Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

terça-feira, agosto 22, 2017

Futebol ] Uma escola de sonho

Uma escola de sonho

por Universidade do Futebol
Sócrates, o brasileiro, o jogador de futebol que tinha pincéis no lugar dos pés, que pintou algumas das mais belas obras de arte nas telas verdes dos gramados do mundo disse, um dia, que “com uma bola nos pés a gente muda um país”. Os brasileiros não acreditaram no doutor da bola ou não lhe prestaram a devida atenção; e o país deixou de incorporar em seus perdidos planos educacionais a ferramenta que o gênio da bola sonhou. Os chineses acreditaram no brasileiro ou no sonho do brasileiro, que não era um sonho só seu, mas universal; talvez porque as artes e os pensamentos do Doutor Sócrates lhes tenha chegado por obra da comunicação muda da linguagem dos pés.
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O atual governo chinês decidiu que o futebol será aprendido por todas as crianças e adolescentes do país em suas escolas, como um dos temas centrais de um projeto de 20 anos de fortalecimento do esporte chinês e de seu povo. E hoje, nada do que vimos representa melhor o projeto chinês que a escola nos arredores de Beijing, a poucos quilômetros da legendária Muralha da China. Visitamos a escola, conhecemos as crianças e seus professores, assistimos a suas aulas de futebol e conversamos com seu diretor, o professor Ji Guiwu. Uma longa e inesquecível conversa. Há 13 anos, muito antes de o governo da China decidir transformar o futebol no carro-chefe de um projeto educacional para todo o país, Jin Zhiyang, o iniciador do trabalho na escola Beijing Yanqing Kangzhuangg, inspirou o projeto e ajudou Ji Guiwu a estimular os alunos e convencer pais e professores de que na sua escola todos deveriam jogar futebol. Apostou-se na ideia de que o poder de encantamento do futebol era tão grande que, em torno dele, todo um grande projeto educacional poderia ser viabilizado. Resistências aconteceram no início e somente 30 alunos se entregaram ao aprendizado do futebol. Com o passar do tempo, porém, essas resistências foram sendo quebradas. Os alunos se divertiam com a prática dessa modalidade esportiva e, aos poucos, foram demonstrando, não só um notável progresso na prática do futebol, como um desenvolvimento escolar acima do esperado. Em 2009 o projeto foi ampliado, chegando a abranger a totalidade dos alunos da escola em 2015. Hoje a Beijing Yanqing Kangzhuangg tem 730 alunos e todos praticam o futebol três vezes por semana, logo após o encerramento das atividades em sala de aula. “Mas o futebol praticado aqui em nossa escola não é só para revelar campeões”, nos disse o diretor Ji Guiwu. “Claro que os talentos serão bem-vindos, mas a nossa pretensão é maior. Queremos que nossos jovens sejam mais que jogadores de futebol; nossos alunos, além de jogar futebol, farão dança, teatro, artes marciais e estudarão a matemática, o mandarim, a história e serão bons alunos”, Ji Guiwu completou. Os anos se encarregaram de mostrar que ele tinha razão e a esperança de que os alunos de sua escola se tornem campeões na vida, aumentou. Aquilo que parecia ser apenas um sonho virou realidade e a escola Beijing Yanqing Kangzhuangg tornou-se uma referência para todas as escolas da região e, acreditamos, para toda a China.
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O diretor Ji Guiwu pretende agora que sua escola entre na quarta fase de desenvolvimento desse projeto educacional-esportivo. Após receber a comitiva da
Universidade do Futebol e UNICEF-Brasil, ele crê que uma parceria entre essas instituições e a sua escola pode representar a elevação da qualidade educacional do projeto nos próximos anos. Ji Guiwu exerce forte liderança na educação da região em torno de Beijing, uma área que congrega cerca de 40 escolas que adotaram o “beautiful game” como sua inspiração pedagógica. E o diretor ainda nos sinalizou que pretende, com o apoio da Universidade do Futebol, estender às demais instituições escolares os benefícios desse encantador projeto educacional.
Saímos muito animados da visita à Beijing Yanqing Kangzhuangg, que tem o futebol como sua referência. Acordamos fazer nessa escola-modelo uma espécie de laboratório de práticas e teorias a respeito do futebol educacional, integrando os conhecimentos da “pedagogia de rua”, aquela que ensinou aos brasileiros a arte do futebol, e a cultura chinesa. Nos excelentes campos de grama sintética com que o governo chinês equipa as escolas da China atualmente, a Universidade do Futebol quer espalhar a ideia tão bem acolhida pelos chineses: a de um esporte que ensine o futebol a todos, que ensine bem o futebol a todos, e que, sobretudo, ensine mais do que futebol a todos. Nosso saudoso Sócrates Brasileiro, o grande artista da bola, gostaria de ter conhecido a Beijing Yanqing Kangzhuangg, e ficaria feliz vendo seu sonho ser realizado, mesmo que tão longe de sua querida pátria, o Brasil.

