Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

domingo, agosto 23, 2009


Fifa pretende retirar futebol das Olimpíadas já em 2012
A entidade alega divergências com o Comitê Olímpico Internacional (COI) por conta da difulcudade em conseguir a liberação de jogadores com os clubes
Equipe Universidade do Futebol

A Fifa, principal organização ligada ao futebol, afirmou que pensa em excluir a modalidade dos Jogos Olimpícos. A entidade alega divergências com o Comitê Olímpico Internacional (COI) por conta da difulcudade em conseguir a liberação de jogadores com os clubes para a disputa das olimpíadas.

No próximo dia 29 de agosto, Joseph Blatter, presidente da Fifa, estará no Brasil para discutir sobre o tema. Caso a ideia seja aprovada, o futebol não fará parte dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.

A Fifa aponta duas razões por querer retirar a modalidade das Olimpíadas: a forte resistência dos grandes clubes europeus que hesitam em liberar seus atletas, e os jogos que ocorrem no mesmo período dos Jogos Olímpicos.

Jogadores como Messi, Diego e Rafinha estiveram em Pequim contra a vontade de seus clubes.

Jogadores como Messi, Diego e Rafinha estiveram em Pequim (sede da última edição dos Jogos Olímpicos) contra a vontade de seus clubes.

O COI pede que a Fifa tome uma decisão rapidamente para não atrapalhar os preparativos para os Jogos de Londres. A entidade máxima do futebol deve propor que as seleções sejam formadas apenas por atletas sub-21. A regra atual determina que sejam convocados jogadores da categoria sub-23, mais três jogadores com idade superior.

Altura é essencial



Com 'piso' de estatura, Cruzeiro realiza seleção de novos goleiros
Jovens nascidos entre 1993 e 1996 passarão por avaliação; critério de altura é pré-requisito
Equipe Universidade do Futebol
No próximo dia 14 de setembro, o Cruzeiro promoverá uma seleção de novos talentos. O alvo específico: goleiros. Mas além do faixa etária específica, um outro fator considerado predominante pela comissão técnica das categorias de base celeste servirá como “nota de corte” – trata-se da altura.

Para aspirantes nascidos em 1993 e 1994, a estatura mínima requerida é de 1,85m. Já aos mais jovens ainda, de 1995 e 1996, a indicação é de 1,80m pelo menos.

Os atletas deverão levar seus próprios utensílios, tais como luva, chuteira, camisa, calção e meião. Devem também apresentar certidão de nascimento e atestado médico provando a aptidão para realizar atividades físicas.

A apresentação deve ocorrer até às 12h 30 no portão lateral da Toca da Raposa I - rua Benito Masci, 150, no bairro Bandeirantes. Lá, todos serão cadastrados e encaminhados para o treinamento; não é necessária inscrição prévia.

O Cruzeiro informa que não fornecerá alojamento e alimentação aos interessados.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (31) 3427-3800.
Ainda a adaptação do calendário brasileiro de futebol ao calendário mundial...
Horário das 18 horas para jogos aos domingos parece apropriado: bom para a coletividade
Luis Filipe Chateaubriand
Em artigo anterior a este, mostravam-se as vantagens que poderiam ser decorrentes da adaptação do calendário do futebol brasileiro ao calendário europeu. Ou, como sempre bem assinala o jornalista Juca Kfouri, ao calendário mundial, haja vista que todo o mundo desenvolvido do futebol, aí inclusos México, Chile e, principalmente, Argentina, o adotam.

O tema é polêmico e não será em poucas linhas que se terá a pretensão de encerrá-lo. Em assim sendo, algumas ideias devem ser desenvolvidas em tal sentido. O presente documento é destinado a isso.

Foi explicitada a possibilidade dos jogos aos domingos serem às 18 horas, o que seria algo apropriado para o exercício do futebol em dias de verão. No entanto, o contra argumento é que a detentora dos direitos de transmissão, a Rede Globo de Televisão, seria contra essa mudança.

Contudo, uma análise cuidadosa mostra que, para a própria emissora carioca, o horário de domingo às 18 horas, ao invés de 16 horas – o atual – pode ser propício. Isso porque, no modelo presente, o futebol precisa ser intercalado com o programa de variedades do apresentador Fausto Silva. Assim, o “Domigão do Faustão” vai ao ar das 15 horas às 16 horas, é interrompido para o futebol e volta às 18 horas, para daí seguir, até o horário do “Fantástico”.

Será que, para a Rede Globo, o mais conveniente é exibir programações de forma fragmentada? Possivelmente, não. O mais apropriado seria transmitir as atrações de forma contínua.

