres foi escolhido como melhor assistente.

A noite festiva foi aberta pelo diretor geral de programação do Sistema Verdes Mares, Edilmar Norões, que falou da satisfação do SVM em transmitir os jogos do Campeonato Cearense, o que acarretou um fortalecimento do futebol e do esporte locais.

O superintendente da Nacional Gás, Edson Queiroz Neto, o diretor de telejornalismo da TV Verdes Mares, Marcos Gomide, o diretor comercial da TV Verdes Mares, Antônio Vidal e o diretor superintendente do jornal Diário do Nordeste, Antônio de Pádua Lopes recepcionaram os presentes e distribuíram as medalhas aos melhores. Foi apresentada a Seleção do Campeonato: Jéfferson; Izaquiel, Da Silva, Preto e Márcio Azevedo; Dedé, Serginho, Paulo Isidoro e Júnior Cearense; Rômulo e Luiz Carlos.

O goleiro menos vazado é Jéfferson, do Horizonte. Receberam ainda premiação, o Fortaleza como bicampeão, o artilheiro Paulo Isidoro, junto com Esquerdinha, do Boa Viagem, ambos com 14 gols, o Icasa e o Horizonte, afora o Caucaia, campeão cearense no I Campeonato Feminino do Estado. O ex-atleta Marciano recebeu o troféu Pedro Basílio.


Jogada, DN


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DORIVAL JÚNIOR BOTA O DEDO NA FERIDA


Técnico do Coritiba cobra evolução nas análises sobre futebol

Para Dorival Júnior, crítica é responsável por lentidão no crescimento da modalidade
Equipe Cidade do Futebol

Campeão estadual com o Coritiba no último domingo, Dorival Júnior encontrou um argumento curioso para criticar o comportamento da mídia especializada no futebol. Segundo ele, as análises sem base teórica são responsáveis pela lentidão na evolução do esporte.

Depois da derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR na Arena da Baixada, que confirmou o título do Coritiba no Campeonato Paranaense, Dorival Júnior aproveitou o momento de festa para cobrar uma mudança de postura da mídia especializada.

“O futebol brasileiro tem de mudar. Os analistas devem se qualificar um pouco para fazerem avaliações mais embasadas. Só assim é que poderemos passar uma imagem real do que acontece no futebol do país. Isso é fundamental para o esporte evoluir de acordo com o potencial que tem”, ponderou Júnior.

O comandante do Coritiba reclamou do tom ácido de algumas análises sobre o desempenho de sua equipe na atual temporada: “O futebol é o esporte mais rentável do mundo e esse tipo de crítica prejudica todo mundo que vive no esporte. É necessário entender o que está sendo feito e o perfil de cada trabalho antes de se reclamar”.


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Tivemos com Dorival Júnior uma ótima convivência, já que quando por aqui passou, fazíamos a cobertura mais amiúde da equipe que ele dirigiu, o Fortaleza Esporte Clube.

Dorival a mim se mostrou acessível, bom papo e, acima de tudo, muito cortês. Assumiu o Fortaleza no início difícil da administração Ribamar Bezerra, recaindo sobre si a intrincada e desafiadora tarefa de formar um time competitivo, a partir de um grupo do qual podemos relembrar nomes como: Coelho, Breno, Esquerdinha, Nivaldo, Carlinhos, Alan, Lázaro, Matheus Vivian, Marcelo Lopes, Rabicó, Válter, Damisson, Daniel Bamberg, Eusébio, Lelê, Anderson, Genilson, Jessuí, Ernandes etc.

Júnior - como era também conhecido - demonstrava possuir bom domínio da novíssima metodologia do futebol, mostrando-se atualizado e inteiramente receptivo ao aspecto multidisciplinar e interdisciplinar, demonstrando ainda certa receptividade à mais desafiadora concepção futebolística de nossa era, que é a adoção da transdisciplinaridade pelos que fazem o futebol.

Numa visão autocrítica, Dorival reconheceu como seu maior erro em sua passagem por aqui, ter aceito, por mero espírito cooperativo e solidário, um grupo de atletas que, não obstante a presença de três ou quatro nomes de peso, tratava-se de um grupo de pouca qualidade. Portanto, a tarefa de refundar um time praticamente do zero, pesou sobremaneira para inviabilizar o trabalho do dedicado e leal Dorival Júnior. Digo isso porque ninguém melhor que Ribamar Bezerra conheceu a conduta e a personalidade de Júnior.

Dos 'escudeiros' de Ribamar, creio que Dorival Júnior só foi superado por Toninho Cecílio, outra figura que foi tremendamente injustiçada pela 'falta da base teórica' sobre o futebol, a que o próprio Dorival fez menção.

Que a fala de Dorival Júnior, agora com maior prestígio e valorização, possa definitivamente ecoar na estreiteza das mentes que permeam esse futebol.


Benê Lima
benecomentarista@yahoo.com.br
85 8898-5106

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segunda-feira, maio 05, 2008

O PISOTEAMENTO DOS VALORES


Inter comemora: Juventude não subiu ao palco armado para a premiação ------------------------------------ Foto: Ricardo Duarte

Etiqueta no futebol

Fernanda Zaffari

A festa da final do Campeonato Gaúcho foi bonita, e o Internacional está de parabéns — e o segundo colocado também, o Juventude. Mas alguns detalhes podem fazer a diferença nas próximas comemorações.

