Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quinta-feira, março 23, 2017

Futebol brasileiro parou no tempo

POR  


O futebol brasileiro vive uma profunda crise, tanto financeira como mercadológica e não é de hoje. Os motivos não são novos, mas vem se intensificando de forma rápida.
Basta uma comparação com a realidade da Europa para perceber que estamos cavando um abismo, resultado de décadas de ostracismo e falta de inovação na gestão dos clubes.
Enquanto os times europeus aproveitaram as mudanças no ambiente político e legal na década de 1990, com efeitos extremamente positivos para seus negócios, nosso mercado parou no tempo.
Os clubes brasileiros, deitados em berço esplêndido, como diz a letra do nosso hino, simplesmente não fizeram nada para mudar esse cenário. A gestão dos clubes permanece similar ao que faziam na década de 1970.
Dirigentes amadores, modelo de negócio antiquado, administrações arcaicas, marketing de terceira categoria e falta de modernização de suas estruturas administrativas são alguns fatores.
No Brasil, gestão de futebol é sinônimo de investimento em salários, contratações e em centros de treinamento.
Traçando um paralelo com o mundo das empresas, é como se as indústrias se preocupassem apenas em investimento em plantas industriais, sem uma visão moderna de gestão de marcas, plataformas eficientes de comercialização de produtos e dedicação constante na busca da lealdade do consumidor.
O mundo empresarial evoluiu, pois sabia que sem investimentos maciços na gestão do seu negócio, de nada adiantaria produzir produtos.
Essa mudança foi vital para crescerem.
No futebol brasileiro quanto mais os clubes investem na área técnica, menos desenvolvem seu negócio. É um paradoxo, mas é nossa realidade.
Os maiores clubes brasileiros em 2007, por exemplo, gastaram R$ 934 milhões com seus departamentos de futebol. Em 2015, os valores atingiram R$ 2,7 bilhões. E quanto mais gastaram, menos qualidade apresentaram.
Custos com futebol
Os investimentos no futebol, bem diferente da Europa não impulsionaram novas receitas. Não há uma visão de retorno sobre investimento.
Isso gerou em aumento substancial dos déficits e crescimento das dívidas, muitas delas resultado dessa irresponsabilidade no aumento dos gastos. Para financiar suas atividades, sem grandes receitas, sempre contraem empréstimos, sonegam impostos e empurram com a barriga suas dívidas para futuras gestões.
Temos vários exemplos de clubes que gastam mais em juros bancários do que em investimento na categoria de base, por exemplo. E essas despesas financeiras estrangularam sua gestão, criando um ciclo vicioso sem fim.
Que resulta no baixo desenvolvimento de toda a cadeia produtiva do futebol nacional.
Os clubes não investem fora do âmbito das quatro linhas, pois consideram ser esse seu principal foco. E esse é o maior erro. Enquanto acharem que isso está correto, não sairemos desse buraco que nos encontramos.
Somado a isso, temos uma deterioração do produto futebol no Brasil, mesmo depois de uma Copa do Mundo e quase R$ 9 bilhões de investimentos em novas arenas.
Isso demonstra que embora tenhamos um mercado gigantesco, somente mudanças radicais nesses conceitos desgastados e antiquados é que sairemos dessa crise, que parece sem fim.
Gestão corporativa, a saída para a crise
Se o mercado brasileiro de futebol quiser evoluir terá que mudar muita coisa e o mais rápido possível.
Atualmente, o modelo político empregado por praticamente 100% dos clubes é o maior obstáculo ao nosso crescimento.
A gestão dos clubes precisa estar alinhada com modernas práticas de governança e gestão corporativa.
E para que as receitas cresçam, teremos que mudar muita coisa no departamento de marketing dos clubes, com a implantação de um marketing esportivo muito mais eficiente, criativo e comercialmente atrativo.