Se o futebol fosse às 18 horas, o “Domingão” passaria a ser exibido das 15 horas às 18 horas, de uma forma contínua. A atração, assim, não precisaria ser interrompida, o que seria bom para a própria audiência.

Em resumo: o horário de 18 horas para jogos aos domingos parece apropriado; é bom para a emissora, que aproveita a audiência de dois programas contínuos, e não fragmentados; é bom para o telespectador, que pode aproveitar melhor a tarde de domingo, momento de recreação, e assistir seu futebol no início da noite; é bom para o torcedor que vai ao estádio, pelo mesmíssimo motivo; e é bom para os jogadores, que não precisam jogar com “sol a pino”.

Em tempo: para a própria Rede Globo, que é contra a adaptação ao calendário mundial, a dita adaptação poderia ser boa. Afinal, ao se seguir o calendário mundial, a atratividade do produto “futebol brasileiro” tornar-se-ia maior no exterior, um mercado de altíssima potencialidade e com oportunidades de ser explorado pela emissora de forma mais plena do que até então.

Outro ponto importante é que quando se alinha o calendário no Brasil ao calendário mundial, não são apenas competições como Copa América, Copa das Confederações e Copa do Mundo deixam de passar pelo constrangimento de ter a concorrência do futebol de clubes, mas outras competições, como as Olimpíadas e os Jogos Panamericanos passam por esse mesma situação.

É sabido que todas essas competições são jogadas em meados de seus respectivos anos, e o bom senso mostra que, quando há competições desse porte, não deve haver
futebol nacional.

Cabe ressaltar que o clube é a instituição que deve ser mais valorizada, quando se fala em futebol. São os clubes que fazem o espetáculo e o negócio acontecer! Portanto, se de agosto até maio o futebol for integralmente dedicado aos clubes, é justo que os meses de junho e julho sejam dedicados às seleções. Com a adaptação ao calendário mundial, dá para fazer isso. Sem a adaptação, só será possível através de conceitos mirabolantes.

Mais uma questão que merece ser estudada é, em havendo a adaptação, qual o período das competições oficiais de clubes que deveria ser arrolado. Com o intuito de haver espaço para que todo o vastíssimo rol de competições fosse contemplado, isso deveria se dar entre o início de agosto de um ano e o final de maio do ano seguinte.

Mas aí se coloca outro relevante óbice: se a "janela" de transferências do meio de ano inclui os meses de junho, julho e agosto, e os campeonatos começam em agosto, há o risco de haver transferências quando a temporada oficial já começou. E, portanto, o problema principal seguiria sem ser resolvido.

Em primeiro lugar, basta os clubes terem uma postura mais firme, mais soberana, e decidirem: “em junho e julho, aceitamos fazer transferências de jogadores; em agosto, não mais”. Que os clubes tenham que transferir jogadores para o exterior, é aceitável, embora indesejável. Mas que eles tenham que os transferir a qualquer hora, a qualquer momento, é ir um pouco longe demais...

Isso, sim, parece postura de "colonizado": não adaptar nosso calendário ao mundial.

O presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, do Palmeiras, deu o exemplo, há poucos dias: disse que não vai transferir ninguém em meio à competição em curso, o Campeonato Brasileiro; com a adaptação, os outros clubes poderiam ter, ao menos parcialmente, a mesma coragem - se aceita transferir em junho e julho, mas não em agosto.

Em segundo lugar, admita-se que se transfira jogadores em agosto. Ora, isso é início de temporada, os times ainda estão se ajustando. Bem ao contrário do que acontece atualmente, sem a adaptação, quando já se está em meio de temporada, e a perda de jogadores importantes é muito mais sentida, pois os times já têm padrão de jogo mais consolidado.

O polêmico assunto tem outras facetas. Estas, porém, serão discutidas em outro artigo.

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*Luis Filipe Chateaubriand é autor do livro 'Futebol brasileiro: um projeto de calendário', pela editora Publit (www.publit.com.br).

quinta-feira, agosto 20, 2009

Rogério Ceni: o maior atleta do Brasileirão

Fotos: Site Oficial SPFC

Foto: Rubens ChiriPoucos são os atletas que mantêm um vínculo duradouro com um clube de futebol.

A globalização, negócios e distâncias cada vez mais curtas colaboram de forma negativa para que o torcedor brasileiro perca suas referências de ídolos, de atletas que ostentem por longas temporadas seu manto.

Rogério Ceni, ao lado de outros poucos atletas, é um dos poucos exemplos do qual podemos nos orgulhar.

