Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

segunda-feira, fevereiro 06, 2017

O que o futebol brasileiro pode aprender com o Super Bowl?

Brady levanta o troféu da conquista do Super Bowl

A decisão da NFL não é apenas esporte é puro entretenimento e o sonho de consumo de todas as marcas e produtos nos Estados Unidos
O evento mais rentável do mundo, o Super Bowl é um show a parte. Até quem não gosta do esporte se vê ligado na telinha pelo menos por alguns minutos para assistir algumas das inúmeras atrações que acontecem na final da NFL.

Não atoa a grande decisão é a maior audiência televisiva nos Estados Unidos oferecendo aos seus patrocinadores uma exposição quase impossível de dimensionar. O impacto disso vem no bolso de quem deseja ter sua marca exposta por 30 segundos durante os comerciais, é preciso desembolsar cerca de 4 milhões de dólares ou mais.

Além dos comerciais, existem as ativações, anúncios, ações ou shows durante o evento. O americano, diferente do brasileiro, entende o esporte de modo geral como parte do entretenimento, isso é o primeiro passo para ser o sucesso impressionante de mídia que é a final da NFL.

(Foto: Getty Images)

O Super Bowl é adaptado para ser o fenômeno que é, com quatro tempos de quinze minutos e várias intervenções a grande decisão é totalmente voltada para a exploração comercial, fazendo com que o patrocinador tenha mais de três horas de evento para se promover. Se você comparar com a final da Copa do Brasil, por exemplo, o tempo estipulado para isso é de apenas 15 minutos.

A forma como o Super Bowl e seus patrocinadores utilizam a internet é absurda. Mesmo quem está no estádio não larga o celular porque ali existem inúmeras opções atraentes para o consumidor. 

O salgadinho Doritos, famoso nos Estados Unidos, usa há mais de dez anos uma campanha nas redes para que pessoas produzam e enviem seus comerciais pelas redes sociais. O nome do quatro se chama ""Crash The Super Bowl" e a marca chega a oferecer té um milhão de dólares pelo anúncio. Ele é transmitido durante o intervalo da grande decisão.

(Foto: Getty Images)

Outra grande atação do Super Bowl é o show de uma estrela durante o intervalo. Com cerca de 12 a 14 minutos a agilidade para que tudo esteja perfeito na hora da apresentação e no momento de recomeçar a partida é de impressionar, sem contar o jogo de luzes e a pirotecnia usada. O show, inclusive, é um dos momentos mais esperados e atraí até mesmo aqueles que não gostam ou não fazem a menor ideia do que seja futebol americano.

A final, é um evento que se tornou uma ferramenta de lançamento, venda de marcas e produtos. Para se ter uma ideia, lá em 1984 a apple lançou seu primeiro computador através de um spot durante o intervalo do terceiro quarto do Super Bowl 18. Naquele momento foi anunciado o início de uma nova era. 

Para quem agora "adotou" o padrão FIFA, o futebol brasileiro precisa entender o esporte como entretenimento e uma ferramenta ainda mais poderosa para captar dinheiro. Quem sabe esse não seja o segredo para salvar o futebol brasileiro que está sofrendo com baixos públicos nos estádios e a falta de ideias atraentes para o mercado de marketing esportivo. 

MÁQUINA DO ESPORTE

US$ 5 milhões: por que o intervalo do Super Bowl vale tanto?

Apenas a alta audiência do evento não é suficiente para explicar valores tão altos 
No próximo domingo, a Fox transmitirá o Super Bowl para os Estados Unidos. Neste ano, o valor cobrado por 30 segundos de comercial no intervalo do evento teve um novo recorde e chegou a US$ 5 milhões. Esse é o valor mais caro para um anúncio na televisão em todo o mundo, e a altíssima audiência da transmissão não é suficiente para entende-lo.
Obviamente, o número de pessoas alcançadas tem um enorme peso nessa conta. Em 2016, 111,9 milhões de pessoas pararam para assistir ao Super Bowl nos Estados Unidos, o mais rico mercado do planeta. Em 2014, durante a apresentação musical de Katy Perry, a audiência chegou a 118,5 milhões, um recorde do evento americano.
Mas é o status de anúncio do Super Bowl que tornou essa propriedade tão valiosa nos últimos anos. Hoje, estar no intervalo do evento não é como estar em outro espaço qualquer da televisão; os comerciais se tornaram parte da atração. Parece exagero, mas não é.
Um levantamento divulgado na última semana pela NRF, a associação de varejo dos Estados Unidos, mostrou que apenas 43% da audiência do Super Bowl entende que a parte mais importante do jogo é o jogo em si. Para 24% dos americanos que param para assistir à partida, a parte mais significante da transmissão é o intervalo comercial. As propagandas ficaram na frente de “sair com amigos”, com 15% das respostas, e o show musical no meio do evento, com 12% das respostas.  
Com todo esse interesse, as empresas que apostam no Super Bowl recebem uma valorização acima do comum. Em outra pesquisa revelada nos últimos dias, a consultoria MGID tentou responder à pergunta: comercial no Super Bowl vale a pena? Com questionário que passou por 500 pessoas, a empresa tentou elucidar o mercado.
Segundo 39,6% dos entrevistados, um comercial no Super Bowl muda positivamente a percepção de uma marca. O levantamento também mostrou que 32,5% dos consumidores estariam mais dispostos a comprar um produto caso ela aparecesse nesse espaço publicitário. E 43,1% dos entrevistados afirmaram que gostariam de rever na internet os comerciais exibidos.
Por fim, segundo a Nielsen, hoje o Super Bowl consegue ter pluralidade de gênero em sua audiência. Em janeiro de 1967, na primeira transmissão do evento, apenas 34% dos telespectadores eram mulheres. Hoje, esse número está em 47%.
No Super Bowl deste ano, um dos anunciantes será a Honda, que apresentará a nova versão do veículo CR-V. Ao site Business Insider, a vice-presidente de marketing da empresa, Susie Rossick, respondeu se o intervalo do evento valia o investimento.
“É claro que tem sempre a sensação de que é algo que não vale a pena se envolver, mas nós ainda valorizamos isso como uma ótima plataforma de introduzir um veículo no mercado. São 110 milhões de pessoas e ninguém se afasta quando os comerciais são exibidos. Eles assistem e se envolvem”, afirmou a executiva.  
Os valores, claro, assustam. Para citar um único exemplo, a Anheuser-Busch usará quatro marcas durante o Super Bowl. Caso opte por apenas um comercial para cada, com um minuto cada um, serão US$ 40 milhões em compra de mídia para um único evento.
Em 2018, será a vez da NBC exibir o Super Bowl. E a emissora terá que se perguntar se o mercado aguenta mais um aumento de preço para o espaço publicitário. Por ora, parece que sim. 
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Futebol Feminino: uma versão não contada da realidade

