Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Cuidado com a 'entourage'!

A galinha dos ovos de ouro

Consultores, supervisores, gerentes de futebol, coordenadores, auxiliares técnicos, preparadores físicos, fisiologistas, treinadores de goleiros... Como tal estrutura reflete na preparação da equipe

Ronald de Carvalho

O futebol brasileiro há muito tempo está à deriva. Em nome da modernidade, todos querem dele se usufruir. Não pensam em trabalhar em benefício do futebol, mas sim tirar do futebol alguma vantagem pessoal. Isso tem ocorrido em níveis assustadores. Não vejo tal gana por outros desportos. Fica notório, desta forma, o ponto de vista colocado: o futebol se tornou uma alienada fonte de cobiça.

Evidentemente, os clubes de futebol precisaram se modernizar, principalmente fora do campo. No entanto, não consigo compreender a razão de comissões técnicas gigantescas. Hoje em dia, basta ver uma foto no jornal de uma preleção, para se notar o disparate: há mais gente em pé do que sentada (jogadores). E muitos clubes, ao final do mês, não conseguem pagar o salário. De maneira geral é a mesma situação em quase todos os clubes.

A questão não é conservadorismo, ou modernidade. A questão é que isso reflete na preparação da equipe. No convívio diário de uma equipe. É mais gente para o técnico se preocupar. É impossível para ele trabalhar com tanta gente.

A falta de privacidade necessária para o dia a dia de treinamentos é muito grande. Até porque a relação entre jogadores e ele deve ser da mais absoluta confiança. Foi assim, é assim e será sempre assim. Perguntem a qualquer jogador profissional.

Quando se tem tempo para um treino coletivo, lá está todo entourage assistindo. De repente, alguém sussurra no ouvido de alguém: “o fulano tem que jogar, ele é muito melhor do que o sicrano”. E aí, a vaca começa a ir para o brejo.

A relação é extensa: vice-presidentes de futebol, diretores de futebol, consultores, supervisores, gerentes de futebol, coordenadores, auxiliares técnicos, preparadores físicos, fisiologistas, treinadores de goleiros, médicos, psicólogos, fisioterapeutas, massagistas, roupeiros – já vi até psicofisiologista que se dirigiu a um conhecido técnico se apresentando como tal e o técnico perguntou: - o que você faz? Ora, eu cuido da cabeça dos jogadores... Pois bem, então vá cortar o cabelo deles bem longe daqui!

Infelizmente, a grande maioria dos técnicos de hoje, mesmo sabendo de tudo isso, acaba aceitando a situação. A consequência de tudo é tão conhecida como rotineira. Se a equipe consegue resultados, o crédito é de todos. Caso contrário, apenas o técnico assina o débito. Do jeito que as coisas vão, a galinha dos ovos de ouro vai ficar choca!
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sábado, fevereiro 07, 2009

Destaque nacional

Fortaleza realiza ação voltada ao público infantil

‘Meu Jogo Inesquecível’ faz parte de projeto mais amplo de responsabilidade social do clube cearense

Equipe Cidade do Futebol

A experiência de entrar em campo ao lado dos jogadores do time do coração soa como algo indescritível e marcante para muitas crianças e adolescentes. Conferir essa oportunidade aos aficionados mirins – mais especificamente o de classes menos favorecidas economicamente – é a intenção da diretoria do Fortaleza com o “Meu Jogo Inesquecível”.

A ação faz parte de um projeto mais amplo do clube cearense, que disputa na temporada o Estadual, a Copa do Brasil e a Série B do Campeonato Brasileiro, e receberá a cada jogo que tenha o Fortaleza como anfitrião cerca de 40 crianças de escolas públicas, entre 08 e 12 anos.

“Será uma experiência inesquecível para os jovens. É importante lembrar que o Fortaleza vai buscar e levar as crianças e que elas não terão qualquer custo, porque o Conselho Deliberativo do clube vai financiar a ação”, explicou Lauro Chaves, assessor de planejamento do clube do Pici e um dos idealizadores da empreitada.

Neste domingo, diante do Horizonte, no estádio Alcides Santos, será dado o pontapé inicial, com crianças da Escola Pública EEFM Frei Lauro Schwarte, as quais entrarão em campo com o time e receberão um kit com camisa, boné, caderno temático e lanche.

Para os próximos jogos, as escolas que tiverem interesse poderão fazer inscrição pelo site oficial do clube.

“É uma idéia inovadora e não uma ação apenas para o clube. Criamos um projeto e vamos realizar ações de responsabilidade social”, completa Chaves, ainda em entrevista ao jornal O Povo.
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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Dirigente esportivo pode ter direito a apenas uma reeleição


Deputado argumenta que a reeleição ilimitada tem provocado distorções

Equipe Cidade do Futebol

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4397/08, do deputado Magela (PT-DF), que impõe o limite de uma única reeleição para dirigente eleito de confederações, federações e clubes desportivos. A proposta, que modifica a Lei Pelé (Lei 9.615/98), estende esse limite a quem houver sucedido o dirigente no curso do mandato. A proposta também torna inelegíveis, na sucessão do dirigente, seu cônjuge e seus parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção.


Magela argumenta que a reeleição ilimitada desses dirigentes tem provocado distorções. Ele afirma que a expectativa de continuidade de administrações oportunistas incentiva a realização de pleitos com pouca transparência, práticas administrativas irresponsáveis, corrupção e dilapidação do patrimônio da associação. "Tudo em detrimento da profissionalização da prática desportiva, do fortalecimento dos clubes, do espetáculo desportivo, do incentivo a modalidades menos populares", assinala.

Composição do STJD

O projeto também altera a composição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), para incluir, entre seus nove integrantes, um indicado pelo conjunto das entidades regionais de administração desportiva e outro pelas seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), garantido o sistema de rodízio entre os estados nos dois casos.

Hoje, a entidade nacional de administração do desporto e o Conselho Federal da OAB têm direito a indicar, cada um, dois representantes. O deputado defende que as entidades de administração regionais e as seccionais regionais da OAB façam uma indicação, cada uma, em sistema de rodízio, a fim de "evitar a concentração de determinados estados na representação da OAB".

Magela lembra que o STJD é responsável, entre outras competências, por julgar litígios entre entidades regionais de administração desportiva e os conflitos de competência entre tribunais de Justiça Desportiva. Por isso, ele considera que essa mudança é urgente, para estabelecer condições de uma ação mais independente e isenta.

Tramitação

O projeto, que tramita em
caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Turismo e Desporto; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:- PL-4397/2008

PROJETO DE LEI Nº , DE 2008
(Do Sr. GERALDO MAGELA)

Altera os artigos 23 e 55 da Lei n.º 9.615, de 24 de março de 1998, que
“Institui normas gerais sobre desporto e dá outras providências”.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º. O artigo 23 da Lei n.º 9.615, de 24 de março de 1998, passa a vigorar acrescido dos seguintes dispositivos:
“ Art. 23 .........................................................................................................................................................
II - .........................................................................................................................................................
g) cônjuge e parentes consagüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do dirigente eleito para o mandato com exercício imediatamente anterior às eleições.
III – O limite de uma única reeleição para o Presidente e quem o houver sucedido ou substituído no curso do mandato.
...........................................................................“ (NR)
Art. 2º O art. 55 da Lei n.º 9.615, de 24 de março de 1998, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 55. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva e os Tribunais de Justiça Desportiva serão compostos por nove membros, da seguinte forma:
I – dois indicados pela entidade de administração, sendo, no caso do Superior Tribunal de Justiça, um indicado pela entidade nacional e outro indicado pelo conjunto das entidades regionais, garantido o rodízio entre os Estados;
II - ...............................................................................
III - dois advogados com notório saber jurídico desportivo indicados pela Ordem dos Advogados do Brasil, sendo, no caso do Superior Tribunal de Justiça, um indicado pelo conselho federal e outro pelo conjunto das seccionais, garantido o rodízio entre os
Estados.
IV - um representante dos árbitros, por estes indicado;
V - dois representantes dos atletas, por estes
indicados.
.......................................................................... “ (NR)
Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO

Este projeto de lei tem por objetivo alterar a Lei n.º 9.615/98, que dispõe sobre as normas gerais do desporto, de forma a corrigir dois problemas que vêm prejudicando o sistema desportivo brasileiro.

