Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quinta-feira, dezembro 25, 2008

PERFIL

Os Segredos Místicos da Era Moderna

O símbolo principal, a rosa e a cruz, identifica os membros de uma das maiores organizações Iniciáticas do mundo, com cerca de 300 mil filiados – apenas nos países de língua portuguesa, cuja sede localiza-se em Curitiba (PR). Com templos que lembram antigas construções egípcias e homens, mulheres e crianças entre as colunas estudando filosofia, historia e misticismo. Um elo mantido pelos rituais que ligam com um mundo de conhecimento cuja origem atravessa os séculos.

A Ordem Rosacruz Amorc está presente em todos os continentes e há muito tempo deixou de ser uma organização secreta. Pelo contrário, aparece constantemente na mídia e seus membros não fazem segredo de pertencer a essa fraternidade místico-cultural, como definem. Portanto, não é, nem uma seita nem uma religião. Amorc é a sigla de Antiga e Mística Ordem Rosa Crucis. Mas existem diversas organizações que também reivindicam o nome Rosacruz, porém a Amorc, sem dúvida, é a maior e mais estruturada. Além de ser a mais antiga delas.

Aparentemente os rosacruzes são pessoas comuns, que, trabalham, estudam, tem alegrias e problemas como qualquer ser humano. No entanto, o que faz a diferença é a forma como encaram a vida.

O estudo de leis universais e técnicas de desenvolvimento mental e espiritual fazem parte dos ensinamentos. Até a invisibilidade e a alquimia estão no currículo do curso regular da Amorc, que chega aos membros trimestralmente, pelo correio.

O norte-americano Spencer Lewis, um dos líderes da organização, no começo do século, segundo relata-se, chegou a demonstrar a transmutação de metais em ouro, publicamente, em Nova York, para uma platéia isenta, inclusive diversos jornalistas. Entretanto, a conquista de poderes extra-sensoriais e vantagens materiais não são prioritárias, pelo menos é o que afirma os líderes da Ordem. Segundo eles, o principal benefício é o desenvolvimento de nossas faculdades interiores para maior conhecimento das verdades expressas nas Leis Naturais e para auto-evolução.

Os membros da Ordem entendem que as benesses principais dos ensinamentos rosacruzes podem ser abreviadas em três palavras: Luz, Vida e Amor. Luz na medida em que o estudante adquire a compreensão da vida não como fato isolado, mas totalmente interdependente no sentido da fraternidade humana e totalmente independente no sentido cósmico.

A utopia Rosacruz visualiza uma verdadeira fraternidade universal, com cooperação e solidariedade de todos, independentemente de suas crenças pessoais, cor, religião, nacionalidade ou ideologia política.

Qualquer que seja o tempo de filiação na Ordem, os membros definem-se sempre como estudantes, explicando que a condição de Rosacruz, sinônimo de perfeição espiritual, é a grande meta. Na prática, os estudos não terminam nunca. Os ensinamentos são divididos em graus, com suas respectivas iniciações. Os estudos podem ser feitos exclusivamente em casa ou em templos, denominados Lojas, Capítulos e Pronaoi – cuja divisão indica um determinado número de associados. As lojas são os organismos maiores, local onde acontecem as iniciações e todos os rituais. Não é obrigatória a freqüência. O nome Loja pode associar a outra organização congênere, a Maçonaria. Entretanto, são instituições completamente distintas, apesar de ser comum maçons participarem da Rosacruz e vice-versa.

A Suprema Grande Loja, sede internacional, está localizada em San José, Califórnia (EUA), mas não se trata de uma organização de origem norte-americana. Por exemplo, a diretoria é de diferentes nacionalidades. Todos eleitos periodicamente. Em 1915, após ter sido iniciado na Franca, Spencer Lewis levou a Rosacruz para a América do Norte e fundou o atual ciclo da Ordem, inclusive acrescentando a denominação Amorc. Até o inicio do século 20, a organização estava muito ativa na Europa, mas se enfraqueceu após as duas guerras mundiais, quando morreram muitos líderes e membros. A administração e expansão no mundo ficaram sob a égide dos americanos. Lewis foi responsável pelo ressurgimento da Rosacruz nos tempos atuais. Pela tradição, a Ordem fica ativa e inativa em ciclos de 108 anos. Os primeiros 108 anos constituem um período de atividade externa, enquanto que o segundo período de 108 anos se caracteriza pela atividade silenciosa, secreta, quase uma inatividade total. Isso explicaria os períodos em que os rosacruzes reaparecem e desaparecem misteriosamente.

Panfletos intitulados Fama Fraternitatis surgiram “misteriosamente” na Alemanha, assinado por um tal de Chistian Rosenkretz. Os panfletos correram o mundo e anunciavam a vota das atividades dos rosacruzes para os historiadores acadêmicos, esse documento é a mais antiga prova material a respeito de uma organização intitulada Rosacruz. A Amorc oferece uma interpretação diferente: Christian Rosenkreutz, ou “Cristão Rosacruz” não seria um indivíduo e sim o pseudônimo de um grupo de rosacruzes que trabalharam para o ressurgimento de um novo ciclo de atividades externas.

O ciclo atual, inaugurado por Lewis em 1915, levou a Amorc a praticamente todo o planeta. A Antiga e Mística Ordem Rosae Crucis, está composta de 14 Grandes Lojas, em jurisdições relativas aos diversos idiomas mais falados no mundo. Lewis traduziu e reescreveu boa parte das monografias – os ensinamentos oficiais da organização, além de ter reorganizado os rituais e a administração. Lewis, falecido em 1939, não é “adorado” pelos rosacruzes no sentido religioso do termo. Muito menos os atuais dirigentes. A entidade abriga pessoas dos mais diferentes credos e religiões. Também não é uma organização dogmática. A Ordem Rosacruz considera que ninguém, nenhuma organização religiosa ou mística é detentora absoluta da verdade, por isso os membros são considerados os eternos buscadores da verdade. Para os rosacruzes, o Ser Supremo é o “Deus de nosso coração”, ou seja, o Deus da nossa compreensão, do nosso credo pessoal. O detentor do titulo de Imperador, não significa poder supremo, já que a organização é regida por normas democráticas.
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Segundo os membros à origem tradicional da Rosacruz, remonta às escolas de mistérios do Antigo Egito. Nessas escolas, místicos esclarecidos reuniam-se para estudar os mistérios do universo, da Natureza e do Ser Humano, daí derivando a expressão “Escolas de Mistérios”. Por volta de 1.500 antes da Era Crista, o Faraó Tutés III reuniu essas escolas em uma única Ordem regida pelas mesmas normas. Um século depois, Amenhotep IV, mais conhecido pelo nome de Akhenaton, criou um ensinamento único para os membros dessa Ordem, como também a primeira religião monoteísta.

A Ordem estendeu-se do Egito para Grécia, graças a Pitágoras; mais tarde à Europa da Idade Media, por meio dos alquimistas e Templários. Nos séculos seguintes, pensadores da Renascença e espiritualistas da Idade Moderna promoveram sua expansão, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Hoje em dia a Amorc seria a depositária dessa herança cultural e espiritual.

Pelas regras dos 108 anos o atual ciclo da Rosacruz terminaria em 2027. Entretanto, os membros da Ordem dizem que não há previsão de fim das atividades externas da Amorc. Pois no passado isso acontecia mais por questões políticas, por que os rosacruzes teriam sido perseguidos em épocas de intolerância religiosa. No período atual a orientação do Imperador é que não há mais essa necessidade de fim de ciclo.

Segundo seus membros, fazer parte da Amorc é fácil. A organização não exige nenhum tipo de pré-requisito aos neófitos. Podem participar homens, mulheres e crianças. É só escrever para a GLP, que todos recebem um livreto intitulado Domínio da Vida, com informações básicas a respeito da organização e uma ficha de inscrição. A Amorc cobra uma mensalidade ou trimestralidade para cobrir suas despesas administrativas, já que é uma entidade sem fins lucrativos. A seleção dos membros ocorre naturalmente, numa espécie de auto-seleção. Segundo seus dirigentes só permanece na Amorc, e usufrui de seus benefícios, quem realmente sente um chamado interior.

Busque mais informação na ORDEM ROSACRUZ AMORC: Grande Loja da Jurisdição de Língua Portuguesa. Rua Nicarágua, 2.620, Cep. 82515-260, Curitiba, PR.
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quarta-feira, dezembro 24, 2008

A Coluna do Benê Lima

Casemiro Mior, novo técnico tricolor

(24.12.2008) COM PÉ E CABEÇA – ANO IV – Nº139
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“Não preciso de nenhuma religião para ser uma pessoa de bem. Mas nem sei quantos que, embora sejam adeptos de uma religião, não conseguem agir como pessoas de bem...” (Clarimundo D’Oitiva)

Opinião
SAUDOSISMO TEM LIMITE

É uma declaração extremada, dizermos que somos um povo sem memória. Direi que nossa ‘memória espontânea’ é que é diminuta, mas que nossa ‘memória induzida’ é apenas econômica. E neste tipo de memória está catalogado o patrimônio histórico e cultural da humanidade.

Neste ponto, cabe uma reflexão sobre o que deve e o que não deve integrar esse patrimônio que se pretende perene, destacando-o daquele de característica de maior volatilidade. E os antigos estádios de futebol, hoje representados pelas modernas arenas multiuso, mudaram não só suas concepções arquitetônicas, mas também modificaram nossa maneira de com eles nos ‘relacionarmos’. Assim, por razões como a necessidade de adaptação às exigências desses novos tempos, que reclamam por maior praticidade, maior comodidade e conforto, e, sobretudo, por maior segurança, forçosamente devemos reconhecer o anacronismo que tomou conta da antiga concepção de praças esportivas.

