Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

PAC ou recursos próprios viabilizarão ‘Linha da Copa’ do metrô em Fortaleza
Governo cearense responde a críticas públicas e confirma trecho até o estádio do Castelão
Equipe Universidade do Futebol

O governo do Estado do Ceará se viu obrigado a uma declaração pública na última segunda-feira, após questionamentos em relação à conclusão das obras do Metrofor (Metrô de Fortaleza) para a Copa do Mundo de 2014. E garantiu: a chamada “Linha da Copa” estará em ação durante o evento que tem a capital Fortaleza como sede.

No fim de semana, o assessor da presidência do Metrofor, Fernando Mota, sinalizou que a cidade corria o risco de não ter concluído em tempo hábil o ramal em questão, projetado para ligar a estação da Parangaba ao estádio Castelão.

A Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos desmentiu, informando que o processo licitatório já está em andamento e o resultado previsto para sair em meados de março. A entrevista foi concedida ao jornal O Povo.

“O ramal Parangaba-Castelão é um desejo do governador Cid Gomes, que para realizá-lo está correndo atrás de recursos”, explicou o assessor da presidência do Metrofor.

“Ou será pelo PAC da Copa, ou com recursos próprios”, sentenciou Ferruccio Feitosa, secretário estadual de Esportes, sobre os R$ 260 milhões necessários para a ampliação do metrô.

De acordo com Feitosa, um termo de compromisso foi assinado entre o vice-governador Francisco Pinheiro, a prefeita Luizianne Lins e o governo federal ainda no mês de janeiro. Por meio de uma linha de crédito da Caixa Econômica Federal, seriam disponibilizados R$ 500 milhões para obras relacionadas à Copa, indicava o documento.

Desse total, R$ 300 milhões foram destinados à construção das estações Montese e Padre Cícero, da Linha Sul, e do ramal Parangaba/Mucuripe.

O metrô na Linha Sul terá 24 km e 20 estações (14 de superfície, 4 subterrâneas e 2 elevadas) e levará 33 minutos para trafegar de ponta a ponta – de Pacatuba até o Centro. Sem o ramal Parangaba-Castelão, o torcedor teria de andar 6 quilômetros pela Av. Paranjana, até a porta do estádio.


terça-feira, fevereiro 23, 2010

Definidos todos os campeões regionais da Copa Fortaleza Bela

Seis equipes estão na briga pelo título

A rodada do último final de semana definiu os cinco campeões, que juntamente com o time Santa Rosa (campeão da SER I) irão disputar o hexagonal final da Copa Fortaleza Bela de futebol amador.

Organizada pela Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza (Secel), em parceria com a Super Liga Messejana de Desportos, a Copa conta com a participação de 336 equipes, sendo um dos maiores certames de futebol amador do Estado.

Na Regional I, o campeão do Torneio Interliga saiu na última quarta-feira, quando a equipe Santa Rosa goleou o Maria Clara por 4 a 0, no Estádio Thauzer Parente.

Na Regional II, o campeão foi o tradicional time do Venturoso, que derrotou o Bandeirante pelo placar de 2 a 1, no último domingo, no Estádio Walter Lacerda.

Já na final do Torneio Interliga da Regional III, a decisão entre Natal e Rio Verde só veio nos pênaltis. Após um empate em 1 a 1 no tempo normal, o Natal sagrou-se campeão ao bater o adversário pelo placar de 7 a 6. A partida foi realizada na última sexta-feira, 19, no Campo do Tigrão.

Na decisão da Regional IV, o campeão Ouro Preto não encontrou dificuldades em derrotar o Vila União por 2 a 0, em jogo realizado na tarde de ontem, no Lacerdão.

O equilíbrio marcou a final do torneio Interliga da Regional V, que reuniu as equipes do Ajax e Juventude. Após empate no tempo regulamentar, em 2 a 2, a vaga no hexagonal final foi decidida nos pênaltis. Passada a série inicial de cinco cobranças, as duas equipes foram para os tiros alternados e só então o Ajax garantiu o título, vencendo por 10 a 9.

A partida foi realizada no Estádio do Bom Jardim, equipamento que faz parte do Complexo Esportivo Valdemar Caracas.

Outra final decidida nas penalidades máximas ocorreu na Regional VI, onde as equipes do Bangu e Novo Gama disputavam o título. Nenhuma das equipes conseguiu marcar gols ao longo dos 90 minutos de jogo. E nas cobranças de pênaltis, o novo Gama levou a melhor e bateu o Bangu por 4 a 3.

Times classificados para a última fase

Santa Rosa, Venturoso, Natal, Ouro Preto, Ajax e Novo Gama estão no hexagonal final e vão lutar pelo título da Copa Fortaleza Bela.

