Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

domingo, dezembro 30, 2007

Slide Show do "Domingo Esportivo"



O analista Benê Lima em mais uma participação na Verdinha AM810

No Programa Domingo Esportivo estava prevista a abordagem de diversos temas, como é próprio de seu estilo e roteiro. Contudo, de tão palpitante que foi o tema inicial, versando sobre as diversas expressões da psicologia e da psiquiatria, ele acabou por absorver todo o tempo do Programa (mais de duas horas).

Com a extrapolação da abordagem intra-futebol, os assuntos foram sendo desdobrados de tal modo que tomou uma amplitude natural.

No que respeita ao aspecto estritamente ligado ao futebol, afora a relevância do ilustre convidado, o psiquiatra doutor Anchieta Maciel, ainda tivemos a participação dos seguintes coadjuvantes: Jurani Parente, apresentador e produtor do DE; Gualber Calado, profissional da maior qualificação e co-produtor do DE; Cauby Chaves, comentarista titular da Verdinha AM810; e Benê Lima, comentarista e apresentador, versado em gestão do futebol como autodidata. Na técnica, o competente Celso Silva.

Nossa participação

Além de solicitar ao entrevistado que esclarecesse aos ouvintes a diferença entre o exercício da psicologia e da psiquiatria, buscamos ressaltar a importância da psicologia como instrumento de apoio às comissões técnicas dos clubes.

Ressaltamos ainda o grande valor da psicologia no trabalho multidisciplinar e interdisciplinar junto aos atletas, nas duas frentes de abordagem em que ela mais se aplica, notadamente nos clubes de maior e melhor estrutura. São elas: a motivacional e a de definição do perfil psicológico (personalidade) dos atletas.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Com Pé e Cabeça - 106 - (Primeira Parte)

"O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado." (Benê Lima)


Opinião
O AMALGAMADO CAMPEONATO CEARENSE ESTÁ CHEGANDO

Indefinição, contentas extra-campo, antecipação extemporânea de seu início, incógnita sobre o que poderá ser o rendimento dos times, enfim (...)

As equipes já começam a definir os seus perfis. Isto muito mais em termos de potencialidades que em seu aspecto prático. Afinal, é sempre muito difícil fazermos qualquer prognóstico sem o parâmetro dos primeiros jogos.

No que pese toda a subjetividade inerente a uma análise das possibilidades de cada time, continua em evidência a força do poder econômico. Assim, o Fortaleza se beneficia dessa prerrogativa e já parte na frente. Engendrou uma tabela que prioriza o aspecto financeiro da competição e, de excesso, ainda conseguiu produzir uma cláusula ‘leonina’ (?) que se presta principalmente aos ‘clubes grandes locais’. Ou seja, o próprio Tricolor de Aço, em tese, é o grande beneficiário dela, que consiste na possibilidade da transferência de atletas entre os clubes, até o limite de três partidas.

O Ceará, para não mudar o paradigma dominante, continua a praticar, através de seu Presidente, o discurso inopinado da incoerência, e a filosofia do ‘por que fazer hoje se podemos realizar na próxima semana?” Ademais, Eugênio Rabelo e sua choramingueira criam um clima de indefinição e pessimismo entre os alvinegros. Sem contar que a postura interesseira deste cartola afugenta o capital intelectual do qual o Vozão tanto precisa.

Ao se supervalorizar o vil metal, ao se manter o entendimento de que o dinheiro é a única coisa que interessa ao Presidente e ao Alvinegro, afasta-se desse modo a mão-de-obra e a parceria fidelíssima dos torcedores com disposição para colaborarem. Inibe-se o fluxo de idéias e iniciativas, solapando a base do capital intelectual. Com isso, as soluções para os problemas escasseiam, o sentimento dos alvinegros - potenciais colaboradores – é ferido em sua auto-estima, ficando o clube à mercê dos Rabelo´s, numa condição, figurativamente falando, de chantagem e ‘hiper-dependência’.

Aos demais clubes ou times figurantes, guardado o devido respeito por suas diferenças, de sua maioria não se pode esperar mesmo grande coisa. Entre os coadjuvantes de maior seiva, destacamos o Icasa, que parece estar repetindo uma fórmula perdedora, apostando muito mais em ‘nomes’ que em futebol. O tempo dirá quem tem razão. Se bem que, a favor dos cartolas está o regulamento da competição, que os permite recuperar-se de seus erros.

O Guarani de Juazeiro, sob o comando técnico do temperamental Daniel Frasson, aposta suas fichas numa mescla de contratações que vão do nordeste ao sul (Maranhão, Pernambuco, Paraná e Santa Catarina). Até o final da semana passada, o Guara-Ju já havia inscrito 23 atletas, contra apenas 14 do seu maior rival, o Verdão do Cariri. Vamos ver no que dá!

O debutante Horizonte, até igual prazo, realizou as inscrições de 12 atletas, enquanto o re-estreante Boa Viagem não tinha realizado nenhuma inscrição.

Sabe-se que a sustentação do Ferrão é formada por suas categorias de base. Seu técnico, Oliveira Lopes (Canindé), pretende reforços que não sabemos se os terá. Afinal, a parcimônia é a principal característica do ‘triunvirato coral’: Neto, Teixeira e Vagner.

Uniclinic, Quixadá e Itapipoca constituem verdadeiras incógnitas. Vanor Cruz e Léo Castro, Valmir Araújo e Clécio, e Eudi Assunção, respectivamente responsáveis pela formação de cada um dos elencos destes times, terão dura missão pela frente.

Só nos resta esperar a bola rolar, para fazermos uma avaliação menos contingencial.

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EFEMÉRIDES

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BREVES E SEMIBREVES ®

Positiva. Digna de registro a posição do radialista PH Nunes em seu Nas Garras do Leão, ao questionar veementemente o Presidente do seu Tricolor, Sr. Marcello Desidério, acerca da impassibilidade do dirigente diante do ‘Caso Vitória’. Desidério, mais uma vez, defende-se disparando contra o entrevistador, além de utilizar implicitamente a evasiva de que só pode focalizar (ou focar, como dizem) uma coisa de cada vez. Pura tergiversação!

* * *

”Vivi e ainda vivo!
Não passo pela vida...
E você também não deveria passar!
Viva!
Bom mesmo é ir à luta com determinação,
Abraçar a vida com paixão,
Perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é ‘muito’ para ser insignificante.”
(Charles Chaplin)

Benê Lima
benecomentarista@yahoo.com.br
85 8898-5106, o telefone da comunicação

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Tabela da Série-B deixa Corinthians insatisfeito


Tabela contraria intenção do Corinthians de jogar aos domingos

A tabela do Brasileiro da Série B de 2008, divulgada quarta-feira, contraria expectativa do Corinthians. Em todos os seus 38 jogos, o clube, que estréia no dia 9 ou 10 de maio, contra o CRB, em São Paulo, está escalado para jogar às terças, sextas ou sábados --as datas exatas não foram divulgadas ainda.


A diretoria do clube alvinegro já traçou estratégia para a transmissão de seus jogos. O presidente Andrés Sanches disse que o time vai atuar às quartas e aos domingos no torneio, dias reservados pela TV Globo para exibir partidas da Série A. O aviso foi dado por cartolas na última reunião do Cori (Conselho de Orientação).

As negociações ainda não foram iniciadas porque a emissora, que tem os direitos de transmissão, ainda não decidiu quem exibirá a Segundona.

O desejo corintiano deve complicar a grade de programação da Globo, que avalia ser bom ter o clube alvinegro nesses dias. Ocorre que, por contrato com o C13, a emissora é obrigada a exibir jogos da Série A do Brasileiro aos domingos.

Ainda à espera de definição, os corintianos souberam que o primeiro jogo pela Série B fora de casa será no Distrito Federal, contra o Gama. A última partida ocorrerá em São Paulo, contra o América-RN, também rebaixado neste ano.

No total, além de visitar cidades do interior paulista, como Bragança, Campinas e Marília, os corintianos percorrerão oito Estados brasileiros, além do Distrito Federal, na tentativa de retornar à Série A. O time visitará Ceará, Alagoas, Bahia, Rio Grande do Norte, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Vai também atuar contra equipes da Grande São Paulo, como Santo André, São Caetano e Barueri.

No primeiro turno, a equipe alvinegra atuará dez vezes fora de seus domínios. No segundo, jogará mais em casa. Ao todo, as quatro equipes mais bem classificadas ao final das 38 rodadas sobem para a elite do futebol brasileiro.

Como disse o presidente corintiano, "subir é obrigação". A prioridade, segundo ele, é a Copa do Brasil. A conselheiros do clube, Andrés prometeu que o Corinthians será bastante competitivo em todas as competições que disputará em 2008. Até agora, foram contratados oito reforços para a próxima temporada. O time inicia a preparação no próximo dia 3 de janeiro, quando fará pré-temporada em Itu (SP).

