Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."
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domingo, julho 21, 2013

Padrão tático e cultura tática

Veja <COMENTÁRIOS>

Benê - CópiaPor Benê Lima

O padrão tático é a fotografia de uma equipe, e sua leitura depende fundamentalmente da cultura tática de quem o lê, assim como na fotografia

Tenho resistido em ceder ao impulso de escrever sobre o tema, primeiro porque não me considero a pessoa ideal para sobre ele ditar cátedra, depois pela descrença da maioria das pessoas sobre o tema. Os mais velhos porque não possuíram nem viveram o boom da cultura tática, os mais jovens porque a veem como mero exercício de dissuasão da complexidade, querendo torná-la a todos acessível e usando-a para tentarem abalar a importância dos técnicos de futebol, desse modo mantendo a ideia vigente de que a onda mudancista que sobrevive em torno da troca do técnico, sustentará os times e suas direções, salvando também os jogadores.

Padrão de jogo

É o mais geral e abrangente modelo de uma equipe, visto que representa o seu todo, englobando tanto o padrão tático quanto o padrão técnico. Portanto, desse ponto de vista, não é aceitável confundi-lo com padrão tático, embora seja este o que mais influencia o padrão geral de jogo das equipes.

Padrão técnico

O padrão técnico, em tese, é o que menos depende da atuação do treinador, em razão de boa parte dele ter origem na formação do atleta e especialmente na sua capacidade individual de habilidade e talento, bem como da compreensão do aspectos técnicos de sua expressão com a bola. Ele pode ser melhorado, posto que passes, chutes, recepção e condução de bola, drible e finta, todos estes elementos da técnica podem ser aperfeiçoados.

Padrão tático 

Aqui é onde o técnico exerce maior influência coletiva sobre a operacionalização do jogo e sobre o desempenho coletivo da equipe. É nesse estágio que o planejamento de jogo, como um dos pressupostos da formação do padrão tático entra em cena, mas muito mais como modelagem do padrão tático e não a ele se sobrepondo.

É ainda neste estágio que identificamos mais facilmente a plataforma estática de jogo com suas dinâmicas e variações, onde podemos também observar as transições defensivas e ofensivas, o nível da compactação, a geometria no desenvolvimento das jogadas, a profundidade ofensiva de seu jogo, entre outras situações.

Aqui também, desde que o observador possua acuidade e sensibilidade em sua cultura tática, pode-se ter vislumbres até mesmo do tipo de periodização tática utilizada, bem como lampejos dos elementos do plano tático maior, aquele que contempla princípios, subprincípios e sub-subprincípios e seus derivativos.


Com o objetivo de facilitar o entendimento e propor uma compreensão de modelos de padrão tático, tratamos aqui de uma questão pungente para uma de nossas equipes cearenses – o Fortaleza –, cujo comandante técnico é Hélio dos Anjos, experiente e detentor de inegáveis conhecimentos. Claro que ele pode discordar de alguns elementos que aqui propomos, e terá dupla autoridade para isso. Primeiro porque é o autor da “fotografia” que sua equipe nos passa; depois porque pode ter a sua mercê maiores melhores elementos do tecnicismo e do cientificismo que nós. Natural.

Na figura abaixo, podemos observar um instantâneo da plataforma tática do Fortaleza, que principia o funcionamento de seu padrão tático. Na figura há uma disposição um tanto frouxa dos jogadores, mas cada um deles cumpre funções e posicionamentos que se complementam e se completam entre si, por isso preferi não dispo-los em figuras geométricas perfeitas, exatamente para lembrar que cada um deles tem funções similares, mas também distintas a cumprir.

Outro fator que merece ser observado com atenção, são as peculiaridades relativas a determinados jogadores, como um meia canhoto que se posiciona mais pela direita (Guaru), são volantes que usualmente não jogam em linha (Jaílton e Esley), é um meia híbrido que tem de meia e de volante (Jackson) e que transita da esquerda para o meio, é um segundo volante que tanto faz a sobra quanto sai para dar apoio ao ataque como armador (Esley), são atacantes que se alternam como referência e que também jogam abertos, enfim.

FOR - Padrão tático defensivo

A imagem meramente ilustrativa abaixo, no que pese sua singeleza, creio que expressa uma ideia da dinâmica da movimentação da equipe do Fortaleza, donde podemos inferir certos elementos do plano tático e de algumas estratégias de jogo. É evidente que nenhuma equipe consegue tamanha compactação em circunstâncias normais de jogo, mas esta é a figura idealizada de uma situação pontual que assistimos neste domingo (21) frente ao Brasiliense, embora os jogadores envolvidos já não tivessem exatamente esta numeração.

Nesta situação típica de uma potente transição ofensiva, observamos não o pressing (coisa rara entre nossos times), mas uma pressão vertical e certa pressão na recuperação da bola, o que permitiu posse e domínio.

