Colunista Christian Barbosa analisa os perigo de vivermos desconectados da vida real
A partir do dia 19 de julho, todos os celulares da área 11 passarão a ter nove dígitos. O motivo da mudança é o aumento da capacidade de números, que passará dos atuais 37 milhões para 90 milhões. Todo mundo sabe que ter e manter um celular está cada vez mais acessível hoje em dia e isso acaba se revelando nessa avalanche de aparelhos e linhas existentes.
A questão é que as pessoas estão perdendo o controle na forma de utilizar os aparelhos, especialmente os smartphones – com acesso a internet e redes sociais. Quem tem um, sabe da necessidade inconsciente e viciante de após sair uns 10 minutos para almoçar, clicar no botão Enviar/Receber para checar seus e-mails. Eu já me peguei fazendo isso diversas vezes, muitas pessoas já me falaram que fazem isso. Por que, se acabamos de ver os e-mails? É o vício que a tecnologia gera.
Em meu novo livro "Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer?", aponto como é chocante constatar quão conectadas estão as pessoas hoje em dia a seus smartphones, tablets, suas redes sociais, e-mail e toda essa tecnologia com a qual nos habituamos a viver. Vivemos conectados, mas será que estamos de fato conectados com o que verdadeiramente importa?
Pense no seu ambiente de trabalho, nas pessoas mais estressadas que se empenham durante longas jornadas. A maioria delas abdicou da vida pessoal, não consegue tempo para se dedicar a um esporte, nem a si mesma. Algumas até ganham dinheiro, mas não têm tempo para usá-lo em benefício próprio, vivem dependentes do e-mail, do smartphone, estão literalmente tão "conectadas" com essa vida de escravo que se desconectaram da vida real!
Imagem: Thinkstock
Em reuniões de famílias e amigos é fácil identificarmos uma ou duas pessoas completamente ausentes das conversas, mergulhadas em seu mundo particular de e-mails e mensagens. Até mesmo casais pouco se falam em seus encontros.
Utilizando como simbologia o filme Matrix, que tem tudo a ver com gestão de tempo, percebemos que muitas pessoas estão presas na Matriz da Vida, vivendo como se fossem robôs comandados por qualquer coisa além de sua própria vontade, que foi substituída pelo estresse e pela falta de sentido
E se você ainda não tem um smartphone, fique tranquilo, que isso é temporário. Os pesquisadores acreditam que até 2015 todos os celulares terão algum tipo de conexão com e-mail/internet.
Não podemos negar que o uso de smartphones, notebooks, netbooks etc. ajudou a aumentar a produtividade. Porém, podem nos fazer trabalhar muito mais, sem a metodologia certa! Método é mais importante que ferramenta. Nunca se esqueça disso!
Aproveitando, elenco abaixo 10 dicas para você não perder tempo com outro grande vilão nesse âmbito: as redes sociais.
1 – Seja seletivo nas suas redes – Quantidade de redes não é qualidade. Para que participar de redes sociais que não sejam relevantes? O ideal é focar nas principais redes onde seus amigos e interesses estão localizados. Eu por exemplo, uso apenas 4 redes (Facebook, LinkedIn, Twitter e Orkut -> nessa ordem de importância).
2 – Cancele e-mails de notificações – Todas as redes permitem configurar o aviso de recebimento de e-mails, o melhor é cancelar todos, assim você comanda a rede e acessa quando quiser, caso contrário vai ser difícil controlar a vontade de saber porque você foi "taggeado" na foto da sua amiga.
3 – Determine um foco nas redes – Quem tenta agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo se complica com um dos lados. Crie uma estratégia para cada rede que você tiver, por exemplo, se você for utilizar o twitter para fins profissionais, não misture com coisas pessoais. Muitas empresas utilizam as redes sociais na hora de contratar um profissional e vai pegar muito mal se houver fotos suas bêbado depois da balada. Mantenha coerência no perfil que você definir, com fotos, textos e comentários! Muita gente tem se queimado sem perceber por falta de estratégia!
4 – Determine horários – Eu não sou contra ver seu Facebook durante o horário de expediente, sou contra o abuso desse uso. Utilize seus horários antes ou após o expediente e seu horário de almoço para caso queira acessar as redes no trabalho para fins pessoais. Eu costumo ver e responder minhas redes no final do dia, em casa.
