Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quinta-feira, abril 13, 2017

A ciência do pênalti perfeito

As temidas cobranças de pênalti já deram o ar de sua presença nessa Copa e deixaram - e ainda podem deixar - muita gente com os nervos à flor da pele.
BBC BRASIL
Muita gente credita uma boa cobraça apenas à sorte e ao estado emocional do cobrador. Mas especialistas da Universidade de Bath, na Inglaterra, foram mais longe, estudaram cobraças de pênalti e tentaram dar uma abordagem científica ao assunto.
Goleiro da Costa Rica defende pênalti da Grécia (AFP) 'Segredos' para bater pênalti podem ter ajudado Costa Rica a passar pela Grécia
"O sucesso nos pênaltis é algo que as equipes podem melhorar", diz o pesquisador Ken Bray, da Universidade de Bath, autor do livro How to Score: Science and the Beautiful Game (Como marcar: a ciência e o jogo bonito, em tradução livre).
De acordo com Bray, há três pontos principais que devem ser considerados para um chute perfeito e que pode decidir o destino de uma seleção.

1 - Escolha os melhores, na ordem inversa

Bray argumenta que a escolha dos batedores não deve se limitar a pedir que eles se disponibilizem a bater os pênaltis: o técnico deve estar familiarizado com o desempenho dos seus jogadores e fazer uma lista de acordo com esses dados.
Além disso, de acordo com as estatísticas analisadas pelo perito, a ordem dos craques que irão chutar à gol também é importante.
"A pesquisa mostrou que é melhor que o primeiro a chutar seja o menos experiente e que se reserve para o final que tem mais experiência", diz Bray.

2 – Mire na 'zona indefensável'

Direito de imagemOTHER
Depois de analisar horas de filmagens, Bray identificou uma "curva de tiro" que mostra os caminhos que um goleiro percorre para segurar um pênalti.
"Nossa pesquisa mostrou que os goleiros têm um limite de alcance quando tentam defender a bola", diz Bray.
O estudo sugere que, fora desta curva, há uma "zona indefensável" que o batedor deve ter como alvo, aumentando enormemente suas chances de marcar.
"Pouco mais de 80% dos chutes a gol, cerca de quatro em cada cinco, lançados nesta área foram bem-sucedidos", avalia o cientista, segundo estudo da Universidade de Bath.

3 – Pense positivo

Por fim, tão importante quanto os dois itens anteriores, está a preparação mental dos jogadores que vão dar os passos rumo ao chute a gol.
Se há um momento na partida em que a tensão é grande, é este!
Bray identifica dois tipos de estresse que podem afetar o desempenho dos atletas: um sintomático, como garganta seca, aumento da frequência cardíaca e suadeira nas mãos; e o outro cognitivo, que leva aos pensamentos negativos de fracasso diante de tamanho desafio.
Como evitar que esse peso nas costas afete os jogadores nesse momento precioso?
Bray disse que técnicas de concentração e pensamento positivo são ferramentas poderosas para lidar com este problema.
É melhor, portanto, imaginar o chute colocado no ângulo, naquele lugar "indefensável", acertando a rede, como num filme.
"Estas são as imagens mentais que os jogadores devem construir em suas cabeças pouco antes de chutar", diz Bray.
De acordo com estatísticas dos Mundiais anteriores, times que ainda estão na disputa, como a Alemanha (cerca de 80%), Argentina (60%) e Brasil (cerca de 55%) têm alta taxa de sucesso nos resultados nos pênaltis.
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Corrupção afetou as finanças da FIFA

