Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quarta-feira, abril 26, 2017

Médica geriatra lista os 5 maiores arrependimentos no fim da vida

Dicas Caseiras 

medica


Ana Claudia Quintana Arantes é uma médica especializada em ajudar pacientes terminais a “aprender” a morrer. No ‘Papo de Segunda’ desta segunda (15), às 22h, ela conversa com nossos apresentadores sobre o desafio de se lidar com algo tão natural, porém, perturbador, como a própria morte. 

Em sua entrevista, a especialista relembra os cinco maiores arrependimentos das pessoas antes de morrer. A lista faz parte do livro ‘Antes de partir: uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte’, da enfermeira australiana Brownie Ware. 

“Um deles é não ter demonstrado afeto. Passamos a vida construindo muros ao redor do coração da gente pra ninguém perceber o que a gente está sentindo”, diz Ana. “A outra coisa é (se arrepender) de ter trabalhado tanto. O último que é colocado é: ‘Eu devia ter me feito mais feliz’, que pra mim resume todos os outros”. 

Os outros arrependimentos citados pela enfermeira australiana são ter vivido a vida que se desejava e ter estado mais perto dos amigos. 

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse. 

“Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos, e muita gente tem de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomou, ou não tomou. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais.” 

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto. 

“Eu ouvi isso de todos os pacientes homens com quem trabalhei. Eles sentiam falta de ter aproveitado mais a juventude dos filhos e a companhia de suas parceiras. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.” 

3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos. 

“Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, acomodaram-se em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem realmente eram capazes de ser. Muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam.” 

4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos. 

“Frequentemente, os pacientes não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até chegarem em suas últimas semanas de vida, e nem sempre era possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos e tiveram muitos arrependimentos profundos por não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo.” 

5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz. 

“Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida – que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso ‘conforto’ das coisas familiares e o medo da mudança fizeram com que eles fingissem para os outros e para si mesmos que estavam contentes quando, no fundo, ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.” A pedido do Hospital Albert Einstein, a médica Ana Cláudia Arantes, geriatra e também especialista em cuidados paliativos, analisou a publicação e falou sobre cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira australiana.

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sábado, abril 22, 2017

Universidade do Futebol dá o pontapé inicial no Continente Asiático

Delegação chega nesta segunda-feira, dia 24, à China
 
Universidade do Futebol

post_udofnachina

Em parceria com a Universidade do Esporte de Pequim e o Anka Sports Group, a Universidade do Futebol inicia seus trabalhos na China com os primeiros cursos e programas em mandarim. O foco das atividades iniciais é a propagação do futebol com fins educativos e, com isso deixar o legado das práticas inclusivas que, além do bom ensino dos fundamentos da modalidade (técnica, tática, inteligência coletiva de jogo etc.), transmitem valores de bem.
A instituição brasileira, criada em 2003, é especializada em processos de aprendizagem e disseminação do conhecimento do futebol, a serviço do desenvolvimento integral de profissionais que trabalham com o esporte e de quem pretende trabalhar nessa área, bem como de todos aqueles que querem entender o futebol em todas as suas dimensões.
A Universidade do Futebol vem transformando o futebol através do conhecimento e busca ser referência mundial em estudos, pesquisas, práticas de qualificação profissional e excelência no futebol, dentro de suas dimensões: educacional, de lazer, da saúde, do entretenimento e do alto rendimento. Contribui, assim, para o desenvolvimento do esporte, considerando-o como um privilegiado agente de transformação social.
O Governo Chinês vem realizando investimentos significativos para sedimentar a cultura futebolística no país e tem um plano ousado para os próximos anos: participar, sediar e ganhar uma Copa do Mundo. Para isso, continuará investindo para que o futebol seja praticado por uma ampla base de praticantes para chegar aos 8MI de jogadores, com a renovação de talentos que abasteçam o selecionado Chinês.
O prof. João Batista Freire, coordenador pedagógico da Universidade do Futebol, um dos integrantes da delegação na Ásia, faz uma reflexão importante sobre o trabalho que será realizado pela instituição na China:
“O futebol, se for oferecido nas escolas como mais uma tarefa da rotina escolar, pode causar profundo desinteresse e ser evitado pelas crianças. Porém, se pudermos fazer do futebol uma brincadeira divertida, é bem possível que as crianças queiram brincar com o futebol. Brincando com ele, interessando-se por ele, certamente prestarão atenção suficiente para aprender qualquer coisa através do futebol, inclusive o próprio esporte! Uma proposta metodológica com propósito que dê sentido para a criança gostar e jogar futebol. O Futebol é um ótimo pretexto pra a criança aprender muitas coisas.”
O prof. João Paulo Medina, presidente da Universidade do Futebol, realça que, há pelo menos uma década a instituição se dedica aos estudos e pesquisas que guiaram a Universidade do Futebol no desenvolvimento de uma metodologia específica do futebol brasileiro. “Resgatar e preservar os aspectos lúdicos, artísticos e criativos (habilidade criativa) do JEITO BRASILEIRO DE JOGAR é uma das preocupações essenciais do projeto pedagógico e metodológico da Universidade do Futebol que será levado à China”- complementa o prof. Medina.
A Cerimônia de assinatura da parceria com as instituições chinesas acontece nesta segunda-feira, dia 24, na Universidade do Esporte de Pequim. Estarão presentes autoridades e representantes do Ministério da Educação, da Federação Chinesa de Futebol, do Grupo Anka, especialistas da área esportiva e o Reitor da Universidade do Esporte de Pequim.