O São Paulo se confunde com Rogério Ceni, que tem seu nome ligado ao clube como se dele fizesse parte desde sua fundação.

Muitos podem questionar sua personalidade controversa, mas eu enxergoFoto: Rubens Chiri apenas um profissional obstinado e muito correto no que faz. Um ídolo querido por todos os torcedores do São Paulo, seu clube, e com admiradores Brasil afora.

Na noite de hoje, após 4 meses longe dos gramados, Rogério Ceni retornou ao gol do São Paulo para tornar-se o atleta que disputou mais partidas pelo Campeonato Brasileiro. Já era o atleta com mais partidas por um mesmo clube, mas agora reinará absoluto, para talvez nunca mais ser alcançado.

O golaço marcado por Richarlyson pode parecer mero detalhe para alguns.

O que vale, para o torcedor de futebol, é ver o retorno de um craque da bola, quando muitos craques hoje nos dão a graça apenas pela TV.

FPF criará guia para venda de ingressos

GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em São Paulo


A Federação Paulista de Futebol prepara ainda para este ano o lançamento de um guia com instruções para a venda de ingressos para jogos de futebol no Estado. O trabalho será feito a partir dos dados coletados por uma comissão que a entidade criou em agosto do ano passado, liderada por Marco Aurélio Klein.

Klein havia trabalhado como coordenador-executivo da comissão Paz no Esporte, que desenvolveu um plano de ação para o Ministério do Esporte a fim de melhorar o clima entre torcedores nos estádios nacionais. O relatório desenvolvido por esse grupo guiou uma série de propostas para o guia da Federação Paulista.

Entre agosto e setembro do ano passado, a comissão criada pela entidade estadual fez reuniões ordinárias para estruturar um conjunto de medidas a serem tomadas sobre a venda de ingressos. Desde então, o grupo monitorou cerca de 80 jogos em todo o Estado para medir a qualidade do trabalho de comercialização de entradas.

"O resultado é que o serviço é muito ruim. Basicamente, a venda de ingressos é ineficiente e desrespeita o torcedor", sentenciou Klein nesta quinta-feira, em apresentação realizada na sede da FPF.

A apresentação de Klein abriu uma série de eventos para divulgar os resultados das análises realizadas por sua comissão. Nas próximas semanas, o grupo fará encontros com autoridades, fornecedores e clubes para apresentar as sugestões.

O plano de ação para venda de ingressos é sustentado por cinco esferas: responsabilidade, organização, ação, gestão e transparência. Com esse intuito, Klein mostrou uma série de sugestões que a FPF fará a seus filiados, que vão desde a organização de filas até uma engenharia para facilitar o troco e agilizar as vendas.

A maioria das ações propostas demanda apenas mudança de procedimento e organização. As exceções são o treinamento de funcionários responsáveis pela venda e a instalação de câmeras e vidros nos guichês. "Não é simples mudar hábitos arraigados, mas o fato é que a tecnologia para isso existe. Só falta planejamento", encerrou o responsável pela comissão estadual.

A ideia da FPF é apresentar o guia de venda de ingressos aos clubes em outubro deste ano. Com isso, as mudanças mais simples já devem ser exigidas a partir do Estadual da próxima temporada, com início previsto para janeiro.

Série B do Nacional é carro-chefe de sistema PPV de televisão em estratégia de vendas
PFC, dos canais Globosat, supera 750 mil pacotes comercializados ao todo nas duas primeiras divisões do Campeonato Brasileiro
Equipe Universidade do Futebol
Tido por muitos clubes como “inferno”, a segunda divisão do Campeonato Brasileiro vem rendendo bons frutos pelo menos para uma esfera especial em meio ao processo do futebol: a da comunicação. Sistema de pay-per-view dos canais Globosat, o PFC comemorou os números positivos obtidos na primeira metade do Nacional-09. Muito por influência da arrecadação partida da Série B.

A segunda competição mais importante do país – excetuando-se a Copa do Brasil – já comercializou aproximadamente 130 mil pacotes, meta de unidades estipulada para toda a temporada.

Na esteira do processo vem a elite do torneio, mas que carece de um percurso mais distante para tocar o almejado. Já foram vendidos 623 mil pacotes PFC da Série A, 12 mil abaixo do previsto para 2009 – neste ano, os canais pagos da Globosat mostrarão todas as partidas das duas primeiras divisões.

“Oferecemos todos os jogos do Campeonato Brasileiro para os assinantes, inclusive para as praças onde eles acontecem. Serão 760 transmissões no total, sendo 380 de cada série”, garante Pedro Garcia, diretor do PFC.