Por: Benê Lima

ALGUMAS OUTRAS VERDADES SOBRE O FUTEBOL FEMININO

No ambiente do futebol feminino como no restante da vida, prosperam meias verdades, mentiras, injustiças, falta de apoio e personalidades mal formadas, mas também tem coisas gratificantes.

A despeito do grande esforço feito por algumas pessoas que militam no meio futebolístico, e especialmente as que trabalham a questão de gênero, a modalidade em questão precisa de uma espécie de assepsia e de saber oportunizar as raras ocasiões que a mídia lhe oferece. E o que me inspira a falar assim, por mais paradoxal que possa parecer, é o sucesso da talentosa jogadora Gabriela, a Gabi, como é mais conhecida.

 
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Gabi – Foto: Divulgação

Feitas as devidas ressalvas ao que se conta de verdade, cuidemos também de descontar as omissões e generalizações quando escutamos que nada se faz pelo futebol feminino. É claro que isso é uma grande e monumental mentira. Certamente o que não é atendida é a gigantesca carência que a modalidade tem. Mas sem dúvida há um enorme esforço no sentido da busca do apoio para a categoria. Se assim não fosse, a própria Gabi, assim como outras, jamais teriam tido aqui em nosso estado a condição de serem vistas e lembradas pela comissão técnica da Seleção Brasileira. A verdade é que isso só se deu pelo trabalho diligente e incansável de algumas pessoas e de umas poucas entidades, entre elas a Federação Cearense de Futebol (FCF) e a Liga Cearense de Futebol Feminino (LCFF).

Desde a primeira convocação de uma atleta do Caucaia Esporte Clube, acontecida em 2009, sendo a goleira Dida a contemplada, que a realização de seletivas da Seleção Brasileira de futebol feminino no estado do Ceará tem sido fator determinante para que tais oportunidades ocorram.  As seletivas são um evento da maior importância para a afirmação dos talentos cearenses, e elas têm sido trazidas para cá com o concurso da CBF e com o apoio e chancela da Federação Cearense de Futebol, através de sua Coordenação da modalidade.


Goleira Dida – Foto: Divulgação


Alguns destaques

Neste ponto, vale mencionar pelo menos alguns dos nomes que mais tem concorrido para a produção dos talentos cearenses e para que tenhamos a “matéria-prima” – que são as jogadoras – para que possamos ver justificada a realização desses eventos em nosso estado. Eudes Caucaia, presidente do Caucaia Esporte Clube, Renezito Júnior, ex-coordenador da modalidade junto à FCF e com trânsito na CBF, Chagas Ferreira, como um incansável produtor de talentos na área de formação, professor Sérgio Ricardo, mais na área de organização e facilitação, treinador Jardel Rocha, que também é gestor e contribuidor, entre outros, merecem ter seus nomes lembrados e festejados pelo empenho e pela tenacidade com que buscam incentivar e fomentar o desenvolvimento da modalidade.

Verdades a bem da justiça


Quando se fala em Caucaia Esporte Clube, isso parece remeter as pessoas a uma questão política mal resolvida. E não é bem assim. Independente da má condução desse processo, a entidade privada referenciada já contou sim com o apoio governamental no próprio município em que é sediada, já tendo inclusive o Estádio Municipal Raimundo de Oliveira como sua sede por alguns anos. Só na gestão do prefeito Washington Gois, podemos contabilizar três convênios com a agremiação, nos anos de 2009, 2010 e 2011, totalizando um montante ao redor de
R$ 682 mil, desdobrados em R$ 182 mil em 2009, R$ 250 mil em 2010 e outros R$ 250 mil em 2011.

Portanto, vale a pergunta, como tarefa de gincana: Que outro município no Brasil, realizou algo igual ou maior?