O que muitas vezes as pessoas se perguntam, é por que tal situação não se traduz em gols. Mas não vejo dificuldade em compreendermos essa questão. Afinal, como um processo de interação, o jogo precisa de um encaixe em suas diferentes fases (construção, elaboração, semifinalização e finalização), sem o quê o adversário assimila a pressão e consegue fazê-la eficiente, mas sem eficácia. Hoje vimos isto.

FOR - Padrão tático ofensivo

A questão aqui proposta é mais de valorizar o aspecto tático do futebol, e menos de provar a competência ou incompetência de quem que seja. Sem presunção alguma, seria fácil apontar alguns equívocos do técnico Hélio dos Anjos, mas não vejo relevância nisto pela consciência que tenho da importância de seu trabalho.

Como disse noutro artigo, Ceará e Fortaleza precisam encarar suas situações contraproducentes e tentar interagir com elas e com seus responsáveis, a fim de que suas equipes possam incorporar um melhor padrão técnico, tático e de jogo.

(Ilustração do 4-4-2 diamante, também conhecido como 4-1-2-1-2)

Tática - 4-4-2_diamond

(Não há bibliografia a citar, haja vista que nada do que aqui está é fruto de pesquisa.)

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sábado, julho 20, 2013

Os prós e contras de Sérgio Guedes

Por Benê Lima

O respeito ao trabalho dos técnicos e comissões técnicas e seus treinadores deve fazer parte da análise de qualquer cronista

Evito o expediente de atribuir nota ao trabalho do técnico de futebol , visto que isso nos coloca, pelo menos aparentemente, numa desconfortável condição de pretendermos saber mais que eles. E isto nem condiz com nossa pretensão nem reflete a realidade dos fatos. Afinal, o mais natural é que mesmo teoricamente os técnicas saibam mais que nós. Portanto, separemos aqui o que é a seara do técnico do que é a do analista. Neste ponto, vale dizer que não é lícito exigir de nós cronistas que concorramos com os técnicos e treinadores na aplicação dos treinamentos. Afinal, não é esta nossa missão. O exercício do nosso papel portanto, restringe-se a tentarmos identificar as nuances daquilo que pode ou não resultar do trabalho da comissão técnica. Nada mais.

O que pode ser acrescentado a essa análise, provém da condição do analista de possuir em sua formação uma bagagem de conhecimento que perpasse diferentes aspectos culturais e intelectuais, o que lhe permite uma mais rica abordagem do futebol, à luz das ciências humanas.

Considero irrelevante determinadas preferências do técnico – seja ele quem for - por esse ou aquele jogador. O que me parece relevante é se as atribuições confiadas ao atleta foram por ele cumpridas no limite de sua capacidade. A propósito, sabe-se que Sérgio Guedes há demonstrado, pelo menos por enquanto, preferência pelo atacante Macena em detrimento a Lulinha. Do ponto de vista da confiança, não vejo dificuldade em compreender a posição do técnico. O que é inaceitável é que não se tente integrar Lulinha por inteiro ao bloco dos essenciais ao grupo, a fim de torná-lo verdadeiramente uma opção tática relevante.

É líquido e certo que Sérgio Guedes equivocou-se em suas opções para enfrentar o Bragantino. Havíamos alertado em nosso programa diário de rádio – o Companhia do Esporte - para o fato de que Benazzi havia dado a este time a característica da pegada. Outra característica usual às equipes de Benazzi é a preferência por três zagueiros. Levados estes dois fatores na devida conta, o que se viu foi o poder de fogo do Ceará praticamente anulado pelo adversário. Portanto, eis a caracterização do erro conceitual de Guedes.

Todavia, vendo cair por terra seu planejamento tático, Sérgio Guedes teve o mérito de uma reação imediata, não esperando sequer o intervalo da partida para promover a primeira substituição em sua equipe. Sacou o meio-campista Eusébio, completamente perdido e inoperante em campo, colocando o atacante Adriano Pardal em seu lugar. Em tese, isso tornaria a equipe mais ofensiva, além de modificar sua estrutura tática e sua dinâmica, passando de uma plataforma tática 1-4-3-1-2 para 1-4-2-1-3. Outra providência que havia sido tomada foi a mudança de posicionamento entre João Marcos e Diogo Orlando, em razão do gol sofrido pelo setor direito da defesa alvinegra. Diogo não dava conta da velocidade do armador Thiaguinho, apoiado pelo lateral Rafael Costa. Como João Marcos tem mais velocidade e consegue diminuir os espaços e fazer uma marcação mais próxima, passou a cair pelo setor.

(A imagem abaixo ilustra a facilidade do sistema de marcação do Bragantino até a saída de Eusébio.)

