Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."
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sexta-feira, agosto 29, 2014

Futebol começa a ganhar o cotidiano nos Estados Unidos

Presença em bares e lojas fica evidente em Nova York

Por Erich Beting - Nova York (EUA)

 

 

Fila de imigração no aeroporto JFK, em Nova York. O funcionário começa a rir quando eu digo que sou jornalista esportivo. E faz a piada: “deve ter sido difícil na Copa do Mundo, hein?”. Na hora em que lembramos dos 7 a 1, ele faz novo gracejo: “melhor agora é pensar no tênis”.

A brincadeira do funcionário da imigração é um indício de que o futebol parece estar mais presente no cotidiano americano. Depois, nas ruas de Nova York, mais uma vez o soccer dá o ar da graça. Numa loja de esporte, a Puma coloca, bem na entrada, as novas camisas do Arsenal. Numa outra, de brinquedos, é a vez do New York Red Bull, New York City FC e Major League Soccer estamparem artigos infantis logo na entrada dos três andares da loja.

A presença mais sólida do futebol no cotidiano americano tem, aos poucos, mudado a relação das pessoas com o esporte. Na porta dos bares, além do anúncio de transmissão de eventos tipicamente americanos, como beisebol, as partidas da Liga dos Campeões da Europa são destacadas. Da mesma forma, nas lojas de artigos esportivos, há um aumento da oferta de produtos ligados ao futebol.

Nova York será a primeira cidade a abrigar duas equipes na MLS, a liga de futebol. Em 2015, NYCFC, espécie de franquia do Manchester City, passará a disputar a competição. No ano passado, a MLS teve média de 18.600 torcedores por partida, a terceira maior entre as ligas esportivas americanas, atrás apenas do futebol americano e do beisebol.

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quarta-feira, agosto 31, 2011

Futebol da (dá) televisão: moldurações audiovisuais

Proposta é investigar a consolidação de práticas que viriam a se constituir na atual linguagem das transmissões televisivas do futebol, desvendando, no processo, a construção da ethicidade televisiva
Marcio Telles da Silveira

Introdução

Há quem argumente que assistir a um jogo de futebol na televisão não tem a mesma graça de assisti-lo no estádio. Na perspectiva desse trabalho, tal comparação é injusta: trata-se de duas coisas distintas. A fruição no estádio é uma experiência mais informativa para quem entende de futebol, mas a televisão não parece se preocupar com isso: ela empurra a experiência de uma partida ao extraordinário.

Nesta pesquisa, estudaremos como ocorre a reconstrução televisiva desse esporte. Nosso objeto mostrou-se escorregadio: como apontamos no título, a identidade televisiva do futebol não é criação da televisão, mas já existia virtualmente desde sempre. Esse jogo que é “maior do que a vida” (como certa vez disse um treinador britânico) é dramático como uma novela, possui uma legião de fanáticos espectadores e vai ao ar ao menos uma vez por semana – além disso, há neles marcas que o distinguem de outros esportes que seriam facilmente assimiladas pela televisão. Ou seja, o futebol sempre deu televisão, mesmo antes de ela existir – seus agentes é que demoraram a perceber isso.

Ainda assim, é inegável que a televisão alterou a dinâmica do futebol praticado em campo. Esperamos que, ao final da leitura, o leitor perceba que o jogo hoje atuado dentro de campo é construído visando sua reatualização como produto televisivo. O futebol sempre deu televisão (sua macroestrutura virtualmente comportava isso), mas o futebol da televisão está em via de tornar-se outro esporte, mais uma entre as dezenas de variantes de futebol atualmente jogadas no mundo.


Futebol da televisão

A era do futebol da televisão tem seu marco zero a 16 de setembro de 1937, quando a estatal inglesa BBC transmitiu para alguns poucos televisores o amistoso entre o clube londrino Arsenal e seus reservas, em jogo especialmente preparado para a ocasião. No ano seguinte, ocorreria a primeira partida internacional televisionada, entre Inglaterra x Escócia, a 9 de abril de 1938, mesmo ano em que aconteceram as primeiras  transmissões de corrida de barco (2 de abril) e críquete (24 de junho). Porém, coube aos Jogos Olímpicos de 1936, realizados em Berlim, a “honra” de ter sido o primeiro megaevento esportivo a ter transmissão televisiva – prevendo o imbricamento entre esporte, televisão e política que caracterizaria as teletransmissões esportivas ao longo do século XX.

