Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

segunda-feira, agosto 31, 2009

As últimas do Paulinho

Jabá SPORTV ?

Saída da Sala de Imprensa do Morumbi, logo após a partida entre São Paulo e Palmeiras.

Muricy Ramalho ainda falava na coletiva.

Edmilson, na porta do local, reclamava com um amigo: “Poxa, me convidaram para ir no Arena SPORTV, mas querem que eu utilize a marca do “cara”.”

O desabafo foi testemunhado por repórteres que estavam ao lado.

Um dos jornalistas do MSM correu atrás do atleta e perguntou: “Algum problema para ir ao Sportv ?”

O jogador respondeu, visivelmente contrariado: “Não, não há problema nenhum…”

Realmente lamentável.


Roubos, desvios e comissões

Os roubos e desvios de atletas nas categorias de base do Corinthians são de impressionar.

Primeiro pela ousadia de gente que não se importa de fazer as coisas sem se esconder.

Evidente que a impunidade é o maior dos estímulos.

Por último pelo fato de Andres Sanches aceitar “oficialmente” alguns destas transações.

Anteriormente, negava de pés juntos, como no caso Palmeirinha.

Dirigentes ganham comissões, partes de direitos federativos, e escolhem ainda quem negociar, ou não.

Há também uma espécie de guerra interna entre os ladrões.

Que atingiu também os empresários, incomodados com o poder cada vez maior de Carlos Leite, o Mano do Mano.

O filé vai para ele, o restante tem dividido as sobras.

O zagueiro Renato vem sendo prejudicado porque seu pai recusou assinar vínculo com o empresário.

Depois disso, nunca mais foi relacionado, e viu o clube contratar zagueiros inexpressivos, como Paulo Andre, amigo da turma.

Por falar nele, seu empresário entrou em contato com o blog, nervoso com a divulgação da verdade.

Evidente que não adiantou.

Uma coisa é certa, nunca se roubou tanto, no futebol amador do Corinthians, quanto agora.

Nesi Curi realmente foi um bom professor.


A imprensa sofre no Morumbi

Estive ontem no Estádio do Morumbi acompanhando a equipe do Mídia sem Média, que realizou a cobertura da partida entre São Paulo e Palmeiras.

Pude constatar a precariedade das instalações que são destinadas aos profissionais da imprensa.

Muita coisa precisa mudar se o Tricolor pretende sediar a abertura de uma Copa do Mundo.

A cabine de nº 30, onde a equipe se postou, próxima do UOL e da Globo.com, além de ter uma visão muito ruim do gramado, possui alguns pontos cegos, que realmente dificultam a boa execução do trabalho.

Por mais irônico que possa parecer, no local onde estão localizadas as equipes de sites, a internet não estava funcionando.

Nas cabines que tiveram mais sorte, havia uma irritante oscilação de sinal.

Foi necessário o deslocamento de um profissional do MSM até a Sala de Imprensa, próxima ao portão principal, para que a conexão pudesse ser realizada.

Outro fato que me chamou a atenção é a absoluta escasez de locais para que os jornalistas consigam, no mínimo, fazer um lanche.

O único disponível, o Habibs, cobra preços mais de 5 vezes acima do que suas lojas de rua.

Um verdadeiro absurdo.

Em alguns locais, onde as credenciais precisavam ser mostradas para que o profissional circulasse por ambientes restritos, alguns “filhinhos de papai” faziam escândalos para entrar de graça. “Meu pai é fulano de tal”, “ Conheço o diretor X”, “Você não sabe com quem está falando”.

Muitos deles conseguiram entrar, mesmo sem carteirinha.

Os repórteres que ficam no térreo, à espera de escalações, e outras notícias, trabalham em condições ainda piores.

Sala apertada, sem estrutura adequada, e o mínimo de conforto.

Visitei ainda as cabines da CBN, onde conversei com Deva Paschovith e Vitor Birner, da rádo Globo, onde encontrei Oscar Ulisses, Zé Elias e Oswaldo Paschoal, e da Rádio Bandeirantes, onde cumprimentei rapidamente o José Silvério e o Mauro Beting.

É um local apertado, pior do que o Pacaembu.

Para finalizar, subi até o último andar, e entrei na cabine da BAND, onde conversei rapidamente com o Neto, sob o olhar incrédulo de Luciano do Valle.

É, sem dúvida, o local menos ruim de trabalho.

Com mais espaço, além de banheiros e lanchonetes mais próximos, embora, nem por isto, de melhor qualidade.

Fui embora antes da partida começar.

Tinha um compromisso inadiável.

A equipe ficou por lá, e mesmo com as dificuldades relatadas, conseguiu se virar bem.

O resultado você confere mais tarde.


Grave denúncia na Fórmula 1

Reginaldo Leme fez uma denúncia gravíssima na transmissão do GP da Bélgica, pela Rede Globo.

Segundo o jornalista, Nelsinho Piquet e Flávio Briatore estão sendo investigados pela FIA, por ocasião de um acidente em que o brasileiro teria se envolvido, em 2008, que propiciou a entrada do “Safety Car” na pista, beneficiando seu companheiro de equipe, Fernando Alonso.

Reginaldo disse ainda que há rumores de que existiriam gravações em que ordens teriam sido transmitidas para que Nelsinho provocasse o acidente, ou a entrada do carro.

Visivelmente incomodado com a informação, Galvão Bueno tentou alertar seu companheiro da gravidade desta notícia, e que o responsável por ela poderia arcar criminalmente se não tivesse provas do que estaria falando.

É difícil acreditar que Nelsinho se submeteria a uma situação tão lamentável, mas é evidente que tudo precisa ser apurado, e os culpados, punidos.

Sejam eles os que causaram o acidente, ou aqueles que inventaram a história.