O primeiro refere-se à possibilidade de permanência de dirigentes por longo tempo no comando de entidades de administração e prática desportiva, em outras palavras, das confederações, federações e clubes desportivos. Essa característica do nosso sistema tem permitido a fixação de verdadeiros reinados no lugar de simples mandatos. A expectativa de continuidade em administrações oportunistas incentiva a realização de pleitos com pouca transparência, práticas administrativas irresponsáveis, corrupção, desbaratamento do patrimônio da associação.

Tudo isso ocorre em detrimento da desejada profissionalização da prática desportiva, do fortalecimento dos clubes, do espetáculo desportivo, do incentivo a outras modalidades menos populares etc.

O segundo problema constitui-se no fato de que não estar presente, na composição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva – STJD, representação regional por meio de auditores indicados pelas entidades regionais de administração e da seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil. Atualmente parte dos membros é indicada pela entidade nacional de administração e pelo conselho federal da OAB, de forma que há concentração de determinados Estados nessa representação.

Ressaltamos que o STJD é responsável, entre outras competências, por julgar os litígios entre entidades regionais de administração e os conflitos de competência entre Tribunais de Justiça Desportiva. Urge mudança que estabeleça condições para uma ação mais independente e isenta.

Para corrigir o primeiro problema, esta proposição altera o artigo 23 da Lei n.º 9.515/98, de forma a impor o limite de uma reeleição para o presidente ou quem o houver sucedido no curso do mandato, e determina a inelegibilidade de cônjuge e parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, de dirigente eleito para o mandato com exercício imediatamente anterior.

Para resolver o segundo, este projeto de lei altera o art. 55 da Lei n.º 9.615/98, com vistas a alterar a composição do STJD.

Esse colegiado passa a contar com um membro indicado pelo conjunto das entidades regionais de administração e outro pelo conjunto das seccionais da OAB, respeitado, em ambas as situações, sistema de rodízio entre os Estados.

Certo de que as medidas apresentadas são necessárias para a melhoria da qualidade do sistema desportivo brasileiro, peço o apoio dos nobres pares para a aprovação deste Projeto de Lei, que ora apresento a esta Casa.


Sala das Sessões, em 18 de novembro de 2008.

Deputado GERALDO MAGELA - PT/DF


Fonte: Agência Câmara

Renovação? Será?


Belluzzo pode provocar mudanças no futebol do país

A eleição do economista Luiz Gonzaga Belluzo à presidência do Palmeiras, além de ser uma “luz no fim do túnel” para os destinos do Palmeiras, também pode significar o início de mudanças no futebol brasileiro. Digo “início” porque dois anos de mandato não é um prazo que permita cumprir desafios de longa duração.

Belluzzo, que foi (ou está sendo) cogitado para assumir um cargo no Banco Central, diga-se de passagem, tem no exercício da presidência palmeirense a possibilidade de colocar mais seriedade e novas idéias para o Clube dos 13, apesar de sabermos as dificuldades que enfrentará. No entanto, o novo mandatário alviverde já recebeu um apoio de peso, do são-paulino Juvenal Juvêncio.

Sabemos que a política esportiva do país é complicada e carrega interesses diversos, de pessoas que não querem mudar praticamente nada do que já está estabelecido, seja no que diz respeito à organização do esporte mais popular desta nação pentacampeã (apesar de tudo), ou mesmo nas questões relativas aos direitos de transmissão e marketing, de forma geral.

O discurso surrado de muita gente “de que o Brasil é um país pobre e por isso o futebol é assim” é uma falácia que não tem tamanho. Apesar das absurdas disparidades sociais que qualquer um sabe que existem em nossa terra, o PIB – Produto Interno Bruto nacional está entre os 10 maiores do planeta.

O futebol pode ser um produto altamente atraente se for tratado como um grande negócio da indústria do entretenimento. Temos inúmeros exemplos. Por outro lado, precisamos contar com investidores respeitados e, em contrapartida, darmos garantias de que eles poderão ter retorno.
Porém, qualquer empresa séria só entra em um negócio se os parceiros tiverem credibilidade e isto o professor Luiz Gonzaga Belluzzo tem de sobra, daí a importância de sua escolha para comandar o Palmeiras.
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Fonte: Antonio Afif/CF
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terça-feira, janeiro 20, 2009

DENÚNCIA


Janeiro 20, 2009 by Paulinho


Arthur Eugênio Mathias, que saiu algemado das CPIs do roubo de carga e do narcotráfico, e seu parceiro, Élcio Paiola, foram expulsos da ACEESP (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo).

São jornalistas(?) que envergonham a profissão.

São os proprietários do site FUTEBOL INTERIOR, que foi desmascarado pelo blog. Cobravam propinas de treinadores, atletas e dirigentes para realizarem matérias positivas.

Quem não aceitasse pagar era perseguido pelo site e, em alguns casos, tinham a carreira destruída, após uma sucessão de matérias difamatórias.

Recebo essa notícia com enorme satisfação.

O blog contribuiu, junto com alguns poucos amigos, que sempre estiveram ao meu lado, para que a corrupção e os maus jornalistas perdessem a pouca credibilidade que possuíam e recebessem a devida humilhação da própria classe da qual faziam parte.

A derrota dessa gente significa a vitória da dignidade e o resgate da honra de tantas pessoas que por eles foram prejudicadas.

Tenho certeza que muitos profissionais que acreditavam na impunidade e lhes deram guarida, além de trabalharem para que não fossem punidos estão, nesse momento, com o devido rabo sujo entre as pernas.

Milton Neves, Edgard Soares e Fernando Capez trabalharam para ajudá-los. Essa derrota também é eles.

Enquanto isso pessoas de bem lutavam para punir os atos dessa dupla.

O blog do Paulinho, Juca Kfouri, jornal AGORA e Portal IG os trataram como mereciam. Esse espaço fez a denúncia.

Juca Kfouri acreditou no blog e fez a notícia repercutir por todo o Brasil, com a coragem e a honestidade costumeiras.

O jornal AGORA, logo que soube do ocorrido tratou de expulsá-los. Na seqüência veio o portal IG, que também os retirou de lá.

Faltava apenas a ACEESP, presidida pelo jornalista Ricardo Capriotti. Com muita competência realizaram a investigação e posteriormente uma sindicância interna.

Os acusados foram ouvidos.

Eu e o goleiro Zetti, outro que agiu com muita correção, tratamos de contar a verdade. Arthur Eugênio Mathias tentou, em um último lance de desespero para impedir a inevitável expulsão, ameaçar os membros da ACEESP.

Foi a gota d’água.

Ele e seu parceiro foram EXPULSOS da entidade e entraram para a lista negra da história do jornalismo.

Hoje seu site agoniza em um humilde provedor de Campinas. Mas o fim está próximo.

Parabéns a ACEESP por ter tido a coragem de agir com correção.

É cortando a própria carne que conseguiremos limpar a imprensa dos bandidos que se utilizam dela para enganar o povo.

Uma vitória do jornalismo brasileiro.


*ATENÇÃO: Alguns sites e blogs, escritos por vassalos do poder corrompido, tentaram desqualificar a denuncia e fazer a proteção dessa gente. Tiveram a cara de pau de publicar, dias atrás, uma lista FALSA de premiados da ACEESP em que constava o site FUTEBOL INTERIOR como segundo colocado em uma premiação promovida pela entidade. Confira abaixo, do link OFICIAL da ACEESP, a verdade dos fatos.

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sábado, janeiro 17, 2009

Perfil das equipes no Brasileirão 2008 e o Valor da Informação

Problemas complexos merecem soluções otimizadas. Ponto para o São Paulo, tricampeão brasileiro, que pulveriza os gols marcados por sua equipe entre vários jogadores

Ricardo Villaça*

Nelson Bendia, além de um excelente executivo financeiro, era um grande e querido amigo e um grande alucinado por futebol. Jogava todas as quintas à noite, sábados e domingos. Era um vascaíno exemplar, daqueles que não deixa os filhos pensarem em outras opções. Há alguns anos perdemos Nelson, vítima de um câncer fulminante. Em seus últimos meses, ele sempre me dizia para não deixar de fazer seguro de vida, já que ele não havia conseguido fazer. E os médicos diziam que poderiam ter feito mais por ele, se tivessem descoberto a doença antes.

A informação obtida a tempo de uma mudança de rumo ou da execução de uma grande ação é tratada no mundo dos negócios sofisticados pelo nome de VOI ou “Value of Information” ou Valor da Informação. O mundo da vanguarda já percebeu que problemas complexos merecem soluções otimizadas.