Registros audiovisuais do futebol existem desde os primeiros anos do século passado, inclusive no Brasil. Segundo ORICCHIO (2006), a primeira filmagem brasileira de um jogo é Match Internacional de Futebol entre Brasileiros e Argentinos, de 1908, produzido por Antonio Leal, dono da maior produtora carioca da época, a Fotocinematografia Brasileira. O
mesmo autor contabiliza algo em torno de 60 filmes sobre futebol produzidos no Brasil até 1920, o que, segundo ele, é “muita coisa, mesmo se considerarmos a existência de uma ou outra repetição, ou seja, o mesmo filme apresentado com títulos diferentes” (p.54).

Nos mais de setenta anos entre a primeira transmissão e as atuais, não só a televisão mudou como também o futebol. Esse relacionamento muitas vezes conturbado entre futebol e televisão constituiu uma linguagem própria, criada através de um longo processo de experimentação, onde novos procedimentos – possibilitados por inovações tecnológicas – constantemente reorganizaram a dinâmica dessa linguagem audiovisual e do próprio futebol. 

Dentro da televisão, o futebol tornou-se outra coisa, aculturado pela cultura televisa – que, afinal, transforma tudo aquilo que com sua tela toca. Mesmo inconscientemente, os atores do futebol indicam a existência dessa nova identidade do futebol, que chamamos de sua ethicidade televisiva. É ela que está implícita, por exemplo, no comentário do jornalista Rodrigo Bueno sobre a partida entre Manchester United e West Bromwich, transmitida por
um canal por assinatura especializado em esportes:

Nossa, é como aqueles filmes de Hollywood. Até parece que alguém escreveu um roteiro: o time vencia com facilidade por 2x0, daí o outro empata. Então chama do banco dos reservas logo o jogador [Wayne Rooney] que está brigado com a torcida e o treinador. Só falta ele entrar e fazer o gol da vitória (transmissão da ESPN Brasil, grifo nosso).

Os jogadores também percebem a nova natureza do jogo. Em entrevista a uma revista esportiva, o português Cristiano Ronaldo, ex-Manchester United e hoje atuando no CF Real Madrid, argumenta:

Não devemos nos esquecer de que o futebol é entretenimento, e estou dedicado à arte de entreter. Nesse sentido, sou um showman, alguém que se preocupa em divertir quem paga um ingresso (RONALDO, 2010, p.63, grifos nossos).

Em livro sobre os bastidores do futebol europeu, o jornalista britânico David CONN (1997) olha desolado para o novo panorama do esporte em seu país. Impressionado com a higienização dos estádios ingleses, que baniu os tradicionais torcedores de classes operárias, trocou arquibancadas por poltronas e escancarou as portas das modernas arenas (outro termo significativo) à classe média e às elites financeiras, comenta: 

Algumas poucas pessoas aplaudiam [no estádio]. Então você pensa, se o [Manchester] United quer domesticar o futebol dentro da ‘indústria do entretenimento’ da classe média, porque a atmosfera [de um estádio de futebol] deveria ser diferente de outros lugares (...) como a ópera e o teatro? Por que deveria ter qualquer barulho durante a apresentação? Por acaso se aplaude no cinema? (CONN, 1997, p.50, tradução nossa).

É justamente o Manchester United o clube de futebol considerado mais valioso do mundo, em relatório montado pela revista de negócios Forbes: seu valor estimado é de 1,38 bilhão de euros, com receita anual de 327 milhões. É o resultado de uma política adotada desde o início da década de 1990, quando este e outros 21 clubes romperam com a federação local e venderam seus recém-criados direitos televisivos para a emissora a cabo de um australiano fã de críquete, para quem “futebol é jogo de favelado”.

Da noite para o dia, torcedores britânicos descobriram que precisavam pagar para ver (pay per view) o mesmo conteúdo que assistiram de graça por 40 anos na televisão aberta. Ao mesmo tempo, a mudança do futebol dentro do panorama televisivo alterou também seu status na sociedade inglesa, o que levou à escalada do preço dos ingressos – obrigando os velhos fãs de classes assalariadas a torcerem por seus times das poltronas de suas casas.

O slogan escolhido para lançar a Premier League na televisão a cabo não poderia ser mais propício: “Um jogo de bola completamente novo” (a whole new ball game), ressaltando não só a emergência de uma nova forma de competição, mas também de transmissão. Para CONN (1997), a propaganda da Sky parecia ressaltar que eles “haviam inventado o futebol”. De certa maneira, eles o reinventaram. 

No plano televisivo, o modelo de negócios e de transmissão do campeonato inglês tornar-se-ia ao longo da década no ideal a ser copiado em outros países (inclusive no Brasil).

As diferenças entre as transmissões da Copa de 1990 e a de 1994 só são comparáveis às mudanças entre 1962 e 1966, quando o intervalo deu origem ao Match of the Day da BBC, programa semanal que praticamente ergueu as pilastras da linguagem televisiva do futebol.

