Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

domingo, fevereiro 23, 2020

Treinador de futebol, a mais instável das profissões


Benê Lima

Já aviso de pronto que este artigo é mesmo para bater e soprar e para soprar e bater. E digo mais. Não há nada de incoerente ou de contraditório nisso. E explico. Não há perfeição em casos como este. Ou seja, no exercício da profissão de treinador de futebol. Portanto, cabe a quem escreve destacar igualmente prós e contras, ou fazer com que um sobrepuje o outro, o que é mais comum.

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Rogério Ceni (divulgação)

Devemos reconhecer que além da incomum instabilidade da permanência no cargo, os desafios dos treinadores perpassam pela necessidade também incomum deles possuírem uma formação transdisciplinar, situação que inclui a multi e também a interdisciplinaridade. Como podem perceber, é algo desafiador mesmo.

Ao treinador também cabe, justo ou não, a tarefa de exercer certo controle sobre a individualidade e a coletividade de seus comandados. Tudo isso para teorizar um pouco em cima da questão de que Rogério Ceni levou certo baile de seus atletas, que não tiverem foco para enfrentar o sergipano Confiança. Este foi provando do prato que o adversário lhe propunha, e viu que não era tão apimentado assim. Resultado é que foi se assenhoreando da partida e da omissão do rival nordestino cheio de nova grife, e parecia nem um pouco intimidado com o cartel do Fortaleza. Desse modo, construiu uma vitória inteiramente justa. Se o adversário não teve foco nem o interesse suficiente pela partida, o problema não foi do Confiança.

Ao Fortaleza resta a lição que vai um pouco além do resultado. Sem foco, sem compromisso e com baixa motivação, não há equipe que sustente prestígio. A tônica do futebol é que o respeito de antes da bola rolar, tem que ser confirmado com a bola em jogo. E alguns fatores me parecem essenciais para que isso se mantenha: compromisso com cada embate, cada jogo, cada disputa, e satisfação, alegria e disposição em todos os momentos de cada disputa. Afinal, jogar um jogo com a cabeça em outro jogo não é uma atitude producente nem respeitosa.

E mais. Que Ceni estabeleça para si experiências com maior rigor em critérios, para que não fique a ideia de que toda improvisação e/ou invenção é sempre melhor que o ‘quadradismo’ de todos os versos.

Aos mestres (treinadores) com carinho.
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