Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quinta-feira, maio 27, 2010

Globo renova direitos do futebol de SP

GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Quando foi fundado, o G4, grupo que reúne Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, estabeleceu duas metas primordiais: buscar receita a partir da exploração conjunta das imagens e montar um bloco para ampliar a força política da região. Depois de um esfacelamento na eleição do Clube dos 13, que teve duas equipes em cada chapa, a instituição conseguiu unidade em uma negociação e renovou contrato com a Globo para exibição de jogos do Campeonato Paulista nos próximos cinco anos.

A principal vitória do G4 foi fechar um acordo com a Globo independentemente dos outros times que disputam o torneio estadual. O contrato prevê dois padrões de remuneração (haverá um acréscimo no que os clubes recebem a partir do terceiro ano do vínculo), mas os valores não foram divulgados.

Curiosamente, a renovação do acordo entre os quatro clubes e a Globo também tem relação com o Clube dos 13. Fábio Koff, candidato defendido por Palmeiras e São Paulo que foi reeleito neste ano ao comando da entidade, estabeleceu a negociação de TV do torneio nacional como uma de suas prioridades - a Record ainda não fez oferta oficial, mas já demonstrou interesse.

O problema é que os clubes paulistas precisavam adiantar receitas. Se comprometessem cotas do Campeonato Brasileiro, teriam uma situação com a Globo que complicaria as conversas com outras emissoras. Isso fortaleceu a união e a busca por valores mais significativos pela exibição do torneio estadual.

Ainda em função da necessidade, os clubes aceitaram algumas imposições feitas pela Globo na negociação do contrato para o Campeonato Paulista. Isso fez com que a negociação fosse definida com muita agilidade, ao contrário do que se espera para o Brasileiro.

A assinatura do contrato com a Globo ainda serviu para o G4 lançar seu comitê jurídico, formado por advogados indicados pelas quatro equipes. O órgão foi responsável pela análise das minutas de contrato enviadas pela emissora carioca.

Depois disso, o comitê jurídico deve ter um cronograma diferente. Além de analisar contratos fechados pelo G4, o grupo segmentado fará reuniões periódicas para discutir como a entidade pode trabalhar para alterar leis e analisar questões ligadas aos quatro clubes.


Milan revê ideias de marketing


REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

O Milan apresentou nesta quarta-feira (26) novo conceito de marketing para a temporada 2010/2011, em conjunto com a agência Infront Sports & Media, parceira oficial do clube no departamento.

Dentre as mudanças, destacam-se a redução do número de patrocinadores - de 42 para 32 - e nova hierarquia de classificação de aportes. Haverá quatro modalidades: top, premium, parceiros oficiais e fornecedores oficiais.

Cada patrocinador top, por exemplo, terá direito a criar ações envolvendo até quatro jogadores do elenco milanês, a fim de promover eventos, campanhas publicitárias ou a própria marca. O critério que definirá quais jogadores serão usados, por outro lado, ainda não foi divulgado.

Espera-se que haja avanços na visibilidade e apresentação da companhias, marcas e mensagens, bem como novos níveis de exclusividade.

"A nova e inovadora estratégia para patrocínios criada pela Infront irá agregar muito mais valor aos parceiros comerciais do clube", afirma Adriano Galliano, diretor executivo do Milan.

As próximas mudanças deverão surgir no site do clube, com nova estratégia de comunicação online e a "Indústria de Mídia do Milan" - fonte integrada de conteúdo sobre o time italiano.


quarta-feira, maio 26, 2010

'POR UM TIME CHAMADO BRASIL'

03 A 06 DE JUNHO DE 2010

BRASÍLIA - DF


Prezado: BENEDITO ANTONIO CAVALCANTE LIMA (BENÊ LIMA)


A III CNE está em processo de finalização da organização de sua etapa nacional. Para que essa organização tenha êxito e contribua com o sucesso da realização desse evento importante para a sociedade brasileira é necessário que o cadastro dos delegados seja feito com a maior atenção e cuidado. Por isso, tendo como norte a programação da etapa nacional, que debaterá cada linha estratégica em dois grupos e serão divididas em dois dias diferentes, solicitamos que o delegado faça sua inscrição prévia, definindo para o primeiro dia duas linhas estratégicas de sua preferência, de forma hierarquizada, e, no segundo dia, mais duas linhas estratégicas de sua preferência, também de maneira hierarquizada.


