Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quinta-feira, janeiro 31, 2008

CBF recebe até esta terça laudos técnicos de estádios para Copa do Brasil

Segundo a diretoria da entidade, 31 estádios ainda precisam enviar as informações

Equipe Cidade do Futebol

Os clubes e as prefeituras responsáveis pelos estádios que abrigarão partidas da Copa do Brasil 2008 têm até esta terça-feira (29 de janeiro) para enviar os laudos técnicos pendentes. As informações são da diretoria de competições da CBF.

"Os estádios que não cumprirem as exigências previstas nos Laudos Técnicos não serão liberados para a Copa do Brasil e substituídos por outros", afirmou Virgílio Elísio, diretor de Competições, ao site da CBF.

Até a manhã desta terça, 31 estádios espalhados pelo Brasil ainda possuíam laudos pendentes. Entre eles o Maracanã, que precisa providenciar o laudo da vigilância sanitária, o Pacaembu e Parque Antártica, que não apresentaram os laudos do corpo de bombeiros e também da vigilância sanitária.

Outros estádios que ainda não enviaram todos os laudos são a Ilha do Retiro, Arruda e Aflitos em Recife, Serra Dourada, em Goiás, Olímpico e Beira-Rio, em Porto Alegre, Arena da Baixada e Couto Pereira, em Curitiba, entre outros.

A data inicial estabelecida pela CBF para o recebimento dos laudos era 14 de janeiro. Com o pequeno número de respostas o prazo foi inicialmente prorrogado para 24 de janeiro e posteriormente para esta terça.

Goiás e Lotto firmam pacto de três anos

Após investimentos em outros clubes brasileiros, grife italiana tenta se expandir na região Centro-Oeste

Equipe Cidade do Futebol

A Lotto será a nova parceira do Goiás na distribuição de material esportivo ao clube esmeraldino. O contrato com a grife italiana terá duração de três anos e faz parte da estratégia da marca de aumentar sua participação no mercado brasileiro.

O acordo com o Goiás inclui o design e a confecção de produtos não só para o futebol, como também às outras modalidades em que estiver envolvido o nome do time. Além do uniforme oficial, serão confeccionados agasalhos, bonés, bermudas – uma linha de camisetas alusivas ao Goiás e sua torcida também faz parte do plano.

O recebimento de royalties sobre os produtos licenciados faz parte da empreitada, que prevê também o desenvolvimento em conjunto de eventos e outras ações de marketing. A nova coleção de camisas tem previsão de chegada ao mercado de dois meses.

“A Lotto quer estar presente em diversas regiões do país, e certamente o Goiás é o clube de maior prestígio e que possui a maior torcida na região Centro-Oeste. Estamos muito satisfeitos com essa parceria, que certamente trará muitas vantagens ao clube e aos seus torcedores, que terão acesso a um produto de alta qualidade e com uma boa relação custo x benefício”, afirmou João Augusto Simone, diretor de operações da Lotto no Brasil.

No país, a empresa européia já mantém relações com o Atlético-MG (Sudeste), Coritiba (Sul) e Sport (Nordeste).

Após mês 'gratis', Flamengo admite encerrar patrocínio

Contratado do clube carioca com a Petrobras terminou em dezembro, mas a marca segue nas camisas rubro-negras

Equipe Cidade do Futebol

Sabe quanto a Petrobras pagou para estampar sua marca nos uniformes do Flamengo, time de maior torcida do futebol brasileiro, durante o mês de janeiro? Nada. O contrato entre as duas partes terminou em dezembro de 2007, mas o time carioca manteve o logotipo em suas camisas porque confia na possibilidade de um novo acordo.

Petrobras e Flamengo ainda não chegaram a um acordo sobre valores de uma renovação. A estatal tem sua marca exposta nos uniformes rubro-negros desde 1984 e fez uma oferta de R$ 15,7 milhões para manter o posto. No entanto, o time carioca pretende chegar aos R$ 21 milhões.

A relação entre o Flamengo e seu patrocinador ainda sofre intervenção da Justiça, que determinou que o clube deve ceder 5% dos valores arrecadados com essa fonte para sanar uma dívida com o jogador sérvio Petkovic, que atuou na Gávea entre 2000 e 2002. Segundo o jornal O Globo, a cobrança já começará a valer nesta temporada.

No entanto, o pagamento da dívida com Petkovic ainda depende de um acerto entre Flamengo e Petrobras. Como a empresa é estatal, não pode investir dinheiro em instituições que tenham problemas com o INSS. Por isso, chegou a ficar 11 meses sem pagar a cota referente ao patrocínio.

No ano passado, porém, o Flamengo obteve uma certidão negativa de débito da super-receita, do INSS e do fundo de garantia. Com isso, foi liberado para receber o dinheiro da Petrobras.

Caso não chegue a um acordo com a Petrobras até o fim de janeiro, o Flamengo já definiu que usará camisas sem patrocinador até encontrar uma empresa disposta a investir os R$ 21 milhões que o clube pleiteia.

Corinthians assume 'roxo' em nova ação de marketing

Cor, escolhida para ‘causar impacto’, será usada no terceiro uniforme do clube paulista

Equipe Cidade do Futebol

O preto e o branco sempre foram as cores características quando o assunto é Corinthians. Mas, a partir de agora, o roxo fará parte da entidade do torcedor do time do Parque São Jorge. Pelo menos é a meta do departamento de marketing do clube, que acaba de lançar uma nova camisa.
O terceiro uniforme da equipe alvinegra terá aquele tipo de coloração como predominância, ficando os detalhes em dourado no número correspondente a cada jogador e no símbolo da Nike, fornecedora de material esportivo. Atrás da gola, um detalhe em preto-e-branco completa o manto.

"Branco e preto é a nossa eterna tradição, mas o roxo é a cor da nossa paixão. Daqui pra frente, falou roxo, falou Timão", entusiasmou-se Luís Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do Corinthians.

"A camisa é linda. Espero fazer muitos gols para a torcida, pois sem ela o Corinthians não é nada", confirmou Dentinho, jogador escolhido para posar pela primeira vez com o novo modelo.

As ações promocionais convocando a torcida para participar da reestruturação do clube, que foi rebaixado na última edição do Campeonato Brasileiro, parecem ser o alvo da direção corintiana neste início de temporada.

Em dezembro, logo após a queda à Série B, foi lançada a campanha "Eu nunca vou te abandonar”, baseada no canto que ganhou popularidade em 2007. A apresentadora Sabrina Sato foi um dos ícones do lançamento, vestindo a camiseta, que é vendida junto com uma pulseira e um adesivo. Outras celebridades corintianas também participam da empreitada.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Com Pé e Cabeça - 110













(Fotos: DN)

”O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado.” (Benê Lima)


EFEMÉRIDES

Fortaleza e Ceará: Pré-jogo
Esperava bem mais do Ceará. Esperava bem mais da partida. Diante das escalas das duas equipes, antecipamos a possibilidade do técnico alvinegro, Heriberto da Cunha, ter-se equivocado. Sentíamos a invisível (até então) presença da vulnerabilidade do seu sistema defensivo. Pelo lado do Fortaleza, seu técnico, Silas Pereira, tratou de fazer o simples; nada de inventar soluções rebuscadas que colocassem em risco a quebra do entrosamento conseguido até aqui. Diante do quadro descrito, imaginávamos um jogo mais agudo desde o seu início, situação que não se confirmou.

O jogo
Os dez primeiros minutos da partida nos deram o desenho de um jogo amarrado, de muita disputa, mas de pouca objetividade das equipes. À medida que o tempo passava a realidade do jogo ia sendo alterada, com o Fortaleza mais desenvolto e técnico, contra um Ceará acossado que, aos poucos revelava que a alternativa de planejamento tático pensada por seu treinador, na prática não preenchia sua expectativa, configurando-se como um grande equívoco. Por isso, consideramos o caráter apriorístico do erro de Heriberto. Aos 23 minutos do 1º tempo o Fortaleza, através de Paulo Isidoro, materializa sua melhor organização tática e seu melhor desempenho técnico. 1 a 0.

O jogo 2
Que não se tome o que foi dito até aqui, sobre o jogo, como verdades definitivas. Longe disto! O que está sendo rascunhado é meramente uma visão do jogo deste domingo p.p., disputado entre ambos, em que o Fortaleza esteve bem melhor que seu rival, o Ceará. E se esteve melhor, o resultado não reflete o que foi a partida – isto quando são considerados os mais confiáveis critérios de mensuração de resultados, que é a mescla da produção e do volume de jogo, aliados à amplitude das jogadas. E por aí, não há como negarmos que o time do Pici superou com sobras o time de Porangabuçu.

O jogo 3
No intervalo da partida, Heriberto conserta alguns dos problemas de sua equipe, embora insista em manter atletas que não rendiam, como Mazinho Lima e Sérgio Manoel. No entanto, fazer entrar Luís Carlos em lugar de Juranilson no intervalo de jogo já foi um bom recomeço. Aos 21 min da 2ª fase, foi a vez de Tiago Almeida ceder seu lugar a Daniel, fazendo predominar uma peça ofensiva com três atacantes: Daniel, Vavá e Luís Carlos. Na prática, o ‘efeito’ Daniel não foi o previsto, uma vez que o mesmo não se encontrou em campo. O Fortaleza, por sua vez, embora se visse um tanto acossado pela pressão do Ceará, continuava a levar perigo para a meta do goleiro Rodrigues.

