Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

quarta-feira, junho 09, 2010

Reconhecimento em tempo

Corinthians e Ceará: 'campeões' da primeira fase do BR-10

Campeonato para por mais de um mês: tempo para reconstruir elencos e se preparar para a maratona...

LANCEPRESS!

Findada a primeira parte do Campeonato Brasileiro de 2010. Agora as atenções se voltam para a Copa do Mundo da África do Sul. Enquanto a Seleção Brasileira busca o seu sexto título mundial, as torcidas do Corinthians e Ceará estarão tranquilas. Com 17 pontos seus times ponteiam o Brasileirão. O Timão leva vantagem no saldo de gols - sete contra seis.

E o Vovô por pouco não terminou a primeira parte na liderança isolada. Até o gol do zagueiro corintiano Paulo André, aos 47 minutos do segundo tempo, o Corinthians perdia por 2 a 1 para o Botafogo, resultado que o tiraria da primeira colocação. Mas o zagueiro fez e a Fiel agradeceu !

Agora o invicto Timão terá mais de um mês para se preparar para a segunda parte do Campeonato e a volta de Ronaldo. Depois da perda da Libertadores, o pentacampeonato brasileiro será um grande prêmio para o clube no ano em que completa o seu centenário. Para o Botafogo, que deixou escapar dois pontos no fim da partida no Engenhão, o período de treinos será para ajeitar o time, campeão carioca, na luta por uma vaga na Libertadores.

O Ceará é a grande sensação desta primeira fase. Com a vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, no Mineirão , a equipe cearense afundou o seu rival para a zona de rebaixamento. O técnico Vanderlei Luxemburgo terá trabalho durante a Copa do Mundo para ajeitar o seu time.

O Fluminense é outro que terá tranquilidade durante a pausa. Com a vitória por 3 a 0 sobre o Avaí, no último sábado, na Ressacada , o Tricolor terminou a fase com 15 pontos e o melhor: adaptado ao estilo do técnico Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro com o São Paulo entre 2006 e 2008.

- O objetivo foi conseguido. Mas ainda não tem nada definido, o percurso é longo, temos que manter os pés no chão. Os 12 pontos (nos últimos jogos esta primeira fase) eram uma meta, com isso, mostramos a nossa força. Agora, poderemos descansar e voltar com força total para buscar nosso objetivo principal - afirmou Fred, que aproveitou para elogiar o treinador.

Se o Flu terá tranquilidade, outro carioca terá problemas. Com a goleada por 4 a 0 sofrida diante do Santos neste domingo, na Vila Belmiro, o Vasco terminou a primeira parte do Brasileirão na penúltima colocação, com cinco pontos. Sobrou protestos na volta do time para o Rio de Janeiro .

E o torcedor do Peixe comemorou duplamente: além de mais uma goleada do time, pôde ver a volta do bom futebol, ausente nas últimas partidas. Agora, o técnico Dorival Júnior prepara o Alviengro praiano para as finais da Copa do Brasil contra o Vitória - que bateu o Atlético-PR por 1 a 0 no sábado e ficou na 14ª colocação - e também para a luta pelo terceiro título brasileiro.

- Vejo que o Santos ainda pode recuperar o seu melhor futebol, espero que na volta nos aproximemos de tudo que foi feito ao longo do Paulista, que talvez tenha sido o melhor da equipe - afirmou o treinador santista.

Quem decepcionou o seu torcedor foi o Flamengo. Na despedida do Maracanã, que será fechado para as obras de reforma visando a Copa de 2014, o Rubro-negro até abriu o placar, mas acabou levando a virada do Goiás, por 2 a 1 . O tempo de preparação servirá para a reconstrução do time, que já perdeu o atacante Adriano e não deve segurar Vágner Love, que tem contrato com o CSKA (RUS).

No duelo dos Tricolores, Dagoberto roubou a cena. O atacante são-paulino fez os três na virada do São Paulo sobre o Grêmio por 3 a 1, no Morumbi . Bom para dar moral ao time paulista, que ainda está na disputa pelo seu quarto título da Libertadores, contra o Internacional.

O Colorado fez o duelo dos "sem técnicos" contra o Palmeiras, neste domingo, no Beira-Rio. O torcedor do Verdão, que espera pela chegada de Kleber, pôde comemorar um gol pela primeira vez depois de três jogos. Mas o time não suportou a pressão do Inter e levou o empate . As duas diretorias procuram treinadores para as suas equipes e as torcidas das duas equipes sonham com Felipão, que já admitiu contato com o Alviverde.