5 – Siga poucas pessoas, mas relevantes – Para que seguir gente que não tem nada a ver ou que o conteúdo se tornou irrelevante? Faça uma dieta de pessoas que você segue, repare nos próximos dias quem não tem agregado valor e simplesmente deixe de seguir esta pessoa.
6 – Utilize agregadores – Existem sites e softwares que permitem centralizar suas redes sociais ou atualizar a partir de um único post. Eu tenho utilizado o Tweetdeck que me permite atualizar meu Facebook, Twitter e Linkedin de uma só vez. Um site que vale a pena dar uma olhada é o http://www.threadsy.com/ que junta e-mails e suas redes em um só lugar.
7 – Seja relevante nas suas redes – As pessoas gostam de seguir pessoas que fornecem um conteúdo relevante, na medida certa e com periodicidade. Aquele chato que "twitta" muito de uma vez só, acaba perdendo seguidores. E o que "twitta" posts dizendo que acordou de mau humor também não agrega.
8 – Aproveite seu tempo de espera – Eu gosto muito de atualizar minhas redes quanto estou no aeroporto ou esperando para começar um evento. Aproveitar esse tempinho é muito válido desde que seu celular ou tablet estejam habilitados para tal. Existem centenas de softwares para esses dispositivos que mandam muito bem!
9 – Rede social não requer "real time answer" – Não sinta-se obrigado a responder uma mensagem na mesma hora que a pessoa te enviou. Se fosse urgente de verdade, ela encontraria outra forma de falar com você. Se você cria esse péssimo hábito de responder assim que chega, além de acostumar mal as pessoas, vai perder muito tempo desnecessariamente!
10 – Existe vida lá fora – Não é porque a vida social se tornou digital que você vai se esconder atrás de um computador em seus relacionamentos. É preciso reservar um tempo para estar junto com os amigos e família presencialmente!
Por Christian Barbosa/ Administradores.com.br
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Sinopse
"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."
CALOUROS DO AR FC
terça-feira, maio 22, 2012
10 dicas para não perder tempo com as redes sociais
segunda-feira, maio 21, 2012
Com telão, Sport cria nova propriedade comercial
RODRIGO CAPELO
Da Máquina do Esporte, São Paulo - SPHá quatro cotas abertas para anúncios; uma já foi ocupada por Toyolex
No empate por 1 a 1 com o Flamengo, o Sport voltou à primeira divisão do Campeonato Brasileiro, depois de conseguir o acesso na temporada anterior. E a partida inaugural dos pernambucanos também serviu para estrear novo telão, instalado no estádio Ilha do Retiro.
O propósito do equipamento é informar o resultado do jogo, mostrar escalação e substituições, enfim, assuntos ligados ao jogo em si, mas ele também irá ajudar a aumentar as receitas do clube. Há cotas abertas para que empresas anunciem no novo telão.
A princípio, haverá espaço para quatro companhias fazerem inserções, e um deles já está fechado, para a Toyolex. As outras três cotas seguem em negociação. O entorno do telão, bem como já acontecia antes, permanece com a marca da Coca-Cola.
"O telão também irá nos ajudar a fazer ações de relacionamento com a torcida antes, durante e depois das partidas. Na estreia, ele já mostrou o aquecimento dos jogadores, mas queremos aumentar esse conteúdo", conta Sid Vasconcelos, diretor de marketing do time.
O uso desses equipamentos para fins comerciais também é explorado por outras equipes da elite brasileira. O Vasco inaugurou recentemente um novo telão, financiado com auxílio da Ambev, e o Santos também já havia investido em um em parceria da Semp Toshiba.
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Brasileiro de 2012 inicia com Ibope menor que 2011
RODRIGO CAPELO
Da Máquina do Esporte, São Paulo – SPPartida inaugural de 2012 teve ainda menos audiência que a de 2011O Campeonato Brasileiro de 2012 começou no último domingo, com a ida do São Paulo ao Rio de Janeiro para enfrentar o Botafogo. Os paulistas acabaram goleados por 4 a 2, após o argentino Herrera marcar três gols, e voltaram para casa como penúltimos da competição. E na audiência, novo revés, dessa vez para a Globo. A edição deste ano começou ainda mais baixa no Ibope do que a de 2011.