A farra de Orlando Silva Junior

Integrantes de programa do Ministério do Esporte misturam relações pessoais e de parentesco com a vida profissional

Do CORREIO BRAZILIENSE

Por IZABELLE TORRES

As regras que proíbem o nepotismo na administração pública existem há um ano. Mas no Ministério do Esporte é fácil encontrar casos em que as relações pessoais se misturam com a vida profissional. Pior. Casos em que a máquina pública banca e beneficia a mesma família, graças à influência política que um dos seus integrantes exerce. E entre práticas de nepotismo declaradas, há também os atos indiretos a favor de amigos, aliados ou antigos ocupantes de cargos de chefias. O Correio encontrou algumas dessas demonstrações de descumprimento da lei e de práticas de favorecimento a determinados grupos.

Uma das demonstrações de dribles à súmula (1)do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o nepotismo e o uso do cargo para beneficiar a própria família, é praticada pelo coordenador do Departamento de Programas Sociais de Esporte e Lazer, Luiz Roberto Malheiros. Sua mulher, Cláudia Marins, faz parte de um cadastro de formadores do Programa (2)Esporte e Lazer das Cidades (PELC). Ela é uma das 80 aprovadas em seleção para dar treinamentos em instituições que irão receber recursos do ministério. Cada curso paga ao formador cerca de R$ 6.400. Esse valor é repassado pela instituição que está recebendo o treinamento. No entanto, é o ministério que indica o formador responsável pelo curso. É nesse contexto que entra o poder da influência que cada integrante da lista de formadores consegue exercer. É aí também que entra a vantagem de Claudia Marins.

Favorecimento
De acordo com cinco professores que também constam no cadastro de formadores, a mulher do coordenador Luiz Roberto é frequentemente indicada para formações. Algumas vezes, seu nome não aparece na lista oficial do ministério, já que entra como “convidada” do palestrante oficial. Nesse caso, a quantia de R$ 6.400 é dividida entre os dois formadores. Um exemplo dessa parceria ocorreu esta semana em Brazlândia. Na formação dada na Brigada Mirim constava Antonieta Martins como a responsável pelo curso. Pelo menos oficialmente. A reportagem foi ao local do treinamento e verificou que Cláudia Marins era a outra palestrante, apesar de seu nome não aparecer em nenhum documento.

“Isso é muito comum. Sou amiga da Antonieta e sempre fazemos formações juntas. O ministério não tem nada com isso. Eles a indicaram e ela me chamou para dividir o trabalho. Meu marido tem mesmo influência lá, mas sou uma profissional capacitada. Os convites que recebo não têm a ver com ele”, diz a professora.

Indignação
Mas os relatos de responsáveis por entidades que já patrocinaram os cursos de formação desenham um cenário diferente. De acordo com três coordenadores de instituições esportivas, apesar de o dinheiro para os palestrantes sair dos recursos destinados às organizações, são os coordenadores do ministério quem escolhem os formadores. “A gente não diz nada. Eles já vieram com o nome do escolhido e o preço do curso. Confesso que não entendi isso direito, mas a gente não pode questionar muito sob pena de não receber os recursos para os projetos”, relata um deles em conversa gravada. O coordenador pediu para seu nome não ser publicado temendo retaliações.

O teor do depoimento do coordenador foi o mesmo dos outros dois representantes de entidades. Todos relatam o direcionamento na escolha dos formadores, apesar de existir uma portaria publicada em 2007 afirmando que “os formadores serão contratados pelas entidades conveniadas”. Na lista de formadores do programa há outros nomes influentes que, segundo professores também cadastrados, levam vantagens na hora das indicações.

É o caso de Andréa Ewerton, que foi diretora do departamento de esporte e lazer e uma das criadoras das regras para o cadastro do qual hoje faz parte. Ela nega qualquer favorecimento. “Não sou frequentemente convidada. Realizei duas formações. Tais indicações ocorrem em função de meu estudo no mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais e da minha atuação como Diretora de Políticas Sociais, cargo de que solicitei exoneração em 2008”, diz. Ironicamente, e apesar de Andréa constar no cadastro público de formadores, a assessoria de imprensa do ministério informou que a ex-diretora não consta como formadora do PELC. O formador Luiz Otavio Neves também trabalhou na diretoria que administra o cadastro de professores.

No amor
Além das estratégias indiretas para burlar a súmula do STF, o ministério também possui casos declarados e conhecidos de casais que trabalham juntos. No Departamento de Esporte Escolar e de Identidade Cultural estão Silvia Bortoli e Angelo Bortoli. Ambos são funcionários da prefeitura de Guarulhos (SP) e ocupam cargos comissionados no ministério. “Somos um casal sim, mas não vou falar sobre isso. Somos de setores diferentes e é só esse meu comentário”, diz ela, que ocupa cargo de chefia.

Mais disposto a falar sobre o assunto, o coordenador do Departamento de Programas Sociais de Esporte e Lazer, Mario Dutra, confirma sua relação com a funcionária Adriana Nemer. “Ela entrou aqui em 2000 e eu em 2003. Desde 2005 mantemos união estável. Nosso caso já foi relatado para os órgãos responsáveis e até o final do mês encaminharemos o relato para o setor responsável aqui do ministério. Nosso caso é simples porque estávamos aqui antes. Também porque somos de setores diferentes”, relata Dutra.

1 – Súmula do STF
Em 28 de agosto do ano passado, o STF decidiu pela proibição da prática de nepotismo nos três poderes. De acordo com o texto, ficou proibida a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até 3º grau, inclusive da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento. A decisão também proibiu o nepotismo cruzado, que acontece quando autoridades contratam parentes de outras autoridades para driblar a relação direta de parentesco.

