Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

segunda-feira, maio 19, 2008

CULTURA IDIOMÁTICA

Acordo ortográfico vai abrir mercado editorial e expandir idioma português no mundo
A aprovação do acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos, aprovada no último dia 16 pelo Parlamento de Portugal, pode ampliar a utilização da língua portuguesa no mundo e melhorar os índices de leitura nos países que falam o idioma, na avaliação do presidente do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), Godofredo de Oliveira Neto.

"Essa decisão revigora decisivamente a língua portuguesa do mundo e amplia a circulação de livros nos países lusófonos, cria melhores condições para diminuição do dramático nível de falta de leitura encontrado na maioria dos países de língua portuguesa. E contribuiu até para abertura de mercado, tanto para as editoras portuguesas quanto para as editoras brasileiras", avalia Neto, que também preside a Comissão de Definição da Política de Ensino, Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (Colip), ligada ao Ministério da Educação (MEC).

A mudança, segundo o especialista, cria condições para que a língua portuguesa "possa vir a ser uma língua oficial da Organização das Nações Unidas". Atualmente, a ONU adota o inglês, o francês, o espanhol, o russo, o árabe e o chinês como idiomas de documentos e reuniões oficiais.

As principais novidades para os brasileiros serão a extinção do trema e mudanças no uso do hífen e de acentos diferenciais (que distingue palavras com a mesma escrita, mas pronúncias ou funções diferentes), segundo Neto. "O acordo muda apenas a grafia, não vai alterar a diversidade da língua portuguesa. As diferenças continuarão a existir, serão permitidas", pondera.

Em julho, as comissões nacionais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que além de Portugal e Brasil reúnem Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste, vão se reunir "para traçar estratégias de ação para elaborar um vocabulário ortográfico comum aos oito países" , segundo Neto.

No Brasil, a mudança entra em vigor em janeiro de 2009. Por causa do período de adaptação, a regra passará a valer pelos livros didáticos comprados pelo MEC para as escolas públicas a partir de 2010.

VEJA O QUE MUDA

O acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países que falam a língua, aprovado no último dia 16 pelo Parlamento de Portugal, vai modificar 0,43% do dicionário brasileiro. Os portugueses, que levaram 16 anos para ratificar a proposta e não tinham aderido à reforma ortográfica de 1971, terão que alterar 1,42%.

Na avaliação do professor Godofredo de Oliveira Neto, presidente do Conselho Diretor do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) e da Comissão de Definição da Política de Ensino, Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa (Colip), ligada ao Ministério da Educação, as principais mudanças para os brasileiros serão a extinção do trema e mudanças no uso do hífen e de acentos diferenciais.

Confira, no quadro ao acima, as alterações que o novo acordo trará para o português escrito no Brasil.

MUDANÇAS EM PORTUGAL

Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o "c" em acto, direcção e selecção, e o "p" em excepto e baptismo.

A nova norma acaba com o acento no "a" que diferencia o pretérito perfeito do presente (em Portugal, escreve-se passámos, no passado, e passamos, no presente).

Algumas diferenças vão continuar. Em Portugal, polémica e génesis manterão o acento agudo – o Brasil continuará escrevendo com o circunflexo.

LONGA ESPERA

O conteúdo do acordo foi aprovado há 16 anos, mas não podia entrar em vigor sem que pelo menos três parlamentos de países de língua portuguesa ratificassem o protocolo. Além de Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde já ratificaram o texto. Faltam Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste.

O protocolo aprovado em Lisboa abre, segundo a Agência Lusa, a possibilidade de adesão de Timor Leste, que ainda não era um Estado soberano quando o acordo foi aprovado.
Para o governo português, a aprovação do acordo é o primeiro passo para a existência de uma política internacional da língua portuguesa, que será anunciada quando Portugal assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em julho deste ano.

"É necessário agora desenvolver uma política de internacionalização, consolidação e aprofundamento da língua portuguesa, e o acordo ortográfico é um instrumento para isso", afirmou o ministro da Cultura, Antônio Pinto Ribeiro.


FONTE
Agência Brasil
Luana Lourenço
Repórter

sábado, maio 17, 2008

O PROBLEMA CONTINUA

STJD acaba com portões fechados

Procuradoria do STJD entra com Ação para impedir jogos sem torcida e é concedida

REDAÇÃO JUSTIÇA DESPORTIVA

Depois de muita discussão na última sessão do Pleno, a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) entrou com uma Ação Declaratória com a finalidade de declarar nulidade dos artigos 52 e 54 do Regulamento Geral das competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O Presidente do Tribunal, Dr. Rubens Approbato analisou a Ação e concedeu a liminar. Com isso, as torcidas de todo o Brasil podem comemorar, pois não haverá nas perdas de mando de campo a situação de se jogar com os portões fechados. Esta decisão deve ser adotada a partir de hoje, dia 15 de maio.

A Ação feita pela Procuradoria do STJD, pedia a nulidade dos artigos 52 e 54 do Regulamento Geral das Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Agora, Caberá a CBF decidir o local e/ou distância mínima de sua praça de desporto para a realização dos futuros jogos com perda do mando de campo.

Confira o que diz os artigos 52 e 54 do Regulamento Geral das Competições:

Art. 52 - Em ocorrendo atraso em jogo da competição, haverá multa aplicada pela CBF, independentemente das sanções previstas pelo CBJD.

Art. 54 – Nos casos em que um clube for apenado com perda de mando de campo pelo STJD, as partidas correspondentes à pena serão realizadas no mesmo estádio em que o clube manda seus jogos, com os portões do estádio fechados ao público.

Durante a sessão realizada no Pleno, o Procurador Geral do STJD, Dr. Paulo Schmitt, ressaltou a importância do público nos jogos, optando pelo término dos jogos com portões fechados e ainda relembrou casos que tiveram episódios lamentáveis e que os portões fechados não adiantaram nada.