Impressionante que no futebol, assim como em muitos outros segmentos, ainda se acha que o olhar, a experiência substitui tudo e que a informação pouco ou nada acrescentam. Na verdade, talvez essas afirmações sejam mais um medo de enfrentar o novo, ou de fracassar frente a um desafio, do que realmente uma crença. Até porque dificilmente essas mesmas pessoas acreditariam em um médico que só trabalhasse pelo olho, sem nenhum exame complementar ou sem a informação mais detalhada, por mais experiente que fosse.

Em recente simpósio do futebol, vários profissionais destacados disseram que “não acreditam na informação”. Felizmente, do simpósio de 2007 para cá, esse número já reduziu um pouco e quem está ficando obsoleto terá que se reciclar, pelo bem da evolução e da competitividade saudável. Caso contrário o nivelamento é por baixo.

Terminado o brasileiro de 2008, foram analisados, matematicamente, os 500 jogadores que mais participaram do campeonato, em termos de tempo jogado. Após esta análise, foram observadas as equipes que ficaram nas melhores posições. Tivemos quatro grandes grupos de jogadores neste ano:

1. Artilheiros: são 97 jogadores que se destacaram por buscar o gol, com relativo êxito. E entre suas características mais marcantes estiveram finalizações certas, cabeceios errados, chutes, infrações e interceptações de bola.
2. Finalizadores: são 22 jogadores que fazem menos gols que os artilheiros, mas são muito úteis as equipes já que, além de saberem fazer gols, foram responsáveis por cabeceios, recuperação de bola, desarmes e cruzamentos.
3. Incansáveis: são 117 jogadores que finalizaram, cabecearam, chutaram, deram chutões, interceptaram bolas, desarmaram, deram assistência, passes certos, cruzamentos e lançamentos.
4. Pouco Efetivos: são 260 jogadores que se destacaram por fazer pouco, tal como perda de bola e chutões.

O futebol é o que se pode, ou pelo menos deveria, se chamar de guerra ética, onde as equipes vão a campo mostrar suas forças e tentar derrubar os adversários. Nos anos anteriores, onde o São Paulo se destacou absoluto, muito do que se via, na análise matemática, eram equipes dependentes de um ou dois artilheiros e um ou dois incansáveis, enquanto o São Paulo tinha vários homens gol e vários guerreiros. Além disso, o São Paulo sempre tinha uma equipe com mais de 11 jogadores “titulares”, enquanto as outras não chegavam a 10.


Nesse ano de campeonato bem mais equilibrado, observa-se a seguinte composição, em linhas gerais, entre as principais equipes:


Já no caso das equipes menos efetivas, por exemplo, uma das rebaixadas teve 19 jogadores pouco efetivos, contra 9 entre artilheiros/finalizadores e incansáveis. Na teoria ela teria condições de montar uma equipe vencedora, mas na prática, seus técnicos ou especialistas, não conseguiram observar o que a informação pode revelar.

É claro que dentro de cada perfil existem os jogadores mais efetivos e os menos efetivos, e o poder do conjunto, o que certamente justifica as colocações finais. Mas o interessante foi observar que os principais times se equiparam de jogadores guerreiros, que trabalharam para bloquear os adversários e para enviar bolas aos artilheiros, que de forma distribuída, trabalharam para fazer gols.

As melhores equipes atuais são formadas de conjunto, preparação adequada e personalizada, efetividade, competência e informação.

Que 2009 seja um ano com maior evolução.

* Diretor da AgeMcia – Inteligência Artificial
Aliado Comercial da MatchReport Tecnologia Esportiva
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sábado, janeiro 03, 2009

A IMPORTANTE PARTICIPAÇÃO DO TORCEDOR

Torcidas garantem estrutura de Náutico e Sport

Grupos de torcedores são utilizados para a realização de melhorias e de manutenção da infra-estrutura dos clubes

Equipe Cidade do Futebol

É sabido que a situação financeira dos clubes de futebol brasileiros não é das melhores. Por isso, para manter estruturas respeitáveis para os seus atletas, algumas dessas agremiações utilizam-se da paixão da torcida. Exemplos disso são o Náutico e o Sport.


O Centro de Treinamento (CT) Wilson Campos, na Guabiraba, é o orgulho da torcida do Náutico. Equipado com cozinha industrial, sala de musculação e estacionamento para os atletas, tem ainda o campo profissional com capacidade para receber a imprensa. Toda essa estrutura é mantida com a ajuda da torcida. O conselho deliberativo do clube repassa R$25 mil por mês para o CT. O restante da verba vem de doações arrecadadas por torcedores.

“Nesse último ano foi feito um esforço porque só tinha funcionando um campo profissional e um outro de forma precária, onde treinavam os juniores”, contou Glauber Cabral de Vasconcelos Júnior, membro do grupo de torcedores que apóia o CT. Em 2009, outros quatro campos oficiais e mais dois menores serão construídos.

Uma das idéias do Náutico é, em um ou dois anos, revelar atletas nas categorias de base do clube. Para isso, até o final de 2009, o objetivo é que estejam construídos quatro campos profissionais.

No caso do Sport, a participação dos torcedores é feita por um grupo de cinco membros chamado “Sport Monumental”. Desde fevereiro de 2008, eles realizam melhorias na Ilha do Retiro, estádio do clube, arrecadando verbas por meio da venda de camisas, chaveiros e da realização de eventos.

“Quando o Sport estava jogando fora do estado, no campeonato brasileiro, nós colocávamos um telão na sede do clube e cobrávamos R$5,00, valor simbólico", comentou Ney Castelo Branco, membro do grupo.


Com a arrecadação, eles conseguiram renovar a fachada do estádio da Ilha do Retiro e colocar cerâmica vermelha e preta em quase toda a área externa. O clube está completando o trabalho. O grupo também colaborou com a construção do mastro, que está sendo recuperado e deve ser reinaugurado no próximo dia 6.
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quinta-feira, dezembro 25, 2008

PERFIL

Os Segredos Místicos da Era Moderna

O símbolo principal, a rosa e a cruz, identifica os membros de uma das maiores organizações Iniciáticas do mundo, com cerca de 300 mil filiados – apenas nos países de língua portuguesa, cuja sede localiza-se em Curitiba (PR). Com templos que lembram antigas construções egípcias e homens, mulheres e crianças entre as colunas estudando filosofia, historia e misticismo. Um elo mantido pelos rituais que ligam com um mundo de conhecimento cuja origem atravessa os séculos.

A Ordem Rosacruz Amorc está presente em todos os continentes e há muito tempo deixou de ser uma organização secreta. Pelo contrário, aparece constantemente na mídia e seus membros não fazem segredo de pertencer a essa fraternidade místico-cultural, como definem. Portanto, não é, nem uma seita nem uma religião. Amorc é a sigla de Antiga e Mística Ordem Rosa Crucis. Mas existem diversas organizações que também reivindicam o nome Rosacruz, porém a Amorc, sem dúvida, é a maior e mais estruturada. Além de ser a mais antiga delas.

Aparentemente os rosacruzes são pessoas comuns, que, trabalham, estudam, tem alegrias e problemas como qualquer ser humano. No entanto, o que faz a diferença é a forma como encaram a vida.

O estudo de leis universais e técnicas de desenvolvimento mental e espiritual fazem parte dos ensinamentos. Até a invisibilidade e a alquimia estão no currículo do curso regular da Amorc, que chega aos membros trimestralmente, pelo correio.

O norte-americano Spencer Lewis, um dos líderes da organização, no começo do século, segundo relata-se, chegou a demonstrar a transmutação de metais em ouro, publicamente, em Nova York, para uma platéia isenta, inclusive diversos jornalistas. Entretanto, a conquista de poderes extra-sensoriais e vantagens materiais não são prioritárias, pelo menos é o que afirma os líderes da Ordem. Segundo eles, o principal benefício é o desenvolvimento de nossas faculdades interiores para maior conhecimento das verdades expressas nas Leis Naturais e para auto-evolução.

Os membros da Ordem entendem que as benesses principais dos ensinamentos rosacruzes podem ser abreviadas em três palavras: Luz, Vida e Amor. Luz na medida em que o estudante adquire a compreensão da vida não como fato isolado, mas totalmente interdependente no sentido da fraternidade humana e totalmente independente no sentido cósmico.

A utopia Rosacruz visualiza uma verdadeira fraternidade universal, com cooperação e solidariedade de todos, independentemente de suas crenças pessoais, cor, religião, nacionalidade ou ideologia política.