Tática - Bragantino x Ceará 01

Após a entrada de Adriano Pardal, o Ceará passou a jogar com três atacantes, desse modo eliminando a sobra da zaga do Bragantino, que teve de recuar um volante para voltar a ter o homem da sobra. Isso também equilibrou a disputa no meio-campo e o Ceará pode transitar com um pouco mais de desenvoltura naquele setor, transferindo um pouco mais de força ofensiva à equipe.

(Veja na imagem abaixo o quanto o Ceará ganhou taticamente em seu repertório de jogadas, em profundidade e na amplitude das mesmas.)

Tática - Bragantino x Ceará 01[56]-MOTION

Podemos dizer portanto, que o equívoco em sua atitude proativa tirou pontos do desempenho do técnico Sérgio Guedes, sobretudo pelo gol sofrido antes que a correção viesse. No entanto, temos que considerar a atitude reativa relativamente rápida do técnico, que ainda na primeira etapa, por volta dos 35 minutos, trocou  uma peça, mudou o esquema tático e reposicionou sua equipe.

Vale registrar que fora da alçada do técnico alvinegro, o grosso do desempenho técnico individual da equipe ficou abaixo da média e do potencial dos jogadores, situação que, ao contrário de maximizar o trabalho do técnico, acabou por minimizar seus efeitos.


ENTENDA A FUNÇÃO TÁTICA DE UM JOGADOR

RichelyAtleta: Richely

Tem a função de puxar os contra-ataques, ajudando a fazer a transição ofensiva pelo setor direito; marcar a saída do zagueiro da esquerda e do volante do mesmo lado; dar apoio defensivo ao lateral-direito na ausência do volante e com ele (lateral) dialogar na jogada ofensiva, além de fazer a aproximação com o Magno.


Autor: Benê Lima

segunda-feira, julho 08, 2013

A hibridez de Scolari é transgênica

Há mais espaço para Parreira influenciar Felipão que para este abalar as convicções daquele


Por Benê Lima


As mudanças observadas no técnico da seleção brasileira não me parecem resultado de uma lavagem cerebral. Prefiro vê-las como um processo de interação entre ele e seu auxiliar técnico. O maior mérito de Scolari é ter sido receptivo à influência de Parreira, visto que da soma dos dois nos parece surgir um mais rico componente metodológico em termos de treinamento desportivo.

Nem Parreira e menos ainda Felipão possuem mentalidade declaradamente neoprogressista, mas é inegável que essa ‘transgenicidade’ tem feito bem aos dois, e de modo mais especial ao escolado Scolari. E essa espécie de subversão auto-imposta ao conservadorismo de ambos, tem resultado num novo ‘genoma’, que tanto em sua expressão verbal quanto em concepções de princípios e subprincípios do jogo tem-se mostrado mais elaborado e eficaz.


E o melhor é que além do parâmetro produtivo que pudemos observar – que de fato é o mais confiável -, viu-se ainda a corroboração deste pela ótica da conquista do título. Isso terá efeito dos mais positivos na preparação da equipe, trazendo de volta a tão necessária confiança nas potencialidades da equipe e a convicção de que o trabalho está no rumo certo.

O próximo desafio que a comissão técnica da seleção brasileira deve colocar para si é o de fazer acréscimo às propostas de jogo, estando atenta não só ao que se passará no futebol mundial, especialmente no europeu (sem perder de vista o asiático), mas também ficar atenta à performance dos brasileiros, sejam os daqui sejam os de fora do país, a fim de que possamos chegar à Copa 2014 mais uma vez renovados pela possibilidade de upgrades e ‘F5’.

Vigiemos e teclemos.
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segunda-feira, junho 06, 2011

Lições táticas do confronto entre Barcelona e Manchester

Barcelona 3 vs 1 Manchester United
Conheça algumas lições táticas do duelo entre os dois gigantes europeus pela final da Uefa Champions League

Eduardo Barros

Já se passaram alguns dias da final da Uefa Champions League. Tal fato pode dar a falsa impressão que a discussão dos acontecimentos da decisão de Wembley já não é mais relevante. No entanto, profissionais do futebol que almejam sucesso em sua carreira precisam ver, rever e aprender em cada lance do belíssimo confronto entre Manchester United e Barcelona.

Alguns comportamentos de jogo da equipe espanhola são conhecidos por todos. A posse de bola no campo de ataque, a clareza para fazê-la circular com Xavi e Iniesta, os apoios constantes de Dani Alves e a imprevisibilidade com a bola nos pés de Lionel Messi são pronunciados desde a mídia especializada ao mais simples torcedor e admirador de futebol.

Sobre a final, quem acompanhou os noticiários esportivos ou assistiu à partida provavelmente observou os diversos comentários em relação à equipe inglesa, que iniciou o jogo pressionando o adversário, porém, aos poucos, esta pressão foi diminuindo e permitindo que o Barcelona conseguisse impor suas características de jogo.