Todavia, as novidades de 1994 são muito mais extraordinárias: dollys laterais, gruas atrás dos gols, múltiplas câmeras – tudo feito para mostrar ao assinante aquilo que ele é “incapaz de ver de dentro do estádio”, mas que pouco importa informativamente: a whole new ball game.

Para ler a monografia na íntegra, clique 
aqui.

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segunda-feira, julho 11, 2011

Arenas brasileiras: um desafio para seus gestores

Planejar e executar a comunicação com a torcida é um grande desafio para os administradores das futuras arenas
Matheus Braga

Maquete da nova Arena Castelão, em Fortaleza

Nos últimos meses, temos visto muitas notícias sobre os estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. As notícias, em sua grande maioria, tratam sobre a construção dos estádios. Licitação, atraso nas entregas, valores acima do estipulado pela comissão brasileira em 2007 (quando ganhou o direito de ser sede), são os principais assuntos que vemos reproduzidos na mídia.

Mas, por ora, não vemos os jornalistas, torcedores, dirigentes de clubes, governo e administradores das arenas, preocupados com uma situação: a comunicação com o torcedor.

Especificaremos mais. No Brasil, nenhum estádio está apto para ser sede da Copa, por isso, os que serão, passam por reforma. Os outros continuarão antigos e com os problemas já conhecidos pelos torcedores brasileiros. Mas então, como será essa "transição de ambiente" entre um estádio antigo e o outro novo? O que quer dizer "transição de ambiente"?

Vamos exemplificar usando o Pacaembu e a Arena Palestra Italia. Imagine um torcedor que em certo domingo vai ao tradicional estádio municipal, que possui alguns banheiros químicos pela falta de sanitários comuns disponíveis, nenhuma higiene, torcedores urinando no chão em dias de clássico, nenhuma orientação dentro do seu espaço, nenhum lugar disponível para se alimentar, sem cadeiras visivelmente demarcadas, e no outro domingo esse mesmo torcedor vai a um estádio novo, com vários banheiros disponíveis e novos, opções para comer, cadeiras novas, tendo o direito de sentar no lugar comprado, etc.

Há uma grande diferença de ambiente. Utilizamos a Arena Palestra Italia como exemplo, pois está sendo construída com investimento privado, logo, a WTorre*, construtora do estádio, irá administrá-lo e desejará obter receita oriunda do mesmo. Dessa forma, é necessário se preocupar com esse "choque de ambiente". Mas estão se preocupando? Quais são as ações que estão tomando hoje para que o torcedor saiba qual será a diferença entre os estádios?

Vale lembrar que a grande maioria dos torcedores não sabe como é um estádio de primeiro mundo, moderno. Os gestores devem planejar uma comunicação com os torcedores o quanto antes, se possível. Sabemos o quão difícil é mudar a cultura dos povos. No Brasil, não temos o costume de sentar no lugar demarcado no ingresso, por exemplo, até porque é algo novo para nós, mas com a Copa, isso será obrigatório durante os jogos.

Os torcedores brasileiros não estão acostumados com isso. Não podemos deixar essa responsabilidade apenas nas mãos dos orientadores dentro do estádio nos dias de jogos. A comunicação deve partir dos organizadores, administradores dos estádios, pois utilizaremos os estádios após a Copa.

As pessoas tomam atitudes diferentes em lugares diferentes. Temos exemplos externos ao futebol. O Metrô de São Paulo é bem mais limpo e conservado do que os trens da CPTM. As administrações são diferentes, mas os serviços prestados são os mesmos. Atualmente, o Metrô faz uma comunicação com os seus usuários, tentando conscientizá-los de que a higiene e a conservação dos trens também dependem dos mesmos, com cartazes dentro dos vagões e com o condutor do trem falando ao microfone. É uma ação que visa uma melhora e que só saberemos o resultado depois de um tempo. Mas a tentativa é extremamente válida.

No futebol, caso não seja feita nenhuma ação de instrução pré-Copa com os brasileiros, como será o pós-Copa? Voltaremos a utilizar os estádios como utilizávamos antes? Depois de um ou dois anos, com banheiros sujos e pixados? Os estádios novos ficarão velhos em quanto tempo? E o legado que o governo brasileiro tanto menciona que teremos por sediar a Copa do Mundo?

A internet está cada vez mais presente em nosso cotidiano. Poderíamos usá-la fazendo vídeos comunicativos, mostrando como serão as Arenas, quais suas possíveis particularidades, entre outras coisas.

É com isso que precisamos nos preocupar. É muito difícil mudar uma cultura, ainda mais em pouco tempo. Por isso, governo e administradores dos estádios privados precisam agir o quanto antes, para que possamos não apenas realizarmos um grande evento, como é a Copa do Mundo de futebol, mas também deixar um legado verdadeiro e positivo para nosso país e para a modalidade brasileira.