Confira todos os resultados finais:

SER I - Santa Rosa 1 x 0 Assunção (Estádio Thauzer Parente)
Classificado: Santa Rosa
Data: 17/02 - Horário: 20h

SER II – Bandeirante 1 x 2 Venturoso (Estádio Lacerdão)
Classificado: Venturoso
Data: 21/02 – Horário: 17h

SER III – Rio Verde 1 x 1 Natal (Campo do Tigrão)
Pênaltis: Natal 7 x 6 Rio Verde
Classificado: Natal
Data: 19/02 – Horário: 17h

SER IV – Vila União 0 x 2 Ouro Preto (Estádio Lacerdão)
Classificado: Ouro Preto
Data: 21/02 – Horário: 15h

SER V – Ajax 2 x 2 Juventude (Estádio do Bom Jardim)
Pênaltis: Ajax 10 x 9 Juventude
Classificado: Ajax
Data: 21/02 – Horário: 16h

SER VI – Bangu 0 x 0 Novo Gama (Estádio Lacerdão)
Pênaltis: Novo Gama 4 x 3 Bangu
Classificado: Novo Gama
Data: 19/02 – Horário: 20h


Blog do Prof. Evaldo Lima e amigos


segunda-feira, fevereiro 22, 2010

A preparação desportiva do futebolista e a complexidade: treinamento físico, tático, técnico, psicológico e sócio-cultural, integrado
Além das dimensões “física, técnica, tática e psicológica”, não podemos nos esquecer de uma dimensão tão importante quanto as outras na perspectiva da complexidade; a dimensão sócio-cultural

Rodrigo Azevedo Leitão

Tenho defendido aqui nesse espaço, o entendimento do jogo de futebol sob o ponto de vista da complexidade; e da mesma forma, a preparação desportiva do futebolista.

Isso quer dizer, que, ao invés de buscar compreender o futebol a partir de simples relações de causa e efeito, defendo a idéia de que precisamos reconhecer que existe um emaranhado de variáveis, áreas e dimensões presentes no jogo, que se inter-relacionam e que interferem e sofrem interferência direta umas das outras (de maneira que explicar um evento (fenômeno) qualquer do jogo, requer conhecimento de cada uma dessas variáveis, áreas, dimensões, individualmente e de todas juntas (o todo) ao mesmo tempo).

Como bem disse Edgar Morin, a soma das partes de um sistema pode ser maior, menor, ou igual ao todo.

Pois bem.

A forma de treinar os jogadores está intimamente ligada a forma com que os responsáveis pela preparação desportiva dos futebolistas, enxergam o jogo.

Isso quer dizer que o modelo de treinamento de equipes e jogadores de futebol pode ser tão reducionista quanto reducionista for a forma de se conceber o futebol.

Um grande avanço na modelação do treinamento desportivo no futebol, está associado a percepção de que as manifestações físicas, técnicas, táticas e psicológicas no jogo estão integralmente ligadas, de maneira, que sua separação é apenas algo didático para a compreensão das particularidades das mesmas.

E se estão integralmente ligadas no jogo, devem estar integralmente ligadas no treino (“jogo é treino e treino é jogo”).

Queria chamar a atenção, porém, motivado principalmente por alguns debates com o professor João Paulo Medina, para algo que apresentei em minha tese de doutoramento, e que por mais que muitas vezes estivesse implícito nos argumentos em outras ocasiões, creio ser importante, nesse momento ressaltar.

Para melhor compreensão do jogo de futebol, e também modulação da preparação desportiva do futebolista, não podemos considerar as dimensões “física, tática, técnica, psicológica”, desvinculadas de uma dimensão “sócio-cultural”!

E talvez esteja aí, um dos segredos para alguns fracassos de propostas inovadoras que têm tentado permear o paradigma da complexidade, e o sucesso de outras, que mesmo engessadas em conceitos arcaicos, conseguem ter maior sensibilidade para a dimensão sócio-cultural e conseqüentemente fazer o trabalho fluir melhor.

Quando a dimensão sócio-cultural é negligenciada dentro de um processo, questões de grande importância começam a aflorar, e com elas, problemas agudos, que podem emperrar todo o desenvolvimento do trabalho.

Se a ação do treinador transcende o método, como defendeu o professor Hermes Balbino em sua tese de doutoramento, não é possível que aspectos que estão ligados a forma com que os jogadores vêem o mundo, desenhada por toda sua bagagem cultural, possam ser esquecidos ou desconsiderados por aqueles que gerem equipes. A equipe como todo, pode amplificar e reforçar visões de mundo dos jogadores que a compõe.

Mas, mesmo a ação do treinador, está subordinada a transdimensionalidade do jogo, e por conseqüência, aos aspectos sócio-culturais de jogadores e equipes. Então, a concepção do método pode também, em ambientes específicos, avançar a ação do treinador (mas isso já é outra discussão).

O que não devemos perder de vista é que sob a perspectiva da complexidade não podemos negligenciar a dimensão sócio-cultural do futebol.

Então, na preparação desportiva do futebolista, temos que conceber treinos integrados e integrais que levem em conta as dimensões “física, técnica, tática, psicológica e sócio-cultural”, o tempo todo, e ao mesmo tempo.

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

As semelhanças não são meras coincidências

A crise do Palmeiras e a demissão de Muricy

Por Paulo Massini*

O jornal "O Estado de S.Paulo" publicou, no dia 28 de dezembro de 2009, um estudo sobre a saúde financeira dos clubes brasileiros, referente ao ano de 2008, realizado pela Casual Auditores.

Confesso que fiquei surpreso com o resultado: o Palmeiras é o clube grande de São Paulo que tem a menor dívida, R$ 55 milhões.

O São Paulo deve R$ 143,2 milhões, o Santos R$ 134,2 e o Corinthians R$ 118,2.

Este é o problema palmeirense que reflete dentro de campo: má qualidade de gestão dos seus recursos.

O clube tem um estádio muito bem localizado, dois centros de treinamento, um clube de campo inútil, e o seu maior patrimônio, 15 milhões de torcedores.