POR  
A FIFA acabou de publicar seu balanço financeiro de 2016. O documento apresentou inúmeros reflexos de uma entidade atolada em denúncias de corrupção e com inúmeros ex dirigentes presos e/ou afastados.
Segundo o balanço, a entidade apresentou o maior prejuízo de sua história, com perdas de US$ -369 milhões. Nos últimos dois anos os prejuízos chegaram a US$ -422 milhões.
Situação bem diferente de anos anteriores quando somente acumulava lucros e mais lucros. A realidade atual é bem complicada, embora a própria entidade tente mostrar que a situação é absolutamente tranquila.
Nenhuma entidade que apresente perdas de US$ 369 milhões e tenha faturado US$ 502 milhões vive um bom momento. Essa é a realidade atual da FIFA, mesmo que tente mostrar o contrário. As perdas são muito altas e isso nunca tinha ocorrido antes.
FIFA
Em toda a sua história recente esse é disparado o seu pior momento. Por exemplo, em 2012, dois anos antes da Copa de 2014 a entidade apresentou receitas de US$ 1,2 bilhão, praticamente o mesmo valor de 2010, ano da Copa do Mundo na África.
O que mais chama a atenção é a sequência de quedas nas receitas com patrocínios, uma grande indicio de como essa onda de denúncias de corrupção afetou a entidade. Nunca isso aconteceu antes. Mesmo em anos sem Copa do Mundo, os patrocínios sempre cresceram, bem diferente da realidade atual.
Em 2016 as receitas com patrocínios atingiram um valor irrisório para os padrões da FIFA de US$ 115 milhões e em 2015 US$ 157 milhões. Em 2014 esse montante era de US$ 465 milhões.
Essa queda acentuada nunca foi verificada em nenhum outro momento, mesmo em anos sem Copa. Portanto a única justificativa plausível para essa queda abrupta é o impacto de tudo de errado que ocorreu com a entidade nesses últimos dois anos.
A justificativa da FIFA é que alterou radicalmente a forma de contabilizar suas receitas, seguindo novos padrões contábeis. Portanto, fica claro que a realidade da FIFA era muito pouco aceitável, o que comprometeu todos os balanços da entidade até 2015.
Portanto fica difícil acreditar em tudo que foi publicado até esse novo balanço de 2016.
A partir de agora as receitas de cada ano que não há Copa do Mundo são baixíssimas e somente no ano do mundial serão elevadas.  A expectativa da entidade é faturar US$ 5,6 bilhões com a Copa da Rússia, crescimento de apenas 5% em relação ao mundial no Brasil.
Mas os patrocínios, segundo meus cálculos com os dados da própria entidade apresentarão uma queda de mais de 10%.
Lembrado que tudo isso é expectativa da FIFA, e não realidade.  O mundo real é bem mais feio e mostra como a corrupção e más práticas afetaram e muito suas finanças.
Gastos ligados à corrupção afetaram os números
Não foi apenas a queda nas receitas que afetaram as finanças da FIFA. O aumento dos gastos com custos legais e advocatícios impactaram negativamente os números.
Em 2016, somente por conta do processo em curso nos EUA, realizado pelo FBI foram consumidos US$ 50 milhões. Em 2015 a entidade já havia gasto outros US$ 20 milhões.
Em quatro anos a FIFA gastará US$ 92 milhões com esse processo nos EUA. Outros custos legais consumiram US$ 12 milhões no ano passado e em quatro anos ultrapassarão US$ 52 milhões.
Nada menos que US$ 144 milhões em quatro anos serão gastos com advogados. Esse valor é maior que todos os custos com os congressos técnicos realizados pela FIFA, ou os gastos da entidade com comunicação.
São ainda quase duas vezes maiores que os gastos com tecnologia da informação ou quatro vezes mais elevados que os gastos de manutenção da entidade.
Não há dúvidas que a corrupção corroeu as finanças da entidade, mesmo que tentem negar, inclusive alguns no Brasil.
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Futebol Feminino: Mote para reflexão

MOTE PARA MAIS UMA REFLEXÃO


Foto: Benê Lima
Por: Benê Lima

Só tenho a lamentar quando me deparo com textos negativos, desrespeitosos e acintosos em relação ao futebol feminino.

A visão crítica é importante. Mas o futebol feminino precisa tratar as questões que lhe dizem respeito de uma maneira mais elegante, propositiva e com maior respeito pelo contraditório.