2 – Vulnerabilidade
O Programa Esporte e Lazer das Cidades (PELC) foi criado para suprir a carência de políticas públicas e sociais que atendam às crescentes necessidades e demandas da população por esporte recreativo e lazer. De acordo com o texto de criação do programa, a prioridade deve ser dada para regiões em situação de vulnerabilidade social e econômica, reforçadoras das condições de injustiça e exclusão social a que estão submetidas.

Receitas de bilheteira no Brasileirão 2009
Em termos de receitas, o Corinthians é o clube que mais fatura. Até esta data, na venda de bilhetes dos jogos em casa (11 jogos), o clube já gerou 2,3 milhões de Euros
Com uma média de 38.777 espectadores por partida, o Atlético-MG detém o melhor registro até a 21ª rodada entre os 20 clubes da Série A do Brasileirão. No total, o clube de Belo Horizonte recebeu, nos 10 jogos que efetuou em casa, 387.768 espectadores, o que significa uma ocupação de cerca de 60% em relação à capacidade do seu estádio, valor semelhante às médias de ocupação dos maiores clubes europeus.

O recorde de espectadores em um jogo vai para o Flamengo, ao conseguir encher o estádio com 68.217 adeptos. No entanto, o Flamengo apenas conseguiu um total de 303.047 espectadores em 11 jogos em casa, o que significa uma média 27.550 espectadores.


Clubes com maiores receitas de bilheteira – Brasileirão 2009 (21 rodadas)

- Corinthians – 2,3 milhões de Euros (R$ 6,4 milhões) – média de 18.235 espectadores
- Flamengo – 2,1 milhões de Euros (R$ 5,9 milhões) – média de 27.550 espectadores
- Palmeiras – 2,0 milhões de Euros (R$ 5,6 milhões) – média de 16.445 espectadores
- Atlético-MG – 2,0 milhões de Euros (R$ 5,4 milhões) – média de 38.777 espectadores
- Grêmio – 1,4 milhões de Euros (R$ 4,0 milhões) – média de 19.373 espectadores
- São Paulo – 1,2 milhões de Euros (R$ 3,4 milhões) – média de 9.650 espectadores
- Atlético-PR – 1,2 milhões de Euros (R$ 3,3 milhões) – média de 15.298 espectadores
- Cruzeiro – 1,1 milhões de Euros (R$ 3,0 milhões) – média de 16.289 espectadores
- Sport – 900 mil de Euros (R$ 2,4 milhões) – média de 18.500 espectadores

Em termos de receitas, o Corinthians é o clube que mais fatura. Até esta data, na venda de bilhetes dos jogos em casa (11 jogos), o clube já gerou 2,3 milhões de Euros (R$ 6,4 milhões), o que não impede que ocupe apenas o quinto lugar em termos de média de espectadores. O Corinthians é o clube brasileiro com o preço dos bilhetes mais elevado, com os adeptos pagando uma média de 11,50 Euros (R$ 31,30), no entanto na temporada passada a média situava-se nos 6,80 Euros (R$ 18,55).

No total os clubes brasileiros geraram, até a 21ª rodada, 21,2 milhões de Euros (R$ 57,2 milhões), em receitas de bilheteira, uma média de 102.700 mil Euros (R$ 276.331,00) por jogo.

Fonte: Futebol Finance

Notícia nacional

Ceará se volta à torcida para construção de CT
Alvo da estrutura é conceder benefícios também a deficientes visuais e segmentos carentes da população da região de Pacajus
Equipe Universidade do Futebol

No último sábado, a direção do Ceará esteve presente na cidade de Pacajus, região metropolitana de Fortaleza, para o lançamento da pedra fundamental do novo empreendimento do clube: um centro de treinamento, que terá como foco também o processo de inclusão social.

A estrutura física será aparelhado para receber deficientes visuais e pessoas que sofreram amputação de órgãos, com prioridade para segmentos carentes da população residente em Pacajus e áreas adjacentes. A previsão é de que em dois anos o projeto esteja concluído.

Para a efetivação do mesmo, a cúpula alvinegra recorre à sua torcida, entusiasmada com a campanha da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro – o Ceará está em quarto colocado, dentro da zona de classificação à primeira divisão, e vem de uma vitória por 2 a 0 diante do líder Vasco, no Maracanã.

A partir do grupo da “Campanha Ceará Unido”, que está à frente do empreendimento, uma revista alusiva aos 95 anos de fundação do clube está sendo comercializada em diversos pontos do Estado. Todo o dinheiro que for arrecadado será usado para pagar a mão de obra referente ao soerguimento do muro que fechará uma área de quatro hectares.

“O material de construção será arrecadado junto à torcida através de campanhas promocionais”, diz Danilo Ferreira, coordenador do “Ceará Unido”.

A edição histórica da revista é fruto de uma pesquisa realizada pelos professores Airton de Farias e Lúcio Chaves. Além de um rico acervo de fotos de todas as formações do Ceará Sporting Club desde 1914, a publicação acolhe várias reportagens e recortes de jornais da época. Tudo em prol da agremiação.

“A gente não vem só fortalecendo a equipe e o grupo de trabalho. A estrutura do Ceará está ficando mais consolidada, com a participação do presidente Evandro Leitão e de pessoas profissionais que querem levar o Ceará à primeira divisão. E isso que vai determinar essa nossa possível subida e uma permanência lá”, ratificou PC Gusmão, treinador da equipe, durante entrevista coletiva concedida logo após o triunfo diante dos cariocas, na última sexta-feira.

Avaí será tema de documentário do PFCI

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo


A volta do Avaí à primeira divisão do Campeonato Brasileiro será mostrada no PFC Internacional para dez países. O documentário "Vamos subir Leão" irá ao ar no dia 1º de setembro, quando o clube completará 86 anos.