quinta-feira, abril 20, 2017

Finanças do Palmeiras em 2016

POR 

Palmeiras já divulgou seu balanço patrimonial de 2016 e os números são positivos.
As receitas atingiram R$ 469 milhões, melhora de 33% em relação a 2015 e crescimento de 92% nos últimos três anos.
O clube atingiu a maior receita de sua história no ano passado.
Receitas Palmeiras 
A principal fonte de receita do clube alvi-verde em 2016 foram os direitos de TV que atingiram R$ 128 milhões, melhora de 45% em relação a 2015.
Na sequência aparece o faturamento com os patrocínios que atingiram R$ 91 milhões, melhora de 30%.
A bilheteria sofreu redução de 21% e no ano passado caiu para R$ 69 milhões, frente aos R$ 87 milhões de 2015.
Quando somada a bilheteria ao sócio torcedor, o volume arrecadado pelo o clube atingiu R$ 104 milhões, a segunda maior fonte, maior até que os patrocínios.
As duas fontes somadas em 2015 foram de R$ 119 milhões.
Evolução Receitas
A venda do Gabriel Jesus para o Manchester City foi a principal responsável pelo aumento substancial das receitas com transferências que saltaram de R$ 13 milhões em 2015 para  R$ 51 milhões em 2016.
Custos subiram mas finanças estão equilibradas
Os custos com futebol do Palmeiras apresentaram aumento de 19% em 2016, abaixo do incremento das receitas, mostrando equilibrio na gestão do clube.
Enquanto as receitas apresentaram evolução de R$ 117 milhões em um ano, os custos com futebol cresceram R$ 46 milhões.
Nos últimos três anos os custos com futebol do clube apresentaram evolução de 45%.
Futebol
A relação custo com futebol/ receita vem apresentando queda, o que resultou em uma melhora do superávit do Palmeiras em 2016.
%custo
O clube encerrou 2016 com superávit de R$ 89,6 milhões, frente aos R$ 10,6 milhões de 2015.
É o melhor resultado financeiro da história do clube.
Mesmo com altas despesas financeiras, na casa de R$ 59,8 milhões em 2016.  Em dois anos o clube gastou R$ 114,6 milhões em despesas financeiras.
Dívidas foram reduzidas
Palmeiras encerrou 2016 com um endividamento de R$ 395 milhões, frente aos R$ 410 milhões de 2015.
Isso representa uma queda de quase 4%.
Dívida
Chama a atenção o aumento dos empréstimos de longo prazo que cresceram R$ 20,6 milhões em um ano.
E também um aumento de R$ 34 milhões em títulos a pagar, substancialmente referente aos valores devidos a terceiros pela venda de Gabriel Jesus.
O valor devido é de R$ 30,2 milhões.
Pelas minhas contas o Palmeiras ficou com apenas 63% da venda de sua principal revelação dos últimos anos.

O que justifica as quedas dos times alemães na Champions Feminina?

A UEFA Women’s Champions League é disputada desde a temporada 2001/02, ainda com o nome de UEFA Women’s Cup e, em 15 edições, nove delas foram vencidas por equipes alemãs – sendo que quatro com o FFC Frankfurt, maior vencedor da história da competição e as outras cinco divididas entre Wolfsburg (2), Potsdam (2) e Duisburg (1). Em apenas uma edição não tivemos equipes germânicas pelo menos nas semifinais do torneio, mais especificamente na temporada 2006/07, quando Koboltn (Noruega), Umea (Suécia), Arsenal (Inglaterra) e Brondby (Dinamarca) foram as quatro melhores equipes da competição.
Dez anos depois, a situação alemã volta a se repetir, visto que as representantes do país foram eliminados na fase de quartas de final da competição. Neste post, tentamos traçar um panorama para justificar as eliminações de Wolfsburg e Bayern München na UWCL.

