Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."
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sábado, abril 11, 2020

Análise: Criação de liga é questão urgente do futebol

A paralisação do futebol deve servir para uma série de reflexões. Clubes vivem em eterna instabilidade financeira e se mostram, a cada temporada, incapazes de criar laços comerciais sustentáveis. Sem jogos, está na hora de afastar as supostas diferenças para, enfim, juntar forças e fazer do futebol um negócio economicamente mais saudável. E o primeiro caminho é a criação de uma liga.

Veja detalhes do impasse entre a Turner e os clubes com quem tem ...

Para quem ainda era cético quanto à importância de um grupo formado para gerir a principal competição do país, o quiproquó gerado pelo acordo entre Turner, clubes e Globo deixa claro que o modelo de negociação precisa ser repensado. As vendas individuais de direitos de televisão já geraram situações bizarras na última temporada, e agora fica claro que o modo de assinar contratos pode derrubar a indústria.
A televisão é responsável por quase metade do faturamento da grande maioria dos times brasileiros. E, ainda assim, a incapacidade de criar um projeto único e consistente pode afastar uma empresa do porte da Turner do futebol nacional.

Futebol 2020 na Globo: Vinheta de patrocínio (Janeiro) - YouTube

É completamente surreal que uma companhia como a Turner queira entrar no futebol brasileiro, mas tenha dificuldade em administrar seus parceiros. Vale a lembrança: a empresa faz parte da Warner, um dos maiores conglomerados de mídia do mundo, com faturamento de US$ 57 bilhões em 2019. Se os clubes não conseguem manter a Turner e a Globo, o maior grupo de mídia do país, com conforto e segurança, o que resta para oferecer ao mercado? As negociações individuais, somadas às caóticas gestões de cada um dos clubes, formam um doloroso processo de autossabotagem.
A criação de uma liga não seria a resolução de todos os problemas, claro. Mas seria um passo fundamental para tornar algumas negociações-chave mais profissionais. Algo que pode render mais em televisão e licenciados, áreas que parecem engessadas no futebol brasileiro, apesar dos notórios avanços dos últimos anos. Por fim, o processo profissionalizante naturalmente teria um efeito cascata na gestão do esporte.
Essa não é uma sugestão de outro mundo, nem uma proposta de um modelo novo dentro do universo do esporte. Ao contrário. Uma liga forte foi o primeiro passo para maiores avanços comerciais na maioria dos grandes mercados esportivos, seja na Europa ou nos Estados Unidos. A ideia de que os times são concorrentes nos bastidores é uma infantilidade totalmente incompatível com o nível de profissionalização esperado. Se os clubes quiserem grandes parceiros, essa é a hora da mudança.


quarta-feira, março 11, 2015

Turner terá canal EI Max para transmitir Liga dos Campeões

Grupo anuncia criação de braço de esportes liderado por Edgard Diniz, que era CEO da Esporte Interativo

Por Erich Beting 

Maquina do esporte

 

Os primeiros passos da compra da Esporte Interativo pela Turner começam a ser revelados. O Grupo Turner confirmou que Edgard Diniz, que era CEO da EI, será o vice-presidente da recém-criada divisão de Esportes do grupo. Além do novo cargo, Diniz estará responsável pela implementação do canal EI Max, que deverá ser o canal de esportes para a TV fechada que a Turner vai lançar em breve.

O novo canal será usado para abrigar a exibição, entre outras coisas, da Liga dos Campeões da Uefa. A partir da próxima temporada, que começa em agosto, a EI é detentora exclusiva dos direitos de transmissão da liga para a televisão fechada.

De acordo com comunicado divulgado pela Turner, entre as atribuições de Diniz estará a de “alavancar oportunidades voltadas ao segmento esportivo para a empresa por toda a América Latina”.

Isso significa que o executivo terá uma função de ampliar o leque de produtos dentro do esporte oferecido pela Turner. Isso inclui até mesmo a gestão das Copas do Nordeste e Verde, que foram concebidas e são tocadas pela Esporte Interativo.

“Vemos um enorme potencial de crescimento e novas oportunidades nesta unidade de negócios”, disse em comunicado Juan Carlos Urdaneta, presidente da Turner América Latina.

A colocação de Diniz à frente da divisão de esportes do Grupo Turner eleva a força do EI após a compra pela empresa. A aquisição foi feita no início deste ano, depois que a EI conseguiu a compra da Liga dos Campeões, desbancando ESPN e Sportv na concorrência.

Além do EI Max, Diniz será o responsável pelos canais Esporte Interativo e Esporte Interativo Nordeste, que atualmente são as duas plataformas de TV.

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