*Tentamos contato com o WTorre para consultar se planeja alguma ação de comunicação, porém, não tivemos resposta.

Contato: http://www.twitter.com/@_mbraga

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quinta-feira, julho 07, 2011

A influência da regra no futebol feminino

Caso gols, tamanho de campo e o número de jogadoras fossem adaptados, iríamos ter um jogo mais atrativo?
Durante todo o mês de junho dedicamos espaço para discutir aspectos relacionados à seleção, formação e detecção de talentos. Como, obviamente, um mês não foi suficiente para esgotar o assunto, voltaremos com ele num futuro próximo em período oportuno.

Antes de iniciar com o texto desta semana, primeiro quero agradecer pelos comentários e discussões (presenciais ou à distância) que tive com muitos de vocês, leitores. Por favor, continuem usando esse espaço para interagir colaborando para o nosso progresso.

Voltando para o assunto da coluna propriamente dita, neste mês de julho, aproveitando o gancho da Copa do Mundo de futebol feminino, quero dedicar espaço às mulheres.

Antes que você pense que abordaremos aspectos da regra feminina (menstruação), quero esclarecer que o título da coluna não se refere a nenhum trocadilho e nosso foco será mesmo voltado para a regra do futebol. Não que a interferência da menstruação sobre o desempenho do futebol não seja interessante. Podemos até discutir este assunto numa outra oportunidade, mas é que nesta semana este tópico não vem ao caso. O que desejo mesmo é discutir até que ponto a regra do futebol feminino ser idêntica à do masculino auxilia ou prejudica a modalidade.

Diferente de outros esportes como basquete e vôlei que possuem regras ajustadas para as mulheres (diminuição da altura da rede e da cesta, por exemplo), no futebol feminino não há mudança nenhuma em relação ao futebol masculino. Essa medida, por muitas vezes, torna a modalidade monótona, pouco competitiva e até certo ponto sem graça, pois considerando que as mulheres, por natureza, apresentam maior percentual de gordura, menor estatura, menos força, velocidade, potência e resistência do que os homens, é natural que a dinâmica do jogo seja completamente diferente já que apesar das diferenças gritantes entre homens e mulheres, o espaço, o número de jogadores e o tempo da partida são idênticos entre o futebol masculino e feminino.

Sem adaptações, ocorrem discrepâncias tamanhas as quais geram dois mundos absurdamente distintos. Você já parou para pensar a razão do sucesso ou o fracasso de outras modalidades coletivas serem mais ou menos semelhantes para ambos os gêneros e no futebol ser completamente diferente? 

E por que a imprensa discute a convocação de um ou de outro jogador para a seleção masculina, mas nem conhece quem irá para a seleção feminina, nem muito menos onde cada menina joga? Sem falar no tempo e no espaço dedicados ao futebol feminino e masculino na mídia impressa e televisiva.

Não dá para determinar se as discrepâncias entre o futebol feminino e masculino em nosso país são causa ou consequência de fenômenos sócio-econômico-culturais, mas penso que se houvesse algum tipo de ajuste, poderíamos ter efeitos positivos, completamente diferentes do atual.

A figura abaixo representa um círculo vicioso que explica, em parte, os problemas enfrentados pelo futebol feminino.



 

Não pretendo inventar outra modalidade ou alterar o pensamento e o comportamento da maioria da população, mas talvez se tivéssemos gols, tamanho de campo e o número de jogadoras adaptados de tal modo que deixassem o jogo mais atrativo, ou até mesmo ter incentivo das federações e a obrigação dos clubes em formar e manter o futebol feminino, poderíamos inverter o quadro atual do futebol feminino e quem sabe um dia até ter a atenção da população repartida de forma equânime para homens e mulheres.

Tal mudança provocaria uma série de oportunidades de negócios, geração de mais empregos, alavancagem econômica de clubes e atletas e ao invés do circulo vicioso, poderíamos gerar um ciclo virtuoso.

Sei que esse pensamento pode até ser utópico, mas que seria legal ver jogadoras fazendo propagandas de produtos, valendo os mesmos milhões que os atletas masculinos e provocando as mesmas discussões e brincadeiras de torcedores apaixonados pelos seus times nas versões femininas, ah, isso seria...

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terça-feira, julho 05, 2011

Boa forma e bom conteúdo são imprescindíveis a uma boa mensagem

Como tornar suas mensagens mais eficazes?

A correta combinação entre Forma e Conteúdo pode mudar o comportamento das pessoas - ou mesmo a avaliação que fazemos delas! Entenda como equilibrar bem os elementos de uma mensagem pode melhorar o seu entendimento e aumentar a sua eficácia

Um tema que costumamos insistir em nossos cursos é a importância de combinar corretamente Forma e Conteúdo na elaboração de uma mensagem, para que ela seja a mais efetiva possível.