Fonte: Folha de São Paulo

O Futebol feminino em destaque

Neste Domingo Esportivo, iniciamos matérias sobre o futebol feminino do estado do Ceará. Entrevistamos representantes da Liga da Vila Manuel Sátiro. Estiveram presentes nos estúdios da Verdinha AM-810 os seguintes componentes:

Sr. Rogério Alves (Paulista) - Secretário da Liga; Sr. Manoel Meireles - Coordenador de Arbitragem da Liga; Sr. Mauro - Presidente do clube A. Juventos; Fabíola Giffone (Lateral do time do Havaí); Ravênia Silva (zagueira do time do Milenium); Fanta (atacante do Juventos);
Índia (Edilane, volante do Juventos).

Entre os principais assuntos abordados, destacamos a organização da Liga da Vila Manuel Sátiro, há quatro anos promovendo torneios e campeonatos de futebol feminino. Ali - na Vila Manuel Sátiro - foram selecionadas jogadoras para as doze equipes da Liga, que participarão do 1º Campeonato Cearense de Futebol Feminino em 2008, com o nome do Floresta.

O futebol feminino do Estado do Ceará
Segundo o secretário da Liga da Vila Manuel Sátiro, Rogério Paulista, "o futebol feminino do Estado do Ceará é embrionário mas existe".

Foi comentado a falta de apoio por parte da Federação Cearense de Futebol e de empresários para a melhoria e o engrandecimento do futebol feminino em nosso Estado.

Com o início de competição estadual que se iniciará em janeiro de 2008, estima-se que haja uma melhoria e uma procura por parte de alguns empresários e investidores no futebol feminino.

Contatos para empresários que desejam investir no futebol feminino:
Sr. Rogério Alves (Paulista) e-mail:
rsrodrigues.alves@ig.com.br telefone: (85) 8708-8299

Fonte: Blog do Domingo Esportivo (www.domingoesportivo.blogspot.com)

domingo, dezembro 23, 2007

Veja o Slide Show do "Domingo Esportivo" - 23 dez 2007


Mais uma vez marcamos presença no Domingo Esportivo,
da Rádio Verdes Mares - Verdinha AM810, atendendo a convite
de Jurani Parente e Gualber Calado.
Lá estiveram Renan Mobarack, que conduziu o programa
com lucidez e discrição, além de convidados ligados
ao emergente futebol feminino.
Outros temas também foram alvo de discussão.
Entre eles, assuntos recorrentes ligados à arbitragem, com
entrevista ao vivo com o Presidente da CEAF, Sr. Afrânio Lima.

terça-feira, dezembro 18, 2007

Blog destaca nossa participação em programa




Domingo Esportivo, da Rádio Verdes Mares, vai obtendo reconhecimento (*)

No que pese não existir uma parceria formal entre o programa dominical Domingo Esportivo e nós, ainda assim nos mantemos em sintonia pela via da afinidade. Fazemos jornalismo esportivo com seriedade e com o melhor propósito: rediscutimos e repensamos o futebol cearense.

Salvo, evidentemente, as diferenças estruturais pró Verdinha, redobramos em esforço para nos aproximarmos daquilo que as facilidades de uma estrutura de ponta oferece, em se tratando de produção e qualidade técnica - isso para mencionarmos apenas parte do que temos que correr atrás.

Pelas ótimas condições que nos foram oferecidas, encontramos enorme facilidade em nos adaptarmos ao novo ambiente, não só pelo apoio que tivemos, bem como pelas condições que nos foram oferecidas.

Esperamos ter preenchido a expectativa criada pelos anfitriões Jurani Parente e Gualber Calado, agradecendo igualmente ao grande caráter Valdenir Santos.

(*) Veja acima alguns dos registros fotográficos do Programa (Making'off Domingo Esportivo)

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Com Pé e Cabeça - 105



"O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado.” (Benê Lima)


Opinião
A DEMOCRACIA PROFESSADA

O exercício da recepção de idéias, acaba sendo uma ação na qual se estriba a verdadeira democracia

Há que se ter organização até para o aproveitamento das idéias. Se não for assim elas se dissiparão fugazmente, em nada resultando de proveito. Dentro deste diapasão, colocam-se as discussões e debates cujos objetivos sejam a expansão das idéias, juízos e conhecimento sobre o que fazer para atuarmos no processo de desenvolvimento do futebol cearense.

Para quem imagina que nada se faz para solevantar o nosso futebol, advertimos que somos, no Estado do Ceará, no orbe esportivo, a organização classista (Cronistas esportivos) que mais fala, repercute e promove o futebol em todo o planeta.

Apesar disto, reconhecemos que há lugar para se questionar a qualidade do trabalho ora realizado. Porém, não concordamos de modo algum com a generalidade de posições imbecilizantes em torno deste trabalho. Afinal, se de fato uns poucos cronistas carecem de uma melhor formação intelectual e moral, de outra parte, a maior parcela dos ouvintes também não detêm suficiente conhecimento, para produzir juízos de valor tão peremptórios – quando não eivados por componentes próximos do ‘xiitismo’ e do fascismo.

Enfim, se não somos uma casta – e na verdade não o somos -, não devemos ser vistos menos ainda como a escória. Na verdade, somos um reflexo da nossa sociedade. E, rigorosamente por isso, somos, a um só tempo, indutores e catalisadores dos diversos comportamentos dos chamados atores sociais – que somos todos nós.

Em nossas apreciações alusivas às participações de ouvintes-leitores-internautas-torcedores no meio radiofônico e multimeios, percebemos nitidamente uma meia dúzia deles – a quem por questão de ética preservaremos os seus nomes – deliberadamente envoltos por uma atitude persecutória das mais réprobas, na tentativa de transferirem para nós (Cronistas) o malogro de seus times; a incompetência e falta de profissionalismo dos dirigentes de seus clubes (até mesmo a falta de transparência); e, em casos extremos – é bom que se frise - só faltam responsabilizar-nos por certos ‘lances’ que representam um misto de licenciosidade e improbidade administrativa – algo que não raro é alvo de comentários no domínio esportivo.

A presente exposição bem serve igualmente ao propósito de valorização da classe dos Cronistas Esportivos do Estado do Ceará, que precisam atentar para a necessidade de mudanças, sejam intrínsecas sejam extrínsecas; sejam na concepção da programação sejam as conceituais e/ou paradigmáticas; sejam as de natureza da inter-relação entre agente-produtor e agente-receptor, sejam aquelas imanentemente integrantes do processo de Comunicação Social, tal qual a ética.

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EFEMÉRIDES

Programa de inter-colheita
Como convidado do programa Domingo Esportivo, na Verdinha 810AM, em um clima de descontração, mas não menos sério, tivemos a oportunidade de ver repercutidas algumas de nossas idéias em torno do futebol, mais especificamente no arrabalde do nosso estreito futebolzinho – o cearense. O acolhimento a mim dispensado pelos profissionais com os quais mantive contato foi algo digno do mais positivo registro. Especialmente Jurani Parente, Gualber Calado e Valdenir Santos, estes me dispensaram tratamento ‘Very Important Person’ (VIP). Tergiversação à parte, cumpriu-se mais um capítulo de um enredo que vem sendo cumprido com minudência pela parte da Crônica Esportiva que se escreve e se inscreve com iniciais maiúsculas. Em outros termos: a Crônica que pensa, repensa, critica construtivamente, sugere e até, pedagogicamente, instrui.

Freio de ‘arrasta’
A retórica do diretor de futebol do Tricolor do Pici, Edílson José, acaba de incluir um breque nas contratações. Compreensível. No entanto, nem o time, menos ainda o elenco do Leão, encontra-se em patamar sequer próximo da definição. O raciocínio é até certo ponto simples de elaborar. Se o elenco desta temporada foi incapaz de levar o Fortaleza ao G-4 do Brasileirão da Série-B, há, portanto, a convicção de que tanto o time quanto o elenco requerem reforços.

Não-gênio reconduzido
Eugênio pode não representar – e de fato não representa – a intelligentia do futebol. Contudo, é um dos lídimos representantes de uma nova geração de ‘cartolas’ com credencial de cearensidade. Desse modo, aprendiz de gestor esportivo, expressando um caráter populista caricato e carregando um estilo de salvador da pátria. Em regra, cerca-se de maus aconselhadores e ‘aspones jurássicos’ que, para fazermos justiça, até que ajudam... Mas, também atrapalham um bocado. Daí ser preciso que por ele (Rabelo, Eugênio) torçamos. E muito!