Futebol é esporte, paixão e negócio. E, por isso, é cada vez mais profissional e organizado. Assim, respeitar os protocolos de uma cerimônia — que, neste caso, incluía Inter e Juventude juntos em campo para execução do Hino Riograndense —, é conduta óbvia. O time da Serra simplesmente não apareceu. Há cerimoniais que podem parecer frescuras, mas não são.
O futebol brasileiro poderia se inspirar em competições internacionais, em que os dois times são obrigados a entrar juntos em campo, acompanhados de torcedores mirins. Isso esquenta o clima, inspira a torcida e, principalmente, mostra de forma civilizada que duas equipes profissionais entram em campo para uma disputa, e não para uma guerra.

Outro cerimonial que poderia ser copiado é o da valorização do segundo colocado. Ontem o Juventude não subiu ao palco, armado para a premiação. Somente o capitão do time apareceu. Não não está certo. Todos esses detalhes fazem com que o futebol seja mais respeitado e, por que não, mais apaixonante.

Hoje à noite ocorrerá um bom exemplo disso. Os melhores do Campeonato Gaúcho serão reconhecidos e festejados com uma comemoração no Theatro São Pedro. Um belo exemplo em que adversários sentarão lado a lado, trocarão brincadeiras e provocações. Mas tudo de forma muito civilizada.
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Uma visão emprestada do Cariocão e do Paulistão







Verde, vermelho e preto

por Lédio Carmona

O Botafogo teve os melhores números do campeonato. Mas faltaram algumas letras na hora do vamos ver. Faltou E de elenco. Faltou P de poder de decisão. Faltou S de serenidade. Faltou V de Vitória. Faltou C de confiança do torcedor.

O Flamengo teve números inferiores ao Botafogo durante o Campeonato Estadual inteiro. Mas os três jogos que valeram taça ele venceu. Todos do Botafogo. Primeiro, na final da Taça Guanabara (2 a1). Depois, na primeira partida da final (1 a 0). E hoje, na finalíssima, quando conquistou o bicampeonato com a vitória de 3 a 1 (dois gols de Obina e um de Diego Tardelli). E venceu todos com justiça. Sem apelação. Hoje, sem contestação até de arbitragem (graças a Deus).

Hoje o Flamengo teve problemas no primeiro tempo. O Botafogo foi melhor, mas ainda longe de ser o time envolvente de outras partidas. Fez o primeiro gol, graças a uma cobrança de falta burocrática de Lucio Flavio, que quicou e fez Bruno falhar. Eram 22 minutos. O Botafogo recuperava a vantagem. Mas não sou aproveitar. Ainda sim, foi melhor. Até porque Ibson, vaiado, jogava mal. Juan e Leonardo Moura subiam pouco. Bem, mesmo, só Ronaldo Angelim, excelente na marcação a Wellington Paulista, Toró na marcação, e Marcinho.

No segundo tempo, Joel Santana arriscou tudo. Tirou Ibson e Cristian e põs Diego Tardelli e Obina. Quatro atacantes. Foi com tudo. Sabia que estaria mais vulnerável na defesa e que poderia ser expor a contra-ataques fatais. Mas, logo aos três minutos, Juan bateu falta, Obina se ajoelhou para cabecear: 1 a 1. O Maracanã, com 70% de rubro-negros, explodiu. A pressão recrudesceu. O Flamengo cresceu. E aí, amigos, o Estadual começava a ter o seu virtual vencedor. Com apenas dois jogadores de marcação, Toró e Jailton, o Flamengo contou com a raça de Diego Tardelli, Obina, Marcinho e Souza. Nunca marcaram. Hoje fizeram. O Botafogo não encaixava nada. O Flamengo tomou conta do jogo. Até que Cuca quis mexer. E olhou para o banco. E, pobre Cuca, lá se foram Fábio e Adriano Felício para campo. Para piorar, o técnico errou ao tirar Zé Carlos. Num elenco limitado, Zé Carlos, sem inspiração, é melhor do que Fábio e Adriano Felício. Para piorar, Wellington Paulista jogou boa parte da partida no sacrifício. Lucio Flavio, também.

Dono do campo e do jogo, o Flamengo parecia que treinara a semana passada no Rio, enquanto o Botafogo, sim , fora ao México. Os rubro-negros sobravam. Contra-contra ataque em cima de contra-ataque. Renato Silva expulso. O segundo gol era questão de tempo. Ou de um enésimo erro de passe de Fábio, Adriano Felício ou Leandro Guerreiro, que ainda não voltou a ser o mesmo jogador de 2007. Pronto: aos 36m, Juan (como joga!) atropelou pela esquerda e fez o passe. O chute seco e rasteiro de Diego Tardelli foi mortal. O Botafogo, o bom time do Botafogo, do bom treinador Cuca, estava batido mais uma vez. De novo pelo gol de Tardelli. E de novo por Obina, que fez mais um gol, aos 46.