Todo governo, ora por razões predominantemente políticas, ora por razões de desempenho administrativo de seus beneficiários, tem o direito de avaliar a aplicação de seus recursos, seja por seus gestores seja por esses beneficiários, lançando mão da prerrogativa de dar novo direcionamento para a alocação desses recursos. Nada mais natural.

Reforma do estádio municipal

Internet / Divulgação

A ocasião é mais que propícia para tornarmos pública a retomada das obras do Estádio Municipal de Caucaia, como uma exigência do atual Prefeito, que inclusive solicitou o apoio da FCF para que o projeto fosse pontualmente reavaliado, a fim de que não se desperdice mais tempo com rearranjos ou reparos de quaisquer naturezas. A ideia é otimizar o ritmo das obras, e fazê-lo em consonância com os requisitos de operacionalização e funcionalidade do equipamento, sem projetar ideias suntuosas nem megalomaníacas. A esse respeito, já intermediamos duas reuniões na sede da FCF, uma delas com a participação de representante do governo do município de Caucaia, tendo Jardel Rocha como representante do secretário Silvio Lobato. A próxima reunião será realizada na sede do governo caucaiense, com as presenças do prefeito Washington Gois, do presidente da FCF, Mauro Carmélio, e do diretor de competições da entidade, aos quais acompanharemos, bem como de alguns representantes de algumas secretarias do município de Caucaia, entre eles o amigo Jardel Rocha.
Por: Benê Lima

sexta-feira, fevereiro 03, 2017

Órgão discute possibilidade de cartão amarelo gerar expulsão temporária

O árbitro Mikael Lesage mostra cartão amarelo durante partida do Campeonato Francês
Damien Meyer/AFP / O árbitro Mikael Lesage mostra cartão amarelo durante partida do Campeonato Francês


DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS


A International Board (Ifab), órgão responsável por definir as regras do futebol, discutirá em reunião nesta sexta-feira (3) a proposta de punir com expulsão temporária jogadores que receberem cartão amarelo. A medida vem sendo testada em algumas competições da Uefa nos últimos três anos. 

A reunião também servirá para o órgão avaliar as últimas experiências com o uso de revisão por vídeo de lances polêmicos. No Mundial de Clubes do ano passado, a novidade causou polêmica em pelo menos dois jogos. A Ifab havia aprovado o uso do recurso de forma experimental em março de 2016.

Além disso, também serão debatidas propostas de dar mais liberdade para federações nacionais mudarem algumas regras do jogo, como número de substituições e duração das partidas em suas competições, e a inclusão nas regras do jogo da possibilidade de realização de uma quarta substituição durante a prorrogação.

A agenda da reunião da Ifab, que será realizada no estádio de Wembley, em Londres, foi divulgada no site da entidade nesta quarta-feira (1º). 
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Média de idade dos treinadores do Paulista é a menor em oito anos

SAO PAULO, SP, BRASIL. 28-02-2016. 17h05min39s. Palmeiras e Ferroviaria pela setima rodada da serie A do Campeonato Paulista 2016 no Allianz Parque. Sergio Vieira, tecnico da ferroviarai. (foto: Rubens Cavallari/Folhapress, VENCER, **** EDICAO NORMAL****). ***EXCLUSIVO AGORA***EMBARGADA PARA VEICULOS ON LINE***UOL E FOLHA.COM E FOLHAPRESS CONSULTAR FOTOGRAFIA DO AGORA SÃO PAULO***f: 3224-2169, 3224-3342. *filename:_76U4468.JPG* ORG XMIT: _76U4468.JPG
Rubens Cavallari/Folhapress / O português Sérgio Vieira, 34, é o treinador mais jovem do Campeonato Paulista

EDUARDO RODRIGUES
DE SÃO PAULO

A experiência e a maturidade deram lugar à juventude no Campeonato Paulista deste ano. A atual edição do torneio, que começa nesta sexta-feira (3), registra a menor média de idade dos treinadores desde 2010. Com 43,25 anos, supera a de 2016, que até então registrava a marca mais baixa, 45,5.

"Tudo na vida tem uma renovação. É uma coisa natural da vida. Quando o Telê [Santana] saiu eu assumi o lugar dele, e é assim que vai acontecendo", resumiu Muricy Ramalho à Folha.

Hoje com 61 anos e aposentado, Muricy iniciou sua carreira de técnico aos 38 anos. Campeão de três edições do Paulista —uma com o São Caetano e outras duas com o Santos—, ele afirma que o Estadual é uma ótima escola para os jovens treinadores.

E quem quer aproveitar essa oportunidade é o português Sérgio Vieira. Aos 34 anos, ele é o técnico mais jovem na competição.



Com passagens por Atlético-PR, Guaratinguetá, Ferroviária e América-MG, ele tenta agora no São Bernardo se firmar no Brasil e mostrar que a idade não influencia em nada na condução do trabalho à beira do campo.

"A juventude é relativa. Depende da maturidade, da experiência que nós temos", afirmou o treinador.

Com certificado da Uefa, que lhe garante o direito de comandar equipes europeias, se diz preparado para trabalhar no futebol brasileiro.

"Tem que ter muita capacidade para liderar, para argumentar, para convencer os jogadores que são liderados, porque senão tudo é associado à idade", disse o treinador.

Além de Vieira, mais quatro treinadores do Campeonato Paulista têm menos de 40 anos, o que representa mais de um quarto dos profissionais do torneio.
Treinador mais velho do Paulista, Paulo Roberto, 56, do São Bento, elogia o fato de clubes darem espaço para profissionais mais novos.