Como se demonstra abaixo:


Primeiro dia: Escolher a preferência de participação no debate das Linhas 1 a 5.

  1. Sistema Nacional de Esporte e Lazer
  2. Formação e Valorização Profissional
  3. Esporte, Lazer e Educação
  4. Esporte, Saúde e Qualidade de Vida
  5. Ciência, Tecnologia e Inovação

1ª preferência de participação no debate da linha estratégica ______

2ª preferência de participação no debate da linha estratégica ______


Segundo dia: Escolher a preferência de participação no debate das linhas 6 a 10.

  1. Esporte de Alto Rendimento
  2. Futebol
  3. Financiamento do Esporte
  4. Infraestrutura
  5. Esporte e Economia

1ª preferência de participação no debate da linha estratégica ______

2ª preferência de participação no debate da linha estratégica ______


Essa definição será importante para que a comissão de operações da III CNE possa organizar adequadamente a estrutura para o trabalho dos grupos e a participação equitativa dos delegados nas discussões das diversas linhas estratégicas, o que é fundamental para garantir a qualificação do debate em todas as linhas.


Contamos com a adesão e apoio de todos os delegados ao correto preenchimento dessa inscrição para que a realização da etapa nacional da III CNE seja um exemplo de sucesso na organização, participação e qualidade de debate para outras conferências.


Atenciosamente,


Equipe Nacional de Organização da III CNE


* * *


COMENTÁRIO. Representamos a Liga Cearense de Futebol Feminino (LCFF) na I Conferência Municipal do Esporte em Fortaleza, em abril p.p., quando fomos eleito Delegado para a Plenária desta Etapa. Em seguida fomos eleito para a Etapa Estadual (III Conferência), que aconteceu em maio p.p. Nesta Etapa fomos outra vez eleito, desta feita para a Etapa Nacional, que acontecerá em Brasília, de 3 a de junho próximo.



Gillette faz site para jornalista na Copa

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

A Gillette, uma das patrocinadoras oficiais da seleção brasileira de futebol, disponibilizará um site feito exclusivamente para jornalistas. O profissional que não for à Copa poderá fazer um cadastro no site para receber informações ao vivo e exclusivas da seleção.


Para poder oferecer conteúdo com áudio, vídeo e fotos, a Gillette contratou uma equipe de profissionais. Como o lançamento oficial será nas próximas semanas, a empresa ainda não divulgou os nomes dos responsáveis pelas apurações. No primeiro momento, a equipe está se limitando a fazer o cadastro dos jornalistas.


A suposta vantagem da Gillette é que, como patrocinadora oficial, ela teria maior facilidade de acesso, além de estar cadastrada para cobrir o evento. Outra que faz uso do suporte para ter informações exclusivas é a Vivo, que tem uma equipe de televisão para passar conteúdo para os seus clientes. No entanto, por ordem da própria CBF, mesmo os parceiros comerciais têm tido dificuldade para entrar na concentração de Dunga.


A ideia da Vivo e da Gillette é conseguir passar algo que a imprensa, de fora, não consegue. Em 2009, a vítima foi a Nike, que quis colocar um fotógrafo contratado pela empresa para tirar fotos de jogadores até no vestiário. Dunga vetou. Nesta semana, foi a vez de a Nestlé ser impedida de entrar no centro de treinamento do Atlético Paranaense.


O drama das empresas, que pagam mais de R$ 200 milhões por ano à CBF, é que suas marcas não têm sido expostas. Com treinos fechados e forte rigor com a imprensa, as empresas têm perdido a chance de ficarem presentes nos noticiários e, agora, nem ação de marketing tem sido bem sucedida. Em 2006, o cenário foi diferente: naquele ano, os treinos físicos e técnicos foram abertos à imprensa, que tinha livre acesso à concentração brasileira.


Relação entre os movimentos do futsal para utilização intrínseca no futebol
Modalidade pode ser usada como ferramenta de auxílio na produção e na apropriação de gestos motores; clubes, de maneira geral, não se apropriam desse tipo de treinamento
Aírton Leite Bastos

Defesa



Ataque




Contra-ataque

• Para que se consiga criar situações de contra-ataque nos treinos é necessário que o jogo seja apenas unilateral, ou seja, apenas uma equipe ataque, enquanto a outra defenda e contra-ataque.

• Este tipo de treinamento desportivo é bastante interessante, pois poderá dar-se uma ênfase importante ao ataque, posteriormente à defesa, concomitantemente com o trabalho de contra-ataque.