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ERA PRECISO SE COMEÇAR A FAZER ALGO

Governo do Ceará lança 'pacote do futebol'

Um pacote de medidas de incentivo ao futebol cearense, com apoio financeiro inicial aos dois maiores times: Fortaleza Esporte Clube e Ceará Sporting Club. Eis o que o Governo do Estado, através do secretário do Esporte, Ferrúcio Feitosa, lançou, nesta quinta-feira, durante ato em que participou o deputado estadual Luiz Pontes (PSDB). O parlamentar mediou diversas reuniões entre o governador Cid Gomes, o secretário de Esporte, Ferrúcio Feitosa, e dirigentes esportivos para que esse pacote saisse do papel.

Ficou acertado que cada um dos clubes vai receber R$ 300 mil, com o propósito de fazer com que pelo menos um dos dois clubes chegue à primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O pacote também prevê incentivo direto aos torcedores, que poderão assistir aos jogos gratuitamente, bastando reunir R$ 100,00 em notas fiscais para adquirir um ingresso. Serão aceitas apenas notas fiscais de consumo em bares e restaurantes, de bebidas quentes, jóias e relógios.

Cada clube terá 5 mil ingressos para trocar por notas fiscais. Como o ingresso mais barato custa R$ 15,00, isso significa que, a cada jogo, os clubes terão uma renda extra garantida de R$ 75 mil. Segundo o deputado Luiz Pontes, o Governo enviará a mensagem regulamentando o incentivo para a Assembléia nos próximos dias.
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Fonte: Blog do jornalista Eliomar de Lima

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quinta-feira, maio 15, 2008

'AFINIDADE' NA TRUCULÊNCIA


Juízo para os que não o tem; educação para os sem eira

Entre ter eira ou beira, melhor é prover a si próprio de bons princípios, que servirão de suporte para quando se tem eira e beira .

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Erandir e Preto foram protagonistas das jogadas mais violentas do campeonato cearense desta temporada. Fizemos menção a isto aqui também neste blog, não só para reprovar as atitudes de ambos, mas sobretudo para levar a estes dois bons atletas nosso repúdio a esta faceta sombria do futebol praticado por eles, desse modo propiciando a ambos o poder de refletirem sobre esse aspecto negativo de suas atuações.

Pelo que nos foi dado observar, os valorosos atletas do Fortaleza Esporte Clube assumiram uma postura de maior equilíbrio, no que pese uma recaída aqui outra acolá. E o que disto resultou foi a melhoria do futebol praticado pelos dois, principalmente o de Erandir, que acabou se constituindo numa peça decisiva para a evolução do time tricolor na reta final da competição tupiniquim.

Feito o registro do bom futebol dos dois atletas, é forçoso que outra vez repudiemos a atitude tanto de Erandir quanto de Preto, ao tentarem intimidar a dois profissionais de imprensa, os companheiros Nodge Nogueira, do Sistema Verdes Mares de Comunicação, e Bruno Formiga, do Sistema O Povo de Comunicação.

Vale lembrar que a gravidade do ato destes moços assume proporção ainda maior, se considerarmos a característica quase invariavelmente sectária da relação setorista-clube aqui existente. Logo, nem motivação há como fato gerador de uma ação que contenha injustificável teor intimidativo.

Variados são os aspectos a serem considerados como elementos facilitadores, para que alguns jogadores se achem no direito de praticarem tal atitude contra profissionais da crônica esportiva, e entre eles podemos enumerar:

- a fragilidade da relação entre os clubes e seus atletas;

- a falta de diretrizes oriundas das entidades de prática desportiva dirigidas a seus subordinados;

- a falta de uma atitude formadora de cidadania por parte dos nossos clubes;

- a falta de uma melhor formação de atletas e dirigentes;

- a falta de força política das entidades representativas das categorias implicadas (radialistas e jornalistas);

- a falta de uma atuação firme de defesa da categoria por parte da Associação Profissional dos Cronistas Desportivos do Estado do Ceará - APCDEC;

- a falta de um saudável corporativismo e de solidariedade dos profissionais da área (cronistas desportivos ou esportivos), entre outros.

Além do nosso total REPÚDIO à atitude que Erandir e Preto protagonizaram, coadjuvados pelo atleta Juninho, cobramos da direção do clube envolvido e das entidades que nos representam, uma atitude digna e firme no sentido de repudiarem tal atitude desrespeitosa e intimidativa, a fim de que possamos exercer nossa atividade sem termos que nos deparar com tal constrangimento.

Fica nossa expectativa de que possamos todos contribuir para fazermos do futebol um ambiente permeado por cidadãos e pelo exercício do direito à livre expressão, condição basilar da democracia.

A nossa solidariedade aos colegas envolvidos, e a certeza de que podem contar conosco em quaisquer lutas legítimas pelo engrandecimento da categoria.

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Benê Lima.