sexta-feira, março 17, 2017

Greve de árbitros no México tem êxito, e atletas são suspensos por um ano

POR LUÍS CURRO
No México, esta semana marcou uma vitória para a arbitragem. E para a civilidade nos gramados.
Uma decisão da Federação Mexicana de Futebol, depois de a categoria ter decretado uma greve que paralisou o campeonato da primeira divisão do país, dará, ao menos isso é esperado, mais segurança aos juízes durante as partidas.
Os árbitros mexicanos suspenderam as atividades na sexta-feira passada, dia 10, devido a acontecimentos dias antes na Copa do México.
O motivo: dois juízes sofreram agressões físicas, em partidas diferentes, ambas em momentos de reclamação dos atletas.
O zagueiro Pablo Aguilar, do América, deu uma cabeçada (de leve) no árbitro Fernando Torres e recebeu o cartão vermelho. O atacante Enrique Triverio, do Toluca, empurrou (de leve) o árbitro Miguel Flores e foi expulso.
Sendo “de leve” ou não, foram agressões, claramente.
E o regulamento da federação do país para a temporada 2017/2018 estabelece, para casos de agressão, que o jogador seja suspenso por um ano.
Não foi o que aconteceu inicialmente. A pena para Triverio foi de oito jogos; a para Aguilar, de dez.
Pablo Aguilar, do América, mostra seu vigor ao marcar Cauteruccio, do Cruz Azul, em partida do Campeonato Mexicano no estádio Azteca (Alfredo Estrella – 25.fev.2017/AFP)
Os juízes não aceitaram, consideraram brandas as punições. E não entraram em campo na rodada do fim de semana passado.
O protesto surtiu efeito. As penas foram revistas, e os atletas, suspensos por 360 dias. Até onde eu sei, as mais severas sanções no futebol por casos de agressão.
Considero o ocorrido um marco no futebol. A atitude dos árbitros mexicanos mostra que aquele velho ditado, “a união faz a força”, funciona, e tem de servir de exemplo para os seus colegas de outros países, especialmente na América do Sul.
Não é nada incomum haver nas partidas reclamações exacerbadas contra marcações da arbitragem.
Jogo sim, jogo sim, jogadores “partem para cima” do juiz, a fim de intimidá-lo. Formam aquele “bolinho”. E existe o contato: com as mãos, com os ombros, com o peito… Intimidado, geralmente o árbitro recua, enquanto, instintivamente, tenta se proteger de avanços brutais.

quarta-feira, março 15, 2017

Profissão de risco: 112 técnicos deixam seus cargos no Brasil e NE lidera a lista

Levantamento mostra grau de instabilidade que os técnicos de futebol sofrem no país; 58,92% das mudanças são de clubes nordestinos e a Paraíba está no topo do ranking


Por 

Vida de técnico de futebol não é nada fácil. Isto nem é mais novidade. Mas, ao que parece, a situação destes profissionais no Nordeste é ainda mais complicada. Levantamento do  GloboEsporte.com mostra que nada menos do que 112 treinadores já deixaram seus cargos entre a pré-temporada e estes primeiros meses de temporada de 2017. A maioria foi por demissão mesmo, ainda que haja casos de acordos entre as partes e pedidos de demissão. O número que realmente chama a atenção, no entanto, é que de todos estes, nada menos do que 66 foram demitidos de clubes nordestinos.
Dado Cavalcanti Santa Cruz x Náutico Copa Nordeste (Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press)Em regra, os clubes menores demitem mais, mas até o Náutico já demitiu Dado Cavalcanti neste início de 2017
(Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press)
O índice é alto. Extremamente alto, na verdade. Nada menos do que 58,92% dos técnicos que perderam seus empregos comandavam clubes da Região Nordeste. E, no topo do ranking dos estados onde a profissão de técnico sofre com maior instabilidade, está a Paraíba, onde 12 profissionais já foram substituídos (numa média de um técnico substituído a cada rodada do Campeonato Paraibano de 2017).
Em nenhum outro lugar do país tantos foram demitidos em tão pouco tempo. No estado, apenas o líder Botafogo-PB mantém desde o início da pré-temporada o seu técnico Itamar Schülle (que, inclusive, é um dos raros treinadores de clube do país que permanece no cargo desde o início do ano passado). 
Itamar Schülle, Botafogo-PB (Foto: Cadu Vieira / GloboEsporte.com)Itamar Schülle é o único sobrevivente dentre os técnicos da Paraíba, o estado que é o campeão das trocas de treinadores
(Foto: Cadu Vieira / GloboEsporte.com)