Planilha de exercícios

Conforme poderemos perceber a seguir na planilha de exercícios, não existe um exercício que tenha utilidade apenas para uma situação. Os exercícios são congruentes entre si, ou seja, quando estpa trabalhando o ataque de um lado, poderá estar trabalhando a defesa do outro lado.

Da mesma forma, um exercício de ataque também poderá estar contribuindo para a melhora do passe, ou do deslocamento sem bola de um lado, e do outro poderá estar contribuindo para a melhora da velocidade de deslocamento na defesa da trajetória de bola, ou na cobertura de corredores diagonais opostos que irão se abrir, e outras tantas situações.

Exercícios de defesa utilizando o jogo de futsal

• Jogos cinco contra quatro

o Quem está em cinco necessita passar mais a bola

o Quem está em quatro precisa driblar mais e passar mais rápido; a movimentação sem bola deve ser acentuada.

Exercícios de ataque utilizando o futsal

o Jogo de dois toques com arremate ao gol de primeira

o Jogo de dois toques não podendo devolver a bola para o mesmo atleta de quem recebeu

o Jogo de dois toques não podendo tocar a bola no sentido inverso ao que recebeu apenas em um sentido diferente.

Exercício de contra-ataque

o Ao roubar uma bola, ou interceptar sua trajetória, o atleta que o fizer deverá passá-la a um seu colega imediatamente, pois a tendência é de uma pressão sobre ele na sequência do lance.

o Doravante, então, esta bola deverá passear de um lado a outro da quadra o mais rápido possível, tanto na velocidade do passe como na velocidade de sua trajetória, não dando oportunidade de recompor a defesa.

o A defesa deverá estar sempre tentando fazer coberturas. Assim, em um dado momento, a equipe que contra-ataca irá isolar um jogador na frente do gol em condições reais de arremate imediato e sem marcação.

Exercícios de passe

o Jogo de um toque (marcação de gols)

o Jogo de dois toques (marcação de gols)

Exercícios de chute

o Jogo de dois toques sem goleiro com arremate a gol apenas de primeira

Exercícios de movimentação sem bola

o Jogo de dois toques com arremate ao gol de primeira

o Jogo de dois toques não podendo devolver a bola para o mesmo atleta de quem recebeu

o Jogo de dois toques não podendo tocar a bola no sentido inverso ao que recebeu apenas em um sentido diferente.

Conclusão

O futsal é um jogo realizado em dimensões reduzidas do ponto de vista do futebol, por isso mesmo o acompanhamento didático pedagógico do processo ensino-aprendizagem fica mais consistente e mais fácil de orientar.

O único inconivente é que o número de jogadores que poderão ser orientados de cada vez também é reduzido, o que aumenta a carga horária do treinador. Contudo essa situação poderá ser resolvida com a contratação de um profissional especialista neste tipo de treinamento.

Durante o trabalho nas categorias de base, esse processo ensino-aprendizagem utilizando o futsal é importante pela proximidade do treinador com o atleta, criando laços que irão afetar a criação e o desenvolvimento do engrama do atleta futuro.

Uma vez produzidas marcas cognitivas importantes na memória de longo prazo, o trabalho, utilizando o futsal, poderá acompanhar o atleta ao longo de toda sua carreira, para reavivar as chamas escondidas no inconsciente, que precisam ser reavivadas de tempos em tempos.

Portanto, o treinamento do futebol utilizando o futsal como ferramenta de auxilio na produção e apropriação de movimentos é algo que poderá e deveria ser utilizado em todos os estágios da passagem dos jogadores pelos clubes.

Entretanto, desconheço algum clube que utilize esta ferramenta, ou por não conhecer sua utilidade, ou por não entender que a mesma seja relevante no processo de evolução da equipe.

*Aírton Bastos é graduado em Educação Física (Udesc – Florianópolis-SC), especialista em motricidade desportiva e escolar (UnC – Mafra-SC) e mestrando em Ciências da Educação (UPAP – Assuncion-Py)

terça-feira, maio 25, 2010



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Na elite, Ceará sela renovação de parceria com multinacional de bebidas
Acordo com a AmBev valerá pela temporada e inclui exposição de marcas em backdrops
Equipe Universidade do Futebol

Em meio a um início de Campeonato Brasileiro muito positivo – duas vitórias e um empate –, o Ceará renovou parceria comercial com a AmBev. A partir de agora, a Brahma Fresh, tradicional cerveja entre torcedores nordestinos, e a marca de refrigerante Pepsi, serão patrocinadores na Série A Nacional, competição que o clube não disputava desde 1993.