Outro torcedor que terá o que comemorar neste domingo é o do Atlético-GO. Ainda na lanterna do Brasileirão, o Dragão - semifinalista vencido da Copa do Brasil - bateu o Cruzeiro por 2 a 1, no Serra Dourada . A Raposa, que perdeu Adílson Batista, é outra equipe que procura um treinador para asequência da temporada.

E o artilheiro do Brasileirão também brilhou mais uma vez. Foi de Roger o gol do Guarani na vitória do time por 1 a 0 sobre o Grêmio Prudente, em Campinas. Depois da péssima campanha na Segunda Divisão do Paulistão, o Bugre é o quinto colocado do Nacional.

terça-feira, junho 08, 2010

O reconhecimento está chegando

Solidez defensiva é a base da ótima campanha do Ceará

por André Rocha

PC_Gusmao_Ceara_2010_SiteclubePor uma questão de Por Por uma questão de justiça, o último post sobre o Brasileirão 2010 antes da copa do mundo é sobre a grande surpresa da competição até agora.

Mais do que os 17 pontos conquistados em sete rodadas que colocam o Ceará na vice-liderança, atrás do Corinthians por um gol no saldo, o que chama a atenção na equipe montada por PC Gusmão é o impressionante desempenho do sistema defensivo.

Marcando muito e jogando no limite, como o treinador gosta de ressaltar, o time nordestino realiza a cada partida um árduo trabalho tático, sempre de acordo com as características do adversário. O combate duplo em todos os setores, seguido pela cobertura atenta de mais um defensor, é um dos segredos da fortaleza que concede poucos espaços aos oponentes e só foi batida na segunda rodada num pênalti inexistente cavado e convertido por Neymar no 1 a 1 com o Santos na Vila Belmiro.

O esquema base é o 4-3-1-2, preferência do técnico desde os tempos de auxiliar de Vanderlei Luxemburgo. Mas quando o adversário atua com dois atacantes, o sistema se altera sutilmente com o recuo do volante pela esquerda para a retaguarda. Nas vitórias por 1 a 0 sobre Cruzeiro em casa e pelo mesmo placar em cima do Atlético-MG no Mineirão a estratégia ficou bem nítida.

O esquema base de PC Gusmão é o 4-3-1-2, mas de acordo com o adversário se transforma em 3-4-1-2 com o recuo de Heleno para a zaga e o avanço de Oziel e Ernandes como alas para fazer companhia ao trio ofensivo que tem em Misael seu maior destaque.

O esquema base de PC Gusmão é o 4-3-1-2, mas de acordo com o adversário se transforma em 3-4-1-2 com o recuo de Heleno para a zaga e o avanço de Oziel e Ernandes como alas para fazer companhia ao trio ofensivo que tem em Misael seu maior destaque.

A mudança para o 3-4-1-2 se deve também à boa produção ofensiva dos laterais Ernandes e Oziel, que herdou a vaga do lesionado Diogo, ex-Corinthians e Sport. Ambos se caracterizam pelos chutes perigosos de fora da área e as boas incursões em diagonal. Pela direita, Oziel busca mais a linha de fundo e muitas vezes atua quase como um ponteiro, com Geraldo, o meia de ligação, se aproximando para as tabelas. Do lado oposto, Ernandes apoia por dentro, já que Misael, o avante de movimentação, prefere o lado esquerdo e atua bem aberto. No centro de ataque, Washington ou Lopes fica mais fixo como pivô e esperando os cruzamentos.

Veja na animação abaixo a redistribuição dos jogadores com a mudança de esquema.

 

Apesar da força coletiva, alguns destaques individuais saltam aos olhos: Fabrício atua com segurança na sobra e ainda vai à frente com perigo nas faltas e escanteios. No meio, João Marcos é volante com impressionante vigor físico e disciplina tática. Na ausência de Heleno, suspenso, foi ele o terceiro zagueiro no Mineirão, com Careca entrando no meio-campo.

No ataque, Washington é o artilheiro do Ceará com três gols, seguido por Lopes, com um a menos. Mas quem vem desequilibrando mesmo é Misael. Dos sete gols anotados pelo time no campeonato, o jovem maranhense de 22 anos marcou um e é responsável por quatro assistências. Com muita agilidade e bons dribles, o camisa 21 atazana as defesas rivais e chama a atenção de grandes clubes do sul e sudeste.