* - * - *

BREVES E SEMIBREVES ®

P-o-l-ê-m-i-c-a-s . . . Por: Benê Lima

Perjúrio. Faz parte da ‘dieta’ do rádio cearense. ‘Coxinhas’ é outra excrescência que se alastrou na orbe esportiva.

Educação. Comumente confundida com a arte de dissimular o que a pessoa é verdadeiramente. Até alguns dos vernizes utilizados para dar-lhe melhor aparência são de baixa qualidade.

Crítica. Em território cearense, é a maneira de desagradar os que se acham poderosos e a seus asseclas. É a reflexão desperdiçada, a consciência rejeitada, a inteligência ultrajada.

Desperdício. São os recursos que se gastam na tentativa de alienação do torcedor, quando mais lógico e fácil seria deixá-lo buscar esclarecimento.

União. Termo com que se quer enganar o torcedor, fazendo-o calar ante o desmando, a incompetência e a malversação. Negação dos pressupostos do regime democrático, em favor do pensamento único, eivado por um sectarismo aviltante e por um dogmatismo torpe.

Futebol. Não só isso, mas também é uma fábrica de loucos mais que momentâneos, que detém o poder de transformar pessoas inteligentes em verdadeiros idiotas.

Amor. No futebol e pelo clube, é o embuste de endeusar e idolatrar a quem tem patrimônio para torrar com o clube, para ver seu clube conquistar vitórias efêmeras a um custo exorbitante.

Preconceito. No futebol é o conceito antecipado acerca do que não se sabe, para firmar posição ‘a priori’ sobre o que não se entende nem ‘a posteriori’.

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85 8898-5106 , o telefone da comunicação

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Blog do Paulo Karam enaltece nosso trabalho

Blog do Paulo Karam * Publicado às 23:07 .* 11/12/2007

(Foto:) Paulo Karam / DN

Há muito acompanho Benê Lima nos programas esportivos que dirige ou participa. Comentários abalizados e, acima de tudo, sensatos. O pau que dá em Zé, dá em Mané. Com ele não tem meias palavras. Profissional que se preza, não puxa-saco de ninguém. Benê assina a coluna ”Com Pé e Cabeça”, onde dá o recado direto, como realmente deve ser. Gostei muito do seu último trabalho e peço permissão a ele para republicá-lo hoje, dizendo antes que corroboro com o relato sobre o jovem Jurani Parente. Eis, na íntegra, o artigo:

Pasmaceira que fundamenta a mesmice

Por: Benê Lima

“Se há um programa que, sem dúvida alguma, exerce liderança nas discussões sobre os principais temas ligados ao futebol, sobretudo nas questões extracampo, esse programa chama-se Domingo Esportivo.

O melhor de tudo é considerar-me um crítico quase incontrito e poder decantar os méritos de um projeto que tem como um de seus principais objetivos a produção de idéias para tornar o futebol cearense verdadeiramente profissional.

Se Jurani Parente é o sumo comandante do programa, é cógnito que Gualber Calado tem assumido a condição de mentor, assinando praticamente todas as matérias em textos e intertextos, sejam os trasladados, sejam os inspiradoramente compostos.

Na verdade, há uma parceria – talvez até certo ponto, inconsciente confraria – entre o que representamos e o que prefigura o ótimo ‘composto’. Domingo Esportivo, tanto como expressão radiofônica, como categórico multimeio em forma de blog. Só nos resta, pois, felicitar os executores do belíssimo programa, com eles nos comprazendo.

Que os verdugos do futebol cearense aproveitem as boas idéias, sobretudo quando por elas nada se recolhe a guisa de barganha. Por conseguinte, enquanto no meio corporativo há quem estimule e recompense os ‘bons pensadores’, nossa cartolagem, entre acomodados (quase todos) e esquálidos (uma minoria), insistem na presunção de auto-suficiência, como se fossem seres supra-humanos, que, ‘osmoticamente’, pudessem derramar suas pretensas sabedorias, oriundas (se é que existem) de outras áreas, em gestão esportiva profissional e de qualidade.
Enquanto isso, os juízos de outrem vão sendo marginalizados, quando muito são subaproveitados – quando não, depreciados.


A despeito de não estar entre as atribuições da Crônica Esportiva ser parceira dos clubes, ainda assim exercermos, em certa medida e por mera liberalidade, uma tal incumbência. E, conquanto não tenhamos o reconhecimento devido, por certo prosseguiremos nisso que, para o Cronista Digno, é missão, jamais objeto de barganha, menos ainda uma – digamos – debênture."

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Confraternização da APCDEC - 2007/1

Diretores, homenageados e demais cronistas



Confraternização da APCDEC - 2007/2

Membros e familiares em profusão



Confraternização da APCDEC - 2007/3

Cronistas em efusivo congraçamento



Com Pé e Cabeça - 104


”O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado.” (Benê Lima)

Opinião
A PASMACEIRA QUE FUNDAMENTA A MESMICE

A inalterabilidade das ações dos promotores dos eventos e da entidade de administração do desporto *(fcf), o marasmo dos nossos dirigentes de clubes, e o descrédito da justiça desportiva **(tjd-ce), tudo conspira contra a presença de público em nossas praças esportivas

(*) e (**) O uso das iniciais minúsculas é pelo protesto em razão da má conduta destas entidades.

Se há um programa que, sem dúvida alguma, exerce liderança nas discussões sobre os principais temas ligados ao futebol, sobretudo nas questões extracampo, esse programa chama-se Domingo Esportivo.

O melhor de tudo é considerar-me um crítico quase incontrito e poder decantar os méritos de um projeto que tem como um de seus principais objetivos a produção de idéias para tornar o futebol cearense verdadeiramente profissional.

Se Jurani Parente é o sumo comandante do programa, é cógnito que Gualber Calado tem assumido a condição de mentor, assinando praticamente todas as matérias em textos e intertextos, sejam os trasladados, sejam os inspiradoramente compostos.

Na verdade, há uma parceria – talvez até certo ponto, inconsciente confraria – entre o que representamos e o que prefigura o ótimo ‘composto’ Domingo Esportivo, tanto como expressão radiofônica, como categórico multimeio em forma de blog. Só nos resta, pois, felicitar os executores do belíssimo programa, com eles nos comprazendo.

Que os verdugos do futebol cearense aproveitem as boas idéias, sobretudo quando por elas nada se recolhe a guisa de barganha. Por conseguinte, enquanto no meio corporativo há quem estimule e recompense os ‘bons pensadores’, nossa cartolagem, entre acomodados (quase todos) e esquálidos (uma minoria), insistem na presunção de auto-suficiência, como se fossem seres supra-humanos, que, ‘osmoticamente’, pudessem derramar suas pretensas sabedorias, oriundas (se é que existem) de outras áreas, em gestão esportiva profissional e de qualidade.

Enquanto isso, os juízos de outrem vão sendo marginalizados, quando muito são subaproveitados – quando não, depreciados.

A despeito de não estar entre as atribuições da Crônica Esportiva ser parceira dos clubes, ainda assim exercermos, em certa medida e por mera liberalidade, uma tal incumbência. E, conquanto não tenhamos o reconhecimento devido, por certo prosseguiremos nisso que, para o Cronista Digno, é missão, jamais objeto de barganha, menos ainda uma – digamos – debênture.

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EFEMÉRIDES

Muito de verdade
“Benê há muita mediocridade, hipocrisia, e pra ser mais direto ‘sujeira’ no meio radiofônico cearense. A sensatez, a verdade e a qualidade há muito já foi substituída pelos incompetentes, aproveitadores e bajuladores – ‘cabeças de camarão’. Apesar de conviver no meio de forma tímida e esporádica, vejo verdadeiras aberrações bajuladoras, são ‘pedintes’ (que me perdoe os esmoleres) travestidos de radialistas e escondidos atrás de um microfone, além de ‘gritar’ aos quatro ventos que há anos estão na função. Acham que estão fazendo grande coisa, enquanto deveriam ir estudar e participar de forma mais efetiva nas associações classistas (que também precisam ser revistas e qualificadas quanto a postura junto aos patronais) para obter condições dignas de sua profissão. Daí o porquê que muitos colegas abandonam o microfone quando conquistam novos horizontes em outras áreas. Há também os pára-quedistas de ocasião que apelam para o imediatismo do apadrinhamento em troca de moedas e migalhas.” Autor preservado

Se tiverem times... Digo eu!
“Alegria, alegria! Não são somente americanos e abecedistas que começam a fazer cálculos sobre quem colocará mais gente nos dois jogos dos corintianos em Natal, no Machadão (contra América) e ‘Frasqueirão’ (ABC). Os coleguinhas cearenses dizem o mesmo nos jogos do Corinthians contra Ceará e Fortaleza.” Discussão mais inútil!

