Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quinta-feira, abril 18, 2013

Acabou o talento brasileiro para o futebol?

Gustavo D’Avila / Universidade do Futebol

Nos falta treinadores com capacidades diferenciadas para treinar e desenvolver pessoas, que saibam criar novos ambientes de aprendizado para o futebol

Foi no mínimo curioso consultar o ranking da Fifa e ver a seleção brasileira na modestíssima 19ª colocação. Pasmem, é isso mesmo, o único pentacampeão mundial e país sede da próxima Copa do Mundo está na 19ª colocação!

Para aquele que um dia foi o país do futebol, é inimaginável pensar em estarmos satisfeitos com tal colocação neste ranking. Diga-se de passagem, que esta á a pior colocação do Brasil de todos os tempos no ranking e com isso me salta aos olhos a necessidade de abordarmos com urgente frequência a capacidade nacional em formar novos atletas de futebol.

Seria sensacional se pudéssemos ver novamente jogadores desafiando a lógica em campo, realizando grandes jogadas e decidindo partidas memoráveis. Será que nosso talento para o futebol acabou?

Penso que não, mas a situação ideal citada estará cada vez mais distante de se tornar uma doce realidade em nosso país por insistirmos em nos mantermos na visão exclusivamente tecnicista aplicada ao futebol.

Podemos perceber que aos poucos, o aspecto lúdico do jogo de futebol, vem sendo substituído por uma visão demasiadamente técnica e podemos dizer até cartesiana do esporte.

Ao supervalorizarmos os aspectos técnicos, de forma isolada, veremos cada vez mais mecânicas de jogo pouco criativa e comportamentos predominantemente previsíveis de nossos atletas.

Penso que o futebol carece de um novo paradigma na formação dos atletas de futebol, aquele que passa a atuar de maneira muito mais inteligente, ou seja, que consiga ter grande poder decisão nas situações diversas em uma partida de futebol. Aquele que tenha todo o aprendizado técnico sim, mas que acima de tudo saiba como e onde utilizá-lo durante o jogo de futebol.

Nas empresas, muito se discute como melhorar o aprendizado corporativo, e a evolução deste tema passa por uma reflexão sobre como criar um novo ambiente de aprendizagem que desencadeie estímulos para facilitar o desenvolvimento de conhecimentos, atitudes e habilidades.

No futebol, de mesma forma que nas organizações, se faz necessário também refletirmos sobre como potencializar o aprendizado, levando em consideração os aspectos humanos na formação dos atletas.

Acredito plenamente que talvez nos falte realmente neste momento à plena capacidade de formarmos novos atletas que consigam aprender plenamente novas competências, habilidades e comportamentos, treinadores com capacidades diferenciadas para treinar e desenvolver pessoas e, finalmente, mas não menos importante, faltam líderes e gestores esportivos que saibam como criar novos ambientes de aprendizado para o futebol.

E você, o que acha?!

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quarta-feira, abril 17, 2013

As [sábias] exigências da Fifa

Será que queremos continuar com “novos estádios velhos”, pois é assim que se tornarão muitos deles ao seguirem as cartilhas de alguns organismos (in)competentes?

Geraldo Campestrini

Acho engraçado ler e ouvir comentários sobre as tais “exigências da Fifa” sobre a construção e o formato dos estádios para a Copa do Mundo, que são (os comentários), invariavelmente, acompanhados de inúmeras contradições e incongruências.

Explico: existe um discurso quase que unânime de que os estádios brasileiros precisam melhorar em termos de segurança e conforto para o torcedor. Esta retórica vem de longa data, muito antes da Copa, e associa ainda a ausência de público nas arenas esportivas com a inadequação destes equipamentos, sob uma ótica moderna de concepção dos mesmos. Nesta mesma linha, diz-se que há uma enorme perda de receitas para os clubes por conta do sucateamento das praças esportivas.

Ora, se os cadernos de encargos da Fifa para a construção e concepção de estádios nada mais trata do que o conforto, a acessibilidade, a segurança, a limpeza, a salubridade, a adequação de iluminação e posicionamento de áreas específicas de forma clara, sucinta e precisa, qual o problema em se adaptar a estes parâmetros? Será que queremos continuar com “novos estádios velhos”, pois é assim que se tornarão muitos deles ao seguirem as cartilhas de alguns organismos (in)competentes?