Nosso querido Estádio Presidente Vargas, o PV, não deve dar causa a nenhum conflito saudosista por mantê-lo nos moldes em que foi concebido. Não se justifica, a nenhum pretexto, mantermos uma estrutura dilapidada pelo tempo e pelas intempéries, apenas por uma questão de sentimentalismo. Logo, promover lobby para manter-se uma estrutura anacrônica, carcomida, ultrapassada mesmo, representa uma absurda tentativa de obstaculizar o progresso.

Que se faça com o PV o que tem de ser feito, pelo bem do nosso futebol, por respeito ao nosso torcedor/consumidor/cliente.



BREVES E SEMIBREVES ®

Apoio
Podemos até não concordar com uma ou outra atitude dentre as que vêm sendo tomadas pela cúpula do departamento de futebol do Tricolor do Pici. Contudo, é bom reconhecermos que conceitualmente o caminho trilhado representa o do sucesso potencial. Pessoas certas nos lugares certos é o princípio da fórmula do acerto. Isso é válido para Renan Vieira, Sérgio Papellim e, principalmente, Paulo Pelaipe.

Autoridade -1
Pelaipe, o gerente geral leonino, virá com a reputação de ser um pensador, um estrategista, detentor de um grande conhecimento do futebol. Sua contratação supera nossa expectativa para um profissional da área, revelando-se com potencial para ser um dos mais promissores investimentos dos tricolores. É gol de Bomfim!

Autoridade – 2
Em entrevista concedida ao bom programa ‘Karam versus Karam’, na Cidade AM860, Paulo Pelaipe nos impressionou positivamente por sua limpidez de raciocínio, pela grande dose de transparência em sua retórica, pela transdisciplinaridade de seus conhecimentos, e pela segurança de suas posições.

Hierarquia
No organograma gerencial do Fortaleza, a seqüência hierárquica do departamento de futebol profissional é a seguinte: Lúcio Bomfim; Renan Vieira; Paulo Pelaipe e Sérgio Papellim. Mas não se surpreendam se Pelaipe assumir o topo da pirâmide decisória – o que será perfeitamente compreensível.

Em nível de
Agora sim, Ceará e Fortaleza voltam a estar em pé de igualdade no quesito da competência administrativa de seus departamentos de futebol. O Fortaleza, que tem estado em desvantagem neste aspecto, qualifica seu departamento de futebol com as mais recentes aquisições.

Maldade
Divulgar que Evandro Leitão não passa de ‘laranja’, considero uma violência contra o jovem e promissor dirigente. Ademais, acredito até que Evandro tenha que fazer algumas concessões para ter apoio daqui e dali. Todavia, não creio que ele aceite a cooptação que lhe imponha amarras.

Equanimidade
O atual presidente alvinegro conseguiu algo que há muito não se via no clube de Porangabuçu: ser distributivo em relação à importância dos departamentos do clube. E nesta revisão ‘axiológica’, quem mais perdeu importância foi Dimas Filgueiras. Isso, contudo, não deprecia o valor histórico do eclético Dimas.

Carma?
Há quem sustente que o ex-técnico alvinegro Lula Pereira, vive a resultante da ‘lei de causa e efeito’. Não dá para publicar os termos do que em ‘off’ se comenta, mas prefiro acreditar que Lula não soube trabalhar sua imagem. Ao deliberadamente identificar-se como torcedor do Ceará, Lula não obteve a recompensa que esperava e, de sobra, ainda fechou a porta reversa do mercado local.

Lei Pelé
A meta de sua reforma é dar maior proteção aos clubes que revelam jogadores, desse modo se evitando a fuga prematura dos jovens talentos para o exterior. Por extensão, a proteção também se dará em relação ao assédio interno, dos grandes sobre os clubes de menor porte. É verdade que ainda não se alcançou um consenso em relação a alguns pontos, mas falta pouco.

’Minima de malis’
Dos males o menor. Assim se pode dizer da intenção do projeto de lei que tramita no Congresso, tendo por objetivo garantir um pouco de ‘vida útil’ aos treinadores brasileiros. Seis meses é muito tempo para que se opere um ‘milagre’, mas pouco tempo para profissionalizar nossos dirigentes.

’Rádio Maquiavel’
Entre bons companheiros, sobrevivem os maus caracteres do rádio esportivo do nosso estado. Uns mais maquiavélicos; outros, mais dantescos. Numa mesma equipe, observa-se o espírito de união sobrestado pelo espírito de destruição. ‘Vade retro, Satana!’


Um Feliz Natal de Encontro;
Um Grande Ano Novo de Descoberta!

Fraternalmente,

Benê Lima.
Fone: (85) 8898-5106
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segunda-feira, dezembro 22, 2008

Por longevidade e proteção aos técnicos, Congresso mira nova Lei

Projeto está em tramitação e tem por objetivo garantir ‘vida útil’ aos treinadores por período mínimo

Equipe Cidade do Futebol

Ter um tempo de trabalho de pelo menos seis meses antes de as cobranças efetivas por resultado e os questionamentos de um plano de ação serem colocados em xeque e resultarem em uma demissão. Em prol dos treinadores de futebol no Brasil surge uma proposta oficial para amparar esses profissionais.

A Lei 8660/93, que força as agremiações nacionais a firmarem vínculo de, no mínimo, seis meses com os treinadores, está em tramitação no Congresso Nacional. Algo comemorado por muitos dos chefes de comissão técnica que encaram essas adversidades do mercado.

“Acho ótimo que isso aconteça, que essa lei passe a vigorar. No Brasil, os treinadores não são valorizados. Aqui, nosso prazo de validade vai até quando começarmos a perder. Felizmente, com o meu time isso não acontece”, comparou Zico, técnico do Bunyodkor, do Uzbequistão, que afirmara não ver possibilidades de atuar no seu país de origem justamente por conta dessa “intolerância” da cartolagem conterrânea em geral.

Tetracampeão mundial, o experiente Zagallo também avaliza a ação – o que considerou um avanço da modalidade. “Acho que estamos mudando para melhor. Mas, infelizmente, os contratos mais curtos na América do Sul fazem parte da realidade, na Europa não é assim. Torcemos que com essa lei isso mude”, apontou, em entrevista ao site Justiça Desportiva.

Em relação à aprovação da Lei, Amaro José da Silva, presidente do Sindicato dos Treinadores Profissionais de Futebol do Rio de Janeiro, aguarda a concretização da mesma. Na opinião dele, um passo relevante rumo à profissionalização.

“Na minha opinião, não são apenas os treinadores que serão beneficiados, mas o futebol brasileiro também vai sair ganhando com essa mudança. Técnicos terão mais tempo para desenvolver seus trabalhos nos clubes, isso era tudo que eles sempre pediram. Os campeonatos serão mais equilibrados”, comentou o dirigente da entidade carioca.

René Simões, com passagens por seleções internacionais, medalhista olímpico com o time feminino do Brasil e que renovou contrato com o Fluminense após participar da campanha que livrou o clube das Laranjeiras do descenso, é outro que vê com bons olhos a ação.

“Supervalorizamos os treinadores nas vitórias e banalizamos quando ele perde. Tem de haver o equilíbrio. Nem o treinador é tudo isso quando ele é campeão ou salva o time do rebaixamento, e nem é só ele quando perde também. Penso que o contrato do treinador deve ser cumprido até o final, mesmo que ele ou clube quebrem o contrato, tem de haver uma multa rescisória para ninguém sair prejudicado”, disse.

Exceção à regra no futebol brasileiro, onde o que interessa são vitórias e título num curto espaço de tempo é Muricy Ramalho, tricampeão Brasileiro pelo São Paulo, ele passou por momentos difíceis este ano. Após a eliminação nas oitavas-de-final da Libertadores para o Fluminense, Muricy foi bastante questionado, o time estava mal colocado na tabela do Brasileirão, e sua saída parecia questão de tempo. Apesar das dificuldades, a diretoria confiou no trabalho do técnico e o manteve no cargo. Resultado: o São Paulo acabou hexacampeão Brasileiro, além de ser pela primeira vez tricampeão de forma consecutiva.

“Tenho muito o que agradecer aos dirigentes, principalmente ao Juvenal Juvêncio (Presidente do clube) por acreditar em mim. Felizmente trabalhamos duro, treinamos muito e deu tudo certo. Demos a volta por cima”, disse Muricy Ramalho, que curte férias no litoral paulista.
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Ambev pode patrocinar futebol em PE

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

O Campeonato Pernambucano poderá contar com o patrocínio da Companhia de Bebida das Américas (Ambev) na próxima temporada. Pelo contrato, os clubes repartiriam - não necessariamente em montantes iguais - cerca de R$ 1 milhão.

A negociação foi revelada pelo presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Carlos Alberto Oliveira, em entrevista ao jornal "Folha de Pernambuco" na última quinta-feira. O dirigente disse que a parceria ainda depende da aprovação das equipes que participarão do estadual em 2009.

"Estamos negociando. É um contrato de R$ 1 milhão. Outros detalhes só depois do contrato assinado. Vou conversar com os clubes para assinar o contrato ainda. Não posso falar sobre uma coisa que não está certa. Negócio é igual casamento, pode desmanchar até mesmo na festa", disse o comandante da entidade.

Procurada pela reportagem da Máquina do Esporte, a Ambev, por meio de sua assessoria de imprensa, não confirmou o contato com a FPF e limitou-se a dizer que "não há nada definido" em relação a patrocínios no futebol em 2009.