sábado, maio 10, 2008

SIMÃO CONTRARIA VOCAÇÃO DE HERIBERTO

Faz-se mister
um arejamento de idéias
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Já virou lugar-comum a execração dos técnicos de futebol. Tal comportamento quase que invariavelmente se revela como uma atitude inominável tomada contra aquele que, no mais das vezes, é o menos culpado.
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Injustiças a parte, passemos à análise das mais marcantes atitudes de um deles. Trata-se de Heriberto da Cunha, treinador de reconhecida competência, mas que em termos de futebol cearense tem mostrado uma faceta das mais questionáveis, que pode ser expressada pelo teor conservantista da postura tática das equipes que tem dirigido.
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Sabe-se do trabalho considerado bom que Heriberto andou realizando no Ceará Sporting, sobretudo se considerarmos que ele se viu instado à extrapolação de sua condição de treinador, ao acumular outras funções.
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Em seu atual clube, Heriberto só precisa preocupar-se com sua atividade, situação que facilita sobremodo o desempenho de suas tarefas. Em podendo se voltar unicamente para o cumprimento das atividades inerentes ao cargo que ocupa, o técnico pode investir na elaboração de uma planificação técnico-tática mais minuciosa, que contemple não só a visão tecnicista, mas que também possa incorporar um extrato do empirismo que é característica marcante da transdisciplinaridade.
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Na verdade, o técnico do Fortaleza precisa rever sua atitude excessivamente defensivista, buscando alternativas um pouco mais ousadas para as situações que se lhe apresentem como desfavoráveis.
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Afora os exemplos de sua estada à frente do Alvinegro de Porangabuçu, em que muitas foram as situações onde abriu mão de atacar e acabou perdendo a partida ou cedendo o empate ao adversário, Heriberto continua demonstrando um apego exagerado à concepção defensivista, o que se revela preocupante numa competição com as características do Brasileirão.
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No que pese termos assistido à retórica de Heriberto da Cunha frente ao Bahia, importa dizer que, embora o discurso que veio aos nossos ouvidos não contenha a premissa do defensivismo, o exame das substituições promovidas retrata uma extremada preocupação em não tomar gols, quando isso - ao que se sabe - pode representar um risco muito maior, pela situação de se ter o adversário, predominantemente, muito mais próximo da nossa linha de meta.
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O resultado de empate cedido ao Bahia, representa mais uma oportunidade para que Heriberto repense algumas de suas posições, para o seu próprio bem, e para o bem da torcida tricolor.
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O talento de jogadores como Simão não pode ficar restrito a um ato de 'desobediência civil'. Cabe ao treinador instituir mecanismos táticos para um maior e melhor aproveitamento destes 'sopros e surtos' de criatividade.
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DIVERSÃO A BAMBÃO (OU DE MONTÃO) !!!

A frase da semana
um primor de adivinhação


"Eu acredito no time
do Ceará.
Eu ainda não vi
o time jogar,
mas assisti as
imagens
de trechos de
alguns treinos."
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Sérgio Pinheiro,
comentarista
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O CÚMULO DO ABSURDO


S.O.S organização
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O registro fotográfico que disponibilizamos carece de qualidade, mas não invalida a iniciativa deste blog de mostrar até onde chega a 'capacidade' de algumas pessoas de produzirem absurdidades
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Decorridos 39 minutos da segunda etapa da decisão entre Fortaleza e Icasa no Castelão, e de repente é erguido um grande tapume sobre o qual, a seguir, estendeu-se um imenso 'banner' com os patrocinadores da Federação Cearense de Futebol (FCF).
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O resultado é que todos os cronistas esportivos que estavam cobrindo o evento, localizados no setor central onde se situam as cadeiras inferiores daquela praça esportiva, ficaram sensivelmente prejudicados. Principalmente os narradores, que não fazem seu trabalho por mera amostragem ou pontualidade dos lances, estes foram os maiores prejudicados, já que tiveram sua visão obstruida, pela projeção do obstáculo, em cerca de um terço do campo de jogo.
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Se levarmos em conta a possibilidade da prorrogação, aí o ABSURDO assume proporções ainda maiores, pois, além dos seis minutos do tempo normal, nos depararíamos com os acréscimos deste tempo, mais o tempo normal da prorrogação, além de seus acréscimos.
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Desse modo, embora consideremos o esforço das pessoas envolvidas na execução das tarefas, lamentamos a mais absoluta falta de bom-senso delas, em não se importarem com a ação despropositada que tomaram.
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Que fique o mau-exemplo aqui exposto, como causa de estímulo a uma reflexão mais amiudada dos nossos embriões de promotores de eventos.
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Tchau!
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sexta-feira, maio 09, 2008

EXEMPLO DE TRANSDISCIPLINARIDADE


Atlético-PR adota treino ‘visual teórico’ para as categorias de base

Jovens atletas aprendem sobre tática e analisam as partidas por vídeo

Equipe Cidade do Futebol

Duas vezes por semana, os atletas da categoria juvenil do Atlético-PR realizam um treino visual teórico comandado pelo técnico Marquinhos Santos. Sentados em uma espécie de sala de aula, os garotos assistem os vídeos de suas partidas, analisam erros e acertos e aprendem sobre posicionamento tático.

“Visamos desenvolver a parte cognitiva dos atletas, que é entender e compreender melhor as situações táticas e suas funções como jogador dentro do campo. Também assistimos a um resumo do jogo com acertos e erros da equipe. Queremos a melhora dos atletas em campo”, explicou Marquinhos Santos ao site oficial do Atlético-PR.

Em alguns momentos Marquinhos mescla imagens dos jogos dos garotos com partidas da equipe profissional para explicar melhor as funções táticas.Segundo o treinador da categoria juvenil, os garotos têm recebido bem a metodologia.
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“Acredito estar dando muito certo. As imagens são um feedback para todos. Sem dúvida os jogadores compreendem o que está acontecendo, pois temos o auxílio das imagens para mostrar as coisas que se passam durante a partida”, finalizou Marquinhos.


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quinta-feira, maio 08, 2008

TIMEMANIA FRUSTRA EXPECTATIVA


Média de arrecadação da Timemania segue na casa de R$ 3,5 milhões por concurso

Após 10 concursos, Timemania arrecada apenas 35% do previsto


Chegou a hora de conferir a arrecadação da Timemania até o concurso nº 10:

Como se sabe, a previsão da Caixa Econômica Federal para o primeiro ano da loteria é arrecadar R$ 520 milhões, ou seja, R$ 10 milhões por semana (totalizando 52).

Depois de 10 concursos, no entanto, a média semanal de arrecadação continua bem abaixo da expectativa. Por enquanto as apostas totalizam R$ 3.545.401,60 por semana.

Multiplicando esse valor por 52 semanas, teríamos um total de R$ 184.360.883,20 em 12 meses de Timemania, ou apenas 35% da estimativa inicial da CEF.

Imagino que essa média ainda vai subir nas próximas semanas, mas me parece cada vez menos provável que a previsão da Caixa se confirme.

E você, caro leitor, o que pensa da Timemania após 10 concursos?

Mais uma vez ninguém acertou as 7 dezenas da principal faixa de premiação, que segue acumulada. A previsão para o próximo concurso (nº 11) é de R$ 5,3 milhões.

