Equipe Universidade do Futebol
Sinopse
"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."
CALOUROS DO AR FC
sexta-feira, maio 08, 2009
Órgão prognostica benefícios em turismo e infraestrutura no Nordeste pós-Copa
Equipe Universidade do Futebol
Câmara dos Deputados aprova projeto que prevê medidas de segurança nos estádios
Na última quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 451, o qual criminaliza a ação de vândalos dentro dos estádios de futebol e em um raio de cinco mil metros das arenas
Orlando Silva, ministro dos Esportes, a votação favorável ao projeto foi uma vitória. A medida compõe o pacote de ações Torcida Legal, iniciativa do ministério comandado pelo ministro.
As medidas aprovadas na Câmara dos Deputados são um marco na luta contra a violência nos estádios", comentou Orlando Silva. O ministro elogiou a Câmara, que votou a matéria em tempo recorde, menos de dois meses.
O projeto de lei estabelece pena de reclusão ou banimento a quem promover tumulto no estádio ou em um raio de cinco mil metros, praticar ou incitar a violência, invadir local restrito aos competidores e portar instrumento que sirva para a prática de violência. A pena para esses crimes é de reclusão de um a dois anos e multa, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.
Além disso, também será condenada uma prática muito criticada pelos torcedores, a venda irregular de ingressos por preço mais alto, o cambismo. A partir de sua aprovação, praticar a atividade torna-se um crime, passível de pena de reclusão de até dois anos.
Enfrenta também a corrupção no esporte porque criminaliza a atitude de aceitar ou prometer vantagem patrimonial para mudar o resultado de uma competição esportiva, bem como fraudar ou contribuir para fraude do resultado de jogos. Neste caso, a pena pode chegar até seis anos.
Para garantir segurança a todos, o projeto torna obrigatória a existência de uma central técnica de informação nos estádios, com infra-estrutura suficiente para viabilizar o monitoramento por imagem nas arenas com capacidade superior a dez mil pessoas. A última medida é a instituição do Juizado do Torcedor, que vai arbitrar rapidamente incidentes ocorridos durante os jogos.
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segunda-feira, maio 04, 2009
COM PÉ E CABEÇA – ANO IV – Nº150
“Estudo de forma multidisciplinar; ajo de modo interdisciplinar e penso pela ótica transdisciplinar.” (Benê Lima)
"Parabéns aos que fazem o Fortaleza Esporte Clube, legítimo Tricampeão Cearense, pelo exemplo de superação e trabalho dado dentro da competição." (Benê Lima)
Opinião
A FINAL, AFINAL, DEU-NOS UM ‘PADEDÊ’
Um ‘grande finale’ recuperou parte do prestígio de um campeonato fadado ao fracasso
Uma transmissão televisiva ruim da primeira partida da final, aliada a um público sempre decepcionante como resultante de uma fórmula pretensamente inteligente, acabaram por dar um toque espetaculoso à verdadeira final que acabamos de assistir.
Críticas a parte, a televisão que mostrou uma fotografia subexposta (imagem escura) na primeira das partidas finais, certamente por descuido do diretor de imagens, recuperou-se na segunda e última chance oferecida pelo calendário do Campeonato Cearense, se bem que contando com a ajuda de uma luz natural menos dura e intensa, portanto mais difusa e uniforme, com significativo equilíbrio entre as baixas e altas luzes.
Uma cobertura de gente grande se fez ver, com imagens ainda um tanto conservadoras, mas suficientes para configurarem uma boa cobertura. Os estilos médio e grande angulares se fizeram notar, além de um bom plano geral. Faltaram, talvez, as ‘zoommadas’, ao estilo tele-objetivas, tipo Canal100.
Quanto à transmissão dos jogos pela televisão, não há como deixarmos de render homenagens às tevês Diário e Verdes Mares. Uma cobertura ampla, cuja amostra propiciou a nós, cronistas, compilarmos dados para nossas análises e avaliações.
E para não discrepar da boa média da cobertura, Fortaleza e Ceará fizeram um jogo com cara de finalíssima, em que as nuances foram plurais, até que se chegou àquela fase decisiva da partida, em que predominam as estratégias simplistas da superação para atacar de um lado, contra a superação para defender do outro, porque o jogo é de final de campeonato.