Wolfsburg

Não há nenhuma dúvida que o elenco do Wolfsburg é um dos melhores da Europa. Com jogadoras campeãs olímpicas com a DFB Frauen em 2016, Goessling, principal jogadora no meio campo das Lobas foi extremamente sentida nas quartas de final da competição. Por outro lado, a norueguesa Caroline Hansen e a dinamarquesa Pernille Harder, que chegou no início do ano, mostraram um ótimo entrosamento.
A norueguesa Hansen foi a melhor jogadora do Wolfsburg nos confrontos contra o Lyon. (FOTO: zimbio.com)
Porém, o chaveamento foi cruel com o Wolfsburg, colocando logo nas quartas de final um duelo contra o time do Lyon, reeditando a última final da UWCL, vencida pela equipe francesa nas penalidades máximas. Se havia algum time a bater de frente com as atuais campeãs, este time era o Wolfsburg, que havia eliminado o Chelsea e Eskilstuna United (Suécia), rivais de ligas competitivas como a inglesa e a sueca, mas que não geraram dificuldades ao time alemão. O Lyon venceu no confronto de ida por 2:0, indo para o jogo da volta na França com ótima vantagem, que não fora revertida pelo time alemão.
Resta ao Wolfsburg lutar pelos dois títulos que ainda disputa na temporada: a Frauen Bundesliga, na qual está empatado em pontos com o Turbine Potsdam (41 para cada um em 16 rodadas, faltando seis jogos para o final da competição, com o Wolfsburg na frente pelo critério gols marcados) e a Copa da Alemanha, onde terá como rival na decisão disputada no Rhein Energie Stadion em Colônia, o SC Sand, reeditando a decisão da temporada passada vencida pelas Lobas pelo placar de 2:1.
Um doblete na última temporada de Ralf Kellermann como treinador do time (a partir da temporada que vem, será diretor esportivo do time, dando lugar a Stephan Lerch, atual assistente técnico), serviria para fechar com chave de ouro a passagem do treinador que, desde 2008 mudou a realidade do futebol feminino no Wolfsburg, colocando a equipe como a principal referência em clubes da modalidade na Alemanha.
O “fim” da era Kellermann pegou todos de surpresa. Agora ele assume outra função dentro do departamento de futebol feminino do Wolfsburg. (FOTO: fifa.com)

Bayern München

O elenco do atual bicampeão alemão não deixa a desejar em comparação com potências como Wolfsburg, PSG ou Lyon. Assim como o Wolfsburg, o time conta com campeãs olímpicas pela DFB Frauen, entre elas a artilheira da última Olimpíada, a volante Melanie Behringer. Porém, faltou experiência a algumas jogadoras em uma competição tão importante como a UWCL, algo que ficou extremamente evidente após a derrota por 4:0 diante do PSG, após ter vencido a partida de ida das quartas de final em Munique por 1:0.
Após vencer no Grünwalder, Bayern foi irreconhecível em Paris, sendo completamente dominado e goleado. (FOTO: fcbayern.com)
O chaveamento da equipe bávara foi bem menos complicado que o do rival Wolfsburg. Na primeira fase, duelo contra o Hibernians, atual vice campeão escocês e duas goleadas tanto na ida, como na volta. Nas oitavas de final, duelo contra as russas do Rossiyanka, talvez a equipe que mais oferecesse perigo ao Bayern por sua tradição na UWCL, mas que assim como o Hibernians, não ameaçou a superioridade alemã.
Um dos principais fatores que justificam a temporada irregular do Bayern são as lesões. Melanie Leupolz, Lena Lotzen e Stephanie Van der Gragt foram alguns dos nomes que ficaram mais tempo lesionadas que atuando propriamente dito. A equipe bávara já anunciou dois reforços para a próxima temporada: a zagueira da seleção alemã Kristin Demann e a atacante sérvia do SC Sand Jovana Damnjanovic.
Atualmente no Hoffenheim, a zagueira chega ao Bayern com o objetivo de solucionar os problemas defensivos dessa temporada. (FOTO: fcbayern.com)
Resta ao time da Baviera lutar pela vaga na próxima UWCL. Eliminado na Copa da Alemanha nas quartas de final pelo Wolfsburg e faltando seis rodadas para o final da Frauen Bundesliga, o time ainda tem possibilidade de título, mas pouco provável, tendo a Champions League da próxima temporada como objetivo mais imediato. O time está na terceira colocação a quatro pontos de Potsdam e Wolfsburg, os dois primeiros colocados.

Alemãs nas semifinais

Capitã da seleção da Alemanha tem sido destaque no poderoso time francês. (FOTO: zimbio.com)
A Alemanha terá duas jogadoras entre as semifinalistas. A nova capitã da Frauen Mannschaft, Dzsenifer Marozsán, e a zagueira Josephine Henning jogam no poderoso Olympique Lyonnais e terão como rival nas semifinais o surpreendente Manchester City, time que conta com a atual melhor jogadora do mundo, a norte-americana Carli Lloyd. Do outro lado da chave, o PSG encara o também surpreendente Barcelona. A grande final da competição será dia 1º de junho, em Cardiff no País de Gales.

