Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

sexta-feira, junho 29, 2012

Em tom ‘compartilhador’, Zidane planeja carreira como treinador e quer se preparar

Atual diretor de futebol do Real Madrid pretende voltar aos campos em nova função: “Eu vivi 20 anos de momentos especiais e quero compartilhar minha experiência”
Equipe Universidade do Futebol
“Enquanto uns percebem a necessidade de se prepararem melhor, outros, com menos conhecimento que Zidane, escarnecem da devida preparação para o ingresso no meio futebolístico.” – (Benê Lima)

Zinedine Zidane quer permanecer no futebol, mas em nova função. O craque francês, aposentado como jogador desde 2006, revelou que pretende iniciar a carreira de treinador. Mas, para isso, precisa de tempo e acúmulo de novos conhecimentos.

“Quero começar a me preparar para trabalhar como treinador”, admitiu Zidane, que atualmente compõe a direção do Real Madrid.

“O campo de jogo é o que eu conheço melhor. Eu vivi 20 anos de momentos especiais e quero compartilhar minha experiência com outros jogadores”, acrescentou.

O francês revelou que nunca tinha chorado antes em campo, mas, no dia de sua despedida do clube merengue, senti muitas emoções. “Eu sempre fui reservado, mas eu não pude segurar as lágrimas antes daquela partida. Foi o fim de algo que representou a minha vida”, lembrou.

Em entrevista, o francês indicou a Copa do Mundo de 1998 como o momento mais especial de sua carreira. Segundo ele, se pudesse escolher, gostaria de viver a festa pela conquista daquele torneio novamente.

“Quando você vive o momento, não percebe o que está acontecendo. Hoje em dia, com a maturidade que tenho, talvez eu pudesse aproveitar melhor aquela Copa”, finalizou.

 
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quinta-feira, junho 28, 2012

O que queremos de nossa equipe? Entendendo os conceitos de dependência e independência

Ações da equipe não podem ser de forma coreografada, mas a partir de análise rápida e correta da situação, para que os jogadores empreguem com inteligência, intensidade e rapidez a resposta eficaz
Douglas Saretti e Carlos Arissa Vargas / Universidade do Futebol

Dependência constante da leitura do jogo pelo treinador e consequentemente solicitações e orientações do mesmo em relação as ações do jogo (defensivas e ofensivas), ou pequenas ações individuais integradas, a partir da leitura e entendimento do jogo, tendo como consequência respostas rápidas e eficazes na resolução de situações problemas que aparecem de forma aleatória e imprevisível?

“Quem sabe muito só sobre futebol, pouco sabe sobre futebol”
(Manuel Sergio).

Deve-se entender o termo “evolução” antes de tudo como transformação, mudança progressiva, lenta e gradual. E, sendo assim, a “evolução” está em tudo que existe. Desde o mundo físico até os processos sociais. Nada acontece sem ser resultado de estágios progressivos. Nem mesmo ideias surgem do nada.

A evolução no futebol é uma realidade, mas, acima de tudo, eu acredito que é uma necessidade, pois estamos falando de um esporte altamente competitivo, no qual por vezes se atribuem diferentes metodologias na aplicabilidade dos treinamentos, bem como diferentes formas de liderança. E o mais intrigante é que constatamos que essas diferenças, constantemente, vêm atingindo o mesmo objetivo (ser campeão), ou seja, não se pode dizer que se aplicarmos um único método aqui e ali teremos a certeza de que atingiremos nossa meta.

Se voltarmos ao tempo, podemos recordar que equipes eram formadas por jogadores mais técnicos, treinadores menos estrategistas, onde o drible era uma coisa natural.

Primeiro, tivemos uma evolução na preparação física dos jogadores, em que se passou a percorrer uma distância maior durante o jogo, bem como um aumento da velocidade; isso fez com que tivéssemos um jogo ora mais dinâmico em termos ofensivos, ora mais truncado, haja vista que o time que não está com a posse da bola quer recuperá-la o mais rápido possível.