O jogo 4
Aos 28 min – etapa final, claro – O Ceará perde Claissson, expulso após cometer uma falta que resultou em seu 2º amarelo. Com dez jogadores em campo e mais as limitações nas atuações de Daniel, Mazinho Lima e Sérgio Manoel, tornava-se cada vez mais distante uma reação da equipe de Porangabuçu. Porém, a heterodoxia que tomou conta de Heriberto desde a escala da equipe, manifesta-se outra vez: o zagueiro Leandro Camilo sai para a entrada do meio-campista Flavinho. Foi o suficiente para esquentar mais ainda o jogo. E tome correria pra cima do time do Pici e tome contra-ataque em cima do time de Porangabuçu. Se bem que a eficácia dos contra-golpes do Fortaleza já era de baixo teor. E pela obstinação com que o Ceará perseguiu o seu gol, ele acabou acontecendo, através de Vavá, em um cabeceio fulminante, após um ótimo cruzamento do letárgico Mazinho. Em seguida, Thiago Cardoso, goleiro do Fortaleza, ainda salvou sua equipe de uma ‘tragédia’ pior: uma virada histórica. 1 a 1, desta feita, foi o resultado da batalha de um David não tão David, contra um Golias não tão Golias.

Arbitragem
No aspecto geral Almeida Filho e seus assistentes portaram-se bem, principalmente se levarmos em conta o grau de dificuldade para um árbitro local ‘conduzir’ nosso Clássico-Rei. Quando os assistentes não comprometem o trabalho do árbitro isso já constitui um grande feito. Entretanto, imprimindo-se um pouco mais de vigor em nossa análise, pelo menos duas observações são necessárias.

A primeira delas é quanto à postura disciplinar do árbitro. Não creio que sua indiferença para com os lances faltosos - limitando-se somente a marcá-los - seja um comportamento acertado e producente. Neste sentido, até se admite uma atitude de maior tolerância do árbitro, desde que isso não represente omissão. De outra parte, a omissão do árbitro, não só em relação às advertências previstas nas regras (cartões amarelos e vermelhos), mas também em se tratando das advertências verbais, funcionam como estímulo para que os atletas sintam-se à vontade para praticarem jogadas cada vez mais bruscas. Afinal, sabe-se que as advertências verbais são recursos auxiliares não previstos pelo compêndio de regras, mas que devem ser utilizadas, sobretudo quando o árbitro resolve assumir a condição de ‘administrador e/ou gerente’ do espetáculo.

A observação de número dois tem natureza mais circunstancial, pois se refere a um lance capital em que, a nosso juízo, Almeida Filho cometeu dois erros. O maior deles foi o de retirar a vantagem do atleta Taílson, do Fortaleza, em lance faltoso cometido por Cleisson, do Ceará. A seguir, ainda no mesmo lance, Almeida mostrou o 2º cartão amarelo a Cleisson, demorando-se para apresentar o cartão vermelho. Resultado: uma ligeira confusão estabelecida, iniciada pela cobrança de alguns atletas do Fortaleza sobre o árbitro, situação que poderia ter sido evitada caso ele tivesse agido com a celeridade apropriada.
Tecnicamente, caberia uma nota 9 para o bom árbitro Almeida Filho. Disciplinarmente, não mais que 6, o que lhe garantiria, com todos os rigores, uma média 7,5. Convenhamos, pelas circunstâncias descritas e pelo rigor dos critérios avaliatórios adotados, uma boa média.


BREVES E SEMIBREVES ®

De Natal/RN. “Se Ferdinando Teixeira sustentar até o final do returno do Estadual a invencibilidade que vem mantendo no ABC até agora, poderá quebrar um recorde sem derrota valendo o Campeonato Estadual. Sua estréia à frente do elenco abecedista aconteceu dia 25 de março de 2007 quando, após assumir derrotou o Santa Cruz, no Iberezão por 2x1, após o ABC vir de uma goleada humilhante diante do ASSU, por 5 x 0, no “Maria Lamas”, e a conseqüente queda de Roberval Davino. Ostentando há muito o título de treinador com maior número de títulos estaduais no Machadão, FT já vê bem perto esse novo feito na sua brilhante trajetória.” (Everaldo Lopes)

Do O Povo. Erro crasso do nosso conceituado jornal, em sua edição de sexta, 25, ao publicar uma foto de Marcelo Vilar, ex-técnico do Ceará Sporting Club, como se fora de Heriberto da Cunha, atual técnico.

Detalhe. O palco do jogo – o campo do Castelão – com o piso ruim e com grama alta, dificultou consideravelmente a condução de bola. Quem é dado à observação minudente, ficava evidente a dificuldade de alguns jogadores, notadamente daqueles mais velozes. Quase que invariavelmente eles passavam da bola.

Vale registro... a iniciativa dos que fazem a Apcdec, em ampliar a distribuição de lanches para todos os cronistas que estejam trabalhando, independentemente de suas ligações ou não com emissoras que transmitem as chamadas jornadas esportivas. Parabéns!

Tropicão. O técnico Heriberto desmontou sua defesa e inverteu soluções: criou a avenida Mazinho Lima; inventou a carrapeta Arlindo Maracanã; deu funções a Tiago Almeida que eram de Cleisson; expôs Juranilson aos ‘gladiadores tricolores’.


(85) 8898-5106

sábado, janeiro 26, 2008

Ambulantes protestam por cessão de bares no Ceará

Empresa que pagou para administrar os bares do Castelão resolveu restringir a ação dos ambulantes no estádio

Equipe Cidade do Futebol

A adoção de um novo modelo de administração dos bares do Castelão tem causado grande polêmica no Ceará. Neste domingo, dia em que Fortaleza e Ceará farão um duelo válido pelo Estadual de 2008, vendedores ambulantes prometem protestar contra as mudanças administrativas no estádio.

Com o argumento de que isso serviria para melhorar o serviço, a empresa que ganhou a licitação para explorar os bares do Castelão resolveu restringir o trabalho de vendedores ambulantes no interior do estádio. Além disso, brecou a comercialização de produtos no entorno sem sua autorização.

Segundo João Paulo Sombra, representante da empresa, a medida foi tomada para garantir a qualidade do serviço. “Não queremos deixar ninguém desempregado. Queremos é fornecer ao torcedor um atendimento de qualidade e com produtos saudáveis”, disse ele ao Diário do Nordeste.

Os vendedores ambulantes, porém, não receberam bem a decisão da empresa. Neste sábado, em reunião realizada em Fortaleza, eles definiram que farão greve durante o clássico de domingo. Além disso, cogitaram o lançamento de um protesto contra o modelo de administração dos bares do estádio.

Botafogo planeja abandonar modelo de concentração

Segundo técnico Cuca, mudança no modelo faz parte dos planos para esta temporada

Equipe Cidade do Futebol

O roteiro é totalmente diferente: enquanto a maioria dos europeus tem liberação nos fins de semana e se apresenta horas antes dos jogos, os brasileiros fazem da concentração um modo cada vez mais claro de policiar o comportamento dos atletas. No entanto, o técnico Cuca pretende abdicar da cultura nacional nesta temporada. O comandante do Botafogo pretende acabar com o regime de reclusão como forma de complemento da preparação.

A justificativa de Cuca para essa decisão é que o fim da concentração obrigaria os jogadores a se cuidarem sem a fiscalização de ninguém. Assim, o elenco desenvolveria a consciência e o autocontrole.

“Não quero acabar com a concentração, mas com a reunião dos jogadores em um hotel durante dias antes de jogos. Essa é uma idéia para que eles desenvolvam mais responsabilidade. Vamos nos apresentar apenas nos dias das partidas, tomar café, almoçar e descansar antes de ir a campo”, projetou Cuca.

O técnico do Botafogo explicou que o modelo europeu só poderá ser adotado nesta temporada em função das características dos jogadores: “Temos um grupo muito bom e o que eu quero com essa medida é aumentar a conscientização”. Até o ano passado, o time carioca tinha em seu elenco jogadores com histórico de mau comportamento – o principal exemplo era o meia Zé Roberto.

Apesar do voto de confiança para o elenco, contudo, Cuca ainda não definiu uma data para o fim da concentração ser colocado em prática. O fim da concentração no clube ainda depende do aval da diretoria.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Inédito: Parcerias Oficiais Autorizadas

Mais uma vez, nossos agradecimentos

Sentimo-nos honrados pelas parcerias com as quais estamos interagindo em nosso Blog, reiterando publicamente o compromisso de respeitar as pré-condições exigidas.
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Os nossos mais sinceros agradecimentos a nossos parceiros .
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Vale ressaltar aos nossos leitores que assim agimos em respeito ao caráter ético que deve nortear a Comunicação Social, bem como para não infringirmos o Título II, Capítulo I, Artigo 7º, que trata da Proteção às Obras Intelectuais.
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Nosssos abraços a Leitores e Parceiros do "Blog do Benê Lima".