O “time do coração” deste fim de semana foi o JI-PARANÁ/RO, que foi escolhido por 13.880 apostadores. O clube de Rondônia ocupa a 38ª posição no ranking geral até agora.

Confira abaixo a colocação da sua equipe:
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EXEMPLO PARA A PREFEITURA DE FORTALEZA






'Casa do Timão' está quase pronta

Pacaembu recebe últimos retoques para abrigar estréia do time na Série B
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Leandro Canônico Do GLOBOESPORTE.COM, em São Paulo

Faltam poucos detalhes para o Pacaembu ficar totalmente pronto para a estréia do Corinthians na Série B do Campeonato Brasileiro, sábado, contra o CRB. De cara nova após mais de cinco meses de reforma, o estádio já está aprovado pela CBF e liberado por Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Polícia Militar.

À exceção do gramado, que foi totalmente reformado e teve seu desenho escolhido em enquete realizada pelo GLOBOESPORTE.COM, nada de muito extraordinário foi feito durante esses meses de reforma. Basicamente, o estádio passou por uma revitalização de fachada, pinturas e vai ter uma potência maior nos refletores.

- Existiram algumas coisas que não conseguimos executar, mas nada que fosse impactante para a reabertura do estádio. Faltaram a troca das cadeiras, a conclusão da pista de atletismo e o sistema de som - explica Alessio Gamberini, diretor do estádio municipal Paulo Machado de Carvalho, o popular Pacaembu (37.037 lugares).

Se esses problemas citados por Gamberini não afetaram diretamente na reabertura do estádio, a obra, de uma maneira geral, teve interferência considerável na construção do Museu do Futebol, que tem inauguração prevista para 29 de junho.

- Tudo isso impactou mais na obra do museu do que no estádio propriamente. São Paulo é uma cidade que não pode ficar muito tempo com um local desse fechado - acrescenta o diretor do Pacaembu, construção que já tem 68 anos.

O jogo do Timão contra o CRB não será a única atração na abertura do Pacaembu. Quem comparecer à partida poderá acompanhar outros eventos, que começam às 14h15. Vai ter locutor de rodeio, banda de fanfarra, show do Exaltasamba e ainda Rivellino vai marcar seus pés numa placa, que depois vai ao Museu.
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terça-feira, maio 06, 2008

AS BOAS DO MARCELO DAMATO

Por linhas muito tortas
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A premiação dos melhores do Paulista foi um retrato da competição, de todos os seus problemas e acertos.
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Ainda irritado com o episódio do gás, o São Paulo boicotou a festa. Concentrou a equipe na segunda-feira, o que quase nunca faz, e disse que dessa maneira Miranda e Hernandes não poderiam ir.
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Mesmo ausentes, os dois venceram seus prêmios.
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Ao contrário do Campeonato do Rio, que pôs três meias e um volante no meio-campo, em São Paulo, a composição foi inversa, com excesso de volantes. A falta de meias foi de fato uma marca nesse campeonato. Quem teve Valdívia levou muita vantagem. Mas Elias, Michel e Jorge Wagner jogaram mais do que Pierre - criticado em boa parte da competição.
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Também curioso foi o fato de a melhor defesa do campeonato não ter nenhum representante na seleção.
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Igualmente chama a atenção de que, Santos e Corinthians, que nem chegaram às semifinais, tiveram seus representantes. O Guaratinguetá, que terminou a fase de classificação, em primeiro lugar não teve nenhum.
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É a velha regra 19 aplicada pelos eleitores. Como sempre acontece, os olhos estão sempre virados para os grandes, e os pequenos pagam por isso. Como aconteceu nos jogos.
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Mais do que todos, quem se destacou nesse campeonato foram os técnicos.



A bronca do capitão

O zagueiro Fábio Luciano não ficou calado diante dos microfones.
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Eleito o melhor zagueiro esquerdo do campeonato, apesar de jogar na direita, criticou o sistema de escolha.
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Afirmou que ele e Thiago Silva foram colocado em posições diferentes na hora da votação para que pudessem ser escolhidos juntos - o que aconteceu. Deixou claro que queriam grife no pódio.
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Afirmou que seu colega Ronaldo Angelim merecia mais o prêmio de melhor zagueiro esquerdo do que ele.
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De resto, a melhor seleção não teve surpresas, com Bruno, Wagner Diniz, Juan, Túlio, Ibson, Thiago Neves, Lúcio Flávio, Wellington Paulista e Washington. Tudo redondinho, quatro do Flamengo, três do Flu e do Botafogo e um do Vasco.
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Só não deu para entender por que Lúcio Flávio foi o melhor jogador do campeonato. Não assisti muitos jogos, mas o tempo todo li e ouvi que, fora o Wellington Paulista, a força do time era o conjunto. Além disso, Lúcio Flávio foi um dos principais responsáveis pelo desequilíbrio emocional do Botafogo na final da Taça Guanabara.



Trocaram 6 por -6



É difícil entender a lógica dos cartolas.

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Para substituir Joel Santana, o Flamengo contratou alguém que é seu oposto.
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Um é grande, o outro, pequeno.
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Um é sábio, o outro, estudioso.
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Um é experiente (27 anos como treinador), o outro, quase novato (seis anos).
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Um é conservador, o outro, moderno.
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Um não se preocupa com a aparência, o outro, sim. Demais.
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Um foi zagueiro*, o outro, meia.
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Um tem fama de retranqueiro, o outro, de ofensivo.
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Um é calmo, o outro, agitado.
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Um é famoso por saber lidar com os jogadores malacos, inclusive Romário. O outro não soube administrar Edmundo.
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Um agüentou o rojão do Flamengo, o outro pediu para sair do Palmeiras dizendo que a pressão estava demaisada.
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Um tem nove títulos estaduais, um brasileiro e um da Mercosul, o outro, nada, nenhum caneco.A principal competição do Flamengo no ano é a Libertadores. Caio Júnior jamais participou dela.
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A comparação do desempenho recente dos dois técnicos acentua ainda mais o contraste.
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Joel pegou o Flamengo em penúltimo lugar e o levou ao terceiro lugar no Brasileiro. Em 2008, foi campeão estadual e vai entregar o clube nas quartas-de-final da Libertadores.
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Desde que Joel assumiu o Flamengo, Caio perdeu uma vaga na LIbertadores pelo Palmeiras, ao obter apenas quatro pontos nas últimas seis rodadas. No Goiás, tornou-se o primeiro técnico na história do clube a perder uma final para uma equipe do interior. Foi batido nos dois jogos. No meio dos dois, foi eliminado pelo Corinthians da Copa do Brasil, na única vez no ano que o clube paulista marcou quatro gols (o jogo contra o Barras não conta).
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Não gosto de fazer previsões, mas me parece que o Flamengo errou em cheio.
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* texto corrigido
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FIM DE FESTA COM OS MELHORES