Quebra de paradigmas na gestão do futebol

Quebra de paradigmas na gestão do futebol

por Virgílio Franceschi / Universidade do Futebol
A coluna da semana passada falou sobre cultura e filosofia de trabalho, baseado em missão, visão e valores que condizem com o planejamento estratégico da organização esportiva, neste caso específico, um clube de futebol. A demanda por resultados e a pressão - tanto interna quanto externa - afastam boas práticas da gestão do esporte, conduzem ao imediatismo e afunda o futebol em dívidas astronômicas que comprometem seu crescimento e desenvolvimento. Entretanto algumas mudanças acontecem e sinalizam um outro cenário.
Em primeiro lugar, os clubes que pertencem a uma empresa. Não aquelas empresas que assumem o departamento de futebol de algum clube, mas sim um conglomerado empresarial que tem o futebol de rendimento como um dos seus produtos, que está mais preocupado e atento a boas práticas de gestão - baseados em um planejamento estratégico - do que propriamente o resultado. Claro, ele também é importante, mas será atingindo mediante processos previamente definidos e, acima de tudo, respeitados.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Uma segunda mudança aconteceu com o Figueirense, de Florianópolis. Transformou-se em sociedade anônima recentemente e trabalhará com o futebol do clube nos próximos vinte anos. Pelo contrato, os novos gestores têm que terminar o ano no “azul" e querem passar longe de depender das receitas de televisão, venda de jogadores e depender de estatuto. Querem criar o próprio conteúdo e maximizar os rendimentos.
O terceiro exemplo vem de algumas federações de futebol que passam a estabelecer no regulamento de alguns torneios a permanência da comissão técnica de uma temporada para a outra. Em um primeiro momento pode ser visto com desconfiança, mas na verdade isso permite um trabalho planejado.
Onde se quer chegar com tudo isso? Todas estas iniciativas levam o esporte no Brasil - e especificamente o futebol - a um direcionamento para encontrar uma filosofia e cultura de trabalho baseada em valores e princípios que, a prazo irão atuar de maneira a deixar clara e evidente a essência do futebol deste país. É uma realidade ideal, mas não a atual. A pressão por resultados, sem importar os meios, existe e é enorme. No entanto é preciso quebrar paradigmas - como os exemplos acima - para crescer.
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segunda-feira, agosto 21, 2017

Mancini e a reflexão: qual é a importância da posse de bola?

Este texto não vai discutir imparcialidade, bairrismo ou quem estava certo ou errado na “polêmica” entre Vagner Mancini e um jornalista. Sempre há dois lados de uma mesma moeda e melhorias profissionais, em todos os setores, são sempre fundamentais. Deixamos os julgamentos para depois. O foco será outro - algo que fala diretamente do jogo, da nossa visão de ver futebol e de algumas consequências dela.


O Vitória teve 35% de posse de bola e 5 finalizações contra 65% de posse e 14 finalizações do Corinthians.

O Vitória teve 35% de posse de bola e 5 finalizações contra 65% de posse e 14 finalizações do Corinthians. É natural, que na visão brasileira do jogo, pensemos que o Vitória jogou “por uma bola” e o Corinthians deu “azar” de não fazer os gols. Somos programados, desde pequenos, a enxergar o time que tem a bola como o corajoso e superior, o “time grande”. Jogar sem ela é vista como coisa de “time pequeno”, ou covardia praticada por uma grande equipe.

A relação entre superioridade e bola é natural, mas a posse é apenas um indicativo. Não diz sobre o que foi o jogo, a estratégia das duas equipes, o desenrolar de uma partida e seus movimentos coletivos. A fixação pela posse de bola como indicativo de superioridade começa nos intensos elogios na TV e nas comparações efusivas do Barcelona de Guardiola com o Brasil de 1982. Pronto: criou-se o mito de que aquele time era o espelho da superioridade e do futebol máximo de Telê naquela copa.

Pouco se fala sobre o jogo que a Itália fez, não permitindo que o jogo brasileiro fluísse. Ou as duas linhas de 4 e a pressão que o Vitória colocava no Corinthians, sempre protegendo a grande área. No país do futebol de rua e da técnica, não fomos ensinados que existe um outro tipo de jogo: o da inteligência na ocupação de espaços. Existem outros valores nessa escolha: a inteligência, os movimentos de pressão e recomposição, a sincronia...e também o jogo com a bola, afinal, um time só se faz vencedor marcando gols.