O programa mostra o drama vivido em 2004, quando o time deixou a vaga escapar ao ser derrotado pelo Fortaleza por 2x0. Um gol teria classificado a equipe à elite do futebol nacional naquela ocasião.

Dirigentes e jogadores "narram" a trajetória do Avaí na Série B do ano passado, que marcou a volta à principal divisão do país depois de 30 anos. A atração também mostra os principais gols da campanha vitoriosa de 2008.

Com uma campanha surpreendente, o Avaí ocupa atualmente a sexta colocação na temporada do Nacional, com 34 pontos conquistados em 22 jogos.

domingo, agosto 30, 2009

As finanças do futebol - os patrocínios no México
Crescimento da torcida e reflexo nas arquibancadas é outro ponto diferencial dos clubes desse país
Equipe Universidade do Futebol
Os clubes da Liga Mexicana, ao contrário dos clubes das restantes ligas dos países sul- americanos, não dependem exclusivamente das transferências de jogadores para o estrangeiro como forma de equilíbrio das suas finanças. No futebol mexicano, as receitas provenientes dos patrocínios e da bilheteira têm uma importância igual, sendo que apenas a publicidade nos equipamentos dos clubes representa quase 30% das receitas anuais obtidas.

A maioria dos clubes mexicanos recebe entre 1,2 milhões de euros e 1,7 milhões de euros em publicidade nos seus equipamentos. No entanto, em média, os clubes no México têm sete anunciantes nos seus uniformes, sendo que a agremiação com menos patrocínios possui apenas dois anunciantes. Enquanto isso, o clube com mais consegue reunir receitas de 12 anunciantes.

Dessa forma, as receitas provenientes dos principais patrocinadores nos uniformes das equipes mexicanas variam entre os 500 e os 700 mil euros; nas costas da camisa, conseguem-se obter patrocínios entre os 250 e os 550 mil euros.

Custo médio dos patrocínios nos equipamentos dos clubes mexicanos:

Patrocinador principal à frente– 500/700 mil euros
Patrocinador principal nas costas – 250/550 mil euros
Patrocinador secundário à frente – 70/105 mil euros
Patrocinador nas mangas – 70/105 mil euros
Patrocinador nos calções à frente – 140/280 mil euros
Patrocinador nos calções atrás – 105/175 mil euros
Patrocinador nas meias – 70/105 mil euros

Isso significa que um clube que consiga preencher todos os sete espaços do seu fardamento com publicidade consegue reunir no mínimo cerca de 1,2 milhões de euros em receitas de publicidade - valor este que muitos clubes europeus têm grandes dificuldades em alcançar.

Sendo um dos países com maior população da América, os clubes mexicanos beneficiam-se também desse fato. Em termos de torcedores, são os que têm mais seguidores no mundo, com o respectivo reflexo em termos de bilheteira, situação na qual os clubes com mais seguidores conseguem assistências totais durante a Liga Mexicana de mais de 1,3 milhões de pessoas, enquanto os clubes menores conseguem reunir mais de 600 mil aficionados.


Fonte: Futebol Finance

Polêmica ou realidade?

O treino do jogador de futebol na "caixa de areia"
Trabalhos científicos têm mostrado que os efeitos de curto e médio prazo de treinos na caixa de areia, não contribuem para o aumento da velocidade de deslocamento ou da força explosiva

Rodrigo Azevedo Leitão

Hoje, vou me intrometer onde não fui chamado. Dia desses, estava vendo TV, ou melhor, zapeando canais, quando uma fervorosa discussão em um programa esportivo me chamou a atenção.

Dois especialistas da mesma área – preparação física – divergiam sobre benefícios, malefícios e a necessidade real de treinos em “caixa de areia” para jogadores de futebol.

Um deles dizia ser o treino em “caixa de areia” essencial para melhorar a velocidade de deslocamento dos jogadores em campo e que, portanto, esse meio de treinamento deveria ser usado em qualquer etapa da preparação. O outro concordava que o trabalho em “caixa de areia” era benéfico para a melhora da velocidade de deslocamento, mas que esse tipo de trabalho só deveria ser empregado em determinadas etapas do processo de treinamento.

Oh não senhores!

Primeiro, pelos motivos que já tantas vezes apresentei, proponho que pensemos em treinos para jogadores de futebol numa outra perspectiva – integrada, complexa, imprevisível, etc, etc, etc. Mas tudo bem; se preferem não mudar, paciência – a verdade, na verdade, não é uma verdadeira verdade.

O caso é que o problema na discussão que assisti é muito anterior a questões que envolvem modelos ou construtos inovadores nas tendências do treino desportivo do futebolista.

A velocidade de deslocamento do jogador de futebol, a constante mudança de direção e as alternâncias permanentes de ritmo de corrida estão, entre outras coisas, associadas também ao tempo de aplicação e manifestação da força muscular por parte desses jogadores. Esse tempo, para favorecer contrações bastante rápidas, precisa ser mínimo.

Para se deslocar em alta velocidade, um jogador necessita que o tempo de aplicação de força no solo (no gramado onde joga) seja muito pequeno, mas que promova movimentos muito rápidos, de maneira que a aplicação da força pelo pé do atleta no campo e a reação do campo sobre o pé se expressem de maneira extremamente reativa e explosiva.

O tempo de contato a cada movimento entre pé (chuteira) e solo (gramado) deve ser mínimo, e nele (no tempo mínimo) a expressão da força (que garanta a ação rápida) deve ser relativamente máxima e suficiente para a necessidade da própria ação.

E isso, é justamente o contrário do que a “caixa de areia” propicia.