Mesmo assim, os seus dirigentes não conseguem transformar os bons números, inclusive o da sua dívida em recursos financeiros para as devidas contratações.

Em janeiro de 2011 o Palmeiras complerá seis anos de gestão pós Mustafá Contursi e o resultado é ruim.

Luiz Gonzaga Beluzzo foi eleito presidente e trouxe com ele uma idéia de modernização, não só do futebol, mas também do clube social.

Até o momento a Arena Palestra não saiu do papel e a gestão do futebol sob o comando de Gilberto Cipullo e Toninho Cecílio cometeu muitos equívocos.

Começou com a contratação de Vanderlei Luxemburgo.

Um ex-técnico ainda em atividade e muito centralizador.

Luxa mandou contratar Edmilson e Mozart. Eles custaram R$ 500 mil reais por mês enquanto vestiram a camisa palmeirense inflacionando a folha de pagamento.

Com eles vieram outros:Jumar, Sandro Silva, Jeferson e Marcão.

Luxemburgo não fez questão de segurar o zagueiro Henrique, afinal ele tinha um substituto pronto para jogar.

Indicou e a direção contratou Gladstone.

Valdívia não queria sair, foi negociado a preço de banana porque Luxa acreditava que o chileno e Diego Souza não poderiam jogar juntos.

Kleber foi embora e o Palmeiras não fez o esforço devido para segurá-lo.

O presidente Beluzzo, renomado economista, mandou diminuir o orçamento do futebol em 30%.

Manda quem pode obedece quem tem juízo.

Com menos recursos, o torcedor do Palmeiras segue sendo iludido com as promessas de Kleber, Valdívia e outros nomes.

Quando Beluzzo demitiu Luxemburgo e arrumou a casa com Jorginho, o título brasileiro estava próximo.

Nova mudança de rumos com a contratação de Muricy Ramalho.

O time caiu de produção também pela falta de planejamento do elenco

O técnico no momento decisivo, não encontrou substitutos para Pierre, Cleiton Xavier e Maurício Ramos que se machucaram.

O resultado vocês já sabem qual foi: Muricy Ramalho demora muito para acertar os times que dirige.

Não teve e não terá este tempo no Palmeiras, pois foi demitido e levou com ele o gerente de futebol Toninho Cecílio.

Mais uma multa para a surrada folha de pagamento.

Muricy tem responsabilidade na queda do time em 2009 e no futebol ruim deste início de temporada.

No tempo em que permaneceu deixou claro, honesto como sempre foi, que não queria jogador meia boca da Traffic e afastou Marquinhos e outros.

Na base abriu diálogo com os técnicos do Junior e do Palmeiras B, aproveitou Gualberto que estava de saída , João Arthur e Gabriel Silva bons jogadores e no final perdeu a guerra fria com o Cipullo.

Como já vimos os dirigentes da Sociedade Esportiva Palmeiras não conseguem transformar em recursos, seja humano ou financeiro, os seus valiosos bens.

Estádio próprio e bem localizado, a menor dívida dos grandes times de São Paulo, dois centros de treinamento, um clube social e outro de campo totalmente inútil, além do seu maior capital, os 15 milhões de torcedores ávidos por uma gestão decente e competente.

Ainda há tempo para correção de rumos.

Este grupo que comanda o futebol hoje, denominado MUDA PALMEIRAS, que nasceu com a marca da esperança de reorganização de um clube e de luta contra a tirania, precisa refletir, se unir e agir com inteligência e rapidez, para que o mal e seus asseclas mustafianos não retornem como um tsunami.

Mama mia!

*Paulo Massini é comentarista da Rede CBN de rádio.



fifa-logo
Convênio leva curso da Fifa à Espanha
Aulas abarcam temas como mercado, patrocínios, direito, gestão de empresas, comunicação, finanças e organização de eventos

Um convênio assinado na última semana levará à Espanha o curso de gestão desenvolvido pela Fifa em parceria com o Centro Internacional de Estudos do Esporte (Cies). As aulas ainda não têm cronograma definido, mas acontecerão em parceria com a universidade Rey Juan Carlos (URJC), a 12ª parceira mundial da entidade que gerencia o futebol no planeta.

"Valorizamos muito o trabalho acadêmico do Cies. É uma satisfação para a Real Federação Espanhola de Futebol que o nosso país possa abrigar um projeto de formação com essa envergadura para todos os segmentos do futebol", disse Ángel María Villar Llona, presidente da RFEF.

O curso da Fifa é destinado à formação de profissionais para trabalho em diferentes áreas no futebol. As aulas abarcam temas como mercado, patrocínios, direito, gestão de empresas, comunicação, finanças e organização de eventos.

"O esporte precisa cada vez mais de profissionais de primeira linha na direção e na gestão. Com esse programa, colocamos nosso país na vanguarda", afirmou Pedro González Trevijano, reitor da URJC.

Fonte: Máquina do Esporte

Mudança de mando contestada por torcedor rende condenação ao Marília na Justiça
Alteração foi referente a duelo com o Corinthians, em 2008; diretoria atual culpa antecessores
Equipe Universidade do Futebol

Durante a Série B do Campeonato Brasileiro de 2008, muitos clubes buscaram lucrar com a presença histórica do Corinthians na competição. Um destes foi o Marília, que alterou o mando do seu jogo à ocasião para a cidade paranaense de Maringá, em busca de uma renda de bilheteria maior. Tal proposta, entretanto, rendeu um processo movido por um torcedor da própria equipe interiorana, que se sentiu lesado. E a Justiça deu razão a ele.