O Campeonato Brasileiro que queremos

CBF e clubes precisam tomar medidas para valorizar a principal competição do país

Autor: Luiz Amorim, Universidade do Futebol

Se usarmos como modelo a Copa do Mundo de futebol, perceberemos que a Fifa centraliza seus esforços na comercialização do torneio como um todo, vendendo não só as equipes mas também a qualidade de transmissão pela TV, o conforto do público, as facilidades e segurança para o deslocamento ao evento, locais e alimentação de qualidade nos estádios, além da disponibilidade de uma série de souvenires da competição. Enfim, transformar os jogos em verdadeiros espetáculos de entretenimento para todos.

Os dirigentes de futebol aqui no Brasil preferem não interferir no evento, e no caso da CBF delegam aos clubes o dever de organizar e comercializar a competição. Clubes que ainda não se enxergam como parceiros de negócios. Alguns ainda continuam no tempo em que "o que é bom para nossos adversários não pode ser bom para o meu clube".

Uma visão amadora e baseada na paixão torcedora dos dirigentes clubísticos, que causa uma desvalorização de suas marcas, perdendo a oportunidade de negociação (venda) com maiores vantagens para todos os parceiros desse grande produto chamado Campeonato Brasileiro. O modelo a ser seguido deve ser sempre a excelência, a cada edição o "evento Campeonato Brasileiro" deve ficar melhor e com maior valor agregado. Os clubes devem em conjunto negociar todos os tipos de licenciamentos possíveis do torneio.

Criar padrões de atendimento aos torcedores, para serem seguidos em todos os jogos, independentemente de onde se realizem. Todos os clubes deveriam concordar em cumprir as normas e padrões de qualidades exigidos para um campeonato desse nível. Estabelecer um cronograma de metas para a entrada em vigor dessas normas, visando aumentar o rigor de exigência na qualidade dos espetáculos. Dessa forma, os clubes, paulatinamente, mudariam sua relação com seus maiores e mais fiéis financiadores: seus torcedores.

Os clubes deveriam, em conjunto com a CBF e a detentora dos direitos de transmissão do evento, comercializar os naming rights do campeonato. Modelo esse já adotado pela Conmebol há mais de 10 anos nas suas copas, como a Libertadores e a Sul-Americana.

Com essa união os clubes ajudariam a segurar por mais tempo em nossos gramados os ídolos de suas torcidas, aumentando o consumo de produtos com suas marcas e a identificação delas com seus craques, gerando assim uma maior satisfação de todos.

Cobrar da CBF a definitiva mudança do seu quadro árbitros de amadores para profissionais. Não podemos permitir que um espetáculo que envolva vários profissionais das mais diversas áreas e milhões em dinheiro seja dirigido por um amador.

Precisamos aproveitar a realização de uma Copa do Mundo para pensarmos em novos rumos para o principal futebol brasileiro. Criando uma grande e poderosa indústria do entretenimento, que poderá criar milhares de novos postos de trabalho e viabilizar a entrada de milhões de dólares em divisas para o Brasil. Com isso ajudar no desenvolvimento econômico e social de nosso país. Esse é o legado tão buscado pela Fifa para os países que são sedes de seus Mundiais.

Nutrição Esportiva: Bebidas esportivas, ajudam ou são apenas modismo?

TreinamentoEsportivo.com

Quando praticamos atividades físicas, devemos prestar muita atenção não só com os alimentos que consumimos, mas também com o conteúdo de liquido que ingerimos, uma vez que as perdas de água e minerais são potencializadas nestas condições.

Ao longo do dia eliminamos líquidos através da produção de urina (1000-1500 ml), do trato gastrintestinal na produção de fezes (100-200 ml), das glândulas sudoríparas na produção de suor (700 ml) e com mais freqüência pelo trato respiratório (250-350 ml) e pela pele (350 ml), sendo que a eliminação pelo suor e trato respiratório são os que sofrem maior influencia com o clima e a atividade física.

Durante os exercícios prolongados, em função da regulação térmica, aumentamos a taxa de sudorese em até 6 vezes comparada à um dia normal sem exercícios, no qual eliminamos aproximadamente 700 ml de suor durante o dia todo.

Se os líquidos perdidos ao longo do dia, não forem repostos adequadamente, ocorrem alterações fisiológicas e de termoregulação. Desta forma o sangue torna-se mais viscoso, tendo maior dificuldade de circular pelo corpo, exercer as suas funções e retornar ao coração. A deficiência do retorno venoso prejudica a quantidade de sangue a ser oxigenado e o débito cardíaco (quantidade de sangue bombeado pelo coração), necessitando de uma maior freqüência cardíaca para oxigenar todo o corpo, a conseqüência deste estado fisiológico é a diminuição da tolerância ao exercício, mal-estar e fadiga. Acompanhe os efeitos da desidratação durante o exercício no quadro abaixo.

Respostas fisiológicas à desidratação

AUMENTO.................................................................................... DIMINUIÇÃO
Hemoconcentração.........................................................................Volume plasmático
Batimento cardíaco..........................................................................Fluxo sanguíneo
Uso do glicogênio............................................................................Débito cardíaco
Viscosidade sanguínea....................................................................Desempenho/Resistência


Adaptado de MURRAY,1998

A velocidade de eliminação de líquidos pelo organismo pode atingir 2 litros por hora, principalmente quando exposto à atividade de alta intensidade em climas quentes e úmidos. Uma desidratação na ordem de 1 a 2% do peso corporal é suficiente para diminuir o desempenho físico em exercícios de resistência.

Para ter conhecimento de como o organismo se comporta em diferentes condições ambientais, é recomendado que o atleta saiba a sua taxa de sudorese. Esta sofre variações em função de diversos fatores: superfície corporal e numero de glândulas sudoríparas, intensidade do exercício, temperatura e umidade ambiente, tipo de roupa, aclimatação do indivíduo à atividade, preparo físico e hidratação.

TAXA DE SUDORESE

A taxa de sudorese varia de indivíduo para individuo e é expressa em mililitros por hora (ml/h). Essa taxa representa o quanto de suor um indivíduo pode eliminar por unidade de tempo.

A taxa de sudorese pode ser ainda maior entre os atletas que praticam esportes aquáticos, já que a velocidade de troca de calor entre o corpo do atleta e o meio é maior dentro da água do que fora dela. Portanto a temperatura do corpo se iguala à temperatura ambiente mais rápido dentro da água. O American College of Sports Medicine, estabelece que para exercícios de longa duração a temperatura ideal da água é de 28°C, para amenizar os riscos de desidratação e melhorar a tolerância ao exercício.

O atleta deve saber a sua taxa de sudorese em diferentes condições climáticas, de treinamento e de tipo de piscina. Então é importante que se pese antes e depois dos exercícios, que controle o volume de líquidos ingerido e o tempo de atividade. Isso deve ser feito em dias quentes, dias frios, treinos fortes, treinos menos intensos, piscinas abertas e fechadas, assim determinando a variação do volume de suor em diferentes condições. Preste atenção na fórmula abaixo!!!

Peso antes da atividade física – peso após atividade física = Variação de Peso

Variação de Peso + Volume de liquido ingerido = Volume de suor eliminado

Volume de suor eliminado ÷ Horas de atividade = ml de suor/ horas de atividade

Obs: o Peso deve ser medido sempre depois de urinar ou mesa o volume de urina e subtraia-o do Volume de suor eliminado.

O Atleta que inicia uma atividade física bem hidratado assegura o desenvolvimento das respostas fisiológicas e melhora seu desempenho, estando em vantagem quando comparado aos que iniciam desidratados.

Perdas de 1 a 3% do peso corporal em suor, representam inicio de desidratação, de 3 a 5% desidratação significativa, acarretado em diminuição de aproximadamente 30% do rendimento e valores superiores a 5% representam séria desidratação com grande risco de colapso circulatório podendo causar hipertermia, choque térmico e morte.

HIDRATAÇÃO

Atualmente sabe-se que o consumo adequado de líquidos antes, durante e depois da atividade física é uma prática de extrema importância para otimizar o desempenho físico e proteger a saúde e o bem-estar do atleta.

Isso normalmente é um problema, uma vez que a sensação de sede não é um bom indicador das necessidades de reposição hídricas. Sentimos sede quando nosso corpo percebe o aumento das concentrações de sódio ou diminuição da volemia (volume sanguíneo), porém este estado representa um estresse para o organismo e só depois que estamos neste estado é que sentimos sede.

Apesar da água contribuir com a diminuição dos riscos da desidratação, estudos comprovam que uma solução que combina líquidos com carboidratos e sais minerais pode melhorar com mais rapidez e evitar os problemas da desidratação. Além disso, o consumo voluntário de bebidas esportivas é maior do que o de água pura, devido a sua melhor palatabilidade.