O Campeonato Brasileiro também respira ares internacionais pelo mesmo sistema. Até este momento, foram mostrados 116 jogos da competição nacional de 2009 para Portugal, França, Estados Unidos, Canadá, Nigéria, Trinidad e Tobago, Angola, Moçambique, Uruguai e Chile. Todos pelo canal.

terça-feira, agosto 18, 2009

Violência no futebol: quando as causas vão ser investigadas?
A atuação dos meios de comunicação em relação ao tema no meio esportivo é um aspecto que deve ser repensado
GEF
Mortes relacionadas ao futebol brasileiro reacendem a discussão em torno da violência no esporte. Normalmente declarações precipitadas de autoridades públicas, assim como informações desencontradas e incoerentes veiculadas pela imprensa contribuem para a formulação de "soluções mágicas", mas que poderão comprovar-se ineficazes, dado que não consideram a amplitude e a importância do fenômeno.

Em um primeiro momento, consideramos ser fundamental a retomada dos trabalhos da Comissão Nacional de Prevenção da Violência nos Espetáculos Esportivos pelos Ministérios do Esporte e da Justiça e a criação de colegiados similares nos estados, que tenham a atribuição de tratar o tema com o devido cuidado e de trazer o poder público para o cerne da discussão. Há a necessidade, também urgente, de atualização da legislação específica para o esporte, como o Estatuto do Torcedor. A tarefa é especialmente oportuna neste momento, dado que o tema está sendo discutido no Senado. Alguns pontos importantes foram acrescentados à lei, mas outros, como a melhoria da infraestrutura dos estádios, ainda não foram contemplados.

Para que as atividades sejam efetivas e contínuas, é preciso incentivar e assegurar a participação, nas referidas comissões, de representantes de diferentes esferas da sociedade (governo, entidades esportivas, torcidas organizadas, imprensa e estudiosos), de maneira a enriquecer e ampliar o enfoque das análises. Da mesma forma, ainda verificamos a urgência da criação de uma corporação de segurança especializada em eventos esportivos, pois é notório que o despreparo dos atuais agentes públicos, e o tratamento por eles conferido aos torcedores - organizados ou não -, estão entre as principais causas dos conflitos violentos.

A atuação dos meios de comunicação em relação ao tema da violência no meio esportivo é outro aspecto que deve ser repensado. A armadilha do crédito excessivo às versões oficiais e a demora ou descaso ao ouvir os torcedores presentes na cena do conflito contribuem para a prevalência de uma visão homogeneizada, que, por estar distante dos fatos, frequentemente não consegue absorver as contradições e especificidades da relação entre torcedores. Assim, a informação que chega ao cidadão, ao invés de oferecer um panorama da situação, tende a reforçar preconceitos.
Algumas propostas apresentadas no "calor dos fatos", como a realização de partidas com uma única torcida, denunciam a incapacidade do Estado em prover segurança aos cidadãos. São recursos paliativos.

As propostas de ações para prevenção da violência no meio esportivo não têm o poder de tornar a assistência do esporte instantaneamente pacífica, mas espera-se respostas consequentes a episódios de violência em dias de jogos com uma apuração de forma isenta e cujos envolvidos sendo julgados e punidos dentro dos limites legais, de acordo com a participação de cada um.

Encontra bodes expiatórios, para dar uma resposta rápida à sociedade e acalmar os ânimos da opinião pública pode trazer sensação de conforto ou dar a ideia de que estamos sendo protegidos, mas esse tipo de "saída fácil" apenas acrescenta mais pólvora a um barril que permanece pronto para explodir outras vezes. Vale reforçar, portanto, que o assunto da violência no futebol é complexo e merece discussões intensas e urgentes. Nesse sentido, a união de esforços é o modelo mais indicado para a formulação de medidas eficazes a curto, médio e longo prazos.

Por reforma do Código de Direito Desportivo, consulta pública é aberta por Ministério
Processo será conduzido pelo IBDD; minuta de reforma já pode ser visualiza
Equipe Universidade do Futebol
O Código Brasileiro de Direito Desportivo (CBDD), bem como o processo executivo, são alvos de contestações em algumas oportunidades. A partir do próximo dia 24, entretanto, sugestões públicas de mudanças do texto da reforma serão levadas em consideração.

Por intermédio do site do Ministério do Esporte ou presencialmente, em reuniões que serão realizadas em seis estados, as colaborações passarão por análise e poderão compor o novo quadro.

Em evento oficial no Museu do Futebol, em São Paulo, o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., abrirá a consulta pública, que será conduzida pelo Instituto Brasileiro de Direito Desportivo (IBDD).