O Flamengo mereceu. Foi melhor. É melhor. E agora alcançou o Fluminense em número de títulos estaduais: 30 x 30. Caio Junior, como meu amigo Eric Faria disse na transmissão da TV Globo, vem aí. Bom nome. E terá um elenco de peso para trabalhar. É meio caminho para o sucesso de um treinador. Talvez seja isso que falte a Cuca em General Severiano.
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O título de Marcos
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Não havia como não ser diferente. Apesar da raça, da dedicação e de alguns bons jogadores da Ponte Preta, estava escrito que o Estadual seria do Palmeiras. O oitavo de Luxemburgo. Mais um de Marcos. Talvez o mais emocionado após a decisão no Palestra. O goleiro é um exemplo de dedicação e amor ao clube e ao futebol. E ganhou. Voltou por cima. Esse título é dos palmeirenses. Mais do que tudo, de Marcos.O Palmeiras mereceu muito. E teve uma decisão em ritmo de festa no Palestra Itália super-lotado, com 27.927 pagantes. E teve um placar para não deixar dúvida: 5 a 0, com três gols de Alex Mineiro, sempre eficiente e artilheiro do Paulistão, com 13 gols, ao lado de Kleber Pereira, Valdívia, craque, e Ricardo Conceição, contra.

Foi o oitavo Campeonato Paulista de Vanderlei Luxemburgo.O Palmeiras sobrou no Campeonato Paulista. Ninguém mereceu mais. Ninguém jogou mais. Ninguém quis mais. E prestem atenção: o Palmeiras vai longe no Brasileirão. No mínimo estará na Taça Libertadores da América, em 2009. Me cobrem em dezembro. PS: sobre a rebelião da máquina zero, lamentável. Coisa de criança. Pergunte a Valdívia se ele gostou. Olha só como ele ficou bonito…
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Outra vez show de imagem de Natinho Rodrigues




Será que ganhou o melhor?

A pergunta parece ter um quê de obviedade, mas é muito mais uma proposição para questionarmos velhos conceitos

Mais do que nunca temos estado atento ao que se diz no campo esportivo, mormente quando pronunciado por pessoas ditas especialistas na análise do futebol.

É muito comum a aceitação de que, em regra, toda vitória é considerada justa e merecida, quando sabemos que a coisa não é bem assim. Primeiro precisamos questionar a validade de certos conceitos e assertivas, para que possamos refundar a escala de valores da qual nos valemos para promovermos tal apreciação da matéria futebol.

Neste sentido, nada soa mais oportunista que a justificativa de justeza de um resultado -- pricipalmente aqueles placares parciais --, tomando-se por base o quase sempre 'casuístico' nível de aproveitamento das oportunidades.

Quem nunca viu uma versão de scout em sua inteireza, até pode pensar que o nível de aproveitamento seja o mais significativo dos parâmetros de análise do rendimento de uma equipe. E para quem analisa uma única partida, até que dá para enganar e enganar-se. Porém, para quem pretende fazer uma análise séria e profunda, nada mais confiável e justo que considerar a produção da equipe sob todos aspectos que possam ser mensurados.

Considerando, pois, que não basta às equipes realizarem bem o que planejam, faz-se necessário lembrar que o alcance daquilo que almejam, é de suma importância para validar a eficiência do processo. Portanto, levando-se em conta as diferenças sutis entre eficácia e eficiência, chegamos à conclusão de que o FORTALEZA ESPORTE CLUBE representou, se não o ápice do bem fazer, ao menos conseguiu atingir o ponto mínimo da produção de resultados com eficiência e eficácia. Se não produziu as melhores impressões, obteve, com muito mérito, o mais significativo resultado.

Diríamos que dentro de um prisma de apreciação global, desta feita tivemos um ganhador com uma melhor média, considerados todos os quesitos, no que pese nos parecer ter sido o Horizonte o time de mais vistoso futebol.


Benê Lima
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85 8898-5106

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sábado, maio 03, 2008

COM PÉ E CABEÇA - 122, a coluna do Benê Lima



Dublê(*) de cronista e torcedor ?

Como compatibilizar duas figuras antagônicas, como a do radialista e a do torcedor, numa mesma personalidade? Realisticamente, inconcebível!

É impossível distinguir com clareza onde se delimitar o campo de um e do outro.

Na verdade, não há como separar as ações deste ou daquele, já que ambos se utilizam do meio radiofônico para expressá-las.

E, não será uma prerrogativa apenas do radialista, servir-se do microfone? Pois, já que assim é, imprópria é a atitude do torcedor – mesmo que considere a si próprio como mutante - que se arvora da condição do radialista, bem como impropriedade maior há, na conduta do radialista que involui à condição retrógrada de sectarismo e dogmatismo do torcedor.

Que os companheiros cronistas que equivocadamente acham que, ao microfone, se pode separar o torcedor que nele há, do radialista que é ele, fica a nossa advertência para que revejam essas suas posições, em que se tornam faltos em bom-senso e estranhos à ética.

(*) Na situação descrita, pessoa que acaba não sendo nem cronista nem torcedor

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Igor
O meia ex-Tricolor do Pici integra a lista de dispensa do Náutico de Recife. Nenhuma novidade, já que Igor não vinha dando no couro nem por aqui. A verdade é que quando soubemos da ida do baixinho para o Timbu, fizemos figa pra que ele acertasse por lá. Mas, acabou dando a lógica.

Mote para a Ponte
A Macaca campineira teve disponibilizada a lição para tentar ganhar do Palmeiras: jogo aéreo, ao melhor estilo do Leão da Ilha. Diante da inglória tarefa de vencer o Verdão em seu ‘caldeirão’, só resta à Ponte fazer ‘chover’ bolas alçadas.

Ah! Roth
O técnico gremista Celso Roth, bem ao modo Wanderley Luxemburgo, espinafra a imprensa que dizia que o Palmeiras era o melhor time do Brasil. Para se safar das críticas que lhes foram endereçadas, Roth dispara: "Quem dá opinião tem que ter cuidado. Há muitos exemplos de times elogiados que não chegaram a lugar nenhum e de outros desacreditados que foram campeões. Amanhã, se as coisas derem certo, os conhecedores de futebol dirão que foi um milagre", ponderou em tom de desabafo.

