Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

sábado, novembro 26, 2016

Uma análise de plataformas de jogo


Plataformas de jogo

by Danilo Benjamim
Não, senhores, não tenho essas respostas a vocês. Eu mesmo, neste ano, já utilizei 4 diferentes plataformas de jogo (termo mais utilizado por estudiosos do futebol em detrimento ao popular “sistema/esquema tático”), mas é claro, de forma proposital afim de mostrar algo aos atletas... Vamos refletir um pouco sobre o assunto.
É de praxe que algumas plataformas de jogo sejam estigmatizadas e reduzidas a uma ou outra característica de jogo, muito em função das abordagens, sobre este assunto, feitas por formadores de opinião do futebol brasileiro. Provavelmente você já deve ter ouvido, ou lido, algumas das seguintes “verdades”:
- “Esquema com três zagueiros é muito defensivo. ”
- “Coloca três atacantes para a equipe ficar mais ofensiva. ”
- “Com 5 jogadores na linha de meio, sua equipe domina o meio de campo. ”
- “Defender com 2 linhas de 4 é a melhor opção. ”
Além destas, devem existir outras verdades seguindo a mesma linha de raciocínio e, infelizmente, ao se corroborar com tais ideias, acabamos por engessar e minimizar um pouco jogadores e equipes. Uma equipe e/ou um jogador é muito mais que uma forma geométrica disposta no campo.
É claro que a plataforma de jogo de uma equipe é um norte para os jogadores, facilita a compreensão da sua principal área de atuação no campo, a de seus companheiros, e também as tomadas de decisão durante o jogo. Além disso, pensando na formação de jogadores na base, ela é também uma boa ferramenta pedagógica. A plataforma de jogo é componente importantíssimo de uma equipe, porém, não é ela quem determina seu comportamento no jogo.
Pep Guardiola, um dos treinadores mais vitoriosos da atualidade e de notório reconhecimento por sempre, na construção do jogo de suas equipes, priorizar um futebol ofensivo, consagrou-se no Barcelona utilizando muitas vezes uma plataforma com somente 3 jogadores na primeira linha da equipe, fato que repetiu no Bayern de Munique. Além disso, não compôs esta linha por zagueiros, o que seria o procedimento usual, mas sim por laterais e volantes, utilizou jogadores com características mais ofensivas e manteve a vocação ao ataque de sua equipe. Em nenhum momento, usar uma plataforma com 3 jogadores alterou o comportamento agressivo de suas equipes.
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No Brasil, com menores recursos financeiros e cobertura midiática, Fernando Diniz no Audax, também se utiliza da mesma ferramenta de Guardiola: poucos jogadores em sua primeira linha defensiva e sem zagueiros de origem. Não por acaso, na grande maioria de seus jogos, a equipe de Osasco obtém maior posse de bola e finalizações ao alvo adversário. Mesmos índices que Guardiola alcança com suas equipes.
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Estes exemplos desmistificam um pouco a ideia de que a plataforma é o fator determinante à característica de jogo de uma equipe. Muito mais que a disposição dos jogadores em campo, são suas atitudes e comportamentos durante o jogo que determinam a principal intenção da equipe, seja um jogo mais defensivo explorando os contra-ataques ou um jogo de proposição através da posse de bola. Estas estratégias ficarão evidentes por aquilo que os jogadores realizarem no campo e não pela plataforma de jogo.
Com os grandes avanços no campo da análise de desempenho, é possível visualizar a principal área de atuação de um jogador dentro de campo e em qual região do campo este jogador esteve mais atuante. Estes dados têm mostrado uma disposição dos jogadores no campo bem diferente da plataforma inicial. Vejamos alguns exemplos destes dados captados pela Opta:

Após o apito inicial do árbitro, a plataforma inicial da equipe rapidamente vai se alterando, se ajustando para responder aos problemas emergentes do jogo e a intenção da equipe para com a partida. Rinus Michels imortalizou a seleção Holandesa na Copa de 1974, realizada na Alemanha Ocidental, quando seus jogadores não possuíam posições fixas no campo, uma tremenda revolução tática para época (e talvez até atualmente) que gerou muita confusão nos adversários e repercute até hoje. Infelizmente (na opinião deste que vos escreve), esta equipe não se consagrou campeã, mas o que realizou, contribuiu (e contribui) para a constante transformação do jogo.