Por se tratar de uma empresa de capital aberto, a companhia de bebidas não faz qualquer menção a negociações que ainda não tenham sido concretizadas.
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quinta-feira, dezembro 18, 2008

Lei Pelé deve sofrer mudanças

Lei do Clube Formador é apresentada em Brasília

Meta é reformular a Lei Pelé e dar maior proteção aos clubes que revelam jogadores no País

MARCELO DE MORAES - Agencia Estado

Sergio Dutti/AE
Silva e representantes dos times, na reunião

BRASÍLIA - Proteger os clubes formadores de atletas e evitar a fuga prematura para o exterior desses jovens talentos do futebol brasileiro são os pontos centrais do relatório do deputado José Rocha (PR-BA) sobre o projeto de lei 5.186, que reformula pontos da Lei Pelé. Conhecida como Lei do Clube Formador, a proposta foi apresentada nesta quarta-feira, em Brasília, ao ministro do Esporte, Orlando Silva, e aos representantes de clubes de futebol e entidades envolvidas com a atividade esportiva.

O relatório de José Rocha deve ser votado em março no plenário da Câmara dos Deputados - não deve encontrar grande resistência quando for apreciada pelos parlamentares. E se for aprovado, deve conseguir frear o avanço de empresários sobre as divisões de base dos clubes de futebol do País.

Pela proposta, os clubes poderão assinar contratos de formação para os atletas a partir de 14 anos. Terão, assim, a garantia de um vínculo com esses jogadores e prioridade na assinatura de seus primeiros contratos profissionais, além de receberem porcentuais que variam de 0,5% a 5% sobre o valor de suas transferências futuras durante toda a carreira."

"A proposta é fruto de um amplo acordo envolvendo todos os setores e terá o grande mérito de proteger os clubes que fazem o trabalho de formação e de garantir apoio a esses jovens atletas", afirma o ministro do Esporte, Orlando Silva. "E a proposta também vai inibir a atuação dos agentes justamente na fase formação desses jovens."

AS PROPOSTAS DA LEI DO CLUBE FORMADOR

1) Criação da figura do clube formador de atletas
Como é hoje - Não existe essa figura na legislação esportivacontrato de formação de atleta.
Como pode ficar - Os clubes formadores passam a ter vínculos e direitos preferenciais sobre os jogadores das divisões de base para assinatura de contratos e negociações futuras, desde que ofereçam condições exigidas para sua formação, incluindo complementação educacional. A proposta freia a atuação dos agentes que investem sobre os jogadores mais jovens. O clube formador passa a ser o canal desses atletas.

2) Certificação de clubes formadores de atletas
Como é hoje - Não existe isso na legislação.
Como pode ficar - A entidade de administração do desporto (no caso a CBF) passa a certificar como entidade de formação esportiva os clubes que preencham os requisitos exigidos por lei. Só quem tiver certificação poderá cobrar os direitos como clube formador.

3) Criação de contrato e de bolsa de atleta em formação
Como é hoje - Não existe esse tipo de contrato
Como pode ficar - Atletas em formação dos 12 aos 18 anos poderão receber uma bolsa de formação desportiva. A partir dos 14 anos, atletas poderão assinar um contrato de formação com os chamados clubes formadores. Não tem o efeito ainda de um contrato profissional, mas funciona como uma etapa anterior a isso.

4) Primeiro contrato profissional de um atleta de clube formador
Como é hoje - Qualquer jogador pode assinar contrato profissional a partir dos 16 anos, com quem desejar, independentemente do clube que o formou, por um prazo máximo de três anos. Como pode ficar - Pode ser assinado a partir dos 16 anos e a prioridade é dada ao clube formador por um prazo máximo de cinco anos.

5) Renovação do primeiro contrato profissional
Como é hoje - O atleta decide sua renovação ou não como desejar.
Como pode ficar - O clube formador terá preferência na primeira renovação, cujo prazo não pode ser superior a três anos.

6) Repasse de percentual de venda de jogadores para os clubes formadores
Como é hoje - Não existe o repasse
Como pode ficar - O clube formador receberá uma parcela de 0,5% a 5% sobre o valor da transferência do atleta em todas as negociações que o envolvam durante sua carreira.

7) Cláusulas trabalhistas por conta da atividade de jogador de futebol
Como é hoje - A profissão de jogador hoje é tipificada como a de um trabalhador comum. Ou seja, jogos à noite, por exemplo, garantem o direito a pagamento de adicional noturno.
Como pode ficar - A atividade passa a ter atipicidades peculiares à natureza do futebol. Ou seja, é normal ter jogos à noite ou nos fins de semana, não precisando os clubes, portanto, pagarem benefícios extras por isso.

8) Criação da figura do monitor de esportes para auxiliar na preparação dos atletas
Como é hoje - Não existe essa atividade. E a atividade de preparação exige o diploma de formação em Educação Física.
Como pode ficar - Ex-atletas com experiência de três anos seguidos ou cinco alternados com futebol podem assumir a vaga de monitores, trabalhando no auxílio à preparação dos jovens. Há resistência forte ao ponto.

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Deu na imprensa (Diário do Nordeste)

ALVINEGRO EM FESTA
FCF homologa penta do Ceará de 1915 a 1919

Mário Degésio, presidente da FCF, após assinar o ato, entrega cópia ao presidente Evandro Leitão (Foto: Kiko Silva)

Através do Ato Administrativo de número 11/2008, o presidente da Federação Cearense de Futebol (FCF), Mário Degésio Cavalcanti, homologou na tarde de ontem o pentacampeonato estadual conquistado pelo Ceará Sporting nos anos de 1915 a 1919.

Em oito linhas, o mais aguardado anseio da torcida alvinegra foi materializado. O documento tem a seguinte íntegra: ‘‘Por determinação do presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do Estado do Ceará (TJDF), conforme decisão proferida no processo de número 204/08, proclamo o Ceará Sporting Club, agremiação filiada a esta Federação, campeã Cearense de Futebol nos anos de 1915, 1916, 1917, 1918 e 1919, campeonatos organizados pela Liga Metropolitana Cearense de Futebol , antecessora da atual Federação Cearense de Futebol, conforme acórdão do referido processo. Registre-se e publique-se. Gabinete do presidente da FCF, em 17 de dezembro de 2008. Mário Degésio Cavalcanti.

Cumprindo decisão

O ato foi assinado às 15h25 e repassado ao presidente do Ceará, Evandro Leitão, às 15h50. Após a entrega, Mário Degésio fez questão de frisar que estava apenas cumprindo uma decisão tomada pela Justiça. ‘‘Estou apenas homologando as conquistas’’.
O presidente Evandro Leitão não escondia a emoção. ‘‘Estou bastante comovido e agradeço a todos os alvinegros que participaram de uma forma ou de outra desta conquista’’. O advogado Clarke Leitão, o primeiro a trabalhar no assunto, fez questão de lembrar do ex-presidente Emanuel Gurgel. ‘‘Foi ele quem começou tudo. Desde sua gestão — em 1995—que começamos a fazer a pesquisa de fato’’. Os outros dois advogados que tornaram a decisão possível foram Irazer Gadelha e Haroldo Martins. De lá para cá, outros advogados como Afrânio Melo, Emerson Damasceno e Gonçalves Feitosa tentaram levar o caso adiante. Todavia, não encontraram o respaldo obtido na gestão de Evandro Leitão, que nomeou como uma das prioridades da sua administração a busca do penta.

FORA DE PRAZO
Presidente do TJDF indeferiu recurso do Fortaleza

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol (TJDF), Ernando Uchoa Lima Sobrinho, indeferiu o recurso do Fortaleza, que queria entrar no processo do pentacampeonato como terceiro interessado. O Tricolor entrou com o pedido de recurso voluntário fora do prazo de três dias. Com isso, o caso está encerrado e arquivado em termos de Justiça Desportiva.

Conforme Ernando Uchoa, o Fortaleza tinha até o dia 15 de dezembro para apresentar o recurso. E o clube enviou a contestação à secretaria do TJDF no final do expediente (18 horas) de segunda-feira. Ocorre que a taxa no valor de R$ 1.000,00 não foi recolhida ao banco. No mesmo dia, às 20h44min18 (conforme comprovante mecânico da Caixa Econômica Federal anexado à documentação tricolor) a taxa foi paga. No dia seguinte, foi juntada ao pedido.

‘‘O recurso foi julgado deserto, pois a lei exige que o recolhimento ocorra dentro do prazo e juntamente com o restante da documentação’’, explicou Ernando Uchoa.
Fortaleza

O advogado Jorge Mota, do Fortaleza, entende que o prazo para recorrer vai da publicação do acórdão, em diante. Ele diz que o acórdão só foi publicado na noite de terça-feira. Sua intenção é recorrer ao STJD, no Rio.

