Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

sábado, julho 26, 2014

Rede de perpetuação do poder torna improváveis mudanças a curto prazo no futebol brasileiro

Afagos a federações de menor expressão e decisões políticas são marcas da entidade que comanda o futebol brasileiro

Rede de perpetuação do poder torna improváveis mudanças a curto prazo no futebol brasileiro Ricardo Stuckert/CBF,Divulgação
Foto: Ricardo Stuckert / CBF,Divulgação
O sopro de renovação para o futebol brasileiro terá de ser um ciclone. Apesar de movimentos como o Bom Senso F. C. – no momento apoiado pelo governo federal – demonstrarem interesse em modernizar o comando do esporte no país, o emaranhado formado por federações estaduais e pela CBF torna improváveis mudanças a curto prazo.
Por trás da desorganização aparente emerge a estrutura que se mantém há anos com um objetivo principal: perpetuar o poder. Na raiz dessa estrutura estão dirigentes como Zeca Xaud. Aos 69 anos, ele está há 40 anos à frente da federação de Roraima. Apesar de absurdo, não deveria ser grande problema para o futebol brasileiro um cartola reinar por quatro décadas na entidade que organiza um campeonato inexpressivo. Mas é: na hora de eleger o presidente da CBF e decidir questões importantes, o voto de Xaud vale o mesmo que o do representante da federação do Rio, por exemplo. E que o dos presidentes de Grêmio e Inter.
Dentro de cada Estado, a relação é semelhante.
— É uma relação feudal. Não interessa mudar ou ter um estadual que favoreça o calendário nacional — aponta o diretor-executivo da Universidade do Futebol, Eduardo Tega.


E essa é a parte escancarada do emaranhado no qual está envolto o esporte que movimenta centenas de milhões de reais todos os anos. Nos escaninhos da CBF – onde quem está dentro não sai e quem está fora quer entrar –, as decisões são tomadas por poucas pessoas que integram um mesmo grupo político, no poder há 25 anos. Apesar de atualmente ter um corpo técnico de qualidade, os mandatários da entidade são eminentemente políticos. E as decisões tomadas, obviamente, também.

Diretor-executivo do Bom Senso, Enrico Ambrogini explica que o movimento defende participação da área técnica da CBF, governo, representantes de executivos, árbitros, treinadores e jogadores em decisões importantes da entidade:
— Marin criou um cargo de vice-presidente, com um salario altíssimo, que ele mesmo que vai ocupar a partir de 2015. E ninguém pode colocar a mão nisso do jeito que está. A CBF, para não sofrer sanções do governo, paga impostos que nem deveria pagar. Como associação sem fins lucrativos, seria isenta de Imposto de Renda, PIS e Cofins, por exemplo. Paga todos para que o governo não diga que há incentivo. Por que será que a CBF faz isso?
Procurada por ZH, a assessoria de imprensa da CBF disse não ser possível, no prazo pedido, um representante da entidade falar sobre os temas tratados nessa reportagem.
Veja como funciona a rede de perpetuação do poder na CBF:
Reprodução

30 anos de poder
1989 – 2012
Casado desde 1972 (teriam um divórcio rumoroso no final da década de 90) com a filha do então presidente da Fifa, João Havelange, Ricardo Teixeira foi eleito presidente da CBF em 1989. Sob seu comando, a Seleção disputou três finais de Copa do Mundo: 1994, 1998 e 2002 – venceu em 94 e 2002. Foi reeleito quatro vezes. Enfraquecido  após uma série de denúncias, renunciou em março de 2012.
— Teixeira assumiu a CBF após a desastrada administração da dupla Octávio Pinto Guimarães e Nabi Abi Chedid, que praticamente quebraram o futebol do país até entregar ao Clube dos 13 a organização da malfadada Copa União (aquela dos módulos Verde e Amarelo), em 1987. Com um discurso de modernização do futebol brasileiro, o pupilo de Havelange teve os mandatos marcados por suspeitas de enriquecimento e de relações impróprias com empresários e patrocinadores – teve de se explicar na chamada CPI da Nike, que investigou o contrato da fornecedora de material esportivo com a CBF. Ao mesmo tempo, deu atenção a Estados com futebol menos prestigiado e aumentou repasses da confederação a federações e clubes.ffdfdfdfdf d fdnfmdf
2012
— Após a saída de Teixeira, em 2012, assumiu o vice-presidente mais velho entre os cinco da entidade, José Maria Marin, representante do Centro-Oeste. Ex-governador de São Paulo no tempo da Ditadura, Marin falou sobre sua administração ao tomar posse. Resumiu em sua fala o que é a CBF:
— Continuidade administrativa. É a continuidade da administração do (ex) presidente Ricardo Teixeira.
2014
— Em abril deste ano, o atual presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, foi eleito presidente da CBF. Ele foi o único candidato à presidência e contou com 44 dos 47 votos possíveis. Del Nero está no comando da FPF desde 2003. O nome da chapa encabeçada por Del Nero, que tem Marin como vice? “Continuidade Administrativa”.
2019
— Del Nero assumirá oficialmente em 2015. Entre seus cinco vices, estará Marin, representando a região Centro Sul. Completam a chapa, o filho de José Sarney, Fernando Sarney (Norte), Delfim Peixoto (Sul), Gustavo Feijó (Nordeste) e Marcus Vicente (Centro-Oeste). Ao fim do mandato de Del Nero, em 2019, serão 30 anos do mesmo grupo no poder da entidade que comanda o futebol brasileiro.