Com a goleada botafoguense sobre os são-paulinos, transmitida a partir das 16h de domingo, a emissora carioca obteve 17 pontos de audiência, enquanto a Bandeirantes levou quatro pontos. Quando somados os desempenhos de ambos os canais, a partida inaugural do Brasileiro de 2012 teve share de 42% em relação aquele horário, isto é, quatro televisões entre dez sintonizadas nessa programação.
A estreia do torneio em 2011 tampouco foi animadora, em função de ser uma fase bastante preliminar, mas a vitória do Corinthians por 2 a 1 sobre o Grêmio havia registrado 18 pontos na Globo, sete na Band e participação de 48% entre todas as televisões ligadas. Apenas para contextualizar, o último jogo, no qual o Corinthians foi campeão, deu 29 pontos na Globo, 12 na Band e share acumulado de 70%.
Os 17 pontos indicados pelo Ibope no último domingo são baixos até para o patamar frequentado pelo São Paulo, quando desconsideradas comparações com rivais. Em 2011, o pior resultado havia sido obtido em duas ocasiões, quando venceu o Ceará no início do campeonato e quando empatou com o Vasco: 18 pontos. A melhor média são-paulina nesse indicador foram 22 pontos em clássico com o Santos.
Cada ponto no Ibope é equivalente a 58.300 domicílios sintonizados. Os dados da medição consideram apenas a audiência de São Paulo, região de referência para o mercado publicitário.
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domingo, maio 20, 2012
Neymar supera Messi em ranking de potencial de marketing
REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, São Paulo - SP
A pergunta é recorrente em entrevistas coletivas do atacante brasileiro Neymar, e ele sempre responde que está longe de poder ser comparado ao argentino Lionel Messi, eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo nas últimas três temporadas. Em potencial de marketing, contudo, a realidade é bem diferente.
Estudo publicado nesta sexta-feira pela revista britânica “Sportspro” identificou Neymar como o atleta com maior potencial de marketing no mundo atualmente. O brasileiro venceu a pesquisa por atributos como idade, perfil e desempenho.
“Neymar é uma verdadeira tempestade: jovem, talentoso e com uma Olimpíada e uma Copa do Mundo em um futuro próximo. Ele já é uma estrela no Brasil, país que tem uma das economias mais fortes do mundo”, disse David Cushnan, editor da publicação.
Messi também foi superado pelo golfista Rory McIlroy, da Irlanda do Norte. O atleta de 23 anos é namorado da tenista dinamarquesa Caroline Wozniacki.
A terceira posição do ranking foi ocupada por Messi, que superou nomes como Usain Bolt (atletismo, quarto), Cristiano Ronaldo (futebol, quinto), Blake Griffin (basquete, sexto), Novak Djokovic (tênis, sétimo) e Sebastian Vettel (automobilismo, oitavo).
Seleção brasileira: futebol de hoje x futebol de ontem
O que pode ser feito imediatamente para mudar o futebol de amanhã?Alberto Tenan* / Universidade do FutebolO que é que dita as tendências do treinamento no futebol mundial? Em minha opinião, é o resultado das competições futebolísticas de maior impacto. Após os resultados dessas competições, procura-se ver o que foi feito pelos mais bem colocados para atingir o sucesso e os demais clubes e seleções tentam se adaptar às “últimas tendências” para ter mais chances de vencer a próxima edição; afinal, todos querem vencer!
Estamos em 2012 e atualmente a seleção campeã do mundo é a Espanha. O clube campeão da última edição da Champions League e da Copa do Mundo de Clubes é o espanhol Barcelona. Portanto, é a Espanha que dita as tendências do treinamento de futebol hoje.
Esses resultados não caíram do céu. Em 1971, os dirigentes do Barcelona fizeram uma escolha que tornou tudo isto possível – contrataram o então treinador do Ajax, o holandês Rinus Michels. E muita coisa estava para mudar.
Vou agora falar de seleção brasileira, pentacampeã do mundo! O Brasil dominava futebol até 1962. Então, a Copa de 1966 na Inglaterra foi, para a seleção brasileira, o divisor de águas, já que até hoje prioriza o físico (com as devidas evoluções tecnólogicas, biomecânicas, fisiológicas, etc.) em relação às outras componentes.