Na verdade, o lanterna do Paraibano, o CSP, também está sendo comandado desde o início da temporada por um mesmo nome, mas o caso do Tigre é atípico porque o técnico é também o presidente do Conselho Deliberativo, Josivaldo Alves, que a rigor é quem manda na agremiação. Neste caso, portanto, o empregador e o empregado são a mesma pessoa. E acaba que "não pode" ser demitido. Os outros oito clubes da primeira divisão paraibana já mudou de técnico ao menos uma vez, incluindo nesta lista o atual bicampeão paraibano, o Campinense.
Neto Maradona, treinador e taxista  (Foto: Reprodução / TV Paraíba)Neto Maradona é o quarto técnico do Paraíba no ano e, nas épocas de entressafra, se vira como taxista (Foto: Reprodução / TV Paraíba)
No lado oposto, o Paraíba de Cajazeiras já acumula três mudanças. Começou a temporada sendo treinado por Jorge Luís, colocou no seu lugar Paulo Sales, depois mudou para Alexandre Duarte e por fim chegou a Neto Maradona. Este último, inclusive, é talvez o melhor exemplo para debater a instabilidade dos técnicos de futebol em seus clubes. Nos últimos tempos ele vem trabalhando também como taxista, justamente para minimizar os efeitos das incertezas inerentes ao cargo.
- Não mudei de profissão. Continuo sendo técnico. O táxi é apenas uma alternativa, uma opção que a gente precisa ter. Porque na nossa região, o campeonato é curto e as vezes você inicia um estadual, mas não termina. Aqui não tem como eu cair, aqui vou ser permanentemente o treinador da viatura – explicou o técnico/taxista logo quando começou na nova profissão, já preocupado com a “dança das cadeiras” da vida de treinador. 
Aqui não tem como cair, aqui vou ser permanentemente o treinador da viatura" 
Neto Maradona, técnico e taxista
A propósito, um dado curioso: as sete primeiras colocações do ranking de demitidos dos estados são compostos por unidades federativas nordestinas. Além da liderança paraibana, Sergipe e Bahia dividem a segunda colocação (10 mudanças de técnicos cada), Ceará aparece na quarta colocação (com nove mudanças), Rio Grande do Norte em quinto (sete mudanças) e Alagoas e Pernambuco dividem a sexta colocação (seis mudanças).
Dos nordestinos, aliás, apenas o Piauí (com quatro) e o Maranhão (com dois) não estão no topo da tabela entre os piores destinos para treinadores irem trabalhar.
Com relação aos clubes individualmente, dois chamam a atenção. Apenas o sergipano Amadense modificou quatro vezes os seus técnicos. Logo depois aparece o tal Paraíba, com três. São os dois únicos clubes do Brasil que realizaram mais do que duas mudanças ao longo do ano. No Amadense, inclusive, duas das mudanças aconteceram ainda na pré-temporada, antes mesmo da bola rolar.
Clériston usa muleta para se apoiar em campo (Foto: Osmar Rios / GloboEsporte.com)As trocas foram tantas no Amadense que, além das quatro mudanças de técnicos efetivos contabilizadas, até o zagueiro Clériston chegou a ser improvisado na função por um jogo (Foto: Osmar Rios / GloboEsporte.com)

O resto do Brasil
O levantamento toma como parâmetro os técnicos de clubes que estão jogando a 1ª divisão dos diferentes campeonatos estaduais Brasil afora. E, talvez por isso, a Região Norte possua tão poucas mudanças. Isto porque, dos sete estados, em apenas três o campeonato começou: Acre (quatro mudanças), Pará (três) e Rondônia (uma mudança).
MÉDIA DE TÉCNICOS QUE DEIXARAM SEUS CARGOS POR REGIÃO DO BRASIL:

NORDESTE - 
7,33 por estado
CENTRO-OESTE - 4 por estado
SUDESTE - 3,25 por estado
SUL - 2,66 por estado
NORTE - 1,14 por estado
As outras mudanças aconteceram nas três regiões restantes. No Centro-Oeste aconteceram 16 mudanças; no Sudeste, 13; e no Sul, 8. 
Contando apenas os estados de fora do Nordeste, Rio de Janeiro e São Paulo aparecem com cinco mudanças cada, mas nenhum dos oito clubes grandes destes estados (Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, São Paulo, Santos, Corinthians e Palmeiras) passaram por mudanças.
Com relação às regiões, inclusive, é bem verdade que elas têm diferentes números de estados, mas mesmo na média o Nordeste lidera com folga. Pois a média nordestina é de 7,33 mudanças por estado, enquanto que o Centro-Oeste, que aparece em segundo lugar de média, tem quatro mudanças por estado. Quase a metade. E como a média nacional fica em 4,14 mudanças de treinador por estado, o Nordeste é a única região que está acima dela. 
* Colaboraram Cisco Nobre, Geovanna Teixeira, Cadu Vieira, Duaine Rodrigues, Vilma Oliveira, Zeca Soares, Gustavo Pêna, André Roca, Diego Madruga, Thiago Barbosa, Fernando Vasconcelos, Bruno Alves, Daniele Lira, Sidney Novo, Elias Roma Neto, Fernando Araújo, Robson Boamorte, Roberto Leite, Jocaff Souza, Ruan Melo, Natacha Albuquerque e Denison Roma.
tabela, ranking de técnicos por estado (Foto: GloboEsporte.com)Os campeonatos de Tocantins, Amapá, Amazonas e Roraima ainda não começaram e nenhum técnico foi demitido nestes estados até o momento (Foto: GloboEsporte.com)