Opinião] BUDAPESTE BUBÔNICA

Victor Martins. É jornalista, palmeirense, dinamarquês por opção e sempre pensou que ia ter de cobrir futebol antes de chegar ao automobilismo, que acompanha desde os 7 anos. E desde que se formou, está na Agência Warm Up e no Grande Prêmio, isso há mais de 9 anos. Neste tempo, foi colunista do iG, escreveu para 'Folha de S.Paulo', 'Lance!' , 'Quatro Rodas' e 'Revista Audi', foi repórter da edição brasileira da 'F1 Racing', cobriu F1, Stock Car, DTM, a Indy e três edições das 500 Milhas de Indianápolis, e outras categorias ‘in loco’. Agora também é comentarista dos canais ESPN. Conheceu cidades como Magdeburgo, São Luís e Nova Santa Rita, traduziu um livro da Ferrari e já plantou um monte de árvores. Tem quem fale que seria um grande ator, mas ter ganhado o Troféu ACEESP 2011 como 'Melhor repórter' da imprensa escrita mostrou a escolha menos errada. Adora comida japonesa, música eletrônica e odeia ovo, ervilha e esperar. “Necessariamente nessa ordem", diz. 


Vou começar pelo áudio vazado da Globo durante a classificação em que Galvão Bueno, depois do teste de som, dá a seguinte recomendação: “Não vamos especificar tempo, porque, na verdade, ele tá tomando meio segundo desde ontem”. Não é necessária muita inteligência para se concluir que se tratava de Massa, que tomou 0s403 de Bottas no TL2 e 0s546 no TL3 da manhã. Mas a inteligência deveria ser necessária há muito tempo para quem já tem anos e anos na lomba e vê uma situação que é clara na emissora: a falência do modelo de transmissão de apoio a um atleta brasileiro, e evidenciada logo depois do fracasso homérico que a Seleção levou no futebol. Ou de quem vai aproveitar o momento — porque só assim diz — das condições olímpicas do esporte nacional e das 12 medalhas choradas depois de afagar Nuzman e seus tiques e a quens de direitos.

E querem um exemplo claro, em ‘on’, dito na mesma transmissão minúscula do treino de como se controla a informação? Quando Magnussen bateu no Q3, ele foi definido com o seguinte predicado: “Ele é afoito mesmo, ele deixa pra frear depois, como foi naquele caso.” O caso é o acidente da semana passada na primeira curva do GP da Alemanha. Pois eu pergunto a todos: quem é que viu a mínima culpa do dinamarquês no choque com Massa? Ou será que não chegou à TV e a seus produtores que quem foi investigado na semana passada foi Felipe e sua atitude, e não Kevin?

Galvão e a Globo tratam as duas pontas, esporte e público, numa relação que lembra a da ditadura, nacionalista, pacheca, ame-o ou deixe-o, nosso herói. Ou como a avó que cria o neto à base de leite com pera, que defende quando ele pega a bola no meio do jogo só porque está perdendo, que cresce sem saber dar porrada quando preciso.  Esse protetorado cretino se refletiu durante muito tempo sobre o próprio filho do narrador, Cacá, hostilizado muitas das vezes em que ganhava corridas na Stock Car. Cacá não era visto como o baita piloto que é, mas o filho daquele que boa parte do povo rejeitava as papagaiadas e venda de emoções falsas. Porque, com o tempo, o público foi notando que os atletas brasileiros não têm obrigação alguma de nascer com o gene da supremacia absoluta e que o que era falado era uma tentativa de lavagem cerebral, uma lobotomia que não cola. E quando se é, no caso de Cacá no mundo do turismo brasileiro, taxa-se o rótulo da dúvida.