Qualquer que seja o tempo de filiação na Ordem, os membros definem-se sempre como estudantes, explicando que a condição de Rosacruz, sinônimo de perfeição espiritual, é a grande meta. Na prática, os estudos não terminam nunca. Os ensinamentos são divididos em graus, com suas respectivas iniciações. Os estudos podem ser feitos exclusivamente em casa ou em templos, denominados Lojas, Capítulos e Pronaoi – cuja divisão indica um determinado número de associados. As lojas são os organismos maiores, local onde acontecem as iniciações e todos os rituais. Não é obrigatória a freqüência. O nome Loja pode associar a outra organização congênere, a Maçonaria. Entretanto, são instituições completamente distintas, apesar de ser comum maçons participarem da Rosacruz e vice-versa.

A Suprema Grande Loja, sede internacional, está localizada em San José, Califórnia (EUA), mas não se trata de uma organização de origem norte-americana. Por exemplo, a diretoria é de diferentes nacionalidades. Todos eleitos periodicamente. Em 1915, após ter sido iniciado na Franca, Spencer Lewis levou a Rosacruz para a América do Norte e fundou o atual ciclo da Ordem, inclusive acrescentando a denominação Amorc. Até o inicio do século 20, a organização estava muito ativa na Europa, mas se enfraqueceu após as duas guerras mundiais, quando morreram muitos líderes e membros. A administração e expansão no mundo ficaram sob a égide dos americanos. Lewis foi responsável pelo ressurgimento da Rosacruz nos tempos atuais. Pela tradição, a Ordem fica ativa e inativa em ciclos de 108 anos. Os primeiros 108 anos constituem um período de atividade externa, enquanto que o segundo período de 108 anos se caracteriza pela atividade silenciosa, secreta, quase uma inatividade total. Isso explicaria os períodos em que os rosacruzes reaparecem e desaparecem misteriosamente.

Panfletos intitulados Fama Fraternitatis surgiram “misteriosamente” na Alemanha, assinado por um tal de Chistian Rosenkretz. Os panfletos correram o mundo e anunciavam a vota das atividades dos rosacruzes para os historiadores acadêmicos, esse documento é a mais antiga prova material a respeito de uma organização intitulada Rosacruz. A Amorc oferece uma interpretação diferente: Christian Rosenkreutz, ou “Cristão Rosacruz” não seria um indivíduo e sim o pseudônimo de um grupo de rosacruzes que trabalharam para o ressurgimento de um novo ciclo de atividades externas.

O ciclo atual, inaugurado por Lewis em 1915, levou a Amorc a praticamente todo o planeta. A Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, está composta de 14 Grandes Lojas, em jurisdições relativas aos diversos idiomas mais falados no mundo. Lewis traduziu e reescreveu boa parte das monografias – os ensinamentos oficiais da organização, além de ter reorganizado os rituais e a administração. Lewis, falecido em 1939, não é “adorado” pelos rosacruzes no sentido religioso do termo. Muito menos os atuais dirigentes. A entidade abriga pessoas dos mais diferentes credos e religiões. Também não é uma organização dogmática. A Ordem Rosacruz considera que ninguém, nenhuma organização religiosa ou mística é detentora absoluta da verdade, por isso os membros são considerados os eternos buscadores da verdade. Para os rosacruzes, o Ser Supremo é o “Deus de nosso coração”, ou seja, o Deus da nossa compreensão, do nosso credo pessoal. O detentor do titulo de Imperador, não significa poder supremo, já que a organização é regida por normas democráticas.
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Segundo os membros à origem tradicional da Rosacruz, remonta às escolas de mistérios do Antigo Egito. Nessas escolas, místicos esclarecidos reuniam-se para estudar os mistérios do universo, da Natureza e do Ser Humano, daí derivando a expressão “Escolas de Mistérios”. Por volta de 1.500 antes da Era Crista, o Faraó Tutés III reuniu essas escolas em uma única Ordem regida pelas mesmas normas. Um século depois, Amenhotep IV, mais conhecido pelo nome de Akhenaton, criou um ensinamento único para os membros dessa Ordem, como também a primeira religião monoteísta.

A Ordem estendeu-se do Egito para Grécia, graças a Pitágoras; mais tarde à Europa da Idade Media, por meio dos alquimistas e Templários. Nos séculos seguintes, pensadores da Renascença e espiritualistas da Idade Moderna promoveram sua expansão, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Hoje em dia a Amorc seria a depositária dessa herança cultural e espiritual.

Pelas regras dos 108 anos o atual ciclo da Rosacruz terminaria em 2027. Entretanto, os membros da Ordem dizem que não há previsão de fim das atividades externas da Amorc. Pois no passado isso acontecia mais por questões políticas, por que os rosacruzes teriam sido perseguidos em épocas de intolerância religiosa. No período atual a orientação do Imperador é que não há mais essa necessidade de fim de ciclo.

Segundo seus membros, fazer parte da Amorc é fácil. A organização não exige nenhum tipo de pré-requisito aos neófitos. Podem participar homens, mulheres e crianças. É só escrever para a GLP, que todos recebem um livreto intitulado Domínio da Vida, com informações básicas a respeito da organização e uma ficha de inscrição. A Amorc cobra uma mensalidade ou trimestralidade para cobrir suas despesas administrativas, já que é uma entidade sem fins lucrativos. A seleção dos membros ocorre naturalmente, numa espécie de auto-seleção. Segundo seus dirigentes só permanece na Amorc, e usufrui de seus benefícios, quem realmente sente um chamado interior.

Busque mais informação na ORDEM ROSACRUZ AMORC: Grande Loja da Jurisdição de Língua Portuguesa. Rua Nicarágua, 2.620, Cep. 82515-260, Curitiba, PR.
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quarta-feira, dezembro 24, 2008

A Coluna do Benê Lima

Casemiro Mior, novo técnico tricolor

(24.12.2008) COM PÉ E CABEÇA – ANO IV – Nº139
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“Não preciso de nenhuma religião para ser uma pessoa de bem. Mas nem sei quantos que, embora sejam adeptos de uma religião, não conseguem agir como pessoas de bem...” (Clarimundo D’Oitiva)

Opinião
SAUDOSISMO TEM LIMITE

É uma declaração extremada, dizermos que somos um povo sem memória. Direi que nossa ‘memória espontânea’ é que é diminuta, mas que nossa ‘memória induzida’ é apenas econômica. E neste tipo de memória está catalogado o patrimônio histórico e cultural da humanidade.

Neste ponto, cabe uma reflexão sobre o que deve e o que não deve integrar esse patrimônio que se pretende perene, destacando-o daquele de característica de maior volatilidade. E os antigos estádios de futebol, hoje representados pelas modernas arenas multiuso, mudaram não só suas concepções arquitetônicas, mas também modificaram nossa maneira de com eles nos ‘relacionarmos’. Assim, por razões como a necessidade de adaptação às exigências desses novos tempos, que reclamam por maior praticidade, maior comodidade e conforto, e, sobretudo, por maior segurança, forçosamente devemos reconhecer o anacronismo que tomou conta da antiga concepção de praças esportivas.

Nosso querido Estádio Presidente Vargas, o PV, não deve dar causa a nenhum conflito saudosista por mantê-lo nos moldes em que foi concebido. Não se justifica, a nenhum pretexto, mantermos uma estrutura dilapidada pelo tempo e pelas intempéries, apenas por uma questão de sentimentalismo. Logo, promover lobby para manter-se uma estrutura anacrônica, carcomida, ultrapassada mesmo, representa uma absurda tentativa de obstaculizar o progresso.

Que se faça com o PV o que tem de ser feito, pelo bem do nosso futebol, por respeito ao nosso torcedor/consumidor/cliente.



BREVES E SEMIBREVES ®

Apoio
Podemos até não concordar com uma ou outra atitude dentre as que vêm sendo tomadas pela cúpula do departamento de futebol do Tricolor do Pici. Contudo, é bom reconhecermos que conceitualmente o caminho trilhado representa o do sucesso potencial. Pessoas certas nos lugares certos é o princípio da fórmula do acerto. Isso é válido para Renan Vieira, Sérgio Papellim e, principalmente, Paulo Pelaipe.

Autoridade -1
Pelaipe, o gerente geral leonino, virá com a reputação de ser um pensador, um estrategista, detentor de um grande conhecimento do futebol. Sua contratação supera nossa expectativa para um profissional da área, revelando-se com potencial para ser um dos mais promissores investimentos dos tricolores. É gol de Bomfim!

Autoridade – 2
Em entrevista concedida ao bom programa ‘Karam versus Karam’, na Cidade AM860, Paulo Pelaipe nos impressionou positivamente por sua limpidez de raciocínio, pela grande dose de transparência em sua retórica, pela transdisciplinaridade de seus conhecimentos, e pela segurança de suas posições.