O texto atual do Código e a minuta de reforma já podem ser acessados na página da Comissão de Estudos Jurídicos Desportivos.

Dentre as novas propostas, a ratificação da importância das imagens de televisão ou fotográficas, por exemplo, como prova em processos que envolvam possíveis infrações cometidas pelos jogadores.

A justiça desportiva, então, só poderá modificar uma decisão do árbitro em caso de penalizações graves e se for configurado o flagrante erro.

Já no artigo destinado ao doping, o texto estabelece como reguladora do tema a própria legislação internacional.

Ainda no mês de agosto, os encontros públicos serão realizados na capital paulista, como indicado, e no dia 27, em Recife (PE). Em setembro, os encontros ocorrerão nos dias 1º, 3, 9, 11 e 15, em Curitiba (PR), Goiânia (GO), Salvador (BA), Manaus (AM) e Rio de Janeiro (RJ), respectivamente.

O documento composto pelas arguições apresentadas,reunidas em um relatório, será encaminhado à Comissão de Estudos Jurídicos Desportivos do Conselho Nacional de Esporte, para que possa ser modificado. O texto consolidado será, então, enviado para discussão e votação do Conselho Nacional do Esporte.

domingo, agosto 16, 2009

Jogar futebol
É preciso compreender o jogo na sua essência, entregando-se a ele com paixão. É preciso senti-lo internamente. É preciso saber oxigenar-se através do combustível mágico do jogo. Esse é o esporte
Ronald de Carvalho
De maneira geral, o futebol que está sendo jogado no Brasil – ainda que haja exceções à regra – não prima pela qualidade. Basta ver o inadmissível número de passes errados numa partida, algo que se refere a um dos elementos fundamentais da técnica individual do jogador.

O que antes era um jogo de bola se tornou uma luta, uma batalha. São brigadores de posse da bola se multiplicando assustadoramente e, paradoxalmente, os talentos da arte de jogar futebol se tornando cada vez mais escassos. Não é o modelo da escola brasileira de futebol. Não é a nossa identidade. Isso acaba se refletindo numa enganosa aceitação de competitividade. Competir não significa lutar.

Afinal, futebol é um jogo ou é uma luta desenfreada pela posse da bola? E antes que se subestime a indagação com o chavão de que “o futebol mudou”, precisamos refletir um pouco mais.

Por que será que alguns jogadores, já com seus trinta e tantos anos, acabam se destacando no meio dessa correria desenfreada? Seria porque ainda lhes sobra o talento, mesmo sem o vigor da juventude? Ou por que ainda carregam dentro de si outra concepção do jogo de futebol?

Num artigo anterior, comentei sobre jogar futebol por reação. Em síntese, quis dizer o seguinte: hoje, o jogador luta pela bola e, de posse dela, vai em frente ou a entrega a um companheiro, mesmo sem saber por quê. Se for em frente e algum adversário se opõe, vindo na sua direção, reage aquela ação, desviando-se, e por aí vai. Acontece até mesmo de se deparar, assustado, com a seguinte situação: “Ih... caramba... fiquei na cara do gol”, e aí chuta para fora ou, acidentalmente, como tudo se originou, termina fazendo o gol.

Seria isso jogar futebol? Evidentemente, não é assim que se pratica a modalidade, pelo menos na história brasileira nunca foi dessa maneira.

Jogar futebol é algo mais. Não se joga futebol por reação. Tampouco por reprodução. E futebol não se restringe a um projeto social para minimizar as desigualdades do povo brasileiro, e nem deve ser entendido como uma tábua de salvação, embora, consequentemente, acabe proporcionando independência financeira a muitos que dele participam.

É necessário, primordialmente, talento para se jogar bem. Aliado ao talento, a inteligência. Luta, garra e determinação não garantem um bom futebol, apesar de necessárias. É preciso compreender o jogo na sua essência, entregando-se a ele com paixão. É preciso senti-lo internamente. É preciso saber oxigenar-se através do combustível mágico do jogo, colocando em cada gesto, em cada jogada, a alegria pela descoberta de saber e poder fazer o melhor diante das mais inusitadas situações.

É preciso conceber e criar. É preciso transgredir o óbvio com o diferente, com o novo, até com o inimaginável. É preciso mostrar felicidade pelo prazer de jogar bola nesse mundo particular, e na qual consegue melhor se expressar. A vocação foi concedida. A contrapartida faz obrigatória uma doação intensa a cada jogo. Com respeito a tudo que ele significa. Não se preocupando em ser o melhor, mas sim a dar o melhor que puder e que existe dentro de si. Não é simples, mas é assim que se joga futebol.