A causa do futebol feminino é tão nobre e relevante que precisa ser entendida por nós que o fazemos.

Portanto, não façamos nada que não tenhamos a convicção de que é bom para a modalidade.

O futebol feminino precisa deixar de se enxergar como vítima, como pobrezinho, como indigente e como pedinte.

Entre as nossas razões e necessidades e as razões dos clubes e dirigentes, devem existir alternativas para nós do futebol feminino.

E que as alternativas busquem o caminho da discussão responsável, do entendimento e da construção de um consenso mínimo.

É preciso pois, que demonstremos nossa aptidão e vocação para o diálogo, sem o quê estaremos condenados por mais décadas de um ostracismo anacoreta.
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quarta-feira, abril 12, 2017

As cotas de televisão dos Estaduais 2017, com até R$ 157 milhões de diferença

Campeonatos estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Bahia e Ceará

  

Se já é complicado apurar as cifras absolutas pagas aos clubes pela transmissão do Campeonato Brasileiro, no cenário estadual o tema é uma verdadeira caixa-preta. Informações desencontradas (dos clubes, das federações e também da própria imprensa), prazos distintos nos contratos, renovações arrastadas e divisões de cotas não menos questionáveis. Mas, ainda assim, é possível traçar um cenário aproximado da realidade.
Sobre 2017, o blog reuniu as informações mais atuais (jornais, rádios e canais de outros estados) sobre os onze maiores campeonatos estaduais, incluindo o Pernambucano, o Baiano e o Cearense. Esses três apresentam valores bem abaixo, expondo a importância do Nordestão, que distribui R$ 18,5 milhões.
Dos números conhecidos (ainda que arredondados), a diferença máxima entre as competições é de R$ 157,4 milhões (SP x CE). Em dez casos, os acordos envolvem a Rede Globo e suas afiliadas. De acordo com o atlas de cobertura da emissora, existem 200.618.195 telespectadores potenciais. Logo, somando o alcance do Paulista e do Carioca (com 16 estados, considerando a transmissão do ano anterior), chega-se a 100.703.663, ou 50,2% do país.
As cotas dos principais clubes nos campeonatos estaduais de 2017
Paulistão
Sem surpresa, o torneio de São Paulo é o mais valorizado. Não por acaso, os clubes do estado ainda não aderiram à Primeira Liga (que paga 7 vezes menos). Para um calendário de pelo menos doze partidas (lembrando que o torneio de 2017 terá quatro times a menos em relação a 2016), os quatro grandes recebem, cada um, cerca de R$ 17 milhões. Valores informados em duas fontes, Máquina do Esporte e Veja. Num bloco intermediário, a Ponte receberá 5 milhões, montante superior a todo o Pernambucano (!). Mercados antagônicos, fato, mas não deixa de ser um comparativo poderoso para o restante da temporada.
R$ 160 milhões/ano (16 clubes; de 12 a 18 jogos para os grandes)
Contrato: Globo SP (2016-2019), inclui Sportv e ppv
R$ 17 milhões – Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos
R$ 5 milhões – Ponte Preta
R$ 3,3 milhões – demais clubes (11)
R$ 5 milhões – campeão
R$ 1,65 milhão – vice
R$ 1,1 milhão – 3º lugar
Alcance da TV aberta: SP (43,8 milhões de telespectadores)
Carioca (atualizado em 05/02)
O Carioca foi reformulado, voltando a ter as Taças Guanabara e Rio, com semifinais e finais, num modelo com histórico de audiência. O Estadual do Rio também passa de uma centena de milhões de reais, pois é exibido para o Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Contudo, o contrato ficou a mercê da assinatura do Fla, que inicialmente não aceitou o percentual da Ferj, segundo a repórter Gabriela Moreira, da ESPN. De fato, repassar 10% do contrato geral (R$ 12 milhões) para a federação é inexplicável (apesar da justificativa de custos operacionais). Os dados dos clubes pequenos foram divulgados por Rodrigo Mattos, do Uol. Somando São Paulo e Rio, R$ 280 milhões anuais, incluindo as premiações aos melhores colocados (campeão, vice, semifinalistas etc).
R$ 120 milhões/ano (16 clubes; de 11 a 18 jogos para os grandes)
Contrato: Globo Rio (2017-2024), inclui ppv
R$ 15 milhões – Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo
R$ 4 milhões* - Bangu, Madureira, Volta Redonda e Boavista