Quando um atleta tenta fazer corridas rápidas na areia tem dificuldades, pois o tempo de contato entre o seu pé e o solo, a cada movimento, é maior do que quando realizado na grama, ou outra superfície mais dura. Isso quer dizer, que a frequência de movimentos que acaba sendo capaz de fazer na areia é menor do que no gramado e que, portanto, a exigência neuromuscular para a ação não se configura como sobrecarga que estimule respostas adaptativas no sentido do aumento da velocidade.

Trabalhos científicos têm, faz muito tempo (muito mesmo!), mostrado que os efeitos de curto e médio prazo de treinos na caixa de areia não contribuem para o aumento da velocidade de deslocamento ou da força explosiva; pelo contrário, muitos relatos apontam perda de desempenho nesses índices com treinos que a utilizam como meio.

Então, diria aos nossos especialistas (os que assisti discutindo) que, sob o ponto de vista da complexidade, essa discussão nem faria sentido. Mas que ainda assim, mesmo não me pautando nela (na complexidade), o treino na “caixa de areia” para melhora do desempenho na velocidade de deslocamento dos jogadores de futebol ou da sua força explosiva não faria sentido algum em etapa alguma da preparação atlética do futebolista.

Sobre tática

Treinar jogando: a Zona de Desenvolvimento Proximal como mais um argumento!
Evoluição no jogar - aquisição de ritmo e consistência de jogo - de uma equipe ocorrerá justamente com os duelos de meio e fim de semana
Rodrigo Azevedo Leitão

O maior motivo de reclamação das equipes de futebol (o excesso de jogos) acaba sendo o principal meio para a evolução do jogar que elas acabam tendo

Em um jogo de futebol, durante o confronto das duas equipes que o disputam, há um sem número de situações-problema, que ocorrem o tempo todo, aleatoriamente, de maneira imprevisível, em cada milímetro dos 7000 metros quadrados que correspondem ao campo de jogo.

Vencer o jogo significa resolver melhor essas situações. Resolver melhor essas situações significa tomar as melhores decisões a cada ação, sob o ponto de vista individual e coletivo.

Na tomada de decisão, a intenção na ação e as estruturas criadas a partir de experiências anteriores podem colaborar para melhores decisões em uma situação-problema qualquer. Para tanto, a experimentação de situações desafiadoras, diversificadas e ricas, específicas do jogo, aumentará cada vez mais as chances de quem joga de tomar decisões acertadas.

A inteligência humana é um mecanismo móvel, imprevisível, versátil e circunstancial, que, diante dos problemas dispõe ao sujeito um leque de possibilidades, que, se for amplo (o leque), diversificado e rico, contribuirá para que sejam escolhidas as melhores opções disponíveis para cada circunstância.

Então, o treino de futebol deve levar em conta que, para se estar habilitado para jogar, deve-se treinar, jogando.

Nessa perspectiva, vale ressaltar que a possibilidade de aprender a partir de estímulos que desencadeiam processos de assimilação e acomodação – e de, portanto, formar novos esquemas cognitivos – deve estar adequada à fase de desenvolvimento do sujeito que recebe o estímulo (e isso inclui o seu nível de compreensão e ação no jogo). Em outras palavras, só é possível interagir com problemas se esses forem adequadamente superiores ao conhecimento prévio necessário para tal (não pode ser excessivamente superior, nem inferior!).

Sobre isso, Vygotsky descreveu a existência de uma área potencial de desenvolvimento cognitivo definida como uma “área” que rodeia o desenvolvimento real atual do indivíduo (que é determinado pelo seu nível atual para resolver problemas sem auxílio de outras pessoas) e pelo nível de desenvolvimento potencial (que é determinado através da resolução de problemas que precisa ser “guiada”).

Então, o nível de desenvolvimento consolidado, que permite a utilização do conhecimento de forma autônoma, é o desenvolvimento real do sujeito. Ele não é estático e vai se alterando no processo de aprendizagem. A consolidação do desenvolvimento real gera também possibilidades menos elaboradas e não consolidadas que potencialmente podem ser construídas; esse é o desenvolvimento potencial. O desenvolvimento potencial tende a ser, com o processo permanente de aprendizagem, o futuro desenvolvimento real (FIGURA).




Segundo Vygotsky, o processo de desenvolvimento não coincide com o processo de aprendizagem, porque há uma falta de sintonia (“assintonia”) entre os dois (o processo de desenvolvimento e o processo de aprendizagem que o precede). Dessa assintonia, que corresponde à área da “dissonância cognitiva” do potencial do aprendiz, surge a Zona de Desenvolvimento Proximal.

A Zona de Desenvolvimento Proximal é, então, em outras palavras, o campo intermediário do processo que liga o estágio atual de desenvolvimento com o próximo em potencial. Porém, o próximo em potencial a ser buscado, no caso do jogo de futebol, é o próprio jogar (melhor, mais elaborado, etc.).

Então, que sentido faz, no futebol, sessões de treinos, onde o cerne são os sprints, os saltos ou as longas corridas a que são submetidos os jogadores? Que próximo estágio de desenvolvimento potencial se conseguirá alcançar com isso?

O tempo para desenvolvimento do jogar no futebol é escasso. Muitos compromissos, jogos, competições viagens... E, mesmo assim, perde-se muito dele (oh, precioso tempo!), treinando justamente algo que não vai contribuir para que se alcance os novos níveis do jogar.

E aí, sabe quando é que a equipe acaba evoluindo seu jogar (ou no “futebolês”, adquirindo ritmo e consistência)? Jogando no meio ou fim de semana suas partidas oficiais.

Então, em outras palavras, o que se configura no maior motivo de reclamação das equipes de futebol (o excesso de jogos), acaba sendo o principal meio para a evolução do jogar que elas acabam tendo.

sexta-feira, agosto 28, 2009

No Ceará tem disso sim





INEDITISMO, HILARIDADE OU PROVINCIANISMO?