 

Forma é a maneira como dizemos algo - e inclui tanto as palavras que escolhemos quanto a parte não-verbal da mensagem. Conteúdo é a ideia que queremos transmitir - a mensagem propriamente dita.

 

Equilibrar as duas partes desta equação é fundamental para atingir os objetivos de comunicação. Chip Heath deu uma brilhante demonstração sobre este tema em sua palestra no Fórum HSM de Inovação e Crescimento, no dia 28 do mês passado.

 

Alunos de uma universidade americana responderam a uma enquete na qual precisavam indicar quem eram os estudantes mais bondosos que viviam  no campus, além dos menos bondosos. Pessoas que reconhecidamente se esforçavam para ajudar os outros, davam atenção aos problemas alheios e se engajavam de verdade em trabalhos voluntários. E, do outro lado, os que estavam se lixando para tudo isso.

 

Computados os resultados, os pesquisadores enviaram aos escolhidos - os bons e os nem tão bons - uma carta solicitando donativos para uma entidade beneficente. O detalhe é que havia duas cartas diferentes, divididas aleatoriamente entre os grupos: uma com solicitações vagas, abstratas; outra contendo pedidos e instruções específicas.

 

A primeira pedia que levassem comida enlatada; a outra, uma lata de feijão. Uma sugeria que a doação poderia ser feita em qualquer dia da semana; outra agendava terça-feira, meio-dia. Uma indicava a praça central do campus; outra vinha com um mapa detalhado.Como resultado desta combinação, 8% dos alunos bondosos que receberam a carta com instruções abstratas, ainda fizeram a doação, enquanto que nenhum dos egoístas seguiu o exemplo. Por outro lado, quando as instruções eram precisas e detalhadas, nada menos que 42% dos bondosos fizeram sua parte, contra 25% dos egoístas. Veja os números no quadro abaixo e pense no que parece estranho:

BondososVsEgoistas

Nada menos que 1/4 das pessoas consideradas egoístas fizeram a doação quando receberam instruções detalhadas - o que representa uma considerável mudança de atitude! Mas ainda mais importante do que isso é que este número é bem superior (mais do que o triplo!) das pessoas consideradas bondosas, mas que receberam instruções abstratas.

 

Será que as pessoas consideradas egoístas simplesmente não estavam recebendo as instruções de forma errada? Afinal, 25% delas demostraram isso. Duas lições podem ser tiradas daqui:

 

1. O modo como nós nos comunicamos com as pessoas afeta nossa percepção com relação a elas. Posso classificar uma pessoa como bondosa ou egoísta de acordo com a qualidade das instruções que eu dou. Portanto, ao avaliar alguém, é preciso identificar de onde vêm essas percepções - e de que forma o seu comportamento as influencia;

 

2. A maneira como combinamos Forma e Conteúdo numa mensagem interfere diretamente não só no entendimento da mensagem, mas também nas ações incentivadas (ou recriminadas*) por elas.

 

Portanto, quando você achar que suas mensagens não estão tendo o impacto desejado - seja positivo ou negativo -, reavalie como você está mesclando Forma e Conteúdo. E, principalmente, se as pessoas estão entendendo realmente o que você está querendo dizer.

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* A carta abstrata seria a ideal se você quisesse, por exemplo, que as pessoas não comparecessem ao evento.

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domingo, junho 26, 2011

Entrevista com o diretor da Havas Sport & Entertainment no Brasil

Eduardo Corch, diretor da agência Havas Sport & Entertainment no Brasil
Especialista em marketing explica planos da companhia, que vão além da Copa-14 e dos Jogos-16 no país
Equipe Universidade do Futebol

Não é simplesmente pelo fato de o Brasil ser o atual foco de ação de novos negócios ligados ao esporte que a Havas, com a subdivisão Sport & Entertainment do grupo focado em mídia, decidiu desembarcar no Brasil. Os projetos da agência global de comunicação e publicidade são diversos e contemplarão o público nacional depois da realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Quem garante é Eduardo Corch.

Pós graduado em marketing esportivo e com experiência em diversas empresas, como Compaq, Dupont e Adidas, ele é o responsável pelas operações do novo escritório da companhia no Brasil.

“Apesar de ser um grupo multinacional, presente em mais de 20 países, somente um executivo local conhece as particularidades e as peculiaridades do país, oportunidades, desafios, riscos, forma de negociação, players, etc.”, sinalizou Corch.