R$ 2,2 milhões – Macaé e Resende
R$ 1,826 milhão – Nova Iguaçu e Portuguesa
R$ 4 milhões – campeão

R$ 1,8 milhão – vice
R$ 250 mil – semifinalistas
Alcance da TV aberta: RJ, ES, TO, SE, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF (56,8 milhões de telespectadores).
Mineiro
Em 3º lugar, mas num patamar bem abaixo, vem Minas Gerais, o segundo estado mais populoso. Com o fim do contrato 2012-2016, a competição foi oxigenada financeiramente. No novo acordo, novamente por cinco edições, o Mineiro registrou um aumento de 56%, passando de R$ 23 mi para R$ 36 milhões, segundo Vinícius Dias, do blog Toque Di Letra, do portal Uai. O pacote mantém as tevês aberta e fechada, além do pay-per-view. As cotas anuais de Galo e Raposa passaram de R$ 7 mi para R$ 12 milhões (acréscimo de 71%). Já o América, a terceira força, ganha 3x mais que os grandes do Recife…
R$ 36 milhões/ano (12 clubes; de 11 a 15 jogos para os grandes)
Contrato: Globo Minas (2017-2021), inclui ppv
R$ 12 milhões – Atlético-MG e Cruzeiro
R$ 2,8 milhões – América
R$ 850 mil – demais clubes (9)
Alcance da TV aberta: MG (20,6 milhões de telespectadores)
Gaúcho
No extremo sul, um cenário curioso. Ao menos até aqui, informa-se um acordo de apenas um ano, segundo Gustavo Manhago, da Rádio Gaúcha. O Gauchão – cujo acerto ocorreu só no fim de dezembro – pagará um pouco menos que o Mineiro (diferença de R$ 2,2 mi). Se por um lado a dupla Grenal receberá 1 milhão a menos, os times do interior vão receber R$ 250 mil a mais. No interior, dois subgrupos, com Brasil e Juventude destacados dos demais por integrarem a Série B nacional.
R$ 33,8 milhões/ano (12 clubes; de 11 a 17 jogos para os grandes)
Contrato: RBS TV (2017), inclui ppv
R$ 11 milhões – Grêmio e Inter
R$ 1,5 milhão – Brasil de Pelotas e Juventude
R$ 1,1 milhão – demais clubes (8)
Alcance da TV aberta: RS (11,1 milhões de telespectadores)
Paranaense
No Paraná, os clubes (sobretudo o Atletiba) exigem um piso para a cota geral. Ou seja, que o contrato não seja inferior a estaduais à parte do eixo SP-RJ-MG-RS, via blog De Prima, do Lance!. A negociação segue com a afiliada da Globo, que em 2016 bancou 8,8 milhões de reais, quase a soma do valor previsto no Pernambucano, Baiano e Cearense somados.
R$ 8,8 milhões/ ano* (12 clubes; de 11 a 17 jogos para os grandes)
Contrato: RPC (em negociação)
R$ 2 milhões* – Atlético-PR e Coritiba
R$ 1 milhão* – Paraná Clube
R$ 600 mil* – Londrina
R$ 400 mil* – demais clubes (8)
Alcance da TV aberta: PR (10,7 milhões de telespectadores)
*Valores pagos na edição de 2016, expostos a título de comparação.
Catarinense
Em 2015, Santa Catarina emplacou quatro clubes no Brasileirão, à frente do Rio. Naquele mesmo ano foi firmado um contrato de três anos, incluindo sinal aberto e pay-per-view. Ao contrário do Pernambucano e do Baiano, com um jogo por rodada e oferecidos como “degustação” a assinantes do Paulista e do Carioca, o Catarinense tem um pacote de jogos maior. Daí, mais receita. Somando Globo e Premiere, R$ 7,3 milhões, segundo Tony Marcos, da Rádio Difusora. Com os descontos da federação, arbitragem e outros custos operacionais, sobra 65% para os clubes. Na divisão, três subgrupos, com o último reservado aos times oriundos da segundona.
R$ 4,777 milhões/ano (10 clubes; de 18 a 20 jogos para os grandes)
Contrato: RBS TV (2015-2017), inclui ppv
R$ 673 mil – Avaí, Chapecoense, Criciúma, Figueirense e Joinville
R$ 332 mil – Brusque, Inter de Lages e Metropolitano
R$ 208 mil – Atlético Tubarão e Almirante Barroso
Alcance da TV aberta: SC (6,7 milhões de telespectadores)
Pernambucano
No cenário local, o contrato de quatro anos (com a Globo, detentora dos direitos desde 2000!) prevê um reajuste anual através do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). Assim, por mais que o valor-base (de janeiro de 2015) seja de R$ 950 mil para o Trio de Ferro, na prática cada um ganhará R$ 1.125.685 em 2017. Logo, a 103ª edição do Estadual terá um aporte de 4,5 milhões. Vale lembrar que o campeonato estadual oferecia uma premiação ao campeão até 2014 (R$ 400 mil na ocasião), mas, em comum acordo, os grandes preferiram abrir mão do valor, com a verba extra sendo repartida.
R$ 3,84 milhões/ano (12 clubes; de 10 a 14 jogos para os grandes)
Contrato: Globo Nordeste (2015-2018), inclui ppv
R$ 950 mil – Náutico, Santa Cruz e Sport
R$ 110 mil – demais clubes (9)
Alcance da TV aberta: PE (9,6 milhões de telespectadores)
Baiano
No Campeonato Baiano, que terá como particularidade o número ímpar de competidores (lembrando a desorganizada década de 1990), os valores foram revelados pelo balancete do Bahia. No dado do clube foram R$ 893.401 em 2016, numa correção monetária sobre o valor-base de R$ 850 mil (nos mesmos moldes do Pernambucano). A cota é a mesma paga ao rival Vitória. No contrato anterior (2011-2015), a dupla Ba-Vi recebeu R$ 750 mil. Portanto, um mísero aumento de 13%.
R$ 2,71 milhões/ano (11 clubes; de 10 a 14 jogos para os grandes)
Contrato: Rede Bahia (2016-2020), inclui ppv
R$ 850 mil – Bahia e Vitória
R$ 113 mil* – demais clubes (9)
Alcance da TV aberta: BA (14,4 milhões de telespectadores)