Jogo oficial em Horizonte/CE é interrompido em por pouso de avião

Texto, Fotos e vídeo: Benê Lima

A aterrissagem de um helicóptero interrompeu a partida do Campeonato Cearense de Futebol Feminino, que estava sendo disputada entre as equipes do Horizonte e do Caucaia, pela Fase Semifinal da competição.

Por volta das 16h30min, quando eram transcorridos exatos seis minutos da segunda etapa, o árbitro que houvera sido avisado pelos gritos de alguns assistentes, rendeu-se às evidências pela presença imponente da aeronave, e mandou que as atletas deixassem o centro do gramado, afastando-as para a lateral do campo.

Atônitas, as jogadoras dirigiram-se para a borda do campo, e após assimilarem o ineditismo da situação, trataram de recompor-se pela hidratação, ingerindo a bendita água.

Enquanto isso, da aeronave descia o empresário do ramo têxtil Raimundo Delfino Filho (foto), que atravessou o gramado e seguiu tranqüilamente na companhia de outra pessoa não identificada.

A operação durou cerca de quatro minutos (pouco mais, pouco menos), mas o suficiente para deixar a marca do nosso provincianismo, além da impressão de que o Campeonato Cearense não faz parte de nenhum calendário.

A Federação Cearense de Futebol e a Prefeitura do Município de Horizonte, através da administração do estádio Domingão, precisam levar as coisas um pouco mais a sério. Já não bastam as piscinas perenes que são os acessos aos vestiários daquela praça esportiva?


video
Provincianismo ou o quê?

segunda-feira, agosto 24, 2009

COM PÉ E CABEÇA – ANO IV – Nº157

“O gestor é parte integrante deste mundo (do futebol), o dirigente é apenas transeunte e/ou modal.” (Benê Lima)


OPINIÃO
O DIRIGENTE DO ANO

Para ser o dirigente do ano, pode-se ser o melhor entre os melhores, mas também se pode apresentar como o menos pior entre os piores gestores


O primeiro ponto que requer esclarecimento é o que trata da diferença entre DIRIGENTE e GESTOR.

Dirigente de clube é todo aquele que, por dispositivo estatutário, direta o indiretamente, é constituído como representante de um clube, mas que, por assim estar temporariamente investido, não incorpora, por osmose ou o que seja, nem o talento, nem a competência para ser gestor.

Já o gestor, para sê-lo com algum destaque, há que contar com um largo cabedal em seu conteúdo cultural, tratada aqui a cultura em seu mais abrangente conceito.

A propósito, o futebol cearense precisa fundamentalmente da contribuição de gestores, podendo perfeitamente abdicar da influência de dirigentes.

O gestor é aquele especialista no que faz; dirigente é o aprendiz metido a besta. O gestor lida com a experiência do futebol, transformando-a em conhecimento; o dirigente acha-se auto-suficiente para transformar e desconstruir o mundo do futebol.

Enquanto o gestor é parte integrante deste mundo (do futebol), o dirigente é apenas transeunte e/ou modal. Por isso, o que mais se vê é o fracasso das administrações em que estão à frente apenas dirigentes, dissociados das companhias dos gestores.

Dentro destes parâmetros e diferenciais, emerge, outra vez, a figura de um misto de dirigente e gestor, que atende pelo nome de Zacarias Silva. Ainda não disponho de dados suficientes para caracterizá-lo mais como dirigente ou mais como gestor. Contudo, reconhecê-lo como um bom exemplar de uma espécie híbrida (meio gestor, meio dirigente) já o torna merecedor do encômio de dirigente do ano.

No que pese o aparente paradoxo de liderar uma equipe que contrastou um desempenho pífio no Cearense deste ano, a uma performance acima de qualquer expectativa realista na Série C do Brasileirão, Zacarias há que ser visto não só como um exemplo de auto-superação junto ao ICASA, mas também como exemplo de auto-superação. Pois, superar a si próprio, a seus limites como gestor e a seu mau desempenho nos primeiros dois quintos deste ano, sem dúvida representou a superação de outro grande desafio.

Portanto, renovado pela revolução interior operada, Zacarias lançou-se no maior dos desafios: levar o ICASA ao elevado patamar da Série B. E assim foi feito. E só um gestor consciente, competente e responsável sabe o que representa tal ascensão para aquele clube juazeirense.

Mais que mera sobreposição do status do clube, a Série B do Brasileiro para o Verdão do Cariri, representa a possibilidade do exercício de planejamento para um biênio, evidentemente que com maior foco para o ano de 2010.

Outros segmentos do clube passíveis de incremento são os de gestão de marketing e gestão patrimonial. As ações destes departamentos já contabilizam os primeiros ganhos, e sem dúvida mais e mais ocorrerão.

Reparem, pois, que antes mesmo da grande colheita já está criado o pré-ambiente para comercialização da safra.

Logo, por tudo que pode ser traduzido em termos concretos e potenciais com a ascensão do ICASA, Zacarias Silva já é, a nosso juízo, o dirigente do ano.


BREVES E SEMIBREVES ®

ACIMA DA EXPECTATIVA

No duelo dos tricolores, o Fortaleza obteve vitória maiúscula e, desta vez, sem contestação. No desequilíbrio teórico da escala da equipe se conseguiu o equilíbrio e poder ofensivo prático para detonar o time paranista.

TEORIA E PRÁTICA
O dito time b do Leão concorreu para a composição da equipe vencedora contra o Paraná. Dele saíram Gilmak, Saulo e Wanderley. Questão de ponto de vista: ou o treinador Giba não sabia ouvir ou era boicotado (ou as duas coisas).