O narrador e sua emissora talvez não tenham se dado conta de que cada passo é vigiado e rastreado nesse mundo de Big Brother em que vivemos. Que erros são descobertos num estalar de cliques e minutos, em Facebooks e Twitters da vida. Que as formas de informação são múltiplas e não se concentram mais neles — e neste ponto, ambos estão atentos demais com os resultados baixíssimos de audiência e as respostas das gentes. Ou que não é necessária muita inteligência, ou que o patamar de inteligência mínima é outro. O sistema que é enfiado goela abaixo já passou do ponto do amadurecimento e está podre, mas as cabeças que se dizem pensantes preferem se alimentar do que não presta mais. A doença acaba sendo natural e se reflete em números.

O telespectador minimamente sóbrio de suas faculdades mentais não quer que Massa seja definido da mesma forma que Galvão rotulou Magnussen, nada de “o cara que não vence há cinco anos”, “ele só larga em sexto”, “puxa vida, que azarado”. Sinceridade e verdade deveriam ser cláusulas pétreas para quem vomita seus princípios editoriais. Quando essa forma de escolher o que dizer, seja por eufemismo ou supressão, vem à tona, quem é enganado entende quem é que está enganado há muito tempo. E exerce seu direito correto de procurar uma outra opção para satisfazer seu gosto.

Em tempo: Massa não tomou meio segundo, mas 0s9 de Bottas, no fim das contas.

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sexta-feira, julho 25, 2014

Torcedor “COXINHA” é a salvação do futebol brasileiro

Fábio Sormani trabalhou na Placar, Folha de S.Paulo, TVs Record, Bandeirantes, ESPN Brasil, SporTV, BandSports, e rádios Bandeirantes e Jovem Pan. Atualmente trabalha para a Fox Sports Brasil.

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E a Pluri Consultoria segue prestando serviços inestimáveis ao futebol brasileiro. Desta vez a empresa solta relatório falando sobre o percentual de ocupação dos estádios no Brasil e no mundo.

E o resultado é alarmante!

Alemanha e a Inglaterra encabeçam a lista de ocupação dos estádios. Sabem qual é o país que aparece em terceiro lugar? Os EUA.

O Brasil ocupa a 38ª posição no ranking que contém 25 países. E deles, apenas cinco não estão na Europa: além dos EUA, o Japão é 11º, Argentina é o 20º, México 22º e Austrália 25º. 

Aí eu pergunto: não somos o país do futebol? Talvez sejamos, não sei, mas o fato é que o brasileiro não vai ao estádio.

A ocupação dos estádios na Alemanha é de impressionantes 97,7%. Na Inglaterra é de 97,5%. Nos EUA, 90,7%.

Sabem qual é o percentual aqui no Brasil? Ridículos 38,6%.

Segundo a Pluri Consultoria, isso significa nove milhões de ingressos encalhados no Campeonato Brasileiro! Se esses ingressos fossem vendidos (como ocorre na Alemanha e na Inglaterra), gerariam uma receita de R$ 468 milhões aos clubes brasileiros.

A empresa de consultoria esportiva leva em consideração os números do Campeonato Brasileiro de 2013.

Diz o relatório: “Em 2014 os resultados tendem a piorar, já que o público médio do Brasileirão está abaixo de 2013 e a capacidade média dos estádios aumentou, com a entrada das novas arenas”.

O público atual que vai aos estádios no Brasil está estagnado. Não se tem mais de onde tirar gente desta camada social.

O que os clubes têm que fazer é cativar torcedores que aparecem de vez em quando nos estádios, especialmente nos dias de jogos importantes, como decisões de campeonatos.

Ontem, em Belo Horizonte, por exemplo, nada menos do que 54.786 torcedores pagaram ingresso e proporcionaram uma renda de R$ 5.732.930,00 na vitória do Atlético sobre o Lanús por 4-3. A média do ingresso no Mineirão foi de quase R$ 105,00.

Segundo dados da Fifa, a capacidade do estádio é de 58.180. Houve, portanto, ocupação de 94,3% de seus assentos do Mineirão.

Onde fica esse torcedor nos dias de jogos ordinários? Por que eles aparecem apenas nos extraordinários?

Os clubes deveriam buscar resposta para esta pergunta.

Elucidada, os clubes deveriam ir atrás desse torcedor e mostrar para ele que ver o jogo no estádio é um grande barato.

Mas será um grande barato se houver a mesma segurança e organização da Copa do Mundo, por exemplo. No Mundial, o torcedor ia aos estádios em segurança, via as partidas em paz, pois ninguém estava ocupando seu lugar e ninguém via as partidas em pé. Voltava para casa em segurança — e seu automóvel estava onde ele deixou parado, pois bolsões foram criados para isso.

É esse torcedor que os clubes têm que procurar e depois cativar. São os chamados “coxinhas”, apelido jocoso dado por parte da mídia patrulheira e populista.

Encontrado esse torcedor, os clubes têm que fatiar os estádios. Como eles vão fatiar eu não sei, mas sugiro que ingressos a preços populares sejam poucos, equivalente exatamente a média de público das equipes atualmente.