E neste diapasão, o tricampeonato tricolor tem um nome especial: chama-se Douglas. Mas que isso não venha em demérito do time do Pici, porque Douglas é jogador tricolor e, portanto, fez valer essa condição. Afinal, é para fazer o que fez que ele é pago.
EFEMÉRIDES
A métrica do jogo
Início de um Fortaleza igual nas ações em relação ao Ceará, mas sobrepondo ao Alvinegro uma maior agudez ofensiva.
Essa situação durou até a marcação do gol de Arlindo, em jogada pré-anunciada de Vidal para Geraldo, com a subserviência do noviciado de Bismarck.
A vantagem alvinegra fez a maior dose de confiança mudar de lado.
O Ceará adiantou a marcação a fim de não sofrer pressão tricolor. Os volantes Michel e Chicão adiantaram-se e Maracanã era um autêntico meia avançado. Fábio Vidal fazia sua melhor partida deste ano, e Geraldo voltava a jogar bem.
Enquanto isso, os laterais e os volantes tricolores não conseguiam ser construtores, omitindo-se ofensivamente. Somente aos 27 minutos de jogo é que o Fortaleza conseguiu trocar o maior número de passes em toda a partida: um total de 12 passes corretos ininterruptos.
Em relação ao jogo anterior entre ambos, o Fortaleza teve o ‘algo’; o Ceará, o ‘algo mais’.
Um segundo tempo de certo equilíbrio até o empate tricolor. A partir daí, uma pressão alvinegra crescente, que só não se materializou em efetiva vantagem, pelas defesas do goleiro Douglas.
Apreciação de alguns quesitos
- Gramado: Ruim
- Destaques do Fortaleza: Douglas, Edson e Vanderlei.
- Destaques do Ceará: Arlindo, Michel, Geraldo e Misael.
- Aplicação das equipes: Ceará 8/10; Fortaleza 6/10.
- Disposição tática: Ceará 9/10; Fortaleza 8/10.
- Marcação: Ceará 9/10; Fortaleza 7/10.
BREVES E SEMIBREVES ®
Armando Júnior
Lamentável que mais uma vez o ex-dirigente tricolor tenha usado o microfone para dar um péssimo exemplo de deselegância e desequilíbrio. Se pudermos falar em denúncia, o ex-diretor de finanças do Fortaleza não sei se acusa ou assaca contra Alberto Damasceno, o ‘historiador’ das causas oportunistas. No confronto de Maquiavel (vilão?) contra Rapunzel (vítima?), deu zero a zero, pois não validarei os gols que ambos marcaram contra.
Da coluna do Abidoral
URNA 2010. Êta briga absurda nos bastidores do time do Ceará. De um lado, o deputado estadual Gomes Farias (PSDC), que fará dobradinha com o deputado federal e ex-presidente alvinegro, Eugênio Rabelo (PP), em 2010. Do outro, o ex-dirigente do clube, André Figueiredo, candidato a deputado federal pelo PDT e que caiu nas graças do dirigente Evandro Leitão. Nessa história toda, o único santo é o torcedor iludido.
Concorrência
Se a cidade de Natal estiver entre as sedes da Copa 2014, o Castelão de lá será demolido, surgindo em seu lugar a moderna Arena das Dunas. Isso porque os equipamentos esportivos daquela natureza se tornaram completamente anacrônicos. A arquitetura utilizada nas atuais arenas precisa contemplar a multifuncionalidade desses espaços, a fim de que eles próprios ajudem a se pagarem.
Sucessão I
Mauro Carmélio, em companhia de Mário Degésio, estiveram com o Presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e na oportunidade veio à tona o assunto sucessão na FCF. Carmélio terá apoio dos dois mandatários, do de lá e do de cá, o que, convenhamos, é perfeitamente compreensível.
Sucessão II
Além da lealdade de Mauro Carmélio para com seus pares, ressalte-se sua incontestável experiência, acumulada ao longo de dezoito longos anos servindo à Federação, e por extensão ao futebol cearense. De gandula a Procurador do TJD-CE, de Assessor Jurídico a Vice-Presidente da FCF, Mauro busca inscrever em alto relevo seu nome na ‘calçada cearense da fama’.