O acordo inclui a exibição das marcas em backdrops, material para bares temáticos, além de latas decoradas com o escudo do Ceará. A Pepsi ainda fará uma doação de freezers para o novo alojamento da agremiação, localizado em Porangabussu.

“O principal objetivo da iniciativa é incentivar ainda mais a paixão pelo futebol, a paixão que o torcedor tem pela camisa, garantindo benefícios para os torcedores e para os clubes”, disse Rafael Pulcineli, gerente de plataforma futebol da AmBev.

Enquanto a Brahma Fresh é a marca regional a patrocinar a seleção brasileira, que disputa no próximo mês a Copa do Mundo na África do Sul, a Pepsi mantém uma relação muito próxima com o futebol, patrocinando jogadores brasileiros, como o meia Kaká.


Flu usa Twitter.come busca interatividade
Além de aumentar sua participação nas redes sociais, clube terá novo mascote

Interatividade é a nova palavra-chave para o departamento de marketing do Fluminense. Disposto a aumentar a incidência de participação popular em suas ações e encurtar a distância para os adeptos, o clube tricolor lançará uma série de ações voltadas a esse fim. E o centro de tudo isso será a página do clube na rede de microblogs Twitter, que tem pouco mais de 11 mil seguidores.

Desde a última semana, a diretoria de marketing do Fluminense tem usado o Twitter para divulgar promoções, incentivar a participação do público em enquetes e realizar ações específicas para movimentar o público.

O clube tricolor criou, por exemplo, uma campanha na rede social voltada ao jogo Cartola, sua nova mascote. A diretoria lançará uma pergunta diferente sobre o personagem na rede a cada dia, e o primeiro internauta a acertar a resposta ganhará o direito de passar conhecer a estrutura da equipe em Laranjeiras.

A mascote também deve ser utilizada pelo Fluminense em ações fora do clube. A ideia da diretoria é usar o personagem para eventos sociais e visitas em entidades assistenciais, mas também oferecê-lo para participar de festas e comemorações.

O Twitter, a busca por interatividade e a participação da mascote em festas revelam outra diretriz que o marketing tricolor pretende intensificar: a busca por um público mais jovem. A meta do Fluminense é se aproximar dos torcedores infanto-juvenis e aumentar o contingente de adeptos nessa faixa etária.

Existe até um projeto para uma área exclusiva para crianças no site oficial do Fluminense, com jogos e brincadeiras baseados na história e em notícias do clube. Nesse caso, porém, a ação ainda está em fase de planejamento.

Fonte: Máquina do Esporte

Novidades da Copa
Além do setor de telefonia, esta será a Copa das redes sociais e das transmissões 3D

Eduardo Fantato

Na semana passada fizemos uma brincadeira sobre um suposto diálogo de pessoas que, em época de Copa do Mundo, passam a se envolver com o futebol para ilustrar a importância que o evento exerce sobre as pessoas. O poderio que tem em termos de mídia e envolvimento.

Seja nas inovações nas plataformas de jogo e planejamento das equipes, sejam em inovações das transmissões televisivas e coberturas jornalísticas, seja em todos os segmentos, que direta ou indiretamente atingem o futebol.

Num momento mágico no qual todos param, alguns aceleram e buscam aproveitar o glamour do evento para difundir novos paradigmas que podem durar décadas, um período copal (uma triste analogia deste autor para se referir ao espaço de quatro anos entre as Mundiais) ou ainda apenas o instante no qual acontece a Copa, dada a velocidade das transformações que ocorrem na sociedade hoje.

Em 2006, as manchetes diziam ser a Copa da era dos celulares. Em 2010, o discurso engloba além dos avanços do setor de telefonia, bolas com ranhuras diferenciadas, a era das redes sociais, além, é claro, da perspectiva das transmissões 3D.

Eis uma síntese do que movimenta o ano de Copa do Mundo

• Álbum virtual de figurinhas

Divulgação/Arquivo Pessoal

Álbum com as fotos de Ronaldinho Gáucho, Adriano e André Santos. E apenas um goleiro: Júlio César

Pode parecer simples, mas desperta uma nova modalidade em expansão ligadas às redes sociais que estão comentadas também mais adiante.