Doping financeiro
O Icasa promete R$100 mil de premiação para ser divididos entre os seus jogadores. O grande problema é que o elenco não consegue manter a motivação em alta desde a conquista do 1º turno. Dificilmente esse ‘doping’ surtirá o efeito desejado.
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.Benê Lima benecomentarista@yahoo.com.br (85) 8898-5106

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sexta-feira, maio 02, 2008

TRANSDISCIPLINARIDADE: ALÉM DAS CIÊNCIAS

Estudos Transdisciplinares
O futebol é mais complexo do que a maioria das pessoas pensa.
Analisá-lo requer um olhar sobre conceitos e produção de conhecimento,
que deve se ater ao limite da disciplina, ligar-se a outras áreas ou
permear entre elas na busca de unidade.

Entendendo a importância do
conceito de transdisciplinaridade

A transdisciplinaridade representa o estágio mais avançado entre os modos de produção do conhecimento. De forma semelhante à interdisciplinaridade, busca compreender o conhecimento como algo além do que é produzido pelas disciplinas, essas que, como sabemos, têm seus objetos, linguagens e métodos próprios.

Ultrapassa o conceito de interdisciplinaridade na medida em que, além de exigir uma postura e uma atitude de total abertura e respeito à diversidade e à complexidade de todos os fenômenos, reconhece que não há referenciais – culturais, étnicos, científicos, religiosos – privilegiados para julgar como mais corretos ou verdadeiros determinado conjunto de conhecimentos, crenças ou valores.

Também diferentemente da interdisciplinaridade, que procura integrar as distintas linguagens características de cada área do saber, a transdisciplinaridade busca a construção de um único domínio lingüístico, capaz de refletir a multidimensionalidade da realidade. Igualmente ao modo de produção do conhecimento interdisciplinar, a transdisciplinaridade exige a cooperação, a coordenação e a sinergia entre as disciplinas, mas fundamentalmente com o objetivo de transcendê-las.

É por isso que dizemos que a transdisciplinaridade aponta para um conhecimento que está ao mesmo tempo entre, através e além de todas as disciplinas. Ela significa o reconhecimento da interdependência de todos os aspectos da realidade. Seu objetivo é a tentativa de compreensão da realidade como um todo e não de fragmento dela, como se propõe cada disciplina.
Busca, enfim, a unidade do conhecimento. É considerada por alguns como um movimento de reintegração da ciência, da arte e das tradições espirituais em busca de uma compreensão mais ampla da realidade ou do mundo em que vivemos.

Para isso, é preciso levar em conta todos os aspectos que envolvem essa nossa realidade e nossa existência, dentro de toda sua complexidade. Levando-se em conta não só os aspectos estritamente objetivos, como também aqueles considerados subjetivos tais como: crenças, religiosidade, espiritualidade, cultura, costumes, tradições, valores, sentimentos, emoções, intuição etc.

Essa abordagem transdisciplinar muda radicalmente a tradicional postura científica, que não admite subjetividades em seu espectro de análise da realidade. É, portanto, uma nova maneira de encararmos a realidade, dentro de um novo modelo paradigmático.

É uma proposta de abordagem da realidade que pode contribuir para mudanças radicais na forma pela qual o futebol é praticado, gestado, concebido e administrado.
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Fonte: Universidade do Futebol
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OPINIÃO

BREVES E SEMIBREVES "
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Uma no cravo, outra na ferradura

Não sei se o torcedor alvinegro deve agradecer ao Lula Pereira ou agradecer pelo Lula. Mas há também a opção de não agradecer nem a um nem pelo um. Só o futuro o dirá...

Fico a me perguntar, como um clube como o Ceará Sporting pode ser tão dependente de 'ajudas' e situações tão incompatíveis com uma moderna gestão do futebol. Como pode?

Ao ouvir o recém-contratado Allan Dellon atribuir sua decisão de vir jogar no Alvinegro à presença de Lula, sobrevêm-me a seguinte questão:

- Estará permanência do atleta intrinsecamente ligada à estabilidade do treinador Lula?

Outra. Diante dessa verdadeira 'indústria da contratação' que tem sido o time de Porangabuçu, estará aí justificada a volta de Lula Pereira? Será Lula hoje, o parceiro que se transformará no presidenciável de amanhã? Sim, porque até aqui Lulão representou mais a figura do político em campanha que a do técnico alvinegro.

Triste sina a do Vozão!

(...)


Antes só que mal acompanhado?

Negar os méritos das pessoas que os têm, não faz parte de uma boa prática de análise. Razão suficiente, pois, para que rechacemos tal atitude. Outra visão que condenamos é a do maniqueísmo, que simplifica as coisas a tal ponto que acaba não considerando o ‘espectro cromático’ intermediário que vai do ‘branco ao preto’.

Quer nos parecer que Zacarias Silva e Kleber Lavor têm melhor desempenho quando possuem maior liberdade, isto válido principalmente para o primeiro. Quando trabalham em conjunto, um tolhe os passos do outro – o que até certo ponto nos parece natural.