* Projeção, considerando o mesmo percentual de aumento sobre a cota anterior para os clubes intermediários, de R$ 100 mil
Paraense
Com Remo e Paysandu, os clubes mais populares da região, o principal campeonato estadual do Norte é o único, desta lista, que não é exibido pela Globo. Desde 2009 é transmitido pela TV Cultura, emissora estatal. O sinal é transmitido para 110 dos 144 municípios do estado, alcançando 71% da população (hoje estimada em 8,2 milhões). Ao todo, o aporte é (desde 2014) de R$ 2,956 milhões, com quase 300 mil repassados a custos operacionais, segundo dados da própria Secretaria de Esporte e Lazer do Pará. Ah, também conta com premiação ao campeão.
R$ 2,70 milhões/ano* (10 clubes; de 10 a 14 jogos para os grandes)
Contrato: TV Cultura (2017)
R$ 827.904* – Remo e Paysandu
R$ 118.272* – demais clubes (8)
R$ 100 mil – campeão
Alcance da TV aberta: PA (5,9 milhões de telespectadores)
*Valores pagos nos triênio 2014-2016
Cearense
O certame alencarino é único, entre os onze, com uma divisão de transmissão – e não compartilhamento, como a Globo costuma fazer com a Band. Isso porque o Esporte Interativo também adquiriu os direitos de uma plataforma (fechada). Após 2015-2016, renovou por outro biênio. Além disso, a Verdes Mares (a Globo cearense) também cede o sinal à TV Diário. As cotas foram aproximadas a partir de informações do jornalista Mário Kempes e do jornal O Povo.
R$ 2,56 milhões/ano (10 clubes; de 9 a 15 jogos para os grandes)
Contrato: Verdes Mares (2016-2019) e Esporte Interativo (2017-2018)
R$ 800 mil – Ceará e Fortaleza
R$ 120 mil – demais clubes (8)
Alcance da TV aberta: CE (8,7 milhões de telespectadores)
Goiano
Entre os estados listados, o campeonato de Goiás foi o mais complicado na apuração de informações, com valores escassos entre 2013 e 2015. Após o acerto exclusivo em 2016, os clubes seguem negociando a receita de 2017. Exibido pela mesma emissora desde 2009 (tendo o compartilhamento da Band em 2016), o torneio no Centro-Oeste conta com três cotas principais, reunindo os clubes da capital.
R$ 2,2 milhões/ano* (10 clubes; de 14 a 18 jogos para os grandes)
Contrato: TV Anhanguera, inclui ppv (em negociação)
R$ 500 mil – Atlético-GO, Goiás e Vila Nova
Alcance da TV aberta: GO (6,2 milhões de telespectadores)
* Estimativa de 2015, com os times intermediários ganhando R$ 100 mil
As cotas dos principais clubes nos campeonatos estaduais de 2017
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A importância do Networking no futebol