"Eu acho que é uma nova safra que vem tendo uma oportunidade tardia. Isso demorou para acontecer no Brasil. A questão mais importante não é ser mais jovem, mas, sim, ter qualidade", opinou.

No entanto, segundo ele, a experiência muitas vezes faz a diferença para quem está no comando de uma equipe.

"Em momentos decisivos, jogos mais difíceis, com um clima de pressão, o mais experiente vai saber lidar melhor por já ter passado por isso diversas vezes", completou o treinador que estreia no sábado (4) diante do Corinthians, em Sorocaba.

Em 2012, ano em que o Paulista registrou a maior média de idade dos técnicos na década, com 49,45 anos, nomes como Felipão, que na época tinha 64, Muricy Ramalho, com 57, e Leão, com 63, estavam no torneio.

Nelson Almeida - 18.fev.2015/AFP
Brazil's Sao Paulo team coach Muricy Ramalho gestures during the 2015 Copa Libertadores football match against Argentina's San Lorenzo held at Morumbi stadium in Sao Paulo, Brazil, on February 18, 2015. AFP PHOTO / Nelson ALMEIDA ORG XMIT: SAO607
O ex-técnico Muricy Ramalho durante partida pelo São Paulo, no Morumbi


TENDÊNCIA MUNDIAL

Treinadores jovens à frente de equipes em 2017 não são exclusividade de São Paulo.

Em Pernambuco, o Sport conta com Daniel Paulista, 34.

Ex-jogador do clube, ele assumiu o time de forma interina no fim do ano passado. Evitou a queda para a Série B do Brasileiro e foi efetivado para esta temporada.

História semelhante à de Jair Ventura, 37. Em agosto de 2016, o carioca substituiu Ricardo Gomes no Botafogo. Inicialmente, ele cobriria um "buraco". A boa campanha que levou o time à Libertadores deste ano o fez permanecer no cargo.

No Campeonato Alemão, Julian Nagelsmann, 29, do Hoffenheim, também surpreende. Com um time modesto, briga por uma vaga na próxima Liga dos Campeões. Hoje, está na quinta colocação a apenas um ponto da zona de classificação.

Em 2011, o português André Villas-Boas se tornou o técnico mais jovem a conquistar um troféu da Uefa. Aos 33 anos, ele levou o Porto à conquista da Liga Europa. Guardiola foi o mais novo a faturar a Liga dos Campeões da Europa, aos 38 anos, em 2009.

Carl Recine/Reuters
Britain Soccer Football - Stoke City v Manchester City - Premier League - bet365 Stadium - 20/8/16 Manchester City manager Pep Guardiola before the match Action Images via Reuters / Carl Recine Livepic EDITORIAL USE ONLY. No use with unauthorized audio, video, data, fixture lists, club/league logos or "live" services. Online in-match use limited to 45 images, no video emulation. No use in betting, games or single club/league/player publications. Please contact your account representative for further details. ORG XMIT: UKZ9SP
Atual técnico do Manchester City, Guardiola observa partida contra o Stoke City

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quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Bundesliga atinge recorde de faturamento e lucro

AMIR SOMOGGI
A liga de futebol da Alemanha, Bundesliga, publicou recentemente seu relatório financeiro referente à temporada 2015-16, e os resultados foram extremamente positivos.
Os 18 times da primeira divisão da Alemanha atingiram faturamento conjunto de € 3,24 bilhões em 2016, frente aos € 2,62 bilhões de 2015, um incrível aumento de 24%. Já são doze anos ininterruptos de crescimento.
Bundesliga receitas
Este elevado acréscimo de receitas na temporada passada está diretamente associado ao incremento dos direitos de TV, que atingiram € 933 milhões, evolução de 28%.
Bundesliga receitas
Outro fator foram os recursos gerados com transferências de jogadores, que cresceram 130% em um ano e atingiram o valor mais alto da história.
Os times da primeira divisão da Alemanha faturaram € 533 milhões com transferências em 2016, frente aos € 231 milhões de 2015 e € 171 milhões de 2014.
O desempenho da seleção da Alemanha na Copa de 2014 valorizou muito os jogadores alemães, que se transformaram em objeto de desejo de muitos clubes em diferentes países. Em três anos essa fonte cresceu 212%.
Outra importante receita da Bundesliga são os recursos de marketing, que atingiram € 974 milhões, frente aos € 731 milhões de 2015. Mesmo com o aumento da TV, a exploração comercial das marcas dos times permanece como a principal fonte de receita da liga.
receitas TV bundesliga
Do total de marketing em 2016, € 202 milhões são receitas de licenciamento de marca. Há dez anos era apenas € 36 milhões.
E finalmente os estádios, que na última temporada produziram € 528 milhões. A Bundesliga tem a maior média do futebol mundial com 42,4 mil torcedores por jogo.
São quase 13 milhões de torcedores em 306 partidas.
Liga é cada vez mais saudável financeiramente
Se as receitas dos times alemães não param de crescer, o mesmo ocorre com seus lucros. Em 2016, a Bundesliga registrou o maior lucro líquido da sua história, € 206 milhões, aumento de 305%.
O rígido modelo de gestão criado pela liga possibilitou um controle muito eficiente dos gastos dos times e suas dívidas. Somente nos últimos cinco anos os lucros acumulados ultrapassam € 400 milhões.
O controle orçamentário fica claro quando analisados os gastos dos 18 times com salários. O valor alcançou € 1,1 bilhão, um crescimento de apenas 6% em 2016. Bem menor que o aumento das receitas.
Os salários dos atletas representam apenas 33% do faturamento da liga, o menor índice entre todas as ligas da Europa.
E com tudo isso os times ainda investem 3,4% do faturamento nas categorias de base, que consumiram €110 milhões na última temporada. Em uma década os times da Bundesliga investiram mais de € 735 milhões na base.
Já as dívidas somaram € 1,4 bilhão e representam pouco do faturamento da liga. O índice dívida /receita está em 0,45 e há uma década era de 0,61. Os times a cada ano faturam mais e proporcionalmente devem menos.
Pagamento de impostos já somam  € 1,1 bilhão
Enquanto os clubes brasileiros ao longo de décadas sonegaram impostos e contribuições sociais esperando que o Governo os ajudasse, na Alemanha isso não existe. Nenhum time pode sonegar impostos, com o risco de sofrer punições severas.
Em 2016, os times da Bundesliga pagaram ao governo € 953 milhões em impostos e taxas.
Os times da Budesliga 2 outros € 181 milhões, totalizando € 1,1 bilhão pagos pelos 36 times.
O que os clubes brasileiros sonegaram ao longo de décadas e ganharam Refis, Timemania e Profut de presente, os times alemães pagam em um ano de operação.
impostos bundesliga 
Os times da Bundesliga são obrigados a agir como todas as empresas e cidadãos.
Na última década o pagamento de impostos somou quase € 9 bilhões.
Quanto mais as receitas cresceram e os salários subiram, mas impostos e contribuições pagaram
7×1 foi pouco!
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O suicídio diário ao vivo e a cores