Porém, após um determinado ponto dessa evolução “futebolística”, o que temos é um futebol rápido, forte? Sim, de ações extremamente intensas, ofensiva e defensivamente, mas esse aumento de intensidade fez com que viéssemos a inibir o drible e as jogadas individuais, tão comum em outrora, mas com uma execução cada vez mais difícil sua execução, devido ao aumento da demanda física durante o jogo.

Sendo assim, o futebol se fez evoluir em outro aspecto: os treinadores passaram a evoluir no que diz respeito a aspectos fora do contexto do futebol, mas que sem dúvida passaram a ser determinantes para obtenção de resultados absolutos; sendo assim, conseguiram-se desenvolver outras ferramentas importantes na evolução.

1- Análise do adversário;
2- Criação de estratégias de acordo com os mesmos;
3- Maior variabilidade dos sistemas e esquemas táticos;
4- Estímulos motivacionais e trabalhos psicológicos;

Por muito tempo se acreditava que com bons jogadores e uma análise acertada da equipe adversária e treinamentos táticos específicos para determinadas características de oponentes se pudessem fazer a diferença entre ganhar ou perder um jogo, mas não é bem assim.

O treinamento de futebol gira em torno do principio da especificidade, porém apenas do ponto de vista fisiológico e em relação ao gesto motor desportivo.

A complexidade do jogo traz consigo vários fatores, mas o mais importante é que na maioria das vezes nos responde o porquê uma equipe considerada mais fraca, de menor expressão, consegue ganhar de um adversário teoricamente mais forte. Esse fator se chama imprevisibilidade e vem acompanhado de situações-problemas que somente as análises da equipe adversária e treinamentos táticos específicos não são suficientes para transpor esse difícil obstáculo(imprevisibilidade). E, com isso, o futebol subiu mais um degrau na escada da evolução.

Atualmente, podemos observar algumas equipes fazendo uso de uma abordagem sistêmica, com a utilização de métodos de ensino-aprendizagem como global e parcial, deixando os treinamentos analíticos se não totalmente fora de ação, com uma atenção muito pequena durante o planejamento anual.

Segundo Ackoff (1985, citado por Bertrand & Guillemet, 1988, p. 47), “um sistema é um todo que não pode ser decomposto sem que perca as suas características essenciais. Deve, portanto, ser estudado como um todo. Além disso, antes de explicar um todo em função das partes, é preciso explicar as partes em função do todo”.

Dominar o princípio da especificidade na construção de exercícios de treino significa adequar a estrutura e os componentes da carga aos objetivos definidos para esse mesmo exercício, e isso inclui também o Modelo de Jogo e uma abordagem global e sistêmica.

Como já foi referido, a abordagem sistêmica caracteriza-se por elevado grau de especificidade e pela procura de soluções em contextos específicos (Bertrand & Guillemet, 1988). Então, no contexto do futebol, a especificidade deve ser entendida como um conceito aberto ao imprevisível, ao aleatório, ao acaso, já que a essência do próprio jogo contém essas características (Garganta, 2006b; Garganta & Cunha e Silva, 2000; Guilherme Oliveira, 2006).

O treino de futebol deve, então, ir ao encontro da situação de jogo tanto quanto possível (Guilherme Oliveira, 1991; Júlio & Araújo, 2005).

Falando de forma bem simples, as ações que queremos individualmente de nossos jogadores e consequentemente de nossa equipe, não podem acontecer de forma coreografada, e sim a partir de uma análise rápida e correta de uma situação, para que eles saibam empregar com inteligência, intensidade e rapidez uma resposta eficaz. E isso só conseguimos com treinamentos propostos por nós, mas oportunizando a construção coletiva rumo à autonomia com o objetivo de desenvolvimento da inteligência (entendimento, leitura e solução) do próprio jogador.