Não faz mais sentido expor a superioridade ou inferioridade de uma equipe por meio da posse de bola.

Não faz mais sentido expor a superioridade ou inferioridade de uma equipe por meio da posse de bola. Afinal, essa posse de bola se deu onde? Na defesa, entre os zagueiros, ou no terço final do campo, perto do gol? Houve quantas chances claras de gol? O que é mais proveitoso: uma equipe que sempre toca para trás ou aquela que sabe acelerar e cadenciar?

Já não faz mais sentido ver o jogo pela ótica da posse de bola, como passou da hora de atender o pedido de Mancini: é preciso reconhecer o outro lado, nem que esse seja o lado que não tem a posse ou que não jogou como o imaginário não concebe. Já percebeu que as derrotas da Seleção Copas do Mundo são sempre explicadas por algo que não envolve reconhecer o mérito adversário? “O time entrou pilhado”, “faltou coragem”, “o técnico escalou errado”...e por aí vai. 

No fim, futebol é um jogo de escolhas: um time escolhe jogar de uma forma, outro time escolhe uma forma para neutralizar o adversário.

No fim, futebol é um jogo de escolhas: um time escolhe jogar de uma forma, outro time escolhe uma forma para neutralizar o adversário. A lógica da grandeza ou da qualidade técnica pode – e é superada pela organização, assim como a posse de bola é uma  porcentagem que diz pouco sobre as nuances e complexidades de uma partida.
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domingo, agosto 20, 2017

O impacto Neymar no mercado francês

TRANSMISSÃO DE REGISTRO DE NEYMAR AO PSG:
UM INSTANTÂNEO ECONÔMICO

INTRODUÇÃO

A assinatura da Neymar por 222 milhões de euros chocou o mundo dos esportes. É a transferência mais cara da história do futebol.

E gera muitas dúvidas sobre sua viabilidade para o clube francês. A questão permanece, como o PSG obterá ROI (Return on Investment) da Superestrela brasileira?

Evidentemente, o foco da aquisição do milionário será orientado para o desempenho desportivo com a esperança de receber títulos de casa para PSG, mas sem dúvida será essencial que sua assinatura gere resultados financeiros e de marketing.

Neymar, sem dúvida, contribuirá para o crescimento do PSG. Um olhar rápido sobre o número de seguidores em suas redes sociais nos permite perceber o alcance global e a inflação de marketing que ele tem em comparação com sua nova equipe.

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Um recente estudo de caso feito pela Result Sports demonstra o quanto de impacto a transferência teve em sua página do Facebook, com crescimento substancial proveniente dos mercados brasileiro e francês, respectivamente.


Além disso, o estudo de caso mostra como seu engajamento do Twitter chegou em 3 de agosto (o dia do anúncio), considerando que o maior impacto no Facebook e Instagram foi no dia 4 de agosto, dia da sua chegada e apresentação no PSG.

(Veja gráficos em anexo, cortesia do Result Sports)A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, texto

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CONCLUSÃO

A presença do brasileiro na equipe francesa aumentará as receitas e a penetração global da marca Em mercados-chave como Ásia, América do Sul e América do Norte.
Além disso, os direitos de transmissão da liga francesa aumentarão na demanda, levando a uma marca mais forte, bem como o valor para clube e competição.

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sábado, agosto 19, 2017

DEBATE: Seminário em BH discute gestão inovadora para o marketing esportivo

Evento acontece na próxima segunda-feira (21), das 9h às 19h30, no Clariont Hotel Lourdes, com a presença de atletas e executivos do ramo

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gestao inovadora
PUBLICADO EM 18/08/17 - 16h45