NETWORKING NO FUTEBOL

A imagem pode conter: texto

LUCIANO DE OLIVEIRA ELIAS
Master Coach Carreira Esportiva - Especialista em Futebol

Cada vez mais se propaga o termo NETWORKING nas nossas relações profissionais no futebol.

Como de costume, dividirei este post em partes, tentando sempre fazer as relações do tema com o ambiente profissional do futebol. Então, nada melhor que começar pelo conceito, para nivelarmos o conhecimento e entendermos do que se trata.

MAS AFINAL, O QUE É NETWORKING?

NETWORKING é uma palavra em inglês que indica a capacidade de estabelecer e manter uma rede de contatos profissionais ou conexões com outras pessoas que possam gerar interesses profissionais. Essa rede de contatos é um sistema de suporte onde existe a PARTILHA de informações entre indivíduos ou grupos que têm um interesse em comum. Portanto, se existe a PARTILHA, não deve ser tratada como uma via de MÃO ÚNICA.

NETWORKING NO FUTEBOL

É comum, no futebol, ouvirmos frases do tipo:

“Tem uma barca pra mim?”

“Estou sem clube, se souberes de alguma barca, me avisa!”

“Não estão precisando de um latéra, lá?”

“Se o preparador físico cair, estou à disposição.”

Estas frases representam as conexões que precisamos fazer com pessoas, teoricamente influentes, que possam reverter em oportunidades de trabalho em nosso favor.

Como sabemos, o exercício profissional no futebol é feito de ciclos, por vezes extensos e por vezes curtos... e que, muitas vezes e dependendo das funções, estes ciclos estão diretamente ligados aos resultados obtidos.

Portanto, é importantíssimo termos a real noção da importância do NETWORKING ao longo da nossa carreira enquanto profissionais que atuam no futebol. Esta rede poderá nos auxiliar ou nos atrapalhar! Atrapalhar-nos? Sim, nos atrapalhar. Vamos ao próximo tópico...

PARA PERDER O NETWORKING BASTA:

Nossas relações de trabalho ocorrem, independente dos clubes e das instituições, entre PESSOAS. E as PESSOAS têm sentimentos, sensibilidades, perfis e entendimentos próprios. Neste sentido, passo algumas dicas de ações e comportamentos que deverão ser evitados para que possamos manter nosso NETWORKING ativo e sem perdas:

- Recorrer a ela apenas quando precisar.