Seria tudo isso apenas um delírio? Ou algumas linhas românticas do futebol? Ou apenas, coincidências? Seria difícil simbolizar um jogador com tais atributos?

Para mim, basta fechar os olhos para visualizar o Kaká correndo com a bola nos pés, jogando futebol sempre com a mesma intensidade. Sempre competitivo!

"Humano, demasiado humano..."

Texto Insólito
A sabedoria rara, que se opõe aos usos e costumes, do filósofo Manuel Sérgio, presente em mais uma de suas obras
Alcides Scaglia

“Falar de complexidade equivale a referir
sistemas complexos ou, como hoje se diz,
sistemas complexos adaptativos,
tradução de complex adaptative systems”
Manuel Sérgio

No começo deste ano, recebi do professor Manuel Sérgio seu mais recente livro, intitulado “Textos Insólitos”, publicado pelo Instituto Piaget. Como toda obra desse filósofo, mais um delicioso desafio intelectual e uma oportunidade de aprendizado e crescimento profissional.

Já reparti os conhecimentos com meus alunos de graduação, e agora gostaria de compartilhar com a comunidade da Universidade do Futebol um pouco dessa saberia insólita, aguçando a curiosidade e provocando mais inquietações pedagógicas.

Insólito, segundo o Houaiss, refere-se ao “que não é habitual; infreqüente, raro (...) que se opõe aos usos e costumes; que é contrário às regras, à tradição”, logo, um título mais do que apropriado para se referir às questões da motricidade humana à luz do paradigma emergente.

E mais pertinente ainda quando no interior do livro, precisamente no seu sétimo capítulo, deparamo-nos com um texto denominado “O futebol e as ciências humanas”.

Será esse o texto, o qual aborda o futebol na perspectiva do pensamento complexo, que quero apresentar à comunidade, por meio de alguns poucos trechos selecionados, garantindo ao leitor absorver o pensamento de Manuel Sérgio por meio de suas próprias palavras, sem os possíveis equívocos ou influência de minha interpretação.

Sendo assim, em meio à tessitura de seus pensamentos complexos, apresento os excertos recolhidos da obra de Manuel Sérgio:

“Ter sido jogador de futebol ajuda a uma correcta visão do jogo, mas não é o essencial. É o Homem que se é que triunfa no treinador que se pode ser.”
“Ora, no futebol (como no desporto em geral), tudo é um híbrido de caos e de cosmos, de ordem e desordem. No futebol, há mais uma causalidade contingente do que uma causalidade linear.”

“O rigor é a base do conhecimento científico. Mas o determinismo não exclui a fantasia, o fortuito, o imprevisível. Todo determinismo do treino que foi ministrado ao Garrincha, ao Pelé, ao Maradona, ao Eusébio e a outros mais resultou no insólito da subjetividade de cada um deles. Não basta estudarmos o que é dado ao futebolista, como validade universal das ciências, mas também a quem é dado.”

“O treinador, na sua leitura-interpretação, deverá não esquecer que é um erro a monocultura do saber. É preciso saber mais do que futebol, no mundo do futebol. E por isso o futebol pressupõe um modelo de jogo, que se concretiza num cruzamento de várias territorialidades disciplinares.”

“O treino é, muitas vezes, mais uma engenharia de desejos do que uma ciência certa. Na complexidade do futebol, as certezas são ilhas, num mar de incertezas. Construtor de redes, o treinador de futebol deve iniciar, o mais depressa possível, um diálogo com outros saberes, captando o novo sem esquecer as invariantes estruturais.”

“Os jogadores reflectem o que fazem nos treinos e, por isso, o treino tanto pode optimizar os limites das capacidades dos jogadores como limitar os seus desempenhos.”

“A preparação física e técnica e táctica e psicológica e moral faz-se num treino, onde todos os elementos se encontram integrais e superados e por isso se encontram em rede e trabalham ao mesmo tempo.”

“Daí que a inter e a transdisciplinaridade devam percorrer um departamento de futebol, onde o preparador físico não parece necessário, pois que o físico e o técnico e o tático e o psicológico se trabalham simultaneamente. É o pensamento táctico a comandar o próprio treino, para que na competição se operacionalize um modelo de jogo e se concretize a ‘gestão do caos’. Não são precisos preparadores físicos, mas metodólogos do treino. O preparo físico, repito, acontece durante o preparo técnico-tático e psicológico. Não se descura o preparo físico. A metodologia é que é diferente.”