Belo Horizonte recebe, na próxima segunda-feira (21), o seminário "Gestão inovadora para o marketing esportivo no Brasil", uma oportunidade para discutir temas como a geração de receita, mídias sociais, leis de incentivo e gerenciamento da imagem dos atletas.
O evento, que acontece no Clariont Hotel Lourdes, contará com a presença de atletas, gestores e especialista na área de marketing. O pentacampeão Gilberto Silva, a central Carol Gataz, do Minas, o goleiro Rafael e o zagueiro Léo, do Cruzeiro, o líbero Serginho, do Sada Cruzeiro já confirmaram presença.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas por profissionais de marketing, esporte, atletas, empresários do ramo, publicitários, jornalistas, publicitários e estudantes de comunicação. O interessados podem se inscrever por aqui.
Confira a programação:
8h30 - Credenciamento 
9h - Abertura
Mensagem de boas-vindas e apresentação da SportsEtc Brasil, com participação da LEAD Empresarial e Moisés Freire Advocacia.
9h30 - Marketing e o esporte especializado: como ativar marcas e gerar receita
Tomás Mendes - Presidente da Federação Mineira de Vôlei
Rinaldo Feitosa - Gerente de Negócios e Marketing do Minas Tênis Clube
Andréia Santos - Gerente de Comunicação do Sada Cruzeiro
Wesley Oliveira - Presidente do Sada Cruzeiro Futebol Americano
Mediação: Carolina Lima - Consultora de MKT Esportivo e Professora da UNA
11h - O Marketing na Lei de Incentivo ao Esporte
Eduardo Caggiano -  Diretor Administrativo do Sport Club Corinthians Paulista
Marcelo Machado - Superintendente Administrativo do Clube Atlético Mineiro
Deis Chaves - Diretora de Projetos Incentivados do Cruzeiro Esporte Clube
Helena Souza Campos De Oliveira - Representante do Esporte do Minas Tênis Clube
Thiago Souza Santana - Diretor de Gestão de Lei de Incentivo ao Esporte da Secretaria de Esportes de Minas Gerais
13h00 - Gerenciamento da imagem de um atleta profissional na era digital
Klauss Câmara - Diretor de Futebol do Cruzeiro Esporte Clube
Rafael Monteiro - Goleiro do Cruzeiro Esporte Clube
Léo - Zagueiro do Cruzeiro Esporte Clube
Serginho - Líbero do Sada Cruzeiro
Mediação: Sara Bambirra (Coach da LEAD Empresarial) e Jorge Moisés (Moisés Freire Advocacia).
14h30 - A comunicação dos clubes brasileiros e a revolução tecnológica no jornalismo esportivo
Guilherme Mendes - Diretor de Comunicação do Cruzeiro Esporte Clube
Cássio Arreguy - Assessor de Imprensa do Clube Atlético Mineiro
Claudia Leal - Assessora de Comunicação do Minas Tênis Clube
Luiz Fernando Gomes – Editor do Lance (SP)
Leopoldo Siqueira - Editor Responsável do Alterosa Esporte
Mediação: Jihan Kazzaz - SportsEtc Brasil
16h30 - Estratégias inovadoras de marketing esportivo
Bruno Spindel - Diretor de Marketing do Clube de Regatas Flamengo
Idel Halfen - VP de Marketing do Fluminense Football Club
Henrique Portugal - Músico, escritor e colunista esportivo
Marcone Barbosa - Diretor de Marketing do Cruzeiro Esporte Clube
João Gomide -  Superintendente Comercial do Clube Atlético Mineiro
Erley Lemos - Diretor de Marketing e Negócios do América Futebol Clube
18h30 - Mídias Sociais como ativo de marketing esportivo
Jihan Kazzaz e Carolina Zanco – SportsEtc Brasil
19h30 - Desafios da gestão da imagem no esporte
Carol Gattaz - Ex-central da Seleção Brasileira de Vôlei e atleta do Minas Tênis Clube
Sérgio Marques - Técnico principal da Natação do Minas Tênis Clube
Gilberto Silva - Pentacampeão Mundial de Futebol

Bayern proíbe que Ancelotti fume nas instalações do clube

ESPN.com.br  

Carlos Ancelotti não pode mais fumar nas instalações do Bayern

Carlo Ancelotti não pode mais fumar nas instalações do Bayern


Carlo Ancelotti terá de conviver com uma nova realidade no Bayern de Munique. E a mudança não se trata de um assunto futebolístico. Em sua segunda temporada à frente do time alemão, o treinador não poderá mais fumar nas instalações do clube. 
O novo diretor esportivo do clube, Hasan Salihamidzic, que foi atleta da equipe no passado, afirmou à Sky Sports que tratou do assunto com o italiano. "Ele aceitou, com certeza, é um verdadeiro profissional", declarou.  

"É algo bom para minha saúde, minha mulher está encantada", 

disse Ancelotti, que começou a fumar com 25 anos de idade e hoje está com 58. 