Bibliografia

Costa Israel; Garganta J; Greco P .J; Mesquita; Princípios Táticos do Jogo de Futebol: conceitos e aplicação (Motriz, Rio Claro, v.15 n.3 p.657-668, jul./set. 2009);

Festa J. F. A. Fernando - Importância, Comportamentos e Operacionalização da Transição Ataque-Defesa no Futebol inserida num contexto de jogo colectivo (Porto,2009)

Faria, R. (2003). Entrevista a Rui Faria. in Fernandes, V. (2003): Implementação do modelo de jogo: Da razão à adaptabilidade com emoção. (Monografia de licenciatura. FCDEF-UP, Porto)

Garganta, J. (2001).“Futebol e ciência. Ciência e futebol”. (In www.efdeportes.com/- revista digital, Buenos Aires)

Guilherme Oliveira, J.(2009). Periodização Tática: Um modelo de treino. Universidade do Porto – PT.

Leitão,R.A. Futebol - Análises qualitativas e quantitativas para verificação e modulação de padrões e sistemas complexos de jogo. (UNICAMP,2004-Dissertação de mestrado)
-Teoria da evolução- ( www.xr.pro.br)

Valor de mercado dos elencos de Boca Juniors e Corinthians, finalistas da Copa Libertadores da América

Paulinho, avaliado em € 12,4 milhões, é o mais valioso do confronto, seguido por Ralf, com € 7,1 milhões. No rival, destaque a Mouche (€ 4,9 milhões) e Riquelme (€ 3,7 milhões)
Fernando Pinto Ferreira* / Universidade do Futebol

Ressalva: Os valores dos times citados neste estudo referem-se exclusivamente à somatória do valor de mercado dos jogadores de seus respectivos elencos profissionais. Não inclui o valor da marca, qualquer outro tipo de ativo físico tangível, intangível, ou direitos a receber de qualquer natureza.

Nesta quarta-feira, Santos e Corinthians fazem a primeira partida da final da Copa Libertadores da América, no estádio La Bombonera, em Buenos Aires. Será o duelo entre o 6º (Corinthians) e o 7º (Boca) times mais valiosos da América do Sul. 

Confira a seguir mais informações sobre o valor dos 25 jogadores inscritos por cada equipe:

1) Os 50 jogadores inscritos (25 de cada time) para a final têm valor de mercado total de € 118 milhões, ou R$ 303 milhões;

2) Na média, cada jogador vale € 2,4 milhões (R$ 6,1 milhões);

3) Há equilíbrio entre o valor dos dois elencos. O Corinthians possui valor de mercado estimado pela Pluri de € 61 milhões (R$ 157 milhões), enquanto que o elenco do Boca está avaliado em € 57 milhões (R$ 146 milhões);

4) Paulinho (23), avaliado em € 12,4 milhões, é o jogador mais valioso do confronto, seguido por Ralf (28), com € 7,1 milhões. No Boca, os mais valiosos são Pablo Mouche (24) (€ 4,9 milhões) e Juan Román Riquelme (34) (€ 3,7 milhões);

5) Entre os 10 mais valiosos, mais equilíbrio, com cinco para cada lado;


 



*Economista, Especialista em Gestão e Marketing do Esporte e Pesquisa de Mercado.

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quarta-feira, junho 27, 2012

Camp Nou é eleito um dos 25 lugares mais “sociais” do planeta

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, São Paulo – SP
Área de benvinguda
Introdução à tudo que você ver e fazer durante a visita ao Camp Nou
Um recente estudo feito pela rede social Facebook apontou que o Camp Nou, estádio do FC Barcelona, é um dos 25 lugares do planeta onde mais se utilizam as redes sociais. A pesquisa utilizou dados entre agosto de 2010 e maio deste ano.

Entre os eleitos, o campo dos blaugranas é o único estádio de futebol no Top 25. Além do Camp Nou, constam no ranking outros seis recintos esportivos, entre eles as arenas de beisebol de Chicago, San Francisco e Tóquio, além do Staples Centre (Los Angeles), do Rogers Centre (Toronto) e do Eden Park (Nova Zelândia).

 

O estudo ainda faz menção à liderança do Barcelona nas redes sociais, o clube é recordista no futebol, com mais de 32 milhões de fãs no Facebook e cerca de dez milhões de seguidores no Twitter.

 

Os outros 18 lugares mais no ranking dos mais sociais são ocupados por locais como o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a Avenida Champs-Elysées, em Paris, e o Coliseu (Roma).