Como diz um trecho do relatório da Pluri Consultoria, “a alta taxa de ocupação dos estádios é fundamental para a viabilidade financeira das arenas e, portanto, do futebol”.

Óbvio; não vê quem não quer ou quer fazer populismo barato às custas da debacle dos clubes e, consequentemente, do futebol brasileiro.

* A foto acima do Maracanã é de Jamie Squire/Getty Images.

quinta-feira, julho 24, 2014

Confira o novo livro "Um calendário de bom senso para o futebol brasileiro"

Obra traz propostas de calendário a serem analisadas pelo Bom Senso Futebol Clube, pelo Futebol do Futuro e pela comunidade do nosso futebol
Luis Filipe Chateaubriand

 

Apresentação

Estávamos no ano de 1.989 e eu, com 19 anos e cursando a faculdade de Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro, escrevi meu primeiro trabalho sobre o calendário do futebol brasileiro. Era um trabalho sobre diversos assuntos relativos ao futebol, dentre os quais o indecente calendário de nosso futebol era o principal. Utilizei os escritos como equivalentes a uma monografia final de curso.

 

Passados quase 25 anos, o sentimento era de tristeza, muita tristeza, pois percebia que nada de essencial mudava no calendário do futebol brasileiro. Escrevi cinco livros a respeito (em 2.000, 2.001, 2.002, 2.009 e 2.011), fui solicitado pela Imprensa para falar a respeito, dei razoável número de entrevistas, escrevi dezenas de artigos opinativos em mídias consagradas, muitos elogiaram os livros, alguns criticaram. Mas, mudanças no cenário, nada muito digno de registro.

Já desiludido, e conformado com a ideia de que nada mudaria, ao final de 2.012 fui convidado para fazer parte de um grupo de pessoas ligadas à gestão do futebol, que se denominou Futebol do Futuro. Era um grupo com quase 20 profissionais da gestão no futebol, que se propunha a fazer uma consultoria gratuita para os entes do futebol brasileiro, sobre como fazer prosperar a atividade (mais detalhes em www.futeboldofuturo.net). Trabalhamos, com afinco, em três assuntos centrais: técnicas para a melhoria do jogo, gestão no futebol (o que incluía tanto aspectos de marketing, como aspectos financeiros) e, obviamente, melhorias para o calendário do futebol brasileiro.

Fiquei encarregado de escrever as três propostas alternativas do grupo ao pífio calendário atual de nosso futebol.

Pouco depois, em 2.013, surgiu um movimento que sacudiu o futebol brasileiro: O Bom Senso Futebol Clube. Também fui convidado a ser colaborador do grupo de jogadores, quanto a assuntos relativos ao calendário, e, assim, ajudei a desenhar a proposta do grupo.

Então, ao longo dos anos de 2.013 e 2.014, ajudei a construir quatro propostas de calendário para o futebol brasileiro: As três do Futebol do Futuro e a do Bom Senso Futebol Clube.

Me sinto honrado de ter participado de tais experiências e acredito que, em todos os casos, construiu-se propostas muitíssimo melhores, mas muito melhores mesmo, do que se tem no calendário do futebol brasileiro atual.

A despeito disso, minha proposta predileta não é nenhuma das quatro que ajudei a desenhar.

 

 

No trabalho que fiz para o Bom Senso Futebol Clube, minha alçada de decisão não era tão ampla. Não estou me queixando disso: Se o movimento é do grupo de jogadores, a proposta tem que ser deles, não minha. Meu papel era o de dar contornos mais específicos ao que era decidido de forma mais genérica. As grandes ideias foram a criação de Copas Estaduais no lugar dos Campeonatos Estaduais, enxugando-se o calendário, e a criação de cinco séries para o Campeonato Brasileiro, permitindo a ocupação de todos os clubes profissionais ao longo do ano inteiro.

Diga-se, de passagem, que as lideranças do Bom Senso Futebol Clube são muito abertas a sugestões e, assim, muitas vezes, o que propus acabou sendo aceito pelo grupo. Outras vezes, isso não aconteceu. Como deveria ser: Sou colaborador do projeto, não dono do projeto.

Tenho certeza que meus amigos do Bom Senso Futebol Clube estão abertos a analisar propostas que julguem aceitáveis. E escrevo este documento para lhes trazer uma reflexão a respeito – que, tenho certeza, é bem-vinda.

No Futebol do Futuro, também tive autonomia para defender o que julgava apropriado, amplamente. Mas sempre tive ciência que, ali, meu papel era redigir o que o grupo decidisse, e não fazer valer minha proposta, para o grupo endossá-la. Quando fazemos parte de uma equipe, temos que jogar de acordo com o que a equipe deseja, e nos adaptarmos a ela.