VITÓRIA DO FUTEBOL] Após mobilização, Sesc libera menina para jogar com meninos em torneio

Negativa da instituição gerou polêmica e autorização só veio após abaixo-assinado que mobilizou mais de 19 mil pessoas

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Maria Alice tem apenas 10 anos, mas já conseguiu um feito de gente grande: conquistou seu espaço ao sol. Na verdade, no campo de futebol. Jogadora desde os 5 anos no único time da pequena Vieiras, na Zona da Mata, ela vai enfim ter sua inscrição em um campeonato aceita. Após a mãe da garota fazer um abaixo-assinado online e conseguir apoio de mais de 19 mil pessoas, o Serviço Social do Comércio, que antes havia impedido a pequena jogadora de participar da Copa Sesc, reconsiderou e aceitou sua inscrição. A competição começa no dia 26.

O torneio será realizado em Muriaé, na mesma região, e a justificativa inicial dada à família de Maria Alice era que no regulamento não estava previsto competição mista, apenas masculina. Depois da repercussão do caso, o Sesc mudou de ideia e explicou que a decisão inicial era apenas baseada nas regras e na intenção de resguardar a garota.

Mas quem conhece Maria Alice sabe que ela não precisa ser resguardada. Capitã do time e dona da camisa 10, a garotinha é bem conhecida na cidade de pouco mais de 3.800 habitantes por sua garra com a bola no pé. “É uma coisa natural e comovente. Todo dia, dá 8h30, 9h, eu a vejo passar na porta do meu comércio com sua bicicletinha, uma bolinha debaixo do braço, indo para o treino. Dizem que ela joga melhor do que os meninos inclusive”, brinca. “É muito delicado quando a gente mexe com o sonho de uma criança. Nada mais justo do que deixá-la jogar”, diz o comerciante João Batista Soares, 41.

Armadora do time, fã do Neymar e torcedora do Flamengo, a menina é apaixonada por futebol desde pequena. Seu pai, Geraldo Montezano Filho, 49, lembra que o esporte a ajudou a vencer a timidez e que os companheiros de time são hoje os seus maiores apoiadores. “A Maria Alice começou a jogar com os meninos porque o esporte daqui é muito fraco, então essa era a única opção que encontramos. No início eu tive que ir lá na quadra com ela para deixá-la mais à vontade. Mas, rapidamente, ela virou amiga dos meninos. Agora ela é quase uma líder do time, se sente a capitã, coloca a camisa 10, e os próprios meninos a reconhecem como líder do time. Eu fico muito feliz de vê-la assim”, detalha o pai.

Justificativa. Por meio de nota, o Sesc informou que compreende o esporte como um processo de construção de identidade, autonomia e autoconfiança. Além disso, frisou que o campeonato abraça os talentos de todo o Estado, sempre respeitando a diversidade.

“Queremos que todos tenham oportunidade de se aperfeiçoar, crescer e competir”, diz o texto.
Apoio. Além das 19.379 assinaturas no abaixo-assinado da família de Maria Alice, internautas inundaram as redes sociais do Sesc pedindo que a entidade reconsiderasse.
‘Foi difícil explicar por que ela não jogaria’
O caso da jogadora de futebol que havia sido impedida de participar de um campeonato por ser menina ganhou visibilidade após a mãe, a advogada e comerciante Eliana Barbosa, mobilizar toda a cidade e recorrer à internet. “Maria Alice chorou muito quando descobriu que não poderia jogar, foi difícil explicar porque ela não poderia jogar com os meninos (na Copa Sesc). Ela estava toda feliz com a possibilidade de jogar um campeonato, algo que ela não tem nem ideia do que é”, conta o pai da menina, Geraldo Montezano Filho, 49.

Os pais contam que incluiram “todo mundo” na campanha pela participação da menina no campeonato logo após a recusa do Sesc, no dia 9 de agosto. “Fizemos então este baixo-assinado, mobilizamos os tios, tias, primos e, de repente, foi este sucesso. Agora a Maria Alice está feliz, muito feliz em poder fazer o que ela mais ama: jogar futebol”, comemora Montezano Filho, 49, que é também dono de um mercado em Vieiras.

Com tudo resolvido e, sempre com sua chuteira personalizada, a menina promete ‘dar tudo de si’ em quadra, como qualquer bom boleiro. “Não há nada melhor que ver a alegria de um filho”, conclui o pai de Maria Alice. 

O CONTRAPONTO DO LEITOR 
Esta moda de vitimização ta acabando com a sociedade só falta agora os grandes times começar a colocar mulher jogando junto com os homens ta de sacanazem SESC errou em deixar esta bobeira deveria era formar times femininos que aeria o correto os pais desta menina tem que saber ouvir um nao e ensinar a filha que ha diferença sim entre meninos e meninas porque a vida vai ensinar do jeito difícil e não vai ter o papai para ajudar sempre. 
Carlos
henrique