 

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terça-feira, junho 26, 2012

Como é difícil fazer rádio neste plaga

"Caminho pela estrada seletiva da interdisciplinaridade, mas busco a senda transcendente da transdisciplinaridade." (Benê Lima)
(Trecho da Coluna “Com Pé e Cabeça” de 2009, mas que se mantém atual, sendo republicada por Edilson Aguiar)

Do ano de 2003 até aqui, entendo que já é tempo suficiente, para quem tem boa percepção das coisas, perceber o quanto é embaraçoso fazer rádio em nosso Estado.

Primeiro, não são muitas as pessoas dispostas a fazer rádio esportivo com seriedade, com dignidade e com qualidade. Antes disto, o que se pretende é apenas privilegiar o aspecto comercial, em detrimento dos demais componentes.

Também sei que a coragem de declarar meu repúdio pelo tipo de rádio que produzimos como regra, me fará angariar a antipatia de muitos. Isso, para ficar no mínimo. No entanto, estou disposto a pagar o preço, até porque não tenho mais idade para ilusões.

Porém, o preço que não aceito pagar é o do silêncio, da subjugação. Contudo, isso não significa dizer que eu não possua espírito gregário, que não saiba trabalhar em equipe, nem que eu seja inteiramente refratário às ideias dominantes e completamente inapto para lidar com as concessões.

Fico a me perguntar, que tipo de contribuição podemos dar ao nosso futebol, rezando por uma cartilha que só enxerga a vantagem e o utilitarismo oportunista? Ou, onde nos levará essa filosofia falsamente pragmática, de conteúdo anacrônico e anticientífico? Sinceramente, não dá para ser otimista, diante de um quadro tão desolador.

Sem o devido preparo, sem que reconheçamos e introjetemos a necessidade de realizarmos em nós as mudanças e os reparos indispensáveis, não há como ingressarmos na nova era do futebol. Uma era que requer descoberta exterior e interior, interação entre as disciplinas, ações centrípetas e não centrífugas, e, sobretudo, uma era que requer o rompimento com o preconceito e ideias preconcebidas, além de uma visão holística e transcendente.

Quem se habilita?
(...)

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Apresentação, métodos de treinos e o trabalho de preparação física desenvolvido na Desportiva Ferroviária

Especialista em ciências do esporte e metodologia do treinamento, Wallaxe Pessanha fala sobre cotidiano de trabalho no clube capixaba
Wallace Pessanha* / Universidade do Futebol

Minha carreira dentro do futebol iniciou em julho de 2009. Quando cheguei no sétimo período no curso de Educação Física, fui fazer estágio na escola de futebol Real Espírito Santo. No meu primeiro ano como preparador físico, cheguei ao vice-campeonato da Copa A Gazetinha, competição que revelou atletas como Sávio, ex-Flamengo, Carlos Germano e Geovani, ex-Vasco, e Maxwel, atualmente no Barcelona.

Seguindo a rotina, graças ao trabalho bem feito, fui convidado pela escola de futebol CTCE – Santa Cruz, em 2010, onde fui campeão da Copa Guri de futebol infantil em cima da Desportiva Ferroviária. Foi quando o então diretor Marcelo Nogueira me convidou para ser o preparador físico da categoria sub-17 da Desportiva Ferroviária.

Logo que cheguei iniciamos a preparação para a Copa Espírito Santo, alcançando o quarto lugar. No ano seguinte, em 2011, disputamos o Campeonato Estadual sub-17, e conseguimos a vaga para a Taça São Paulo do ano seguinte, com uma campanha de 14 vitórias e uma derrota. No segundo semestre deste mesmo ano, houve a apresentação da categoria profissional; então, a diretoria da Desportiva Ferroviária me convidou para ser o preparador físico da equipe principal.

Nesta competição, chegamos ao vice-campeonato e consegui no primeiro ano trabalhando na categoria profissional ser eleito o melhor preparador físico desta competição.

Hoje, a Desportiva Ferroviária está em fase de reestruturação devido a alguns problemas administrativos e a questões políticas envolvendo venda de ações. Estamos hoje na Série B do futebol capixaba, mirando o acesso à elite do local.