De acordo com informações do jornal Lance!, a sentença alega que, com a mudança, o clube prejudicou os associados que tinham comprado um carnê para acompanhar as partidas que deveriam ocorrer no estádio Bento de Abreu, em Marília - um ferimento no Código de Defesa do Consumidor.

“Realmente estamos errados nisso ai (mudança). Mas quero deixar bem claro que isso foi uma decisão da American Sport e do Ocimar Bolicenho”, afirmou o presidente Beto de Mayo, mandatário do Marília desde 2005, em referêcia à empresa que administrou o MAC de 2001 até o ano passado e ao ex-gerente de futebol trazido pela mesma.

“Na época esse torcedor que entrou na justiça veio reclamar com nosso departamento de marketing. Mas ficou esclarecido que todos os sócio-torcedores teriam o transporte para Londrina fretado pelo Marília. Uma vã os levaria para lá, e eles teriam todas as despesas pagas, ficariam inclusive em cadeiras como no Abreuzão”, completou.

O Marília “vendeu” a 29 rodada da segunda divisão nacional a um empresário da cidade do norte do Paraná, a aproximadamente 250km de Marília. Os cerca de R$ 400 mil pagos não foram suficientes para sanar o momento financeiro conturbado, e o time alviceleste acabou sendo rebaixado à Série C ao fim da temporada.

Mayo confirmou à reportagem do diário que ainda não recebeu nenhuma notificação da justiça, mas acredita que o clube saberá resolver a situação sem grandes problemas. “O que pode acontecer é termos uma multa a pagar para esses torcedores do carnê, nada além disso”, acredita.

Confira um trecho da sentença da Justiça de Marília:

“Necessário lembrar que se está diante de relação de consumo, como dispõe o artigo 3º, da Lei n. 10.671/2003. Assim, incumbia ao requerido (Marília Atlético Clube) dar fiel cumprimento à obrigação disposta no carnê de ingressos, o qual dispõe, por inúmeras vezes, que as partidas de futebol realizar-se-iam no “Abreuzão”, ou seja, na cidade de Marília”.

Patrocínio à arbitragem no Brasil fere normas da Fifa
Em MG, por exemplo, há claro ‘conflito de interesses’
Equipe Universidade do Futebol

Matéria divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo expõe a condição de “árbitro-outdoor” no cenário nacional, em virtude da propaganda no vestuário do trio de arbitragem em 2010. Seja na parte da frente da camisa ou nos calções de juízes e auxiliares em quatro dos principais Estados do país (Rio Grande do Sul, Paraná, Rio e Minas Gerais), a prática tem se mostrado comum. Mas ilegal em alguns casos.

Duas das normas da Fifa são ignoradas por sindicatos e federações que vendem anúncios nesse espaço, anteriormente só enaltecido em grandes duelo decisivos. O primeiro parêntese é em relação ao limite de veiculação.

Segundo a entidade que rege o futebol mundial, só é permitida a exibição de patrocínios nas mangas das camisas do trio e, ainda assim, com um espaço determinado. Já no Brasil neste início de temporada, o espaço preferido dos anunciantes fica na frente da camisa ou nos calções.
Representantes dos árbitros justificam o desrespeito à norma com a declaração de que as regras da federação internacional servem apenas para as competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Por serem competições sob o comando das federações, os Estaduais não precisam respeitar o que a Fifa prega, apesar de as federações de cada Estado serem subordinadas à CBF, argumentam as associações.

Outro ponto do regulamento internacional ignorado na esfera da publicidade dos árbitros brasileiros é mais polêmico e suscetível a debates.

Um dos artigos diz que a “publicidade nas camisas dos árbitros será permitida apenas se ela não criar conflito de interesses com a publicidade vestida pelos dois times”. No Campeonato Mineiro, entretanto, uma mesma instituição aparece tanto grafada nas camisas de clubes, quanto dos árbitros.

O BMG patrocina várias equipes do Estado, inclusive as três mais tradicionais – América, Atlético-MG e Cruzeiro –, mas também se mantém com os juízes e auxiliares mineiros. Tal violação, indica a Fifa, renderia punição de acordo com o regulamento disciplinar da entidade, que pode variar de multa a suspensão.

O regulamento disciplinar afirma que ele deve ser aplicado a todas associações (no caso do Brasil, a CBF) e seus respectivos filiados.

' Uso o cerebro e não a bunda pra fazer sucesso (y)

A competência comportamental a favor da eficácia no futebol
Não há controle de todas as variáveis, mas cada atleta pode fazer a sua parte melhor e perceber sinalizadores que apontam algo fora do contexto esperado de sucesso
Irene Araújo Corrêa

No mundo do futebol estão fadados ao naufrágio, à frustração e ao insucesso os times que não promovem um trabalho preventivo e especializado em prol da competência comportamental dos seus atletas. Com isso, não estão preparados efetivamente para enfrentar crises, tomar decisões rápidas sob pressão e gerenciar ocorrências inesperadas. As declarações de amor eterno e indignação com os resultados abaixo do esperado de nada adiantam.