sexta-feira, março 10, 2017

Gestor recomenda matéria sobre o futebol feminino

Por: Romeu Castro
Sobre matéria do UOL

Caros leitores,

Compartilho artigo de grande relevância do UOL, com um diagnóstico sobre o Futebol Feminino do Brasil, através da entrevista anônima com 64 atletas participantes do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino da Série A1. 


O artigo mostra dados importantes, como a defasagem imensa dos salários das atletas. 


Em 1997, no primeiro Paulistana, com o dólar e o real em paridade de um para um, o maior salário da modalidade chegava aos 36 mil reais mensais em valores de hoje, o equivalente à época, a 12 mil dólares americanos. 


O maior salário declarado na atualidade, é de apenas R$ 5.200,00. Os salários médios atuais, são inferiores à remuneração que as atletas campeãs brasileiras pelo Saad EC recebiam como ajuda de custo no mesmo ano, mas na categoria sub-17, e não no adulto.


Outros temas de imensa importância como o assédio às jogadoras, o nível das comissões técnicas os fatores que motivam os sonhos das nossas meninas também foram abordados, e merecem reflexão.

 
No final de semana em que se iniciam duas competições importantes para a modalidade, como o I Campeonato Paulista Sub-17, e o Campeonato Brasileiro da Série A, e também se dá o coroamento da semana dedicada à mulher, e por isso é importante retomarmos o debate e a combatividade. 


O Raio X apresentado pelo UOL, comprova que a demagogia não produz transformações, e que a presença de pessoas desprovidas história e paixão na gestão da modalidade, comprometem seriamente o futuro de inúmeras gerações. 


Texto muito bem fundamentado da 
Juliana Cabral, publicado nesta semana pela ESPN, também revela a dicotomia entre a presença de uma mulher de inquestionável paixão e lutas pelo Futebol Feminino, a nossa estimada ex-atleta Emily Lima, no comando técnico da nossa Seleção principal, e a falta de ação dos gestores na busca de adversários e competições que permitam um diagnóstico sobre a evolução do trabalho. 


Portanto, mais do que nunca, as nossa mulheres de ouro precisam da reflexão e da ação na defesa de tantos sonhos e também das conquistas do passado.

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 clique no link acima e vá para a matéria 
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terça-feira, março 07, 2017

INDÚSTRIA ESPORTIVA: A IMPORTÂNCIA DE BUSCAR PROFISSIONALIZAÇÃO

 

Indústria esportiva: a importância de buscar profissionalização

A indústria esportiva exige de seus profissionais muito mais do que apenas boa formação escolar e/ou acadêmica. Expressar engajamento, propor e realizar inovações e fazer a diferença é essencial para quem deseja construir uma carreira na área. Ou seja, as oportunidades são aproveitadas por pessoas capacitadas.
Se você possui um currículo bem composto, com cursos e especializações relevantes, suas chances serão bem maiores. Para o atual cenário, a profissionalização é uma necessidade, pois, além de conhecimento e qualificação, a indústria esportiva busca profissionais que possam se distinguir no mercado.
É sobre isso que falaremos no artigo de hoje! Vamos começar mostrando as principais características de um bom profissional para que você possa entender melhor porque é importante buscar profissionalização. Confira!