FERNANDO MAIA

Repórter
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quarta-feira, dezembro 17, 2008

Mais uma da CBF e 'Ricardão'

CBF doa R$ 345 mil a 12 candidatos nas eleições municipais
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da Folha Online
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Reportagem de Paulo Cobos e Gustavo Alves, publicada na edição de hoje, 17, da Folha, aponta que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) doou R$ 345 mil para 12 candidatos nas eleições municipais, a maioria de cidades nanicas e pobres do interior.
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Municípios pequenos (variam de 8.700 a 32,7 mil habitantes) como Cocos, no oeste baiano, Comercinho, no Vale do Jequitinhonha mineiro, e São José do Belmonte, no sertão pernambucano tiveram nas eleições municipais de outubro passado candidatos a prefeito que receberam doações, em dinheiro, da CBF.
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Segundo dados do TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, a confederação tirou R$ 345 mil de seus cofres para financiar políticos no pleito municipal. O que surpreende é o tamanho político dos candidatos, e de suas cidades, agraciados com as verbas da CBF.
A entidade que cuida do futebol nacional financiou candidatos em 11 cidades. Com exceção de Teresina e Uberlândia (onde só apoiou quem tentou uma vaga como vereador), nenhuma tem mais de 77 mil habitantes.
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Foram, por exemplo, R$ 10 mil repassados a Charles Ferraz, candidato do PT à Prefeitura de Itinga, cidade mineira com 14,6 mil moradores. A insignificância política dos beneficiados pela CBF é tamanha que a entidade foi, na maioria dos casos, a principal financiadora desses candidatos.
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O candidato recordista em verbas recebidas pela CBF é o peemedebista Arthur Henrique Gonçalves. Na sua candidatura à reeleição em Piraí, no Estado do Rio, ele recebeu R$ 100 mil da confederação.
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Piraí é a cidade onde Ricardo Teixeira tem uma fazenda, na qual costuma passar férias.
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quarta-feira, dezembro 10, 2008

A Coluna do Benê Lima

(10.12.2008) COM PÉ E CABEÇA - ANO IV - Nº138
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Opinião – I
DIRIGENTES INDIRIGÍVEIS
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Fala-se muito em formação de atletas, como uma espécie de panacéia redentora do futebol cearense. Ledo engano. Mas esta é uma outra discussão. O debate que deve nos interessar mais de perto é o que respeita à formação de dirigentes, sem o quê nosso futebol persistirá sem rumo.
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Tudo começa com o dirigente, mormente com aqueles que se situam na linha de frente das nossas agremiações. São eles que traçam ou deveriam traçar as linhas-mestras do plano de trabalho, definindo desde a filosofia que inspirará suas gestões, passando pela decisão de quais modalidades serão contempladas com recursos, e finalmente elegendo o ‘modus operandi’ de suas administrações.
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Mas isso não tem mudado a realidade dos nossos clubes, pois que acabam tendo a categoria futebol profissional masculino como dominante, senão exclusiva.
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O curioso é que a exclusividade tende a construir uma base de especialização, o que deveria representar ao menos a sedimentação do conhecimento empírico. Na prática, contudo, o que temos assistido é a repetição dos mesmos erros por parte dos cartolas responsáveis pelas nossas entidades de prática desportiva. Essa condição errática nos conduz ao raciocínio de que o capital emocional tem funcionado como elemento subtrativo do capital intelectual, situação que precisa ser corrigida.
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O futebol adquiriu tal complexidade em seu gerenciamento, que um departamento de futebol profissional – e simplesmente ele – necessita de recursos humanos, além do financeiro, para que possa atender com eficácia às demandas oriundas de suas exigências. Como exemplos disto, podemos mencionar as figuras de um diretor com conhecimento da área, de um profissional com conhecimento do mercado de atletas, de outro profissional com experiência na lida e confecção de contratos, de pessoa que trabalhe a interface da relação entre comissão técnica/atletas/clube, isto para ficarmos apenas no essencial.
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Nosso anacronismo salta aos olhos de quantos exercitam a crítica. Nossa crônica tem alguns espasmos de vida inteligente, mas não é esta a regra. Até os estatutos dos nossos clubes dão testemunho desse anacronismo, ao fixarem extemporaneidades inteiramente prejudiciais às suas administrações, do ponto de vista da celeridade reclamada para a tomada de algumas medidas, como por exemplo, a adequação de suas eleições.
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Diante do que temos visto, concluo que é impensável admitirmos o modelo idealizado de autogestão, quando na verdade nem gestão é o que temos em nossas entidades de prática desportiva. Resta-nos, pois, convivermos com um embrionário e incipiente modelo de gerenciamento, tentando compensá-lo com o improviso da agilidade decisória, e pela adoção de medidas compensatórias copiadas de clubes que adotam modelos vitoriosos, mas sem perdermos de vista nossas peculiaridades e nossa realidade.
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Vale lembrar aos dirigentes do nosso futebol, que profissionalismo sem dirigentes profissionais é obra de ficção. Portanto, que invistamos na formação da classe dirigente do futebol cearense, a fim de que finalmente tenhamos dirigentes profissionais, alguns dos quais regiamente remunerados.
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Parafraseando um famoso Rui – que assinava Ruy Barbosa -, o mais são desvarios provindos de uma condição de alienação de nossa realidade circundante.
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Opinião - II

DESCONCENTRAÇÃO DE PODER EM PORANGABUÇU

A história se repete, e outra vez um projeto político-partidário aporta no Ceará, e o Presidente do Alvinegro já começa a mudar sua postura

Lula Pereira precisaria ter sensibilidade política para perceber o que está acontecendo em Porangabuçu. É notório que o apoio a ele foi negado porque Evandro Leitão comprometeu-se com o grupo que tem a frente André Figueiredo. Só não entendo porque o nome forte que foi tentado, para assumir o comando técnico do Alvinegro, foi o de Givanildo Oliveira.

Se Lula representa algum tipo de impedimento para as pretensões dos que lá estão, o nível de independência de Givanildo é ainda maior. Ademais, o experiente e vitorioso treinador não aceita a política ‘experimentalista’ adotada pelo departamento de futebol alvinegro durante este ano. Com ‘Giva’, o ‘custo-Ceará’ seguramente dará um salto, o que não deixa de ser preocupante.

A análise da situação que se apresenta no Ceará, comporta pelo menos dois tipos de leitura. Um deles é o de que se instala no clube uma situação vivida há bem pouco, quando da gestão de Eugênio Rabelo. E isso não deixa de ser um retrocesso. A outra interpretação, esta já mais otimista, leva-nos a fazermos uma projeção de que teremos iniciativas mais ousadas na formação da equipe para a próxima temporada.

Mas a verdade que não pode ser omitida, é que neste primeiro momento o Ceará já perde. Perde por estar temporariamente engessado, desprezando a vantagem de partir na frente em termos de planejamento e execução, além de contrapor a falta de ação ao discurso, que antes era inspirado na pró-atividade, e agora nem sequer é reativo. Atitude contemplativa é o que temos assistido.

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BREVES E SEMIBREVES ®

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Apcdec-1

Dois nomes e uma dupla despontam na disputa pela direção da entidade. Edílson Alves para presidente e Alano Maia para vice partem na frente. Irapuan Monteiro se apresenta como um desses nomes, e Luís Carlos Amaral diz ter um projeto para lançar-se candidato.
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Apcdec-2

O que esperamos da nossa entidade de classe, é que ela não só nos dê apoio, mas que fiscalize o que vem sendo feito no rádio e através dele, tanto do ponto de vista ético quanto do prisma da qualidade.
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Apcdec-3

É importante também que haja transparência por parte de quem administra a entidade, a fim de que não se dê margem a comentários maldosos e à especulação.
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Apcdec-4

Uma uniformização de tratamento a seus membros também é um desafio que deve ser encarado, evitando-se alguns dos privilégios que sabemos existir, embora não pretendamos polemizar.
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A volta

O radialista Ivá Monteiro reassume sua titularidade no programa que leva seu nome. Podemos até aceitar a polêmica em torno do discursante, mas jamais em torno do discurso. Ele voltou afiado como sempre, na matéria que domina como poucos - poucos mesmo: a (*) OPA dos nossos clubes. (*) OPA: Organização Política e Administrativa.
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Momento difícil

O futebol cearense em seu momento de entressafra, onde escasseiam as informações, revela mais ainda o despreparo de alguns repórteres e comentaristas. Em contrapartida, o comentarista de estúdio que é competente se sobrepõe aos que só comentam o campo. Prestem atenção.
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Em cima do muro

Para quem precisa ficar em cima do muro, a entressafra também representa ainda mais dificuldade. Como assumir posição diante de tão indefinido quadro, sem correr o risco de desagradar esse ou aquele?
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Benê Lima
benecomentarista@gmail.com
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(85) 8898-5106
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VEM AÍ O CFT DO FERRÃO


Ferroviário consegue terreno para construção de seu CT

A Associação dos Amigos do Ferroviário Atlético Clube divulgou na manhã de hoje uma sensacional notícia para a torcida coral. Após algumas rodadas de negociação com a prefeitura de Maracanaú, dirigentes da AAFAC escolheram o terreno onde futuramente será erguido o Centro de Treinamentos Valdemar Caracas (foto).

O projeto do CT do Ferrão foi apresentado, em janeiro passado, por ocasião do evento de lançamento do Projeto Sócio-Torcedor e da Revista Expresso Coral ocorrida no Olympo Praia Hotel. Desde então, além de cuidar dos projetos de ampliação da Vila Olímpica Elzir Cabral, a missão dos dirigentes da AAFAC foi o de conseguir um terreno para construção do CT coral.

Na manhã de hoje, uma comitiva coral formada por José Rêgo Filho, Vitor Monteiro, Antônio Lisboa Cacau e Félix Ponte foram recebidos em Maracanaú. O prefeito da cidade. Dr. Roberto Pessoa esteve representado por seu vice, Dr. Firmo Camurça, que se fez acompanhado de uma equipe de vereadores e secretários do município. Juntos, visitaram terrenos em busca da melhor localização.

O terreno escolhido apresenta 6 hectares e fica somente a 600 metros da estação de metrô de Maracanaú. O CT Valdemar Caracas será erguido numa região próxima ao futuro Centro Administrativo de Maracanaú e ao novo e moderno estádio municipal que já está sendo construído.