O clube hoje é o 42o colocado no ranking da CBF, e recentemente teve um atleta convocado para a seleção sub-20, Pedro Magnago, de 16 anos – um vídeo seu foi visto e selecionado pelo técnico da equipe brasileira para o amistoso no dia 7 de junho contra a Costa Rica, em São Januário.

Nossa proposta de treinamento na categoria profissional relacionado à parte física está voltada para modelo em blocos ou de cargas concentradas (isso na etapa preparatória). Na etapa competitiva, dou ênfase aos trabalhos das cargas seletivas, quando realizo diferentes tipos de trabalhos em campo reduzido para fazer a manutenção da equipe.




Especialista em ciências do esporte e metodologia do treinamento, Wallace acredita que o futebol capixaba possa voltar à elite nacional

 

Na etapa preparatória, separo as qualidades físicas do futebol, tais como: resistência aeróbia e anaeróbia, flexibilidade, RML, agilidade, velocidade de movimento, força dinâmica e força estática.

Na etapa competitiva, se trabalharmos todas as qualidades com sucesso num tempo correto, chegando ao ápice de cada valência, adiantamos para a etapa de manutenção na parte física, liberando os atletas para os trabalhos com bola. Caso não tivermos tempo, prolongamos os dias para que os atletas possam chegar ao auge da forma física. Se a competição começou, equilibramos as cargas de treinos físicos com cargas de treinos técnicos táticos, para que os atletas suportem os jogos dentro da busca de resultados com sucesso.

Até o momento, através desses métodos adotados estamos obtendo grandes resultados. Com número baixo de lesões e a equipe se enquadrando facilmente nos sistemas de jogo escolhido pelo treinador.

Sabemos que o futebol atual tem um olhar para a Periodização Tática, mas em alguns lugares muitos profissionais não sabem o que evoluiu na modalidade. Talvez este seja um dos motivos pelos quais o futebol capixaba esteja na Série D do futebol brasileiro, algo muito distante de meados dos anos 80 e início dos 90.

Há alguns cursos no nosso Estado, sobre Ciências do Esporte, e as grandes empresas têm participado da estruturação dos clubes. Além disso, as diretorias dos clubes realizam trabalhos sérios. Mas os profissionais que trabalham no futebol capixaba devem estar atentos às novas tendências e também ter preocupação da importância em crescer no seu âmbito profissional.

Pode ser que na falta de atualização dos comandantes das comissões técnicas, profissionais atualizados dentro do futebol capixaba encontrem barreiras em realizar trabalhos diferenciados ligados à nova periodização. Na Desportiva Ferroviária, cada profissional tem sua linha de trabalho e exerce o seu método sem problema algum, com total liberdade. 


*Wallace Pessanha é formado em Educação Física pela Universidade de Vila Velha (UVV) no ano de 2009 e pós-graduado em Futsal e Futebol: As Ciências do Esporte e a Metodologia do Treinamento pela Universidade Gama Filho (UGF – SP), em 2012

Contato: 
http://wallacepessanha.blogspot.com.br/
 


domingo, junho 24, 2012

5º. Congresso Brasileiro de Ciências do Futebol

Congresso - 5º

 

AMIGOS CONGRESSISTAS E PROFISSIONAIS DA ÁREA DO FUTEBOL

         É com grande orgulho que anunciamos a 5º edição do Congresso Brasileiro de Ciências do Futebol (CBCF), que acontecerá esse ano de 2012 na Bienal do Parque do Ibirapuera nos dias 12, 13 e 14 de julho.


         Em 2012, teremos uma área total de 10.000 m2 destinados ao futebol. Contamos com 05 auditórios, com capacidade para 250 pessoas cada, onde serão realizados os cursos e as palestras e ainda um mega feira de esportes com diversos eventos de entretenimento para o público em geral.


         Simultaneamente ao Congresso Brasileiro de Ciências do Futebol acontecerá o Congresso Cientifico com apresentações de trabalhos sobre futebol. O Congresso Cientifico tem como seu presidente o Prof. Dr. Miguel de Arruda da Unicamp, atuante na área do futebol e na área acadêmica por mais de 20 anos.