“Assim o futebol, como Desporto que é, deverá estudar-se, em primeiro do mais, no âmbito das ciências humanas, onde a motricidade se refere a fins e a valores. Estão assim presentes a intencionalidade e a vontade de vencer... até de sacrifício! E também o prazer da vivência lúdica. No desporto, o pensamento não conhece a realidade, pensando-a, mas vivendo-a.”

Portanto, podemos compreender e concluir que: “O futebol, para ser ciência (e ciência humana) tem de ser estudado, na universidade, não como dogma, mas como forma de inteligibilidade da prática, em todos os níveis de sua ocorrência. E quem o pratica são, em primeiro lugar, os treinadores, os árbitros e os jogadores de futebol. Daqui, decorre que o futebol, como ciência, não pode dispensar nem o saber universitário, nem o saber dos profissionais que o praticam – dois saberes, elementos do mesmo todo! Ou melhor: da mesma complexidade!”

“De facto se tudo é complexo, o futebol é um sistema complexo.”

O deus deles será o Deus nosso?


O fim (finalidade) sem princípio

A Rede Globo está de parabéns ! (Desta vez)

por Paulinho

Todos sabem que Edir Macedo faz parte da escória da humanidade.

Sem caráter, escrúpulos e o mínimo de honestidade.

Mas sua situação começa a ficar complicada até entre os outros estelionatários da fé.

“Bispos” de igrejas concorrentes não enxergam com bons olhos as sessões diárias de desmascaramento que a IURD vem sofrendo no Jornal Nacional.

Acreditam que, por tabela, seus “negócios dizimais” podem ser atingidos.

As duas emissoras têm problemas históricos.

Mas, em um momento com o este, é impossível não apoiar a Rede Globo contra um Império de gente comprometida com a exploração dos mais humildes.

Edir Macedo merece punição exemplar.

É dos piores seres humanos que já habitaram este planeta.

Pior do que isso, é o constrangmento que ele vem impondo aos jornalistas da Rede Record.

Gente que vem sendo obrigada a defender os bandidos, com sorriso amarelo, e visivelmente incomodados com a situação.

A emissora, que já teve história neste País, virou porta voz de exploradores da fé alheia.

Sem dúvida, uma mancha difícil de reparar.


Sobre Arbitragem

Coluna do Fiori

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FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.br Email:caminhodasideias@superig.com.br

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ÁRBITROS E PHD

Após ser atingido por gripe que me derrubou por quinze longos dias, tentarei voltar ao normal tanto no Blog do Paulinho, quanto no site MSM.

Fiquei alegre, no decorrer da semana encontrei com um ex-árbitro, batemos longo papo sobre a atualidade de nossos árbitros comparando com nosso tempo.

Disse-me então o ex-árbitro, que solicitou para não aludir seu nome, “Fiori: tenho acompanhado suas opiniões, permanece o mesmo, sempre brigando pela aproximação de todos no caminho da retidão, você comprava a briga e ia em frente, enfrentou muitas feras, árbitros, dirigentes, jornalistas e políticos em nome da moralização e do reconhecimento de nossa categoria.”

MALUCO

“Lembro que Farah nunca te dominou e chegou a proibir sua entrada no prédio da FPF, você o encarou nunca se curvou ou implorou escalas, foi maluco de verdade e com verdade, jamais se curvou, pulaste alambrados em defesa de todos, se prejudicou, jamais traiu seus ideais.”

“Estou torcendo por você, lembro que dias destes ouvi em uma rádio que o árbitro Evandro Roman é PHD na função profissional que exerce, no entanto é fraquíssimo como árbitro.”

De imediato lhe lembrei:

“Você se recorda do Álvaro Pereira, aquele de cabeça branca que não saia da cola do Astolfi, foi diplomado árbitro ouvinte por ter idade aquém das exigências da escola, o mesmo dizia:

Os árbitros deveriam ter diploma universitário e serem independentes financeiramente.”

Em meu jeito de ser contrapunha para o referido: Pare com estas baboseiras, antes de tudo o árbitro deve saber arbitrar, ter caráter e, ser probo.

Não adianta ter diploma universitário, ter dinheiro sendo ao mesmo tempo devasso traidor das vísceras do povo e dos colegas de função.

Os maiores estelionatários do país são diplomados nas instituições universitárias

Posteriormente, tomamos o famoso cafezinho, nos despedimos e cada um caminhou pro seu lado.

Chegando a minha botoeira, reprisei a conversa tida com o antigo árbitro, no momento da citação que o árbitro Evandro Roman é PHD em sua função profissional, rememorei que os árbitros de futebol, não são reconhecidos como profissionais.