1. AS 6 PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE UM BOM PROFISSIONAL

CONHECIMENTO ESPECIALIZADO

Em primeiro lugar, um bom profissional é reconhecido por seus conhecimentos especializados. Em seu caminho rumo à profissionalização você deverá estabelecer um compromisso pessoal profundo para desenvolver e melhorar constantemente suas habilidades e obter a formação necessária para embasar seus conhecimentos.
Nem todos os segmentos da indústria esportiva possuem um núcleo estável de conhecimentos (e cursos superiores correspondentes) ou exigem formação superior para sua prática e, por isso, há excelentes profissionais no mercado que não possuem formação universitária.
O que importa, entretanto, é que você trabalhe de maneira séria e responsável, dominando os conhecimentos especializados necessários para obter sucesso em sua área de atuação dentro da indústria esportiva. Manter esses conhecimentos sempre atualizados permitirá a você continuar, por longos anos, oferecendo o melhor trabalho possível.

COMPETÊNCIA

Ser profissional implica em cumprir sempre sua tarefa, ser confiável e manter suas promessas. Se surgirem circunstâncias que o impeçam de cumprir aquilo com o que se comprometeu, você será capaz de manter as expectativas e fazer o melhor ao seu alcance para corrigir a situação.
Profissionais não dão desculpas: eles focam em encontrar soluções.

HONESTIDADE E INTEGRIDADE

Qualidades como honestidade e integridade são centrais para qualquer profissional respeitado. Isso significa manter a sua palavra e se tornar confiável por causa disso, além de nunca comprometer seus valores e fazer sempre a coisa certa (mesmo quando este for o caminho mais difícil).
Verdadeiros profissionais são humildes: se algum projeto ou tarefa estiver além de suas capacidades, eles não veem problema em admitir. Pedem ajuda quando necessário e estão sempre dispostos a aprender com os outros.

RESPONSABILIDADE

Os profissionais se responsabilizam por seus pensamentos, palavras e ações, especialmente quando cometem um erro. Essa responsabilidade pessoal está intimamente ligada à honestidade e à integridade que formam o escopo ético do profissionalismo.

AUTOCONTROLE

Essa característica aparece quando, mesmo sob intensa pressão, o profissionalismo é mantido. Ao relacionar-se com um cliente, chefe ou colega de trabalho irado, o verdadeiro profissional mantém uma atitude calma e propositiva, fazendo tudo ao seu alcance para resolver a situação da melhor forma em vez de ficar chateado.
Profissionais genuínos demonstram respeito pelas pessoas ao redor, independentemente de seus cargos ou posições. Exibem um alto grau de autocontrole, levando em consideração os sentimentos e necessidades dos outros, não deixando que problemas pessoais interfiram em suas atividades de trabalho.

CUIDADO COM A IMAGEM

A imagem é um aspecto que não deve ser desconsiderado. Profissionais não aparecem para trabalhar mal vestidos ou com cabelos desgrenhados. Eles sabem a importância de se vestir adequadamente em cada situação para exalar confiança e merecer o respeito de quem os cerca.

2. CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS PARA SE TORNAR UM PROFISSIONAL DA INDÚSTRIA ESPORTIVA

Como você pôde ver a partir dessas características, os profissionais da indústria esportiva estão entre as pessoas mais respeitadas e valorizadas no mercado. Eles são um ativo valioso para as empresas e organizações em que atuam!
Aqueles que são reconhecidos como excelentes profissionais são os primeiros a serem considerados em promoções, recebem projetos e tarefas lucrativas e são, em geral, bem-sucedidos em suas carreiras.
A partir dos elementos que constituem o profissionalismo, veremos quais atitudes você deverá adotar para se tornar um excelente profissional:

CONSTRUA EXPERTISE

Não deixe que seu conhecimento e suas habilidades fiquem desatualizados. Faça um compromisso consigo mesmo para criar expertise. Busque informações para estar sempre atualizado quanto à indústria esportiva.

DESENVOLVA SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Como profissional, é muito importante que você possa sentir empatia pelas pessoas que trabalham ao seu lado e com as quais você se relaciona. Para oferecer a clientes e colegas de trabalho exatamente aquilo que precisam, é fundamental que você seja um bom ouvinte.
Se desejar atingir um alto nível de profissionalismo, concentre-se no desenvolvimento de sua inteligência emocional.