         Tudo isso com um único objetivo, cumprir nossa missão que é diminuir a lacuna existente, que hoje ainda é abissal, entre a prática e a teoria nas diversas áreas de atuação do futebol no Brasil.


         Nos vemos em breve no 5º Congresso Brasileiro de Ciências do Futebol.

 

Prof. Ms. Daniel Portella
Presidente do Congresso Brasileiro de Ciências do Futebol 

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sábado, junho 23, 2012

Banco de Jogos – jogo 5

Jogo Conceitual em Ambiente Específico de Pressing e Bloco Alto; veja vídeos com exemplos de algumas regras
Eduardo Barros / Universidade do Futebol

Os princípios de jogo escolhidos por um treinador devem ser complementares. Ao definir as possibilidades tático-estratégicas de sua equipe, é indispensável que os diferentes comportamentos individuais e coletivos tenham consonância para que as diferentes situações de treino, fractais do jogar pretendido, sejam potencializadoras do aperfeiçoamento do Modelo de Jogo.

Diminuir em espaço e tempo a ação adversária desde o campo do oponente com o objetivo de induzi-lo ao erro pede, necessariamente, o bloco alto para que a elevada distância entre linhas não seja um facilitador da troca de passes.

Criar estes comportamentos é consideravelmente complexo, tamanha a desordem gerada no sistema (equipe) ao adiantar a marcação, ficar distante do alvo, pressionar diferentes jogadores em posse de bola e fechar linhas de passe importantes. Conseguir efetuá-los, porém, permite que a distância da meta adversária seja relativamente pequena. E isto não precisa explicar porque é bom...

Jogo Conceitual em Ambiente Específico de Pressing e Bloco Alto

- Dimensões do campo oficial. ~ 100m x 70m;
- Campo dividido em 3 faixas verticais (~15, 40 e 15m);
- Formam-se, então, duas faixas laterais e uma região central entre a linha da grande área e o meio campo como as ilustradas na figura abaixo;
- Tempo de atividade, incluindo esforço e pausa, a critério da Comissão Técnica, em função dos objetivos desejados.



Plataforma de Jogo Equipe A (preta): 1-4-4-2 (losango)

Plataforma de Jogo Equipe B (azul): 1-4-3-3



Regras do Jogo

1. Cada passe pra frente, à frente da linha 1 (linha da grande área adversária) = 1 ponto;
2. Cada passe pra frente, na região central à frente da linha 3 (linha do meio campo) = 2 pontos;
3. Recuperar a posse de bola nas faixas laterais no campo de defesa com três jogadores no setor = 1 ponto
4. Recuperar a posse de bola com a equipe toda posicionada no campo de ataque = 2 pontos;
5. Gol = 5 pontos;
6. Gol com toda a equipe no campo de ataque e com goleiro fora da área = 15 pontos

Assista aos vídeos com os exemplos de algumas regras:

Regras 1 e 2

A equipe preta faz dois passes para frente no campo de defesa e um passe para frente na região central ofensiva. Estas ações valem 4 pontos para a equipe preta.

 

Regra 3

A equipe preta faz um passe para frente no campo de defesa e a equipe azul recupera a posse de bola com três jogadores na faixa lateral. Estas ações valem 1 ponto para a equipe preta e 1 ponto para a equipe azul.

 

Regra 4

A equipe azul recupera a posse de bola com todos os jogadores à frente do meio campo, com exceção do goleiro. Esta ação vale 2 pontos para a equipe azul.

 

Regra 6

Na sequência da jogada, a equipe azul faz dois passes pra frente na região central e depois o gol com todos os jogadores à frente do meio e o goleiro fora da área. Estas ações valem 19 pontos para a equipe azul.

Lembrem-se que, como dizem alguns estudiosos do futebol, os exercícios são somente potencialmente específicos. Além disso, comportamentos de jogo prévios são fundamentais para a adequada realização deste jogo.

Bons treinos!