Impossível prever o desempenho do Ceará (e de qualquer outro time) a partir de 14 de julho, quando a bola volta a rolar. O certo é que a visão realista de dirigentes e profissionais do clube, que reafirmam a permanência na primeira divisão como prioridade na temporada, parece a mais lógica e sensata para conter o “oba-oba” e também a justa euforia da massa apaixonada que vem enchendo o Castelão.

Além de pensar no futuro, é dever do torcedor celebrar esse início histórico do Vozão. Aos adversários, e também aos analistas, cabe olhar com mais atenção e respeito para o alvinegro do Nordeste de defesa firme e organizada que faz campanha segura no seu retorno à Série A.

Ilustrações e animação: Tactical Pad – Clansoft

Dunga aposta no espírito de grupo

Dez homens e um segredo: o roteiro de Dunga para conquistar a Copa

Equipe formada pelo técnico para tentar o hexa na África do Sul mostra qual é o grupo de confiança desde a primeira convocação, em 2006

Por Leandro Canônico e Márcio Iannacca / Direto de Joanesburgo, África do Sul

Dunga conversa com Robinho no treino. Atacante
é convocado desde a primeira lista (Foto: AFP)

Dunga Robinho treino BrasilDanny Ocean é o personagem interpretado pelo ator George Clooney no filme "Onze Homens e um Segredo", de 2001. No longa, ele reúne 11 especialistas para roubar três cassinos de Las Vegas em apenas uma noite. Claro que a seleção brasileira não quer cometer nenhum crime, mas o enredo do filme, que fala de credibilidade, lealdade e trabalho em equipe, se encaixa perfeitamente na linha adotada pelo técnico Dunga ao longo de mais de três anos e meio no cargo. E é justamente com os seus homens de confiança que o treinador pretende levantar o hexacampeonato.
Desde que iniciou o seu trabalho, Dunga nunca escondeu a intenção de ter um grupo focado na seleção brasileira e não apenas em objetivos pessoais, como ocorreu na Copa do Mundo da Alemanha. Da sua primeira convocação, em agosto de 2006, apenas dez jogadores estão na África do Sul. E é aí que entra a semelhança do treinador com Ocean, que fazia questão de ter os leais companheiros ao seu lado.

- Os jogadores que vieram para cá comigo e passaram por esse clima de desconfiança em cima da seleção vão ter a prioridade nas eliminatórias - afirmou Dunga, logo após a conquista da Copa América, sua primeira competição oficial à frente da seleção.

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OS FIÉIS DE DUNGA

Primeira convocação (2006)

Gomes, Maicon, Luisão, Juan, Lúcio, Gilberto, Gilberto Silva, Elano, Julio Baptista e Robinho.

Copa América (2007)

Josué, Maicon, Luisão, Juan, Lúcio, Gilberto, Gilberto Silva, Elano, Julio Baptista e Robinho.

Copa das Confederações (2009)

Julio Cesar, Gomes, Maicon, Daniel Alves, Juan, Lúcio, Luisão, Gilberto Silva, Josué, Ramires, Elano, Felipe Melo, Julio Baptista, Kaká, Luís Fabiano, Nilmar e Robinho.

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Na competição sul-americana, o número de jogadores convocados que estão na Copa do Mundo se repete. Porém, com uma troca: sai Gomes, entra Josué. Mesmo sem Kaká e Ronaldinho Gaúcho, que preferiram não participar da disputa, o Brasil se sagrou campeão após vencer a Argentina por 3 a 0, na Venezuela.

No ano passado, a Copa das Confederações sacramentou os ideais do treinador e aumentou o número de "fiéis". Dos 23 convocados para o Mundial, 17 conquistaram o torneio em 2009. Sinal de que lealdade, confiança e trabalho em equipe fazem diferença na família Dunga.

Dunga no treino da seleção brasileiraDunga conversa com seus comandados. Alguns o acompanham desde o primeiro chamado (Foto: EFE)

Dunga não entende o trabalho da imprensa

Treino fechado faz imprensa rever pautas

EDUARDO LOPES e RODRIGO CAPELO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

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Foto: Globo.com

Dunga não tem sido rigoroso apenas com os seus jogadores. O treinador da seleção brasileira tem feito uma marcação forte também na imprensa. Com treinos fechados e entrevistas limitadas, a imprensa brasileira tem tido trabalho para ter pautas na Copa do Mundo. A solução tem sido inovar na cobertura.