Basta acordar e entrar na web para ver que dezenas de jornalistas perdem seus empregos todos os dias. Basta um pouco de bom senso pra notar uma crise sem precedentes no mercado e que as coisas mudaram radicalmente na forma de se levar esporte ao torcedor.
Em pleno 2017, com mil redes sociais e as notícias sem fonte se espalhando desesperadamente em segundos tem gente que ainda quer “cravar” um furo de reportagem achando que isso lhe dará algum fruto. Não mais.
A diferença brutal entre “fechou” e “só falta assinar” é absolutamente ignorada e a cada dia surge mais um não jornalista numa rede qualquer fazendo sem diploma o que nós jurávamos sermos capazes de fazer por termos estudado.   
A web mostrou que se faz tv, rádio e conteúdos diversos sem diploma. A web engoliu as teses sobre influenciadores, emissoras, “culpa do editor”, etc.  Ali, é você, o clube e o torcedor. E ele é doente mas não é burro.
Jadson não fechou com o Corinthians ainda. Se tivesse fechado estava no clube treinando.  Drogba em momento algum passou boletins de como estava sua cabeça pra jornalista brasileiro nenhum, que saiu cravando o cenário com uma convicção irritante.
As aspas, quando faltam, são criadas em entrelinhas. E aí mora a maior burrice que estamos presenciando na história da mídia brasileira.
Enquanto norte-americano enche o rabo de dinheiro porque valoriza o seu, vende entretenimento como entretenimento e minimiza problemas para dar ao consumidor o que ele quer: lazer;  o brasileiro menospreza o produto, expõe todos os problemas, não indica solução pra nenhum deles, vende o peixe do vizinho e no fim do mês reclama que foi demitido.
Senhores, idealistas ou não, sejam ao menos inteligentes. És um negócio e se não fosse, não seria dele que sairia seu sustento. Se é por ideal, faça uma ONG, não um curso de jornalismo.  Como bom negócio, tem que ser bom pra todos. E se no conceito jornalistico ainda é inteligente “destruir”, “menosprezar”, “fazer chacota”, “dar aula do que nunca fez”  e rir quando dá errado, entendam que a crise e as demissões no mercado são como o 7×1 pra alguns de vocês:  foi pouco.
Jornalista escreve pra editor. Ele quer sempre agradar o chefe, ganhar tapinha nas costas no CT e prêmio no fim do ano. A web colocou o jornalista de frente pro torcedor e não mais pro editor. A maioria ainda não entendeu. E por não entender toma muita chuva em busca de um “3 pontos positivos se Deus quiser” toda semana e sai dali puto com o salário.
Não é preciso ser bom ou mau jornalista pra olhar em volta. Temos um produto, vivemos de carrega-lo da fonte ao consumidor final. É simples.
Já gerenciamos um clube? Um departamento de marketing? Um elenco? Temos experiência tática? Alguém nos ensinou como proceder numa negociação envolvendo um jogador internacional?  Não.
Então, com todo respeito, vai se reciclar na Europa e não enche o saco do Renato Portaluppi.
O torcedor nos odeia, os clubes nos odeiam. Os jogadores fogem da gente. E nós não conseguimos mais ampliar o mercado, pelo contrário, só fecham portas.
Será possível que seja tão difícil assim perceber que tem alguma coisa errada?
abs,
RicaPerrone
Rica Perrone é jornalista

Os estádios e arenas são dos povos (reedição)

“De maneira convicta, somos conscientemente a favor da retirada de parte das cadeiras…”