Melhores recebem premiação

A noite de gala do Campeonato Cearense de Futebol ocorreu, ontem, com a premiação dos melhores do Estadual

Os destaques do Campeonato Cearense de 2008 foram homenageados ontem à noite no Centro Cultural Sesc - Luiz Severiano Ribeiro. Foram apresentados ao público o craque da galera, eleito em votação pela internet e os melhores do Estadual, apontados por 234 cronistas esportivos.

O lateral-esquerdo Márcio Azevedo, do Fortaleza, saiu com duas premiações, a de craque da galera e dos cronistas. A revelação do campeonato é Léo Jaime, do Horizonte. O melhor técnico é Argeu dos Santos, também do Horizonte.

Almeida Filho foi apontado como o melhor árbitro e foi representado pela sua irmã, também árbitra, Eveline Almeida. Pelo segundo ano consecutivo Márcio Torres foi escolhido como melhor assistente.

A noite festiva foi aberta pelo diretor geral de programação do Sistema Verdes Mares, Edilmar Norões, que falou da satisfação do SVM em transmitir os jogos do Campeonato Cearense, o que acarretou um fortalecimento do futebol e do esporte locais.

O superintendente da Nacional Gás, Edson Queiroz Neto, o diretor de telejornalismo da TV Verdes Mares, Marcos Gomide, o diretor comercial da TV Verdes Mares, Antônio Vidal e o diretor superintendente do jornal Diário do Nordeste, Antônio de Pádua Lopes recepcionaram os presentes e distribuíram as medalhas aos melhores. Foi apresentada a Seleção do Campeonato: Jéfferson; Izaquiel, Da Silva, Preto e Márcio Azevedo; Dedé, Serginho, Paulo Isidoro e Júnior Cearense; Rômulo e Luiz Carlos.

O goleiro menos vazado é Jéfferson, do Horizonte. Receberam ainda premiação, o Fortaleza como bicampeão, o artilheiro Paulo Isidoro, junto com Esquerdinha, do Boa Viagem, ambos com 14 gols, o Icasa e o Horizonte, afora o Caucaia, campeão cearense no I Campeonato Feminino do Estado. O ex-atleta Marciano recebeu o troféu Pedro Basílio.


Jogada, DN


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DORIVAL JÚNIOR BOTA O DEDO NA FERIDA


Técnico do Coritiba cobra evolução nas análises sobre futebol

Para Dorival Júnior, crítica é responsável por lentidão no crescimento da modalidade
Equipe Cidade do Futebol

Campeão estadual com o Coritiba no último domingo, Dorival Júnior encontrou um argumento curioso para criticar o comportamento da mídia especializada no futebol. Segundo ele, as análises sem base teórica são responsáveis pela lentidão na evolução do esporte.

Depois da derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR na Arena da Baixada, que confirmou o título do Coritiba no Campeonato Paranaense, Dorival Júnior aproveitou o momento de festa para cobrar uma mudança de postura da mídia especializada.

“O futebol brasileiro tem de mudar. Os analistas devem se qualificar um pouco para fazerem avaliações mais embasadas. Só assim é que poderemos passar uma imagem real do que acontece no futebol do país. Isso é fundamental para o esporte evoluir de acordo com o potencial que tem”, ponderou Júnior.

O comandante do Coritiba reclamou do tom ácido de algumas análises sobre o desempenho de sua equipe na atual temporada: “O futebol é o esporte mais rentável do mundo e esse tipo de crítica prejudica todo mundo que vive no esporte. É necessário entender o que está sendo feito e o perfil de cada trabalho antes de se reclamar”.


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Tivemos com Dorival Júnior uma ótima convivência, já que quando por aqui passou, fazíamos a cobertura mais amiúde da equipe que ele dirigiu, o Fortaleza Esporte Clube.

Dorival a mim se mostrou acessível, bom papo e, acima de tudo, muito cortês. Assumiu o Fortaleza no início difícil da administração Ribamar Bezerra, recaindo sobre si a intrincada e desafiadora tarefa de formar um time competitivo, a partir de um grupo do qual podemos relembrar nomes como: Coelho, Breno, Esquerdinha, Nivaldo, Carlinhos, Alan, Lázaro, Matheus Vivian, Marcelo Lopes, Rabicó, Válter, Damisson, Daniel Bamberg, Eusébio, Lelê, Anderson, Genilson, Jessuí, Ernandes etc.

Júnior - como era também conhecido - demonstrava possuir bom domínio da novíssima metodologia do futebol, mostrando-se atualizado e inteiramente receptivo ao aspecto multidisciplinar e interdisciplinar, demonstrando ainda certa receptividade à mais desafiadora concepção futebolística de nossa era, que é a adoção da transdisciplinaridade pelos que fazem o futebol.

Numa visão autocrítica, Dorival reconheceu como seu maior erro em sua passagem por aqui, ter aceito, por mero espírito cooperativo e solidário, um grupo de atletas que, não obstante a presença de três ou quatro nomes de peso, tratava-se de um grupo de pouca qualidade. Portanto, a tarefa de refundar um time praticamente do zero, pesou sobremaneira para inviabilizar o trabalho do dedicado e leal Dorival Júnior. Digo isso porque ninguém melhor que Ribamar Bezerra conheceu a conduta e a personalidade de Júnior.