Os benefícios das bebidas esportivas quando comparadas à água durante uma atividade prolongada, duração superior à 1 hora, são:

• CARBOIDRATOS - proporcionando um bom rítimo de fornecimento de energia, ajudando a manter a utilização da glicose, poupando o glicogênio;

• ELETRÓLITOS - repõe os minerais (sódio, potássio e cloro) eliminados em maior quantidade, devido a maior sudorese;

• ÁGUA - repondo a quantidade de liquido eliminado;

• SÓDIO - diminui a formação de urina e estimula a sensação de sede;

• CARBOIDRATOS E SÓDIO - aumentam a quantidade e a velocidade de absorção de água no intestino.

RECOMENDAÇÕES

Atividades com duração de até 1 hora:

• iniciar bem hidratado, consumir 500 ml de liquido 2 hs antes.

• Consumir bebias com temperatura entre 15 e 20°C.

• Ingerir líquidos durante e sempre que possível, tente consumir 150 a 200 ml a cada 15 a 20 minutos.

• Repor as perdas hídricas - para cada quilo perdido, ingerir 1,5 L de líquido.

Atividades com duração entre 1 e 3 horas:

• iniciar bem hidratado, consumir 500 ml de liquido 2 hs antes.

• Consumir bebias com temperatura entre 15 e 20°C.

• Ingerir líquidos durante e sempre que possível, tente consumir 150 a 200 ml a cada 15 a 20 minutos.

• Tente consumir uma bebida que forneça cerca de 30 a 60g de carboidrato por hora de atividade. Preste atenção na concentração da bebida, esta deve estar entre 5 e 8%.

• Repor as perdas hídricas - para cada quilo perdido ingerir 1,5 L de líquido.

Atividades com duração superior a 3 horas:

• iniciar bem hidratado, consumir 500 ml de liquido 2 hs antes.

• Consumir bebias com temperatura entre 15 e 20°C.

• Ingerir líquidos durante e sempre que possível, tente consumir 150 a 200 ml a cada 15 a 20 minutos.

• Procure consumir bebidas que forneçam carboidratos e sódio.

• Tente consumir uma bebida que forneça cerca de 30 a 60g de carboidrato por hora de atividade. Preste atenção na concentração da bebida, esta deve estar entre 5 e 8% para não prejudicar a hidratação.

• Repor as perdas hídricas - para cada quilo perdido ingerir 1,5 L de líquido.

• Repor as perdas de sódio, neste momento as bebidas esportivas são indicadas.

Desta forma é possível minimizar o processo de desidratação e os efeitos da mesma durante o exercício, além de garantir o fornecimento de energia, palpando a utilização de glicogênio e o aparecimento da fadiga. No caso dos exercícios prolongados por mais de 3 horas é importante o cuidado com a reposição de sódio. As bebidas esportivas possuem a quantidade suficiente, uma vez que a ingestão diária coma alimentação já é elevada.

É fundamental que se estabeleça uma estratégia de planejamento para a melhor hidratação antes durante e depois, desta forma evita-se a desidratação e a hiperidratação que também tem sérias conseqüências.


Referência bibliográficas:
AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINI. “ position stand on exercise and fluid replacement”. Medicine and Science in Sports and Exercise , v.28,1996.
BIESEK, S. et. al. Estratégia de Nutrição e Suplementação no Esporte. Barueri, SP, Manole, 2005, p 151-168.
McARDLE, W.D. et al. Nutrição para o desporto e o exercício. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2001.
McARDLE, W.D. et al. Fisiologia do Exercício. Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 5ª ed, 2001, p. 70-83.
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Fernanda Palma Lissoni , nutricionista
.: Bacharel em nutrição pelo Centro Universitário São Camilo
.: Pós-graduada em fisiologia do exercício pela UNIFESP

Revisão

O Scout no futebol

Leandro Zago, Futebol Tático

Pela competitividade e equilíbrio que caracteriza o futebol atualmente, o técnico deve sempre buscar diferenciais que agreguem positivamente ao seu trabalho, transformando-os em resultados. Scout é uma palavra da língua inglesa que traduzida para o português significa explorador. E esse é o principal objetivo de um trabalho de Scout, explorar todas as possibilidades das equipes analisadas, encontrando pontos fortes e fracos nas mesmas.

Para montarmos um modelo de Scout devemos levar em conta três dimensões básicas:

- temporal: refere-se aos períodos de ocorrências dos eventos no jogo, tempo de realização das ações, tempo de posse bola, enfim, tudo que possa ser caracterizado em função do tempo;

- espacial: relacionar os eventos às regiões do campo, posicionamento das equipes com e sem bola, ou seja, todas as ações que possam ser relacionadas com o espaço de jogo;

- tarefa: tipo de ação ou fundamento realizado em determinada jogada, quantificando e qualificando os eventos ocorridos, caracterizando-os.

Devemos considerar também os padrões coletivos e a proposta de jogo da equipe analisada para podermos contextualizar os dados e compreendê-los de uma forma global.

O Scout também pode ser realizado de forma longitudinal (quando o realizamos analisando nossa própria equipe ao longo de uma seqüência de jogos numa temporada, por exemplo) ou transversal (quando é feita a análise do nosso próximo adversário baseado em um jogo). Temos que nos atentar para isso, pois são dois tipos de análises diferentes que possuem seus prós e contras.

Vejamos duas situações distintas para ilustrar os pontos contras:

- análise longitudinal: caso eu me baseie pela boa média de desarmes da minha equipe por partida, posso não reparar que ela diminuiu sua capacidade de desarme nos últimos cinco jogos;

- análise transversal: no jogo em que analiso meu adversário, não necessariamente ele realizará todos os movimentos coletivos que está habituado, ou então, jogará de acordo com aquele adversário do dia.

O trabalho de Scout é de grande valia para o treinador, mas este não pode se deixar enganar pelos números, e para isso devem estar montados de acordo com as necessidades e com a capacidade de intervenção dele no aspecto tático da equipe.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Com Pé e Cabeça - 109, a coluna do Benê Lima

"O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado." (Benê Lima)

Opinião
O PASSADO OUTRA VEZ SE FAZ PRESENTE

Os dirigentes de Ceará e de Fortaleza parecem andar em círculos, fazendo revivescer os mesmos equívocos e produzindo outros mais

O Campeonato Cearense aí está, mas não como deveria. Longe de representar um aceitável padrão de planejamento e organização, presenciamos a reprise de erros que, não fora pela gradação que os caracteriza, passariam da condição de similitude à de reprodução fidedigna.

Sem dúvida há também acertos na ‘contabilidade’ dos nossos cartolas. Entretanto, os erros naturalmente atraem maior atenção, pelo aspecto contraproducente que lhes é imanente, além do componente incitante à crítica que acabam despertando.

Sabemos que tanto o discurso do pessimismo quanto o do otimismo não passam de visões extremadas de uma realidade que pode e deve ser por nós construída. Logo, a partir deste ponto nos cabe assumirmos uma atitude ativa e resoluta em benefício do futebol, modalidade esportiva do mais candente valor cultural em nosso País, no que pese a teima de uns poucos intelectuais empedernidos.

Nota-se, pois, que o futebol está falto é de ações refletidas e pedagogicamente planejadas – notadamente no estado do Ceará, e não só – para que ele aqui possa, definitivamente, ingressar na pós-modernidade que o transformou, se não no maior dos macronegócios, certamente no súpero, após os negócios ligados aos governos.

Ao cunhar uma frase que tem mais de proposição que efeito meramente retórico, o fiz inspirado no conceito de reengenharia. A sentença tem assumido caráter axiomático, por duas razões simples. Primeiro, trata-se do reconhecimento da necessidade de se promover um conjunto de ações firmes e constantes, no sentido de assumirmos a efetividade do futebol cearense. Em seguida, repensar-lhe e reinventá-lo, a partir, evidentemente, dos conceitos vigentes, tais como – progressivamente alinhados – os de multidisciplinaridade, transdisciplinaridade e interdisciplinaridade. Eis a sentença: “O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado”. (Enquanto isso, o Secretário de Esportes, Ferrucio Feitosa, sequer tem uma poli[itica definida para o aproveitamento do Castelão por parte dos nossos dois maiores clubes> Ceará e Fortaleza.)

A título de exemplo, mencionamos a cada vez maior exigência da psicologia no meio esportivo, atuando em pelo menos duas frentes: a motivacional e a de definição do perfil psicológico do atleta. Não por acaso, é visível o crescimento do número de componentes das atuais comissões técnicas nos clubes de futebol. Ademais, crescem também as exigências para a qualificação destes novos profissionais, já que atuarão junto a atletas de alto rendimento.

Neste ponto, vale esclarecer que o conceito de reengenharia é basicamente o repensar fundamental e a reestruturação radical dos processos empresariais que visam alcançar drásticas melhorias em indicadores críticos e contemporâneos de desempenho, tais como custos, qualidade, atendimento e velocidade.

Adaptando o conceito que importamos da contabilidade de custos para a gestão desportiva, podemos dizer que esse repensar fundamental consiste em nos submetermos aos ditames do conhecimento das diferentes disciplinas que permeiam o futebol.