"Fomos muito bem recebidos pela prefeitura e tivemos ampla liberdade de escolha do local do nosso futuro patrimônio. Dentro de 4 ou 5 anos, a área escolhida apresentará um processo de desenvolvimento muito avançado e o CT do Ferrão estará cravado no meio de uma moderna área de Maracanaú. Quero ainda ressaltar que a nossa associação sente-se muito feliz em poder colaborar com o crescimento do Ferroviário", declarou José Rêgo Filho, presidente da AAFAC.
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Fonte: Site Oficial do Clube

terça-feira, dezembro 09, 2008

Vão-se os anéis, ficam os dedos

Fortaleza perde Santana e "trava" política

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Após oito anos de parceria, a Santana Textiles confirmou que não estampará sua marca na camisa do Fortaleza em 2009. O motivo alegado para a saída da empresa foi a instabilidade econômica mundial.
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Além de perder o repasse mensal, o Fortaleza, que esteve perto do descenso para a Série C neste ano, terá de contornar um imbróglio político, já que o atual presidente, Lúcio Bomfim, teria condicionado sua participação nas eleições do clube, marcadas para o dia 19 de dezembro, à permanência do patrocinador.

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"Só temos que lamentar a saída de um parceiro de tantos anos, que esteve presente nos nossos grandes momentos, como duas vezes subindo para a primeira divisão. Tudo isso é o reflexo da crise mundial, mas não podemos ficar parados", afirmou o dirigente.
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Caso confirme sua participação no pleito, Bomfim formará a chapa da situação com o conselheiro Renan Vieira. A definição acontecerá no próximo dia 12 de dezembro.
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Em maio deste ano, a antiga Santana Têxtil anunciou a mudança de nome para Santana Textiles com o intuito de divulgar sua marca na América Latina. O processo de "internacionalização" tinha como principal artífice o patrocínio ao clube cearense.

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segunda-feira, dezembro 08, 2008

CONFRATERNIZAÇÃO FOI UM SUCESSO

APCDEC realiza mais um encontro da classe

O Clube dos Diários, que já se coloca como o principal local de encontro dos profissionais da nossa Crônica Esportiva, encampa a ‘Festa de Confraternização dos Radialistas’, um encontro anual da categoria, promovido pela Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Ceará. Mais uma vez o sucesso dos encontros anteriores se repete, não obstante as ausências de alguns dos grandes nomes da radiofonia cearense.

Mas, se faltaram alguns dos que deveriam prestigiar o evento, outros nomes marcam presença, como o foi o caso do Secretário da SESPORTE, Ferrucio Feitosa (fotos 3 e 13), que não se furtou dos assédios de alguns dos profissionais ali presentes. A presença do Secretário, como ele próprio admitiu, representa seu desejo de manter uma relação mais amistosa com a imprensa (rádios, jornais, televisões e multimeios), em que as partes envolvidas só teriam a ganhar em termos de transparência e acessibilidade.

Outra presença marcante foi o a do radialista e jornalista Edílson Alves (fotos 3 e 10), Diretor da Rádio Metropolitana, e candidato oficial a próximo Presidente da APCDEC. Edílson, que é o atual Diretor de Patrimônio da APCDEC, fará dobradinha com o atual Diretor de Sede, Alano Maia (fotos 9 e 13), este como seu Vice. Alano ressaltou o esforço de Edílson Alves no setor de patrimônio da instituição, além de se dizer feliz pela dobradinha que fará com o mesmo para concorrer ao próximo pleito da entidade.

O programa ‘Esportes em Debate’, sob o comando de Ivan Freire, com nossa apresentação e coordenação, fez a cobertura do evento, das 20 às 21 horas, contando com o apoio logístico de Edílson Alves, a quem agradecemos.

Legenda das fotos

(1) Plano geral do setor frontal de entrada do clube;
(2) Plano geral do setor esquerdo de entrada;
(3) Da esq. p/dir.: Edílson Alves, Ferrucio Feitosa, Dra. Marilac e Iraguassu Teixeira;
(4) Primeiro plano com Mendonça Filho; plano de fundo com os irmãos Monteiro;
(5) No plano médio, prof. Fleury Santos conversa com seu neto, Fleury Neto;
(6) Plano geral médio ressaltando a presença dos radialistas e de seus familiares;
(7) Gualber Calado, da Verdinha, com esposa e filhas;
(8) Mesa de Luís Carlos Amaral e família;
(9) Alano Maia anunciando a distribuição de presentes para os filhos menores dos radialistas;
(10) Aderson Maia, atual pres. da Apcdec, tendo ao fundo Edílson Alves, candidato a futuro presidente;
(11) Irapuan e Itamar Monteiro, Assis Pereira e Ivan Monteiro confabulam sobre a eleição na Apcdec;
(12) O sorteio de brindes rola, e o público atento aos números anunciados;
(13) Ao centro, Secretário Ferrucio despede-se do cronista Alano Maia.






































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quinta-feira, dezembro 04, 2008

O abalo da estúpida rivalidade

Ex-Vitória, Carneiro pode ir para o Bahia

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Em entrevistas à rádio "Transamérica" e ao programa "Globo Esporte Bahia", Carneiro confirmou o contato com o candidato tricolor

Afastado do futebol desde setembro de 2005, o ex-presidente do Vitória Paulo Carneiro poderá ressurgir no cenário esportivo na próxima semana. O retorno, no entanto, aconteceria na função de diretor do arqui-rival Bahia caso o deputado federal Marcelo Guimarães Filho vença as eleições presidenciais do clube, marcadas para o dia 11 de dezembro.

"Há essa possibilidade. Uma atração que me enche de prazer e orgulho e acho que Deus estaria sendo muito bom comigo. Eu tenho muitos amigos tricolores, muitos, o que é natural e muitos sempre me falam que eu devia estar no Bahia. E alguns deles ligados a algumas figuras do conselho do Bahia que se colocaram como possíveis candidatos, uns mais diretamente outros menos", disse o ex-dirigente.

"Como hoje nós temos o mercado do futebol polarizado entre dois clubes, toda vez que há algum tipo de migração sempre disseram que jogador do Bahia não ia dar certo no Vitória e vice-versa, justamente por causa dessa rivalidade. Mas eu acho que o mundo está mudando", completou Carneiro, que foi à Justiça para cobrar R$ 10 milhões do clube que administrou por 16 anos.

Essa aproximação, porém, não agrada a torcida do Bahia. Segundo enquete do portal "iBahia.com", 59% dos torcedores reprovam a possível contratação de Carneiro para gerenciar o futebol do clube.

Personagem central da polêmica, o candidato Marcelo Guimarães Filho - que terá o engenheiro Fernando Jorge Carneiro como adversário no processo eleitoral que definirá o novo comandante do Bahia até 2011 - despista quando o assunto é a negociação com ex-presidente do rival.

"Já tenho pessoas contratadas, mas que ainda não poderão ser anunciadas antes da eleição, já que tenho que ser eleito primeiro. Para mim, seria até interessante anunciar essas pessoas para que a torcida acredite nas mudanças", afirmou o deputado.
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quarta-feira, dezembro 03, 2008

Exemplo para Ceará e Fortaleza


Sócio-torcedores lotam Beira-Rio e Olímpico

Nos jogos decisivos das equipes, os estádios terão somente torcedores associados

Equipe Cidade do Futebol

Grêmio e Internacional viverão, nos seus próximos jogos, uma realidade inédita para o futebol. Os dois times gaúchos podem ser campeões (do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-americana, respectivamente) e terão seus estádios lotados exclusivamente por sócio-torcedores para a última partida de cada um nos torneios.

"O que vai acontecer nesta quarta-feira, no jogo contra o Estudiantes de La Plata, é algo inédito no Brasil e motivo de orgulho para todos nós", afirmou Fernando Carvalho, assessor de futebol do Internacional e ex-presidente quando da conquista da Libertadores e do Mundial de 2006.

Como os torcedores que pagam uma mensalidade para o clube têm preferência na compra de ingressos para as partidas, aqueles que não possuem essa ligação financeira com as agremiações ficarão de fora.

"A solução é virar sócio-torcedor, pois assim ajuda o clube todo mês e ganha a preferência na hora da aquisição do ingresso", afirmou Luiz Moreira, vice-presidente de administração do Grêmio.

O Internacional possui quase 80 mil sócios. No Grêmio, o número total de associados é de aproximados 50 mil.
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'A defesa é o melhor ataque', uma máxima respeitável



São Paulo e Grêmio destacam-se por coletividade

Os dois mais bem colocados no Brasileirão 2008 lideram as estatísticas que sobrepõem o jogo coletivo à individualidade

Equipe Cidade do Futebol

Os dois times que ainda sonham com o título do Campeonato Brasileiro 2008 são o São Paulo e o Grêmio. De acordo com o Datafolha, as duas melhores equipes nacionais lideram diversos aspectos que enaltecem a coletividade do elenco. Porém, em dados individuais nenhum dos dois times tem destaque.

"Não temos nenhum craque, nenhum jogador que se apareça muito. Nosso time se destaca pelo coletivo. Nosso grupo é muito forte e equilibrado. Eu tinha falado que quando tivéssemos tempo para treinar e a equipe mudasse pouco, íamos subir de produção, como realmente aconteceu", afirmou Muricy Ramalho, técnico são-paulino.

Mesmo na vice-liderança do torneio nacional, o Grêmio lidera a maioria das estatísticas coletivas. Os comandados do técnico Celso Roth são os melhores quando se fala em desarmes, faltas cometidas, cruzamentos, acertos de cruzamentos, menor número de finalizações sofridas, além de terem a melhor defesa do campeonato.