Reflexões do “desastre”

Eliminadas nas quartas de final por dois times franceses. Isso serve de alerta para a hegemonia do futebol alemão no futebol feminino europeu, pois vale lembrar que a França venceu o torneio She Believes Cup no início do ano, que reuniu Inglaterra, EUA e Alemanha. Em ano de Eurocopa Feminina, que será na Holanda, pela primeira vez vemos o favoritismo germânico bastante ameaçado. A DFB Frauen, líder do ranking da FIFA, mesmo vencendo suas últimas partidas, tem jogado mal e a nova treinadora Steffi Jones – mesmo con apenas uma derrota no comando da equipe – parece não ter encontrado um time ideal, apesar de acompanhar e convocar jogadoras da Frauen Bundesliga e as que atuam fora da Alemanha.
Há também outras seleções crescendo no cenário europeu, como a já citada França, Inglaterra e a Espanha, principalmente por conta da valorização de suas ligas nacionais, com atletas das mais diversas nacionalidades, competitividade e bons públicos. A competitividade é ameaçadora, mas também pode servir para uma recuperação alemã, no âmbito de seleção e clubes.
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terça-feira, abril 18, 2017

Ranking digital dos clubes brasileiros – Abr/2017

Chegada a reta final dos campeonatos estaduais, o levantamento mensal do IBOPE Repucom traz o desempenho dos clubes de futebol do Brasil nas redes sociais nos quatro primeiros meses de 2017. O estudo mostra uma evolução de mais de 14% do Atlético GO, motivado pela ascensão à série A do campeonato brasileiro e pela boa campanha no estadual, o clube goianiense foi o que registrou maior crescimento em sua base digital desde janeiro.
A Ponte Preta, semifinalista do campeonato paulista, é o segundo clube que mais desenvolveu suas redes sociais desde janeiro. Com aumento de 12%, a Macaca é único representante do sudeste no top 10. O terceiro colocado vem do sul do país, o Paraná Clube avançou mais de 9%, e é o primeiro time da série B (até o momento) em crescimento percentual em 2017.
O Vitória da Bahia, semifinalista do campeonato baiano, é o quarto clube que mais desenvolveu suas bases digitais neste quadrimestre, registrando uma expansão de quase 10%, e o único representante do nordeste no top 5. O feito do clube baiano merece destaque, pois tem a maior base digital entre os cinco clubes que mais cresceram em 2017, somando as quatro principais plataformas, o clube tem mais de 1,5 milhão de inscritos.
O Paysandu, semifinalista do campeonato paraense e representante da região norte do país, completa o top 5 com aumento de quase 8%.

Fonte: análise IBOPE Repucom 

José Colagrossi, diretor executivo do IBOPE Repucom destaca: “Os campeonatos estaduais, embora contestados por sua fórmula e calendário, tem importância significativa em exposição para os clubes regionais. A paixão e rivalidade local são fatores relevantes, e explorar estes valores de forma correta no mundo digital pode apoiar o desenvolvimento das propriedades digitais dos clubes, tornando um espaço valioso e relevante para os parceiros comerciais”.

Veja abaixo o levantamento completo de abril:


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segunda-feira, abril 17, 2017

O desporto como ciência e como filosofia


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Porque o ser humano se movimenta intencionalmente, o desporto é para mim um dos aspectos da motricidade, se leio bem o que a fenomenologia nos ensina. Não me sinto, por isso, um herético ou um revolucionário, simplesmente alguém, “minimus inter pares”, que tenta criar. Para mim, explico-me: a motricidade humana é o movimento intencional e em grupo da transcendência (ou superação) – movimento intencional visível no desporto e no jogo desportivo, na ginástica, na dança, na ergonomia, na reabilitação, no circo, na motricidade infantil, etc). Nenhuma teoria científica pode proclamar-se, “urbi et orbi”, como inteiramente, indiscutivelmente objetiva. O próprio Newton se enganou, ao defender que os conceitos e as leis fundamentais da ciência não constituíam criações do espírito humano, mas tão só deduções, a partir da experiência. A teoria residia, para ele, nos fenómenos. A imaginação não contava no conhecimento científico. Não se nega que a prática é o critério da verdade, numa descrição objetiva dos fenómenos. O que se diz é que, antes da prática poder confirmar, a imaginação foi necessária. Aliás, o ser humano está todo em tudo. Não é possível pensar só com a razão, excluindo a imaginação, os sentimentos e o corpo.

No mundo humano há sempre subjetividade na objetividade. Não há total objetividade, portanto. Por isso, Bachelard (a quem muito devo, na minha formação epistemológica) ensinava que é preciso desconfiar tanto de um racionalismo ingénuo como de um materialismo mecanicista: aquele que acredita na ciência “a priori” dos seus estudos, do seu deambular incansável pelas livrarias, pelas bibliotecas e por aulas magistrais; este ao desconhecer que a prática só verdadeiramente se entende também com o contributo indispensável, da psicologia e da sociologia e da antropologia cultural.

“Uma das contribuições mais fundamentais da epistemologia histórica atual, tal como vem sendo desenvolvida, após as inovações de G. Bachelard, consiste em mostrar que a categoria de verdade não pode ser mais concebida como o cimento das teorias do conhecimento. Porque tanto as ciências como as filosofias e as demais formas de saber estão convencidas de que, no término de suas investigações, não é “a verdade” que irão encontrar, mas tão-somente “verdades” descobertas após um penoso e longo processo de produção histórica” (Hilton Japiassu, Questões Epistemológicas, p. 29).