Em face do que acabamos de expor, parece-nos lícito imaginar que no ICASA desta temporada não existe um único e solitário problema. Subsistem, problemas – no plural. A começar por algumas atitudes de sua direção. Podemos elencar:

- A má formação do elenco da atual temporada;

- a posição flagrantemente autoritária do diretor de futebol, Kleber Lavor;

- a submissão do presidente da executiva, Zacarias Silva, à direção de futebol;

- O modo pusilânime como agiu a direção frente aos problemas criados por atletas;

- o equívoco de manter o técnico Play Freitas quando sua liderança estava comprometida;

- o erro da demissão de Play a três dias da partida decisiva;

- o modo de como o treinador foi demitido;

- a atitude isolada do diretor de futebol sem ouvir o presidente;
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- a má condução da negociação com a televisão para transmissão do jogo em Juazeiro;

- entre outras...


Benê Lima
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quarta-feira, abril 30, 2008

BRASILEIROS: ETERNOS MAL-EDUCADOS?

PENSE! FAÇA UMA AUTOCRÍTICA! (...)

FUTEBOL TAMBÉM É CULTURA

Você é brasileiro? Parabéns, você é considerado escória digital

Vamos direto ao assunto: brasileiros são descritos com alguns adjetivos nada agradáveis quando se trata de comportamento e netiqueta. Vermes, baratas, vírus, gafanhotos, pestes, doenças... sim, é isso que muitos estrangeiros, de várias partes do mundo nos descrevem.

E o pior é que muitos deles tem razão: sempre com exceções, nos tornamos gafanhotos digitais, quando o ambiente é favorável.

Vejamos nos mundos de jogos online, e mundos persistentes, cada vez mais comuns. Os brasileiros são notórios por trapacear nos jogos. É claro que todas as nacionalidades trapaceiam. A Blizzard faz banimentos regulares de milhares de contas, regularmente.

Mas os "brazucas" são mestres em clonagem de itens, virar um deus, munição ilimitada ou qualquer outra vantagem que nos descrevam como wankers, ou seja, um ser detestável e odiável.

Atraídos pela vantagem anti-competitiva
Mas nem todos são assim. Quando eu escrevi um post sobre como o Steam era mal implementado, vários saíram em sua defesa por um simples motivo: mesmo com o overhead de consumo de memória e processamento, estavam cansados da mesma raça que arruinou outras experiências de jogos online, os próprios compatriotas, que sofrem de algum desvio de comportamento social e conseguiam magicamente 100% de headshots, sempre saber onde você estava escondido ou de onde estava vindo. São os scripts de auxílio de mira, invisibilidade de paredes, detector de presença, etc. Tudo ilegal e a quantidade de gente que perdeu a chave aqui no Brasil é impressionante. É só olhar os fórums dos jogos.

Um amigo meu, anos atrás, mostrou vários tópicos em um fórum de Ultima Online e foi quando notei algo estava errado. Eram vários jogadores, das nacionalidades mais variadas, discutindo como lidar com o "brazilian problem". Nós éramos considerados o pior tipo de sujeito que pode-se encontrar na vida online. Alguns donos de servidores baniram o Brasil para reduzir a quantidade de gente que só sentia prazer não em aventurar-se ou fazer amizades, mas matar os outros jogadores, os famosos PK, sigla de Player Killer.

E não ache que são apenas adolescentes que fazem isso. Eu vi adultos, morrendo de rir por matar e roubar itens de jogadores indefesos. E criaram histórias complexas para os eu-párias no jogo. Muitas vezes, criam dois personagens, pois um deles é tão ruim que não pode entrar em cidades. A idéia de diversão de um PK é ficar espreitando uma rota ou uma área onde existem jogadores novos, mal equipados e matá-los, roubá-los ou simplesmente ameaçar, cobrando dinheiro ou itens para que nada seja feito. Ou seja, o brasileiro foi, em vários servidores, a nacionalidade mais banida.

Impunidade cultural
Sendo justo com os brasileiros, não fomos os inventores nem dos campers nem nos player killers, mas o poder em estragar o dia de alguém e sair ileso, sem penalidade alguma, é tentador demais. Em pouco tempo, os brasileiros formaram verdadeiros clãs especializados em estragar o jogo dos outros. Começava com um pequeno grupo, que vai chamando os amigos e são sempre vítimas de algum gringo malvado que não entendeu o que ele tentou balbuciar e disse pra deixá-lo em paz, como mendigar itens o tempo todo. A invasão era feita fora da esfera do jogo, nos fórums e canais de chat. A regra é clara: servidor internacional, fale inglês. Por algum motivo, a insistência em só falar em português é irritante até com quem quer fazer amigos no exterior e usar o TeamSpeak ou Ventrillo para praticar inglês.

Conheço alguns donos de servidores e pelo que me dizem, os brasileiros estão no topo da lista dos mais banidos. As explicações se repetem com uma freqüência assustadora:
- incomodam e matam novos jogadores;
- nunca ajudam ninguém e ainda atrapalham os outros;
- não falam inglês e nem tentam entender as regras mais básicas
- constantemente desrespeitam outros jogadores
- fazem piadas sobre terrorismo
- gritam palavrões para o servidor inteiro
- 80% trapaceiam com duplicação de itens, roubo de itens no momento de troca e usam de artimanhas para conseguir alguma vantagem qualquer- quase todo brasileiro cria um ladrão ou ladino e tenta agir à margem das regras

Quem viu trapaceiros em jogos de Counter-Strike levante o mouse. Sim... uma verdadeira praga. E era muito pior em servidores nacionais do que estrangeiros. Inclusive, vários revelaram seus truques e trapaças ao saberem que eu era brasileiro. Se é brasileiro, é parceiro no crime, certo? Errado e vários daqueles larápios foram denunciados e banidos. Alguns apelidos meus provavelmente jamais serão usados novamente.