Hierarquia
No organograma gerencial do Fortaleza, a seqüência hierárquica do departamento de futebol profissional é a seguinte: Lúcio Bomfim; Renan Vieira; Paulo Pelaipe e Sérgio Papellim. Mas não se surpreendam se Pelaipe assumir o topo da pirâmide decisória – o que será perfeitamente compreensível.

Em nível de
Agora sim, Ceará e Fortaleza voltam a estar em pé de igualdade no quesito da competência administrativa de seus departamentos de futebol. O Fortaleza, que tem estado em desvantagem neste aspecto, qualifica seu departamento de futebol com as mais recentes aquisições.

Maldade
Divulgar que Evandro Leitão não passa de ‘laranja’, considero uma violência contra o jovem e promissor dirigente. Ademais, acredito até que Evandro tenha que fazer algumas concessões para ter apoio daqui e dali. Todavia, não creio que ele aceite a cooptação que lhe imponha amarras.

Equanimidade
O atual presidente alvinegro conseguiu algo que há muito não se via no clube de Porangabuçu: ser distributivo em relação à importância dos departamentos do clube. E nesta revisão ‘axiológica’, quem mais perdeu importância foi Dimas Filgueiras. Isso, contudo, não deprecia o valor histórico do eclético Dimas.

Carma?
Há quem sustente que o ex-técnico alvinegro Lula Pereira, vive a resultante da ‘lei de causa e efeito’. Não dá para publicar os termos do que em ‘off’ se comenta, mas prefiro acreditar que Lula não soube trabalhar sua imagem. Ao deliberadamente identificar-se como torcedor do Ceará, Lula não obteve a recompensa que esperava e, de sobra, ainda fechou a porta reversa do mercado local.

Lei Pelé
A meta de sua reforma é dar maior proteção aos clubes que revelam jogadores, desse modo se evitando a fuga prematura dos jovens talentos para o exterior. Por extensão, a proteção também se dará em relação ao assédio interno, dos grandes sobre os clubes de menor porte. É verdade que ainda não se alcançou um consenso em relação a alguns pontos, mas falta pouco.

’Minima de malis’
Dos males o menor. Assim se pode dizer da intenção do projeto de lei que tramita no Congresso, tendo por objetivo garantir um pouco de ‘vida útil’ aos treinadores brasileiros. Seis meses é muito tempo para que se opere um ‘milagre’, mas pouco tempo para profissionalizar nossos dirigentes.

’Rádio Maquiavel’
Entre bons companheiros, sobrevivem os maus caracteres do rádio esportivo do nosso estado. Uns mais maquiavélicos; outros, mais dantescos. Numa mesma equipe, observa-se o espírito de união sobrestado pelo espírito de destruição. ‘Vade retro, Satana!’


Um Feliz Natal de Encontro;
Um Grande Ano Novo de Descoberta!

Fraternalmente,

Benê Lima.
Fone: (85) 8898-5106
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segunda-feira, dezembro 22, 2008

Por longevidade e proteção aos técnicos, Congresso mira nova Lei

Projeto está em tramitação e tem por objetivo garantir ‘vida útil’ aos treinadores por período mínimo

Equipe Cidade do Futebol

Ter um tempo de trabalho de pelo menos seis meses antes de as cobranças efetivas por resultado e os questionamentos de um plano de ação serem colocados em xeque e resultarem em uma demissão. Em prol dos treinadores de futebol no Brasil surge uma proposta oficial para amparar esses profissionais.

A Lei 8660/93, que força as agremiações nacionais a firmarem vínculo de, no mínimo, seis meses com os treinadores, está em tramitação no Congresso Nacional. Algo comemorado por muitos dos chefes de comissão técnica que encaram essas adversidades do mercado.

“Acho ótimo que isso aconteça, que essa lei passe a vigorar. No Brasil, os treinadores não são valorizados. Aqui, nosso prazo de validade vai até quando começarmos a perder. Felizmente, com o meu time isso não acontece”, comparou Zico, técnico do Bunyodkor, do Uzbequistão, que afirmara não ver possibilidades de atuar no seu país de origem justamente por conta dessa “intolerância” da cartolagem conterrânea em geral.

Tetracampeão mundial, o experiente Zagallo também avaliza a ação – o que considerou um avanço da modalidade. “Acho que estamos mudando para melhor. Mas, infelizmente, os contratos mais curtos na América do Sul fazem parte da realidade, na Europa não é assim. Torcemos que com essa lei isso mude”, apontou, em entrevista ao site Justiça Desportiva.

Em relação à aprovação da Lei, Amaro José da Silva, presidente do Sindicato dos Treinadores Profissionais de Futebol do Rio de Janeiro, aguarda a concretização da mesma. Na opinião dele, um passo relevante rumo à profissionalização.

“Na minha opinião, não são apenas os treinadores que serão beneficiados, mas o futebol brasileiro também vai sair ganhando com essa mudança. Técnicos terão mais tempo para desenvolver seus trabalhos nos clubes, isso era tudo que eles sempre pediram. Os campeonatos serão mais equilibrados”, comentou o dirigente da entidade carioca.

René Simões, com passagens por seleções internacionais, medalhista olímpico com o time feminino do Brasil e que renovou contrato com o Fluminense após participar da campanha que livrou o clube das Laranjeiras do descenso, é outro que vê com bons olhos a ação.

“Supervalorizamos os treinadores nas vitórias e banalizamos quando ele perde. Tem de haver o equilíbrio. Nem o treinador é tudo isso quando ele é campeão ou salva o time do rebaixamento, e nem é só ele quando perde também. Penso que o contrato do treinador deve ser cumprido até o final, mesmo que ele ou clube quebrem o contrato, tem de haver uma multa rescisória para ninguém sair prejudicado”, disse.

Exceção à regra no futebol brasileiro, onde o que interessa são vitórias e título num curto espaço de tempo é Muricy Ramalho, tricampeão Brasileiro pelo São Paulo, ele passou por momentos difíceis este ano. Após a eliminação nas oitavas-de-final da Libertadores para o Fluminense, Muricy foi bastante questionado, o time estava mal colocado na tabela do Brasileirão, e sua saída parecia questão de tempo. Apesar das dificuldades, a diretoria confiou no trabalho do técnico e o manteve no cargo. Resultado: o São Paulo acabou hexacampeão Brasileiro, além de ser pela primeira vez tricampeão de forma consecutiva.

“Tenho muito o que agradecer aos dirigentes, principalmente ao Juvenal Juvêncio (Presidente do clube) por acreditar em mim. Felizmente trabalhamos duro, treinamos muito e deu tudo certo. Demos a volta por cima”, disse Muricy Ramalho, que curte férias no litoral paulista.
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Ambev pode patrocinar futebol em PE

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

O Campeonato Pernambucano poderá contar com o patrocínio da Companhia de Bebida das Américas (Ambev) na próxima temporada. Pelo contrato, os clubes repartiriam - não necessariamente em montantes iguais - cerca de R$ 1 milhão.

A negociação foi revelada pelo presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Carlos Alberto Oliveira, em entrevista ao jornal "Folha de Pernambuco" na última quinta-feira. O dirigente disse que a parceria ainda depende da aprovação das equipes que participarão do estadual em 2009.

"Estamos negociando. É um contrato de R$ 1 milhão. Outros detalhes só depois do contrato assinado. Vou conversar com os clubes para assinar o contrato ainda. Não posso falar sobre uma coisa que não está certa. Negócio é igual casamento, pode desmanchar até mesmo na festa", disse o comandante da entidade.

Procurada pela reportagem da Máquina do Esporte, a Ambev, por meio de sua assessoria de imprensa, não confirmou o contato com a FPF e limitou-se a dizer que "não há nada definido" em relação a patrocínios no futebol em 2009.

Por se tratar de uma empresa de capital aberto, a companhia de bebidas não faz qualquer menção a negociações que ainda não tenham sido concretizadas.
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quinta-feira, dezembro 18, 2008

Lei Pelé deve sofrer mudanças

Lei do Clube Formador é apresentada em Brasília

Meta é reformular a Lei Pelé e dar maior proteção aos clubes que revelam jogadores no País

MARCELO DE MORAES - Agencia Estado

Sergio Dutti/AE
Silva e representantes dos times, na reunião

BRASÍLIA - Proteger os clubes formadores de atletas e evitar a fuga prematura para o exterior desses jovens talentos do futebol brasileiro são os pontos centrais do relatório do deputado José Rocha (PR-BA) sobre o projeto de lei 5.186, que reformula pontos da Lei Pelé. Conhecida como Lei do Clube Formador, a proposta foi apresentada nesta quarta-feira, em Brasília, ao ministro do Esporte, Orlando Silva, e aos representantes de clubes de futebol e entidades envolvidas com a atividade esportiva.