Ora, um dos pilares onde assenta a epistemologia histórica é o “primado teórico do erro”, o que significa que a história das várias ciências é um percurso inacabado de verdades provisórias e não o caminho infalível e triunfal da verdade. Nesta perspectiva, a teoria da motricidade humana, ou do movimento intencional e em equipa da transcendência, não é um dogma, mas um simples processo histórico. “Por isso, a renovação do seu conhecimento é diretamente proporcional à presença do erro” (idem, ibidem, p. 32). Recordo L. Althusser no seu célebre Filosofia e Filosofia Espontânea dos Cientistas, que pôs em causa o caráter científico das ciências humanas. Eu baseio-me na célebre distinção de Dilthey, que divide as ciências em “ciências da natureza” e “ciências do espírito” e que não deixa de inspirar ainda uma legião enorme de estudiosos.

A eflorescência da tosca fraseologia pseudo-científica, que  domina o mundo do desporto; a preocupação doentia pelos métodos quantitativos, que parece consumir e fazer perder o apetite de alguns cientistas desta área, como se os métodos compreensivos e hermenêuticos não existissem – mais dificultam o desenvolvimento de uma ciência autónoma de que o desporto seja um dos sub-sistemas. Para quem, como eu, já dialogou (e principalmente aprendeu) com dezenas de treinadores desportivos e integrou uma equipa técnica (no futebol do S.L. Benfica) sabe, com alguma nitidez que as “ciências do desporto” continuam atualmente numa constante busca de si mesmas. Mas que só como ciências hermenêutico-humanas é possível estudá-las com algum rigor! José Eduardo Franco, um intelectual e um mestre, que me dá a honra de ser meu amigo, escreveu que “quanto mais distante é o período histórico, mais imaginação, diria mesmo: mais capacidade criativa precisa o historiador para ligar os cacos ou as ruínas do passado, entre si, e suprir o vazio do que definitivamente se perdeu a fim de apresentar um vaso, ou o edifício do passado, com forma plena total.

Este escopo historiográfico de apresentar uma narrativa credível e coerente, ligando as pontas e os muitos pontos omissos de um dado assunto histórico, só é possível realizar com o recurso à especulação, à imaginação, à intuição” (Brotéria, Março de 2014, pp. 264/265). Seja como for podemos adiantar que a educação física é um dos produtos do racionalismo moderno, onde o corpo deveria submeter-se aos imperativos da razão. A educação física no século XVIII, destinava-se à mecanização do corpo-instrumento, do corpo-objeto e não ao desenvolvimento da motricidade, ou do corpo-sujeito no movimento intencional da transcendência. E, porque corpo-instrumento, onde a fisiologia (e não a complexidade humana) era a ciência-mãe, era o único radical fundante, era o pilar fundamental.

Eduardo Lourenço afirmou que “povos e indivíduos só têm o passado à sua disposição. É com ele que imaginam o futuro” (A Nau de Ícaro seguido de Imagem e Miragem da Lusofonia, Gradiva, Lisboa, 2007, p. 61). Assim, na história da educação física e do desporto, designadamente à luz do racionalismo então dominante, o quantitativo predomina sobre o qualitativo; o corpo era matéria e pouco mais. No seu património cognitivo, permanece ainda o dualismo antropológico cartesiano, bem visível nas expressões atividade física e educação física e preparação física, etc. E como Wittgenstein não deixa de insistir: os limites do meu mundo são os limites da minha linguagem.

A filosofia, no quadro dos saberes universitários, tem a seguinte e nobre missão: fundamentar, inter-relacionar e complementar. No meu modesto entender, fundamentar, inter-relacionar e complementar todas as formas de conhecimento, mormente o conhecimento científico. Para o Sartre (cfr. O Existencialismo é um Humanismo, na tradução portuguesa de Vergílio Ferreira, p. 218): “O homem é uma paixão inútil”. O desporto, por seu turno, toma como suas as palavras do Blondel de l’Action: “O homem é aquilo que ele próprio se faz”. Logo na introdução deste seu famoso livro, Blondel começa por perguntar-se: “Sim ou não, a vida humana tem sentido?”. Inter-relacionando o desporto e a filosofia, o desporto ensina à filosofia que a transcendência é o sentido da vida. E o desporto diz ainda à filosofia: é preciso passar da filosofia do ser e do logos à filosofia do ato e da relação.