Sucessão III
É de se lamentar que em nosso futebol a maioria dos cartolas ainda se rende às facilidades de um populismo imbecilizante, portando-se mais como procuradores-laranjas que como dirigentes-timoneiros. Para eles, fazer média com torcedores retrógrados é o que importa. Falta-lhes a personalidade dominante, por isso desenvolvem uma dupla personalidade: reconhecem Mauro Carmélio como o melhor candidato, mas não têm coragem de assumir.
Sucessão IV
Se Mauro Carmélio não insculpir seu nome entre os grandes presidentes da nossa entidade de administração do futebol, estarei entre os grandes decepcionados, pois minha crença em seu sucesso tem ido um pouco além da defesa dos melhores propósitos para o futebol cearense. Anima-me a convicção íntima de que Mauro quererá agregar valor a uma sua administração. Isso para ficarmos no mínimo.
Proposta I
O candidato oficial da FCF, Mauro Carmélio, possui um discurso antenado com as mudanças que vem sendo processadas no ambiente do futebol. Sua proposta de interiorização do futebol pode ser muito bem aproveitada, desde que caminhe em consonância com o projeto que se quer colocar em curso em nosso estado, para o desenvolvimento do futebol amador, colocando-o na base da pirâmide do futebol profissional.
Proposta II
Muito provavelmente por razões políticas, desconfio que haja uma proposta engavetada, esperando a hora para fazer soprar seu vento modernizante. Não esperem revoluções que se originem nas mudanças de pessoas, mas alimentem a esperança de mudanças nas pessoas. Logo, a leitura cabível é, antes, a da reciclagem e da capacitação.
Festa no interior
No Rio Grande do Norte Assu e Potyguar de Currais Novos decidiram o título daquele estado. O Assu ganhou a primeira partida por 4 a 1, enquanto o Potyguar ganhou a segunda por 2 a 1. Com o saldo favorável, o Assu levou o título, diante de um público de apenas 1.456 pagantes. Por aqui, só o que passou de 50 mil dobrou o público de lá. Tivemos um público de 53.754 pessoas.
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sexta-feira, maio 01, 2009
Série C do Brasileiro não terá apoio financeiro da CBF
Sem ajuda nos gastos, times terão que tentar negociar individualmente os apoios
Equipe Universidade do Futebol
A única atitude tomada pela CBF é a liberação por parte dos clubes para uma possível negociação com as emissoras de televisão. Mas, sem o auxílio da entidade responsável pelo futebol brasileiro, fica mais difícil para os clubes realizarem um acerto com as emissoras, ainda mais negociando individualmente. ”O alcance passa a ser apenas regional e diminui o interesse das emissoras”, ressaltou Lawisch.
Os dois times paulistas (Marília e Guaratinguetá) que irão disputar a competição mostraram-se inconformados com a decisão da CBF. Beto Mayo, presidente do Marília, ficou em choque quando soube da posição da entidade.
”Esta cada vez mais difícil fazer futebol no Brasil. Vamos disputar uma competição regionalizada e sem qualquer apoio da CBF, sendo obrigados a arrumar dinheiro para tudo. Não é fácil manter um clube sem recursos”, declarou o dirigente do Marília.
Além da CBF ter informado que não dará nenhum tipo de auxílio aos clubes da série C, a decisão anterior da entidade em afastar-se da Futebol Brasil Associados (FBA) no que se refere à defesa dos interesses dos clubes das séries B e C, montam um cenário péssimo para as agremiações.
Os clubes perderam poder de negociação, porque estão numa competição regional, sem interesse, e sendo obrigados a buscar sozinhos recursos para tentar entrar na Série B, em 2010.
Futebol Cearense como objeto de pesquisa
Agilidade apresentada por atletas de futebol em função da categoria profissional e posição em campo
Para verificar diferenças de agilidade de acordo com a posição foi utilizada uma análise de variância (ANOVA) e para verificar em que posições situavam-se as diferenças foram aplicadas o teste de Scheffé. A média de idade encontrada entre os jogadores de todas as categorias profissionais foi de 21,4 anos + 2,31 anos e os resultados do teste de agilidade “triangulu reversione” foram os seguintes: 11,72 segundos (1ª divisão), 11,70 segundos (2ª divisão) e 12,28 segundos (3ª divisão), demonstrando que não houve diferenças estatísticas significativas entre jogadores de diferentes divisões do futebol profissional. Ao comparar os resultados do teste de agilidade por função (Goleiro, Lateral, Zagueiro, Volante, Meia, Atacante) desempenhada em campo, verificou-se que também não ocorreram diferenças estatisticamente significantes.