Abidoral: O Bicho vai pegar
“Com o fim dos jogos do Campeonato Brasileiro - Série B o clima nas equipes esportivas vai cair na mesmice. Vem aí lengalenga de jogador com salário atrasado, desfile de malas, disputa entre dirigentes, bicho pendente e ameaça de rasteira entre clubes. Nesse campo esportivo, a fauna vai ser próspera”, apregoa o Abidoral. No entanto, considero esta uma meia-verdade (ou meia-mentira). Em nome dos que buscam e se preparam para outras abordagens no âmbito do futebol, fica o meu cortês protesto.

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BREVES E SEMIBREVES ®

Avaliação.
Luís Carlos Freitas, integrante do Portal Verdes Mares, elege ‘de longe’, o Ferroviário como tendo a melhor página na internet. Não vou comprar essa briga, mas vale ressaltar o design do sítio do Tricolor de Aço.

Catalisador. “Caro amigo Benê, como sempre leio o que de bom me enviam. Li e apreciei a sua coluna 103. Seria muito bom que os colegas de classe a lessem e refletissem. Parabéns pela consistência dos escritos e um feliz natal aos seus.” (...) - Alano Maia.

Será, mesmo? A Tribuna do Norte, de Natal, destaca o seguinte: “Aqui no vizinho Ceará, o Fortaleza SC (sic) é o grande concorrente do ABC em matéria de produzir garotos bons de bola. O clube vendeu este ano, Amaral por R$ 1 milhão, Ary por R$ 500 mil e Anderson por R$ 400 mil.”

Prezado Karam: Se Pereira que também é Silas, é ou não o técnico ideal para o Fortaleza, é realmente difícil sabermos. A mim me parece até que não tem o perfil adequado. Isso, porém, não o impede de obter sucesso. Só não concordo que Silas tenha dois discursos: um para a Globo-Rio, outro para a crônica esportiva cearense.

Perfeito. Eugênio Rabelo surpreendeu-me positivamente, ao mostrar-se extremamente pragmático. Havia analista que apostava em um gesto tosco de vingança de Eugênio contra Heriberto. Felizmente os interesses do Alvinegro foram dispostos em justaposição com os do político-dirigente.

Diz o competente Tom Barros... que Edilson José e Eugênio Rabelo têm opinião interessante e comum. Ambos enxergam a necessidade da venda de dois jogadores importantes por ano como forma de garantir as finanças de seus clubes. Lembro-me da ‘assembléia dos ratos’! Pergunta-se: Mas, quem colocará o guizo no pescoço do gato?

APCDEC. Maiúscula a confraternização promovida pela entidade. O bonito Clube dos Diários deu abrigo ao grande encontro dos cronistas esportivos, em ambiente conchegativo e animado. Em nosso blog disponibilizamos algumas imagens (fotos) do evento. De pronto parabenizamos a todos os que nele estiveram envolvidos. Alano Maia e Marconi Alves merecem especial menção.

Aviso aos navegantes 2. A iniciativa de deixar o Programa Ivá Monteiro foi nossa, e se deveu também à falta de um maior acolhimento para conosco. Ao perceber uma contumaz atitude de desatenção para comigo, preferi dar vez aos cortesões e/ou cortesãos. Mas, sem dissensão.

Tarados por microfone. Impressionante como alguns políticos infiltrados no futebol não podem ver um microfone que já se oferecem, através de seus xeleléus, para um papinho de autopromoção. Sequer dizem obrigado, ‘que é um modo civilizado de se pagar sem pagar’.

Direção sem direção. A atitude da direção do Ceará foi muito bem caracterizada pelo competente setorista alvinegro Renato Martins. Letargia e inércia foram os termos mais pronunciados por Martins, ao referir-se ao que não tem sido feito pelos dirigentes alvinegros.

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(*)”Sê sempre um livre pensador. Reflete por ti mesmo, nunca pensando conforme a opinião dos outros. Além disso, dá a todo mundo a liberdade de pensamento; não impões as tuas idéias a outrem e considera sempre que elas são susceptíveis de evoluir."
(*) Código Rosacruz de Vida, artigo XVI


Benê Lima
benecomentarista@yahoo.com.br
85 8898-5106, o telefone da comunicação

(Foto: Torcida animalesca)

terça-feira, dezembro 04, 2007

Com Pé e Cabeça - 103

”O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado.” (Benê Lima)

Opinião
MAIS UMA TEMPORADA: SOBRA DISCURSO E FALTA AÇÃO

O Campeonato Cearense de 2008 está sob a ameaça de prorrogação de seu início, tudo por conta da negligência de nossa entidade de administração do desporto
...................................................................................................................................................Elemental, purificador e alquímico fogo
Quanto mais o tempo passa, nossos dirigentes revelam um maior descompasso no aprendizado da gestão esportiva. Não que lhes falte conhecimento total de como fazer. A principal razão que nos leva à apoplexia e até ao retrocesso é de natureza política, para não dizer das demais, que estão intrinsecamente ligadas à têmpera do caráter dos envolvidos. Índole inservível – por sinal.

Costumo dizer que o preço do convívio social é o desafio de convivermos com o que nos é acessível. Não vejo muita vantagem em poder escolhermos os amigos quando a maioria não conhece o valor da amizade, do companheirismo, da lealdade, da fidelidade, da dignidade, e muito menos possuem inclinação para o bem. Isto exige treino, adestramento, educação em seu mais amplo e cósmico sentido.

Enquanto não conseguimos melhorar a raça humana, façamos, pelo poder coercitivo, com que os que aí estão se curvem aos ditames das leis, normas, regulamentos, e – quem sabe! – por um pouco do moderador respeito e da salutar e inspiradora ética.

Insisto com a idéia de que precisamos de uma federação que congregue seus afiliados, que distribua equanimidade, que lhes infunda confiança, que represente seus interesses pela regra da igualdade de Ruy Barbosa: “Dar aos desiguais com desigualdade.”

A federação só poderá transformar-se profissionalmente, na medida em que seus membros forem por ela dignamente remunerados. Para tanto, terá ela que aprender a gerar recursos e não somente viver às expensas – como parasita – dos nossos clubes, sobretudo de Ceará e de Fortaleza, que literalmente a sustenta.

Novamente excitar os membros de maior denodo, componentes da nossa Justiça Desportiva (simbolicamente com iniciais maiúsculas), para que possam inspirar seus equivalentes, mas na condição de insignes paredros, estimulando-os a vestirem, simbólica e literalmente, suas togas, e não as simples camisas dos nossos times.

Justiça Desportiva tendenciosa e federação facciosa são os ingredientes de um cenário futebolístico tenebroso, para não dizer apocalíptico.

Porém, continuo acreditando na redenção da escória humana.

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EFEMÉRIDES

Espinha dorsal que nada!
Tricolores e Alvinegros têm pela frente uma peleja ouriçada. O que se pode entender por base ou espinha dorsal foi perdida – essa é que é a verdade! Outra vez a tarefa comum a ambos de formarem mais que um elenco: um time competitivo. De uma coisa podemos estar certos: não haverá facilidade na Série-B de 2008, assim como não houve em 2007. Ainda bem que quatro clubes continuarão a ter acesso à Série-A. Na parada, o todo-poderoso Corinthians Paulista.

Revisão de conceitos técnicos
Fortaleza e Ceará precisam repensar os métodos de preparação física de suas equipes, no que concerne à definição do chamado Microciclo Semanal que vai de um jogo a outro. Aspectos como Recuperação Ativa, Folga, Força Específica, Resistência Específica, Velocidade Específica e Velocidade de Reação são alguns deles. Afinal, sabe-se que cada um destes elementos possui sua cadeia de exercícios. É interessante frisarmos que é inegável a existência das diferentes escolas (alemã, holandesa, inglesa, latina, etc.), isso já nos reportando aos aspectos técnico-táticos. Portanto, urge que descubramos nosso próprio modelo.

Nova tendência e proibição
Fonte das mais fidedignas nos assegura que: “No Ceará, a torcida Ultras Resistência Coral, do Ferroviário Atlético Clube, tem postura semelhante à de outras torcidas politizadas. Sua mensagem, entretanto, foi mais além, quando seus dirigentes passaram a colocar uma placa de teor político nos jogos da equipe no estádio Presidente Vargas. Com os dizeres ‘Nem guerra entre torcidas, nem paz entre classes’, a torcida assumiu uma identidade socialista e comunista, o que provocou uma reação da Tropa de Choque local. Desde 2006, a polícia vem impedindo a colocação da faixa, ato que a torcida insiste em repetir. E toda vez que a faixa é colocada, logo é retirada por ordem das autoridades. Em janeiro de 2007, segundo Renato Ramos, que tem contatos com a Ultras, a Tropa de Choque fez a advertência de que não permitirá mais referências ao comunismo nas laterais do campo.”