É uma tarefa desafiadora explicar algo de tamanha complexidade e que merece um generoso espaço em poucas linhas. Contudo, é importante revelar que a retirada das cadeiras dos nossos estádios públicos, não é uma reivindicação que tenha nascido dos dirigentes de clubes. Na verdade, é uma antiga solicitação das Organizadas que ganhou corpo a partir do intercâmbio Brasil/Alemanha, gestado pela Coordenadoria de Juventude de Fortaleza, em parceria com a Agência de Cooperação Internacional de Políticas Públicas do Governo Alemão (GIZ). A ideia do intercâmbio é mostrar que as torcidas organizadas não são só violência como se apregoa. 
Gremio-Arena-Foto-Eduardo-Moura_LANIMA20121208_0109_47Arena Grêmio e o local sem cadeiras 
Por ocasião do I Encontro sobre Cultura de Futebol e Torcidas, realizado em 25 de novembro de 2014, como parte integrante do projeto Nossa Torcida é pela Juventude, com as presenças dos secretários de esporte do município de Fortaleza e do Estado do Ceará, além do assessor da Secretaria do Futebol do Ministério do Esporte, Helvécio Araújo, a solicitação de retirada das cadeiras, tanto do Estádio Presidente Vargas quanto do Castelão, foi recebida pelos secretários da Secel e da Sesporte, que ficaram de avaliar a reivindicação das Organizadas. 
7698771.us_omnilife_chivas_estadio_ig_esporte_350_500Local sem cadeiras no Chivas Estádio 
Como se pode notar, juntou-se a fome com a vontade comer. O pedido dos torcedores das organizadas despertou nos gestores públicos e privados a oportunidade de sanarem, pelo menos parcialmente, o antigo problema da quebra das cadeiras e do prejuízo dos clubes. Assim, a ideia ganhou força. Restava, como ainda resta, o desafio do convencimento da opinião pública, discussão que vem sendo realizada. 
estadio-dortmund--644x362Estádio Dortmund e seu local sem cadeiras 
De maneira convicta, somos conscientemente a favor da retirada de parte das cadeiras, e não enxergamos nenhuma razão substancial para que não se dê guarida aos protagonistas de algo que pode voltar a ser outro espetáculo dentro do espetáculo maior que é o jogo. O arcabouço das razões alegadas para o não atendimento do que virou um coro de torcedores organizados e dirigentes, mostra-se fragilíssimo, além de um arrazoado frívolo e preconceituoso. Afinal, as opiniões precisam levar em conta as variáveis de um problema, bem como as implicações da decisão tomada a guisa de solução, seja a favor, seja contra. É importante que seja considerado que nos estádios e arenas multiuso, lugares há em que a estética pode ser privilegiada, mas não se deve impor nem privilegiar nos demais locais desses equipamentos, especialmente quando públicos, nem a priorização da visão estética nem a do elitismo. Desse ponto de vista, vale lembrar que é função desses equipamentos públicos serem funcionais e inclusivos, até porque não lhes são finalidades últimas a contemplação e a ostentação. Essencial é que eles expressem a pluralidade de classes sociais existentes em nossa sociedade, posto que esta é a concepção para os quais foram concebidos. 
Outro fator que devemos levar em conta, é que as atuais praças esportivas ou arenas pré Copa, deveriam ter passado por um processo de adequação ou readequação à nossa cultura futebolística, possibilidade teorizada, mas não implementada. E se consentimos que elas temporariamente fossem da Fifa, por que não podemos retomá-las para nós, adequando-as às nossas realidades e idiossincrasias?
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quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Futebol brasileiro está horrível, mas a CBF só pensa na seleção, diz Autuori

LUIZ COSENZO
DE SÃO PAULO

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Não é só a voz grave, a fala mansa e o vocabulário extenso que diferenciam Paulo Autuori, 60, de outros técnicos do futebol brasileiro.

O técnico do Atlético-PR, que estreia na Libertadores nesta quarta (1º), ás 21h45, contra o Millonarios (COL), também tem opiniões que fogem do senso comum.
Crítico à atual gestão a frente da CBF, ele diz, em entrevista à Folha, que o futebol brasileiro vive um péssimo momento, a despeito do sucesso da seleção de Tite.

"A minha crítica à CBF é que ela não pensa e não trabalha o futebol brasileiro como deveria. Ela acha que se a seleção vai bem, está tudo bem. Mas não está, está tudo horrível ", diz Autuori.
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Folha - Você já trabalhou em seis países e dirigiu grandes equipes do Brasil. Como é trabalhar no Atlético-PR?
Paulo Autuori - Ouvia falar muita coisa de fora e posso falar que é uma gestão que não tem igual no Brasil. Ela vê o todo, tem os pés no chão. Impressiona a infraestrutura, a organização e a metodologia. Não estou falando em defesa [do clube]. Ele oferece a melhor condição para todo o futebol, e não apenas para a equipe principal. O Atlético-PR me propôs aquilo que eu queria. A ideia é brigar por títulos, mas de uma maneira coerente, sem dilapidar o patrimônio do clube.

Como você analisa o nível do último Brasileiro?
De médio para baixo, mas a culpa não é só dos técnicos, nem dos jogadores e nem dos dirigentes isoladamente. Existe um grande vilão, que é o nosso calendário, que limita e condiciona uma série de fatores no futebol brasileiro.