O grupo Futebol do Futuro decidiu trabalhar com três cenários alternativos de calendário, independentemente se com adequação, ou não, ao calendário do futebol europeu. Em um dos cenários, os Campeonatos Estaduais passavam a ser divisões menores do Campeonato Brasileiro, jogados simultaneamente a estes. Em outro cenário, os Campeonatos Estaduais eram mantidos, mas apenas com dez datas. Em mais um cenário, os Campeonatos Regionais é que tinham dez datas, com os Campeonatos Estaduais sendo divisões menores destes.

Os amigos do Futebol do Futuro estão abertos a analisar boas propostas e perpassá-las à comunidade do futebol, também confio nisto. Também os convido, assim, a refletirem sobre o que neste documento se propõe.

Fiquei muito honrado por participar de projetos das notáveis Instituições, foram oportunidades profissionais incríveis. Contudo, devo dizer que as quatro propostas de calendário que ajudei a construir são muitos boas, bem melhores do que se tem, mas não são a minha proposta preferida.

Minha proposta preferida é a que eu escrevo no presente livro. Um calendário que, em minha visão, e que gostaria de compartilhar com os leitores desta obra, é a solução para fazer, como eu já dizia em meus livros de 2.009 e de 2.011, os clubes grandes jogarem menos, os clubes pequenos jogarem mais, e todos eles jogaram ao longo de toda a temporada anual.

Independentemente das quatro propostas que ajudei a construir, e de outras que temos à disposição (como as dos meus amigos João Henrique Areias e Amir Somoggi, por exemplo), o calendário do futebol brasileiro continua sendo muito ruim. É acreditando na ideia de que estamos longe de ter um calendário ao menos razoável que escrevo este novo documento. Melhorar é preciso!

Continuo alimentando a esperança de que, algum dia, o futebol brasileiro terá um bom calendário. É na pretensão de ajudar a construí-lo que escrevo este novo livro.

ARQUIVO

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terça-feira, julho 22, 2014

A derrota do futebol de condomínio

Torcedores acostumados a assistir jogos pela TV e jogadores descontrolados: a Era Mimimi afundou a seleção brasileira

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Pense na seguinte situação: a Copa do Mundo é na Argentina. Há uma invasão de brasileiros, a maior parte sem ingresso. Eles acampam nas ruas de Buenos Aires, de Córdoba, de Mendonza, de Rosário, de La Plata, de Mar Del Plata... enfim, de todas as sedes. Promovem uma barulheira infernal e não conseguem deixar de ser notados. Pensou?

Pois bem, agora imagine se isso seria real. Esse afinco com que os nossos vizinhos torcem por sua seleção, na vitória ou na derrota (lembrem-se de como eles receberam os derrotados de 2006, com uma invasão no aeroporto de Ezeiza, e compare com a nossa reação, queimando bandeiras e destruindo uma estátua de Ronaldinho Gaúcho naquele mesmo ano), nada tem a ver com a torcida pela nossa. Isso não é culpa só dela, mas de como a CBF a manteve longe do time nacional há, no mínimo, 18 anos.

O torcedor que a acompanha é, sobretudo, um chato. O jogo, para ele, é mais uma balada em que foi convidado pelo “amigo diretor de marketing de uma empresa amiga da CBF”. Ele não tem o costume de assistir ao que é uma partida de futebol. Talvez tenha a mesma impressão dos norte-americanos que o odeiam: é um jogo chato em que dificilmente sai um gol.

É a grande lógica do condomínio. Quer todas as facilidades e o conforto que ele proporciona. O jogo na TV a cabo, se não estiver bom, abandona e vai na padaria – de carro, de preferência. Se ele estiver bom, e a favor do seu clube, o larga do mesmo jeito e vai para as redes sociais contar vantagem de como seu time é bom. A torcida da seleção é exatamente dessa maneira. Enquanto o jogo rola, tira selfies, sai de seus lugares caros para comprar comidas e bebidas e os deixam vazios, sobretudo na volta do intervalo. Se está ruim, ou se está perdendo, em vez de apoiá-lo, vaia e tenta encontrar culpados: os jogadores, o técnico, a presidente...

Mas ela não cabe apenas no estádio. Ela reflete de alguma forma o comportamento dos jogadores no campo – uma outra face desse complexo de condomínio, a de crianças que crescem superprotegidas e que não aceitam desvios de seus planos iniciais de sucesso.