“Irresponsabilidade”
Se os baianos tivessem adotado (as medidas necessárias) no estádio da Fonte Nova, como fez o finado presidente da Federação Cearense, Fares Lopes em relação ao Castelão, essas sete mortes da Fonte Nova teriam sido evitadas. Em 2002, Fares viu que o estado de conservação do “Plácido Castelo” era precário, ele mesmo resolveu interditar o estádio. Tanto é que, naquele ano, a decisão do Estadual foi no interior.” Palavras do consagrado colunista Everaldo Lopes, da Tribuna do Norte, de Natal/RN.

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BREVES E SEMIBREVES ®

Desafio. Sérgio Papellim me liga de Belém pra dizer que está assumindo a Coordenação do Clube do Remo. Sem dúvida as condições intrínsecas são inferiores às do Tricolor do Pici. Mas por outro lado a natureza do desafio é estimulante e a remuneração é bem melhor.

Transparência? Artigo de luxo, muitas vezes avocada e quase nunca praticada. Como desdobramento da negociação de Rinaldo, ex-Fortaleza, a situação do zagueiro Preto foi contada de tal maneira que agora até os dirigentes não sabem o que falar. Isso é que é limpidez?
Embuste. Os comentaristas sem preparo para a abordagem dos aspectos técnicos e principalmente os táticos, insistem, sem sucesso, em desqualificarem as análises de quem se preparou para discorrer sobre os temas.

Corrigenda. Aos descrentes por mero oportunismo, importa saberem que ao treinador dito de ponta, são imprescindíveis as seguintes qualidades: ser um Mestre Metodológico e um Mestre Cognitivo em Relações Humanas; além de ser possuidor de todos os atributos do verdadeiro Líder. Isso é ciência! (...)

Conselho. Quem desejar saber um pouco mais sobre a ‘Organização Sistemática de Todos os Princípios a Abordar e a Transmitir’ a um elenco, basta – ironicamente, claro! – dedicar-se a um ‘cursinho’ de umas 200 horas/aula.

Apcdec. A entidade já está trabalhando na renovação das identificações profissionais para seus associados em 2008. A Confraternização de seus associados já está na agenda de sua competente direção. O evento acontece no Clube dos Diários, dia 8 de dezembro próximo.

Agradecimentos. A todos que têm feito referência a esta coluna, em especial a Gualber Calado, Jurani Parente, Renan Mobarack, Paulo Karam e – por que não? – ao companheiro Alano Maia. Por sinal, Alano realiza um excelente trabalho à frente da Apcdec.

Aviso aos navegantes. Nosso afastamento do Programa Ivá Monteiro deveu-se à linha filosófica da produção do programa, que achou por bem (?) priorizar o aspecto político-partidário do mesmo, em detrimento da qualidade do seu conteúdo. Nada que não possa ser reparado e repensado, em se tratando de pessoas inteligentes.

Em alta. Crescimento digno de registro tem experimentado o profissional Ivan Monteiro, um misto de apresentador e animador. Buscador da informação, como nós incansável ‘radiomaníaco’, este profissional vem sabendo como poucos tirar proveito do recurso do intertexto, desse modo enriquecendo-se e enriquecendo-nos.

Em baixa. Profissional de grandes predicados, trabalhador diligente e destemido, o repórter Renato Martins se perde pelas crises de estrelismo e por se considerar a medida de todas as pessoas. A psiquiatria está aí para nos ajudar a todos. Dele desculpo as aleivosias e as palavras de baixo calão. Isto é ética: falar a verdade!

Chamamento. O professor Fleury Santos, na condição de chefe da equipe esportiva da Rádio Metropolitana AM 930, convoca-nos para uma ‘cruzada pela ética’. Faz menção aos R$5,00 de comissão recebida por alguns profissionais (?) por cada ‘boizinho’ comercializado. Proposta posta; proposta acolhida.

Do ramo. Quem é do orbe radiofônico, nele militando diariamente, tem ciência do altíssimo nível de hipocrisia existente no meio. A impostura chega a tal ponto que o sujeito faz rasgados elogios no ar e, ao mesmo tempo, detona uma altissonante ‘banana’, acompanhada de um depreciativo ‘cotoco’. (Necessária inconfidência...)

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(*)”Lembre-se de que o seu Tempo é Sagrado e o futuro, de forma impessoal, você o está construindo no AQUI E AGORA."
(*) Benê Lima, Fráter Rosa-Cruz

Benê Lima
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sábado, dezembro 01, 2007

País deve preparar 65 cidades para 2014

Da Máquina do Esporte / São Paulo

A ministra do Turismo, Marta Suplicy (foto), revelou nesta sexta-feira, durante o 8º Encontro Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Enaenco), que encomendou um estudo à Fundação Getúlio Vargas (FGV) de 65 cidades brasileiras tendo em vista a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Marta explicou no evento que a intenção é avaliar os municípios próximos das 18 candidatas à sede da Copa, com o objetivo de melhorar a infra-estrutura para receber turistas dentro de sete anos.

“O documento servirá como base para definir os investimentos necessários nas localidades. As obras necessárias precisam ser feitas até 2010. É preciso levar em conta que em 2009 será definida a sede das Olimpíadas de 2016. O restante será feito nos últimos quatro anos”, afirmou a ministra.

O estudo vai avaliar todas as candidatas brasileiras e será entregue até fevereiro de 2008. No entanto, a Fifa deve definir até o final do próximo ano quais serão as cidades que receberão os jogos da Copa de 2014.

“Claro que já sabemos algumas que serão confirmadas, mas elas também precisam de melhorias de infra-estrutura. Também vamos iniciar um trabalho de capacitação de mão-de-obra”, disse a ministra.

A ex-prefeita de São Paulo afirmou que o Brasil tem a chance de crescer 50 anos em sete, lembrando o lema utilizado durante o governo de Juscelino Kubitschek, que afirmava que, em seu governo, o país cresceria 50 anos em cinco.

quarta-feira, novembro 21, 2007

Escolas de educação física têm erro conceitual na programação

Treinadores esportivos devem ser mais ligados às ciências humanas do que biológicas

Autor: Guilherme Costa
Revisão e intertexto: Benê Lima

Antes de decidir qual é a formação tática mais adequada para uma partida ou qual vai ser a programação para um treino, um técnico precisa conhecer e saber interpretar seu elenco. Não adianta escolher os 11 jogadores com fundamentos mais apurados se eles não estiverem em boa fase emocional ou tiverem problemas de relacionamento. Diante de tantas possibilidades de conflitos internos ou interpessoais, os treinadores ainda carregam um problema oriundo de sua má formação: o conceito de educação física.

O filósofo francês René Descartes (1596 – 1650) foi responsável por uma separação conceitual entre alma e corpo. Para ele, o pensamento era essencialmente da alma e o corpo era um objeto no espaço (portanto, em movimento). Assim, a medicina e a educação física surgiram como ciências voltadas unicamente para os cuidados com o corpo.

Um dos responsáveis por uma mudança conceitual na educação física moderna foi o português Manuel Sergio, que esteve no Brasil na há bem pouco para conversar com treinadores e preparadores físicos de futebol. A principal meta dele, evidenciada desde o início da palestra, foi explicitar que a atividade de um técnico deve ser permeada por conhecimentos das ciências humanas e não apenas biológicas.

“O ser humano é mais do que a gente vê. Um conceito que eu defendo desde 1968 é a idéia de totalidade, de não separar corpo e mente. Hoje em dia essa palavra foi substituída por complexidade, que é uma característica fundamental a todo ser humano. Portanto, não adianta um treinador tentar trabalhar com seus atletas sem ser um especialista em ciências humanas. Se ele não for, nunca vai deixar de ser mediano”, determinou Manuel Sergio.

A explicação do português para essa idéia de dar ênfase ao caráter humano na formação de profissionais de educação física é a implicação que a função deve ter na equipe: “Nenhum técnico é médico e nem deve ser. O futebol é uma reunião de várias ciências, e não apenas as biológicas. E o treinador deve ser extremamente dotado em humanidades para ter liderança suficiente para comandar um grupo”.

A postura de Manuel Sergio foi corroborada pelas palavras do treinador Celso Roth, que esteve no evento. “Cabe ao treinador saber administrar e liderar uma equipe, e essa é uma tarefa que exige muito trabalho psicológico. Não estou falando de psicologia só motivacional, mas é preciso saber lidar com cada um dos atletas. O treinador precisa ter a sensibilidade de tentar entender o momento de cada um”, explicou.