Claro, ninguém tem uma bola de cristal para adivinhar tudo o que vai acontecer. Mas a inércia não é opção no futebol. É preciso planejar, organizar, reorganizar, redefinir prioridades e novas ações se necessário, para modificar os erros e pensar antes todas as possibilidades. Várias situações negativas que assistimos em 2009 no Campeonato Brasileiro escancararam distorções sobre a competência comportamental dos atletas em momentos de crise. Mas como fazer para não repetir as mesmas distorções na temporada seguinte?

Primeiro é entender que o comportamento humano recebe influências. Atletas sofrem influências, sejam elas inadequadas pelo excesso ou pela omissão. Quando os mesmos tipos de influências permanecem, a consequência é estagnar e não evoluir. Mesmos componentes emocionais, mesmos resultados.

Em comportamento é sabido que só se pode oferecer aquilo que se tem para oferecer. Então, não adianta esperar milagres. A diferença está no grau de aproveitamento do potencial. Entender que um time, quando entra em uma situação adversa, dependerá de vários fatores para sair com êxito dessa situação. Não há controle de todas as variáveis, mas cada um pode fazer a sua parte melhor e, com isso, perceber com mais facilidade sinalizadores que apontam quando algo está fora do contexto esperado de sucesso.

Com um planejamento bem feito é possível enxergar estes sinalizadores, pois destoam da realidade. Quando a equipe se conhece ao ponto de assumir suas deficiências sem mascará-las, as situações adversas podem ser neutralizadas ou amenizadas. Se as deficiências são mascaradas para evitar cobranças ou pressão, todo o trabalho fica comprometido e à mercê das circunstâncias. E, muito provavelmente, a equipe ficará refém do medo. E o medo gera atitudes de insegurança que, em campo, se traduzem em agressividade e ineficiência.

Para começar a quebrar esse ciclo, torna-se necessário refletir sinceramente sobre as razões de todas as ocorrências que geraram os resultados.

Outro exercício é também resgatar o entendimento sobre tudo o que deu certo, verificando o que foi feito de diferente. E, por último, trabalhar de forma orientada a competência comportamental da equipe, afinal é um dos fatores mais importantes para nortear o processo de melhora da performance, tanto individual como em grupo. Não se trata de inventar a roda ou reinventar o futebol.

A competência comportamental sempre existiu e, se observarmos histórias de sucesso, perceberemos vestígios de sua presença, ainda que praticada de forma intuitiva e sem metodologia. O futebol está cada vez mais competitivo e, portanto, exige uma busca constante de aprimoramento consciente.


*Irene Araújo Corrêa é psicóloga cognitivo-comportamental, pós-graduanda em Ciências do Esporte (Futebol e Futsal), coordenadora do Projeto Busca Talento- Futebol Brasil e diretora do Instituto TCR/SJRP


O PAPA É BLOG...O PAPA É POP...O PAPA É NET!!!



VATICANO (Reuters) – Em sua mensagem para a Igreja Católica no Dia Mundial da Comunicação o papa Bento XVI disse aos padres: ‘Por Deus, tenham um blog!’

Bento Ratzinger afirmou que os padres católicos devem aprender a usar novas formas de comunicação para espalhar as mensagens do Evangelho. Ratzinger, de 82 anos, conhecido por não amar computadores, nem Internet e “otras cositas más”, acabou reconhecendo que se deve aproveitar ao máximo o “rico menu de opções” oferecido pelas novas tecnologias. “Os padres, disse Ratzinger XVI, precisam responder aos desafios das mudanças culturais de hoje se quiserem chegar aos mais jovens.” NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO! No ano passado a "Pontifical Council for Social Communications" lançou um novo site do Vaticano, http://www.pope2you.net/ oferecendo novos aplicativos (foto), um link sensacional onde "O Papa se encontra com você no Facebook", e outras filigranas permitindo acesso aos discursos e mensagens nos iPhones ou iPods dos fiéis. Definitivamente os blogs, facebooks, iPods, iPhones e webs estão abençoados e sacramentados. Podemos usar à vontade sem medo de irmos para o inferno.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Gramados de futebol e suas especificidades
Fatores culturais e institucionais, variedade da grama, drenagem e durabilidade compõem aspectos do campo
Artur Melo

Todos sabem reconhecer um mau gramado. Seja pela má aparência, pelos buracos, “montinhos artilheiros”, áreas carecas, piso duro ou pelas poças d’ água e lama. E, infelizmente, ainda vemos muitos gramados nessas condições nos jogos dos nossos campeonatos regionais, nacionais e intercontinentais. Mesmo nas Eliminatórias da Copa 2010, no jogo Brasil x Uruguai, em Montevidéu, o gramado se encontrava em péssimo estado de conservação.


http://www.youtube.com/watch?v=W5yibYCNVa4


Fatores culturais e institucionais

Isso ocorre por fatores culturais, mas também, por falta de atuação das instituições do futebol (Sindicatos de Atletas, de Treinadores, Federações, Confederações, etc.).

Além disso, muitos de nossos estádios foram construídos há mais de 20 anos e seus campos foram executados em solos argilosos e sem o emprego das técnicas modernamente usadas em gramados esportivos. Assim, encontram-se defasados em termos de drenagem, irrigação e espécie vegetal usada.