O Mundial foi vencido pela Inglaterra, tendo como vice-campeã a Alemanha e a terceira colocada foi a antiga União Soviética. Descobriu-se que essas três seleções preparavam fisicamente seus jogadores através de “circuitos” físicos.
O Brasil comprou a ideia… diversos profissionais brasileiros foram para a Europa acompanhar de perto a novidade. Resultado: a técnica brasileira somada com a preparação física europeia (na época) deu resultado e, na Copa de 1970, no México, o Brasil voltava a ditar as tendências do futebol mundial!
Até então, para o futebol da época, a nova fórmula brasileira era perfeita. Porém, o futebol vai mudando… Para mim, o início da ascensão espanhola e o início do “declínio” brasileiro (já explico o declínio entre aspas) aconteceram na década de 70, quando em 1971 os dirigentes do Barcelona “enxergaram” na filosofia do holandês Rinus Michels o “futebol do futuro” e o deixaram no comando da equipe catalã. Com isso, a semente do “Futebol Total” estava plantada no Barça e consequentemente na Espanha, o que, para mim, fez evoluir os jogadores espanhóis, que jogavam uma liga nacional que já contava (como até hoje conta) com grandes jogadores oriundos de outras partes do mundo.
O Brasil e o resto do mundo tiveram a chance de comprar a ideia em 1974 (para mim, este é o divisor de águas), quando, na Copa do Mundo vencida pela Alemanha, o mundo conheceu o “Carrossel Holandês” e os conceitos do “Futebol Total” implantados por Rinus Michels. Porém, como a Alemanha venceu e todos querem vencer, o futebol mundial ficou mais físico do que nunca!
Vamos agora ao “declínio” da seleção brasileira. Ele iniciou-se em 1974? E os Mundiais de 1994, 1998 e 2002? Eis a (minha) resposta.
Bem, após o triunfo brasileiro na Copa de 70, vieram as Copas de 1974 (meu divisor de águas), 1978, 1982, 1986, 1990, até que o Brasil foi campeão novamente em 1994, na Copa do Mundo nos Estados Unidos. O futebol estava diferente, menos técnico, mais físico (mais feio?), mesmo assim, nossa técnica ainda fazia a diferença no mundo. Vamos adiante, 1998 e... em 2002, ganhamos de novo: “estamos no caminho certo, voltamos a dominar o mundo”!
Nossa técnica (gradativamente menor), aliada ao nosso físico impecável, ainda era suficiente para vencer e todos querem vencer!
Avancemos no tempo: Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, ou devo dizer a Copa mais “feia” da história? Tenho meus motivos: o zagueiro italiano Cannavaro foi eleito o melhor jogador do Mundial e o lance que marcou o jogo final foi uma expulsão, não um gol, ou um lance bonito… concordam que o futebol foi ficando mais feio?
Enfim, o futebol continuou mudando e a Espanha de “pouca tradição” nos Mundiais foi ganhando seu espaço, fazendo boas campanhas no cenário europeu e mundial. Venceu a Euro 2008 e em 2010 ganhou sua primeira Copa, na África do Sul, jogando um bom futebol. O Brasil, com a sua técnica (menor que em 2006) e seu “vigor físico” (o melhor da história), que dominava o futebol mundial com certa vantagem, perdeu a sua hegemonia… mas ainda queremos vencer!
Eu me pergunto diariamente: se o Brasil em 1974 tivesse comprado a ideia da Holanda e aliado sua técnica ao “Futebol Total” em vez de ter ido pelo caminho físico (inglês, alemão, russo…), as Copas de 1978, 1982, 1986 e 1990 teriam passado em branco? Não sabemos, mas acho que ainda dominaríamos o mundo.
O que nos manteve no topo do ranking da Fifa até 2006 não foi a opção de priorizar o físico em 1966, mas sim a forte cultura futebolística brasileira, os jogos de rua, o número de praticantes, a “fartura” de matéria-prima (já que os jogadores são um produto) que nenhum outro país do mundo tem.