O relatório de José Rocha deve ser votado em março no plenário da Câmara dos Deputados - não deve encontrar grande resistência quando for apreciada pelos parlamentares. E se for aprovado, deve conseguir frear o avanço de empresários sobre as divisões de base dos clubes de futebol do País.

Pela proposta, os clubes poderão assinar contratos de formação para os atletas a partir de 14 anos. Terão, assim, a garantia de um vínculo com esses jogadores e prioridade na assinatura de seus primeiros contratos profissionais, além de receberem porcentuais que variam de 0,5% a 5% sobre o valor de suas transferências futuras durante toda a carreira."

"A proposta é fruto de um amplo acordo envolvendo todos os setores e terá o grande mérito de proteger os clubes que fazem o trabalho de formação e de garantir apoio a esses jovens atletas", afirma o ministro do Esporte, Orlando Silva. "E a proposta também vai inibir a atuação dos agentes justamente na fase formação desses jovens."

AS PROPOSTAS DA LEI DO CLUBE FORMADOR

1) Criação da figura do clube formador de atletas
Como é hoje - Não existe essa figura na legislação esportivacontrato de formação de atleta.
Como pode ficar - Os clubes formadores passam a ter vínculos e direitos preferenciais sobre os jogadores das divisões de base para assinatura de contratos e negociações futuras, desde que ofereçam condições exigidas para sua formação, incluindo complementação educacional. A proposta freia a atuação dos agentes que investem sobre os jogadores mais jovens. O clube formador passa a ser o canal desses atletas.

2) Certificação de clubes formadores de atletas
Como é hoje - Não existe isso na legislação.
Como pode ficar - A entidade de administração do desporto (no caso a CBF) passa a certificar como entidade de formação esportiva os clubes que preencham os requisitos exigidos por lei. Só quem tiver certificação poderá cobrar os direitos como clube formador.

3) Criação de contrato e de bolsa de atleta em formação
Como é hoje - Não existe esse tipo de contrato
Como pode ficar - Atletas em formação dos 12 aos 18 anos poderão receber uma bolsa de formação desportiva. A partir dos 14 anos, atletas poderão assinar um contrato de formação com os chamados clubes formadores. Não tem o efeito ainda de um contrato profissional, mas funciona como uma etapa anterior a isso.

4) Primeiro contrato profissional de um atleta de clube formador
Como é hoje - Qualquer jogador pode assinar contrato profissional a partir dos 16 anos, com quem desejar, independentemente do clube que o formou, por um prazo máximo de três anos. Como pode ficar - Pode ser assinado a partir dos 16 anos e a prioridade é dada ao clube formador por um prazo máximo de cinco anos.

5) Renovação do primeiro contrato profissional
Como é hoje - O atleta decide sua renovação ou não como desejar.
Como pode ficar - O clube formador terá preferência na primeira renovação, cujo prazo não pode ser superior a três anos.

6) Repasse de percentual de venda de jogadores para os clubes formadores
Como é hoje - Não existe o repasse
Como pode ficar - O clube formador receberá uma parcela de 0,5% a 5% sobre o valor da transferência do atleta em todas as negociações que o envolvam durante sua carreira.

7) Cláusulas trabalhistas por conta da atividade de jogador de futebol
Como é hoje - A profissão de jogador hoje é tipificada como a de um trabalhador comum. Ou seja, jogos à noite, por exemplo, garantem o direito a pagamento de adicional noturno.
Como pode ficar - A atividade passa a ter atipicidades peculiares à natureza do futebol. Ou seja, é normal ter jogos à noite ou nos fins de semana, não precisando os clubes, portanto, pagarem benefícios extras por isso.

8) Criação da figura do monitor de esportes para auxiliar na preparação dos atletas
Como é hoje - Não existe essa atividade. E a atividade de preparação exige o diploma de formação em Educação Física.
Como pode ficar - Ex-atletas com experiência de três anos seguidos ou cinco alternados com futebol podem assumir a vaga de monitores, trabalhando no auxílio à preparação dos jovens. Há resistência forte ao ponto.

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Deu na imprensa (Diário do Nordeste)

ALVINEGRO EM FESTA
FCF homologa penta do Ceará de 1915 a 1919

Mário Degésio, presidente da FCF, após assinar o ato, entrega cópia ao presidente Evandro Leitão (Foto: Kiko Silva)

Através do Ato Administrativo de número 11/2008, o presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mário Degésio Cavalcanti, homologou na tarde de ontem o pentacampeonato estadual conquistado pelo Ceará Sporting nos anos de 1915 a 1919.

Em oito linhas, o mais aguardado anseio da torcida alvinegra foi materializado. O documento tem a seguinte íntegra: ‘‘Por determinação do presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do Estado do Ceará (TJDF), conforme decisão proferida no processo de número 204/08, proclamo o Ceará Sporting Club, agremiação filiada a esta Federação, campeã Cearense de Futebol nos anos de 1915, 1916, 1917, 1918 e 1919, campeonatos organizados pela Liga Metropolitana Cearense de Futebol , antecessora da atual Federação Cearense de Futebol, conforme acórdão do referido processo. Registre-se e publique-se. Gabinete do presidente da FCF, em 17 de dezembro de 2008. Mário Degésio Cavalcanti.

Cumprindo decisão

O ato foi assinado às 15h25 e repassado ao presidente do Ceará, Evandro Leitão, às 15h50. Após a entrega, Mário Degésio fez questão de frisar que estava apenas cumprindo uma decisão tomada pela Justiça. ‘‘Estou apenas homologando as conquistas’’.
O presidente Evandro Leitão não escondia a emoção. ‘‘Estou bastante comovido e agradeço a todos os alvinegros que participaram de uma forma ou de outra desta conquista’’. O advogado Clarke Leitão, o primeiro a trabalhar no assunto, fez questão de lembrar do ex-presidente Emanuel Gurgel. ‘‘Foi ele quem começou tudo. Desde sua gestão — em 1995—que começamos a fazer a pesquisa de fato’’. Os outros dois advogados que tornaram a decisão possível foram Irazer Gadelha e Haroldo Martins. De lá para cá, outros advogados como Afrânio Melo, Emerson Damasceno e Gonçalves Feitosa tentaram levar o caso adiante. Todavia, não encontraram o respaldo obtido na gestão de Evandro Leitão, que nomeou como uma das prioridades da sua administração a busca do penta.

FORA DE PRAZO
Presidente do TJDF indeferiu recurso do Fortaleza

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol (TJDF), Ernando Uchoa Lima Sobrinho, indeferiu o recurso do Fortaleza, que queria entrar no processo do pentacampeonato como terceiro interessado. O Tricolor entrou com o pedido de recurso voluntário fora do prazo de três dias. Com isso, o caso está encerrado e arquivado em termos de Justiça Desportiva.

Conforme Ernando Uchoa, o Fortaleza tinha até o dia 15 de dezembro para apresentar o recurso. E o clube enviou a contestação à secretaria do TJDF no final do expediente (18 horas) de segunda-feira. Ocorre que a taxa no valor de R$ 1.000,00 não foi recolhida ao banco. No mesmo dia, às 20h44min18 (conforme comprovante mecânico da Caixa Econômica Federal anexado à documentação tricolor) a taxa foi paga. No dia seguinte, foi juntada ao pedido.

‘‘O recurso foi julgado deserto, pois a lei exige que o recolhimento ocorra dentro do prazo e juntamente com o restante da documentação’’, explicou Ernando Uchoa.
Fortaleza

O advogado Jorge Mota, do Fortaleza, entende que o prazo para recorrer vai da publicação do acórdão, em diante. Ele diz que o acórdão só foi publicado na noite de terça-feira. Sua intenção é recorrer ao STJD, no Rio.