Pobre Orkut e Fotolog
O Orkut e o Fotolog mudaram, para pior, por causa dos gafanhotos brasileiros. A rede de relacionamentos do Google foi tomada de assalto por verdadeiras gangues e virou caso de polícia em vários casos, com quadrilhas de classe média, que estudaram em escolas particulares e universitários. Um perfil totalmente diferente do bandido de favela, como exibido em Cidade de Deus.

O Fotolog era uma iniciativa pessoal, pago por pessoa física e quando os brasileiros descobriram o serviço gratuito, virou queridinho nacional. A onda foi tão grande que o custo, apesar de ser zero para quem usava, ficou alto demais para quem hospedava. Resultado do pedido de ajuda? Zero. O motivo? Não tenho dinheiro para pagar 5 dólares/mês para um gringo sangue-suga e como o Cardoso disse, até o salário mínimo do Brasil entra como desculpa. Ninguém no Brasil teve a mesma iniciativa, porque não compensa financeiramente.

A grande discussão é se isso tornou-se um reflexo da nossa sociedade. Pessoalmente, somos um povo sociável e amigável. No anonimato da Internet, comportamo-nos como psicopatas anti-sociais digitais, destruindo tudo a sua volta e alterando o ambiente para a bagunça generalizada a ponto de sermos isolados e contidos para não estragar a festa dos outros.


Fonte: Meio Bit
Artigo: Ricardo Bicalho
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http://www.NAAREA.com/
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terça-feira, abril 29, 2008

LIDERANÇA E PSICOLOGIA VALEM MAIS



Treinadores que entendem
a alma do jogador

Eugenio Goussinsky
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O time do Palmeiras não só tem tudo para ser o campeão paulista de 2008 como também entra no Campeonato Brasileiro na condição de um dos principais favoritos ao título. O técnico Vanderlei Luxemburgo conseguiu transformar um elenco controvertido em uma equipe sólida, extraindo o melhor de cada jogador.

Quem fazia isso com maestria era o técnico Telê Santana. Rígido, mas também patriarcal, o mestre Telê sabia como ninguém explorar as melhores qualidades de seus comandados. Encaixava cada um deles dentro do esquema, como uma peça de quebra-cabeças. Vendo-os jogar, parecia que não se esforçavam muito, que faziam tudo com facilidade, por estarem sempre bem colocados.

Exemplos são muitos. Um deles foi o meia Palhinha, que, com Telê Santana, encontrou espaço para dar vazão ao seu futebol criativo, mesmo sendo um jogador mirrado em meio a um futebol cada vez mais adepto à presença de grandalhões. Cafu também evoluiu demais com Telê.

Luxemburgo, de uma maneira mais espalhafatosa e sofisticada, faz um trabalho similar. Colocando o antes meia Léo Lima na função de segundo volante, ele redescobriu um jogador fadado ao ostracismo por suas dificuldades de se encaixar em um time. Também ajudou a redescobrir o futebol de Denílson e de Kléber, colocando-os em funções totalmente compatíveis com suas características.

Mas além de toda essa intuição tática dos treinadores, ambos – Telê e Luxemburgo – sabem lidar com algo ainda mais importante: o lado psicológico. Luxemburgo passa confiança ao jogador, incentiva quando ele erra, cobra apenas nos momentos necessários e de uma maneira adequada, sem ferir egos e sem causar rancores.

Telê, mais sisudo e rude, fazia o mesmo, à sua maneira. Nenhum deles poderia ser considerado um doutor em psicologia, mas ambos apresentaram um dom intuitivo de lidar com pessoas.

Justamente por serem profissionais conscientes de que o bem-estar do jogador é fundamental para o conjunto, Luxemburgo e Telê podem ser considerados, em minha opinião, os maiores treinadores do Brasil em todos os tempos.
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A sensibilidade que faz a diferença

Treinadores que entendem a alma do jogador


O time do Palmeiras não só tem tudo para ser o campeão paulista de 2008 como também entra no Campeonato Brasileiro na condição de um dos principais favoritos ao título. O técnico Vanderlei Luxemburgo conseguiu transformar um elenco controvertido em uma equipe sólida, extraindo o melhor de cada jogador.

Quem fazia isso com maestria era o técnico Telê Santana. Rígido, mas também patriarcal, o mestre Telê sabia como ninguém explorar as melhores qualidades de seus comandados. Encaixava cada um deles dentro do esquema, como uma peça de quebra-cabeças. Vendo-os jogar, parecia que não se esforçavam muito, que faziam tudo com facilidade, por estarem sempre bem colocados.

Exemplos são muitos. Um deles foi o meia Palhinha, que, com Telê Santana, encontrou espaço para dar vazão ao seu futebol criativo, mesmo sendo um jogador mirrado em meio a um futebol cada vez mais adepto à presença de grandalhões. Cafu também evoluiu demais com Telê.

Luxemburgo, de uma maneira mais espalhafatosa e sofisticada, faz um trabalho similar. Colocando o antes meia Léo Lima na função de segundo volante, ele redescobriu um jogador fadado ao ostracismo por suas dificuldades de se encaixar em um time. Também ajudou a redescobrir o futebol de Denílson e de Kléber, colocando-os em funções totalmente compatíveis com suas características.