A reflexão serve simplesmente para pensarmos criticamente a respeito de alguns comentários da imprensa especializada e da opinião pública em geral, que tendem a tratar a Fifa como grande vilã e colocar os demais poderes tupiniquins como vítimas de uma grande armadilha.

Lembro, por fim, que quem decidiu, de livre e espontânea vontade, se candidatar a sede da Copa foi o próprio país...

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domingo, abril 14, 2013

O futsal como contribuinte

O futsal e o futebol juntos...conflito ou ajuda? Colaborador ou concorrente? Paz ou guerra?

Benê pensador 04

Cyro Bueno / Universidade do Futebol

O que pode ser suficientemente concreto na busca de informações verdadeiramente sensatas sobre a formação do jogador de futebol?

Entendemos que, o "'brincar", em ambiente muito ou pouco semelhante à modalidade, colabora no "saber" da criança, do jovem atleta. O brincar é uma experiência humana, rica, e complexa (Almeida, M.T.P, 2000).

Culpa-se a precoce especificidade e especialização como, possivelmente, um dos maiores agravantes para o pulo de etapas que deveriam ser rigidamente trabalhadas e estimuladas no ser humano que se forma como atleta.

Julgam treinadores e dirigentes por não respeitar pilares básicos de sustentação do treinamento desportivo. Citam o Barcelona de Guardiola (ou o Guardiola do Barcelona?) como prova e justificativa final para aquilo que é discutido incessantemente: quando, como, aonde e por que, o futsal contribui para a formação do jogador de futebol?

Diante dos conceitos de "'brincar para aprender", o "'ensinar" é questionado.

Lacunas são abertas para discussões desses paradigmas, principalmente tendo em vista o nosso atual momento no futebol mundial.

E mesmo com milhares de exemplos (sim, milhares) de jogadores de futebol extremamente bem sucedidos que, tiveram no futsal sua maior fonte de aprendizado, questiona-se até que ponto é válido abandonar os princípios de especificidade que o campo dá ao jogador.

Não há informações científicas, aleatórias ou registradas em literatura, que nos dê alguma visão que sustente os argumentos dos aspectos prejudiciais do futsal na formação do jogador de futebol. Há questionamentos. E, para estes, respostas.

É fato que existem divergências no que diz respeito às necessidades de cada modalidade. Para isso, existem comparativos e abordagens técnicas e táticas.

Será que treinar e, portanto, condicionar e automatizar as tomadas de decisões em ambiente fechado, de piso rápido e bola mais aderente, de tamanho 40 x 20, não é suficientemente competente na busca pelo atleta ideal? Certamente não, não suficiente, mas essencial.

Algumas situações competem ao futebol e não ao futsal, e vice-versa. Contudo, quais são as competências similares?

A maneira como se recebe e tem-se domínio da bola no futsal é, quase de maneira unânime feita com a sola dos pés, a conhecida "entrada na bola", esteja o atleta de frente, de costas, em diagonal, ou lateralmente ao gol e ao atleta adversário (alguns treinadores defendem o domínio com a face interna do pé, condicionando assim melhor visão de jogo e opções de soluções de problemas mais rápidas).

Sabemos que, no futebol, a automatização desse gesto é complicada. A imprevisibilidade é maior, nunca se sabe o que encontrar em campos, seja de maneira quantitativa ou qualitativa. Entretanto, temos exemplos que comprovam o quanto é importante o treinamento deste recurso. Paulo Henrique Ganso e Maicon, ambos atualmente no São Paulo, utilizam desse recurso excessivamente em seus jogos.

Trata-se de um dos vários momentos em que, seja dito novamente, pode ser observado o quão válido é ter o futsal como colaborador na formação de atletas de futebol.

De fato, andam lado-a-lado. Inclusive nas dificuldades administrativas e estruturais.

Importante também é, tentar entender uma questão conflitante. Essa questão se relaciona diretamente com a maneira em que se ensina futebol e/ou futsal: jogos situacionais ("pequenos jogos", "joguinhos", "jogos reduzidos"). Parte-se do princípio de estudos que defendem a formação esportiva baseadas na fragmentação do treinamento, da iniciação à especialização, participando assim de todo processo de formação.