“Trabalhar com um grupo de pessoas é sempre complicado, e por isso é que os treinadores precisam estar preparados para lidar com uma série de conflitos. Tentar entender os atletas é um ponto fundamental para tentar tirar o melhor da equipe”, completou Nelsinho Baptista, que também esteve no evento.

O ideal do pensamento de Manuel Sergio é que os treinadores esportivos tenham uma formação baseada nas ciências humanas e que sejam cercados por uma equipe multidisciplinar para ajudá-los nas questões biológicas. É por isso que o português ressaltou tanto a participação do restante da comissão técnica.

“Um saber não progride sozinho. Por isso, é fundamental que o treinador se cerce de profissionais que sejam especialistas em suas áreas e que possam contribuir para ele tomar as decisões. E cabe a ele, com o desprendimento necessário para um profissional da área de humanas, tomar as decisões que sejam melhores para a equipe a partir das características pessoais que ele dispõe”, completou o português.

O grande impasse para que o caráter interdisciplinar seja inserido nas comissões técnicas do futebol atual, portanto, ainda é a figura arcaica e despreparada que aparece na grande maioria dos treinadores. E esse problema conceitual reflete uma formação errônea, que não é privilégio de novos ou veteranos.

“Ter uma equipe multidisciplinar é muito fácil e até comum nas comissões técnicas atuais. O problema é que ninguém usa isso e ninguém permite uma interação entre as áreas. É fundamental que o técnico tenha segurança para fazer trabalhos assim e não se sentir ameaçado”, disse Celso Roth.

O preparador físico do São Paulo, Carlinhos Neves, também defendeu a importância da atuação dos profissionais da comissão técnica: “Tudo precisa ser feito em conjunto, com a evolução da equipe sendo o objetivo mais claro. E é importante tentar estabelecer um diálogo para ganhar a confiança do atleta e ajudar o trabalho. Não dá para trabalhar só com testes e resultados frios”.

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segunda-feira, novembro 19, 2007

Com Pé e Cabeça - 102



”O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado.” (Benê Lima)



Opinião
O SAUDÁVEL PAPEL DAS OPOSIÇÕES

O futebol cearense ainda não compreendeu o verdadeiro significado dos nossos clubes terem oposição dentro deles. Isto é atraso!


Quem já ouviu falar sobre Marcelo Teixeira, atual presidente da executiva do Santos/SP, deve também saber que ele tem realizado um grande trabalho à frente do clube da Vila Belmiro. E nem por isso ele deixa de enfrentar oposição, nem assim ele será reconduzido, através de conchavo político, à presidência do Peixe. Pelo menos duas chapas lhe farão frente – coligadas ou em separado. São elas, a Terceira Via e a Associação Resgate Santista.

Se partirmos dos exemplos dos grandes clubes brasileiros, forçosamente admitiremos que, no caso em questão, bom para os grandes clubes, melhor ainda para os nossos pequenos. Afinal, neles não mais cabe o caudilhismo como estilo, nem mesmo o centralismo como modelo.

O monitoramento do eixo da liberdade dos dirigentes deve mobilizar as oposições, a quem compete unir-se à situação em torno dos bons projetos, insurgindo-se contra os maus elaborados. Não é à toa que temos aconselhado nossos cartolas a submeterem ao crivo das urnas um projeto para o clube que pretendem dirigir, sob o qual conduzirão suas administrações. Desse modo, além de terem a pré-aprovação de sua gestão, ainda a ela aduzirão a legitimidade, através do cumprimento de cada uma das proposições constantes no projeto pré-aprovado.

Ceará e Fortaleza

Sabemos que nos estatutos tanto do Ceará quanto do Fortaleza, remanescem anacronismos que, de um lado impedem a adequação destes clubes a uma nova situação, e de outro preserva o que não é para ser preservado e não constrói salvaguardas para o que é importante resguardar.

No Fortaleza há coincidência entre o mandato de sua diretoria executiva e de seus conselhos deliberativo e fiscal. Esta condição facilita a irrestrita adesão do conselho deliberativo à diretoria executiva, situação que não é saudável como medida profilática para a democracia e para as ações de fiscalização inerentes aos conselhos deliberativo e fiscal.

Já no Ceará, o estatuto contempla o conselho deliberativo, como órgão máximo e soberano do clube, estabelecendo um mandato que é o dobro do da diretoria executiva. Deste modo, dá-se mais independência e maior autonomia a ele (conselho), o que reduz a possibilidade de desregramento e induz a maiores níveis de probidade administrativa.

Cuidados e avanços

Uma das leituras que podemos fazer sobre a situação político-administrativa dos nossos dois maiores clubes é a de que eles caminham para um processo muitíssimo parecido. No Tricolor do Pici o patrocinador virou co-gestor, tendo a adesão de um conselho deliberativo meramente homologatório. No Alvinegro de Porangabuçu o patrocinador é também o gestor, enquanto o conselho deliberativo tem tentado assumir a condição de oposição. Mas o que parece nos reservar o futuro próximo é a ascensão da Rabelo à condição de controladora, tanto da diretoria executiva quanto do conselho deliberativo. E a partir daí, ‘adiós’ oposição.

Entre estagnação e retrocesso, enfim vislumbramos algo que nos parece um avanço: a vontade política de coibir a politiquice – que rima com canalhice. Criar-se-ia um dispositivo estatutário que impediria a utilização do clube para fins eleitoreiros, como uma tentativa de desestimular a dele fazerem uso os oportunistas.

O atual curso das coisas nos faz supor a possibilidade de ter havido uma conversa – mesmo que ocasional e informal – entre os mandatários da Santana Têxtil e Rabelo, nos seguintes termos: “Faça no Ceará o que fizemos no Fortaleza, e só assim você terá sossego.” Ou seja: só o refreamento do conselho deliberativo poderá transformar as encrespadas ondas do Alvinegro em remanso.

Cuidando-se das más, ficam as boas lições da política.

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EFEMÉRIDES

Ufa!

Uma vitória suada, com gol em jogada de contra-ataque, já na fase de acréscimos da partida. Isto, por si só, já retrata o tamanho do esforço empreendido pelo Fortaleza para superar a equipe do Paulista. O que parecia fácil, pelo momento e pela jogada do gol inaugural de Osvaldo pelo Tricolor cearense, não passou de uma falsa impressão; menos pelas qualidades do time paulista, e mais pela inapetência do time cearense. Houve momentos em que fomos acometidos pela idéia de sugerir um parasitológico de fezes aos atletas leoninos, tamanha a falta de iniciativa de alguns deles. Aliás, podemos mencionar a falta de constância na disputa dos 90 minutos das partidas como o grande problema deste grupo do Fortaleza.

Análise dispensável
Neste momento é mais importante a análise do que faltou a nossos times para terem ascendido à Primeirona, do que o comentário pontual de partidas que não mais despertam o interesse da maioria dos torcedores. Há instantes em que me pergunto que tipo de avaliação vinha sendo feita – se é que vinha – da performance individual dos atletas leoninos; questiono-me a respeito dos modelos de ‘scouts’, do tipo de instrução que é passada aos atletas e do que é feito a título de informação didática para melhorar o desempenho de cada um deles. Também me pergunto sobre se algo tem sido feito para corrigir os vícios intracampo dos menos produtivos. Eis, pois, algumas das questões que são (ou deveriam ser) da alçada dos departamentos técnicos de futebol, especialmente de suas comissões técnicas.

Resultado mais que normal
O triplo palpite caberia muito bem ao jogo Ponte e Ceará. Logo, o empate foi um resultado natural para a circunstância de momento. Natural, contudo, não significa, necessariamente, que o placar expresse justiça do ponto de vista da produção das duas equipes. No que pese a maior pressão da equipe pontepretana – que por sinal é bem limitada –, lamenta-se que o alvinegro cearense tenha cedido o empate ao apagar das luzes. Não que imaginemos – como a maioria – que não se toma gol na reta final da partida. O gol é normal em qualquer momento do jogo; inclusive nos acréscimos, como fez Daniel Sobralense em prol do Fortaleza, decretando a derrota do Paulista de Jundiaí. A explicação para os gols sofridos pelo Ceará e as circunstâncias a ele inerentes, passam por uma teorização pertinente ao mundo do futebol, e não ao sobrenatural.

Dunga patina
Vida de treinador não é fácil. E quanto mais capacitado tecnicamente for o grupo de atletas, mais se exige deles e de seu técnico. Sabemos que a mudança de jogadores no decorrer de uma partida, em regra costuma produzir mudanças mais produtivas e decisivas. Todavia, é na mexida do posicionamento da equipe e na otimização das oportunidades para as mudanças no planejamento tático que residem a maior qualidade de um técnico de futebol. E, nestes quesitos, Dunga tem-se mostrado no mínimo omisso. Assistir passivamente as más atuações de Ronaldinho e de Mineiro e não tomar nenhuma providência é inaceitável para um técnico de Seleção Brasileira. Também sabemos que é um enorme desafio estabelecer um padrão tático convincente a um time que possui certo número de craques. Já pensou se a atual Seleção tivesse mais craques, além de Kaká, Ronaldinho e Robinho? Pior seria...