• Bola Jabulani

Bola desenvolvida pela Adidas para a Copa da África, com foco nas ranhuras que ajudam a aumentar o atrito com o ar, principal deficiência da bola anterior - por ser muito lisa, tinha uma trajetória mais influenciada pelo ar.

bola Jabulani Angola

• Redes Sociais e Convergência Digital

As redes sociais têm na Copa talvez o momento do seu ápice em termos mundiais, com promoções e campanhas especializadas no assunto. Tanto pela perspectiva das próprias redes sociais, como é possível conferir na entrevista de um funcionário do Twitter à rede CNN*.

"Imaginamos que a Copa do Mundo irá superar tudo o que já vimos no Twitter, inclusive as eleições norte-americanas ou o Super Bowl, simplesmente porque é um evento mundial”.

Como também, nas ações de publicidade voltadas para o segmento de convergência digital, igual a alguns casos que observamos com reflexos aqui no Brasil, por exemplo o caso dos projetos ainda em fase de implementação do Chip do Timão e do Clube do Futebol, que englobam serviços de estatísticas, acompanhamento de jogos e outras informações sobre os jogos no celular (que retomaremos num espaço maior em outras colunas).

• Copa 3D

Eis aqui o que pode significar o maior impacto naquilo que se refere às inovações trazidas pelo grande evento Copa do Mundo.

A expectativa da cobertura de até 25 jogos no acordo firmado ente a Fifa e a Sony promete mexer com os ânimos dos mais aficcionados pelo futebol, até aqueles que estariam mais para o diálogo apresentado na semana passada.

No Brasil, a rede Globo também anunciou uma parceria com a Cinemark para a transmissão de alguns jogos em 3D nas salas de cinema da rede em diferentes estados brasileiros.

Resta-nos saber o que dessas prováveis inovações ficarão como legados, o que será passageiro e o que surgirá ou será ressiginificado para os próximos grandes eventos.

Para você, qual será o grande legado tecnológico dessa Copa?

*Fonte: http://edition.cnn.com/2010/SPORT/football/04/26/football.world.cup.social/index.html

Um pitadinha de bom humor

Aprenda a ser comentarista

Blog do David Coimbra

Aquela foi uma noite estranha. Vagávamos como espíritos condenados, nós quatro, sem saber aonde ir ou o que fazer. O Brasil acabara de ser eliminado da Copa da Alemanha pela categoria daquele jogador de um único toque na bola, mas toque macio, toque desconcertante, aquele Zidane, e nós, eu, a Fernandinha Zaffari, o André Feltes e o Mário Marcos, nós nos descobrimos na periferia de Frankfurt, um lugar de evidente vocação industrial, mas ermo de vida noturna. Era como se fosse o interior de Sapucaia sem Trensurb às duas da madrugada.

Todos os outros da equipe da RBS haviam retornado ao hotel, nós não. Nós terminamos de mandar o nosso material muito depois do encerramento da jornada da rádio, muito depois da conclusão do trabalho de todos os demais, e agora queríamos achar um lugar em que pudéssemos comer algo e, principalmente, beber
umas Paulaners geladas e cremosas. Mas onde? Onde no interior profundo da Sapucaia alemã?

Errando de lá para cá, catando táxis no asfalto, acabamos no saguão do gigantesco aeroporto de Frankfurt, um dos maiores do mundo e, àquela altura, um dos mais desolados. Caminhávamos vergados pelo peso das mochilas que continham os nossos laptops e pela sensação vazia de fim de festa. A derrota do Brasil nos abatia nem tanto pelo fracasso esportivo, mas pela consciência de que nossa aventura europeia, de certa forma, chegava ao fim.

Nossos amigos iriam embora e poucos de nós restaríamos no Velho Mundo. Foi então, quando estávamos em silêncio compungido havia já uns 10 minutos, que a Fernandinha Zaffari falou:

– O Brasil perdeu porque não povoou o meio-campo e porque deixou o adversário gostar do jogo.

Paramos. Olhamos para ela. Hein?

Nos minutos seguintes, Fernandinha relatou-nos que, durante a Copa, havia assimilado alguns dosprincípios básicos do comentário esportivo. Entre eles os dois enunciados fundamentais que ela professara:
-

1a Quando a partida começar é hora da profilaxia. Diga, em tom de séria advertência, que o time não pode deixar o adversário gostar do jogo.