O gramado é insumo básico para a prática do futebol. É, ou pelo menos deveria ser, o palco verde para os artistas da bola darem seu show. Deve ajudar a abrilhantar o espetáculo, propiciando condições para que o atleta de elite possa desenvolver todo o seu potencial.

A Copa 2014 pode e deve ser um marco, bem como uma grande oportunidade para virar esse jogo, melhorando a qualidade dos gramados nacionais. Incutir na consciência dos dirigentes esportivos, atletas e treinadores a cultura de se ter bons palcos, para que estes possam contribuir com o espetáculo, é essencial.

Um bom gramado começa com um bom projeto. Esse projeto é único e diferenciado para cada caso, haja vista vivermos num país de dimensões continentais, com climas, regimes de chuvas e características bem diversas. Claro que essas características regionais tem de ser levadas em conta na elaboração do projeto de um bom gramado de futebol.

E o projeto do campo, feito por engenheiros agrônomos com experiência em gramados esportivos, deve ser feito junto com o projeto do estádio, nos casos de construção de um estádio novo. Isso porque fatores como a cobertura do estádio, inclinação das arquibancadas, acesso ao campo, etc., afetarão o campo para sempre.

Topsoil

Um componente imprescindível para um bom gramado esportivo é o Topsoil. A um só tempo, esse solo preparado e que serve de substrato, arenoso, para o plantio da espécie vegetal, permite uma boa drenagem (alta condutividade hidráulica) e dá ao sistema radicular da grama as necessárias condições para desenvolvimento, crescimento, produção de massa verde e capacidade de suporte de cortes/pisoteio.


Irrigação e drenagem

Com este arcabouço bem projetado, a variedade de grama correta, drenagem e irrigação bem dimensionadas, tem-se uma situação privilegiada no sentido de se obter um gramado esportivo de boa qualidade.

A irrigação deve ser do tipo escamoteável (recolhida sob a grama) e automatizada. Dessa forma, de maneira ordenada e automatizada, a irrigação emerge no gramado, somente na hora de irrigar e pelo tempo determinado a aplicar a lâmina de água necessária, homogeneamente, sem excessos ou desperdícios.



Já a drenagem tem duas componentes principais. A drenagem superficial, que são os caimentos do terreno, do centro para as laterais e linhas de fundo, retirando o excesso de água da faixa central do campo, onde há a maior concentração do pisoteio. E a drenagem subsuperficial, ou drenos propriamente ditos, que ficam abaixo da camada do Topsoil, levando toda a água que infiltra a ponto de fuga seguro.

Variedade de grama

Hoje temos no Brasil uma boa gama de variedades de grama, que tem bom desempenho e aptidão para a formação de campos de futebol.

Dentre várias, destacam-se as bermudas híbridas (Tifton 419, Celebration, Tifeagle, etc). Essas variedades tem como características o rápido crescimento e produção de massa verde, alta capacidade de regeneração e de suporte de pisoteio e cortes.

Além das referidas, existem no mercado outras variedades, além de algumas propagadas por sementes, que podem ser usadas até em overseeding.

Durabilidade

Um campo de futebol bem projetado, bem construído e com uma boa manutenção tem uma durabilidade indefinida. Falar em 10 anos, 20 anos, não é exagero, quando se fala em durabilidade de bons campos de futebol.

Estética

E o campo de futebol, além de bom, pode e deve ser bonito. A manutenção moderna destaca-se também pela beleza do campo. Esse tema passou a ter grande importância, com o grande potencial mercadológico que as transmissões de futebol ganharam.

Assim, nós, técnicos da área, além da preocupação com a qualidade do piso, passamos a ter cuidados com a beleza do campo, empregando máquinas de corte eficientes e que auxiliam no visual do gramado.



Sustentabilidade

Não podemos, porém, esquecer que vivemos num planeta que vem sofrendo agressões através dos séculos.

Os técnicos conscientes, ao projetarem um estádio, bem como seu campo, tem de ter a temática da sustentabilidade como norteador de seus projetos.

Em termos dos gramados, além da consciência ecológica, por questões econômicas e de legislação, há muito que pensamos dessa forma, usando o mínimo possível de fertilizantes químicos, reutilizando água da drenagem para a irrigação, usando água de chuva coletada nas coberturas dos estádios na irrigação, usando irrigação automatizada para obter maior eficiência na aplicação da lâmina, restringindo o uso de agroquímicos, usando motores elétricos de alta eficiência nas moto bombas, utilizando máquinas de corte de baixo consumo de combustíveis, de lubrificantes e de baixa emissão de poluentes, etc.


*Artur Melo é engenheiro egrônomo, especialista em gramados esportivos.

Contato: artur.melo@gramadosesportivos.eng.br

Profile: http://agronomos.ning.com/profile/ArturMelo

segunda-feira, fevereiro 15, 2010

COM PÉ E CABEÇA – ANO V – Nº172 ®

”Desde o Botafogo de Garrincha havia planejamento tático, exceto para ele; mas, para o restante do time havia sim.” (Benê Lima)


Opinião
PLANEJAMENTO TÁTICO: CONDIÇÃO SEM A QUAL NÃO HÁ ORGANIZAÇÃO


Há os que, por ignorância sobre o tema, negam a importância do óbvio, como se isso os fizesse menos incompetentes


Saber servir-se das figuras geométricas ajuda sobremaneira no entendimento de parte da dinâmica da movimentação tática dos atletas de uma equipe de futebol. Nenhuma outra concepção que não a geométrica auxilia tanto para a compreensão de qualquer modelo tático. Tanto para quem aplica quanto pra quem assimila.