Dos 'escudeiros' de Ribamar, creio que Dorival Júnior só foi superado por Toninho Cecílio, outra figura que foi tremendamente injustiçada pela 'falta da base teórica' sobre o futebol, a que o próprio Dorival fez menção.

Que a fala de Dorival Júnior, agora com maior prestígio e valorização, possa definitivamente ecoar na estreiteza das mentes que permeam esse futebol.


Benê Lima
benecomentarista@yahoo.com.br
85 8898-5106

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segunda-feira, maio 05, 2008

O PISOTEAMENTO DOS VALORES


Inter comemora: Juventude não subiu ao palco armado para a premiação ------------------------------------ Foto: Ricardo Duarte

Etiqueta no futebol

Fernanda Zaffari

A festa da final do Campeonato Gaúcho foi bonita, e o Internacional está de parabéns — e o segundo colocado também, o Juventude. Mas alguns detalhes podem fazer a diferença nas próximas comemorações.

Futebol é esporte, paixão e negócio. E, por isso, é cada vez mais profissional e organizado. Assim, respeitar os protocolos de uma cerimônia — que, neste caso, incluía Inter e Juventude juntos em campo para execução do Hino Riograndense —, é conduta óbvia. O time da Serra simplesmente não apareceu. Há cerimoniais que podem parecer frescuras, mas não são.
O futebol brasileiro poderia se inspirar em competições internacionais, em que os dois times são obrigados a entrar juntos em campo, acompanhados de torcedores mirins. Isso esquenta o clima, inspira a torcida e, principalmente, mostra de forma civilizada que duas equipes profissionais entram em campo para uma disputa, e não para uma guerra.

Outro cerimonial que poderia ser copiado é o da valorização do segundo colocado. Ontem o Juventude não subiu ao palco, armado para a premiação. Somente o capitão do time apareceu. Não não está certo. Todos esses detalhes fazem com que o futebol seja mais respeitado e, por que não, mais apaixonante.

Hoje à noite ocorrerá um bom exemplo disso. Os melhores do Campeonato Gaúcho serão reconhecidos e festejados com uma comemoração no Theatro São Pedro. Um belo exemplo em que adversários sentarão lado a lado, trocarão brincadeiras e provocações. Mas tudo de forma muito civilizada.
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Uma visão emprestada do Cariocão e do Paulistão







Verde, vermelho e preto

por Lédio Carmona

O Botafogo teve os melhores números do campeonato. Mas faltaram algumas letras na hora do vamos ver. Faltou E de elenco. Faltou P de poder de decisão. Faltou S de serenidade. Faltou V de Vitória. Faltou C de confiança do torcedor.

O Flamengo teve números inferiores ao Botafogo durante o Campeonato Estadual inteiro. Mas os três jogos que valeram taça ele venceu. Todos do Botafogo. Primeiro, na final da Taça Guanabara (2 a1). Depois, na primeira partida da final (1 a 0). E hoje, na finalíssima, quando conquistou o bicampeonato com a vitória de 3 a 1 (dois gols de Obina e um de Diego Tardelli). E venceu todos com justiça. Sem apelação. Hoje, sem contestação até de arbitragem (graças a Deus).

Hoje o Flamengo teve problemas no primeiro tempo. O Botafogo foi melhor, mas ainda longe de ser o time envolvente de outras partidas. Fez o primeiro gol, graças a uma cobrança de falta burocrática de Lucio Flavio, que quicou e fez Bruno falhar. Eram 22 minutos. O Botafogo recuperava a vantagem. Mas não sou aproveitar. Ainda sim, foi melhor. Até porque Ibson, vaiado, jogava mal. Juan e Leonardo Moura subiam pouco. Bem, mesmo, só Ronaldo Angelim, excelente na marcação a Wellington Paulista, Toró na marcação, e Marcinho.

No segundo tempo, Joel Santana arriscou tudo. Tirou Ibson e Cristian e põs Diego Tardelli e Obina. Quatro atacantes. Foi com tudo. Sabia que estaria mais vulnerável na defesa e que poderia ser expor a contra-ataques fatais. Mas, logo aos três minutos, Juan bateu falta, Obina se ajoelhou para cabecear: 1 a 1. O Maracanã, com 70% de rubro-negros, explodiu. A pressão recrudesceu. O Flamengo cresceu. E aí, amigos, o Estadual começava a ter o seu virtual vencedor. Com apenas dois jogadores de marcação, Toró e Jailton, o Flamengo contou com a raça de Diego Tardelli, Obina, Marcinho e Souza. Nunca marcaram. Hoje fizeram. O Botafogo não encaixava nada. O Flamengo tomou conta do jogo. Até que Cuca quis mexer. E olhou para o banco. E, pobre Cuca, lá se foram Fábio e Adriano Felício para campo. Para piorar, o técnico errou ao tirar Zé Carlos. Num elenco limitado, Zé Carlos, sem inspiração, é melhor do que Fábio e Adriano Felício. Para piorar, Wellington Paulista jogou boa parte da partida no sacrifício. Lucio Flavio, também.

Dono do campo e do jogo, o Flamengo parecia que treinara a semana passada no Rio, enquanto o Botafogo, sim , fora ao México. Os rubro-negros sobravam. Contra-contra ataque em cima de contra-ataque. Renato Silva expulso. O segundo gol era questão de tempo. Ou de um enésimo erro de passe de Fábio, Adriano Felício ou Leandro Guerreiro, que ainda não voltou a ser o mesmo jogador de 2007. Pronto: aos 36m, Juan (como joga!) atropelou pela esquerda e fez o passe. O chute seco e rasteiro de Diego Tardelli foi mortal. O Botafogo, o bom time do Botafogo, do bom treinador Cuca, estava batido mais uma vez. De novo pelo gol de Tardelli. E de novo por Obina, que fez mais um gol, aos 46.