A diferença é sentida, principalmente, se a comparação for com a cobertura feita em 2006, na Copa da Alemanha. Naquele ano a seleção fez a sua preparação em Weggis, cidade com população inferior a cinco mil de pessoas, na Suíça. Com treinos abertos e jornalistas circulando livremente entre jogadores, as emissoras se focavam no dia-a-dia da seleção.

Para o gerente de produção do canal ESPN Brasil, João Batschauer, Dunga tem suas vantagens para a mídia, além de adotar um procedimento que tecnicamente pode ser mais proveitoso aos jogadores. O técnico da seleção não dá informações privilegiadas para certas emissoras, e cumpre com rigor o que havia sido combinado com a imprensa: duas coletivas por dia.

Com os treinos fechados, no entanto, não há material para cobrir todo o tempo de notícias da seleção. "Nossa cobertura acaba ficando mais opinativa, com nossos comentaristas aparecendo mais", afirma Batschauer. Além disso, o canal pôde abrir espaço para matérias especiais, mais ligadas à cultura do local. Na última semana, a equipe entrevistou uma senhora responsável por um programa social que dá assistência a portadores de HIV, na periferia de Johanesburgo.

Para Antônio Cosenza, consultor na área de gestão estratégica de mercados, a imprensa brasileira está mal acostumada. Nos campeonatos nacionais, treinos também costumam ser abertos e as coletivas são constantes. Cosenza afirma que isso não existe na Europa e Dunga usa o procedimento para "proteção da privacidade, o que pode ajudar no comprometimento da equipe".

Nesse ano, o público também tem uma vantagem que também não facilita a vida da imprensa. Segundo Amir Somoggi, diretor da área de esportes da Crowe Horwath RCS, a chegada de mídias próprias, como o Twitter, passa um "complemento para os telespectadores". Somoggi também confirma a tendência já adotada pela ESPN Brasil: "O opinativo aparece mais, sem dúvida. Ele se torna um diferencial".

O Pós Copa

Copa elege emoção e cultura como legados

GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em Pretória (África do Sul)

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Quase sempre que o termo "legado" é usado para falar sobre a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, ele integra análises sobre obras ou intervenções estruturais que o país pretende fazer para receber o torneio. Na África do Sul, contudo, isso foi colocado em segundo plano. Com atraso em uma série de setores, o país elegeu as transformações que o evento causará no espírito e na cultura esportiva da população como principais resultados da competição.

A ideia permeou o discurso de Jacob Zuma, presidente da África do Sul, no último domingo. O dirigente participou de entrevista coletiva em Pretória, capital administrativa do país, acompanhado por Joseph Blatter, presidente da Fifa.

"Nós estamos nos preparando desde 15 de maio de 2004, quando Sepp Blatter removeu de um envelope o nome do nosso país para sediar a Copa do Mundo de 2010. Naquele momento, nós soubemos que a África do Sul jamais seria a mesma", disse Zuma.

O primeiro legado citado por Zuma, visível antes mesmo do início da Copa do Mundo, é o desenvolvimento de um sentimento de unidade nacional: "A explosão do orgulho nacional é um benefício impagável". O presidente disse que a bandeira da África do Sul passou a ser o item mais lembrado nas listas de compras dos moradores do país. Nas ruas, é comum ver o artefato em carros (sobretudo como cobertura de retrovisores).

"O entusiasmo, a alegria e a emoção que tomaram conta do país nas últimas semanas não tinham sido vistos desde que o presidente Mandela foi libertado da prisão", continuou Zuma. O ex-líder rebelde e principal dirigente da história do país deixou a cadeia em 1990, quase 28 anos depois do início da reclusão.

A questão emocional foi recorrente no discurso de Zuma, mas também apareceu nas palavras de Blatter. "A coisa mais importante sobre a competição foi o que o presidente disse. Foi um longo caminho para criarmos uma Copa do Mundo na África, mas nós conseguimos. Trata-se de uma competição de toda a África, e esse é o motivo para o investimento que fizemos aqui. Não em estrutura, mas no desenvolvimento do futebol e do sentimento popular. Esse é o legado da Copa do Mundo, e não a estrutura", adicionou o mandatário da Fifa.