Então, tendo conosco a informação de que é muito satisfatório o processo de realização de jogos reduzidos e adaptados como forma de aprendizado e treinamento, por que não considerar o Futsal como uma dessas vertentes? Por que não usufruir de uma modalidade que pode nos dar recursos extremamente necessários para que tenhamos em nossos elencos futuros, grandes solucionadores de problemas?

Que jamais se confunda o futsal apenas como um jogo reduzido, é uma modalidade independente, que cresce a cada ano em diversos aspectos. Mas, as propostas metodológicas que aproximam as duas modalidades, frequentemente nos dão inúmeros exemplos de sucesso.

Falamos do nosso país. Pensemos agora em Espanha, também referência mundial nas duas modalidades. E dessa forma, inevitavelmente, utilizemos o clichê do Barcelona de Guardiola.

Como observar a posse-de-bola dessa equipe e não remeter aos constantes apoios ao homem da bola. Como observar a capacidade de jogar sob pressão e sair da mesma, e não lembrar até mesmo da utilização do goleiro como peça de apoio, para tal.

Os momentos em que o jogo pede linhas paralelas e diagonais nos dá ideia de que, apesar de totalmente independentes, são semelhantes e podem se ajudar, nunca guerrear.

http://vimeo.com/59830692

E que também não se confunda a conciliação do futsal como única forma de ensinar e formar atletas. Toda aproximação ao ambiente específico do campo, é benéfica. Mas, não exclusiva.

O goleiro de futsal, com as frequentes mudanças na regra com o passar das temporadas, vem ganhando cada vez mais força e competitividade no sistema da equipe, seja como forma de ataque, ou como saída para não abdicar da posse de bola.

E isso vem ganhando força no futebol, imaginando uma melhor formação de todas as posições. Goleiro de futebol que, antes utilizava seus pés unicamente para breve recurso de defesa, ou como forma de afastar a bola de perto do seu gol, hoje é treinado para saber aproveitar o "'atraso"' da bola aos seus pés, utilizando passes curtos e caracterizando como recurso, movimentos outrora tidos como desnecessários e inconsequentes.

A ocupação de espaço, de maneira setorizada ou individual, também tem muitas dessas semelhanças. A formação de linhas-de-defesa e ataque, também.

E o portador da bola? Se treinados e aproveitados fossem os movimentos das duas modalidades, não teríamos tantos problemas com o entendimento da velocidade da bola para a recepção dela.

Mudaríamos de direção mais frequentemente, nossos jogadores preguiçosos "roubariam" menos, pois atacariam a bola durante sua trajetória, identificando a distância que se encontra o adversário. Treinaríamos melhor contra-ataque organizado e retorno do mesmo.

Utilizaríamos mais a chamada "bola de tempo", extremamente similar ao jogo de pivô do futsal.

Como não lembrar de Romário no futebol e Lenísio no futsal?! Dois dos melhores "solucionadores de problemas" da história do esporte.

Para aos que creditam aos volantes, grande porcentagem de importância de uma equipe no futebol moderno e, pensam não haver relação desse jogador com o que compete também ao futsal, que enxerguem a maneira como joga Xavi Hernandéz.

Que os salonistas não sejam "ciumentos" ao perder atletas para o campo (mesmo não havendo sentido em vetar a prática das duas modalidades como maneira de formar melhor), e que os futebolistas não sejam inseguros para entender que as duas modalidades correm independentes, mas que podem se ajudar, sem interferir negativamente na performance e na formação do atleta.

O futsal pode e deve ser contribuinte, colaborador. Jamais, concorrente.

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terça-feira, abril 09, 2013

1ª Pesquisa Pluri Stochos Tamanho de Torcidas por Região - parte 3: Região Nordeste

Assim como na Região Norte, a torcida do Flamengo é a mais presente no Nordeste, bem acima do Corinthians; Sport é o primeiro entre os "locais"
Fernando Pinto Ferreira*
 

A Pluri Stochos divulga a sua 1ª pesquisa nacional sobre torcidas no Brasil. A pesquisa foi conduzida em 146 municípios, em todos os 26 Estados e mais o Distrito Federal, e ocorreu entre novembro de 2012 e fevereiro de 2013.