Concluiu-se que o nível de agilidade dos jogadores avaliados está de acordo com o perfil estimado para atletas de futebol profissional e que não existem diferenças significativas nos níveis de agilidade independentemente da categoria profissional e da posição do atleta em campo.
No futebol encontramos vários tipos de deslocamentos, embora a caminhada e o trote, ambos sem bola (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000), sejam predominantes. É necessário treinar a resistência e a potência aeróbia para que os jogadores possam se movimentar, durante os 90 minutos da partida oficial, com períodos curtos de alta intensidade, como acelerações em pequenas distâncias (PERES, 1996).
Mayhew e Wenger (1985) realizaram um estudo sobre análise de movimentos em futebolistas e constataram que o futebol é uma atividade predominantemente aeróbia, com somente 12% do tempo de jogo gasto com atividades que utilizam substratos energéticos anaeróbicos. Porém é fundamental destacar que neste reduzido tempo de anaerobiose é que são realizadas as ações decisivas no futebol, caracterizadas pela alta intensidade, pois a concentração de lactato sangüíneo pode chegar, durante a partida, a valores de 8 a 12 mmol/l (EKBLOM; AGNEVIK, citado por BOSCO, 1994; EKBLOM, citado por MARTIN, 2002).
Existem características fisiológicas próprias para cada uma das posições específicas do futebol (BARBANTI, 1996). Estas demandas fisiológicas variam com a taxa de trabalho desenvolvida em cada função desempenhada em campo (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000).
Os valores máximos de volume máximo de oxigênio (VO2 máximo), variável determinante da potência aeróbia, encontrados em estudos controlados oscilam entre 56 e 69 ml.kg.min-1 (BOSCO, 1994; REILLY, citado por REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000). Estes valores são similares aos de outros esportes coletivos, mas baixos em relação aos esportes de endurance, cujos atletas alcançam valores próximos de perto de 80 ml.kg.min -1 (REILLY e SECHER, citado por REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000). Existem variações no VO2 máximo em relação às diferentes posições (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000). Atletas com maiores índices de VO2 máximo. tendem a participar mais das partidas, apresentando um menor índice de fadiga (REILLY, 1997).
Os jogadores devem se adaptar às exigências do jogo para competirem e atingirem o alto rendimento. Assim, a condição física dos atletas de elite pode indicar a demanda fisiológica do jogo (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000). Para REILLY (1997), o estilo de jogar influencia nas demandas fisiológicas dos jogadores. Segundo (REILLY; BANGSBO; FRANKS, 2000), as características que devem ser trabalhadas para se chegar ao profissionalismo são: resistência aeróbia, velocidade, força, flexibilidade, agilidade, composição corporal (percentual de gordura) e somatotipo.
De acordo com GARCIA, MUIÑO e TELEÑA (1977), o futebol exige resistência, velocidade, agilidade e força. Para KUNZE (1987), o futebol exige uma série de capacidades, resistência, velocidade e força como princípios decisivos, mas também agilidade e flexibilidade. A resistência é importante para um bom desempenho durante todo o jogo; a velocidade é fundamental para percorrerem curtas distancias o mais rápido possível; a força participa nas ações em que á disputa de espaço entre os adversários; a agilidade nas ações rápidas de mudanças de direção, em ataques e contra-ataques; flexibilidade para que os atletas venham à recepcionar melhor os passes e os goleiros efetuarem defesas mais dificeis. Importante destacar que a integração entre estas capacidades é de extrema importância.
Melo (1997) define que os atletas de futebol possuem características físicas específicas por posição: goleiro - força explosiva, flexibilidade, equilíbrio, resistência muscular localizada e velocidade de reação; laterais - força explosiva, resistência e coordenação; zagueiros - força, impulsão, equilíbrio, velocidade de reação e agilidade; meio-campo - resistência, coordenação, recuperação e velocidade e atacantes - velocidade, agilidade, equilíbrio e força explosiva.