Temi, depois do jogo contra o Chile, que esta virasse a Copa da vitória do futebol de garotos de condomínio. Não discuto aqui a origem deles – muitos nem sequer viveram em condomínios antes de ir para o futebol –, mas a reação. Não acho que é ter colhões pedir para não bater um pênalti. Também não concordo que o descontrole emocional signifique ter brios ou uma ponta qualquer de patriotismo. Como exemplo, só coloco que dificilmente trabalharia com alguém que largasse o fechamento da revista (que é o nosso prazo fatal, quando ela tem que ir para a gráfica e, se perdermos o tempo certo, arcamos com custos extras) porque não aguentou a pressão. Homens choram, mulheres também, todo mundo chora. Descontrole é algo completamente diferente.

Lembrei das crianças com quem convivo no prédio. Na primeira dificuldade, um garoto chora e o pai ou mãe vai consolá-lo. Ele dá chutes ruins, mas o pai deixa que a bola entre no gol, para não desagradá-lo. Nunca ouviram deles um “engole esse choro e vai fazer o que tem que ser feito”. O mundo vai girando, e esse garoto, já adulto, jamais vai sair da infância. E nunca vai perder essa vocação por chorar antes de tentar novamente e conseguir.

Não estou poupando o desastre comandado por Luiz Felipe Scolari, com análises ultrapassadas e baseadas em livro de auto-ajuda e vídeos motivacionais de caráter duvidoso, como já escrevi anteriormente. A seleção foi um horror tático e técnico durante a Copa. Mas, se aqueles atletas vencessem, seria para sempre ressaltada a “emoção”. Aliás, o tempo todo tivemos que flertar com ela. As reportagens da emissora oficial da seleção antes de a Copa começar eram todas chorosas, um apresentador de TV famoso pela “amizade” com os caras do time nacional interrompeu um treino na concentração, em Teresópolis, para levar um garoto de 17 anos com uma doença congênita. Muitos jogadores caíram em prantos. Sério, para que isso?

Jornalistas adoram rotular eras. A Era Pelé, a Era Zico. Em 1990, nosso fracasso foi apelidado de Era Dunga. Eu arrisco um palpite: o fiasco de 2014 se deve à Era do Mimimi.

Fonte: PLACAR

segunda-feira, julho 21, 2014

Museu do Catete dá abrigo a debate sobre o futebol feminino

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Aconteceu neste sábado (19), no Museu do Catete no Rio de Janeiro, um debate voltado ao Futebol Feminino, sob a organização do Estrela Nova e com a participação de pessoas de grande influência no meio da modalidade, como , René Simões , Jorge Alves, Mario Sergio Ribeiro, João Milhano, Rogerio e Thaissa, entre tantas personalidades. 

O debate foi presidido pela Cris do Estrela Nova, que teve um papel fundamental para com a realização do evento.

No salão paralelo do museu, concomitantemente  acontecia uma exposição sobre o futebol feminino no Brasil, desde seu surgimento até os dias de hoje.

O site futebolfeminino.info visitou a exposição e constatou o excelente trabalho realizado por profissionais que realmente entendem e querem a evolução da modalidade. Na parte externa do museu acontecia uma competição de Futebol Três, vencida pela equipe do Criciúma de Macaé.

O debate foi marcado por muitos pontos importantes, como a importância do trabalho de base e do planejamento eficiente do futebol feminino brasileiro.

No Brasil, quando uma jogadora chega a seleção brasileira sub/17, ela não tem quase nenhuma noção de tática, e essa é uma situação que precisa ser revista. Enquanto em muitos países a jogadora já chega com um bom conhecimento sobre tática nas categorias intermediárias, por aqui isso está longe de acontecer. Portanto, é necessário que se invista na base, seja nas escolas tradicionais, seja na formação específica originária nos clubes.

Segundo René Simões, o Brasil precisa se planejar e renovar seus métodos de formação também no futebol feminino. Simões não poupou críticas às recentes mudanças na CBF. “Como pode um agente de jogador de futebol  se tornar o  mais novo diretor de seleções da entidade”, indagou. René ainda disse: “Isso é  inaceitável , referindo-se à indicação de Gilmar Rinaldi.

Enfim, todos concordam que o debate havia sido um sucesso, pelas muitas coisas positivas que dele se poderia tirar para o futebol feminino brasileiro. O fato de se conseguir reunir pessoas que verdadeiramente se importam com a modalidade e que querem mudanças já representa uma vitória.

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Fonte: http://futebolfeminino.info/ – Adaptação: Benê Lima

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domingo, julho 20, 2014

Clubes brasileiros aumentam receitas, mas gastos turbinam suas dívidas

Editoria de Arte/Folhapress

O vexame brasileiro na Copa acendeu os holofotes sobre a estrutura do futebol nacional. E o cenário notado nos clubes, pilares de sustentação do esporte, é nebuloso.

Ao mesmo tempo que viram suas receitas serem turbinadas nos últimos anos, as agremiações conseguem gastar cada vez mais e aumentar as suas já enormes dívidas.