Somos obrigados a concordar com o espanhol Pepe Guardiola quando diz sobre o Barcelona: "O que tentamos fazer é tocar a bola o mais rápido possível. Na verdade, é o que o Brasil sempre fez, segundo me contavam meus pais e meus avós". É verdade, o Brasil foi “perdendo” seu bom futebol ao longo dos anos e perdeu posições no ranking da Fifa.
A Espanha começou de baixo (não se classificou para o Mundial de 1974), se estruturou e está mais forte do que nunca. O Brasil, que esteve no topo em 2002, (como 10 anos passam rápido!), está parado no tempo (para mim, desde 1974). A Copa de 2014 está se aproximando, o Barcelona e a Espanha estão no topo e continuam evoluindo.
E o Brasil de hoje? Tenho receio só de pensar na resposta, mas ainda temos chances de vencer! Temos dois caminhos: o primeiro e mais conveniente é torcer para os craques da vez “estarem inspirados” e trazerem a taça; caso isso não aconteça, podemos novamente culpar os “vilões” (normalmente o treinador e alguns jogadores) pelo fracasso. O segundo e mais trabalhoso é enxergar que ficamos para trás e temos que (como o resto do mundo) nos adaptar às “últimas” tendências futebolísticas.
Eu, em 2012, falar sobre o melhor caminho a ser seguido em 1974, foi muito fácil; o difícil vai ser mudar hoje, para dominar o futebol de amanhã, como fez muito bem a Espanha alguns anos atrás…
Bibliografia
MICHELS, R. Team building the road to success. Reedswain Publishing: 2001. www.fifa.com
*Alberto Tenan é mestrando em Treino Desportivo (ULHT – Lisboa).Tags: história, Setor Técnico, seleção brasileira, barcelona, espanha, preparação física, treinamento esportivo
Marcos Medina, diretor de comunicação do Ceará Sporting Club
Especialista em gerência de rede e telecomunicações fala do trabalho com a mídia e ações de marketingBruno CamarãoPaulo César Gusmão, ou simplesmente PC, ficou no coração de grande parte da torcida do Ceará por ter sido o comandante do grupo que ascendeu o clube nordestino à elite do futebol nacional depois de um período de 16 anos disputando a segunda divisão do Campeonato Brasileiro. Em 2012, o treinador voltou à capital cearense, onde já triunfou no Estadual. Agora, na “velha casa”, pretende construir mais um capítulo de sucesso. Dentro e fora de campo.
PC aparece na capa da sétima edição da “1914”, revista oficial alvinegra, destinada aos sócio-torcedores. Na VozãoTV, canal da agremiação no Youtube, ele transmite ao lado do goleiro Fernando Henrique, um dos ídolos atuais, uma mensagem de confiança. O foco: a Série B, que tem início nesta sexta-feira.
Seja de uma ação, como de outra, o planejamento estratégico e a execução têm o suporte de Marcos Medina, diretor de comunicação do Ceará. Formado em Administração e pós-graduado em Gerência de Rede e Telecomunicações, é ele, ao lado de dois outros profissionais, que comanda o departamento.
“O clube está ciente da motivação por parte da torcida com a chegada do treinador e o objetivo de todos nós é mobilizar cada vez mais ações que nos deixem mais próximos dos torcedores, fortalecendo nossa marca”, explica Medina.
Ele está no ambiente do futebol desde 2004, quando auxiliou na criação do sócio-torcedor administrado pelo Projeto Ceará 2000, movimento que tinha como objetivo potencializar a estrutura física existente em Porangussu, local da sede.
A captação de recursos para melhoria do patrimônio do Ceará foi uma das principais metas do projeto, com a realização de sorteios, bingos, rifas, etc. – melhorias em iluminação, pintura, gramado, alambrados e vestiários foram alguns dos pontos.
Apesar de estar em patamar mais desenvolvido, o clube ainda não conta, por exemplo, com um departamento de marketing. Como explica Medina, as ações são planejadas juntamente com o departamento social e a comunicação do clube, que organizam coletivamente todos os eventos relacionados.
“Enquanto o Social se dedica às atrações e promoções para o torcedor, a Comunicação assume a função de divulgar o evento, utilizando sempre as redes sociais e os órgãos de imprensa”, comenta.