Mas além de toda essa intuição tática dos treinadores, ambos – Telê e Luxemburgo – sabem lidar com algo ainda mais importante: o lado psicológico. Luxemburgo passa confiança ao jogador, incentiva quando ele erra, cobra apenas nos momentos necessários e de uma maneira adequada, sem ferir egos e sem causar rancores.

Telê, mais sisudo e rude, fazia o mesmo, à sua maneira. Nenhum deles poderia ser considerado um doutor em psicologia, mas ambos apresentaram um dom intuitivo de lidar com pessoas.

Justamente por serem profissionais conscientes de que o bem-estar do jogador é fundamental para o conjunto, Luxemburgo e Telê podem ser considerados, em minha opinião, os maiores treinadores do Brasil em todos os tempos.

JORNALISMO CRÍTICO E ANALÍTICO

Um giro pelo mundo da bola

Só para os bacanas
Dois dias depois de entrar em vigor a proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios do Brasil, no camarote da Federação Paulista de Futebol no Moisés Lucarelli, em Campinas a cerveja rolou solta. No camarote, Marco Polo Del Nero, um dos mais ardorosos defensores do banimento das bebidas alcoólicas nos estádios e também o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior.
(Além do Jogo – Marcelo Damato)

Que fenômeno
Este blog não gosta de tratar da vida pessoal dos esportistas, mas não se fala de outra coisa no país que não o caso de Ronaldo com os travestis. Alguns repórteres trabalham com a informação de que história da droga é mesmo verdade.
A quantidade de piadas sobre o episódio é impressionante. Vai desde a propositura que seja presidente da Flagay até a expectativa do lançamento da Fla TV sexy, com o Fenômeno de âncora.
Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte: como Ronaldo pode ter achado que os travestis eram mulheres? Os dois que vi tinham barba.
Diante disso, outra questão em aberto é como o delegado aceitou essa explicação? Será que o Rio está sofrendo de uma epidemia de cegueira? (Além do Jogo – Marcelo Damato)

Olivério Junior
Olivério Junior recebe R$ 12 mil mensais para ser assessor de imprensa do Corinthians.
É um salário muito acima de sua real competência.
Deve ser por isso que ele não negocia jogadores em Goiás. (Paulinho, blogueiro)

Casas de acordos indecentes
O adiamento do julgamento do caso do gás nos vestiários do Parque Antártica foi um ato indecente da justiça desportiva.
Adianta punir o culpado após o termino do torneio ?
No embalo conseguiram adiar o julgamento de Martinez que dessa maneira estará livre para jogar a final contra a Ponte Preta.
Os TJD brasileiros viraram “casas de acordos”.
Uma vergonha. (Paulinho, blogueiro)

Agonia de um “sócio sofredor”
Recebi mais um relato de um corinthiano que aderiu ao “sócio sofredor” do marketing finlandês corinthiano.
Em primeiro lugar a empresa escolhida para operacionalizar o sistema não tem competência para isso.
Não possui experiência em sites de e-commerce ou em programas semelhantes ao implantado pelo timão.
Existem muitas empresas competentes no mercado, qual terá sido o critério de escolha dessa empresa?
O leitor efetuou um cadastro no site do “sócio sofredor”.
Para variar, o sistema ficou inoperante e a transação não foi finalizada.
O corinthiano, insistente, ligou para a empresa.
Disse ter sido mal atendido, mas conseguiu após alguma demora o e-mail de contato para resolver o problema.
Após ter finalmente conseguido realizar seu cadastro descobriu que o site da empresa está desatualizado, não conseguiu visualizar suas faturas pendentes e pior, ao tentar comprar partidas para assistir, entra em uma tela com mensagem de erro.
Pelo visto essa foi mais uma daquelas escolhas estranhas, no melhor estilo Poá Têxtil nas camisetas “Eu nunca vou te abandonar”. (Paulinho, blogueiro)

Ronaldo tenta superar Pelé
Ronaldo Fenômeno tenta superar Pelé.
Quem conseguirá manchar mais a própria imagem ?
Pelé e suas declarações e associações com gente do nível de Ricardo Teixeira.
Ronaldo, bem, deixa pra lá… (Paulinho, blogueiro)

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segunda-feira, abril 28, 2008

FUTEBOL, CULTURA E APRENDIZADO

José Saramago:
"Falta em Portugal espírito crítico"

Lusa, PÚBLICO

O escritor José Saramago, Prémio Nobel da Literatura em 1998, considera que "falta em Portugal espírito crítico" e defende o valor das "ideias que vão contra a maré".

"Estamos um bocado aborregados", disse ainda, numa conferência de imprensa realizada na Galeria de Pintura D. João I do Palácio da Ajuda, onde será inaugurada a exposição "José Saramago – A Consistência dos Sonhos", com mais de 1200 documentos, concebida pela Fundação César Manrique em torno da sua vida e obra e que o escritor visitou hoje. No entanto a abertura ao público acontece apenas na quinta-feira, 1º de maio.

Perante dezenas de jornalistas, portugueses e estrangeiros, Saramago falou durante mais de meia hora sobre as suas impressões acerca da exposição, da sua recuperação física (depois dos problemas graves de saúde que atravessou no final do ano passado), e do seu novo livro, "A Viagem do Elefante", que deverá sair no Outono e no qual "não haverá história de amor", disse, pontuado por um: "Desculpem-me as senhoras".