Os clubes fecharam contratos milionários com a Rede Globo em 2011. A emissora negociou a compra dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro e vitaminou o pagamento aos times.

Cofres de Corinthians e Flamengo, por exemplo, chegaram a receber da televisão mais de R$ 100 milhões por ano. E a receita de TV, principal fonte de renda dos clubes, tornou-se cada vez mais essencial para a sobrevivência.

Mas esse incremento fez com que os clubes, que já estavam repletos de dívidas, gastassem ainda mais com contratações e salários de jogadores e de treinadores.

Em consequência dos gastos volumosos, os times não conseguiram pagar suas contas cotidianas –salários de astros atrasaram–, dirigentes apelaram a adiantamentos de receitas futuras (inclusive de direitos de transmissão) e os clubes sofrem hoje com dívidas impagáveis.

Os débitos fiscais, que há anos os clubes não conseguem quitar –e muitos não pagam mensalmente–, compõem importante parcela do total devido. Os 12 maiores clubes somam R$ 1,7 bilhão de dívidas com o Fisco.

Cartolas veem o projeto de lei que refinancia essas dívidas com prazo a perder de vista como a solução para os clubes respirarem. O texto aguarda votação na Câmara.

"Há um problema de gestão. O passivo fiscal, as contingências trabalhistas e as dívidas bancárias são os maiores gastos", aponta Amir Somoggi, especialista em gestão esportiva. 

Editoria de Arte/Folhapress

Copa do Mundo foi embora, mas má gestão em estádios permaneceu

Arenas esquecem padrão Fifa no trato ao torcedor

Por Duda Lopes / Máquina do Esporte

O futebol brasileiro retornou após a Copa do Mundo, mas nos gramados está a clara mensagem que pouco se aprendeu no trato ao consumidor. Nesta quinta-feira, a Arena Corinthians foi um retrato da situação.

Ainda que o acesso continue fácil e rápido, mesmo sem o “expresso Copa”, o horário da partida mostra o claro desdém com o público que frequenta estádios no Brasil. Às 19h30, a saída coincidiu com o pico do metrô e do trem paulistano. Além do transtorno de quem foi à Arena, a população em geral conviveu com uma lotação acima do normal; considere que o metrô da cidade é o mais cheiro do mundo. Não há nenhum argumento razoável para a partida não ser uma hora mais tarde. Nem mesmo televisão, o que seria um absurdo, teria essa necessidade, já que foram apenas três jogos na quinta-feira.

Na próxima quarta, a partida da Arena Corinthians será às 22 horas, o que significa que não haverá metrô e trem para o retorno. Ou seja, o principal modo de acesso não existirá. 

Dentro do estádio, a Polícia Militar deixa a sua marca. Ao barrar a circulação no entorno do estádio, um dos pontos positivos da Arena, houve confusão entre aqueles que queriam ir embora pelo trem. Acuados e espremidos, torcedores derrubaram as barreiras impostas. No caminho aberto, era preciso tomar cuidado para não escorregar nas fezes deixadas pelos cavalos da cavalaria policial.

Arena Corinthians não foi exceção. Na Arena Pernambuco, os transportes públicos sofreram com lotação e com a ausência dos serviços de Copa do Mundo. Na Arena Pantanal, relatos parecidos. Basicamente, o padrão Fifa foi embora com Blatter, e o torcedor brasileiro sendo absolutamente mal tratado.

Na Copa do Mundo, nenhum estádio teve menos de 90% de ocupação. No Campeonato Brasileiro, há um grande esforço para manter as arquibancadas vazias. A reestreia corintiana teve 32 mil presentes, quinto maior público do torneio deste ano. Foram liberados menos de 40 mil ingressos. Onde tinha espaço, o tíquete chegava a custar R$ 400. Na Arena Pernambuco e na Arena Pantanal, 6 mil e 7 mil presentes, respectivamente.

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quarta-feira, julho 16, 2014

Twitter ou Facebook? Copa do Mundo distingue natureza de cada rede social

Enquanto final foi evento mais comentado no Facebook, goleada alemã sobre o Brasil na semifinal foi o mais falado no Twitter, e esta diferença ilustra comportamento do usuário

Por Rodrigo Capelo - São Paulo (SP)

 

Entender como se comporta o consumidor em redes sociais é fundamental para qualquer empresa que se disponha a interagir com ele. E a Copa nos fez um favor muito grande ao distinguir claramente quem é o usuário do Twitter e quem é o do Facebook.

No Facebook, o evento mais falado foi a final, com 280 interações de 88 milhões de pessoas. Isso inclui posts, likes e comentários. Os EUA foram mais participativos, com 10,5 milhões de indivíduos, seguidos por Brasil, com 10 milhões. Lembrando: a rede tem 1,3 bilhão de usuários.