Já o São Paulo é a equipe mais efetiva do Campeonato Brasileiro em desarmes (tem a mesma média do Grêmio), quantidade de finalizações, recuos para o goleiro, e tem o melhor ataque. O clube paulista também aparece em segundo lugar nos rankings de quantidade de passes, de passes para finalizações e tem a segunda defesa menos vazada.

No entanto, nas 21 categorias individuais do Datafolha, os jogadores são-paulinos só aparecem bem colocados em quatro: Hugo lidera os gols de cabeça, com sete tentos dessa forma; Jorge Wagner é o segundo que mais realiza cruzamentos e o segundo que faz mais assistências; por fim, o goleiro Rogério Ceni possui a segunda melhor reposição de bola do Brasileirão.

O Grêmio está pior ainda se falarmos em destaques individuais. O atacante Marcel tem os mesmos sete gols de cabeça de Hugo, o zagueiro Réver é o terceiro principal ladrão de bolas na competição, e o meia Tcheco é o quinto jogador que mais alça bolas na área.
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segunda-feira, dezembro 01, 2008

A Coluna do Benê Lima

(01.12.2008) COM PÉ E CABEÇA - ANO IV - Nº137

Opinião
UMA PLATAFORMA TÁTICA VENCEDORA

O equilíbrio a partir do meio-campo, foi a tônica do esquema adotado pelo técnico tricolor

O mito de que o esquema 1-3-5-2 é defensivo, se não o foi de todo desmentido por Heriberto da Cunha, mostrou-se perfeitamente transmutável como plataforma tática moldável, tanto a situações de ataque quanto a situações de defesa.

Quando os comentaristas anacrônicos perceberem que função a desempenhar em campo é diferente da posição ocupada em campo, provavelmente algumas idéias preconcebidas cairão por terra.

A dinâmica imanente às plataformas táticas, com suas amplitudes e transitoriedade, consegue mostrar que o 1-3-5-2, quando utilizado com critério, equaciona os problemas referentes às transições ofensivas e defensivas com maior economia de tempo e de esforço físico. Isso se deve a que o ponto focal da concentração de atletas se dá no meio-campo, o que significa menores distâncias a serem percorridas, tanto em relação à defesa quanto em relação ao ataque.

De outra parte, também a compactação se beneficia, e, em tese, se verifica o aumento da amplitude ofensiva, já que a tendência dos laterais que se transformam em alas, é a de dar apoio pelos flancos, o que faz abrir o sistema de marcação do adversário. Quando não, os laterais se transformam em meias, com tendência a obterem vantagem numérica ofensiva, podendo traduzir essa vantagem em volume e pressão de jogo.

Outro fator muito comum observado nas plataformas 1-3-5-2, é a quantidade de rebotes (ou sobras de bola) aproveitados pelos laterais e pelos volantes, no momento pós-contenção em seu campo defensivo. Aí é que se podem notar os contragolpes rápidos, situações que pelo componente de surpresa oferecem grande risco ao adversário.

Do ponto de vista empírico, a plataforma tática e a dinâmica do esquema 1-3-5-2 montado por Heriberto da Cunha, para as partidas contra Bragantino e Brasilense, tiveram duas variáveis básicas: uma que se funda na possibilidade de aplicação de suas dinâmicas; outra que é resultado da postura do adversário.

Contra o Bragantino, a necessidade imposta pelo time daquela cidade obrigou à equipe tricolor a reforçar a vigilância defensiva, e se puderam observar variáveis táticas com dinâmicas que podem ser expressas pelos 1-3-6-1 e 1-3-7-0.

Outra característica tática do Fortaleza naquela partida, foi a escassez de transições ofensivas, sobretudo após a marcação de seu gol com Osvaldo. A propósito, no momento deste gol tricolor, o único atacante em projeção era o Osvaldo, o que nos autoriza a dizermos que 1-3-6-1 foi a dinâmica daquele momento.

Contra o Brasiliense, a quantidade dessas transições foram sensivelmente aumentadas, e tanto a natureza quanto o repertório dessas transições teve um incremento substancial. As aproximações foram mais notadas, e como efeito disto o repertório de jogadas foi bem maior que o costumeiro. Simão e Eusébio alternavam-se em apoio diagonal. As opções de troca de bolas a partir do meio-campo eram uma constante pelo time tricolor, com os suportes ora de Preto ora de Juninho, com os apoios de Erandir e Zé Eduardo, juntando-se a Eusébio Simão.O atacante Nei Paraíba chamava para si as atenções dos zagueiros Júnior Baiano e Santiago, e Osvaldo explorava os lados do campo e as costas dos laterais para estabelecer seu jogo vertical.

Ressalte-se ainda o duplo papel do zagueiro Juninho, que se alternava como terceiro zagueiro em linha e como líbero à frente da zaga, facilitando tanto o trabalho da dupla Gaúcho e Preto, quanto o da dupla Rogério e Erandir. Embora sem ‘scout’ para corroborar, creio que coube a Juninho o maior número de desarmes do primeiro tempo.

Mais um fator importante na marcação tricolor, foi a interceptação dos chutes desferidos contra a meta do goleiro Tiago Cardoso. Quando Erandir e Rogério não conseguiam a devida aproximação sobre o adversário, tentavam e muitas vezes conseguiram interceptar sua finalização. Este foi um fator relevante de proteção à meta tricolor.

Longe de esgotar o assunto, convido o observador a uma reflexão sobre o tema.

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EFEMÉRIDES

Lula rifado
A não permanência do Técnico Lula Pereira à frente do comando técnico do Alvinegro, é perfeitamente compreensível. É relativamente fácil encontrarmos explicações e justificativas tanto para sua permanência quanto para sua dispensa. Assim como há razões que se fundamentam no aspecto técnico e tático, também existem as motivações de natureza política, pelo alto índice de rejeição não só a seu trabalho, mas também à sua personalidade. Não vejo a dispensa de Lula como traição. Se Lula serve ao Ceará, o Ceará também serve a Lula, ao lhe dar, entre outras coisas, visibilidade.

Entrevista
Tenho dito que a retórica não é o forte de Heriberto da Cunha. Ainda assim, o técnico tricolor concedeu lúcida entrevista, na noite de ontem, ao Programa Debate Bola, na TV Diário. O imberbe comentarista Jussiê >>>>>, no que pese sua potencialidade, foi ‘engolido’ pelo empirismo de Heriberto, sem que sequer debate houvesse. Diante de uma abordagem extremamente superficial de seus interlocutores, o técnico tricolor pode deitar cátedra sem maior esforço. Tom Barros, ponderado e comedido como de costume, limitou-se a uma postura predominantemente receptiva, deixando para Heriberto o discurso didático.

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BREVES E SEMIBREVES ®

Moralizando
Morais Filho não faz nenhuma questão de distribuir favores e discriminar colegas para se mostrar simpático a alguns. Cumpre decisões com firmeza, mostrando-se autêntico, no limite da boa educação. Conta com o apoio e o reconhecimento dos justos.

Desmoralizando
Continuam as atitudes desrespeitosas para com o profissional Morais Filho, nas ondas da Metropolitana AM930. O rádio cearense convive com distorções do tipo repórteres que se pretendem comentaristas, e de operadores que se pretendem produtores.

Esclarecimento
Está em curso uma tentativa de criar dificuldades de convivência entre este profissional e companheiros da crônica esportiva. Obviamente que não sou obrigado a concordar com o que dizem os colegas, assim como eles têm o mesmo direito. Vendo o meu peixe; eles que continuem vendendo o deles.

Questão de medida
Sou crítico, mas procuro não radicalizar. Não atuo com os extremos, e evito fechar questões. Costumo tratar as idéias como produto semi-acabado, o que me permite retrabalhá-las quando possível. O diapasão é crítico, o tom é o de oitava intermediária, e a harmonia busca coerência e afinação.Falta de bom-sensoCom administradores demonstrando falta de sensibilidade, a Sesporte bem que tem tentado recuperar-se de um ano ruim a partir de si própria, mas algumas de suas atitudes marcaram negativamente o seu ano. A mais recente delas, foi a manutenção daqueles andaimes, com todo o risco que aquilo representou.

De Juca Kfouri
No futebol brasileiro é assim, vale tudo. Vale a mesma empresa ser parceira de mais de um clube. Vale fazer parceria sem saber a origem do dinheiro do parceiro. Vale botar o time reserva para enfrentar o que luta pelo título. Vale botar o time reserva para enfrentar o que luta para não cair. Vale punir o árbitro que errou na Primeira Divisão com a escalação para a Série B, mas em Natal... Só não vale dançar homem com homem nem mulher com mulher. E deveria valer.

Exemplo
O paulistão 2009 premiará o Campeão, o vice e o campeão do interior. Também receberão prêmios os 1º, 2º e 3º melhores trios de arbitragem. 700 mil Euros para o Campeão; 70 mil Euros para o melhor trio de arbitragem

Benê Lima, (85) 8898-5106

sábado, novembro 29, 2008

Vocação para o futebol

Eleição acirrada no Caucaia dá vitória à situação

A atual gestão caucaiense acumula mais uma conquista, desta feita no campo político-administrativo

A presente semana foi positivamente marcante para o Caucaia Esporte Clube. Logo depois da conquista da 1ª Taça Fortaleza de Futebol Feminino, na última terça-feira, 25, no Estádio Presidente Vargas, a direção do tricolor caucaiense comemora uma conquista ainda maior: a importante vitória nas urnas.