2a Em meio à partida, se o time estiver mal, é hora da terapêutica. Lamente que seu aviso não tenha sido acatado, reforce que, como você havia predito, o adversário “gostou do jogo”, e receite: “É preciso povoar o meio-campo”.
-

Perfeito. Agindo assim, você não erra. Agora, quatro anos depois daquela noite que começou melancólica e terminou instrutiva, às vésperas de outra Copa do Mundo, inspiro-me na sabedoria da Fernandinha para pôr em prática uma ideia que havia muito corroía-me o cérebro: vou implantar uma oficina de comentarista de futebol.

Você quer ser um Professor Ruy, um Wianey, um Maurício Saraiva?
Quer ganhar a vida assistindo a jogos de futebol e ainda ser considerado inteligente? Frequente a Oficina. Para provar a eficiência de nosso curso, reproduzo abaixo algumas lições. Quando você estiver atrás do microfone ou em frente às câmeras diga o seguinte:
-

1b “É preciso adiantar a marcação”. Essa observação é preciosa, porque você pode fazê-la em qualquer circunstância. A marcação já está adiantada? Pouco importa. A marcação sempre pode estar MAIS adiantada.

-
2b
“O time tem que atacar pelos lados do campo”. Atenção: não vá falar “pelas pontas”. Pelas pontas é antigo, é do tempo do Cafuringa. “Lados do campo” é bonito e impressiona. Se você por acaso achar que jogar pelos lados do campo contradiz a orientação, 2a é porque você não entende lhufas de comentário esportivo. O comentarista tem de dizer o que fazer, não como fazer. Portanto, diga apenas que o time tem de povoar o meio-campo e, ao mesmo tempo, jogar pelos lados, e o time que se vire.
-
3b
A partir do meio do segundo tempo, se um jogador estiver jogando mal, diga que ele cansou. Quem poderá afirmar que não?
--
4b
Em qualquer oportunidade, antes, durante ou depois do jogo, diga que o time tem de tirar os espaços do adversário. Se o time perdeu é porque não tirou. Se ganhou, tirou.
--
5b Na hora de escolher o melhor em campo, tente sempre escolher um volante. Um atacante goleador é muito óbvio. O verdadeiro comentarista é aquele que vê coisas que os outros não veem. O mundo acha que aquele volante não joga nada. Você acha. O técnico o escala. Logo, você e o técnico veem coisas que ninguém vê.
-

Vocês são sábios. O mundo, burro.

Eis aí alguns dos ensinamentos da nossa oficina. Há muitos outros, mas só os revelarei durante o curso.

Em breve abriremos as inscrições!


segunda-feira, maio 24, 2010

Última imagem do Parque Antártica

Uma chance perdida
Última partida no velho Palestra revela desatenção
do marketing palmeirense

Erich Beting

Sábado, no Palestra Itália, mais de 18 mil torcedores foram torcer pelo Palmeiras contra o Grêmio. Mais do que a empolgação pelo time, o que moveu essa massa ao estádio foi a notícia de que aquele seria o último jogo oficial do Palmeiras em sua antiga casa, construída há mais de meio século.

Mas parece que só a imprensa e a torcida deram bola para a informação. Em meio a uma guerra de bastidores, a diretoria alviverde preferiu dissolver a estratégia previamente programada para o “jogo final”.

Em campo, a festa foi só dos jogadores. Vitória por 4 a 2, com direito a susto e até um grito de “olé” nos minutos finais. Só por precaução, já que poderia ser o último grito de “olé” no antigo Palestra Itália...

E onde estava o trabalho de marketing do clube? Nenhuma placa alusiva ao jogo, nenhum foguetório programado, nenhuma lembrança para ser comprada na loja oficial depois da partida. Aliás, loja que foi fechada logo que a partida começou, como se uma vitória não fosse incentivar o consumo.

Se o jogo foi de despedida, não há o que comemorar. A diretoria palmeirense se preocupou mais com o momento do time dentro de campo, esquecendo-se do básico: torcedor não é movido pela vitória, mas pela história.

Nem mesmo o ingresso para a partida derradeira continha uma lembrança, algo que fizesse daquele canhoto mais especial do que da até hoje mais feliz das vitórias no Palestra Itália, a final da Libertadores de 1999.

Não ficou nada para registro histórico, a não ser mais um canhoto de ingresso. Que precisará de uma placa ao lado, explicando porque ele é tão especial que merece uma moldura no quarto, na sala, no banheiro, onde quer que seja.