Lamentavelmente, a falta de profissionalismo é algo flagrante em nosso meio futebolístico, a ponto de não se ter a menor iniciativa na formação de dirigentes, situação que obsta o real crescimento do futebol em nossa localidade. Entra ano sai ano e o futebol cearense se repete em sua mediocridade, sempre subestimando e rejeitando o capital intelectual, condição ‘sine qua non’ para o alcance da auto-sustentabilidade.

Na prática, vemos o mesmo ‘filme’ de outrora: Fortaleza, e principalmente o Ceará, ambos em corre-corre para montarem suas equipes... E o campeonato batendo em suas portas.

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EFEMÉRIDES

Ferrão passa por Boa Viagem
A parte que lhe cabia para motivar o Clássico Tricolor da próxima quarta, 23, o Ferroviário fez. Faltou ao Fortaleza fazer a sua, diante de um Icasa apenas razoável. Mas, isto é uma outra estória. O enredo Coral construído junto ao Boa Viagem esteve envolto a (...) muita sorte – digamos! Futebol de mediano a sofrível com um gol salvador discutível ao apagar das luzes.

Uma proposição
Esqueçamos o conceito filosófico de tese e teoria. Consideremos tão-somente a seguinte proposição. Há muito venho observando que alguns clubes ditos ‘pequenos’ e outros ditos ‘médios’, só jogam um futebol aceitável quando enfrentam Ceará e Fortaleza. Entre eles o Ferroviário. Não é meramente uma questão de estatística. No presente caso, antes é a observação e a prática de que os números da estatística são compostos. E, a meu juízo, qual o fator principal para isso? O motivacional. Enfrentar os ditos ‘grandes’ proporciona a certos times uma motivação extra com ‘gosto’ de superação. Entretanto, isso não constitui mérito: limitação é o que é!

A cultura da incultura
A campanha do Leãozinho na Copa São Paulo não deve ser criticada. O Estado do Ceará, futebolisticamente falando, foi muito bem representado pela garotada do Pici. Merece aplauso tanto a campanha da equipe leonina como o trabalho realizado por todos os envolvidos. Destaque para Lúcio Bonfim e Montenegro, entre outros. Afinal, temos notícia até de discriminação contra o time cearense.

Faltou estratégia ao Leão
De 2005 até aqui, esse é o mais fraco dos times icasianos. Não que não tenha chance de ficar entre os quatro e de até conquistar esse 1º turno. Contudo, suas possibilidades dependem do grau dos fracassos de Ceará e de Fortaleza. Por paradoxal que parece, é lícito dizer-se que a vitória do Verdão foi merecida. Contudo, foi ela construída muito mais sobre certa inércia e inaptidão de alguns atletas leoninos, que pela ‘sobrevalência’ de seu grupo sobre o do adversário. O atrevimento do time juazeirense foi motivado pela acomodação da equipe de Silas Pereira. Quem propiciou ao Icasa ‘gostar do jogo’ foi o próprio Fortaleza.

Má escolha
O técnico do Fortaleza abriu mão de uma maior movimentação ofensiva ao preterir a opção Osvaldo para utilizar a inaptidão de Cleiton. Principalmente se levarmos em conta que não há jogadas aéreas ensaiadas para o aproveitamento deste jogador, mantê-lo na equipe representa jogar com nove. Explico. Quando você sabe que não pode contar com um jogador, a tendência é que os demais supram a ausência dele. Porém, quando você tem um atleta na equipe que, além de não produzir, induz-nos a com ele contar sem que isso se materialize, ele passa a ter ‘peso’ menos dois. Ou seja: além de não ajudar ainda atrapalha. De outra parte, Play Freitas, técnico icasiano, que teoricamente errou com Clodoaldo em lugar de Vanderlei e acertou com Gilberto em lugar de Chiquinho, findou por colher resultados acima do esperado, beneficiado pelo errado que deu certo. Evidentemente que com a ajuda do Fortaleza.

Jogo da estagnação
Uniclinic e Ceará maltrataram a ‘branquinha’. 3 a 1 foi um prêmio para o torcedor alvinegro - que merece – mas um galardão imerecido para uma equipe que, pelo conjunto da obra, está em processo de ‘paralisia’. Para uma coisa o resultado serviu: aplacar o furor daqueles que há muito querem ver o técnico Heriberto da Cunha bem longe de Porangabuçu. E ainda sobrou ironia de Heriberto para a cartolagem alvinegra, que parabenizou a Águia por seu preparo físico. Enquanto o Ceará vai aos trancos e barrancos se habilitando ao G4 superior, o novo Uniclinic repete velhas fórmulas, velhos erros, sendo sério candidato ao G2 inferior.

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BREVES E SEMIBREVES ®

Frase de efeito. O Deputado e Radialista Gomes Farias resumiu sua impressão sobre a atual administração do Alvinegro: “O Ceará tá levando o time na base do amadorismo.”

Frase de efeito 2. Do setorista alvinegro Ibernon Monteiro: “Falta profissionalismo no Ceará.” Farias e Ibernon faziam referência à forma como a coisa vem sendo conduzida no Vozão. Embora os desabafos possam conter exageros, no mais das vezes eles contêm muito de verdade.

Crítica ‘frappé’. Faz parte do anedotário da coluna o registro de algumas escorregadelas dos coleguinhas. Edson Ferreira, repórter dos bons, esteve sem inspiração no jogo do Fortaleza frente ao Itapipoca. Conseguiu, afora outras, cometer dois erros numa só jogada. Falta cometida pelo atleta do time do interior no atleta Rogério do time da capital. Edson disse ter sido falta a favor do Itapipoca; ao reconhecer o equívoco, acabou cometendo um outro, ao confundir inexplicavelmente o volante Rogério com o lateral Michel, ambos do Fortaleza. Logo em seguida ele transformou um tiro-de-meta em tiro-de-canto. Eita!

Em alta. Trabalha muito o repórter Júnior Marquesini. Seu ‘faro’ o levou a registrar um ‘escorregão’ do competente árbitro Wladyerisson Oliveira, com direito ao ‘contraditório’. Assunto: Supressão da aplicação da regra, no que se refere ao tempo de acréscimo.

Pisada na bola. Conversando com Moura Pinto elogiei sobremaneira a postura do árbitro Wladyerisson Oliveira. Após a partida, Wladyerisson ingenuamente revela algo impressionante. “Atropelou a regra a pedido de alguns jogadores do Itapipoca, razão pela qual não concedeu os minutos de acréscimos cabíveis e aplicáveis ao contexto daquela partida”. Pode? Claro que não!

Limitação. Jogar ao lado de Rogério tem servido para expor as diferenças entre um volante moderno e um do tipo brucutu – como diria Tostão. O denodo de Dude tem sido insuficiente para dele fazê-lo titular de um Leão que se pretende de 1ª divisão.

Limitação 2. O aspecto político da discussão que envolve o atacante Cleiton, do Tricolor de Aço, para mim é ‘perfumaria’. Quanto aos aspectos técnico e tático, chega a me impressionar pela inoperância. Só joga para trás; não consegue reter a bola; não antecipa; não dribla; não tem velocidade; não chuta. Querem mais o quê?

Em baixa. Quem parece haver esquecido seu futebol é o volante Válter. Se tecnicamente já tem suas limitações, taticamente ele tem sido uma verdadeira nulidade. Não marca, não se posiciona, muito menos cria. Tá mal, mal!

Arbitragem. Torço por nossos árbitros e assistentes. Mas essa me parece uma causa perdida. A pusilanimidade de alguns deles é flagrante, enquanto outros estão em um momento ruim tecnicamente. No Quadro Especial contamos com apenas sete árbitros. Apesar disto, a falta de uniformização dos critérios de arbitragem é algo notório. Com a palavra a CEAF.

Arbitragem 2. Moita, pelo visto, jamais aprenderá a ter postura de árbitro. Até para dar um cartão é espalhafatoso. Marcos Sampaio, a quem já tanto elogiei, carrega uma falta de entusiasmo contagiante. Além disto, demonstra fazer distinção entre ‘grandes’ e ‘pequenos’.

Arbitragem 3. Almeida Filho e Wladyerisson Oliveira a nós nos parece os mais estáveis. Cleston Santino, apesar do apadrinhamento, tem crescido. O mesmo pode ser dito de Luzimar Siqueira, no que pese não pertencer ao tal ‘quadro especial’.

Arbitragem 4. Em Juazeiro do Norte, Marcos Sampaio deixou de expulsar o atleta Dude; marcou pênalti inexistente a favor da equipe do Icasa, quando o faltoso foi o atacante Clodoaldo e não o volante Rogério. Como decorrência de seu erro, excluiu o atleta tricolor da partida, prejudicando a equipe e o atleta em pelo menos duas partidas: a em curso e na seguinte.
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"Há quem inveje o que os outros possuem: isto é ruim; mas há quem inveje o que os outros são: isto é péssimo.” (Benê Lima)>

sábado, janeiro 19, 2008

Em busca da efetividade ofensiva da equipe

Por Leandro Zago
Treinamento Esportivo.com

O futebol se caracteriza por apresentar, dentro dos jogos desportivos coletivos (JDC), um dos menores números de finalizações a meta (gol) dentro de uma partida em comparação com outros esportes como basquete, handebol e vôlei, por exemplo. E dessas finalizações, um pequeno número é transformada em gol.