FERNANDO MAIA

Repórter
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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Mais uma da CBF e 'Ricardão'

CBF doa R$ 345 mil a 12 candidatos nas eleições municipais
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da Folha Online
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Reportagem de Paulo Cobos e Gustavo Alves, publicada na edição de hoje, 17, da Folha, aponta que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) doou R$ 345 mil para 12 candidatos nas eleições municipais, a maioria de cidades nanicas e pobres do interior.
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Municípios pequenos (variam de 8.700 a 32,7 mil habitantes) como Cocos, no oeste baiano, Comercinho, no Vale do Jequitinhonha mineiro, e São José do Belmonte, no sertão pernambucano tiveram nas eleições municipais de outubro passado candidatos a prefeito que receberam doações, em dinheiro, da CBF.
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Segundo dados do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, a confederação tirou R$ 345 mil de seus cofres para financiar políticos no pleito municipal. O que surpreende é o tamanho político dos candidatos, e de suas cidades, agraciados com as verbas da CBF.
A entidade que cuida do futebol nacional financiou candidatos em 11 cidades. Com exceção de Teresina e Uberlândia (onde só apoiou quem tentou uma vaga como vereador), nenhuma tem mais de 77 mil habitantes.
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Foram, por exemplo, R$ 10 mil repassados a Charles Ferraz, candidato do PT à Prefeitura de Itinga, cidade mineira com 14,6 mil moradores. A insignificância política dos beneficiados pela CBF é tamanha que a entidade foi, na maioria dos casos, a principal financiadora desses candidatos.
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O candidato recordista em verbas recebidas pela CBF é o peemedebista Arthur Henrique Gonçalves. Na sua candidatura à reeleição em Piraí, no Estado do Rio, ele recebeu R$ 100 mil da confederação.
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Piraí é a cidade onde Ricardo Teixeira tem uma fazenda, na qual costuma passar férias.
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quarta-feira, dezembro 10, 2008

A Coluna do Benê Lima

(10.12.2008) COM PÉ E CABEÇA - ANO IV - Nº138
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Opinião – I
DIRIGENTES INDIRIGÍVEIS
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Fala-se muito em formação de atletas, como uma espécie de panacéia redentora do futebol cearense. Ledo engano. Mas esta é uma outra discussão. O debate que deve nos interessar mais de perto é o que respeita à formação de dirigentes, sem o quê nosso futebol persistirá sem rumo.
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Tudo começa com o dirigente, mormente com aqueles que se situam na linha de frente das nossas agremiações. São eles que traçam ou deveriam traçar as linhas-mestras do plano de trabalho, definindo desde a filosofia que inspirará suas gestões, passando pela decisão de quais modalidades serão contempladas com recursos, e finalmente elegendo o ‘modus operandi’ de suas administrações.
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Mas isso não tem mudado a realidade dos nossos clubes, pois que acabam tendo a categoria futebol profissional masculino como dominante, senão exclusiva.
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O curioso é que a exclusividade tende a construir uma base de especialização, o que deveria representar ao menos a sedimentação do conhecimento empírico. Na prática, contudo, o que temos assistido é a repetição dos mesmos erros por parte dos cartolas responsáveis pelas nossas entidades de prática desportiva. Essa condição errática nos conduz ao raciocínio de que o capital emocional tem funcionado como elemento subtrativo do capital intelectual, situação que precisa ser corrigida.
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O futebol adquiriu tal complexidade em seu gerenciamento, que um departamento de futebol profissional – e simplesmente ele – necessita de recursos humanos, além do financeiro, para que possa atender com eficácia às demandas oriundas de suas exigências. Como exemplos disto, podemos mencionar as figuras de um diretor com conhecimento da área, de um profissional com conhecimento do mercado de atletas, de outro profissional com experiência na lida e confecção de contratos, de pessoa que trabalhe a interface da relação entre comissão técnica/atletas/clube, isto para ficarmos apenas no essencial.
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Nosso anacronismo salta aos olhos de quantos exercitam a crítica. Nossa crônica tem alguns espasmos de vida inteligente, mas não é esta a regra. Até os estatutos dos nossos clubes dão testemunho desse anacronismo, ao fixarem extemporaneidades inteiramente prejudiciais às suas administrações, do ponto de vista da celeridade reclamada para a tomada de algumas medidas, como por exemplo, a adequação de suas eleições.
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Diante do que temos visto, concluo que é impensável admitirmos o modelo idealizado de autogestão, quando na verdade nem gestão é o que temos em nossas entidades de prática desportiva. Resta-nos, pois, convivermos com um embrionário e incipiente modelo de gerenciamento, tentando compensá-lo com o improviso da agilidade decisória, e pela adoção de medidas compensatórias copiadas de clubes que adotam modelos vitoriosos, mas sem perdermos de vista nossas peculiaridades e nossa realidade.
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Vale lembrar aos dirigentes do nosso futebol, que profissionalismo sem dirigentes profissionais é obra de ficção. Portanto, que invistamos na formação da classe dirigente do futebol cearense, a fim de que finalmente tenhamos dirigentes profissionais, alguns dos quais regiamente remunerados.
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Parafraseando um famoso Rui – que assinava Ruy Barbosa -, o mais são desvarios provindos de uma condição de alienação de nossa realidade circundante.
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Opinião - II

DESCONCENTRAÇÃO DE PODER EM PORANGABUÇU

A história se repete, e outra vez um projeto político-partidário aporta no Ceará, e o Presidente do Alvinegro já começa a mudar sua postura

Lula Pereira precisaria ter sensibilidade política para perceber o que está acontecendo em Porangabuçu. É notório que o apoio a ele foi negado porque Evandro Leitão comprometeu-se com o grupo que tem a frente André Figueiredo. Só não entendo porque o nome forte que foi tentado, para assumir o comando técnico do Alvinegro, foi o de Givanildo Oliveira.

Se Lula representa algum tipo de impedimento para as pretensões dos que lá estão, o nível de independência de Givanildo é ainda maior. Ademais, o experiente e vitorioso treinador não aceita a política ‘experimentalista’ adotada pelo departamento de futebol alvinegro durante este ano. Com ‘Giva’, o ‘custo-Ceará’ seguramente dará um salto, o que não deixa de ser preocupante.

A análise da situação que se apresenta no Ceará, comporta pelo menos dois tipos de leitura. Um deles é o de que se instala no clube uma situação vivida há bem pouco, quando da gestão de Eugênio Rabelo. E isso não deixa de ser um retrocesso. A outra interpretação, esta já mais otimista, leva-nos a fazermos uma projeção de que teremos iniciativas mais ousadas na formação da equipe para a próxima temporada.

Mas a verdade que não pode ser omitida, é que neste primeiro momento o Ceará já perde. Perde por estar temporariamente engessado, desprezando a vantagem de partir na frente em termos de planejamento e execução, além de contrapor a falta de ação ao discurso, que antes era inspirado na pró-atividade, e agora nem sequer é reativo. Atitude contemplativa é o que temos assistido.

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BREVES E SEMIBREVES ®

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Apcdec-1

Dois nomes e uma dupla despontam na disputa pela direção da entidade. Edílson Alves para presidente e Alano Maia para vice partem na frente. Irapuan Monteiro se apresenta como um desses nomes, e Luís Carlos Amaral diz ter um projeto para lançar-se candidato.
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Apcdec-2

O que esperamos da nossa entidade de classe, é que ela não só nos dê apoio, mas que fiscalize o que vem sendo feito no rádio e através dele, tanto do ponto de vista ético quanto do prisma da qualidade.
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Apcdec-3

É importante também que haja transparência por parte de quem administra a entidade, a fim de que não se dê margem a comentários maldosos e à especulação.
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Apcdec-4

Uma uniformização de tratamento a seus membros também é um desafio que deve ser encarado, evitando-se alguns dos privilégios que sabemos existir, embora não pretendamos polemizar.
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A volta

O radialista Ivá Monteiro reassume sua titularidade no programa que leva seu nome. Podemos até aceitar a polêmica em torno do discursante, mas jamais em torno do discurso. Ele voltou afiado como sempre, na matéria que domina como poucos - poucos mesmo: a (*) OPA dos nossos clubes. (*) OPA: Organização Política e Administrativa.
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Momento difícil

O futebol cearense em seu momento de entressafra, onde escasseiam as informações, revela mais ainda o despreparo de alguns repórteres e comentaristas. Em contrapartida, o comentarista de estúdio que é competente se sobrepõe aos que só comentam o campo. Prestem atenção.
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Em cima do muro

Para quem precisa ficar em cima do muro, a entressafra também representa ainda mais dificuldade. Como assumir posição diante de tão indefinido quadro, sem correr o risco de desagradar esse ou aquele?
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Benê Lima
benecomentarista@gmail.com
http://blogdobenelima.blogspot.com
(85) 8898-5106
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VEM AÍ O CFT DO FERRÃO


Ferroviário consegue terreno para construção de seu CT

A Associação dos Amigos do Ferroviário Atlético Clube divulgou na manhã de hoje uma sensacional notícia para a torcida coral. Após algumas rodadas de negociação com a prefeitura de Maracanaú, dirigentes da AAFAC escolheram o terreno onde futuramente será erguido o Centro de Treinamentos Valdemar Caracas (foto).