É mais uma chance perdida. E outra mostra da miopia do dirigente esportivo, que confunde marketing com captação de patrocínio, que não vê que a verdadeira função do departamento não é apenas trazer parceiros comerciais, mas mobilizar o torcedor em volta da marca do clube.

Muitas vezes a vida do torcedor foi construída dentro de um estádio de futebol. Foi ali que ele aprendeu a ter algo em comum com o seu pai, foi ali que ele formou o primeiro grupo de amigos, foi ali que ele conheceu namoradas (os) e, quem sabe, a mulher/o homem da vida. Um dos primeiros hábitos da infância de um apaixonado pela bola se constrói dentro de um estádio.

Quando você tem a sensação de que será a última vez que você verá aquele lugar daquele jeito, não dá para não comparecer, não festejar, não se emocionar. O time é o de menos, a fase não importa.

O que não dá para acreditar é que nada foi feito para o torcedor num dia tão especial...

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O que a ciência pode revelar sobre o futebol

A 19ª Copa do Mundo, que terá lugar na África do Sul, não escapa à curiosidade da ciência, que oferece informações importantes sobre a biomecânica do jogo, as leis físicas que o regem, nutrição e comportamento dos jogadores.

- Quando o jogador se atira para simular falta -

O psicólogo britânico Paul Morris analisou a questão para saber quando o jogador se atira para simular falta ou pênalti, e chegou às seguintes conclusões:

Quando o jogador cai com os braços para cima, as mãos abertas, o peito para frente e o joelho dobrado, não há dúvidas de que simulou a falta, porque "as leis biomecânicas dizem que isto não pode acontecer de maneira natural", revela Morris.

Quando há falta, "instintivamente os braços" do jogador que sofre a infração "vão para a frente para amortecer a queda, ou para o lado para manter o equilíbrio", segundo Morris.

- O esporte mais excitante -

Existe prova científica de que o futebol é o primeiro esporte em termos de surpresas, pois é a categoria onde se registram mais vitórias dos azarões, segundo estatísticas do laboratório mexicano de Los Álamos, que analisou em 2006 os resultados dos principais clubes desde 1888.

O futebol americano é muito mais previsível, porque as opções de vitória do mais fraco contra a equipe maior são 25% menores que no futebol tradicional.

- Os perigos da decisão nos pênalti -

Olhar uma decisão nos pênaltis pode matar homens cardíacos, mas não representa qualquer risco para as mulheres.

Uma análise revela que o número de internações por ataque cardíaco aumentou 25% na Inglaterra quando a seleção nacional perdeu nos pênaltis para a Argentina, no dia 30 de junho de 1998, em jogo pelas oitavas de final da Copa da França.

Na Eurocopa de 1996, a taxa de ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral cresceu 50% no dia em que a Holanda foi derrotada pela França nos pênaltis, nas quartas de final.

- Jogar em casa aumenta a testosterona -

Os pesquisadores britânicos Sandy Wolfson e Nick Neave analisaram até que ponto os hormônios secretados pelos jogadores que atuam no próprio estádio favorecem a equipe da casa.

Medindo os níveis de testosterona dos jogadores que atuam em casa, dos visitantes e dos atletas durante os treinos, Wolfson e Neave concluíram que este hormônio está mais presente nos jogadores que competem no próprio estádio.

A testosterona está ligada ao domínio, à confiança e à agressividade, o que leva a crer que os jogadores locais se comportam como homens defendendo seu território.

- A vantagem da camisa vermelha -

Os times com camisas vermelhas vencem mais, segundo análise realizada por universitários britânicos em 2008, baseada na Premier League.

Na Liga Inglesa, Manchester United, Liverpool e Arsenal vencem mais que equipes com uniformes de outra cor.

Parece que tal pesquisa não se aplica à Copa do Mundo, onde o Brasil, jogando de amarelo ou azul, faturou cinco títulos e é o maioral.

- Explicação para as bolas de efeito -

Os torcedores se lembram do golaço que Roberto Carlos fez na França em 1997, quando a bola tomou um impressionante efeito. Segundo os físicos, o percurso feito pela bola se explica pelo Efeito Magnus e o Princípio de Bernoulli.

No momento anterior ao chute, o ar se desloca de maneira irregular em torno da bola, que ao receber o impacto sai a toda velocidade.

O atrito com o ar vai retardando o progresso da bola e provoca uma trajetória curva, de acordo com o efeito dado inicialmente.