Para o quadriênio 2009-2012, a agremiação que representa o vizinho município da região metropolitana de Fortaleza, continuará sendo administrada por seu sócio-fundador, José Eudes da Silva Lima, o Eudes Caucaia, como é conhecido de todos. Mas para os que pensam que isso representa continuísmo, Eudes prega aviso: “Nós queremos ser melhores do que fomos, e pra isso estamos abertos para o apoio daqueles que queiram nos ajudar. Alguns cargos de diretoria podem ser colocados à disposição de quem quiser colaborar.”

O Presidente do Caucaia promete uma administração um pouco mais participativa, e a busca por um status organizacional que permita atrair parcerias para o clube. Eudes tem esperança de que as divergências políticas possam ser superadas, e que isso represente o apoio do poder público caucaiense à agremiação que tão bem tem representado o seu município.

Em sua fala ao final da Assembléia Eleitoral, Eudes demonstrou uma alegria contida, muito mais preocupado em compor que em descompor, passando a imagem do respeito aos adversários momentâneos, e deles pretendendo a cooperação em prol de um Caucaia maior e melhor.
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BENÊ LIMA
Relações Públicas
Caucaia Esporte Clube
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quinta-feira, novembro 27, 2008

Meninas do Caucaia conquistam I Taça Fortaleza de Futebol Feminino

Do O Povo

Depois de três meses de disputas entre oito times, Fortaleza e Caucaia decidiram a I Taça Fortaleza de Futebol Feminino. Na partida final, ontem à tarde, no estádio Presidente Vargas, a equipe da região metropolitana bateu o Tricolor por 1 a 0. O gol foi da atacante Lula, aos 10 minutos do primeiro tempo.
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Os dois times chegaram à final com um retrospecto impressionante. A dupla venceu todas as partidas e não tomou um golzinho sequer. Além do mais, garantiram vaga para a II Liga Nacional de Futebol Feminino, que acontecerá em janeiro, no interior paulista (Águas de Lindóia).
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Tanto a competição local, quanto à nacional, não têm ligação com federações ou confederações. Aqui, por exemplo, a Taça Fortaleza foi organizada pela Liga Cearense de Futebol Feminino.
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Segundo o presidente da entidade, Sérgio Ricardo, "a idéia era promover o futebol feminino no Estado".
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O dirigente ainda explicou que existe um diálogo com a Federação Cearense de Futebol - FCF - para que seja criado um campeonato estadual oficial de futebol feminino.
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Jornal O Povo, edição de 26 nov 2008

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segunda-feira, novembro 24, 2008

A Coluna do Benê Lima

(24.11.2008) COM PÉ E CABEÇA - ANO IV - Nº136

"O que me assusta no rádio, não é tipo físico dos briguentos, e sim algumas atitudes típicas de calhorda de certas figuras." - (Benê Lima)


Opinião
DÁ-LHES HERIBERTO!!!

Manda teus críticos contumazes aprenderem sobre futebol para com moral debaterem

Defender a Heriberto da Cunha e Lula Pereira é a mais nova ‘acusação’ que pesa sobre minha conduta. Mas não é exatamente a defesa de ambos que tenho feito. Antes, tenho tentado fazer com que as pessoas aprimorem suas análises, tornando-as menos superficiais, menos pontuais, deixando de operar com os extremos, e passando à busca de uma mais ampla compreensão das reais causas da baixa performance dos nossos clubes.

Lula e Heriberto são possuidores de invejáveis currículos, embora isso não os coloque entre os profissionais de ponta, e menos ainda como o supra-sumo do conhecimento futebolístico. Todavia, possuem conhecimento compatível para o bom desempenho de suas atividades, e não deveriam ser contestados por quem não possui embasamento quer empírico, quer técnico, quer científico.

Esperar que numa partida decisiva o técnico leonino enfrentasse o seu adversário de forma aberta, exposta e descomposta, não seria nenhum pouco lógico. Não para um técnico profissional com mediano conhecimento. Não pela fragilidade defensiva do time tricolor.

Heriberto não tinha como não tem opções em seu elenco para promover pura e simplesmente o remanejamento dos jogadores. O time ou times que o técnico tricolor vem formando se equivalem, comparativamente, a uma colcha de retalhos com emendas de frágeis tecidos, por isso sempre sujeitos ao rompimento.

Quando exigidas pelos adversários, as diferentes formações defensivas tentadas por Heriberto, com raríssimas exceções, não inspiravam confiança e não respondiam a contento. Das três vitórias do Fortaleza conseguidas fora de casa, todas elas tiveram o cuidado e o equilíbrio do balanço defensivo como premissas. Vamos aos fatos.

Contra o CRB, em Alagoas, o técnico-tampão Jorge Veras utilizou a seguinte formação, tendo como referência a plataforma 3x5x2: Tiago Cardoso; Vítor, Erandir e Juninho; Gilberto, Dude, Rogério (Leandro), Raul (Mazinho Lima) e Eusébio; Paulo Isidoro e Fábio Oliveira (Osvaldo).

Contra o ABC, em Natal, sob o comando do técnico Heriberto da Cunha, um 4x4x2 com três volantes e um meia com poder de marcação, forneceram o balanço defensivo necessário à equipe, com uma dinâmica de mais consistência defensiva e de uma transição ofensiva rápida. Assim, tivemos a seguinte formação: Tiago Cardoso; Michel, Gaúcho, Preto (Bruno Costa) e Chiquinho (Eusébio); Erandir, Thiago Almeida, Josimar e Simão; Bambam (Osvaldo) e Adailton.

Finalmente veio o jogo contra o Bragantino, e não poderia ser outra a postura do treinador tricolor, senão redobrar em cuidados. Afinal, a partida era ‘eliminatória’, e o Fortaleza não podia perder, sob pena de lançar-se numa aventura terrível, e numa crise de proporções e desdobramentos imprevisíveis.

Diante de tal situação, o arriscar-se seria, como foi, ‘homeopático’. O cuidado era uma constante; o cálculo, meticuloso e preciso; o grande e o médio risco eram para ser evitados; a coragem era para ser movida a rogos; o desespero era para dar lugar, como deu, a uma estratégia de incansável busca do erro do adversário. E nesse diapasão, o Bragantino em suas tentativas de pressionar o Leão, acabou dando os espaços de que Osvaldo precisava, para em contragolpe fulminante dar vida a um Leão semimorto.

Assim venceu o Fortaleza; assim triunfou Heriberto.

Quem sabe, não obstante todos os erros cometidos pelas duas diretorias tricolores desta temporada - notadamente a do primeiro semestre – não teremos, mais uma vez, o gerenciador de crises chamado Heriberto da Cunha, ajudando a salvar mais um time cearense da escabrosa terceira divisão... Quem sabe!

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EFEMÉRIDES

Aos frangalhos

Ceará e Fortaleza chegam agonizando ao final do Brasileirão da B. O Alvinegro de Porangabuçu, mesmo com uma vitória minguada, consegue produzir menos que um mais que cambaleante Gama.

Impressionante a queda de produção de atletas como Dedé, Chicão e Claisson; ridícula as performances de Lúcio e Sérgio Alves; chama-nos a atenção a frouxidão da marcação de Dezinho; entre outros senões.

Diante disto, qualquer crítica dirigida a Lula Pereira deve antes considerar todas estas questões. Essa história de fazer omelete sem ovos não passa de mera figura de retórica, falsa retórica.

É demonstração de uma mente primitiva imaginar que treinador é milagreiro. Tão humano quanto nós, o que os treinadores medianos têm a seu favor é saber sobre futebol mais que nós. Mas é importante que rememoremos que treinador vive é do trabalho, e que depende fundamentalmente de seus comandados para assimilação do que aplica didaticamente.

É natural que o próprio Lula também cometa seus pequenos equívocos, é aceitável que as ‘verdades’ do Lula nem sempre coincidam com as nossas. Mas isto não tira de Lula os ‘álibis’ de que dispõe. A verdade é que o elenco do Ceará mostrou-se limitado, e mais limitado ainda na fase crucial da competição. E isto precisa ser levado na devida conta.

Alguns exemplos destas limitações. O time do Ceará não possui a característica da jogada aérea, porém a lateral-esquerda é repleta de jogadas aéreas. O centro-atacante alvinegro não possui as características nem do segundo atacante nem do primeiro. Enfim, é a referência da não-referência. Lúcio não tem conseguido ser nem meia-de-armação nem meia-atacante. É meio-jogador. As limitações criativo-ofensivas evidenciam-se, quando vemos um antigo volante tornar-se o melhor meia alvinegro da atual temporada. Falo de Cleisson, cujo futebol tem murchado, em razão da queda de seu rendimento físico.

Creio que mais não preciso ser dito.


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BREVES E SEMIBREVES ®

Arrogância ou o quê?
O que me assusta no rádio, não é tipo físico dos briguentos, e sim algumas atitudes típicas de calhorda de certas figuras. Tentar impedir que um chefe de equipe vá para o ar é uma atitude no mínimo de canalha. E isto aconteceu em nosso rádio. E mais não direi se não for provocado. Que não se confunda a pessoa de bem com o otário.

Atitude mafiosa 1
A nossa (minha) liberdade, que tal qual a de todos é apenas relativa como tem de ser, só não está em risco porque não aceito intimidações. Tenho sido questionado por manter uma opinião solitária em desfavor dos dirigentes, e não em favor dos técnicos Heriberto e Lula. Estes são beneficiados pelo meu senso de justiça e pela hierarquia existente entre os erráticos.

Atitude mafiosa 2
Recebo ligação em tom de dissimulada cortesia, acusando-me de haver dito o que não pronunciei. Engraçado é que as pessoas esquecem que o que é dito no rádio é gravado, e elas agem como se assim não o fosse.