O técnico Carlos Alberto Parreira, comandante da seleção da África do Sul, também tem dado ênfase à questão emocional da Copa do Mundo. Segundo o treinador, o torneio aproximou os habitantes da seleção e fomentou o desenvolvimento do orgulho nacional. Não por acaso, o brasileiro adotou esse termo na frase "Make us proud!" ("Deixe-nos orgulhosos!", em tradução livre), que virou praticamente um slogan dele para a equipe.

Existe ainda outro fator intangível que a Copa do Mundo elegeu como legado: a mudança que o torneio causará na cultura futebolística da África do Sul. Essa é a aposta das autoridades locais, por exemplo, para evitar o desuso de aparatos como o Soccer City, estádio construído para o evento, cuja capacidade é superior a 90 mil espectadores - a média de público da primeira divisão local é inferior a 15 mil.

"O que nos deixa animados é que provavelmente chegaremos à abertura da Copa do Mundo com 97% dos ingressos vendidos, número superior ao da Alemanha na edição passada, e 75% desses tíquetes foram comprados por pessoas da África do Sul. O interesse tem sido enorme", analisou o presidente do comitê organizador local do torneio de 2010, Irvin Khosa.

Depois da Copa do Mundo, a estrutura esportiva da África do Sul deve sofrer uma mudança considerável. Estádios como o Soccer City devem passar a sediar rodadas esportivas duplas, sempre com jogos de rúgbi e futebol na sequência.

Valorização do Marketing

Fifa terá "polícia de marcas" na Copa

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

fifa2010worldcup A Fifa já havia anunciado medidas restritivas sobre a exposição de patrocinadores das seleções na Copa do Mundo deste ano. Além disso, preservou uma série de termos e marcas para seu próprio uso na África do Sul. Para zelar por tudo isso a entidade terá um esquema especial de fiscalização no país.

A "polícia de patrocínios" circulará por todas as cidades, quase sempre sem aviso ou identificação que a ligue à Fifa. A ideia é tentar identificar uso irregular da Copa do Mundo ou dos espaços reservados à ações comerciais da entidade.

"Tudo isso tem como meta proteger o nome da Fifa. Nós precisamos zelar por ele", disse Mpumi Mazibuko, diretor de proteção dos direitos da entidade, em entrevista coletiva.

Outras medidas além da fiscalização serão tomadas para evitar que outras marcas apareçam. Pessoas não poderão entrar no perímetro dos estádios com jornais, por exemplo. Bebidas e comidas serão permitidas, desde que os copos sejam transparentes e os guardanapos ou embalagens não tenham logotipos.

Empregabilidade

Jogadores de futebol podem ter melhores empregos nos Estados Unidos

Já existem companhias que se especializam em “agenciar” jogadores de futebol e outros esportes; confira alguns exemplos

Helio D'Anna

230895post_foto Já mencionei no passado que a disputa do desporto competitivo nos Estados Unidos está vinculada ao sistema educacional. Sob essa ótica, as instituições educacionais procuram inserir na pratica do desporto todas as virtudes que se possa pensar: liderença, dedicação, responsabilidade, etc.

Um jogador de futebol (ou qualquer outro atleta) tem que manter uma média academica mínima para poder participar nas competições. Com isso, gera-se um sentimento de excelência que é atribuído a cada um deles. Afinal de contas, só assim o atleta pode conseguir conciliar as demandas dentro e fora do campo. Não é facil poder estar “quitado” com todas as tarefas e estudos quando há viagens, jogos e treinos.

Com isso em vista, já existem companhias que se especializam em “agenciar” jogadores de futebol e outros esportes na procura de empregos. Essas agências reforçam junto às empresas contratando as vantagens que atletas têm em relação aos não-atletas. Além das características mencionadas acima, atletas sabem lidar com demandas e stress, possuem um entendimento nato do processo de se trabalhar em time (por óbvias razões) e aceitam o conceito do sacrifício pessoal para o benefício do grupo.

Atletas também sabem lidar com gols e são “experts” em fazerem ajustes quando os resultados não vêm. Atletas também entendem como ninguém o fato de estarem sempre representando sua organização (seu time).