O Flamengo mereceu. Foi melhor. É melhor. E agora alcançou o Fluminense em número de títulos estaduais: 30 x 30. Caio Junior, como meu amigo Eric Faria disse na transmissão da TV Globo, vem aí. Bom nome. E terá um elenco de peso para trabalhar. É meio caminho para o sucesso de um treinador. Talvez seja isso que falte a Cuca em General Severiano.
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O título de Marcos
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Não havia como não ser diferente. Apesar da raça, da dedicação e de alguns bons jogadores da Ponte Preta, estava escrito que o Estadual seria do Palmeiras. O oitavo de Luxemburgo. Mais um de Marcos. Talvez o mais emocionado após a decisão no Palestra. O goleiro é um exemplo de dedicação e amor ao clube e ao futebol. E ganhou. Voltou por cima. Esse título é dos palmeirenses. Mais do que tudo, de Marcos.O Palmeiras mereceu muito. E teve uma decisão em ritmo de festa no Palestra Itália super-lotado, com 27.927 pagantes. E teve um placar para não deixar dúvida: 5 a 0, com três gols de Alex Mineiro, sempre eficiente e artilheiro do Paulistão, com 13 gols, ao lado de Kleber Pereira, Valdívia, craque, e Ricardo Conceição, contra.

Foi o oitavo Campeonato Paulista de Vanderlei Luxemburgo.O Palmeiras sobrou no Campeonato Paulista. Ninguém mereceu mais. Ninguém jogou mais. Ninguém quis mais. E prestem atenção: o Palmeiras vai longe no Brasileirão. No mínimo estará na Taça Libertadores da América, em 2009. Me cobrem em dezembro. PS: sobre a rebelião da máquina zero, lamentável. Coisa de criança. Pergunte a Valdívia se ele gostou. Olha só como ele ficou bonito…
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Outra vez show de imagem de Natinho Rodrigues




Será que ganhou o melhor?

A pergunta parece ter um quê de obviedade, mas é muito mais uma proposição para questionarmos velhos conceitos

Mais do que nunca temos estado atento ao que se diz no campo esportivo, mormente quando pronunciado por pessoas ditas especialistas na análise do futebol.

É muito comum a aceitação de que, em regra, toda vitória é considerada justa e merecida, quando sabemos que a coisa não é bem assim. Primeiro precisamos questionar a validade de certos conceitos e assertivas, para que possamos refundar a escala de valores da qual nos valemos para promovermos tal apreciação da matéria futebol.

Neste sentido, nada soa mais oportunista que a justificativa de justeza de um resultado -- pricipalmente aqueles placares parciais --, tomando-se por base o quase sempre 'casuístico' nível de aproveitamento das oportunidades.

Quem nunca viu uma versão de scout em sua inteireza, até pode pensar que o nível de aproveitamento seja o mais significativo dos parâmetros de análise do rendimento de uma equipe. E para quem analisa uma única partida, até que dá para enganar e enganar-se. Porém, para quem pretende fazer uma análise séria e profunda, nada mais confiável e justo que considerar a produção da equipe sob todos aspectos que possam ser mensurados.

Considerando, pois, que não basta às equipes realizarem bem o que planejam, faz-se necessário lembrar que o alcance daquilo que almejam, é de suma importância para validar a eficiência do processo. Portanto, levando-se em conta as diferenças sutis entre eficácia e eficiência, chegamos à conclusão de que o FORTALEZA ESPORTE CLUBE representou, se não o ápice do bem fazer, ao menos conseguiu atingir o ponto mínimo da produção de resultados com eficiência e eficácia. Se não produziu as melhores impressões, obteve, com muito mérito, o mais significativo resultado.

Diríamos que dentro de um prisma de apreciação global, desta feita tivemos um ganhador com uma melhor média, considerados todos os quesitos, no que pese nos parecer ter sido o Horizonte o time de mais vistoso futebol.


Benê Lima
benecomentarista@yahoo.com.br
85 8898-5106

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sábado, maio 03, 2008

COM PÉ E CABEÇA - 122, a coluna do Benê Lima



Dublê(*) de cronista e torcedor ?

Como compatibilizar duas figuras antagônicas, como a do radialista e a do torcedor, numa mesma personalidade? Realisticamente, inconcebível!

É impossível distinguir com clareza onde se delimitar o campo de um e do outro.

Na verdade, não há como separar as ações deste ou daquele, já que ambos se utilizam do meio radiofônico para expressá-las.

E, não será uma prerrogativa apenas do radialista, servir-se do microfone? Pois, já que assim é, imprópria é a atitude do torcedor – mesmo que considere a si próprio como mutante - que se arvora da condição do radialista, bem como impropriedade maior há, na conduta do radialista que involui à condição retrógrada de sectarismo e dogmatismo do torcedor.

Que os companheiros cronistas que equivocadamente acham que, ao microfone, se pode separar o torcedor que nele há, do radialista que é ele, fica a nossa advertência para que revejam essas suas posições, em que se tornam faltos em bom-senso e estranhos à ética.

(*) Na situação descrita, pessoa que acaba não sendo nem cronista nem torcedor

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Igor
O meia ex-Tricolor do Pici integra a lista de dispensa do Náutico de Recife. Nenhuma novidade, já que Igor não vinha dando no couro nem por aqui. A verdade é que quando soubemos da ida do baixinho para o Timbu, fizemos figa pra que ele acertasse por lá. Mas, acabou dando a lógica.

Mote para a Ponte
A Macaca campineira teve disponibilizada a lição para tentar ganhar do Palmeiras: jogo aéreo, ao melhor estilo do Leão da Ilha. Diante da inglória tarefa de vencer o Verdão em seu ‘caldeirão’, só resta à Ponte fazer ‘chover’ bolas alçadas.

Ah! Roth
O técnico gremista Celso Roth, bem ao modo Wanderley Luxemburgo, espinafra a imprensa que dizia que o Palmeiras era o melhor time do Brasil. Para se safar das críticas que lhes foram endereçadas, Roth dispara: "Quem dá opinião tem que ter cuidado. Há muitos exemplos de times elogiados que não chegaram a lugar nenhum e de outros desacreditados que foram campeões. Amanhã, se as coisas derem certo, os conhecedores de futebol dirão que foi um milagre", ponderou em tom de desabafo.