"A agilidade se refere à capacidade do atleta de mudar de direção de forma rápida e eficaz, mover-se com facilidade no campo ou fingir ações que enganem o adversário a sua frente" (BOMPA, 2002, p. 51). A agilidade no futebol é a habilidade para mudar os movimentos o mais rápido possível frente a situações imprevisíveis, tomando rápidas decisões e executando ações de modo eficiente (SCHMID; ALEJO, 2002).
Diante destas situações expostas este estudo busca avaliar o nível de agilidade de jogadores de futebol profissional; verificar se existem diferenças entre os níveis de agilidade de jogadores de diferentes categorias profissionais e se determinadas posições têm jogadores mais ágeis que em outras.
A importância deste estudo está baseada numa necessidade imposta pelo moderno futebol. As exigências físicas e condicionantes estão cada vez mais imperiosas. Inúmeras capacidades motoras (Agilidade, Força, Velocidade, Flexibilidade, Resistência) estão diretamente relacionadas com o desempenho dentro de campo, o que representa um alto índice de participação nos resultados positivos das equipes. As ações motoras como a agilidade fazem parte de um “hall” de grande importância neste contexto. Avaliar a agilidade dos jogadores em função das diferentes funções desempenhadas por estes é algo que se faz necessário. Isto proporcionará um feedback aos treinadores e preparadores físicos, no que diz respeito ao planejamento e utilização desses dados em seus trabalhos. Desta forma, reitera-se a necessidade da execução desta pesquisa, uma vez que esses dados em muito, irão colaborar com os profissionais que militam neste campo do conhecimento.
METODOLOGIA
Foram incluídos apenas atletas profissionais de futebol atuando em algum clube da Federação Cearense de Futebol, independente de faixa etária. Não participaram da pesquisa atletas amadores, ou que não estivessem atuando em algum clube inscrito na Federação Cearense de Futebol ou ainda que apresentassem condições de saúde restritivas à aplicação do teste de agilidade.
Os atletas foram avaliados nos respectivos locais de treinamento, através do teste de agilidade “triangulu reversione” (ANEXO 1). Os testes foram aplicados no campo de treinamento, antes dos treinos técnicos ou físicos, sob a supervisão dos respectivos responsáveis.
Os dados foram analisados através da estatística descritiva e apresentados em gráficos e/ou tabelas. Para verificar diferenças de agilidade de acordo com a posição foi utilizada uma análise de variância (ANOVA) e para verificar em que posições situavam-se as diferenças, foi aplicado o teste de Scheffé, através do software estatístico SPSS.
Salienta-se que esta pesquisa não acarretou qualquer tipo de dano à pessoa pesquisada, seja físico, moral ou psicológico, sendo resguardadas identidade e integridade dos participantes. O avaliado foi informado de seu direito de desistir da participação no estudo em qualquer uma de suas fases, bem como o acesso aos registros e ao texto final do estudo realizado se assim o desejasse. Ainda, a anuência da pessoa informante foi registrada em Termo de Consentimento Informado, conforme Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A amostra foi composta por 60 atletas profissionais de futebol que desempenham distintas funções em campo (FIGURA 1) e representam as três diferentes divisões do Campeonato Cearense, distribuídos da seguinte forma: 13 atletas da 1° divisão, 23 atletas da 2° divisão e 24 atletas da 3° divisão.
Figura 1: Número de jogadores de acordo com a posição que desempenham em campo.

De acordo com os resultados do teste de agilidade “triangulu reversione”, os jogadores obtiveram as seguintes médias de tempo: 11,72 segundos (primeira divisão), 11,70 segundos (segunda divisão) e 12,28 segundos (terceira divisão), sendo a média geral entre as três divisões de 11,90 seg. Desta forma não houve diferenças estatísticas significativas entre jogadores das diferentes divisões do futebol profissional (TABELA 1). Em entrevista pessoal, o autor do teste de agilidade “triangulu reversione” Ricardo Lima dos Santos afirmou que jogadores profissionais de futebol para serem competitivos deveriam executar o teste entre 11 e 13 segundos (SANTOS, 2008).
Tabela 1 – Média de tempo do teste de agilidade (“Triângulo Reversione”) em jogadores de futebol profissional por divisão do campeonato cearense.
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Portanto pode-se concluir que o nível de agilidade dos jogadores avaliados está de acordo com o perfil estimado para atletas de futebol profissional e que não existem diferenças significativas nos níveis de agilidade independentemente da categoria profissional e da posição do atleta em campo.