- Não ser transparente.

- Não dar continuidade aos contatos.

- Não responder telefonemas e e-mails.

- Não agradecer.

- Aproximar-se apenas por interesse.

- Ser utilitarista, camuflando as relações.

- Transferir o seu problema.

PARA MANTER O NETWORKING:

Por outro lado, temos a oportunidade de saber de itens e ações importantes para manter e ampliar o nosso NETWORKING:

- Oferecer sem esperar retorno imediato.

- Realizar pequenas ações de cultivo.

- Participar de grupos, associações, entidades...

- Retornar telefonemas e e-mails.

- Divulgar interesses e projetos.

- Interessar-se pelo outro.

- Agradecer, independente do resultado.

MELHOR NETWORKING:

Aqui vai uma dica MATADORA...

Provoco com uma pergunta: “Quem você ajuda?”

Respondo com um dito popular que, por sinal, sempre me soam muito bem: “Ajudo quem me ajuda.”

Sim, parece idiota ou simplista, mas é isto! E isto não é ser “interesseiro”. 

Analisemos: Se você ajuda quem te ajuda, isto também irá ocorrer com as outras pessoas. Portanto, se você ajudar os outros, será ajudado por eles em retribuição ao seu auxílio. 

Aprofundando mais, irão te ajudar por GRATIDÃO pelo o que você fez. 

Então, percebe-se que antes de pedir auxílio (e, muita vezes ser chato e/ou inconveniente), é melhor oferecer-se para ajuda.

Exemplo 1: Meu amigo, não estou trabalhando neste momento. Se você precisar de palestra sobre condicionamento físico para os atletas da base, estarei a sua disposição, sem custos.

Exemplo 2: Atleta: - Professor, estou sem clubes neste momento, se você quiser que eu vá ao clube bater um papo com os jovens atletas e passar a minha experiência como jogador, será um prazer fazê-lo.

GERAR SENTIMENTO DE GRATIDÃO NO OUTRO, SEM ESPERAR NADA EM TROCA, É A MELHOR FORMA DE NETWORKING.

Mais sobre os estaduais

Estado de emergência

Os campeonatos estaduais lutam hoje para sobreviver, pois não conseguem fazer um 
planejamento pelo fato da maioria não ter um calendário anual de jogos
Os campeonatos estaduais chegam a sua fase final
cercados de grandes dúvidas sobre a qualidade e
interesse do consumidor em relação ao seu produto.
O campeão estadual não tem sido, por lógica,
elevado a favorito para o campeonato nacional. Não
podemos nos esquecer, por exemplo, que o campeão
mineiro de 2016 foi o América Mineiro, que acabou
rebaixado no Brasileiro. O campeão gaúcho foi o
Internacional, também rebaixado no Brasileiro. Em
2015, o Vasco sagrou-se campeão carioca e, no final
do ano, amargou um novo rebaixamento para a Série B do Campeonato Brasileiro.
É fato que algumas medidas foram adotadas para que os torneios estaduais reduzissem a sua
duração de tempo e número de jogos, após manifestações realizadas pelo movimento Bom Senso
F.C.. Porém, o impacto para a geração de maior qualidade ainda não prosperou.
Estádios vazios, jogos cansativos, clubes priorizando outras competições e poupando seus principais
atletas até mesmo em grandes jogos. Esse é o cenário dessas competições locais. Os clubes que
disputam a Libertadores, como Botafogo e Atlético Paranaense, têm jogado grande parte dos jogos
do Carioca e Paranaense com suas equipes reservas ou mistas. Claro que para o clube e para
a torcida, é sempre legal ser campeão, mas é praticamente unânime que ambos preferem priorizar
outras competições, mesmo que isso acarrete em campanhas medíocres dentro de seus Estados.
O calendário brasileiro e sul-americano permanece muito inchado e desorganizado. Somente por
aqui os clubes realizam jogos durante as datas FIFA, destinadas aos confrontos entre seleções. Na
última janela de jogos FIFA, inclusive clássicos foram disputados. Em São Paulo, houve a disputa entre
São Paulo x Corinthians e, no Rio, Botafogo x Fluminense.
Como passar credibilidade ao seu público consumidor, se os times correm o risco de estarem
desfalcados de seus principais atletas? O resultado não pode ser diferente, é fracasso na certa. Nesse
clássico carioca, o público presente foi de 6 mil torcedores, gerando o maior prejuízo do campeonato,
no total de R$ 370 mil.
Os estaduais merecem o nosso respeito. Durante décadas, foram aclamados e elevados ao mesmo
patamar de importância do campeonato brasileiro. Os times do interior eram mais fortes e
apresentavam ao país novas promessas. Hoje lutam para sobreviver, sem conseguir se planejar
pelo fato da maioria não ter um calendário anual de jogos, mantendo seus times durante apenas um
semestre.
É essencial que uma nova fórmula seja encontrada, tanto para gerar interesse dos grandes, como
também para dar vida aos pequenos. Alguns consideram até mesmo a hipótese de extinção dos
estaduais. Acredito que haja espaço para enxugar um pouco mais a participação dos grandes nos
torneios, beneficiando a qualidade do espetáculo e entregando um produto melhor para os torcedores e
amantes do bom futebol.