AFIRMAÇÂO

Sou contra a oficialização da ocupação, salvo se bem formalizada ensejando punição aos abjetos que vierem a abjurar o arquitetar da decência, caso oposto, a bandalheira se fará presente.

Antes de tudo o árbitro deva ser fiel representante das leis do jogo, ter caráter, saber resolver o fato no momento, ter consciência que a teoria na pratica não funciona.

Romualdo Arppi Filho em meu entendimento tecnicamente o melhor árbitro brasileiro e um dos melhores do mundo, não concluiria qualquer sabatina formalizada pelos denominados fenômenos de teorias.

O falecido Dulcidio Wanderley Boschilia, decidido em seu determinar, jamais finalizaria qualquer avaliação.

No entanto, Emidio Marques de Mesquita, Evandro Romam e vários outros a concluiriam com votos de louvor.

Tenho como conceito que na maioria das atividades a pratica supera a doutrina, principalmente nos momentos complexos.

O PÉSSIMO EXEMPLO DA ATUALIDADE DE NOSSOS ÁRBITROS

No sábado 01 de agosto de 2.009 ocorreu à partida:

Juventude x Vasco da Gama

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (FIFA-SP)

Aos cinco minutos de partida Ramon, atacante do Vasco, adentrou a área da equipe catarinense tropeçando no vazio, de súbito Seneme assinalou a falta pênalti, cobrado por Carlos Alberto abrindo o placar a favor da equipe vascaína.

Aquém da marcação indevida do pênalti, Wilson Luiz Seneme pecou na parte disciplinar, foi peitado por atletas e, nada de tomar posição.

Tinha Seneme quão independente, ou seja, díspar do jeitinho de ser dos árbitros brasileiros.

Porem, após seu retorno ao quadro da FIFA, Seneme me parece ter se acaçapado aos hábitos e costume da grande maioria dos árbitros brasileiros do passado e do presente.

JUSTIÇA

Espero que os membros do tribunal que estão a julgar o caso da Máfia do Apito venham a se conscientizar dos estragos executado pelos agressores da lei e das entranhas de nossa gente.

O absolver dos citados será incentivo na desacreditada justiça deste pedaço de chão.

UNIFORMES

Quanto aos uniformes tenho visto que em algumas partidas goleiros usaram roupas com cores idênticas às usadas pelo árbitro, estes não tomam nenhuma providencia.

A lei diz que: deve o goleiro usar vestimenta diferenciada dos demais atletas e do árbitro, em caso de igualdade nas cores a troca será determinada pelo árbitro, cabendo ao goleiro efetuar a troca de camisa.

Até neste aspecto os árbitros estão se fazendo de migué, ou seja, nada vêem ou fingem que não enxergam.

É por estas e outras situações que ao meu tempo costumava virar a mesa, esta faltando alguém de peito, que não vise somente às escalas, antes do árbitro creio que esta o cidadão que deve respeitar e ser respeitado, no hoje grande parte dos árbitros visa somente o vil metal, carência altruísmo.

TESTES REALIZADOS PELA CEAF-SP

Os árbitros federados passaram por prova escrita, elaborada pelos membros da comissão presidida pelo homem das mil e uma utilidades, que proibiu os árbitros de receberem qualquer mino num claro demonstrar da falta de confiança em seus comandados.

Tenha certeza, se fosse ao meu tempo os receberia, entendo que todo aquele que se curva diante de grandezas ou ninharias é desprezível.

Nunca aceitei imposições ou desconfiança, sou o que sou nascido e criado em lar humilde tendo a frente um marceneiro e uma senhora de prendas domesticas.

Fui educado para não meter a mão no alheio, não ser invejoso, respeitar e ser respeitado, porém, se afrontado, meu reagir é na altura do agravo ou, além disso.

NOTA PARA A PROVA

Para o evento a comissão considerou como base a nota sete, quem menos tirasse ficaria fora de todas as categorias, a saber: Ouro-Prata e outros metais menos valiosos.

Ao termino, os “doutores” componentes da banca resolveram amenizar a nota base passando de sete para cinco, num claro demonstrar da ineficiência dos professores quando das aulas ou daqueles que elaboraram a prova.

Portanto ao meu entender ficou latente a ineficiência do corpo docente da escola de árbitros da FPF e dos componentes da comissão que se julgam senhores do saber.

POLITICA

No Brasil temos os quatro homens mais puros e éticos do planeta terra: O “braço curto” que pouco produziu e muito agitou, Renan Calheiros, Fernando Collor de Melo e José Sarney.

Com isto Top, top em todos nós.

Acorda Brasil!