Benê Lima
benecomentarista@gmail.com
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quinta-feira, novembro 20, 2008

A Coluna do Benê Lima

(20.11.2008) COM PÉ E CABEÇA - ANO IV - Nº135

Opinião

FUTEBOL SEM EIRA NEM BEIRA

Exageros a parte, o futebol cearense sobrevive sob o primado do pior tipo de amadorismo


Que me perdoem os amadores, que muitas vezes se organizam um pouco melhor que a maioria de nossos pretensos profissionais. Que me entendam os que integram nosso futebol profissional, sem o fazê-lo profissionalmente.

Saibam todos que, o objetivo destas palavras não é o de desprestigiar o esforço, a abnegação nem o trabalho dos atores ou da produção do futebol. O que queremos é ajudar a construir o espírito crítico nas pessoas, apontando equívocos, omissões e a falta de profissionalismo. Não sem entremearmos às críticas, sugestões que representem sinalizadores para a busca de saídas para as constantes crises do nosso futebol.

Se tomarmos a atual crise do Fortaleza para análise, com extrema facilidade inferiremos que ela tem origem no mau gerenciamento do clube. E qual o porquê deste ‘antigerenciamento’? A razão está na falta de cultura gerencial dos nossos dirigentes, que não possuem, quer de forma inata quer adquirida, a devida formação em gestão do futebol.

Muito se fala na necessidade da formação de atletas como a salvação para nossos clubes, mas pouquíssimo se tem falado e nada se tem feito no sentido de formarmos dirigentes para eles. E essa omissão tem gerado um altíssimo custo para os dois maiores entre eles - Ceará e Fortaleza.

Outro fator determinante de suas constantes crises gerenciais, é a falta de projetos de longo prazo e de um planejamento de autogestão, que possibilite a estabilidade mínima desejável entre os diferentes gestores (ou gestões). Um exemplo típico disto, verificou-se entre a tríade Ribamar-Desidério-Bomfim, isso para ficarmos apenas no exemplo mais recente.

Ribamar teve bom desempenho em títulos, razoável performance administrativa, e pouca eficiência na administração do futebol, isto podendo ser aferido pelos valores da relação custo x benefício. Mas vale registrar que Ribamar teve e mantém um bônus adicional: a criação do IFEC, que gerencia o projeto do centro de formação e treinamento de atletas.

Surge Desidério com um perfil inteiramente diferente do de Ribamar. Sem o mesmo nível de independência, e tendo sido forjado à sombra de Ribamar e eleito sob a falsa égide da Santana Textiles, Desidério lançou a si e ao clube numa aventura sem precedentes, conseguindo desfazer em meses o que houvera sido construído em mais de meia década. De um clube saneado e acreditado, que servia de referência para o norte e o nordeste brasileiro, o Fortaleza mergulha na sua maior crise após a virada do século, e o que é pior: com a ajuda de muitos tricolores torcedores de dirigentes.

Vem Bomfim que já havia pulado para fora do barco à deriva, e volta como timoneiro ‘salvador-da-pátria’, mas sua performance segura se mostra lenta e ineficaz para manter o controle das coisas. Eis que o barco tricolor continua à deriva, muito mais dependente de uma favorável conjunção casual dos eventos, para escapar da tragédia do rebaixamento para a terceira divisão.
Diante de tão cruel e lastimável realidade, cuja extensão é maior do que pensam muitos, resta dizer que nossa indignação como cronista esportivo, só não é maior que nossa compaixão pela situação do nonagenário Fortaleza Esporte Clube.

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EFEMÉRIDES

Críticas sem qualificação
Muito do que temos escutado em termos de críticas ao treinador Heriberto da Cunha, é mais fruto da falta de cultura futebolística dos críticos, que em sua maioria não buscam atualização de seus parcos conhecimentos. Recentemente, Heriberto concedeu uma esclarecedora entrevista, onde comenta sobre muitos dos questionamentos que vem sofrendo. A mim Heriberto não precisaria convencer, pois jamais tive dúvida quanto a quem sabe mais: se Heriberto ou se seus críticos. Não por uma questão de sectarismo de minha parte, mas sim pelo esforço que tenho feito ao longo dos anos, para ampliar minha compreensão sobre os diferentes aspectos que envolvem o futebol.

Loteria ou jogo de sorte e azar
Escalar o time do Fortaleza tem representado uma verdadeira loteria. Isso porque todos os atletas já foram testados, e a resposta confunde o mais arguto dentre os observadores. Se o critério for técnico e pragmático, não há quem resista como titular; se for físico, muitos não tem dado resposta satisfatória; se for tático-técnico, apenas alguns respondem satisfatoriamente. Tem razão prevalecente o técnico Heriberto, por mais que sua retórica seja imprecisa.


BREVES E SEMIBREVES ®

FCF- Eleição e renovação
No pleito federacionista que se avizinha, embora com período previsto mas com data incerta, há prenúncio de que tenhamos, além da disputa, o compromisso prévio de uma gestão arejada e embasada em propostas preanunciadas. Isso é o que deixou transparecer Mauro Carmélio, em quem depositamos nossas esperanças de menos anacronismo.

FCF - Incapacidade
O que mais lamentamos na condução da nossa entidade de administração do desporto (FCF), é a ausência do espírito de empreendedorismo entre os que a dirigem. E com Carmélio, parece-me lícito esperar que esse ciclo de não-prática seja interrompido.

FCF – Renovação
Não pretendemos a mudança pela mudança. Não queremos a mudança de uma série de comportamentos contraproducentes, por outros provindos de novas pessoas com idéias igualmente velhas e contraproducentes. A mudança deve ser de mentalidade. Portanto, cabe até a reciclagem, desde que seja sob novo e renovado comando.

FCF – Desqualificação
É perceptível a campanha que tem sido disparada na tentativa de desqualificar a candidatura do atual Vice, Mauro Carmélio, ao identificá-lo, maldosamente, como torcedor e não como dirigente. Mesmo que Mauro não abra mão de uma mera simpatia clubística, ainda assim não se deve acreditar que ele seja um homem de tão estreito feixe de valores, sem ambições pessoais lícitas e desprovido do desejo de crescimento pessoal e profissional.

FCF – Situação atual
Vê-se que muitas das tarefas que em um QDT (Quatro de Distribuição de Trabalho) caberiam ao Presidente Degésio, já vem sendo acumuladas pelo atual Vice. Disto podemos denotar o espírito cooperativo e a lealdade franciscana de Carmélio, que tem colocado os interesses da entidade que representa, e os interesses de seus afiliados, acima de quaisquer outros interesses.

FCF – Amarras
Vislumbro na candidatura de Mauro Carmélio, além das precondições às quais já me reportei, duas outras que são: a experiência do cargo, e a declarada vontade política de apresentar-se como instrumento das mudanças que a nossa entidade de administração do desporto está a reclamar. Mauro certamente projeta o sonho da soltura das amarras. (...)

FCF – Planos e projetos
Indagado sobre o futuro que se avizinha, Mauro mostrou-se seguro ao sustentar que tem projetos, aspirações, idéias de crescimento e uma plataforma de gestão. Entre os itens dessa plataforma, destaca a interiorização do futebol. Quanto às parcerias, demonstrando que pensa o futebol como um todo, acena com a disposição de dar apoio às iniciativas da Liga Cearense de Futebol Feminino (LCFF).

No reino do Pici
Tomei conhecimento que há situações putrefeitas no Pici que têm causado grande insatisfação ao comando da patrocinadora-master do Leão. Isso pode provocar até seu afastamento do clube. Caso se confirme, tal decisão agravará ainda mais a já estonteante crise do Tricolor.

De mau a pior
Os nomes que começam a surgir como candidatos à presidência do Fortaleza, não são nada animadores. Se os associados do clube não cuidarem, um ciclo de maior retrocesso se instalará pelas bandas do Pici.

Tiro no pé - 1
Os únicos culpados pela monumental crise tricolor não são outros senão os tricolores. A prática da blindagem provocou a perda do senso crítico, embotando a visão de muitos torcedores leoninos. Será que agora, independente da divisão em que a equipe se enquadre, houverá algum aprendizado?

Tiro no pé - 2
De programas oficiais a oficiosos do Fortaleza, ficou a garantia de que eles em nada contribuem de maneira efetiva e menos ainda eficaz, para o crescimento do clube. A falta de qualidade dos cartolas, e a baixíssima presença de público nos estádios nos jogos do time que o digam.

Desrespeito
Nas ondas da Metropolitana AM930, tenho assistido com certo embaraço, o que tem sido feito contra o legendário cronista Morais Filho. Numa atitude de flagrante desconsideração, sobre a fala de Morais têm sido jogadas vinhetas inoportunas e ridículas. Lamenta-se. Isto é que é falta de ética.

Confraternização
A APCDEC promove sua festa anual de natal e ano novo no próximo dia 5, nas dependências do Clube dos Diários. Quem avisa é o multimídia Alano Maia, ele que deu novo fôlego àquela entidade classista.

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“A visão pessimista do nosso futebol não deve fundar-se (...) nos prêmios monetários dos jogos, mas sim na carência de ciência e consciência, em todo o sistema onde o futebol se desenrola. Uma luta egoísta, sem vida sindical constante e lúcida, indiferente ao sofrimento dos antigos ou atuais colegas de profissão, que jazem na miséria, nunca sai vitoriosa, porque é uma forma de autopreservação da injustiça e do erro”... (Manuel Sergio, professor e filósofo do fenômeno esportivo)


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