Pra quem não sabe, qualquer concepção básica de tática aplicada ao campo de jogo, preliminarmente concebe o quadrilátero em dois tipos de divisão. Uma linha divisória longitudinal aos fundos do campo, paralela às linhas laterais, dividindo-o ao meio; outras duas linhas paralelas aos fundos, dividindo o campo em três setores: o defensivo, o de meio-campo e o de ataque. Uma das razões para isto é a necessidade de definir posicionamentos e funções de acordo com o planejamento tático da equipe.

Outro fator decisivo para aplicação da esquematização tática é a criação de movimentos lógicos, conseqüentes e harmônicos entre setores e subsetores da equipe. Aqui vale ressaltar a importância de deslocamentos sincronizados e inspirados em figuras geométricas, com destaque para os triângulos, quadrados e até pentágonos. É evidente que quanto mais complexa a figura, mais difícil sua organização ativa.

Neste ponto é bom que esclareçamos que não adianta buscar paralelo para a presente exposição em nenhum lugar, já que ela foi desenvolvida didaticamente e originalmente a partir de nossa própria experiência pessoal. Portanto, trata-se de uma visão transdisciplinar, que visa a traduzir de maneira simples e ao alcance de todas as pessoas, o aspecto interdisciplinar das experiências prática e teórica que envolve o tema em questão.

Atleta não corre nem deve correr a esmo. Por trás de uma corrida deve haver um planejamento organizacional, um planejamento tático-estratégico, a busca pela ocupação racional dos espaços, seja na transição defensiva, seja na ofensiva. De outra parte, essa otimização do aproveitamento dos espaços oferece maior dinâmica nas construções ofensivas e defensivas, pelas opções de toque de bola que propicia.

Aqui vale ressaltar a importância de equipes com poucos recursos técnicos não se deixarem engessar pela fidelidade a um único esquema tático. É exatamente na escassez da técnica que a tática assume maior relevância.

Sem dúvida esse é um tema que parece sempre recorrente, mas é preciso ser encarado com a devida seriedade, a ele se dando o real e devido prestígio. Logo, quando você ouvir alguém declarando que tática é coisa sem importância, desconfie do conhecimento do declarante.

(...)


EFEMÉRIDES

Atropelo anunciado


Pela ótica do Ceará, novidade seria o time não conseguir se impor ante o Quixadá. Afinal, a característica e a aptidão para não deixar jogar é o ponto chave da filosofia de seu técnico, PC Gusmão. E isso é condição elementar a ser buscada em qualquer equipe que se queira competitiva.

No entanto, assistimos a manifestação de um aparente “paradoxo alvinegro”, que no fundo teve sua duração motivada pela fragilidade defensiva do Quixinha. Ou seja, à medida que o Ceará foi se desvencilhando da proposta de jogo exageradamente defensiva, calcada numa ferrenha marcação, o futebol ofensivo da equipe passou a fluir com maior desenvoltura, e as oportunidades de gol apareceram em quase profusão.

Com o futebol chinfrim de Rômulo, Wellington Amorim e Misael (pra ficarmos só nos três), além da falta de aptidão de Ernandes para a feitura de gols, não foi difícil a Dinei, secundado por Ronne Dias, roubarem a cena para virarem protagonistas de um ataque antes em desafino.

Dinei disse a que veio. Demonstrou conhecer a posição e ser homem de referência. Se bem que contou com o beneplácito de um Nemézio varziano, e de um meio-campo que pouco marca. Aliás, Wolney Dias que se cuide, pois não é por acaso que seu time tem a defesa mais vazada.


Gato não segura Leão

Enquanto teve pernas, o Fortaleza foi superior ao Boa Viagem, que ao lado de Limoeiro, Maranguape e Quixadá são sérios candidatos ao rebaixamento. Mas o problema é que um time sem pernas também corre grave risco de, mesmo estando em vantagem no marcador, ver esse benefício esvair-se.

Tem sido notória a queda de rendimento do time do Pici no segundo tempo das partidas, razão pela qual o preparador físico Vladimir de Jesus tem sido “homenageado” com freqüência pela Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF).

Tomar sufoco do ora lanterna ora vice-lanterna da competição dentro do Alcides Santos, decididamente não fica bem para um time do porte do Tricolor de Aço. Porém, não é só a questão do status da equipe nem do histórico das partidas, mas o grau de confiabilidade que a equipe precisa alcançar para que a consideremos relativamente estável.

O time tricolor é mediano em seu meio-campo ofensivo e em seu ataque, mas é sofrível em sua dupla de zaga, seus laterais e seu meio-campo defensivo. Dentro das atuais circunstâncias, só a superação pelo aumento do desempenho individual poderá acrescentar algo ao coletivo. Ainda assim, a desconfiança do torcedor para com a equipe que aí está é quase atávica.

Contra o Itapipoca, portanto, é hora de que um tabu seja quebrado, pois só a vitória leonina o deixará a salvo da dependência de outros resultados para chegar à semifinal do 1º turno do Cearense/2010.


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Razão e sensibilidade

Segunda Divisão

Ana Cláudia Andrade

A segundona cearense é fantástica. Nos dá a oportunidade de conhecer várias histórias interessantíssimas dentro do futebol.