A amostra da pesquisa compreende 21.049 entrevistados, acima de 16 anos e identifica a preferência do torcedor brasileiro pelos clubes. A margem de erro para o universo pesquisado é de 0,68%.

Hoje estamos divulgando a terceira parte da série de relatórios com os resultados por região do Brasil, com a Região Nordeste.

A Pesquisa do tamanho das torcidas Brasileiras é parte integrante do estudo Brand Tracking do Futebol, que desde 2008 representa o mais completo estudo mercadológico sobre o torcedor de futebol no país.

A seguir os resultados da pesquisa:

- Mais da metade da população do Nordeste torce para times do Eixo Rio-São Paulo, sendo 32,2% torcedores de times cariocas e 19,1% de times paulistas;

- Reduto Rubro Negro, é na Região Nordeste (com seus 50 milhões de habitantes) que a torcida do Flamengo garante a posição de maior do Brasil, pois lidera com incrível folga em relação à do Corinthians, 2º colocado (22,4% x 8,6%). Estamos falando de um número de cerca de 7 milhões de flamenguistas a mais do que corintianos na região;

- Das 15 maiores torcidas do Nordeste, 7 são de times da própria região, que somados representam mais de 25% do total de torcedores. Pernambuco, Bahia e Ceará dominam;

- Sport (4,8%) e Bahia (4,1%) se destacam na briga de maior torcida entre os clubes da região. Santa Cruz (2,6%), Vitória (2,6%), Náutico (2,2%), Ceará (1,8%) e Fortaleza (1,4%) completam a lista;

- Pernambuco permanece como um dos poucos Estados Brasileiros em que há maior preferência por times locais, principalmente na região metropolitana de Recife, que representa pouco mais de 42% da população do Estado. No interior essa preferência é um pouco menor;

- Na Bahia e no Ceará os clubes locais mantém a preferência do torcedor na região Metropolitana das capitais, mas perdem no interior;

- Enquanto no Brasil como um todo, 20,8% da população não torce por nenhum time, na região Nordeste esse índice sobre a 25,8%.

- Mais uma região fortemente dominada por clubes do eixo Rio-São Paulo, porém, com uma inversão em relação ao observado no Norte, com maior presença dos times paulistas (35,4% do total) em relação aos cariocas (26,6%). Isso não impede, porém, de o Flamengo aparecer como o clube de maior torcida na região, com 18,8% do total, seguido pelo Corinthians com 16% do total;

- O Estado de Goiás é o único com representantes da região entre os 12 primeiros, com o Goiás na 6ª posição com 4,4% do total, e o Vila Nova na 11ª com 1,2% do total;

- Assim como ocorre no Norte, a pouca representatividade nacional dos clubes da região ajuda a explicar a parcela de 27,2% da população da região que não torce para nenhum clube, o segundo maior índice do país, atrás apenas do Norte (27,5%).


- A região é fortemente dominada por clubes do Eixo Rio-São Paulo. Os cariocas detêm 34,5% dos torcedores da região, liderados pelo Flamengo, dono da maior torcida, com 22,5% do total. Já os Paulistas representam 22,5% da torcida da região, sendo 12% de corintianos, a segunda maior torcida da região;

- O Estado do Pará é o único com representantes da região entre os 10 primeiros, com o Paysandu na 4ª posição com 6,9% do total, e o Remo na 6ª com 5% do total;

- De toda forma, a pouca representatividade nacional dos clubes da região pode ser a causa da parcela de 27,5% da população da região que não torce por nenhum clube, o maior índice do país.

*Economista, Especialista em Gestão e Marketing do Esporte e Pesquisa de Mercado.

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Esportivamente, o futebol brasileiro nunca competirá com o europeu, diz Ilan

Atacante revelado pelo Paraná afirmou que clubes brasileiros estão nivelados e que pagam muito a jogadores que não possuem um passado de títulos
Equipe Universidade do Futebol
 

Apesar de todo o crescimento econômico do futebol brasileiro nos últimos anos, os clubes nacionais jamais conseguirão competir dentro de campo com as equipes da Europa.

