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"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quinta-feira, setembro 12, 2013

Na era dos pontos corridos no Brasil, nunca dribles foram tão raros como agora

Folha de São Paulo

Que o segundo turno do Campeonato Brasileiro, iniciado ontem, seja melhor que o primeiro. É o que desejam os fãs do bom futebol.

Há, sim, uma boa notícia: segundo o Datafolha, nunca os jogadores fizeram tão poucas faltas desde que o sistema por pontos corridos foi adotado como regulamento, em 2003 --e os times passaram a ter o mesmo número de jogos ao final da competição.

A má notícia, no entanto, chama mais a atenção: está em baixa o drible, a jogada que sempre caracterizou o futebol brasileiro.

Considerando o primeiro turno dos Brasileiros nos últimos dez anos, os jogadores nunca driblaram tão pouco.

A média de dribles por partida neste ano é de 20,6, a pior desde 2003. No primeiro ano do atual formato, os jogadores driblaram, em média, 28,4 vezes por partida.

"Hoje predomina a disciplina tática. Se há menos dribles e sistemas defensivos mais fechados, ocorrem menos faltas", avalia o ex-atacante Jairzinho.

Portanto, como explica um dos maiores dribladores da seleção brasileira campeã do mundo na Copa de 1970, certamente há uma lógica entre a diminuição de fintas e o declínio das faltas.

Se o jogador evita passar pelo adversário, a chance de ser derrubado é menor. Em 2013, a média de faltas cometidas foi de 34,6 por partida. A diminuição é constante, desde 2003, ano em que 53 infrações foram cometidas em média por confronto no primeiro turno.

Editoria de arte/Folhapress

BYE, BYE, BRASIL

Vitinho foi o jogador que mais driblou, em média, no primeiro turno do Brasileiro-2013. Deu 3,4 por partida.

Agora, porém, são os torcedores russos que verão o garoto de 19 anos em ação. O CSKA Moscou pagou cerca de R$ 31 milhões para tirar o atacante do Botafogo.

Os dois principais dribladores na última edição do Brasileiro foram negociados.

Lucas, o segundo colocado, deixou o São Paulo ainda no ano passado, em dezembro. O PSG-FRA pagou mais de R$ 100 milhões por um jogador que tinha como principais características a velocidade e, claro, o drible.

No primeiro turno de 2012, ele dava seis dribles por partida, menos apenas do que o companheiro de seleção Neymar, que fintava os adversário quase oito vezes.

Pelo Santos, Neymar jogou o Nacional do ano passado até o fim e manteve a média de dribles pouco abaixo de oito. Em 2011, ele também liderou essa estatística, com 6,3 dribles ao término do primeiro turno e 8,4 quando a competição chegou ao fim.

Em 2013, Neymar participou de apenas um jogo pelo Santos no Campeonato Brasileiro, o da estreia contra o Flamengo, antes de ser negociado para o Barcelona. Mostrou que, se ficasse, continuaria fazendo a jogada.

Foram sete dribles naquela partida, realizada em Brasília, o dobro da média de Vitinho no primeiro turno.

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Benê Lima