O ERRADO QUE DEU CERTO?
Não sei. A transição do Fortaleza de um time capenga para um time ofensivo se deu de maneira brusca, abrupta mesmo. Uma ousadia com jeitão de irresponsabilidade que acabou dando certo. Vamos ver como será fora de casa, contra o Guarani/SP. Como atenuantes, sevem as contribuições defensivas dos meias Rogerinho e Cristian.

DEVASTADORA
Talvez seja um bom termo para sintetizar o que foi a esmagadora vitória alvinegra diante do América/RN. Até o mais otimista torcedor do Ceará não esperava tão estrondoso placar. 5 a 1 impostos ao Diabo credencia mais e mais o Alvinegro cearense.

IMPORTANTE
A equipe alvinegra teve a reforma de seu meio-campo e nem assim vimos a quebra do ‘harmonium’ da harmônica. Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si em diferentes oitavas foi o que se viu. Alguns toques ‘jazzísticos’, mas sem desafinos (ou desafinamentos).

VERDÃO DA ESPERANÇA
De semifinalista a finalista já não é mais um mero sonho. O Verdão do Cariri consegue mais um grande resultado fora de casa, e no domingo o Romeirão, em uníssono, poderá gritar: Verdão finalista!
Valeu, ICASA! Valeu, Verdão!

FERRÃO: QUE PENA!
O Tubarão reagiu, mas não teve forças para superar o Sergipe. A falta de logística pesou mais contra o time da Barra que contra o ‘Gipinho’. (sem conotação pejorativa). A presente realidade não deslustra o esforço da direção coral (leia-se Paulo Vagner).

TERCEIRONA
A 3ª Divisão Cearense espera os mais competentes do time coral. E, diga-se também, que nossa Terceirona merece melhor tratamento por parte de alguns colegas da nossa Crônica Esportiva.

RECADO
O Campeonato Cearense de Futebol Feminino precisa ser visto com mais atenção. A FCF precisa cobrar dos dirigentes de clubes maior compromisso e respeito. Ninguém é obrigado a gostar do futebol feminino, mas todos que integram o ‘trade’ futebolístico precisam realizar as coisas com seriedade.

Procon afirma que, apesar das más condições dos estádios brasileiros, o torcedor reclama muito pouco
Durante este ano, foram registradas apenas cinco ações referentes à prestação de serviços por parte de frequentadores de estádios
Equipe Universidade do Futebol

Apesar de apontar diversos problemas, desde a venda de ingressos, passando pela entrada nos estádios, pela falta de lugares marcados, pelas más condições de conservação dos banheiros e até a comida vendida no palco dos jogos de futebol, o torcedor brasileiro aciona muito pouco o Procon.

De acordo com a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP), foram registradas apenas cinco reclamações de torcedores durante este ano.

Segundo Carlos Augusto Coscarelli, assessor chefe do órgão, as poucas ações por parte de torcedores de futebol acontece devido a duas razões. “Acredito que isso acontece por um comodismo ou porque o torcedor teme prejudicar seu time por causa de sua reclamação. É bom lembrar que o futebol não é um serviço como outro qualquer: ele envolve muita paixão”, comentou.

A empresa BWA, responsável por cerca de 90% da venda de ingressos no Brasil, reconhece as más condições dos estádios nacionais. “Os estádios brasileiros hoje não estão prontos para dar uma condição boa ao consumidor. Falta banheiro, o atendimento e a alimentação são precários”, disse Walter Balsimelli Neto, um dos donos da BWA.

Ainda que haja todos esses problemas, o valor dos ingressos não é barato. Para a partida entre a seleção brasileira e a paraguaia, em Recife, em junho, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, as entradas mais baratas custavam R$ 50,00.

O Estatuto do Torcedor reserva um capítulo especial sobre as condições de alimentação e higiene nos estádios e diz que cabe ao Poder Público, por meio dos órgãos de vigilância sanitária, fiscalizar a qualidade das instalações físicas e dos produtos alimentícios vendidos no local. “É direito do torcedor que os estádios possuam sanitários em número compatível com sua capacidade de público, em plenas condições de limpeza e funcionamento”, traz o Artigo 29 do Estatuto.

“Se a gente mudasse realmente a estrutura, se o clube virasse empresa, a punição viria imediatamente em forma de resultado. Uma empresa que não faz seu serviço direito é punida pelo resultado que ela obtém”, opinou Rodrigo Terra, promotor de Justiça do Rio de Janeiro.

Fórmula e conteúdo
Erich Beting
Cenário do Campeonato Brasileiro não muda: vai bem quem tem elenco forte, treinador de prestígio, trabalho contínuo e amparo dos dirigentes
Os pontos corridos estão cada vez mais óbvios na mente da imprensa; mas e a adequação do calendário?

A fórmula do sucesso é, de fato, uma fórmula sem segredo. Ou, pelo menos, é o que mostra ser nesta primeira volta quase completa do Campeonato Brasileiro. Algumas palavras-chaves deveriam estar anotadas no caderno de cada dirigente.

Planejamento, pouca alternância de comando, elencos mais completos.

Essas três premissas já deveriam, com os pontos corridos entrando em sua sexta edição, fazer parte da cartilha de todo cartola. E da imprensa também!
Passada a primeira metade do campeonato, o espaço para surpresas é quase mínimo. Talvez Barueri e Avaí sejam as exceções do momento. O primeiro, pela campanha acima do esperado no ano de debute na elite do futebol. O segundo, pela melhora de desempenho sem grandes mudanças de elenco e de treinador. O que, talvez, explique essa arrancada.

O restante do campeonato não muda. Vai bem quem tem jogador de reposição, treinador com prestígio e calma para trabalhar no banco e, sobretudo, paciência dos dirigentes.