HONRE SEUS COMPROMISSOS

Sempre que realizar uma promessa a um chefe, colega ou cliente, faça todo o possível para mantê-la. Se parece que você não será capaz de cumprir o prazo ou realizar uma determinada ação, deixe aqueles que aguardam a realização da tarefa saibam assim que possível.
Todavia, evite entrar em uma situação assim e se comprometa apenas com aquilo que você sabe que conseguirá cumprir. Não se acostume a pedir desculpas — em vez disso, concentre-se em atender a todas as expectativas da melhor maneira possível.

SEJA EDUCADO

Seja gentil, educado e demonstre bons modos a todos com os quais entrar em contato — seja qual for sua função específica. Isso pode soar como um clichê, mas causa um inegável impacto positivo, beneficiando sua imagem e a forma como as pessoas o veem.

TENHA AS FERRAMENTAS DE QUE PRECISA

Você não deve se apresentar a uma reunião de trabalho sem as ferramentas necessárias para cumprir bem suas tarefas. Prepare-se com antecedência e confira sempre seu material de trabalho para se assegurar que não deixou nada em casa. Evite assumir a realização de atividades para as quais não se sinta suficientemente apto.
Ao se tornar um bom profissional, você deverá estar sempre preparado. Isso requer planejamento, pontualidade e atenção. Foque na melhoria de sua gestão do tempo e esteja sempre no controle, impedindo que imprevistos o peguem de surpresa.
Como vimos, tornar-se um profissional na indústria dos esportes não é uma das mais fáceis tarefas. No entanto, além de aumentar suas chances de conseguir o trabalho dos sonhos, pode ajudar você a adicionar mais ao esporte, elevando o nível das atividades praticadas e premiando-o com um senso de realização impossível de se obter em outras áreas.
E então? Gostou do artigo? Assine a nossa newsletter e fique por dentro de todas as novidades da indústria esportiva!

sexta-feira, fevereiro 24, 2017

Conmebol começa a investir no Futebol Feminino – Programa de Evolução!

fifaconbeol
A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), após apresentar o novo regulamento do pacote de licenciamento, de acordo com a FIFA e a CBF, vem modificando a realidade da modalidade. Após proibir os Clubes que não tiverem equipes femininas competindo em campeonatos nacionais de participar da Copa Libertadores de 2019, vários clubes começaram a abrir os olhos para a modalidade, começando a abrir equipes, peneiras…
Veja o trecho do regulamento a seguir:
  • “O solicitante (a disputar a competição) deverá ter uma equipe feminina ou associar-se a um clube que possua a mesma. Ademais, deverá ter ao menos uma categoria juvenil feminina, ou associar-se a um clube que possua a mesma”
  • “Em ambos os casos, o solicitante deverá prover suporte técnico e todo o equipamento e infraestrutura (campo de jogo para disputa das partidas e de treino) necessários para o desenvolvimento de ambas as equipes em condições adequadas”, acrescenta.
  • “Finalmente, exige-se que ambas as equipes participem de competições nacionais ou regionais autorizadas pela respectiva associação membra”, explica o documento.
O Coordenador de Futebol Feminino da CBF, Marco Aurélio, comentou sob o cenário brasileiro:
“Peço que os clubes brasileiros com o licenciamento se organizem para fazer crescer a modalidade. A CBF já subsidia as competições e paga os custos operacionais e logísticos. O clube só precisa montar uma equipe e comissão técnica e manter seus salários. Não é difícil. Dá para fazer. No futuro dará muito retorno. Hoje, estamos quebrando o preconceito. Pais querem ver suas filhas jogando futebol. A maior dificuldade é vocês acreditarem que é preciso ter um time feminino. Não tenham medo de ter um time feminino”
A partir disso, a Conmebol, irá destinar aproximadamente um milhão de dólares por ano para cada Federação do continente, a partir do  Programa Evolução, que significará “a maior distribuição de fundos da história” para os associados, potencializando e trabalhando  em prol do crescimento da modalidade, visando a superação das barreiras que ainda impedem que o Futebol Feminino se torne tão popular quanto o Masculino.
Montevidéu, 22 de fevereiro de 2016. Créditos: Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL)
Montevidéu, 22 de fevereiro de 2016. Créditos: Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL)
O programa tem planejamento para ocorrer durante 2017 até 2018, com o objetivo de capacitar profissionais, clubes e técnicos de todas as categorias, construção de campo, entre outros, tendo como base: Capacitação, Infraestrutura, Competências, Boa Administração, pois não basta apenas montar uma equipe, tem que dar uma estrutura digna para que o trabalho possa ser realizado pelos profissionais da modalidade da melhor forma possível!
Além disso  destacam-se: a organização de 22 competências, o desenvolvimento de 15 cursos de arbitragem no eixo de capacitações e, no que diz respeito a infraestrutura, está prevista a construção de um Centro Tecnológico Arbitral, para estar na vanguarda da arbitragem e fazer um esporte cada vez mais justo, tendo o jogo limpo como bandeira.
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quinta-feira, fevereiro 23, 2017