Comentários

  1. Concordo com você Carlos. Comparando com o mundo corporativo, as marcas procuram seu mercado de acordo com suas estratégias. Marcas fortes focam nos grandes mercados, já as menores se posicionam num mercado regional. Fazendo uma analogia com os times de futebol, vejo que os estaduais, por serem regionais, deveriam ser disputados pelas marcas regionais, que teriam possibilidade de conquistar títulos, ganhar mais torcida, valorizar a marca. Uma grande marca busca maiores mercados, e os torneios que as expõem em nível nacional e internacional devem ser priorizados.
  2. Estou começando a crer que estamos diante de uma discussão muito mais complexa do que se imagina.

    Temos que levar em conta que os Estaduais tem peso diferente em cada estado.

    Como pensarmos em acabar com competições como o Carioca e o Paulista, sendo que este transfere mais valores em dinheiro aos clubes que suas participações na Libertadores?

    O Carioca não dá prejuízo para nenhum participante e ainda transfere aos grandes mais de R$ 1 milhão por jogo? Portanto, como disse, não há jogo em que tenhamos déficit.

    Quanto ao público dessas competições, faz-se necessário entendermos que a maior parte dele já não se encontra nos estádios/arenas.

    Precisamos, pois, identificar e quantificar o público, sobretudo aquele que está e fica em casa, na poltrona, nos bares, nos restaurantes e em outros locais. Este sim é o público real. Inclusive, parece-nos que as televisões tem mais retorno com os que estão em casa do que com os que estão nos locais dos jogos.

    A principal fonte de receita da maioria (senão todos) os Estaduais (não confundir com regionais), provém das televisões.

    Embora haja discrepâncias homéricas nesses valores, nem mesmo as competições estaduais de menor dotação desejam suas extinções. Enquanto o Paulistão distribui R$ 170 milhões, o Goiano rateia R$ 2,2 milhões.

    Quanto a calendário, os senhores tem razão: temos excesso de jogos no total de uma temporada; temos conflitos de datas entre algumas competições regionais, estaduais e até nacionais, e ainda temos, em razão disso, que enfrentar certa falta de racionalidade delas. Somemos a isto a natureza efêmera de algumas competições, como o Brasileiro Série D, além da precariedade de uma Primeira Liga.

    Abraços.

    Benê Lima, Cronista Esportivo, Vice-Presidente de Comunicação do Instituto UNIFUT, Membro do Conselho do Desporto do Estado do Ceará, Gestor Esportivo (autodidata)