AMARAL, D.; BENETTI, W. As características Físicas, Táticas e Técnicas do jogador profissional de futebol em suas respectivas funções dentro de campo. Batatais: CUC, 2005. [Dissertação (Graduação) – Centro Universitário Claretiano, Batatais.]
BARBANTI, V. J. Treinamento físico: bases científicas. 3. ed. São Paulo: CLR Balieiro, 1996. 116 p.
BOMPA, T. O. Treinamento Total para Jovens Campeões. Tradução de Cássia Maria Nasser. Revisão Científica de Aylton J. Figueira Jr. Barueri: Manole, 2002.
BOSCO, C. Aspectos fisiológicos de la preparación física del futbolista. Revisão e Adaptação de Jordi Mateo Vila. 2. ed. Barcelona: Paidotribo, 1994.
GARCIA, C. M.; MUIÑO, E. T.; TELEÑA, A. P. La Preparación Física en el Fútbol. Madrid: [s.n.], 1977.
KUNZE, A. Futebol. Tradução de Ana Maria de Oliveira Mendonça. Revisão Científica de Eduardo Vingada. Colecção Desporto n. 10. Lisboa: Estampa, 1987. Cap. 6, p. 129-141. (Condição Física).
MARTIN, V. Futebol: Lactato e Amônia Sanguíneos em Teste de Velocidade Supra-Máxima. 2002. [Dissertação (Mestrado) - Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo.]
MAYHEW, S. R.; WENGER, H. A. Time-Motion Analysis of Professional Soccer. Journal of Human Movement Studies, Edinburgh: Teviot, v. 11, p. 49-52, 1985.
PERES, B. A. Estudo das variáveis antropométricas e de aptidão física de futebolistas japoneses e brasileiros. 1996. [Dissertação (Mestrado) - Escola de Educação Física e Esporte, Universidade de São Paulo, São Paulo.]
REILLY, T. Energetics of high-intensity exercise (soccer) with particular reference to fadigue. Journal of Sports Sciences, [S.l.]: E. & F.N. Spon, v. 15, p. 257-263, 1997.
SANTOS, J. A. R. Preparador Físico: Realidade, logro ou utopia? Revista Horizonte, Lisboa: [s.n.], v. IX, n. 51, p. 101-112, set./out. 1992.
SANTOS, Ricardo Lima dos. Entrevista concedida a Emmanoel Da Costa Arrais. Fortaleza, 15 de outubro de 2008.
SCHMID, S; ALEJO, B. Complete Conditiong for Soccer. Champaign: Human Kinetics, 2002. 184 p.
SILVA, L.J.; ANDRADE, D.R.; OLIVEIRA, L.C.; ARAÚJO, T.L.; SILVA, A.P.; MATSUDO, V.K.R. Associação entre “shuttle run” e “shuttle run” com bola e sua relação com o desempenho do passe no futebol. Revista. Brasileira de Ciência e Movimento. São Caetano do Sul – São Paulo, 14(3): 7-12,2006.
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quinta-feira, abril 30, 2009
CBF publica balanço com triplo de lucro
REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou, nesta quinta-feira, o seu balanço financeiro de 2008 no jornal "Monitor Mercantil", de pequena circulação no Rio de Janeiro. Segundo a coluna "Radar Online", da "Veja", a entidade passou de um lucro de R$ 10,4 milhões em 2007 para R$ 32 milhões no ano seguinte. O número elevado, praticamente o triplo, se deve a adiantamentos e novas receitas de patrocínio. Segundo o balanço, apenas a Nike destinou R$ 10 milhões, além de R$ 4,6 milhões da Globo. As receitas de patrocínio, por sua vez, pularam de R$ 65 milhões para R$ 104 milhões. A diferença gritante pode ser explicada pelas entradas de Itaú e Hugo Boss e a renovação da Vivo, além de uma série de outros parceiros em torneios como a Copa do Brasil. O lucro da CBF torna-se ainda mais impressionante na comparação com o balanço de 2006. Naquela oportunidade, a entidade-mor do futebol brasileiro apresentou um prejuízo de R$ 22 milhões. . . |
segunda-feira, abril 27, 2009
Lógica para quem acredita nela
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Entendendo a complexidade do jogo
Rodrigo Azevedo Leitão