Para ele, a combinação do expertise e da experiência internacional com o conhecimento dos executivos locais é uma fórmula de sucesso do grupo Havas em outras localidades. Projeta-se que a Havas Sport & Entertainment responda por 5% do faturamento da companhia em 2011. E o início da atividade do escritório brasileiro compõe essa sustentação profissional.

Um dos principais desafios é que, como o mercado brasileiro de marketing esportivo é incipiente em se comparando com outras realidades, Corch terá de lidar com a falta de habilidade de alguns clubes e entidades. Apesar dos avanços já observados.

“O fato de o país sediar Copa e Olimpíada pesou na decisão, mas nós viemos para ficar. Certamente após 2016 continuaremos no Brasil. A vinda neste momento reflete o excelente momento que o grupo passa no mundo, bem como o amadurecimento das operações de esporte e entretenimento”, garantiu Corch.

O posicionamento do grupo Havas não é focado no futebol: o esporte é tratado como um todo, e a divisão brasileira tem a responsabilidade de desenvolver negócios também na área de entretenimento, em se considerando aspectos artísticos e tecnológicos.

Preparado para atender às demandas de negócios do país, competindo em pé de igualdade com outros importantes players, Corch explicou nesta entrevista concedida à Universidade do Futebol mais detalhadamente suas funções, a importância da qualificação de jovens que pretendem ingressar na esfera do marketing esportivo e por que confia no sucesso dos megaeventos próximos.

Universidade do Futebol – Quais são os benefícios de a Havas ter um executivo brasileiro conduzindo o processo de entrada da empresa no país?

Eduardo Corch - Apesar de ser um grupo multinacional, presente em mais de 20 países, somente um executivo local conhece as particularidades e as peculiaridades do país, oportunidades, desafios, riscos, forma de negociação, players, etc.

A combinação do expertise e da experiência global com o conhecimento dos executivos locais é uma fórmula de sucesso do grupo Havas em outros países.

Um dos principais desafios é que como o mercado brasileiro de marketing esportivo é incipiente em se comparando com outros mercados; temos de lidar com a falta de profissionalismo de algumas entidades, alguns clubes.

Estou sendo muito cuidadoso com o que estou falando, até porque é um cenário em desenvolvimento, que vem melhorando pouco a pouco, mas se comparar com mercados mais maduros, percebemos as grandes diferenças. Esse é o principal ponto.

O grande benefício de ter um profissional brasileiro tocando um grupo estrangeiro é a compreensão e o domínio dessa particularidade. Algo que se representa em outros mercados emergentes da América Latina.

Há um grande caminho a ser traçado e o grupo, de maneira global, é ciente disso. Trata-se de um processo de maturação.

Universidade do Futebol – Que tipo de preparação você fez para chegar a esse cargo?

Eduardo Corch - Primeiro, capacitação. Sou pós graduado em marketing esportivo nos Estados Unidos. Depois, experiência na área. Já são mais de 10 anos neste mercado.

Trabalhei na Adidas, como head de marketing esportivo, além de passagens em agências como TopSports (Esporte Interativo), Off Field e PeléPro.

Universidade do Futebol – Como você avalia o processo de qualificação no Brasil? Ainda encontramos muitos gargalos?

Eduardo Corch - Eu acredito que sim. Quando converso com jovens que querem entrar no mercado do marketing esportivo e eles me pedem conselho, digo que a capacitação é o primeiro passo para ter êxito – não basta ser um fanático por esporte e saber a escalação do Palmeiras de 1951. Não é isso que buscamos em um profissional.

Além disso, digo para que estes jovens comecem a ver os jogos e eventos esportivos com outros olhos. Sem se ater apenas ao duelo técnico em campo, mas a todo o entorno, a questão de logística, administração, ambiente, preparação, conforto, geração de negócios. Um olhar um pouco mais crítico.

Outra recomendação é a questão de benchmarking. Todas as vezes que as pessoas estiverem fora do país, não perderem a oportunidade de ir a uma arena multiuso, a um museu esportivo, a um jogo de basquete ou de tênis, por exemplo. Ter esse contato com o mundo real, em consonância com o mundo dos livros, da academia, é muito importante.

O mercado hoje não está à busca de teóricos, mas de pessoas que queiram apostar, crescer e vencer com inovação nos próximos anos.



 

Universidade do Futebol – E a mídia esportiva ligada ao esporte consegue conferir a este jovem uma informação relevante e um conteúdo integrado a esse pensamento, ou o tipo de discussão levantado em grandes mídias é pormenorizado?

Eduardo Corch - Acho que há dois universos distintos. O do jornalismo tradicional, que trata o esporte como ele é, com suas notícias, fofocas, causos, escândalos e furos, onde se encontra vinculada boa parte da mídia, e alguns poucos veículos que tentam pensar o esporte de uma maneira mais ampla, passando aos profissionais e aos seus leitores uma visão ligada ao marketing, à gestão e aos novos negócios – vocês se inserem nesse contexto, assim como a Máquina do Esporte, do Erich Beting.