Essas e outras qualidades têm valor infinito para quem contrata. Com isso, jogadores que tenham sido bons alunos têm seu currículo a prêmio para quem contrata. São muitas as companias que se especializam em atletas. Aqui vão alguns exemplos:

http://www.thehazelagency.com http://www.eih.com/dc.jobs/dc_metroguide_recruiter.htm
http://www.sponsorpitch.com/service_providers
http://www.job-search-engine.com/keyword/former-athletes
http://www.executive-temps.com/index.htm
http://www.womensportsservices.com/search.htm.

Outra área que dá muito valor a quem vem do meio desportivo são as escolas de medicina. O processo para ser aceito a uma escola de medicina é muito competitivo e os encarregados do processo de admissões confirmam que atletas com boas notas têm uma atenção especial pelas qualidades citadas acima. O mesmo se pode dizer de vários outros programas de curso superior.

Eu sempre relembro aos meus jogadores que, quando eles colocam suas chuteiras, estão não só se preparando para fazer gols e passes, mas para darem progressão no futuro profissional fora do campo. As lições de vidas aprendidas no campo, nos jogos e treinos forjam o futuro líder e um campeão na vida.

Advertência

África do Sul vê desafio popular em 2014

GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em Pretória (África do Sul)

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O estádio Soccer City, palco da abertura e da decisão, ainda passa por obras. Estruturas de transporte público estão atrasadas, e parte de um trem de alta velocidade nem vai ficar pronta a tempo da Copa do Mundo. Ainda assim, a África do Sul considera ter atingido um grande objetivo pré-torneio e usa isso como aviso ao Brasil, que sediará a edição seguinte do evento em 2014.

"Um grande desafio é envolver todo o público. As pessoas vão perguntar qual é o papel delas na Copa do Mundo, e os organizadores precisam estar prontos para responder isso. É importante que todos sintam as mudanças que o torneio cria no país e entendam seu papel para isso", explicou Irvin Khosa, presidente do comitê organizador local do torneio de 2010.

A menos de uma semana do início da Copa do Mundo, a participação popular é um dos destaques da África do Sul. A população local é solícita a ponto de se oferecer para acompanhar em trajetos como resposta a um pedido de informação ou deixar restaurantes abertos depois do encerramento das atividades, sem funcionários presentes, só para não expulsar os turistas (duas situações vivenciadas pela reportagem).

"As pessoas estão sentindo os benefícios da Copa do Mundo, sobretudo no turismo. Eles entendem que, se os turistas saírem daqui com uma imagem positiva, voltarão e gastarão mais. Isso é um ganho que nós nem podemos medir agora", ponderou Khosa.

Outro desafio que o dirigente enxerga para o Brasil no período que precede a Copa do Mundo de 2014 é o contato entre as autoridades responsáveis pela organização do torneio: "É fundamental envolver o governo em todos os níveis. A relação precisa ser forte".

No último domingo, numa entrevista coletiva realizada em Pretória, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez um aviso mais incisivo à sede da próxima Copa do Mundo. "Muitas pessoas pensam que o Brasil é o paraíso, mas o país tem os mesmos problemas que nós vemos aqui na África do Sul", opinou o presidente.

sábado, junho 05, 2010

Cariocas lideram ranking de dívidas
Somoggi acredita que os clubes precisam criar modelos de negócios e de administração que tornem as dívidas sustentáveis

Fluminense, com R$ 329 milhões, Vasco, com R$ 327 milhões, Botafogo, com R$ 317 milhões, e Flamengo, com R$ 308 milhões lideram um ranking nada nobre: o dos clubes mais endividados do Brasil. Como nenhum deles está entre os cinco que mais arrecadam - Flamengo fica em sexto com R$ 120 milhões - os números têm incomodado os times cariocas.

A dívida em si não é necessariamente um problema. O São Paulo, por exemplo, tem R$ 66 milhões, mas arrecada R$ 174 milhões e controla as suas folhas sem maiores dramas. O problema aparece quando não se há a capacidade de administrá-las. O Fluminense, líder da lista, tinha em 2007 R$ 275 milhões de dívida. Um aumento de 20% em dois anos explicita a falta de controle da diretoria do clube.

Segundo Amir Somoggi, diretor de futebol da Crowe Horwath RCS, empresa de consultoria que fez o levantamento, esse tem sido um legado pesado para os times do Rio de Janeiro: "Eles têm grandes dívidas com governo e ampliaram endividamento em outras frentes. Não conseguiram se reestruturar e não reduziram os passivos. Já têm histórico e não conseguem resolver".