Já no Twitter a decisão foi a segunda mais comentada. A vitória da Alemanha sobre o Brasil por 7 a 1, sim, gerou mais interações, com 35,6 milhões de tuítes contra 32,1 milhões. Foi o evento esportivo mais tuitado da história da rede que tem 255 milhões de usuários.

Por que a final rendeu mais no Facebook e a semifinal no Twitter? Por causa da natureza das partidas. A goleada alemã foi inesperada, dramática, até ridícula. É disso que o tuiteiro gosta. Já a decisão foi parada, sem gols, mas era histórica. Assim como um casamento, quando não há muito o que se falar, mas todo mundo quer dizer algo para marcar presença.

No Twitter se fala de fatos surpreendentes e inesperados. No Facebook, as pessoas gostam de falar dos sentimentos delas em relação a eventos ímpares. Em tempo: esta é uma leitura recorrente nas redes sociais. Não a inventei agora. Mas a Copa a deixou cristalina.

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terça-feira, julho 15, 2014

O software alemão

Como um programa de computador contribuiu para a vitória da seleção germânica na Copa do Mundo

Pedro Doria / O Globo

No início de 2000, Dietmar Hopp, o milionário sócio da SAP, uma das maiores empresas de software do mundo, assumiu como mecenas do pequeno TSG 1899 Hoffenheim, clube da quinta divisão alemã. Quando adolescente, Hopp jogara nas divisões de base do time. Por trás da história da ascensão do clube à primeira divisão está, em parte, também a história do tetracampeonato alemão no Maracanã. Uma história que passa por um programa de computador que nasceu ali: Match Insights.

Já faz alguns anos que nos acostumamos a ouvir estatísticas durante os jogos. Quantos passes certos e quantos errados, chutes a gol, espaço percorrido por cada atleta, tempo de posse da bola. Um dos problemas que vêm perturbando técnicos e jornalistas especializados é como transformar estes números em informações que possam de fato contribuir para o aperfeiçoamento do jogo. A turma mais velha, tanto na crônica quanto entre os profissionais do esporte, costuma fazer pouco das estatísticas. Futebol mesmo, sugerem, quem entende são aqueles com a manha, quem sabe observar com seus anos de prática. O Match Insights nasceu para dar sentido aos números.

O campo de treino do TSG é um parque tecnológico. Em todos os pontos do gramado há câmeras e sensores. Quando vão ao campo, os jogadores carregam sensores também em suas meias. Nenhum movimento passa sem análise. E nenhuma tecnologia deixa de ser testada. Com um Google Glass, o técnico analisa em tempo real dados sobre como se movem seus homens. Com um iPad, é capaz de explicar o que deseja deles.

Evidentemente, em um jogo oficial não há sensores no gramado. Mas, ainda que com menos detalhes, imagens em vídeo bastam para que o Match Insight faça a coleta de números o tempo todo.

Tática importa, treino idem. Futebol pode parecer um jogo romântico no qual a habilidade individual faz o truque. Na prática, é um jogo de conquista de território. As equipes avançam contra o terreno adversário com o objetivo de se aproximar do gol. Os métodos são muitos: passes longos ou curtos toques de bola, dribles. O olho do técnico experiente percebe este avanço de forma mais sofisticada que o do torcedor comum. Capta erros, intui movimentos. O software pode ir onde o olho já não alcança.

Com o Match Insights, analisando o movimento dos jogadores alemães em campo, a equipe técnica foi capaz de perceber micromovimentos que poderiam ser aperfeiçoados. Os melhores cronistas logo observaram: os alemães juntaram o estilo de toque de bola do “tiki-taka” espanhol com sua eficiência germânica. Por trás está o software. Entre a posse de bola e o passe, o tempo foi reduzido de 3,4 para 1,1 segundos. Não há mágica.

Não é só para aperfeiçoar seu próprio time que serve o programa. Cada equipe que enfrentou os alemães foi cuidadosamente analisada para identificar, sempre, os espaços desguarnecidos. Enquanto os jogadores brasileiros ouviam discursos motivacionais, os alemães viam na tela um mapa com os buracos deixados pelo oponente.

Os europeus estão mergulhando fundo e apenas começam a descobrir o que softwares podem revelar a respeito de futebol. Já há alguns livros sobre o tema no mercado. O melhor se chama “Os Números do Jogo” (Editora Paralela) e leva as assinaturas de Chris Anderson, um ex-goleiro, e David Sally, um economista. Um livro só sobre futebol e números.

Para Anderson e Sally, futebol é 50% acaso e 50% aperfeiçoamento tático. Enquanto isso, no Brasil, nos resta a emoção do hino a capella.

Veja o vídeo clicando aqui

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