O que a CBF poderia fazer para melhorar o futebol brasileiro?
A minha crítica à CBF é que ela não pensa e não trabalha o futebol brasileiro como deveria. O problema dela é seleção. Ela acha que se a seleção vai bem, está tudo bem. Mas não está, está tudo horrível. O Tite está fazendo um bom trabalho, mas isso não mudou em nada o nosso futebol.

Se pensarmos em desenvolver um trabalho benfeito, patrocínio não vai faltar. Não falta agora, com os escândalos que têm, com um presidente que não pode sair do país e o outro que está preso nos EUA. Essa é a nossa realidade.

Nós do futebol temos que ter a coragem de falar as coisas como devem ser faladas. Todos nós temos uma dívida grande com o esporte. Somos o que somos em virtude do que conquistamos no futebol.

Se recebesse um convite, aceitaria trabalhar na CBF?
No futuro, gostaria de participar de um grupo que poderia ajudar, pensar, fortalecer o futebol brasileiro. Com essa direção da CBF, quero distância. Conceitualmente, existe uma divergência total. Temos pessoas habilitadas para ser presidente da CBF. O que temos que ter ali é a figura de um ex-atleta preparado, capacitado e que possa representar o país no exterior.

Os treinadores brasileiros estão defasados?
Ficamos defasados conceitualmente sim, mas por uma série de motivos. Um deles é que ficamos acomodados por ter que jogar quase diariamente e não precisar ir a campo para desenvolver treinos mais complexos. Com isso, o treino ficou mais na base da conversa, da bola parada, já que não temos tempo para treinar. Paramos conceitualmente porque fomos induzidos a isso.
A culpa não é apenas dos técnicos, mas do calendário também. Antes, ele permitia que os clubes excursionassem na Europa, e isso já dava a possibilidade de entender o que acontecia por lá. Tínhamos aquela ideia que éramos cinco vezes campeões do mundo. Depois da Copa do Mundo começamos a entender a importância de estudar.

Como você vê a safra de novos jogadores no país?
Temos que entender que o futebol mudou. Não posso comparar e fazer julgamentos hoje como fazia anteriormente. Tenho 60 anos e vi uma geração de grandes jogadores, tive esse privilégio. Tenho saudade, principalmente de como era o jogo. O craque hoje não pode ser o craque que era no passado. Continuamos em relação ao mundo do futebol com uma quantidade de grandes jogadores. Por isso, os outros países querem pegar cada vez mais jogadores novos e levarem para formar com uma realidade diferente daquela que fazemos.

Aqui não respeitamos o processo de formação porque você quer ganhar já nas categorias de base e, ao querer ganhar, você quer chegar de qualquer maneira e começa a ferir as ideias iniciais que você tinha.

Os jogadores brasileiros são individualistas?
Não posso falar disso citando apenas jogadores. Não consigo analisar e pensar o futebol sem abordar alguns aspectos sociais, antropológicos e filosóficos. As pessoas que fazem o futebol hoje são da nossa sociedade, com seus maus hábitos, com má educação, com vícios que nos temos. Isso reflete dentro de campo. Não podemos pegar o futebol e isolá-lo.

Quando você fala para um jogador parar a jogada é mais simples do que quando você pede para ele um trabalho em equipe, o que é mais complexo. São situações que ocorrem mais aqui no Brasil.

O futebol é um jogo que é feito de movimentos nas ações defensivas, ofensivas. Vejo muita pouca gente falar de harmonia desses movimentos. Esses movimentos tem que ter interação. Dentro do jogo temos sempre alguma parceria. É o lateral direito com o zagueiro central e com o meio campo pela direita. São pequenas sociedades. Tivemos sempre isso no futebol brasileiro, mas ao longo do tempo foi diluído. O futebol brasileiro sempre trabalhou em seus grandes momentos em triangulações, em posse de bola. Era muito mais coletivo do que é hoje.

Como é o Autuori como treinador?
A minha primeira preocupação na vida é com a pessoa. Portanto, não me decepciono com eles porque não espero nada deles. Eu tenho que dar. Jamais vou mudar aquilo que penso ou que sou em função da maneira como eles se comportam ou esperam de mim alguma coisa. Minha primeira preocupação é essa.

Sou um gestor de pessoas, o que não é uma coisa fácil. Além do profissional, tenho que gerir meus atletas como pessoas para que eles possam render minimamente como profissionais. Por isso, penso futebol em todos os sentidos. Sempre procuro analisar não somente o clube onde estou, a minha atividade, mas também a atividade como um todo. Ao mesmo tempo sou um cara crítico comigo mesmo e, por consequência, sou crítico com a atividade que exerço.

Como treinador sempre procurei fazer com que as minhas equipes pudessem tentar principalmente desfrutar o jogo, jogar futebol, mas muitas vezes não foi possível porque a vida é assim. Você vive entre o sim e o não, entre alegrias e tristezas, entre vitórias e derrotas. Você tem que atingir o nível equilibrado de viver entre esses extremos.

Todo o jogador com o qual eu trabalhei sabe perfeitamente que jamais quero uma equipe preguiçosa. Quero que todos na minha equipe tenham funções, saibam em que zona do campo deveriam estar.