Pelo menos essa é a opinião do veterano atacante Ilan, atualmente no francês Bastia. Revelado pelo Paraná, o jogador perambulou por clubes da França e Inglaterra após fazer sucesso no rival Atlético-PR.

Assim como fizeram atletas como Ronaldinho Gaúcho, Seedorf, Diego Forlán, entre outros, Ilan retornou ao Brasil para atuar em campos nacionais. Mas, uma rápida passagem pelo Internacional fez o atleta de 32 anos voltar à Europa, onde está desde então.

Blog do Benê Lima - matéria - Ilan

E, para ele, a importância das boas estruturas de organização, especialmente entre os jogadores, contribuiu para a sua segunda saída do país em que nasceu.

"O futebol brasileiro hoje já disputa muito espaço com o europeu financeiramente, mas não esportivamente. Os clubes brasileiros estão nivelados e até pagam muito a jogadores sem história. Atletas que não possuem um passado de títulos e são supervalorizados. Na Europa, isso não acontece, os salários são mais justos. Mas, mesmo com esse crescimento financeiro, o Brasil nunca competirá esportivamente. Apesar do Brasileirão e da Libertadores, a Liga dos Campeões é incomparável", disse em entrevista à Trivela.

Ilan afirmou ainda que, na Europa, o contato com uma nova cultura proporciona novas experiências aos brasileiros. E citou até o debate sobre o fato de Neymar se transferir para o futebol europeu como prova dessa distância do futebol praticado nestes dois continentes.

"Hoje em dia, não é preciso sair do Brasil para ganhar dinheiro. No caso do Neymar, por exemplo, seria ótimo. Ele não progredirá mais no futebol brasileiro. Ele é o dono do Brasil hoje em dia, mas não provou nada na Europa. Ele precisa provar para quem o critica que pode jogar bem no futebol europeu. E, quando isso acontecer, ele não voltará tão cedo", apontou.

"As diferenças não são tão grandes assim. A maior é na organização. Por exemplo, o Inter tem um bom estádio, muitos sócios, mas não tem um gramado bom. O que o jogador precisa é de um bom gramado, boas instalações, boa equipe médica. Essa é a diferença para a Europa. Às vezes, o clube não tem um centro de treinamento tão bom, mas não passa por esses problemas", completou.

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sábado, abril 06, 2013

1ª Pesquisa Pluri Stochos Tamanho de Torcidas por Região - parte 1: Região Norte

Torcida do Flamengo é a mais presente no local, sendo seguida pela do Corinthians; Paysandu é o primeiro entre os "locais"
Fernando Pinto Ferreira*
 

A Pluri Stochos divulga a sua 1ª pesquisa nacional sobre torcidas no Brasil. O levantamento foi conduzido em 146 municípios, em todos os 26 Estados e mais o Distrito Federal, e ocorreu entre novembro de 2012 e fevereiro de 2013. A amostra da pesquisa compreende 21.049 entrevistados, acima de 16 anos e identifica a preferência do torcedor brasileiro pelos clubes. 

A margem de erro para o universo pesquisado é de 0,68%. Iniciamos nesta semana a divulgação de uma série de relatórios com os resultados por região do Brasil, a começar pela Região Norte.

A pesquisa do tamanho das torcidas brasileiras é parte integrante do estudo Brand Tracking do Futebol, que desde 2008 representa o mais completo estudo mercadológico sobre o torcedor de futebol no país.

A seguir, os resultados da pesquisa:




 

*Economista, Especialista em Gestão e Marketing do Esporte e Pesquisa de Mercado.

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terça-feira, abril 02, 2013

CTD aprova em Brasília responsabilidade criminal para dirigente esportivo

Futebol - Jornal da CâmaraFutebol - Lei de Responsabilidade 02

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Doutores empreendedores: histórias de acadêmicos que praticam o que ensinam

Aliando conhecimentos teóricos à prática, esses profissionais otimizam sua atuação tanto em sala de aula quanto em seus empreendimentos e estão mostrando que existe vida fora da academia

 

Mayara Chaves, Revista Administradores,
Divulgação/montagem/Thiago Castor (Revista Administradores)

 

"Imagine um universo de professores doutores em gestão numa dada faculdade. Cabem num ônibus. Feche o ônibus e anuncie que está rumando para uma empresa onde eles todos irão mostrar como as coisas deveriam funcionar. No entanto, apenas 1/3 deles ficará confortavelmente sentado no ônibus, pois eles têm essa vivência essencial, esse contato que faz com que aliem a teoria à prática em permanência. Já o restante estará em maus lençóis, pois se exporá ao ridículo, posto que não têm tido a chance de confrontar teoria e realidade, ou por terem uma prática equivocada do que seja pesquisa em gestão, ou 'ficam pesquisando as empresas sem sair dos muros protetores da academia'."