Doping financeiro
O Icasa promete R$100 mil de premiação para ser divididos entre os seus jogadores. O grande problema é que o elenco não consegue manter a motivação em alta desde a conquista do 1º turno. Dificilmente esse ‘doping’ surtirá o efeito desejado.
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.Benê Lima benecomentarista@yahoo.com.br (85) 8898-5106

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sexta-feira, maio 02, 2008

TRANSDISCIPLINARIDADE: ALÉM DAS CIÊNCIAS

Estudos Transdisciplinares
O futebol é mais complexo do que a maioria das pessoas pensa.
Analisá-lo requer um olhar sobre conceitos e produção de conhecimento,
que deve se ater ao limite da disciplina, ligar-se a outras áreas ou
permear entre elas na busca de unidade.

Entendendo a importância do
conceito de transdisciplinaridade

A transdisciplinaridade representa o estágio mais avançado entre os modos de produção do conhecimento. De forma semelhante à interdisciplinaridade, busca compreender o conhecimento como algo além do que é produzido pelas disciplinas, essas que, como sabemos, têm seus objetos, linguagens e métodos próprios.

Ultrapassa o conceito de interdisciplinaridade na medida em que, além de exigir uma postura e uma atitude de total abertura e respeito à diversidade e à complexidade de todos os fenômenos, reconhece que não há referenciais – culturais, étnicos, científicos, religiosos – privilegiados para julgar como mais corretos ou verdadeiros determinado conjunto de conhecimentos, crenças ou valores.

Também diferentemente da interdisciplinaridade, que procura integrar as distintas linguagens características de cada área do saber, a transdisciplinaridade busca a construção de um único domínio lingüístico, capaz de refletir a multidimensionalidade da realidade. Igualmente ao modo de produção do conhecimento interdisciplinar, a transdisciplinaridade exige a cooperação, a coordenação e a sinergia entre as disciplinas, mas fundamentalmente com o objetivo de transcendê-las.

É por isso que dizemos que a transdisciplinaridade aponta para um conhecimento que está ao mesmo tempo entre, através e além de todas as disciplinas. Ela significa o reconhecimento da interdependência de todos os aspectos da realidade. Seu objetivo é a tentativa de compreensão da realidade como um todo e não de fragmento dela, como se propõe cada disciplina.
Busca, enfim, a unidade do conhecimento. É considerada por alguns como um movimento de reintegração da ciência, da arte e das tradições espirituais em busca de uma compreensão mais ampla da realidade ou do mundo em que vivemos.

Para isso, é preciso levar em conta todos os aspectos que envolvem essa nossa realidade e nossa existência, dentro de toda sua complexidade. Levando-se em conta não só os aspectos estritamente objetivos, como também aqueles considerados subjetivos tais como: crenças, religiosidade, espiritualidade, cultura, costumes, tradições, valores, sentimentos, emoções, intuição etc.

Essa abordagem transdisciplinar muda radicalmente a tradicional postura científica, que não admite subjetividades em seu espectro de análise da realidade. É, portanto, uma nova maneira de encararmos a realidade, dentro de um novo modelo paradigmático.

É uma proposta de abordagem da realidade que pode contribuir para mudanças radicais na forma pela qual o futebol é praticado, gestado, concebido e administrado.
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Fonte: Universidade do Futebol
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OPINIÃO

BREVES E SEMIBREVES "
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Uma no cravo, outra na ferradura

Não sei se o torcedor alvinegro deve agradecer ao Lula Pereira ou agradecer pelo Lula. Mas há também a opção de não agradecer nem a um nem pelo um. Só o futuro o dirá...

Fico a me perguntar, como um clube como o Ceará Sporting pode ser tão dependente de 'ajudas' e situações tão incompatíveis com uma moderna gestão do futebol. Como pode?

Ao ouvir o recém-contratado Allan Dellon atribuir sua decisão de vir jogar no Alvinegro à presença de Lula, sobrevêm-me a seguinte questão:

- Estará permanência do atleta intrinsecamente ligada à estabilidade do treinador Lula?

Outra. Diante dessa verdadeira 'indústria da contratação' que tem sido o time de Porangabuçu, estará aí justificada a volta de Lula Pereira? Será Lula hoje, o parceiro que se transformará no presidenciável de amanhã? Sim, porque até aqui Lulão representou mais a figura do político em campanha que a do técnico alvinegro.

Triste sina a do Vozão!

(...)


Antes só que mal acompanhado?

Negar os méritos das pessoas que os têm, não faz parte de uma boa prática de análise. Razão suficiente, pois, para que rechacemos tal atitude. Outra visão que condenamos é a do maniqueísmo, que simplifica as coisas a tal ponto que acaba não considerando o ‘espectro cromático’ intermediário que vai do ‘branco ao preto’.

Quer nos parecer que Zacarias Silva e Kleber Lavor têm melhor desempenho quando possuem maior liberdade, isto válido principalmente para o primeiro. Quando trabalham em conjunto, um tolhe os passos do outro – o que até certo ponto nos parece natural.

Em face do que acabamos de expor, parece-nos lícito imaginar que no ICASA desta temporada não existe um único e solitário problema. Subsistem, problemas – no plural. A começar por algumas atitudes de sua direção. Podemos elencar:

- A má formação do elenco da atual temporada;

- a posição flagrantemente autoritária do diretor de futebol, Kleber Lavor;

- a submissão do presidente da executiva, Zacarias Silva, à direção de futebol;

- O modo pusilânime como agiu a direção frente aos problemas criados por atletas;

- o equívoco de manter o técnico Play Freitas quando sua liderança estava comprometida;

- o erro da demissão de Play a três dias da partida decisiva;

- o modo de como o treinador foi demitido;

- a atitude isolada do diretor de futebol sem ouvir o presidente;
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- a má condução da negociação com a televisão para transmissão do jogo em Juazeiro;

- entre outras...


Benê Lima
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