Uefa notifica jornalistas por uso indevido de marca

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, São Paulo – SP
“Não há como me acostumar à ideia de que o marketing de emboscada seja ético.”(Benê Lima)
O conflito entre patrocinadores e outras marcas gerou mais um problema para a Uefa na Eurocopa 2012, que está sendo realizada na Polônia e na Ucrânia. Depois de um problema envolvendo o atacante dinamarquês Nicklas Bendtner, a entidade notificou a rede espanhola Mediaset.

A emissora recebeu um comunicado para que seus comentaristas e narradores não usem mais camisetas da marca Puma durante as transmissões, já que o patrocinador oficial da Eurocopa é a Adidas. A mudança foi feita imediatamente pela emissora.

 

A ação foi tomada para proteger as marcas patrocinadoras do evento. Neste ano, a Uefa já havia tido um problema nessa seara quando o atacante dinamarquês Nicklas Bendtner, autor de dois gols contra Portugal, comemorou levantando a camisa e mostrou no elástico da cueca a marca da empresa de apostas Paddy Power.

 

Bendtner foi multado em 100 mil euros por fazer publicidade ilegal. Além disso, recebeu suspensão de um jogo – a Dinamarca já havia sido eliminada, e ele terá de cumprir a pena nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014.

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sexta-feira, junho 22, 2012

O que é preciso para inovar?

*Por Nei Grando

Inovação significa novidade ou renovação que se refere a uma ideia, método ou objeto que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores. Atualmente, a palavra inovação é mais usada no contexto de ideias e invenções, assim como a exploração econômica relacionada, sendo que inovação é a invenção que chega ao mercado.

“Se o mercado não existe, não importa quão inteligente você é.” – Marc Andreessen

A maioria dos investidores procura identificar três elementos principais nos negócios que lhe são apresentados como oportunidade: o mercado, a inovação e o produto, nessa ordem.

O segmento de inovação para atuação deve ser amplo o suficiente para tornar o negócio viável. A escolha do nicho específico e dos segmentos dos clientes, bem como profundo conhecimento sobre eles é fundamental. Além disso, o custo do cliente tem que ser bem menor do que a receita prevista para o fornecimento de produtos e de serviços a ele ao longo do tempo.

Com relação à equipe, os empreendedores precisam contar com ótimos profissionais, colaboradores multidisciplinares que atuem de forma proativa, complementar, sinérgica e orientada pelo foco de cada atividade. O ideal é que trabalhem o cliente simultaneamente ao produto, e para isso, é preciso de pelo menos dois sócios-fundadores com talentos e expertise específicos para lidar com clientes e resultados.

Para o produto, os investidores buscam por algo que possa ser inovador. Ou melhor, procuram por uma proposição de valor diferenciada da concorrência, que requeira baixo investimento inicial e proporcione uma boa margem de lucro, principalmente quando se trata de venda em escala. Querem que a oferta seja difícil de ser imitada, de fácil distribuição e venda, e principalmente, que possibilite receitas recorrentes.

Segundo o professor Clayton Christensen da Havard Bisiness School, além de observar os elementos anteriores, existem três tipos de inovação que criam oportunidades para o crescimento de negócios em geral:

- inovação de sustentação: ajuda as empresas a terem melhores produtos que podem vender por um lucro atrativo para os melhores clientes.

- produto disruptivo: é o que transforma produtos complicados e caros em artigos acessíveis, como a telefonia fixa para a telefonia móvel celular.

- inovação do modelo de negócio: não está diretamente ligado à tecnologia ou produtos, mas é umainovação que permite chegar a novos clientes a um custo mais baixo com uma maior eficácia do que anteriormente.

Por isso, prepare sua empresa para inovar, recriar ou surpreender o mercado seguindo essas premissas.

E você empreendedor, sente-se pronto para inovar?

Para inovar, é preciso abrir a mente e estimular a troca de ideias entre colaboradores e líderes. Para potencializar a comunicação da sua empresa, transforme a comunicação num ponto-chave para ter sucesso nos negócios. Conheça o Lync e tenha todos os benefícios da comunicação integrada com clientes, fornecedores e parceiros.