Mesmo com apoio de ações de governo como o Time Mania e mesmo com a proteção por ser um clube, ou seja, não pode decretar falência, os cariocas sofrem para se manterem fortes. O grande entrave é que, com essas condições financeiras, eles perdem força em financiamentos para investimentos, como em jogadores. "O Fluminense tem parceiro, sozinho ele já não teria condições de se manter forte", afirma Somoggi.

Para o diretor é preciso criar modelos de negócios e de administração que tornem as dívidas sustentáveis. Hoje, Flamengo está mais bem estruturado, mas Botafogo e Fluminense demonstram baixa arrecadação e dívidas complicadas. Eles estão em situações mais delicadas do que outros times tão grandes quanto, com dívidas altas, mas que conseguem se manter fortes, caso de Corinthians, Internacional e São Paulo.

Fonte: Máquina do Esporte

Futebol Feminino em Foco

“Quem não sonhou em ser uma jogadora de futebol?!”
Há consciência e lucidez de jovens mulheres para discernir que a esfera do trabalho ainda se configura em um território a ser conquistado
Osmar Júnior

A adequação do verso da música da banda Skank ao gênero feminino passa a fazer sentido, ainda que de forma tímida, na sociedade brasileira nos tempos atuais.

Algo que em um passado não tão distante seria impensável, hoje reflete um processo que reposiciona a mulher no universo futebolístico, adentrando os gramados e reivindicando seu espaço, não apenas na esfera do lazer, mas principalmente do trabalho.

Neste passado não tão distante, cabe ressaltar a árdua trajetória de lutas contra obstáculos que compreenderam desde os argumentos infundados calcados nos preceitos da medicina da primeira metade do século XX, que advertia para as ‘deformações’ do corpo feminino e para os riscos de esterilidade provenientes da prática do futebol pela mulher, até os desdobramentos deste discurso, que repercutia na proibição legal da prática do futebol por mulheres, resolução¹ esta que perdurou de 1965 a 1979.

Felizmente, hoje em dia já é mais raro encontrar alguém que acredite que o futebol é prejudicial à saúde da mulher, mas muitas das frentes de batalha da mulher em relação ao futebol ainda se encontram inabaláveis, ou alguém em sã consciência ousaria afirmar que o futebol feminino é uma realidade no Brasil?

Nos dias 21 e 22 de janeiro deste ano, a equipe do Santos realizou uma “peneira” com o intuito de selecionar algumas garotas que poderiam compor seu elenco para a temporada de 2010. O cenário desta peneira reflete de forma contundente as afirmações tecidas anteriormente.

Inscreveram-se para os testes mais de 1.500 meninas com idades entre 14 e 20 anos. De acordo com o site do clube, dos 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal, os únicos que ainda não tiveram garotas cadastradas foram: Amazonas, Alagoas, Acre e Amapá. Compareceram efetivamente à peneira 1.128 das inscritas, sendo selecionadas apenas cinco participantes.

Durante os testes, tive a oportunidade de entrevistar 19 das participantes, procurando compreender como estas meninas entendem questões como: o estágio atual do futebol feminino no país, o papel da mídia no desenvolvimento da modalidade e quais as possibilidades e limitações que a mulher encontra hoje no futebol nas esferas do lazer e do trabalho.



Os dados destas entrevistas ainda não foram analisados de forma mais aprofundada, contudo, de uma maneira geral, posso sinalizar que na esfera do lazer, ao menos no ambiente vivenciado pelas entrevistadas, o futebol já se encontra em um estágio bastante avançado. Ou seja, hoje em dia, as meninas já se organizam para jogar futebol de maneira relativamente autônoma, deixando os rachões dos campos e quadras espalhados pelo país, privilégios exclusivos do “sexo forte”.

Em contrapartida, fica claro que as entrevistadas têm a consciência e a lucidez para discernir que a esfera do trabalho ainda se configura em um território a ser conquistado, tendo em vista que a maioria não vislumbra grandes oportunidades de viver exclusivamente do futebol no país.