A lendária seleção brasileira de 1982, comandada por Telê Santana, é outro exemplo de equipe que transcendia o pragmático 1-4-4-2 (em quadrado), sua plataforma inicial. A constante movimentação dos seus jogadores de meio-campo, em nada condizia com um sistema que engessaria seus dois volantes.

Sem querer levantar a bandeira sobre essa ou aquela forma de jogar, a intenção deste texto é refletir um pouco sobre a relação de uma plataforma de jogo com o comportamento da equipe na partida. A plataforma dá indícios, porém, a equipe irá sempre se comportar de acordo com as características de seus jogadores aliadas às ideias de jogo do treinador. Essa fusão irá direcionar a forma de jogar da equipe e, consequentemente, de que maneira, efetivamente, esta irá ocupar os espaços do campo. Lembrando que o grande instrumento para se operacionalizar tudo isso é o treino.
A frase de Rinus Michel, sobre a Holanda de 1974, resume o que é mais importante para uma equipe:
“Trabalhei com eles durante três meses. Eu os motivei e passei a forma básica do funcionamento da equipe, baseada no conceito de ocupar todo o campo, ganhando a bola do rival mais próximo da trave dele, produzindo rapidamente o ataque com os homens necessários, sem distinguir o número da camiseta, e logicamente, fazendo as mudanças necessárias. O bom foi que os jogadores entenderam, convenceram-se e conseguiram os resultados. Vocês, os jornalistas, depois definiram isso tudo como ‘futebol total'”. (Futebol em Frases 1001 – Cláudio Dienstmann)
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O escândalo de abuso de menores que abala o futebol inglês

Ex-jogador de futebol inglês Andy WoodwardImage copyrightPA
Image captionWoodward precisou de 30 anos para falar publicamente sobre o abuso que sofreu
Depois de duas décadas de silêncio, o ex-jogador de futebol inglês Andy Woodward revelou em uma entrevista à BBC que sofreu abuso sexual no início de sua carreira. O acusado foi um técnico.
Primeiro a falar abertamente sobre abusos desse tipo na Grã-Bretanha, Woodward teve o exemplo seguido por outros atletas: Steve Walters e Paul Stewart.
A polícia britânica afirmou que outros 11 jogadores entraram em contato para falar sobre casos de abuso, e a Associação de Jogadores de Futebol Profissionais teme que o número de esportistas afetados seja muito maior.
Woodward renunciou ao direito ao anonimato, garantido a vítimas de abuso sexual no país, para contar com detalhes o que aconteceu quando jogava nas categorias de base do Crewe Alexandra - time do noroeste da Inglaterra.
Paul Stewart (à esquerda)Image copyrightPA
Image captionPaul Stewart (à esquerda) marcou na final da Copa da Inglaterra 1991, quando o Tottenham venceu o Nottingham Forest
Ele chegou ao clube com 11 anos de idade, graças a Barry Bennell, um dos técnicos do Crewe, que tinha visto Woodward jogar uma partida da liga local contra o Stockport Boys.
O ex-jogador contou que "três ou quatro semanas depois" foi convidado a passar um tempo na casa do técnico.
Esse, segundo ele, foi o começo de uma sequência de abusos que durou quatro anos e teve um impacto "catastrófico" em sua vida.
Woodward explicou que não fez a denúncia na época porque Bennell o ameaçou, afirmando que ele jamais seria um jogador profissional.
Andy Woodward em entrevista à BBC
Image captionAndy Woodward contou sua história na BBC após desistir do direito de ficar no anonimato, dado às vítimas de abuso
"Era esse o controle que ele tinha. Tudo o que eu queria ser era jogador de futebol", contou à BBC.
Em 1998, Bennell foi sentenciado a nove anos de prisão depois de admitir que tinha abusado sexualmente de seis meninos com idades entre 9 e 15 anos de idade.
Barry BennellImage copyrightPA
Image captionBarry Bennell, que levou Woodward para o Crewe quando ele tinha 11 anos, foi condenado a nove anos de prisão em 1998
Woodward acredita que essa punição não faz justiça a seus anos de sofrimento - ele relata que teve de lidar com um estado grave de depressão, pensamentos suicidas e ataques de pânico.
Depois de jogar profissionalmente no Crewe, Bury e Sheffield United, Woodward se aposentou do futebol em 2002, aos 29 anos.