Universidade do Futebol – Trabalhar em uma empresa de fora é uma realidade muito diferente do que você vivenciou em agências nacionais?

Eduardo Corch - Sim, o principal benefício é contar com a experiência global do grupo e fazer parte de uma rede. Hoje, já são mais de 400 pessoas no mundo, trocando experiências, melhores práticas e desenvolvendo projetos em conjunto. Temos condição de atender demandas de clientes em todas as regiões no mundo

Universidade do Futebol – A Havas teve ações pontuais na França, com a Federação Francesa de Futebol, e em Portugal, com a seleção de futebol principal. Quais foram os desafios em questão e as respostas fornecidas pelo grupo?

Eduardo Corch - Na verdade, temos cases mais interessantes e recentes. Na última Copa do Mundo, por exemplo, realizamos uma ação com a Louis Vuitton juntamente com a Fia. À ocasião, o Canavarro, capitão da seleção italiana, entrou em campo com uma mala de viagem daquela marca trazendo a taça. É um caso emblemático.

Além disso, trabalhamos com a Coca-Cola há mais de dez anos, principalmente ligado à ativação com futebol. O grupo está envolvido desde a Copa da França, em 1998. Na Alemanha, em 2006, fizemos todo o gerenciamento dos Fan Parks da Hyundai na Espanha, em oito cidades simultaneamente.

O grupo tem esse expertise de consultoria e ativação de grandes eventos, seja de patrocinadores ou não patrocinadores. Além de outras ações com Carrefour e Yahoo.

Houve, também com destaque, um reality show com a Coca-Cola na Argentina, veiculado em horário nobre na Telefe. Uma espécie de Joga Bonito. Foi muito interessante.

 

 
Capitão da seleção italiana, Canavarro apresenta a taça da Copa, dentro de uma mala estilizada; ação pensada pela parceria com o grupo Havas
 

Universidade do Futebol – Qual é o interesse da empresa no mercado brasileiro?

Eduardo Corch - Desde o início das suas operações, há mais de 10 anos atrás, a Havas Sports & Entertainment está sempre atenta a oportunidades de mercado. O Brasil, assim como a China, Índia e Rússia, oferece grandes oportunidades de geração de negócios, tanto no esporte como no entretenimento.

Estamos fazendo o planejamento com alguns de nossos clientes, visando Copa e Olimpíadas, mas ainda não podemos revelar. É importante também deixar claro que acreditamos muito em vida inteligente antes e depois dos eventos em questão. Não viemos para o país apenas por conta disso.

Existe muita coisa a ser feita de 2011 até 2014 e nosso posicionamento não é focado no futebol – tratamos o esporte como um todo, e minha divisão tem a responsabilidade de desenvolver negócios também na área de entretenimento (música, cinema, artes, celebridades, games, etc.).

O fato de o país sediar Copa e Olimpíada pesou na decisão, mas nós viemos para ficar. Certamente após 2016 continuaremos no Brasil. A vinda agora reflete o excelente momento que o grupo passa no mundo, bem como o amadurecimento das operações de esporte e entretenimento.

Agora, sim, estamos preparados para atender às demandas de negócios do país, competindo de igual para igual com outros importantes players.

Universidade do Futebol – Como será feito o processo de entrada no país? Quanto tempo a empresa levará até consolidar a operação aqui?

Eduardo Corch - Iniciamos nossas operações em setembro do ano passado. Apresentamos a divisão a mais de 40 empresas e tivemos excelente receptividade. Já estamos colhendo alguns frutos, alguns formatos foram testados e aprovados, outros reformulados, mas estamos confiantes que a operação brasileira será uma das principais no mundo.

Universidade do Futebol – Quais são as diferenças entre trabalhar no mercado brasileiro e trabalhar no restante do planeta?

Eduardo Corch - O Brasil é um país continental, com diversas particularidades. Além disso, importantes agências de marketing esportivo e entretenimento já estão no país e trabalham com grande competência. Fora os novos players que estão chegando. O mercado é bastante competitivo, mas conquistaremos nosso espaço.

Universidade do Futebol – No caso do futebol, de maneira geral, os clubes têm plena noção de quanto representam as suas marcas próprias? É possível realizar mensuração de resultados nesse contexto?

Eduardo Corch - Acredito que é possível, sim, e um de nossos expertises é a mensuração de resultados, mas o trabalho cultural que deve ser feito é: a mensuração não está ligada apenas à visibilidade.

As empresas devem enxergar o esporte com a possibilidade de outras entregas que não apenas a visibilidade – contato direto com o target, ações de hospitalidade, relacionamento, venda de produtos.