Keiny Andrade - 11.nov.2005/Folhapress
Treino do Sao Paulo, no CT da Barra Funda. O time treina para enfrentar o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro. Sao Paulo/SP Data: 11.11.2005 Foto: Keiny Andrade/Folha Imagem
Paulo Autuori e Rogério Ceni, em treino do São Paulo em 2005


Você já trabalhou com o Rogério Ceni. Como viu a escolha dele como técnico do São Paulo?
Quem conviveu com ele podia perceber que pela liderança, pela capacidade de entender e interpretar o jogo e pela leitura que fazia que era natural que ele seguiria esse caminho. E o início já é no topo. É importante ele entender que são situações completamente distintas ter sido jogador e vir a ser treinador. A base ele tem de sobra, as características ele tem de sobra e agora precisa desenvolver isso e só o tempo vai permitir essa evolução.

A maior dificuldade que ele vai encontrar é a sensação de impotência, que acontece quando você depende de terceiros. Na carreira de treinador, você trabalha todos os dias querendo que no dia do jogo o grupo como um todo possa interpretar aquilo que você desenvolveu durante a semana, mas muitas vezes isso não acontece por várias motivos e muitos deles fogem do seu controle. É aí que te dá a sensação de impotência.

RAIO-X

Nascimento
25.ago.1956 (60 anos), no Rio

Principais clubes
> Botafogo
> Vitória de Guimarães (POR)
> Boavista (POR)
> Marítimo (POR)
> Cruzeiro
> Flamengo
> Internacional
> Santos
> Alianza Lima (PER)
> Sporting Cristal (PER)
> Kashima Antlers (JAP)
> Vasco
> São Paulo
> Atlético-MG
> Grêmio
> Atlético-PR

Principais títulos
> Campeonato Brasileiro-1995 (Botafogo)
> Libertadores-1997 (Cruzeiro)
> Libertadores-2005 (São Paulo)
> Mundial de Clubes-2005 (São Paulo)

NA TV
Atlético-PR x Millonarios
21h45 Globo (para PR) e SporTV 

Crefisa dá R$ 1,3 mi à Mancha via Lei Rouanet em meio à disputa política

DANILO LAVIERI
JOSÉ EDGAR DE MATOS
DO UOL 

O Grêmio Recreativo e Escola de Samba Mancha Verde, braço de uma das torcidas organizadas do Palmeiras, contará com o aporte financeiro da Crefisa para o Carnaval deste ano. A principal patrocinadora do clube usou os recursos da Lei Rouanet para destinar R$ 1,3 milhão para ajudar o desfile da agremiação.

O valor direcionado para a escola de samba, confirmado pela reportagem em consulta ao Ministério da Cultura, faz parte do projeto solicitado pela Mancha; desde 2013, a escola de samba ligada à organizada utiliza-se do suporte da Lei Rouanet para ajudar no Carnaval.

Este é o segundo incentivo do grupo de José Roberto Lamacchia e Leila Pereira à Mancha Verde. Em abril do ano passado –após o Carnaval de 2016–, de acordo com dados do MinC, a Crefisa cedeu R$ 250 mil via Lei Rouanet.


Para 2017, a Mancha Verde obteve a aprovação de R$ 1.303.900 para a 'produção e realização do desfile no Carnaval de São Paulo'. A Crefisa, até agora, é a única apoiadora do desfile e tratou de quase totalizar a quantia liberada para o projeto da escola de samba.

A Crefisa, procurada pela escola de samba para apoiar o projeto, tratou de liberar o incentivo financeiro em 12 de dezembro, ainda durante os últimos dias da gestão de Paulo Nobre, que havia acabado com as relações entre clube e as organizadas.
Foi nesta mesma época que a escola de samba manifestara o incentivo à eleição de Leila Pereira ao Conselho Deliberativo do Palmeiras. Paulo Nobre, três dias após a Crefisa confirmar o incentivo à Mancha, tentou frear a candidatura (confira, abaixo da reportagem, o manifesto favorável da agremiação à proprietária da patrocinadora palmeirense).

Diante da relação aproximada nos últimos dois meses, a Crefisa se dispôs a apoiar o projeto da Mancha Verde.

Segundo a empresa, a escola de samba ligada à torcida do Palmeiras foi a única a procurar o apoio da Crefisa para os desfiles deste ano. Leila e José Roberto Lamacchia têm comparecido em ensaios para o Carnaval 2017.

LEI ROUANET

O projeto de captação de recursos da Mancha Verde foi aprovado pelo Ministério da Cultura em novembro do ano passado. Tornou-se comum a prática de agremiações deste porte usarem os recursos da Lei Rouanet para inflar os recursos para o Carnaval.

Como contrapartida ao investimento em um projeto cultural - no caso, o carnaval da escola de samba ligada à organizada palmeirense -, o valor entregue pela empresa de Leila Pereira e José Roberto Lamacchia (R$ 1,3 milhão) será abatido nos impostos devidos ao Governo Federal.

Risco real
Leila Pereira lança oficialmente a sua candidatura ao Conselho Deliberativo do Palmeiras nesta quarta-feira (1), em festa no centro de São Paulo. Inicialmente, o evento contaria justamente com uma festa comandada pela bateria da Mancha Verde. O show, no entanto, foi cancelado.

A intenção de Leila de entrar no conselho palmeirense, agora, corre riscos de forma oficial. Um grupo de sócios do Palmeiras registrou um pedido de impugnação à candidatura dela ao Conselho do clube. 

Panfleto de divulgação da candidatura de Leila Pereira
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