'Era insuportável'

As declarações de Woodward serviram de inspiração para outros jogadores contarem seus casos, como Steve Walters e Paul Stewart.
Walters, que foi o jogador mais jovem a estrear, em 1988, no Crewe, conversou com o jornal The Guardian sobre o que passou quando esteve sob o comando de Bennell.
Steve WaltersImage copyrightPA
Image captionSteve Walters foi o jogador mais jovem a jogar pelo Crewe Alexandra
"Durante todos esses anos, eu tinha um segredo dentro de mim. Mas eu não poderia contá-lo. É o único caminho. Eu quero colocar um ponto final nessa fase da minha vida e isso vai me ajudar a seguir em frente", disse Walters, cujo caso não fazia parte do processo judicial contra o treinador.
"Era insuportável, mas apenas em ler o artigo com Andy (Woodward) sinto que tirei um peso enorme de cima de mim. Eu tinha que fazer isso, e espero que ajude mais pessoas a dar esse passo."
Uma dessas pessoas foi Stewart. O ex-jogador do Tottenham, Manchester City e Liverpool disse ao Mirror que um treinador abusou dele diariamente durante quatro anos - e ameaçou matar sua família em caso de denúncia.

'Decepção'

O presidente do Crewe, John Bowler, disse em conversa com o editor da BBC Sport, Dan Roan, que estava "possesso e decepcionado" com os crimes cometidos por Bennell.
Mas ao ser questionado sobre o que poderia ter feito naquela época, em que também comandava o clube, ele pediu para que fossem aguardadas as conclusões das investigações internas.
Gordon Taylor, presidente do sindicato dos jogadores profissionais, afirmou que a real extensão do escândalo vai demorar a ser conhecida, mas avaliou ser evidente que o número de vítimas chegará a dois dígitos.
Paul StewartImage copyrightGETTY IMAGES
Image captionPaul Stewart, que jogou no Tottenham Hotspur, Liverpool e Manchester City, disse que foi abusado durante quatro anos
Woodward lamentou o pouco apoio que recebeu de Crewe, clube que disputa agora a quarta divisão do futebol inglês, e a cultura de sigilo e protecionismo que impera no futebol.
"Não houve nada, é como um lixo que é varrido para debaixo do tapete", disse ele.
As autoridades informaram que, apesar de terem sido procuradas por várias pessoas, não houve prisões ou a abertura de uma investigação formal. Mas se colocaram à disposição para aconselhar e apoiar os afetados.  
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(BBC Brasil)

sexta-feira, novembro 25, 2016

MENINA OLÍMPICA SUPERA O FORTALEZA E CONQUISTA O TÍTULO CEARENSE


MENINA OLÍMPICA SUPERA O FORTALEZA E CONQUISTA O TÍTULO CEARENSE


Campeonato Cearense de Futebol Feminino foi realizado pela primeira vez em 2008, com a organização da FCF. As equipes que conquistaram o título são:
  • 6 títulos: Caucaia (2008,2009,2011,2012,2013,2015)
  • 1 título: Fortaleza (2010)
  • 1 título: Juventus (2014)
Neste ano a competição contou com nove equipes:
  • ASESCA (Caucaia)
  • Ferroviário (Fortaleza)
  • Fortaleza (Fortaleza)
  • Juventus (Fortaleza)
  • MVN (Maranguape)
  • Menina Olímpica (Fortaleza)
  • Paracuru (Paracuru)
  • Quixeramobim (Quixeramobim)
  • São Gonçalo (São Gonçalo do Amarante)
A competição foi composta por partidas únicas entre as equipes e dividida em duas fases, sendo que todas as fases só tiveram jogos de ida. Ou seja, partida única, sem prorrogação. Empate levaria a decisão para pênaltis.