Poucas pesquisas sobre seu aspecto tático foram realizadas até hoje para a melhora da sua compreensão. Pesquisas não só quantitativas, mas também qualitativas precisando detalhes sobre ações ofensivas bem e mal sucedidas para que se observe padrões que se repetem e sirvam como balizadores do trabalho de campo.

Enquanto isso, os treinadores esperam que seus times apresentem algumas características na fase ofensiva baseadas em suas experiências anteriores (empirismo) e nas regras de ação ofensivas que visam dar uma objetividade maior ao jogo.

Vamos a essas regras:

- Dar amplitude (largura) e profundidade ao ataque: o ataque alargado afastará as coberturas defensivas facilitando conseqüentemente a profundidade nos espaços vulneráveis do adversário

- Iludir a defesa contrária: trabalhar a bola num primeiro momento em determinada zona para posteriormente aprofundar o jogo numa zona oposta

- Criar opções de passe: quanto maior o número de opções de passe, maior a dúvida gerada na marcação, tendo como conseqüência o aumento da chance de erro.

- Variações dentro da jogada: alternar passes curtos e longos, jogo direto e apoiado, velocidade de ritmo de circulação de bola.

Essas regras de ação criam uma base para os objetivos ofensivos de uma equipe. Não se deve tornar uma equipe um mecanismo mecânico.

O gol é grande objetivo do jogo e isso é fundamental ser frisado. A imprevisibilidade tem seu espaço sempre reservado para desestruturar os sistemas defensivos.

O êxodo de jogadores brasileiros

Leandro Zago, Futebol Tático

O Brasil é o país do futebol. E essa afirmação talvez faça mais sentido no exterior do que para nós brasileiros. O profissionalismo com que esse esporte é tratado em diferentes partes do planeta mostra que, mesmo que considerem nosso país um formador de grandes jogadores, não podemos atribuir ainda à seriedade com que o tratamos o motivo pelo qual ostentamos tal condição. Afinal, temos em nosso favor várias condições importantes para que esse fenômeno ocorra, como um clima favorável o ano todo, um enorme número de praticantes, cobertura excessiva da mídia em geral, entre outros. Fatores esses que combinados dificilmente encontraremos em outros países.

E o que isso tudo tem a ver com o título dessa matéria? Só reforça a idéia de que a falta de profissionalismo de nossos dirigentes faz com que os atletas que chegam ao final desse processo, em busca de condições melhores para exercer sua profissão, optem por transferências para o exterior e, em alguns casos para países sem nenhuma tradição no futebol, como China, Coréia e Arábia Saudita que atualmente pagam bem.

Na Europa sabe-se que o melhor negócio no mercado do futebol é comprar jogador brasileiro jovem e vendê-lo após algumas temporadas. Kaká saiu do São Paulo por menos de nove milhões de dólares, Ronaldinho Gaúcho foi transferido para o PSG por seis milhões de dólares e hoje, quanto valem esses craques? Mas como foi citado anteriormente, não é só a Europa que atrai jogadores, e por quê? Porque em solo brasileiro, com exceção de algumas equipes, o atleta não tem garantia nenhuma que receberá em dia seu salário, fazendo com que disputas judiciais tornem-se fato corriqueiro nas manchetes esportivas.

Para corroborar com isso, segundo dados oficiais da CBF, no ano de 2007 mais de mil jogadores transferiram-se para o exterior, significando um aumento de aproximadamente 25% em relação ao ano anterior. Temos jogadores voltando a atuar no país também e com a valorização do Real muitos jogadores sul-americanos jogam nas grandes equipes nacionais atualmente.

Podemos concluir com isso que dois fatores são essenciais para a manutenção de jogadores no país: moeda forte e melhor organização dos clubes e confederações nacionais. E aí fica a pergunta: a que distância estamos de concorrer com o Euro e ter bons dirigentes?

A Timemania e a isonomia dos clubes

André Megale
megale@cidadedofutebol.com.br

Como já é de amplo conhecimento dos leitores da Cidade do Futebol, este ano está previsto o lançamento da loteria federal conhecida como Timemania, que auxiliará, dentre outras coisas, os clubes de futebol a saldarem suas dívidas com a Receita Federal, INSS e FGTS.

Como também já explicamos anteriormente, de acordo com o Decreto n. 6.187/07, determinados clubes foram escolhidos com base em um critério objetivo criado pelo Governo Federal para que cedessem suas imagens, logo, hino, etc, ao governo, em troca de percentual na arrecadação da loteria.

Também foi facultado aos clubes parcelarem suas dívidas com aquelas autoridades públicas (Receita, FGTS e INSS) em até 240 meses, o que possibilitaria a obtenção das necessárias Certidões Negativas (ou positivas com efeito de negativas).

Diante desse cenário, tivemos a oportunidade de opinar acerca da possibilidade de outras agremiações terem acesso à Timemania, além daquelas já elencadas no Decreto.

Entendemos que, pelo princípio da isonomia, os clubes poderiam pleitear eventual possibilidade de parcelamento de suas dívidas da mesma forma que os clubes elencados pelo Governo Federal. A princípio não existe diferença suficiente entre o grupo de clubes da Timemania e os demais clubes brasileiros que permitissem o Governo de realizar essa distinção.

Ressalte-se que, em nossa opinião, uma vez tendo sido estabelecido o critério, os demais não teriam o direito de participar da loteria, mas, tão somente, do benefício do parcelamento de débitos previsto no decreto em questão.

Aliado a essa opinião legal, transmito também minha discordância com o critério estabelecido pelo Governo. Nitidamente, a escolha foi feita de forma que os clubes que possuissem mais dívidas (aqueles tradicionais) fosse incluídos, não beneficiando, portanto, aqueles novos clubes, organizados, e com suas contas em dia.

De toda forma, em termos legais, temos que os clubes que não preenchem os requisitos legais, não teriam efetivamente chances de participar do concurso.

Essa semana, foi noticiado na mídia um caso envolvendo o Brasil de Pelotas que, aparentemente, teria pleiteado em juízo a inclusão na Timemania sem preencher os requisitos legais.

Em sede de liminar, o Superior Tribunal de Justiça indeferiu o pedido do clube. Segundo foi veiculado, o STJ, na pessoa do Ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, não entendeu que existiam os pressupostos para a concessão da liminar. A linha de argumentação do ministro, bem como o exato pedido do clube gaúcho, entretanto, não foram divulgadas.

Caso o clube tenha pedido a inclusão do clube no prognóstico, temos nossa opinião confirmada pelo STJ. Resta saber se o clube também pedirá, de forma alternativa, a inclusão no benefício do parcelamento, e qual será o posicionamento do Judiciário.


Temos que acompanhar com atenção esse desenrolar, para informar aos nossos leitores as tendências de nossos tribunais com relação a essa questão.



Ex-dirigentes da FPF depõem na Justiça

Ex-presidentes da federação paranaense são convocados pela 5ª Vara Criminal de Curitiba para falar sobre possíveis irregularidades na entidade
Equipe Cidade do Futebol

Os ex-presidentes da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura e Aluizio Ferreira prestaram depoimento durante essa semana na 5.ª Vara Criminal de Curitiba. O interrogatório foi o primeiro passo do processo judicial que investiga irregularidades na entidade.

Onaireves Moura parecia bastante debilitado durante o interrogatório. O ex-dirigente da FPF passou recentemente por duas cirurgias - uma para extração da vesícula e outra para retirada de um abscesso formado após infecção no local da primeira intervenção.

Durante o interrogatório, alegou que o dinheiro canalizado para as contas bancárias da Comfiar e do Colégio Técnico da FPF eram usadas para pagamento de funcionários e despesas como eletricidade e os campeonatos da Federação.

A denúncia do Ministério Público, baseada em investigações do Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos, da Polícia Civil, aponta que Moura e seus ex-diretores da FPF desviaram R$ 5 milhões dos cofres da entidade.

Aluízio Ferreira, que respondeu sobre a condução das contas da FPF no período de três meses em que comandou a entidade, era vice de Moura e o sucedeu após a condenação do ex-presidente na justiça desportiva, até ser também afastado pela Justiça.

Moura continua preso no Complexo Médico Penal de Piraquara. O advogado dele, Eliezer Queiroz, pediu libertação do ex-dirigente junto à 3.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, mas o habeas corpus foi negado. Agora, o defensor entrou com pedido de liberdade provisória na própria 5.ª Vara Criminal, que deve ser apreciado na semana que vem.


Dos outros oito presos na Operação Cartão Vermelho, do Nurce, em novembro de 2007, seis já foram soltos e responderão ao processo em liberdade: Cirus Itiberê da Cunha, Marco Aurélio Rodrigues, Laércio Polanski, César Alberto Teixeira de Oliveira, Vanderlei Manoel Ignácio e Roberto Tiboni. Além de Moura, permanecem detidos Johelson Pissaia e Carlos Roberto de Oliveira.