"Os escritores não podem salvar nem o mundo nem o país em que vivem", opinou, ressalvando, no entanto, que "há muito trabalho a fazer, e não é para restituir Portugal a um papel que só episodicamente teve, mas para que seja um lugar em que se reconheça".

"Sou um sentimental"

Ladeado pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, e pelo comissário da exposição, Fernando Gómez Aguilera, também director cultural da Fundação César Manrique, José Saramago, 85 anos, manifestou-se "muito feliz por estar em Portugal".

"Eu tenho uma reputação de ser uma pessoa seca, dura, antipática e de ser vaidoso. Mas eu sou um sentimental", observou, recordando as razões que o levaram a sair do país em 1993: "Fui tratado injustamente nesta nossa terra e sofria."

"Este país é o exemplo de algumas coisas negativas, mas é o meu país. Descobri, há pouco tempo, que a língua mais bonita do mundo é o português. Talvez por viver no estrangeiro, comecei a saborear as palavras e a reconhecer a sua beleza melódica", salientou o escritor.

Acordo Ortográfico pouco importante

Para José Saramago, "a língua é o ar que respiramos" e "há uma grande responsabilidade da comunicação social na defesa da língua portuguesa, a de Camões".

Sobre as polémicas que tem suscitado o Acordo Ortográfico, Saramago comentou que já foi contra e já foi a favor, mas que, fundamentalmente, esta nova reforma "é uma operação estética à língua", e vai continuar a escrever da mesma forma, "e os revisores que tratem disso".

"Haverá facções contra e favor, mas não é tanto importante como a língua se apresenta, mas o que diz, o que propõe", salientou, defendendo que "há que voltar a escrever bem, o que não é um defeito nem ser pretensioso", ironizou.

"Estar aqui é um milagre"

Sobre o seu actual estado de saúde, comentou estar "ainda um pouco instável": "Quando estava na clínica pesava 51 quilos, e já recuperei 12 ou 13. Eu parecia uma múmia andante. Não gostava de me ver assim. Estar aqui é um milagre", comentou sobre a sua recuperação.

O Nobel da Literatura fez vários elogios à Fundação César Manrique, "que é um exemplo de independência", e ao comissário da exposição, Fernando Gómez Aguilera, "que teve a ideia e a generosidade de criar a exposição".

Por seu turno, o comissário afirmou na conferência de imprensa que a exposição "José Saramago - A Consistência dos Sonhos" está "no seu lugar natural", em Lisboa, e "é um exemplo de traduzir modestamente a vida e obra de José Saramago, um dos grandes escritores do século XX".

Disse ainda que a mostra foi criada para vários tipos de públicos, "com uma perspectiva generalista e também para incluir as crianças, para que se possam relacionar com a obra de Saramago através dos dispositivos audiovisuais".

O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, disse estar orgulhoso de trazer a Lisboa esta "exposição extraordinária". E disse: "Esta exposição é um romance, a descrição de uma vida singular, mas que ao mesmo tempo é absolutamente universal."


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Texto e intertexto: Benê Lima


Reproduzimos o texto acima, retirado do Grupo "Observatório da Língua Portuguesa" do qual somos integrantes, por nele enxergarmos uma relação muito nítida com o futebol, particularmente com o futebol cearense.
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A quase absoluta falta do verdadeiro espírito crítico, tem-nos levado às raias da irreflexão, criando dificuldades adicionais em torno da real compreensão dos fatos circundantes do futebol.
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Desse modo, se favorece o espírito da intolerância e à orbe do sectarismo e do dogmatismo, agora popularizadas e também conhecidas como a 'trupe dos blindadores'.
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O reconhecimento do aspecto deletério e pernicioso da ação advinda do servilismo, precisa ser propalado amplamente, pois além do esclarecimento que disso advirá, ainda lucraremos com a vergonha do puxa-saco.
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Benê Lima
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CARIMBAMOS E ASSINAMOS EM BAIXO!!!



Horizonte valorizou conquista do Fortaleza

A forte marcação exercida pelo Galo do Tabuleiro dificultou ao Leão do Pici por em prática um melhor futebol

Créditos:LC Moreira / Agência O
Globo/Gazeta Press
Foto-1: Simão vigiado por dois jogadores horizontinos
Foto-2: Erandir cercado por dois atletas do Horizonte
Foto-3: Márcio Azevedo observado por dois defensores


O futebol brasileiro desenvolveu o mau hábito de desvalorizar o trabalho de quem não conquista títulos. Não se avalia como deveria a boa produção de uma equipe, o bom desempenho de um time ao longo de uma competição, nem se valoriza na exata medida um trabalho que, mesmo não chegando a um título de campeão, faz por merecer registro e reconhecimento. Assim foi o trabalho realizado pelos que fazem o Horizonte Futebol Clube.

A equipe que conquista uma competição sempre tem méritos para isso. Todavia, isso nem sempre significa que ela tenha sido, sob todos os pontos de vista, a melhor entre todas que estiveram na disputa.

Não pretendemos diante mão desvalorizar a conquista, seja de Icasa seja de Fortaleza, do título de campeão cearense de 2008. Antes, pretendemos valorizar tudo que de bom representou a participação do Horizonte na presente competição local. Afinal, um trabalho nos moldes ali realizado precisa ser enaltecido, para o bem do nosso futebol.



Editoria do
NAAREA.com
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