1ª FASE

A 1ª fase contou com todas as equipes, sendo fase classificatória (1ª fase) 6 equipes se classificaram, sendo que 4 delas fizeram as semifinais. Destas, duas foram para a final deste fase, e vale lembrar que 3 equipes foram eliminadas.
Primeira fase
SEMI FINAL
 São Gonçalo 0 x 5 Menina Olímpica
12/10 – 13:30 – (Moraisão)
 Fortaleza 1 x 1 Quixeramobim
(Resultado Pênalti: 5 x 3)
12/10 – 13:30 (Moraisão)

FINAL
Menina Olímpica 3 X 1 Fortaleza
16/10 – 15:30 – (Moraisão)


2ª FASE

Com 6 equipes, a 2ª fase teve o mesmo formato: Jogos de ida apenas – 5 jogos para cada equipe, sendo que das 6 equipes, 4 se classificaram para as semifinais: ACEQ/Quixeramobim, Menina Olímpica, Fortaleza e Juventus. Elas cruzaram da seguinte forma: 1º contra 4º e 2º contra 3º.
2 fase
SEMI FINAL
Menina Olímpica 3 x 0 Juventus
15/11 – 16:30 (Moraisão)
 Quixeramobim 1 x 3 Fortaleza 
15/11 – 18:30 (Moraisão)

FINAL
 Fortaleza 1 x 1 Menina Olímpica
(Resultado Pênalti: 3 x 1)

Como nas fases tiveram diferentes equipes campeãs, houve a GRANDE FINAL:
Menina Olímpica ( vencedora da 1ª fase) x Fortaleza (vencedora da 2ª fase)
Uma partida de muito equilíbrio, muita disputa, e até de maior posse de bola da equipe tricolor, porém foi as atletas da equipe Menina Olímpica que aproveitaram melhor as oportunidades de finalização!
Ao vencer o Fortaleza por 3 a 1 na noite desta quinta, 24, o Menina Olímpica conquista seu primeiro título em sua primeira disputa do Cearense Feminino. Apesar do placar, o jogo foi disputado do início ao fim, mas quem foi melhor nas finalizações, sendo que no primeiro  tempo Ju Morais abriu o placar para as meninas olímpicas, entretanto logo no início da segunda etapa, Cacau fez o gol de empate do Fortaleza. O empate não durou muito tempo até que Rhayanna marcou e deixou o Menina Olímpica novamente na frente na disputa e no final da partida  Ju Morais sacramentou a vitória e garantiu o título para a Menina Olímpica. 

Informações sob a competição no Grupo Cearense Feminino 2016.



CONHEÇA A EQUIPE CAMPEÃ:

menina olimpicaO Menina Olímpica, é um projeto esportivo realizado na cidade de Fortaleza – CE, há exatos 10 anos. Seu objetivo é desenvolver o futebol entre meninas e mulheres em todo o estado do Ceará, enquanto importante ferramenta para inclusão social e para formação integral do ser humano.
Ao longo de sua trajetória, o referido, já atingiu cerca de 650 meninas e mulheres, na faixa etária de 8 a 35 anos de idade. Dentre estas, mesmo após a saída do projeto, a maioria, permaneceu praticando o esporte seja de forma recreativa ou para alta performance, em instituições de ensino, projetos sociais e clubes esportivos, tendo atletas inclusive, convocadas para seleções brasileiras de base.
Atualmente, 80 meninas e mulheres, na faixa etária de 8 a 30 anos de idade participam do projeto. Nossas atividades são realizadas no campo de futebol, da Escola de Aprendizes – Marinheiros do Ceará – EAMCE, onde temos um bom suporte para a realização dos treinos.
Quanto aos profissionais envolvidos no Menina Olímpica, contamos com colaboradores/voluntários pontuais que
possuem formação acadêmica (Educação Física e Gestão Desportiva) para a realização de suas respectivas funções e que contribuem para constante crescimento e engrandecimento do projeto, de si e todos os envolvidos, direta e indiretamente com o mesmo.
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Parabéns pelo trabalho realizado e também pela conquista!


Colaboração Benê Lima