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BREVES E SEMIBREVES ®

Um vitorioso.
O técnico Vagner Benazzi consegue seu décimo acesso. Três deles só para a Série-A. Da receita do sucesso, faz parte a coragem dos dirigentes em manter o treinador, mesmo correndo determinados riscos.

Em alta. Quem também obteve prestígio foi outro ex-técnico do Fortaleza, Dorival Júnior, este no comando técnico cruzeirense. Dorival foi tremendamente sacrificado por uma política de experimentação adotada em sua passagem por aqui.

Em baixa. Zetti parece ter encerrado o seu ciclo no Fortaleza. Treinador que em tão pouco tempo ver inspirar sua liderança diante do grupo, merece ter sua competência questionada.

Bom-senso... é o que às vezes falta a certos policiais. O PV com apenas mil e poucas pessoas, e alguns policiais posicionados no setor de cadeiras à frente dos torcedores, impedindo que estes tivessem a visão do campo de jogo. Meus caros, sejam menos toscos e respeitem o direito do cliente.

Revisão. O torcedor reclama veementemente das redes de proteção em locais estratégicos do PV. Pelo que pude apurar, seria a cor branca o que mais atrapalha, pelo alto índice de reflexão.

Que idéia... paupérrima a do presidente do Fortaleza, Marcello Desidério, ao expressar sua imensa satisfação pelo fato do Fortaleza terminar (será?) a competição à frente do seu maior rival. Mentalidade paroquiana ou espírito do paroxismo? Ou os dois?

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(*)”A pobreza material pode ser transitória e sujeita à temporalidade; já a indigência espiritual é perene.”
(*) Benê Lima, FRC/


Benê Lima
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terça-feira, novembro 13, 2007

Com Pé e Cabeça - 101

”O futebol cearense existe, e precisa ser reinventado.” (Benê Lima)

Opinião
O SONHO VIROU ASSOMBRO

Nossos representantes no Brasileirão-B, tiveram seu sonho comum transformado em estupefação, ante a realidade de seu adiamento


Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar! Poucas vezes uma analogia representou tão propriamente a correlação entre as campanhas de Ceará e de Fortaleza quanto agora.

Como que de mãos dadas, orbitando em círculos concêntricos a partir do ponto focal do G-4, nossos times se mantiveram quase que em ‘homovozes’ e em ‘homo-ritmos’ (vozes e ritmos comuns). As alternâncias foram poucas ao longo do percurso da Série-B, mas até no folguedo final a coreografia de ambos manteve certa harmonia. Na mesma rodada, sob a mesma condição de derrotados, eles conseguem a ‘proeza’ de fazer vergarem-se os sonhos de seus torcedores, que pelo visto não terão direito sequer a levarem até a derradeira rodada a chama acesa da esperança.

Mas, não creio que seja justo proclamar-se que tudo vai mal e que tudo foi feito de forma errada e que todos são incompetentes. Não é bem assim.

Direi que, em se tratando do Alvinegro de Porangabuçu, houve sim algum progresso, tanto dentro das quatro linhas quanto fora delas. O Ceará pôde contar com um melhor quadro de suporte, do qual destacamos Evandro Leitão e Jurandi Júnior. Em sua Comissão Técnica, diferençamos a figura maiúscula de Heriberto da Cunha. Claro que revisar alguns conceitos, aprimorar procedimentos, delegar funções, planejar mais adequadamente, tudo isto deve fazer parte de um processo de ajuste para a próxima temporada.

Do lado do Tricolor do Pici, progresso em sua gestão não houve; retrogradação e estagnação são com o que nos deparamos. No entanto, por uma questão de justiça, vale anunciar que somos mais exigentes com o Fortaleza por ele possuir quadros diretivos que melhor o tem representado. Por isso, embora discordemos de alguns critérios e métodos, externamos nosso reconhecimento pela monta do trabalho e pela expectativa vitoriosa com que ele foi realizado. Inequívoca a complexidade do que precisa ser feito no Leão, já que diferentemente de seu maior rival, a mais significativa mudança a ser realizada é a incorporação de conceitos e práticas do verdadeiro profissionalismo.

O contraponto do nosso reconhecimento, pelas doses homeopáticas de meritocracia administradas em nossos clubes (Ceará e Fortaleza), representa tão-só nossa solidariedade para com a leva dos esforçados dirigentes, o que não significa nossa adesão a práticas viciadas pelo antiprofissionalismo.

Também não estou convencido de que nossas torcidas estão a salvo de quaisquer co-responsabilidades. Para os ‘lambe-escudos’, por certo o discurso é o mesmo: O torcedor, seja qual for sua relação com o clube, não passa de vítima. Nós, contudo, já não somos animados e tampouco alentamos essa versão farsesca, ilusória. Não podemos concordar que o torcedor não se inclua – mesmo que parcialmente - no processo de decisões e influências que movem a administração do seu clube do coração.

Ampliar o nível de sua participação no clube pelo qual torce, deveria ser um dos ideais de todo torcedor. O envolvimento do torcedor com o seu clube representa, potencialmente, mais idéias, menor quociente de divisão de responsabilidades, maior legitimidade para as decisões tomadas, crescimento das receitas de arrecadação dos jogos, dos programas de sócio-torcedores e das diversas campanhas de marketing e promoções geradas pelo clube.

Os torcedores do Ceará e os do Fortaleza também devem sentir-se –como diz certa música – ‘ligeiramente grávidos’, pela necessidade que seus clubes têm, de gerarem um embrião que atenda pelo prenome de Projeto, pelo nome de Planejamento, e cujo sobrenome seja Execução.

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EFEMÉRIDES

Tragédia ou fracasso?

Fiasco, apenas! Seria exagero transformar as derrotas do Ceará e do Fortaleza em tragédias. A participação destes dois times na Segundona brasileira deve ser analisada dentro do contexto da competição. Desse ponto de vista, os resultados negativos do passado fim-de-semana representaram tão-somente um componente a mais na formação da média de suas participações. É melhor enxergarmos as coisas desse modo, a fim de que evitemos a radicalização das opiniões. Tenho defendido a tese de que a ocasião para crítica e revisão é o ‘durante’; a oportunidade para planejar é o ‘antes’; a hora para aliviar, repensar e reconstruir é o ‘depois’. Concedo aos que fazem nosso futebol um momento para reflexão, profunda e conseqüente reflexão. Por isso, suavizo.

Remo, remou em remanso?
Nem tanto, mas sobraram remadas. O time azulino fez um pouco mais que o suficiente para superar a equipe do Pici. Resumindo: ganhou com sobra. Paradoxalmente, isso não nos impediu de admitirmos a possibilidade de vitória do time cearense. Explico. Se aquela pressão remista, acentuada a partir da exclusão do meia Rogerinho, não tivesse sido convertida em gols, teríamos um outro vencedor que não o Clube do Remo. E aí, haveria justiça nisso? Haveria, sim! Bastaria procurarmos as explicações para o reverso. Aliás, quando o comentarista não encontra justificativa para um dado resultado na produção das equipes, ele se socorre do nível de aproveitamento delas.

Causas e efeitos
Encontrar a razão principal da derrota do Fortaleza frente ao Remo não é tarefa fácil. Também não seria justo atribuir a um único setor da equipe a causa singular para o fracasso. Se lá na frente a coisa não andou tão bem, atrás o negócio correu pior. A dupla de zaga formada por Rômulo e Juninho não se entendeu. A assistência defensiva de Rogério, Léo e Cristian foi insuficiente. Se o setor ofensivo tivesse compensado a desarrumação defensiva, as chances de vitória teriam sido bem maiores. Outro fator que dificultou extraordinariamente a criação de jogadas pelo Tricolor de Aço, foi o alto índice de erros de passe. O posicionamento de Rogerinho, jogando mais aberto e mais distante da área do adversário, também contribuiu para diminuir o poderio ofensivo da equipe. A pouca disposição ofensiva dos laterais foi mais um fator restritivo.

Comparativo
É difícil conceber como um time que não treina devidamente, que não tem as mesmas condições de suporte (alimentação, suplementação, etc.) enfrente com tamanha desenvoltura física um adversário como o Fortaleza. Pior ainda são as constantes mudanças em sua escalação, o que nos faz depreender que o desentrosamento da equipe possa também atrapalhá-la. Todavia, não foi isso o que vimos diante do Leão cearense. Se houve um time que buscou a vitória incessantemente, essa equipe foi a do Clube do Remo. Em razão da pressão sofrida, o goleiro tricolor Thiago Cardoso acabou sendo o destaque da equipe cearense.