Isto explica porque o tiro de Roberto Carlos desviou da barreira francesa antes de entrar no gol junto à trave esquerda.

- As mãos não mentem -

Olhar as mãos dos jogadores pode ajudar a prever quem vai vencer a Copa. John Manning, da Universidade de Liverpool, estabeleceu que os melhores jogadores têm dedos anulares maiores que os indicadores.

- Sem álcool -

Tomar cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica não é a melhor forma de se recuperar de um jogo, segundo estudo neozelandês publicado no Journal of Science and Medicine in Sports.

Beber sem moderação após um esforço físico reduz a força muscular entre 15 e 20%, e os efeitos duram vários dias.

Foto Original: Diário do Nordeste

PC Gusmão vs PC Gusmão

Por: Benê Lima

Dizer pura e simplesmente que Paulo César Gusmão, técnico do Ceará Sporting Club, perdeu o campeonato cearense seria negar os méritos de seu opositor – Zé Teodoro -, técnico do Fortaleza Esporte Clube, bem como o dos atletas tricolores e de sua direção – leia-se Renan Vieira. Afinal, os tricolores não conquistaram um título qualquer, e sim um tetracampeonato. Título esse que, por mais que o torcedor alvinegro desdenhe, sabemos que, como bem diz o dito popular, “quem desdenha quer comprar”.

Pois bem. Exarada a meritocracia do Fortaleza, do que resta – aí sim – podemos questionar alguns aspectos do trabalho do técnico alvinegro. Mas, antes, mais uma observação precisa ser feita por dever de justiça. A de que PC tem o mérito fundamental de ter formado um grupo em que prevalece e transparece o sentido coletivo. E isto se tem mostrado vital para o estabelecimento de um padrão de jogo para a equipe que dirige.

Feitas as devidas ressalvas, passemos aos fatos supervenientes. Primeiro, ressaltar que o que mais nos chama a atenção é o fato de PC Gusmão demonstrar não ser seu forte aprender com seus erros. Outra atitude contraproducente que detectamos em PC é certa falta de coerência entre seu discurso e suas ações. Quanto a este ponto é só lembrar que ele sempre se recusou a utilizar jogador que não esteja bem fisicamente, e agora a pouco o vimos privilegiar Clodoaldo em detrimento de outros que estão em melhor condição física.

Além disto, não podemos deixar de mencionar que até a um misticismo tosco PC se rendeu, ao inexplicavelmente escalar Arlindo Maracanã por ocasião da primeira partida da final, quando este foi uma verdadeira nulidade. Já na segunda partida da mesma final, Arlindo já não mais figurava sequer entre os suplentes. Quanta coerência, não?

Chegamos à Série A e já vemos PC Gusmão renovar o seu repertório de incoerências. Contra o Fluminense, se a equipe perde um zagueiro a única saída possível seria levar um dos volantes para a zaga, já que PC não relacionou nenhum zagueiro de origem para o banco. No intervalo do jogo, ele sacrificou Erick Flores para fazer média com a entrada de Clodoaldo. Este acabou sendo a nota destoante. Atuação apagadíssima. E o que é pior: a presença de Clodoaldo provocou a mudança de posicionamento de Geraldo, e este que não vinha bem, apagou-se de vez.

Mas a cartada que se seguiu revelou ao menos que PC enxerga o óbvio: percebeu que o lateral Thiago Fernandes nem deveria ter entrado em campo. Ernandes, sem muito esforço, produziu acréscimos ao setor esquerdo ofensivo da equipe, embora lhe falte um pouco mais de ousadia e pontaria.

Mas não demorou muito e PC mostrou sua vulnerabilidade ante a liderança de Geraldo. Nem o baixo rendimento do meia alvinegro dotou Gusmão de suficiente coragem para sacar Geraldo do time. O sacrifício sobrou para Careca, que cedeu seu posto a Tony para que este pudesse fazer sua estréia. Fora de seu posicionamento, Tony pouco rendeu. E em função do estrelismo e da falta de coragem de PC, o Ceará deixou de ser uma unidade como equipe para formar – naquela partida contra o Fluminense – dois setores estanques: defesa e ataque tão-somente.

Só neste domingo, enfim, PC, com o respaldo do torcedor alvinegro, encorajou-se a substituir Geraldo. E como prêmio, obteve um triunfo valoroso, que só veio em função da maior dinâmica que Erick Flores e Eusébio conferiram ao time.

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