Para quem está acostumado a ler sobre a vida de Ronaldo Fenômeno, sempre regada a muita polêmica e fofoca, ou a ficar por dentro das manias de David Beckham, ou aos tristes episódios de jogadores que choram e pedem para voltar aos times de origem, ou mesmo, trazendo para a esfera local, falar sobre briguinhas em vestiários por guerra de vaidade se impressiona ao ver, de perto, a luta de quem tenta aparecer em uma segunda divisão.

Para quem atua nessas equipes, a vida não tem nada de luxuosa. Os problemas desses jogadores, nem de perto parecem com os da primeira divisão. Enquanto esses que atuam na "elite do estadual" estão preocupados com roupas, marca de carro e dinheiro de premiação, mesmo não merecendo, porque sequer fazem o dever dentro de campo, os que estão lá brigam com unhas e dentes por um espaço, mesmo pequeno.

Há algum tempo, eles dependiam apenas da sorte, para que algum olheiro pudesse dar a eles a oportunidade de ter uma chance em um time grande. Hoje, a TV Diário transmite os jogos, o que facilita, e muito, a vida desses atletas. Muitos deles se destacaram na segundona e ganharam chance em clubes grandes. O exemplo mais recente é o do atacante Niel, que está no Fortaleza. Destacou-se no Maracanã e ganhou a chance de vestir a camisa tricolor.

Nesse ano, já estamos vendo muitos jovens valores começarem a trilhar o duro caminho de ser notado. É interessante assistir a uma partida dessas. A vontade e a garra com que eles buscam a bola são impressionantes. Entre uma partida da primeira divisão cearense e uma da segundona, notamos grandes diferenças. Enquanto na parte técnica a primeira ganha fácil, na empolgação e dinamismo a segunda domina. Basta perguntar ao torcedor. Correria do começo ao fim, vontade nas divididas e gols, muitos gols, até não poder mais.

Destaco também a possibilidade de reencontrar aqueles jogadores que um dia fizeram nome na primeirona e, hoje, são tratados como verdadeiros craques por aqueles que ainda têm um longo caminho a percorrer. Adoro isso.

Nessas poucas transmissões que fiz, encontrei muita gente bacana. Tanto fora quanto dentro de campo. Porque os técnicos também não ficam atrás. Sem uma oportunidade em um time grande, fazem história na segundona e não abrem mão dela. Josué, Danilo Augusto, Erasmo Nicácio, Daniel Frasson, enfim, muita gente que tem história para contar.

A segunda divisão está entregue em boas mãos. Mãos de pessoas que entendem de futebol e nos pés de atletas com histórias simples, diferentes, caminhos diversos, mas que não abrem mão de fazer o futebol autêntico, com garra, com graça e, principalmente, com amor, do jeito que o torcedor gosta.

Essa é minha homenagem a esses GUERREIROS que, apesar do pouco salário, condições certas vezes precárias, quando vestem o meião e calçam as chuteiras, não fazem distinção entre bom e ruim, caro e barato, bonito e feio. Querem apenas jogar futebol, porque não fazem só pelo dinheiro, fazem porque gostam e demonstram isso em campo.

Icasa, Uniclinic, Tiradentes, Trairiense, Tauá, Caucaia, Maracanã, São Benedito, Nova Russas, Arsenal e Aracati, meus sinceros parabéns pela garra e desde já fiquem sabendo, estou adorando cobrir a segundona. É que a força de vontade de vocês chega a ser contagiante.

Salve Segundona!!!

domingo, fevereiro 14, 2010

Cinco times e quatro vagas; Quarta-feira de cinzas bem gorda na última rodada

Mário Kempes, Blog Jogada, Diário do Nordeste

A última rodada do Primeiro Turno do Campeonato Cearense, na próxima quarta-feira, deverá ser recheada de emoções até o último minuto.

Com os resultados deste sábado, só cinco times estão na disputa pelas quatro vagas às semifinais (Ferroviário, Guarany (S), Horizonte, Fortaleza e Guarani (J). O curioso é que até o líder Ferroviário e o invicto Guarany não estão garantidos. E nenhum dos cinco concorrentes vão se enfrentar. E outro fato interessante é que todos os cinco jogarão fora de casa.

Todos os jogos começarão às 20h50min, numa quarta-feira de cinza (pelo jeito bem gorda). A única partida que não trará consequência alguma para as semifinais será Crato x Quixadá, que acontecerá no Mirandão. Os outros duelos são os seguintes:

Boa Viagem x Guarani (J) – Serjão – Árbitro: Wladyerisson Oliveira

Ceará x Guarany (S) – Castelão – Árbitro: Luzimar Siqueira

Itapipoca x Fortaleza – Perilo Teixeira – Árbitro: Marcos Sampaio

Maranguape x Horizonte – Moraisão – Árbitro: Edson Galvão

Limoeiro x Ferroviário – Bandeirão – Árbitro: Almeida Filho

Abaixo, a classificação atualizada:

PosClubesPGJVEDGPGCSG
1Ferroviário18105321376
2Guarany181046014104
3Horizonte171052323158
4Fortaleza171052318153
5Guarani16105141516-1
6Ceará131041517125
7Quixadá13104151826-8
8Itapipoca13103431617-1
9Crato121040613112
10Maranguape10103161216-4
11Limoeiro10102441624-8
12Boa Viagem9102351218-6