A motricidade é o ser humano em movimento intencional. Ora, se bem interpreto o Lévinas: “a intencionalidade é essencialmente o ato de emprestar um sentido” (En découvrant l’existence, avec Husserl et Heidegger, Vrin, p. 27) – o desportista empresta à vida o sentido da transcendência, porque sem vontade de transcendência não há desporto. A filosofia fundamenta o desporto (e sirvo-me do Teilhard de Chardin do Fenómeno Humano): “Quanto mais o homem chegar a ser homem tanto menos aceitará mover-se noutra direção que não seja aquela que leva ao interminavelmente, indestrutivelmente novo” (p. 257). Mas, nesta inter-relação filosofia-desporto, a filosofia descobre a transcendência, como ómega, ou “fecho da abóboda” de toda a existência humana. O filosofar pergunta pelo desporto, numa perspetiva de fundamentação da prática desportiva mas, ao fundamentar, fundamenta-se porque na transcendência tudo o que é humano encontra a significação e o sentido.

sábado, abril 15, 2017

A mega expectativa dos clubes com os Estaduais

Por: Benê Lima, Cronista Esportivo, Rosacruz e Humanista

Os clubes ficaram grandes demais para os estaduais. Esse gigantismo caracteriza a síndrome do 'deficitarismo'.

Assim, culpam-se os estaduais e vitimizam os clubes, como se essas competições pudessem ser moldáveis a ponto de suportar a 'doença' que os acomete.

Jamais os estaduais poderão dar uma resposta financeira irrestrita a essa situação, pelo próprio descompasso e desproporção entre o que eles podem dar e o que os clubes tem por financiar e custear.

Esse me parece um dilema que só a racionalidade pode tentar resolver. 

"Não existe nem existirá Campeonato Estadual rentável que possa atender à *acromegalia dos clubes de futebol." (Benê Lima)
                      * [Medicina Desenvolvimento extraordinário das mãospés e cabeça.     


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sexta-feira, abril 14, 2017

'Nossa sensação de crise deriva da falta de um modelo condutor', diz sociólogo Domenico de Masi

Para pensador italiano autor de 'Alfabeto da Sociedade Desorientada', mundo carece de líderes e nossa sociedade surgiu da tentativa e erro
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Capa do livro 'Alfabeto da Sociedade Desorientada', do sociólogo italiano Domenico de Masi

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Em 'Alfabeto da Sociedade Desorientada', o sociólogo Domenico de Masi classifica o mundo em 26 verbetes

Ubiratan Brasil / O Estado de S. Paulo
A desordem do mundo atual, para ser entendida, precisa ser classificada. Foi o que fez o sociólogo italiano Domenico De Masi, conhecido como o pai do ócio criativo, em Alfabeto da Sociedade Desorientada. São 26 verbetes ordenados alfabeticamente, que pretendem abarcar os assuntos mais prementes. Beleza, gênio, trabalho, desorganização, mas também cidades como Roma e Nápoles estão na lista. 

“Não é um tratado de sociologia, uma anatomia e uma fisiologia sistemáticas da nossa sociedade, que são impossíveis dada a natureza fragmentária e esquizofrênica da própria sociedade, mas sim um patchwork de questões cruciais que tenta reproduzir o patchwork da realidade, descobrindo-lhes o nexo”, escreve na introdução. Para isso, ele recorre às ciências humanas, trazendo divertidas informações – ao descrever a história da decadência de Nápoles, ou discorrer sobre a pizza, informando que, em sua origem, era alimento de pedreiros. De Masi respondeu às seguintes questões, por e-mail:

O verbete que mais parece se aproximar de nossa realidade é o da letra D, ‘Desorientação’. Esse seria o problema mais emblemático hoje?
Como procurei demonstrar em meu livro anterior (O Futuro Chegou), pouquíssimas vezes na história humana o trabalho, a riqueza, o poder, o saber, as oportunidades e a proteção social mudaram simultaneamente. Quando isso acontece, ficamos frente a uma verdadeira descontinuidade de época, uma revolução social. Desde a 2ª Guerra Mundial, o salto mais recente nesse sentido coincidiu com a rápida transição para uma sociedade pós-industrial, dominada pela produção de bens não materiais: serviços, informações, símbolos, valores e estética. 
Todas as sociedades do passado nasceram tendo por base um sólido modelo teórico preexistente: a democracia de Péricles baseou-se no pensamento de Protágoras, Zenão e Anaxágoras; o sacro Império Romano, nos Evangelhos e nos textos dos Pais da Igreja; os Estados islâmicos, no Alcorão; a democracia americana, no Iluminismo de Voltaire, Diderot, Franklin e Jefferson; os Estados-Nação do século 19, nas obras de Smith, Montesquieu e Tocqueville; a social-democracia e o welfare, nas teses e experimentações de Owen e Bernstein; a União Soviética, no pensamento de Marx, Engels e Lenin.
Apenas a sociedade atual nasceu de tentativa e erro, sem o roteiro de um modelo ideal. Toda nossa desorientação e sensação de crise deriva da falta de um modelo condutor. Nossa atual desorientação envolve as esferas econômica, familiar, política, sexual, cultural. Quem fica desorientado entra em crise, e quem está em crise para de projetar o próprio futuro. Mas, se não planejamos nosso futuro, outros o farão por nós, não em função de nossos interesses, mas dos próprios. E isso nos desorienta ainda mais. 