Palmeiras, Inter e São Paulo têm todas as condições para disputar o título, sendo que colorados e tricolores levam vantagem pelo fato de terem equipes com praticamente 15 a 16 jogadores, sem sofrer grandes oscilações quando sai um atleta considerado titular.

Esse talvez seja o grande ponto de interrogação sobre o futuro do Palmeiras no campeonato. Um time bem montado, eficiente na marcação, ainda tentando se encontrar no ataque, mas que, quando perde um jogador titular, fica sem o mesmo rumo.

A fórmula está pronta e já consagrou, nos últimos três anos, o São Paulo. Pontos corridos geralmente premiam quem é mais eficiente e, principalmente, quem tem mais fôlego para aguentar oito meses de campeonato com muitos jogos nos meios e finais de semana.

Até a imprensa percebeu isso...

Resta, agora, entender que a pergunta não é quando o calendário do futebol será unificado.

Antes disso temos tantos estaduais para serem resolvidos! Do contrário, a fórmula continuará a prejudicar o conteúdo.

domingo, agosto 23, 2009

Marketing

Especialista critica relação clube-patrocinador
Por EsporteBizz

Novas mídias são consideradas alternativas para o aumento do faturamento

O patrocínio no futebol brasileiro é visto de maneira equivocada. É o que conclui Amir Somoggi, um dos responsáveis pelo estudo da Casual Auditores sobre as receitas dos clubes. Para o especialista, é preciso que os clubes consigam ir além de colocar uma marca na camisa.

– É preciso que os clubes tenham o conceito de ativação de patrocínio. Ou seja, desenvolver ações paralelas que possam fazer com que aquele parceiro renda além da exposição da marca. A aparição na TV é um retorno intangível. É preciso investir em novas mídias, como a internet e a telefonia móvel – explica Somoggi, que exemplifica com os sites oficiais:

– Quando o torcedor quer algo sobre esporte, ele vai ao LANCENET! e a outros sites especializados. Não existe nenhum site oficial de clube que tenha 20 bilhões de acessos, como acontece na Europa.

No estudo, a Casual Auditores concluiu que os clubes faturaram R$ 170 milhões com patrocínios e publicidade em 2008. Mas há um potencial para que o número possa alcançar R$ 400 milhões.

Outro especialista consultado pelo EsporteBizz, César Gualdani, da TNS Sport Brasil, vê um outro problema: alguns clubes ainda deixam as suas camisas com espaços vazios. Por anos, este foi o problema do Vasco. O resultado prático foi visto em campo, com a queda para a Série B do Brasileirão.

Regras do Futebol de Rua

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por Luis Fernando Veríssimo, Para Gostar de Ler – Volume 7

1. A BOLA

A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do irmão menor.

2. O GOL

O gol pode ser feito com o que estiver à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até o seu irmão menor.

3. O CAMPO

O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, rua e a calçada do outro lado e, nos clássicos, o quarteirão inteiro.

4. DURAÇÃO DO JOGO

O jogo normalmente vira 5 e termina 10, pode durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

5. FORMAÇÃO DOS TIMES

Varia de 3 a 70 jogadores de cada lado. Ruim vai para o gol. Perneta joga na ponta, esquerda ou a direita, dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

6. O JUIZ

Não tem juiz.

7. AS INTERRUPÇÕES

No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada em 3 eventualidades:

a) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isso não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação.

b) Quando passar na rua qualquer garota gostosa.

c) Quando passarem veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas podem ser chutados junto com a bola e, se entrar, é Gol.

8. AS SUBSTITUIÇÕES

São permitidas substituições no caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer lição ou em caso de atropelamento.

9. AS PENALIDADES

A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar o adversário dentro do bueiro.

10. A JUSTIÇA ESPORTIVA

Os casos de litígio serão resolvidos na porrada.

Geral

Professores Melhores, Alunos Melhores

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Alunos cubanos são melhores que os brasileiros porque seus professores sabem mais, diz pesquisador.

Via Folha

Avaliações internacionais revelam que o desempenho de estudantes cubanos em matemática e linguagem é bastante superior ao dos brasileiros. E, segundo o pesquisador da Universidade de Stanford Martin Carnoy, há uma razão para essa performance diferenciada na ilha de Fidel: lá a qualificação dos docentes é melhor e o envolvimento, maior.

“A causa principal (para Cuba se destacar nas provas) é que os professores têm mais domínio da disciplina e têm uma clara ideia de como ensiná-la”, afirmou o pesquisador.

Carnoy estudou as diferenças nos sistemas de ensino do Brasil, de Cuba, e do Chile. Os resultados foram sintetizados no livro “A vantagem acadêmica de Cuba”, publicado no Brasil pela Ediouro em parceria com a Fundação Lemann.

A boa formação do magistério em Cuba é traduzida em alta cobrança aos estudantes – e isso cria um círculo virtuoso, já que os melhores alunos acabam se tornando professores no futuro. “Tudo isso acontece, porque o sistema apoia o professor, ensinando-o a lecionar”, finaliza.


Nota do Autor:

Imagine um círculo virtuoso, onde os atletas são estimulados a estudar e participam de torneios e campeonatos com a condição de alcançarem boas notas.

E professores são motivados e comprometidos em ensinar muito além dos fundamentos e aspectos técnicos do futebol, ao introduzirem noções de cultura, educação e cidadania através da bola rolando.

Utopia?

Os EUA estão correndo por fora e, em pouco tempo, poderão se tornar o maior centro de desenvolvimento de atletas talentosos do mundo, onde educação caminha junto do esporte, desde que me entendo por gente.

Em tempo: que inveja da ilha da família Castro!