Nesta entrevista concedida à Universidade do Futebol, Medina fala ainda sobre sua participação no maior evento de mídias sociais do Nordeste e qual é o manual de conduta que atletas e dirigentes recebem para se expressar em órgão de imprensa e redes de relacionamento.
Torcedor assumido do Ceará, o humorista Tom Cavalcante é uma das estrelas da campanha "Sou Mais"
Universidade do Futebol – Qual é a sua formação acadêmica e como se deu seu ingresso no ambiente profissional do futebol?
Marcos Medina – Sou formado em Administração no Instituto de Ensino Superior do Estado do Ceará (2004) e pós-graduado em Gerência de Rede e Telecomunicações, na Faculdade Evolução (2006).
Entrei no futebol profissional por intermédio da internet, em 2004, quando ajudei o Projeto Ceará 2000 na criação do programa de sócio-torcedor do clube – fiz gratuitamente o site para adesão dos torcedores alvinegros.
O Projeto Ceará 2000 atua cuidando do patrimônio da agremiação e administra o Centro Cultural, uma espécie de memorial com troféus e registros de conquistas do Ceará.
Entenda mais sobre o Projeto Ceará 2000
Universidade do Futebol – Você é o atual diretor de comunicação do Ceará. Fale um pouco sobre suas funções e o cotidiano de trabalho no clube.
Marcos Medina – A comunicação é um campo muito vasto e nós sempre temos que estar “antenados” em relação ao que está sendo divulgado. Fico monitorando e avaliando tudo o que é informado nos veículos, levando o nome do Ceará Sporting Club.
Prezamos sempre pela boa imagem do clube e trabalhamos pensando neste aspecto.
Além de coordenar a divulgação de projetos/eventos do clube, sou responsável pela distribuição de pautas diárias, que credenciam cada vez mais o site oficial do clube como um dos mais bem atualizados da região Nordeste.
Além disso, promoções e sorteios através das nossas redes sociais também passam pela minha coordenação.
Por intermédio do site oficial, em especial, o Ceará convoca sua torcida para participar dos sorteios da Timemania e do É Gol
Universidade do Futebol – Quantas pessoas estão envolvidas no departamento?
Marcos Medina – Trabalhamos em três profissionais: um assessor de imprensa, um fotógrafo e eu.
Universidade do Futebol – Como se dá a integração entre as ações desenvolvidas pela sua equipe e a diretoria, bem como o departamento de marketing alvinegro?
Marcos Medina – O Ceará ainda não tem um departamento de marketing; então, as ações são planejadas juntamente com o departamento social e a comunicação do clube, que juntos organizam todos os eventos relacionados.
Enquanto o Social se dedica às atrações e promoções para o torcedor, a Comunicação assume a função de divulgar o evento, utilizando sempre as redes sociais e os órgãos de imprensa.
Carreata da Vitória, após o título cearense conquistado sobre o rival Fortaleza: mais uma ação organizada pelo departamento de comunicação do clube
Universidade do Futebol – O Ceará passou a controlar diretamente o seu programa de sócio-torcedor. Que mudanças práticas ocorreram com o fim da parceria com a empresa Stadia?
Marcos Medina – A principal mudança foi a redução de custos para manter o programa e uma integração e participação maiores dos departamentos.
Ceará assume sócio-torcedor e desloca diretor
Universidade do Futebol – A VozãoTV, na internet, vem apresentando novos vídeos, mais bem produzidos, relacionando ídolos atuais do Ceará ao conceito “Alvinegro não foge à luta”. Poderia explicar um pouco mais sobre esse planejamento estratégico?
Marcos Medina – Todos os vídeos são produzidos pelo departamento de comunicação, e sempre procuramos passar uma mensagem positiva e de incentivo para o torcedor alvinegro.
A intenção na produção de vídeos é também sempre levar ao torcedor motivação para os jogos e conhecimento pessoal de alguns atletas, já que também produzimos vídeos individuais, no campo de entrevistas.
Universidade do Futebol – O Paulo César Gusmão, treinador que comandou a equipe no acesso à Série A do Campeonato Brasileiro em 2009, voltou ao Ceará com uma receptividade muito positiva por boa parte da torcida. O clube já traça algumas ações ligadas à comunicação e ao marketing com a participação dele?