O avanço da tecnologia seria a explicação para os “longos ciclos da história” estarem se tornando cada vez mais curtos?
Da civilização mesopotâmica até fins do século 18, por 5 mil anos a sociedade humana esteve condicionada principalmente à agricultura e ao artesanato. O progresso tecnológico influiu de modo determinante em nossa concepção de tempo. Em menos de um século, a expectativa de vida dobrou. Ao mesmo tempo, inventaram-se máquinas para se economizar tempo (telefone, avião, computador), para enriquecer o tempo (o rádio ouvido enquanto se dirige), para estocar o tempo (CD, secretária eletrônica), para programar o tempo (agenda eletrônica). No entanto, se lemos romances do século 19 e os comparamos a nossa vida e a nossa literatura atual, temos a impressão de dispor sempre de menos tempo. 

Alguns países parecem profundamente deprimidos. Fomos condenados a um declínio irreversível?
Há 20 anos, quando vim de Roma para o Rio e São Paulo, saí de uma Itália eufórica e encontrei um Brasil deprimido. Ao fazer a mesma viagem dez anos depois, deixei uma Itália deprimida e encontrei um Brasil eufórico. Hoje, saio de uma Itália deprimida e encontro um Brasil deprimido. Isso porque, como já disse, estamos desorientados. Mas essa desorientação não vai necessariamente durar muito. 
É verdade que a atual sociedade pós-industrial é mais complexa que a rural e a industrial; mas também é verdade que os meios disponíveis para decifrá-la, administrá-la e melhorá-la são muito mais poderosos que os de antes. Em dez anos seremos 8 bilhões de bocas a alimentar, mas, principalmente, 8 bilhões de cérebros em condições de pensar, capazes de resolver os problemas que a humanidade enfrenta.

O senhor elegeu Roma e Nápoles como verbetes por causa do classicismo e da beleza desbotada?
Roma tem uma cultura na qual confluem 2.500 anos de pensamento grego e latino, pagão e cristão. Na cultura de Nápoles, confluem o pensamento grego, o latino e o espanhol. O que essas culturas têm em comum? A capacidade de dar precedência àquilo que os gregos chamavam metis sobre o que chamavam thesis. Por thesis, eles entendiam a forma de pensamento lógico, retilíneo, racional, sistemático. Por metis, ao contrário, entendiam a acuidade, a vivacidade, a fineza de espírito, a precisão do olhar, a leveza rápida da intuição, a rapidez mental, a habilidade de driblar obstáculos. 
É por isso que amo Nápoles e Roma. É por isso que me orgulho de minha cidadania honorária do Rio de Janeiro, cidade também rica de metis, que corresponde com sobra ao conceito brasileiro do jeitinho, como testemunha uma frase inesquecível de Oscar Niemeyer, gênio mundial da arquitetura. Por todo o século 20, Niemeyer confrontou-se com outro gênio, Le Corbusier, profundamente diferente dele por ser suíço e de tal modo dotado de thesis que foi o precursor da corrente racionalista. Le Corbusier afirma que “a vida na cidade moderna é baseada praticamente na linha reta... A curva é cansativa, perigosa, funesta, de efeito paralisante... A estrada com curvas é arbitrária, fruto do acaso, do descuido, da ação instintiva. A estrada retilínea responde a uma necessidade, é fruto da intervenção precisa, da vontade, da plena consciência. É uma coisa útil e bela”. 
Niemeyer, porém, é profundamente brasileiro. Em suas veias, corria sangue índio, árabe, alemão, espanhol, africano e português. Daí seu amor pela metis: “Não é o ângulo reto que me atrai, nem mesmo a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas de meu país, no curso sinuoso de seus rios, nas nuvens do céu, nas ondas do mar, no corpo da mulher amada. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”.

Chefes de Estado atuais (como Putin, Merkel e Trump) não parecem representar um modelo ideal de comando. Esse papel seria ocupado hoje por homens como, por exemplo, o papa Francisco? 
A falta de um modelo teórico de referência cria um vazio intelectual que alcança todos os governos do planeta. Os únicos líderes mundiais dotados de modelos são o papa Francisco, que se agarra ao modelo cristão, de 2 mil anos, e o presidente da China, Xi Jinping, adepto do modelo marxista, de 150 anos. 
Em todos os países democráticos, em maior ou menor grau, o declínio das ideologias afastou um sustentáculo insubstituível e uma orientação segura para os diversos partidos. Hoje, os aparelhos partidários estão desmantelados em toda parte; os líderes, embora menores e sem carisma, dominam, caprichosos e incontrastáveis; as classes confluíram para um bolo amorfo, com uma progressiva convergência dos programas eleitorais. Quem anuncia seu programa não o faz com base no conteúdo proposto, mas na forma de divulgá-lo na mídia e na web. 
Desapareceram líderes influentes como Gandhi, Pio XII, Churchill ou Stalin, referências na política. Na Europa, a própria União Europeia e a introdução do euro enfraqueceram o conceito de pátria, de identidade e de fronteira – fatores limitantes, mas que motivavam a segurança e o orgulho pelos quais, nos séculos passados, estava-se disposto a lutar e a morrer. 
Na falta de um modelo capaz de indicar o objetivo e o rumo, cada um navega visualmente, formulando um pensamento débil com a colagem de pequenas ideias roubadas nos mil mercadinhos da cultura pós-moderna. “Nenhum vento é favorável ao marinheiro que não sabe para onde ir”, dizia Sêneca. Se hoje, por encanto, desaparecessem do planeta os graves problemas da fome, do desemprego, da dívida pública, do racismo e das guerras religiosas, os vários governos não saberiam como e para onde conduzir seus países.