Esta situação, relatada por Henrique Freitas, professor doutor em Administração na UFRGS, mostra como educadores - especialmente os que têm uma trajetória acadêmica avançada, como os doutores - precisam ser atualizados e atuantes no mercado e na prática. E a importância de se ter essa vivência concreta do conhecimento também pode ser sentida em sala de aula. No momento em que a prática da Administração é questionada por um aluno, como um professor que há anos mantém seu foco apenas na academia responderá a esse tipo de pergunta com propriedade e conhecimento de causa?

A saída está na conciliação de atividades acadêmicas, como ensino e pesquisa, e o contato com o mundo corporativo e o empreendedorismo. Esse tipo de relação permite tornar o ensino do doutor em sala de aula mais dinâmico e rápido, pois existe a vivência das situações de mercado, como afirma Yeda Oswaldo, professora do Doutorado da Universidade Metodista e dona de uma empresa de consultoria na área de Gestão de Pessoas. “Nesse sentido, não é necessário que se espere que alguém escreva sobre alguma teoria para somente depois estudar sobre ela”, explica.

Dedicação exclusiva

No entanto, para quem leciona em instituições federais, a possibilidade de atuação no mercado é limitada. De acordo com o artigo 14 do decreto 94.664/87, só existem as seguintes possibilidades para a atuação de professores, que são: tempo parcial (20 horas semanais), exercido pela minoria dos docentes e dedicação exclusiva (40 horas semanais sem possibilidade de exercer outro trabalho remunerado, público ou privado), regime para a maioria dos educadores. Ainda sobre a dedicação exclusiva, o artigo também dispõe sobre as atividades permitidas a esse professor, entre as quais está a possibilidade de colaborar esporadicamente em assuntos de sua área mediante autorização da instituição a qual está vinculado.

“Quando realizo trabalhos de assessoria e consultoria, eles são feitos via uma normatização que é autorizada pela universidade e, assim, é possível realizar ações tanto em empresas públicas como no terceiro setor”, explica Magnus Luiz Emmendoerfer, professor doutor da Universidade Federal de Viçosa. Além disso, ele ressalta que o professor não pode ter um negócio ou atividade empregatícia atuando como um administrador.

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Para além da Academia

Diante disso, apesar de o professor doutor com dedicação exclusiva poder ter contato com o mercado, são anuladas suas possibilidades enquanto gestor que executa atividades e administra uma organização. No entanto, docentes que não atuam sob esse regime e doutores que não lecionam em universidades federais têm a oportunidade de efetivamente empreender e mostrar que teoria e prática devem ser valorizadas da mesma maneira. Isso possibilita espaço para o doutor utilizar seus conhecimentos teóricos para otimizar os negócios, o que, inclusive, possibilita um complemento aos seus rendimentos.

De acordo com o professor Marcos Fava Neves, chefe do Departamento de Administração da USP em Ribeirão Preto, embora as universidades façam um reajuste contínuo dos salários, em 10 anos ocorreu um desalinhamento com o mercado. Antes um docente de tempo integral com boa formação recebia 40% ou 50% do que ganharia como gestor no setor privado, mas hoje ele recebe 20% desse valor. “Uma pessoa com a mesma qualificação no setor privado chega a ganhar quatro ou cinco vezes mais. Então é necessário que ele possa complementar sua renda com seu trabalho, e com isto melhorar as aulas, as publicações e dar retorno a sociedade também”, afirma Neves, que também é criador do SpinoffMarkestrat. Há alguns doutores que já vêm atuando dessa forma e tendo ótimos resultados. Confira a as ações empreendedoras de alguns deles (clique em "show info").

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