Marcos Medina – Sim, estamos preparando uma campanha publicitária na TV que terá a participação de dois atletas e o PC Gusmão.
O clube está ciente da motivação por parte da torcida com a chegada do treinador e o objetivo de todos nós é mobilizar cada vez mais ações que nos deixem mais próximos dos torcedores, fortalecendo nossa marca.
Universidade do Futebol – Qual é a grande diferença em se realizar um projeto de comunicação quando o clube está na elite nacional e encara as maiores forças para o atual momento, em que novamente disputará a Série B? Digo em aspectos de fluxo de trabalho, projeção, procura por órgãos de imprensa, pressão, etc.
Marcos Medina – Não vejo muita diferença. A Série B está cada vez mais valorizada e é uma competição de alto nível.
Nos últimos anos, outros grandes clubes jogaram na Série B e isso trouxe à competição mais notabilidade e credibilidade.
Ceará inicia campanha por marca de centenário
Universidade do Futebol – Em dezembro de 2010, ainda sem anúncios, o Ceará lançou a sua revista oficial – a “1914” –, com uma periodicidade bimestral. Como você avalia esse produto, que tipo de retorno tem recebido dos fãs alvinegros e quais são os próximos passos?
Marcos Medina – A Revista 1914 é mais uma forma de levar a informação oficial até o torcedor alvinegro.
Em seu primeiro ano, foi entregue gratuitamente para os torcedores oficiais. Em 2012, esperamos consolidar este produto com um grande número de assinantes.
Possuímos cerca de 1.000 assinantes, mas este número cresce constantemente, cerca de 10% a cada mês.Ídolos do passado, jogadores em atividade, celebridades e, agora, o treinador PC Gusmão: revista "1914" é um material de boa qualidade divulgado aos sócio-torcedores
Universidade do Futebol – Em representação ao Ceará, você participou do Desencontro 2012, maior evento de mídias sociais do Nordeste. Como foi essa experiência e quais as reflexões levantadas a partir dela?
Marcos Medina – Participar do “Desencontro” foi formidável, uma oportunidade única. Lá, passei um pouco da experiência que obtive no “mundo do futebol”, principalmente sobre o relacionamento do torcedor com o clube.
O crescimento das redes sociais e a utilização dessas novas mídias pelo Ceará Sporting Club são fatores que amplificam o contato direto com o público.
Entenda o que foi o Desencontro 2012
Universidade do Futebol – O Ceará tem uma conta oficial no Twitter. Muitos de seus jogadores e dirigentes, também. Há uma espécie de “manual de conduta” promovido pelo Departamento de Comunicação, em consonância com a comissão técnica e a cúpula do clube?
Marcos Medina – Sabendo da força que as redes sociais têm hoje, atletas ou novos funcionários chegam ao clube e recebem uma cartilha, orientando-os sobre este assunto.
Basicamente ela trata da maneira de se expressar nas redes de relacionamento. Contudo, as informações divulgadas nos perfis pessoais de cada um deles são de responsabilidade e de autoria dos mesmos.
Esta cartilha informa algumas regras apontadas pelo clube. Na parte destinada ao departamento de comunicação, solicitamos o cumprimento das seguintes regras:
- Faltas em entrevistas coletivas (em dias de treinos ou jogos);
- Entrevistas acontecerão apenas quando o entrevistado estiver caracterizado com uniforme/material do clube;
- A utilização de bonés se limita aos materiais oficiais do clube;
- Caso o dirigente/atleta/funcionário tenha assessoria pessoal, é de grande importância que as duas partes estejam sempre em contato e nenhuma entrevista será marcada sem o consentimento do clube.
O jovem Romário e o experiente João Marcos são exemplos de jogadores do atual elenco do Ceará que costumam interagir com a torcida alvinegra nas redes sociais
Tags: comunicação, jornalismo esportivo, marketing, ceará, campeonato estadual, ídolos, produtos,torcida, sócio-torcedor, planejamento estratégico, gestão de futebol



A pergunta é recorrente em entrevistas coletivas do atacante brasileiro Neymar, e ele sempre responde que está longe de poder ser comparado ao argentino Lionel Messi, eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo nas últimas três temporadas. Em potencial de marketing, contudo, a realidade é bem diferente.