Por que o senhor acredita que a expressão “recuperação econômica” não passe de uma invenção da elite governante? 
Em nenhuma nação do mundo a elite governante demonstra ter a inteligência adequada para resolver os problemas que estão a sua porta. O comunismo perdeu, mas o capitalismo não ganhou. O comunismo sabia distribuir a riqueza, mas não sabia produzi-la, enquanto o capitalismo sabe produzir a riqueza, sem saber distribuir. São gastos bilhões na publicidade da comida de nossos gatos, mas faltam financiamentos mínimos para garantir a nossas crianças o direito ao estudo ou à saúde. 
As oito pessoas mais ricas do mundo possuem uma fortuna equivalente à de metade da humanidade, 3,6 bilhões de pessoas. Todo ano o PIB do planeta cresce de 3% a 5%. Apesar disso, no Brasil, como em grande parte do mundo, não se consegue acabar com a pobreza, a violência, a corrupção e o analfabetismo. Sobretudo, as elites governantes não conseguem considerar a felicidade dos cidadãos como principal objetivo de todo bom governo. 

quinta-feira, abril 13, 2017

A ciência do pênalti perfeito

As temidas cobranças de pênalti já deram o ar de sua presença nessa Copa e deixaram - e ainda podem deixar - muita gente com os nervos à flor da pele.
BBC BRASIL
Muita gente credita uma boa cobraça apenas à sorte e ao estado emocional do cobrador. Mas especialistas da Universidade de Bath, na Inglaterra, foram mais longe, estudaram cobraças de pênalti e tentaram dar uma abordagem científica ao assunto.
Goleiro da Costa Rica defende pênalti da Grécia (AFP) 'Segredos' para bater pênalti podem ter ajudado Costa Rica a passar pela Grécia
"O sucesso nos pênaltis é algo que as equipes podem melhorar", diz o pesquisador Ken Bray, da Universidade de Bath, autor do livro How to Score: Science and the Beautiful Game (Como marcar: a ciência e o jogo bonito, em tradução livre).
De acordo com Bray, há três pontos principais que devem ser considerados para um chute perfeito e que pode decidir o destino de uma seleção.

1 - Escolha os melhores, na ordem inversa

Bray argumenta que a escolha dos batedores não deve se limitar a pedir que eles se disponibilizem a bater os pênaltis: o técnico deve estar familiarizado com o desempenho dos seus jogadores e fazer uma lista de acordo com esses dados.
Além disso, de acordo com as estatísticas analisadas pelo perito, a ordem dos craques que irão chutar à gol também é importante.
"A pesquisa mostrou que é melhor que o primeiro a chutar seja o menos experiente e que se reserve para o final que tem mais experiência", diz Bray.

2 – Mire na 'zona indefensável'

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Depois de analisar horas de filmagens, Bray identificou uma "curva de tiro" que mostra os caminhos que um goleiro percorre para segurar um pênalti.
"Nossa pesquisa mostrou que os goleiros têm um limite de alcance quando tentam defender a bola", diz Bray.
O estudo sugere que, fora desta curva, há uma "zona indefensável" que o batedor deve ter como alvo, aumentando enormemente suas chances de marcar.
"Pouco mais de 80% dos chutes a gol, cerca de quatro em cada cinco, lançados nesta área foram bem-sucedidos", avalia o cientista, segundo estudo da Universidade de Bath.

3 – Pense positivo

Por fim, tão importante quanto os dois itens anteriores, está a preparação mental dos jogadores que vão dar os passos rumo ao chute a gol.
Se há um momento na partida em que a tensão é grande, é este!
Bray identifica dois tipos de estresse que podem afetar o desempenho dos atletas: um sintomático, como garganta seca, aumento da frequência cardíaca e suadeira nas mãos; e o outro cognitivo, que leva aos pensamentos negativos de fracasso diante de tamanho desafio.
Como evitar que esse peso nas costas afete os jogadores nesse momento precioso?
Bray disse que técnicas de concentração e pensamento positivo são ferramentas poderosas para lidar com este problema.
É melhor, portanto, imaginar o chute colocado no ângulo, naquele lugar "indefensável", acertando a rede, como num filme.
"Estas são as imagens mentais que os jogadores devem construir em suas cabeças pouco antes de chutar", diz Bray.
De acordo com estatísticas dos Mundiais anteriores, times que ainda estão na disputa, como a Alemanha (cerca de 80%), Argentina (60%) e Brasil (cerca de 55%) têm alta taxa de sucesso nos resultados nos pênaltis.
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