Essas informações são suficientes para a grande maioria das pessoas. No entanto, são superficiais para quem pretende ser um bom profissional do futebol. Ler o duelo, realizar suas interpretações, pensar suas decisões caso você fosse um dos integrantes do corpo técnico das equipes e imaginar como construiria uma estratégia vencedora é um exercício trabalhoso, de certa forma utópico, porém, fundamental para seu aperfeiçoamento e crescimento profissional.

Vamos ao jogo:

O Manchester, assim como toda a imprensa afirmou, começou pressionando os comandados por Pep Guardiola. Para isso, a equipe de Ferguson subiu em bloco alto e realizou pressing zonais conforme exemplificado no vídeo abaixo:
 


 

Durante todo o primeiro tempo, a quantidade de ataques ao adversário (no centro do jogo), seja em ações defensivas ou em ações de transição defensiva, visando pressioná-lo em espaço e tempo para agir, foi:



 

Com o bloco alto e tentativas constantes de forçar o erro do Barcelona, a equipe inglesa teve com Park e Rooney os principais jogadores para aplicar essa forma de jogar. Giggs e Carrick, mais acostumados com a estruturação de espaço zonal sem ações de recuperação da posse, foram ineficientes nesta função defensiva e de transição defensiva.

Coletivamente, esta proposta dificultava a diminuição do espaço entre linhas da equipe. Com a subida dos atacantes e meias, implicava num posicionamento adiantado da linha defensiva que nem sempre acontecia. Em uma dessas indefinições, a linha não subiu, Carrick titubeou entre apressar e recompor, e após receber um passe de Iniesta, Xavi achou um espaço aberto no “muro inglês”, feito por Evra, e assistiu Pedro no lance em que o Barcelona fez 1 a 0. Veja toda a jogada:
 


 

Perdendo o jogo, teoricamente, a equipe inglesa deveria apresentar o mesmo comportamento do início da partida. Mas, no trecho abaixo, nota-se pela impaciência de Rooney que ele não acontecia.
 


 

Em contrapartida, a equipe catalã, em todo momento com seu característico jogo de recuperação da posse, pressionava o adversário, apressando-o e fechando suas linhas de passe, como pode ser visto no vídeo a seguir:
 


 

Para sobressair ao pressing dos comandados por Pep Guardiola, nenhum dos comportamentos padrão da organização ofensiva e da transição ofensiva do Manchester United ocorreram com frequência. Fábio e Evra tiveram dificuldades em ampliar o espaço efetivo de jogo, a bola nunca chegava ao campo de ataque com Valencia desmarcado, Carrick não abria linhas de passe para Ferdinand e Vidic e, consequentemente, a bola não passava por Rooney, que gosta de tê-la para gerenciar a fase ofensiva inglesa. Tampouco os passes longos de Van der Sar chegavam ao setor pretendido (à sombra de Valencia, sempre estava Abidal). Como resultado, inúmeros foras de jogo de Chicharito originários das transições ofensivas verticais ao longo do primeiro tempo.

Com 15 minutos de intervalo e igualdade no placar, uma pausa para recuperação física-técnica-tática-emocional e um tempo precioso para ajustes estratégicos e intervenções dos coaches. Na volta ao campo, as ações de pressing realizadas pela equipe inglesa reduziram-se consideravelmente, conforme pode ser observado no quadro abaixo:



 

Durante todo o segundo tempo, a confirmação do que tornou a equipe espanhola o melhor time do mundo e que foi esboçado nos primeiros 45 minutos. Os ingleses não entraram para a segunda etapa com um jogo em alta velocidade de recuperação da posse. Ao todo, foram 101 ações de pressing, contra 94 ações realizadas pelo Barcelona, porém, os ingleses tiveram somente 22min11seg de posse de bola (37%) contra 38min54seg (63%) do adversário.

No gol sofrido aos oito minutos do segundo tempo, em quase 30 segundos de posse de bola, o Barcelona desmontou as duas “linhas de 4” inglesas, em que Evra ficou marcando Villa individualmente e Giggs aberto e recuado demais, atento com a descida de Daniel Alves. Com isso, sobraram alguns metros para Messi conduzir, arrematar e fazer o seu primeiro gol em território inglês.
 


 

O restante da história todos já sabem: predomínio da bola com Xavi, Messi, Iniesta, Busquets e cia, e mais um gol para a definição do título, num jogo em que as ações inglesas em nenhum momento foram superiores à contra-estratégia espanhola. Seguramente, diversas lições ainda poderão ser tiradas deste confronto à medida que ele for assistido outras vezes.

Para terminar, Alex Ferguson afirmou que buscará melhorar para enfrentar a melhor equipe do mundo em outra oportunidade.

E você, leitor, como venceria o Barcelona?

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