Madureza em foco
O Brasiliense parecia o time dos alunos do antigo Curso de Madureza, jogando contra o time do velho Curso Primário. Entre os ‘cobras criados’ das duas equipes, o teor do veneno do time do Distrito Federal mostrou-se indutor do estado de letargia, bem como letal pelo acúmulo das doses. Quando vejo um time jogar cooperativamente, assumindo uma personalidade coletiva, fazendo o fácil e não inventando, começo a temer pelo adversário que não faz o mesmo, em idêntica medida. Enquanto o Ceará fazia um esforço tremendo para chegar à porta do gol do Brasiliense, este andou chegando além da porteira alvinegra em algumas oportunidades, com consciência e objetividade admiráveis.

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BREVES E SEMIBREVES ®

Desinformação.
A TV por assinatura, através dos profissionais responsáveis pela cobertura de Remo e Fortaleza, forneceu a escalação do Tricolor cearense com o zagueiro Preto, quando a figura mostrada era a do zagueiro Rômulo. Correção? Nem pensar!

Em alta. Falta aos nossos repórteres esportivos um pouco mais de independência. No entanto, dentro do restringente modelo em voga, Rodrigues Andrade ainda consegue ser criativo. Parabéns! Isso serve de acréscimo ao trabalho do analista.

Em baixa. O técnico Zetti está sempre transferindo para fatores externos à sua equipe a responsabilidade pelos maus resultados.

Inadmissível. Zetti também admitiu que faltou pernas à sua equipe. Sabe-se que com um jogador a menos dá pra manter um posicionamento defensivo com oito homens atrás da linha da bola. Perde-se – aí sim! – ofensivamente.

Cuidado. A intertextualidade pode ser considerada a porta de entrada para o oposto da ‘copyright’: a ‘copyleft’. Cautela, porém. Vamos criar intertextos e não copiar tudo que se vê pela frente. Afinal, plágio é crime.

Vidas secas. Está próximo o período de escassez nos noticiários. A informação míngua, o lero-lero abunda, a opinião substanciosa escasseia, as falsas perspectivas floreiam, e a mesmice prepondera.

’Remember’. Saibam os que fazem o programa Rádio Ferrão, que também marcamos presença no jogo Ferroviário 0 x 0 Santos, no PV, em 1968(?), quando foram entregues as faixas de Campeão (invicto) ao time Coral. Um belo jogo.

Papellim. Torço para que este profissional obtenha sucesso, seja no Remo/PA, ou onde quer que ele vá. Quem foi injustamente rifado por ‘aspones’, merece um lugar ao sol.

’Feedback’. Dois programas dominicais estão revelando certa falta de autonomia. Um deles motivado por interesses políticos e comerciais; o outro por mero corporativismo. Os prefixos? São AM930 e AM810. Advertência: competência sem credibilidade é nada vezes nada.

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(*)”Para o homem inteligente, o fracasso é fonte inesgotável de aprendizado.”
(*) Benê Lima, FRC


Benê Lima
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quinta-feira, novembro 08, 2007

A Copa e as mudanças potenciais

Evento consumirá investimento de US$ 10 bilhões, mas pouco se fala sobre capacitação de profissionais para isso

Autor: Guilherme Costa
Revisão e intertexto: Benê Lima

Após uma apresentação que intercalou imagens do país e discurso de dirigentes, a Fifa anunciou que a Copa do Mundo de 2014 será realizada no Brasil. A nação pentacampeã mundial de futebol foi a única candidata a sediar o torneio e se valeu de argumentos como a tradição, a paixão do povo pelo futebol e uma previsão de investimento de US$ 10 bilhões em estrutura. Mas qual será o impacto do principal evento esportivo do planeta para o futebol nacional?

A organização da Copa do Mundo corrobora os objetivos traçados pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As metas estabelecidas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevêem um orçamento de R$ 500 bilhões entre 2007 e 2010 em três áreas principais. Desse montante, 54,5% serão investidos na infra-estrutura energética. A área de infra-estrutura social e urbana consumirá outros 33,9% e a infra-estrutura de logística (rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos) ficará com os 11,6% restantes.

“Temos que criar o PAC da Copa. Trata-se de aproveitar o interesse pelo futebol para mobilizar toda a sociedade brasileira e impulsionar o desenvolvimento do país para depois de 2014”, projetou José Roberto Bernasconi, presidente nacional do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco).

O discurso prévio de todos os personagens envolvidos com a candidatura brasileira à Copa do Mundo de 2014 reforça a quantidade de benefícios que o evento pode trazer para o país. “É uma conquista histórica para o país e para o nosso povo. A competição provocará forte impacto econômico e social. Só a edição de 2006, na Alemanha, gerou 40 mil empregos permanentes no país”, lembrou Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, em entrevista coletiva.

Além disso, Teixeira ressaltou a herança permanente que a população terá após a Copa: “Veremos novos hospitais, mais saneamento, melhoria nos transportes e um salto qualitativo na segurança pública. O país terá uma visibilidade imensa durante a competição e isso trará benefícios”.

É natural que se possa esperar que os benefícios que serão trazidos pela realização da Copa de 2014 no Brasil, tenham alcance antes, durante e depois de sua realização. Todas as áreas envolvidas serão potencialmente beneficiadas, o que resultará em um incremento da atividade dos diversos setores envolvidos, bem como no da atividade econômica como um todo.

A expectativa é de que o próprio futebol como negócio, sofrerá uma expansão sem precedentes em nosso país. Com o experimento de um novo fazer na área de produção de eventos, acompanhado da valorização do cliente-torcedor, que será favorecido por uma visão renovada de sua importância, espera-se o surgimento de um novo público, que somado ao habitual possa representar acréscimo na ocupação da capacidade ociosa das nossas praças esportivas.

O Brasil só sediou a Copa em 1950, em um cenário totalmente diferente do atual. Naquela altura, quase todos os países ainda enfrentavam os resquícios da Segunda Guerra Mundial, que havia terminado cinco anos antes. A Europa ainda estava se reconstruindo e a competição, ainda que não tivesse a repercussão e o impacto de mídia que ostenta atualmente, era uma maneira de mostrar que as coisas haviam voltado ao normal.

Os jogos de 1950 se concentraram em apenas seis cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Recife. O Brasil ainda não oficializou o número de sedes para 2014, mas deve ter 12 palcos de jogos para a competição.

Apesar da diferença de cenário e das proporções das duas edições da Copa do Mundo, o principal foco de investimento será o mesmo. Se na competição de 1950 a grande atração foi a construção do Maracanã, palco da decisão entre Brasil e Uruguai – os visitantes ficaram com o título ao vencerem por 2 a 1 -, a corrida pela construção de novas arenas começou antes mesmo de o país ter a certeza de sediar o torneio de 2014.

Aécio Neves, governador de Minas Gerais, prometeu o Mineirão pronto para a Copa do Mundo já em 2010. Outros estados já iniciaram a construção de arenas, baseados em diferentes estratégias para tentar seduzir a CBF e o comitê organizador da competição de 2014.

O principal questionamento acerca da Copa do Mundo no Brasil, porém, é o tipo de profissionais que o país terá para a competição. O investimento voltado à competição deve ser quase todo consumido pela estrutura, sobretudo pelos estádios. A formação de pessoas capacitadas e que possam usar essa reformulação para o bem do esporte, no entanto, é pouco (ou nada) abordada pelos dirigentes.


“Tenho plena certeza de que a Copa do Mundo vai trazer muitos benefícios para a estrutura do futebol brasileiro. Teremos estádios melhores e veremos muitas coisas positivas no entorno, como segurança e transporte”, previu Rosilene Gomes, presidente da Federação Paraibana de Futebol, que sonha com a possibilidade de ser uma sub-sede da competição.

Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras e atual mandatário do Sindafebol, é outro que demonstrou otimismo pela realização da Copa no Brasil: “Nós deixamos um legado importante em 1950, que é o Maracanã. Trata-se de um dos maiores palcos do futebol mundial, com muita tradição. Minha convicção de que faremos um grande Mundial é total. Faremos uma edição histórica e que terá reflexos positivos para o nosso futebol”.

Sempre que se fala em mudanças que a Copa pode causar ao futebol brasileiro, contudo, o assunto é estrutura. A reformulação do perfil dos profissionais do esporte ainda é tratada de forma muito superficial por todos os dirigentes, que preferem abordar as obras mais contundentes.

“Teremos muito investimento e isso vai aumentar ainda mais a visibilidade do futebol brasileiro. Tenho certeza que vamos ganhar muito com a Copa do Mundo”, finalizou Contursi.