O projeto do CT do Ferrão foi apresentado, em janeiro passado, por ocasião do evento de lançamento do Projeto Sócio-Torcedor e da Revista Expresso Coral ocorrida no Olympo Praia Hotel. Desde então, além de cuidar dos projetos de ampliação da Vila Olímpica Elzir Cabral, a missão dos dirigentes da AAFAC foi o de conseguir um terreno para construção do CT coral.

Na manhã de hoje, uma comitiva coral formada por José Rêgo Filho, Vitor Monteiro, Antônio Lisboa Cacau e Félix Ponte foram recebidos em Maracanaú. O prefeito da cidade. Dr. Roberto Pessoa esteve representado por seu vice, Dr. Firmo Camurça, que se fez acompanhado de uma equipe de vereadores e secretários do município. Juntos, visitaram terrenos em busca da melhor localização.

O terreno escolhido apresenta 6 hectares e fica somente a 600 metros da estação de metrô de Maracanaú. O CT Valdemar Caracas será erguido numa região próxima ao futuro Centro Administrativo de Maracanaú e ao novo e moderno estádio municipal que já está sendo construído.

"Fomos muito bem recebidos pela prefeitura e tivemos ampla liberdade de escolha do local do nosso futuro patrimônio. Dentro de 4 ou 5 anos, a área escolhida apresentará um processo de desenvolvimento muito avançado e o CT do Ferrão estará cravado no meio de uma moderna área de Maracanaú. Quero ainda ressaltar que a nossa associação sente-se muito feliz em poder colaborar com o crescimento do Ferroviário", declarou José Rêgo Filho, presidente da AAFAC.
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Fonte: Site Oficial do Clube

terça-feira, dezembro 09, 2008

Vão-se os anéis, ficam os dedos

Fortaleza perde Santana e "trava" política

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Após oito anos de parceria, a Santana Textiles confirmou que não estampará sua marca na camisa do Fortaleza em 2009. O motivo alegado para a saída da empresa foi a instabilidade econômica mundial.
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Além de perder o repasse mensal, o Fortaleza, que esteve perto do descenso para a Série C neste ano, terá de contornar um imbróglio político, já que o atual presidente, Lúcio Bomfim, teria condicionado sua participação nas eleições do clube, marcadas para o dia 19 de dezembro, à permanência do patrocinador.

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"Só temos que lamentar a saída de um parceiro de tantos anos, que esteve presente nos nossos grandes momentos, como duas vezes subindo para a primeira divisão. Tudo isso é o reflexo da crise mundial, mas não podemos ficar parados", afirmou o dirigente.
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Caso confirme sua participação no pleito, Bomfim formará a chapa da situação com o conselheiro Renan Vieira. A definição acontecerá no próximo dia 12 de dezembro.
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Em maio deste ano, a antiga Santana Têxtil anunciou a mudança de nome para Santana Textiles com o intuito de divulgar sua marca na América Latina. O processo de "internacionalização" tinha como principal artífice o patrocínio ao clube cearense.

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segunda-feira, dezembro 08, 2008

CONFRATERNIZAÇÃO FOI UM SUCESSO

APCDEC realiza mais um encontro da classe

O Clube dos Diários, que já se coloca como o principal local de encontro dos profissionais da nossa Crônica Esportiva, encampa a ‘Festa de Confraternização dos Radialistas’, um encontro anual da categoria, promovido pela Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Ceará. Mais uma vez o sucesso dos encontros anteriores se repete, não obstante as ausências de alguns dos grandes nomes da radiofonia cearense.

Mas, se faltaram alguns dos que deveriam prestigiar o evento, outros nomes marcam presença, como o foi o caso do Secretário da SESPORTE, Ferrucio Feitosa (fotos 3 e 13), que não se furtou dos assédios de alguns dos profissionais ali presentes. A presença do Secretário, como ele próprio admitiu, representa seu desejo de manter uma relação mais amistosa com a imprensa (rádios, jornais, televisões e multimeios), em que as partes envolvidas só teriam a ganhar em termos de transparência e acessibilidade.

Outra presença marcante foi o a do radialista e jornalista Edílson Alves (fotos 3 e 10), Diretor da Rádio Metropolitana, e candidato oficial a próximo Presidente da APCDEC. Edílson, que é o atual Diretor de Patrimônio da APCDEC, fará dobradinha com o atual Diretor de Sede, Alano Maia (fotos 9 e 13), este como seu Vice. Alano ressaltou o esforço de Edílson Alves no setor de patrimônio da instituição, além de se dizer feliz pela dobradinha que fará com o mesmo para concorrer ao próximo pleito da entidade.

O programa ‘Esportes em Debate’, sob o comando de Ivan Freire, com nossa apresentação e coordenação, fez a cobertura do evento, das 20 às 21 horas, contando com o apoio logístico de Edílson Alves, a quem agradecemos.

Legenda das fotos

(1) Plano geral do setor frontal de entrada do clube;
(2) Plano geral do setor esquerdo de entrada;
(3) Da esq. p/dir.: Edílson Alves, Ferrucio Feitosa, Dra. Marilac e Iraguassu Teixeira;
(4) Primeiro plano com Mendonça Filho; plano de fundo com os irmãos Monteiro;
(5) No plano médio, prof. Fleury Santos conversa com seu neto, Fleury Neto;
(6) Plano geral médio ressaltando a presença dos radialistas e de seus familiares;
(7) Gualber Calado, da Verdinha, com esposa e filhas;
(8) Mesa de Luís Carlos Amaral e família;
(9) Alano Maia anunciando a distribuição de presentes para os filhos menores dos radialistas;
(10) Aderson Maia, atual pres. da Apcdec, tendo ao fundo Edílson Alves, candidato a futuro presidente;
(11) Irapuan e Itamar Monteiro, Assis Pereira e Ivan Monteiro confabulam sobre a eleição na Apcdec;
(12) O sorteio de brindes rola, e o público atento aos números anunciados;
(13) Ao centro, Secretário Ferrucio despede-se do cronista Alano Maia.






































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quinta-feira, dezembro 04, 2008

O abalo da estúpida rivalidade

Ex-Vitória, Carneiro pode ir para o Bahia

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Em entrevistas à rádio "Transamérica" e ao programa "Globo Esporte Bahia", Carneiro confirmou o contato com o candidato tricolor

Afastado do futebol desde setembro de 2005, o ex-presidente do Vitória Paulo Carneiro poderá ressurgir no cenário esportivo na próxima semana. O retorno, no entanto, aconteceria na função de diretor do arqui-rival Bahia caso o deputado federal Marcelo Guimarães Filho vença as eleições presidenciais do clube, marcadas para o dia 11 de dezembro.

"Há essa possibilidade. Uma atração que me enche de prazer e orgulho e acho que Deus estaria sendo muito bom comigo. Eu tenho muitos amigos tricolores, muitos, o que é natural e muitos sempre me falam que eu devia estar no Bahia. E alguns deles ligados a algumas figuras do conselho do Bahia que se colocaram como possíveis candidatos, uns mais diretamente outros menos", disse o ex-dirigente.

"Como hoje nós temos o mercado do futebol polarizado entre dois clubes, toda vez que há algum tipo de migração sempre disseram que jogador do Bahia não ia dar certo no Vitória e vice-versa, justamente por causa dessa rivalidade. Mas eu acho que o mundo está mudando", completou Carneiro, que foi à Justiça para cobrar R$ 10 milhões do clube que administrou por 16 anos.

Essa aproximação, porém, não agrada a torcida do Bahia. Segundo enquete do portal "iBahia.com", 59% dos torcedores reprovam a possível contratação de Carneiro para gerenciar o futebol do clube.

Personagem central da polêmica, o candidato Marcelo Guimarães Filho - que terá o engenheiro Fernando Jorge Carneiro como adversário no processo eleitoral que definirá o novo comandante do Bahia até 2011 - despista quando o assunto é a negociação com ex-presidente do rival.

"Já tenho pessoas contratadas, mas que ainda não poderão ser anunciadas antes da eleição, já que tenho que ser eleito primeiro. Para mim, seria até interessante anunciar essas pessoas para que a torcida acredite nas mudanças", afirmou o deputado.
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