Ainda há uma etapa por trás e, claro, para isso existe outras formas de fazer medição que não apenas a famosa centimetragem, ligada a aspectos qualitativos (pesquisas, geralmente).



 

Universidade do Futebol – Você citou o caso da hospitalidade. A realidade brasileira, em que a construção dos estádios está atrasada, e a Copa do Mundo está cada vez mais perto, permitirá criar uma mudança cultural nesse tratamento do público esportivo até 2014?

Eduardo Corch - Nós temos uma chance de ouro com esses dois grandes eventos. No próximo século, não teremos provavelmente um cenário tão favorável quanto. Se não aproveitarmos essa chance para mudar tal situação, dificilmente teremos outra possibilidade de sucesso.

Se vai acontecer? Eu acho que sim. Historicamente, na preparação para os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, e mesmo na preparação para a Copa na África do Sul, houve processos traumáticos, complicados, com os estádios ficando prontos muito perto da data de realização. Acho que há vontade política, do povo, e pelo momento econômico que o país atravessa, dará certo no fim das contas.



Povo brasileiro comemora vitória na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos: para Corch, outra oportunidade como esta não se repetirá no próximo século...

 

Universidade do Futebol – Em que pontos os modelos de negócio usados em outras partes do planeta podem beneficiar o trabalho aqui no Brasil?

Eduardo Corch - Nosso posicionamento será ligado a marcas. Oferecemos alguns serviços como consultoria a empresas que queiram investir em esporte e entretenimento, ativação (criação de eventos, conteúdo, promoção, ações de relações públicas, etc.), e mensuração de resultados.

Universidade do Futebol – Como você avalia o esporte como mote de sociabilização, diferenciado na relação entre negócio e manifestação artística?

Eduardo Corch - É um pouco complicado, pois obviamente o esporte tem suas peculiaridades. Ele desperta algo nas pessoas que outros territórios não conseguem – a catarse, o amor, às vezes até para o mal, especialmente o futebol.

Hoje, cada vez mais, os esportistas estão sendo encarados como celebridades, VIPs, entrando na mesma categoria de modelos, cantores, atores. Vemos mundialmente grandes jogadores na passarela, como Beckham, Kaká, que fazem campanha de marcas não ligadas ao esporte. Essa não é mais uma tendência, é uma realidade.

Hoje o esporte está muito misturado com o entretenimento. Trata-se de um processo irreversível, até pelo fato do culto ao corpo. E o esportista tem um biotipo físico diferenciado. Será normal vermos essa fusão entre esporte e moda. Grandes marcas de artigos esportivos, como Adidas, Puma e Nike, inclusive, fazem isso, já.



Kaká ao lado de esposa e Yan Acioli, estilista encarregado de dar ao jogador um visual mais despojado; moda e esporte andando juntos 

 

Universidade do Futebol – Os profissionais que a sua empresa usará no Brasil têm formação aqui mesmo?

Eduardo Corch - Teremos um modelo misto, com a contratação de profissionais brasileiros, trabalhando diretamente com nossa rede de colaboradores espalhados no mundo. Frequentemente, recebemos a visita dos principais executivos internacionais para o desenvolvimento de projetos, estratégicas e geração de novos negócios.

Universidade do Futebol – Qual é o budget que a agência pretende trabalhar no mercado brasileiro?

Eduardo Corch - Não podemos divulgar.

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sexta-feira, junho 03, 2011

TAM lança nova versão de aplicativo sobre futebol

Programa apresenta detalhes de jogos enquanto eles acontecem, e tem um serviço de alerta para os usuários a cada gol de determinado clube

A companhia aérea TAM lançou na última quinta-feira uma segunda versão de um aplicativo que a marca desenvolveu para iPhone, cujo foco é o futebol nacional. O programa conta com uma promoção que dará uma viagem para um jogo do Milan, em Milão, na temporada 2011/2012 do Campeonato Italiano.

No entanto, a principal função do aplicativo é o acompanhamento em tempo real de uma série de campeonatos. O programa seguirá jogos das duas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro, além da Copa América e da Copa Santander Libertadores.

O aplicativo apresenta detalhes dos jogos enquanto eles acontecem, e tem um serviço de alerta para os usuários a cada gol de determinado clube. Também há um vínculo com a parte de promoções da TAM, com ofertas de passagens para a localidade em que a partida é realizada.

No caso da Série A do Campeonato Brasileiro, o aplicativo conta com um bolão. O vencedor da disputa ganhará uma viagem, com direito a acompanhante, para ver um jogo do Milan, em Milão, na próxima edição do Campeonato Italiano.

Equipe Universidade do Futebol

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