A revolução no futebol brasileiro não será televisionada

AMIR SOMOGGI
O futebol brasileiro parou no tempo. CBF, federações estaduais e clubes vivem um subdesenvolvimento no campo das ideias, que afasta nosso mercado de qualquer possibilidade real de evolução.
No último domingo tivemos mais uma prova desse mundo arcaico do nosso futebol. O clássico paranaense Atletiba, sem transmissão pela TV aberta e fechada, seria transmitido apenas no Youtube.
Entretanto por uma artimanha da Federação Paranaense de Futebol (FPF) esse passo importante para o futebol nacional não ocorreu. Mas de 20 mil pessoas na arena do Atlético-PR foram impedidas de assistir à partida.
Milhares estavam aguardando ansiosas na internet.
Com a desculpa que a equipe que faria a captação das imagens e a transmissão online não estava credenciada, a FPF proibiu que pela primeira vez um jogo de futebol no Brasil fosse somente disponibilizado no Youtube.
De forma corajosa Atlético-PR e Coritiba se recursaram a realizar a partida. A Federação, mesmo sem ter direito sobre esse conteúdo, de forma autoritária proibiu sua transmissão.
Se os clubes não aceitaram os valores ofertados pela RPC, tinham sim o direito de transmitir via streaming sua partida, o mais importante componente atual da industria do esporte global. O streaming, com a transmissão online atinge bilhões de pessoas ao mesmo tempo em todo o mundo, nada se compara a esse potencial.
A dupla paranaense pode ser considerada precursora de uma revolução que está em curso, a transmissão online de jogos de futebol no Brasil. E essa revolução não será televisionada!
A partir do momento que os times se derem conta da força da internet, e do streaming, sem dúvida chacoalharão as estruturas do futebol brasileiro.
O Youtube, de propriedade do Google, uma das mais importantes empresas do planeta e tem a marca mais valiosa.
Obteve faturamento em 2016 de US$ 90 bilhões e lucro líquido de US$ 20 bilhões, é um player imbatível.
Em 2013 faturava US$ 56 bilhões e cresce junto com o avanço da internet.

Google

Domina há anos as receitas publicitarias online, além de utilizar ferramentas modernas antenadas com o que de mais avançado se pratica atualmente.
É mais rico que qualquer emissora de TV, e também muito mais inteligente.
Assim, a partir do momento que o futebol brasileiro tiver o aparato tecnológico do Google, ficará muito mais complicado de se manter essa visão arcaica e antiquada da gestão de conteúdos de futebol no Brasil.
Os jovens não assistem mais TV como seus pais e avós faziam. No Brasil de hoje, há mais audiência em vídeos na internet, do que na TV aberta.
Isso significa que a revolução já começou, menos no nosso futebol.
E o Google já se enveredou para o futebol. A Copa do Rei da Espanha está sendo transmitida pelo Youtube, com um custo por partida de aproximadamente € 4,99. Uma verdadeira revolução!
Por meio do streaming, o Youtube tem um alcance muito maior que a TV aberta e fechada. É incomparável! Sem falar que permite que mais torcedores tenham acesso ao conteúdo.
Os ganhos são globais e não mais nacionais e em muitos casos regionais.
A revolução do futebol brasileiro passa por essa nova era, das transmissões online.
NBA já mostrou o caminho.
A NBA dos EUA foi uma das pioneiras em investir em transmissão online de seus jogos e os resultados foram muito positivos. Em 2012, as receitas de transmissão da liga estavam estagnadas em US$ 930 milhões por ano.
Com a criação do NBA League Pass, os torcedores ao redor do planeta podem pagar diretamente para a NBA e acompanhar os jogos por streaming.

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Essa decisão foi tão acertada que os valores com os direitos de transmissão já superaram US$ 2,6 bilhões por ano.
Em 2017, a expectativa da NBA é que salte para US$ 3,6 bilhões anuais.