O Serviço de "Inteli-tátic-gência" atuando no futebol

Rodrigo Azevedo Leitão

Um “Serviço de Inteligência” é em geral um departamento de governo voltado para a defesa do “Estado” (de sua sociedade, poder e soberania). Seu trabalho se dá através da captação, interceptação e aquisição de informações que podem auxiliar em ações inteligentes que garantam maior eficácia e sucesso na atuação do próprio “Estado”. Alguns Serviços de Inteligência ficaram muito famosos através da indústria do cinema (exemplos disso são o Serviço de Inteligência dos Estados Unidos (a CIA) e o da antiga União Soviética (a KGB)).

Ter posse de certas informações é privilégio e obrigação que nenhuma nação pode abrir mão. Por isso, seja a Abin no Brasil, a CIA nos Estados Unidos, a Mossad em Israel, ou MI6 no Reino Unido, não há nos dias de hoje “Estado”, que ao buscar soberania, autonomia e ordem possa abrir mão de estruturar um Serviço de Inteligência.

E se a informação é importante aos Estados, também é para qualquer instituição em diversos e diferentes níveis de operação. E como não poderia deixar de ser, é crucial e determinante também no futebol (necessidade máxima!).

Mas será que as equipes, em especial no Brasil, estão preparadas para tal necessidade?

Será que estão estruturadas para coletar, interceptar e adquirir informações? (e mais: será que, antes mesmo de ter a informações, as equipes de futebol estão preparadas para receber tais informações?)

Bom, existe no futebol um discurso de que não mais é possível preparar estratégias para surpreender os adversários, pois “nesse mundo globalizado, com internet e transmissões de jogos e treinos ao vivo tudo se sabe”. No máximo um “treininho a portas fechadas” para ensaiar jogadas secretas.

É por isso que no futebol, antes mesmo de se pensar em um “Serviço Futebolístico de Inteligência” é preciso encontrar pessoas inteligentes (que vão atuar no campo, nos vestiários, no departamento de finanças, marketing, etc.) para saber quais informações buscar e como aproveitá-las de maneira, digamos, inteligente (e como a inteligência é algo circunstancial, ainda tenho esperanças...).

Não adianta ter a CIA a disposição se não houver capacidade de entender que informação é “inteligência” e não “produção de relatórios coloridos impressos para serem deixados sobre a mesa” – algo comum, e que talvez só perca para a pequena confusão que se faz entre serviço de inteligência (ou informação) com serviço de informática – fico só imaginando; ao invés de Agência Central de Inteligência (CIA), “Agência Central de Informática”, ou ao invés de Agência Brasileira de Inteligência (Abin), “Agência Brasileira de Informática”. É só ter alguns computadores sobre a mesa, uma impressora e telefone que logo o que deveria ser serviço de inteligência e informação se transforma, aos olhares desavisados, em serviço de informática.

Nada contra a informática, pelo contrário, mas confundir uma coisa com a outra é a mesma coisa de apertar parafuso com o dedo e rosquear botão de “power” com chave de fenda.

Interessante como o mundo evolui e o futebol, sob algumas perspectivas, teima em não acompanhar (“a gente tá na lanterna, do tempo que virá”). É claro que isso não cabe para todo mundo. Mas como poucos entendem realmente porque essa ou aquela equipe vence, ou porque esse ou aquele projeto dá certo, cada vez mais quem vence e dá certo vencerá mais e dará mais certo. Quando os outros acordarem, já terão levado embora a mesa do café da manhã e do almoço.

Muitas são as informações que em diversas esferas podem colaborar para o sucesso de uma equipe dentro de campo (e fora também).

Imaginemos por exemplo, um treinador, que ao entrar em campo sabe detalhes longitudinais de avaliações físico-técnico-táticas-mentais dos jogadores adversários, seus históricos e características; imaginemos a possibilidade de que seus jogadores possam conhecer exatamente o perfil do árbitro responsável pela partida, suas características, comportamento e padrões, e a partir disso definir certas estratégias de atuação; imaginemos que ele (o treinador) possa quase que prever quais serão as condutas do treinador adversário de acordo com cada situação do jogo, decisões e alterações; e que ele (o treinador) ainda conheça tudo sobre o ambiente do jogo e saiba exatamente o que dizer nas entrevistas pré e pós partida, de maneira planejada, e de forma que isso possa se reverter a favor de sua equipe. Quanto amplificadas ficariam as chances de vencer?

Seja qual for a esfera; do Gerente Executivo na sala de administração de um departamento profissional ao jogador de futebol dentro do campo, a informação privilegiada é fator determinante do êxito ou do fracasso.

Hoje, o VENCER o jogo dentro de campo taticamente começa fora do campo, com inteligência, com informações que “evitem tiros e economizem balas pegando o bandido antes dele agir”.

E para não parecer apenas um devaneio, posso dizer que os Serviços de Inteligência no futebol já existem (ainda que sejam pouquíssimos). E com maior ou menor competência e “inteligência” têm colaborado para que os êxitos de algumas equipes nas competições e na sua saúde financeira não sejam “anarquias do acaso”.

UMA DEIXA

Tive o privilégio de acompanhar de perto o trabalho do mais competente, inteligente e criativo Serviço de Inteligência voltado para o futebol que existe no Brasil (não tenho dúvidas que em breve será o mais completo e inteligente dentre todos de todos os continentes, com um banco de informações fabuloso – não estou exagerando – será o MI6 do futebol). Logo vamos ouvir falar dele.

Porém, por enquanto, como todo Serviço de Inteligência que se preze, faz um trabalho quase secreto (e também por enquanto, vai ficar assim).

Como está no futebol, obviamente, com freqüência é confundido com serviço de informática. Mas como ressaltam os “agentes” “Dyandrady”, “O Bald” e “Sugarfree” (do mencionado Serviço de Inteligência), faz parte da estratégia permitir essa “confusão”.

É que no final eles sabem que o que precisam mesmo, é repassar a informação para quem pode recebê-la. E quem pode sabe bem a diferença entre o que é importante e o que é relevante, entre o que é prioridade e o que é emergencial, entre inteligência e informática.

Então como canta Lulu Santos; “Olha meu bem o céu; Vê quanta luz, quanta estrela; Quase todas mortas; Só não é chegado para nós o tempo que se apagarão; A gente tá na lanterna, do tempo que virá”.

Inédito: Parcerias Oficiais Autorizadas








Nossos agradecimentos


Sentimo-nos honrados pelas parcerias com as quais iremos interagir daqui por diante em nosso Blog, asssumindo publicamente o compromisso de respeitar as pré-condições exigidas, diante mão expressando nossos mais sinceros agradecimentos aos parceiros acima.

Vale ressaltar aos nossos leitores que assim agimos em respeito ao caráter ético que deve nortear a Comunicação Social, bem como para não infringirmos o Título II, Capítulo I, Artigo 7º, que trata da Proteção às Obras Intelectuais.

Nosssos abraços a Leitores e Parceiros do "Blog do Benê Lima".

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Com Pé e Cabeça - 108

"O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado."
(Benê Lima)

Opinião
A ENTREVISTA DO VICE-GOVERNADOR

O Professor Francisco Pinheiro, governador em exercício, passa-nos uma imagem de sobriedade e integridade. Mas isto não faz dele um ser súpero. E parece que futebol não é a sua ‘praia’.
Somos o país do servilismo. Até os que de esquerda se dizem e algumas vezes assumem publicamente posições ‘xiitas’, transviam-se ante o poder. Aí perdemos as oportunidades das boas entrevistas, assim foi com o Vice-Governador, Senhor Professor Pinheiro, na nossa pioneira Ceará Rádio Clube.

A falta de organização mental do entrevistador – aqui falando de maneira genérica – aliada à sua falta de cultura e de senso crítico, acaba por transformar uma entrevista potencialmente boa em uma ‘entrefala’ insuportável.

O jornalismo – mesmo o esportivo – tem a obrigatoriedade de dois componentes: a imparcialidade e o distanciamento dos fatos. O jornalismo esportivo é uma editoria que deve ser tratada com muito cuidado, já que lida com a paixão do público. Ademais, não é difícil nos depararmos com torcedores que sabem mais sobre a história e a situação atual de seus times do que alguns repórteres.

Outro fator do qual decorre algumas críticas à Crônica Esportiva, em especial aos radialistas, é pelo envolvimento de alguns deles com jogadores e dirigentes. E como dizem por aí, “essa leniência com a cartolagem corrupta e a convivência acrítica com federações viciadas destroem a reputação daqueles a quem caberia uma função fiscalizadora. A falta de ética pode aniquilar qualquer carreira promissora.

”Mas o que de fato aqui nos inspira neste instante, é pugnar pelo torcedor, lembrando ao governo municipal e em particular ao estadual, que dar dinheiro aos clubes pela via direta é o maior dos equívocos, a ponto de representar um total desprestígio para com a razão de ser do espetáculo futebol: o torcedor.

Se a Prefeita de Fortaleza e o Vice-Governador conhecessem sobre gestão do futebol, jamais se empenhariam em promoções em que os clubes fossem os gestores das iniciativas governamentais. Pois, qualquer medida incentivadora sempre deverá visar o combate à sonegação fiscal, mas deverá levar em conta a promoção da presença de público nos estádios.

O incentivo ao torcedor do presente e o estímulo ao torcedor do futuro devem constituir o cerne de quaisquer campanhas. Logo, o ‘vale-futebol’ deve ser subsídio direto para o torcedor, e não subvenção para os cartolas. Afinal, o que se quer é a presença do torcedor nas praças esportivas – repito. E, se o benefício for dado aos clubes para repasse, o torcedor jamais será o beneficiário de tais campanhas.

A troca de notas fiscais e de cupons fiscais por ingressos é o meio eficaz de afastar os agenciadores inescrupulosos, garantindo assim a lisura do processo. E que incautos e espertalhões fiquem atentos... Uns, para se protegerem; outros, para se acautelarem.

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EFEMÉRIDES

Boa Viagem deixa Leão acuado
O time leonino fez o suficiente para nos dar a falsa impressão de que ganharia o jogo com extrema facilidade. Isto muito mais em função da omissão do time local, que pelos méritos da equipe do técnico Silas Pereira. De repente, o menos provável aconteceu: o técnico Nicácio conseguiu alterar o posicionamento do seu time, adiantando a marcação e dificultando sobremaneira a saída de bola do time do Pici. Dentro deste panorama diverso do da 1ª fase, o Boa Viagem imprimiu um padrão de jogo em que pressionava o adversário, forçando-o a cometer muitos erros de passe e não o deixando armar as jogadas ofensivas. Com as entradas de Cleiton no posto de Rômulo e de Guto em lugar de Rogerinho, o que estava ruim ficou pior. Um meio-campo inoperante e um ataque ineficaz deram o tom do Leão no 2º tempo. Disto se valeu o Boa Viagem, que ajudado pelo mau posicionamento da zaga tricolor, notadamente de Juninho e Michel, chegou ao empate através do jogo aéreo, situação em que até o goleiro Thiago Cardoso andou falhando. Quando aos 30 min da fase final Silas retirou Paulo Isidoro e colocou em seu lugar o atleta Válter, o que virara pior ficou péssimo. Para quem imaginava que a partida contra o Guara-Ju fosse a ‘descartável’, pior foi a má viagem de volta proporcionada pelo Boa Viagem.

Alvinegro escapa por um triz
Dois jogos em um. Um Ceará insinuante (sem trocadilho entre Rabelo e Insinuante), consciente, aplicado, pegador, só não brilhante. Um Ferroviário temeroso, excessivamente cauteloso e inibido no 1º tempo de partida. Ainda assim, o Alvinegro tinha um ataque pouco competente e uma defesa vulnerável pelo setor de Bruno Lourenço. Só isto já valeu ao Ferrão um contra-ataque mortal em que o zagueiro aludido tomou um drible desconcertante e acabou metendo a mão na bola. Pênalti bem marcado pelo árbitro e mal cobrado por Danilo Pitbull. Veio o 2º tempo e com ele um Tubarão agressivo e envolvente. A lida dos treinadores virou jogo de xadrez e a disputa entre os atletas um labor grandioso. As variações táticas se sucederam, com as ações pró-ativas tendo as réplicas e tréplicas reativas. Pelo Ceará, as variáveis passaram pelo 4-4-2, pelo 3-5-2 e até pelo 3-6-1. Já o Ferrão usou o 4-4-2, foi ao 4-3-3 com a entrada de Valmir e voltou ao 4-4-2 com a saída de Danilo. Resultado injusto para o Ferrão.

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BREVES E SEMIBREVES ®

Palomares. Disse-lhe das necessidades do seu Tricolor. O time precisa ser formado a partir do elenco que aí está para que façamos uma avaliação. Com esse time-b, cujo meio-campo e ataque são fraquíssimos, o Leão não vai a lugar nenhum.

Balancê. A situação do técnico Silas Pereira começa a ficar ruim. Se com Taílson, Lúcio, Erandir e Simão a equipe não render, Silas passará a ter um ‘Bonamigo’ em seu encalço. Depois dos empates insípidos frente a Guarani de Juá e a Boa Viagem, Pereira já não tem o apoio de boa parte da torcida leonina.

Justiça. Para que não cometamos injustiça, vale dizer que os problemas da defesa do Fortaleza não atende pelo nome de Lucas. Causou-me estranheza saber que o companheiro Fernando Graziani deu nota 4.0 ao Lucas e atribuiu 7.0 ao zagueiro Juninho; 6,5 ao Márcio Azevedo... Juro que não alcancei o critério!

Bola murcha. Os atletas das categorias de base do Tricolor de Aço (Guto, Cleiton e Osvaldo), além dos experimentados Dude e Juninho Cearense não se encontram no nível do que se pretende para um time vencedor. Ademais, o setor direto da defesa tricolor vem falhando no posicionamento do jogo aéreo.

Brucutus e medianos. Embora reconheçamos o quanto é dinâmico o futebol, o que esperar de um meio-campo com Dude, Rogério, Válter e Márcio Azevedo? Imaginação? Criatividade? Toque de bola refinado? Nem pensar... E de um ataque com Osvaldo e Cleiton? Velocidade? Rapidez de raciocínio? Alto ‘QI’ futebolístico? Tá longe!

Agora elogio. À TV Diário, que passou a ‘fotografar’ as imagens de modo diverso: abriu o enquadramento, assim mostrando e valorizando os patrocínios e parcerias dos nossos clubes. Apreciação de quem tem formação na área. Afinal, ajudei a reformular a cadeira de fotografia da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, em Sampa.

Com muito cuidado! Assim devem ser tratados os anunciantes e seus textos. Tem gente lendo anúncio como se o anunciante nada valesse. Ou não é deles que sobrevivemos? Então, tornemos os seus textos inteligíveis!

Bom humor. Com seu jeitão espirituoso, Gomes Farias saiu-se com mais esta: “O Itamar (Monteiro) não pode trabalhar em televisão porque se mexe muito”, fazendo menção aos conhecidíssimos tiques do velho e bom Itamar.

Descompostura. Em atitude de flagrante desrespeito para com a categoria, o cronista Renato Abreu desacatou a orientação da Apcdec, menosprezando os seguidos apelos do servidor Basílio, adentrando-se às dependências do PV de modo irregular. Apesar de inteiramente censurável, a atitude do citado companheiro não nos causa estranheza. Seus arroubos de arrogância são conhecidos pelos mais ‘singelos’. Um pouco de humildade não faz mal algum!

Nível da arbitragem. Luzimar Siqueira vem se repetindo nas escalas. Parece-nos o mesmo processo protecionista que foi posto em prática com o Cleston Santino. Sem nenhum tom acusatório, gostaríamos de ver uma atitude mais democrática e transparente neste tocante. E digo mais: não estou inventando nada!

Nível da arbitragem 2. Percebe-se nitidamente certa proteção para com os ‘dois grandes’. Até aqui, pela ordem. Manoel Moita, Marco Antonio Sampaio, Almeida Filho e Luzimar Siqueira encabeçam o ‘ranking’ dos pusilânimes.

Nível da arbitragem 3. Ressalte-se que tecnicamente nossa arbitragem até que vai bem. O grande problema é no aspecto disciplinar. Aí, haja ‘pipocões’ e ‘amarelões’ em vez de cartões amarelos e vermelhos.

Precipitação. Nosso caro Bonifácio de Almeida apressou-se em apontar erro onde não havia. Morais Filho utilizou corretamente o termo ‘cabina’ ao invés de ‘cabine’ – ambos corretos. Boni foi açodado em seu sarcasmo.

Embate. O desfile das estratégias táticas de alguns treinadores locais, tem-nos chamado a atenção. Nicácio, pelo Boa Viagem, Oliveira Lopes, pelo Ferroviário e Heriberto da Cunha pelo Ceará, foram os destaques da semana.

Nota mil. O técnico Flávio Araújo dispensou o Uniclinic e ainda declarou que não assumiria clube algum, por dinheiro nenhum. O Barras e seu compromisso com aquele clube estão acima de qualquer coisa. É uma questão de palavra. Parabéns!

Juízo de valor. Costumo dizer que levo mais em conta o que vejo e ouço das pessoas do que o que delas me dizem. Gomes Farias e Alan Neto são pessoas que tratam a todos com cordialidade incomum. Por isso também - sem dúvida - são figuras egrégias da Crônica a qual pertenço. Mais que mera opinião, isso é um testemunho. Enfim, nossos ‘ensaios’ contemplam a boa crítica sem perderem de vista o encômio autêntico.

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*PARA CIRCUNSPECÇÃO”

"Em nossa ‘província’, de cada mil horas de futebol, outras cem são de besteirol.” (Benê Lima)

”No futebol cearense, não colecionar inimigos já é um grande feito.” (Benê Lima)

"Não há ética na mentira, na dissimulação, na bajulação, na subserviência e, menos ainda, na ignomínia." (Benê Lima)

Benê Lima
85 8898-5106, o telefone da comunicação