Este panorama pode ser bem representado pela fala de uma das entrevistadas que afirma que o futebol feminino no Brasil hoje se encontra em um estágio que não pode ser entendido nem como amadorismo nem como profissionalismo. A atleta ilustra tal depoimento, contando que, jogando por uma equipe de Curitiba-PR, viveu a experiência de atuar em campeonatos amadores da cidade e participar da Copa do Brasil enfrentando o Santos F.C com a presença da melhor jogadora do mundo, Marta.

Se para os meninos o sonho de ser um jogador de futebol implica na superação de uma série de obstáculos, para as meninas este sonho parece estar ainda mais distante, afinal de contas não é nada fácil encontrar exemplos de jogadoras bem sucedidas profissionalmente, ou melhor ainda, de clubes que mantenham equipes femininas bem estruturadas como o Santos, que possam alimentar este sonho de sobreviver do futebol.

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1 - Deliberação CND 7/65:
N° 1 – Às mulheres se permitirá a prática de desportos na forma, modalidades e condições estabelecidas pelas entidades internacionais de cada desporto, inclusive em competições, observado o disposto na presente deliberação.

N° 2 – Não é permitida a prática de lutas de qualquer natureza, futebol, futebol de salão, futebol de praia, pólo aquático, pólo, rugby, halterofilismo e baseball.

*Osmar Moreira de Souza Júnior é professor do Departamento de Educação Física e Motricidade Humana da UFSCar


sexta-feira, junho 04, 2010

Chamusca busca chamuscar-se pelas bandas de cá

Opinião
BENÊ LIMA, especial para o Contexto Esportivo.
As declarações do preparador técnico do Avaí, Péricles Chamusca, soam, com muito boa vontade, como meias verdades, que não são de todo mentiras, mas que também não são verdades.
Ao proclamar e eleger como bode expiatório da derrota do seu time para o Alvinegro cearense, a alta temperatura registrada no Castelão, Chamusca escamoteia a verdadeira razão da derrota de sua equipe, além de ter uma atitude no mínimo deselegante para com a equipe adversária, ao negar-lhe os méritos de uma campanha até aqui surpreendente.
Diferentemente do que diz ter visto o treinador do Avaí, foi-nos dado apreender um jogo de duas equipes com propostas de jogo muito parecidas, em que a prevalência da marcação sobre a criação foi fato notório..
Houve quem dissesse que a equipe do Avaí foi a melhor que por aqui passou até o momento. Discordo. O time catarinense me pareceu exagerar em sua pré-proposta defensivista, razão pela qual dificultou sobremaneira a evolução da transição ofensiva do Ceará, situação que foi alcançada com certa tranqüilidade, em razão do limitado repertório ofensivo do time de Porangabussu..
No entanto, a partir das atitudes reativas do técnico alvinegro, PC Gusmão, a dinâmica de jogo de sua equipe foi alterada para melhor, e ela não tardou a colher os frutos da lógica, do pragmatismo e da aplicação da cartilha básica das disciplinas técnica e tática..
O baixo rendimento individual de Geraldo e de Washington comprometia o desempenho coletivo do time. Com as entradas de Erick Flores e Lopes, o potencial de movimentação da equipe teve significativo acréscimo, fato que se cristalizou ainda mais com o novo fôlego e a passada larga de Tony, que entrou em lugar do lépido Misael..
A Chamusca, pois, o conselho para que aprenda a enxergar o jogo por seu aspecto dual. Ou seja, há um importante e irrecorrível processo de interação próprio do jogo, ao qual precisamos nos habituar, que provém da compreensão de que o jogo se explica pela atuação das duas equipes, e não só por uma delas..
* * *
Ouvidor de competições: desrespeito ao torcedor
Canal de comunicação não funciona como previsto
Gustavo Lopes Pires de Souza

Um dos princípios que rege o Estatuto do Torcedor é o da transparência. Neste esteio, com o objetivo de aproximar o torcedor das entidades organizadoras propiciando intercâmbio e clareza das informações, foi criado, pela lei, o Ouvidor das competições.

Trata-se da demonstração pública de compromisso com o torcedor atuando como canal de comunicação com foco na transparência e no atendimento aos seus anseios.

Nos termos do artigo 6º, do Estatuto do Torcedor, toda competição deve ter um Ouvidor que, dentre outras atribuições, possui o dever de recolher as sugestões, propostas e reclamações que receber dos torcedores, examiná-las e propor à respectiva entidade medidas necessárias ao aperfeiçoamento da competição e ao benefício do torcedor.

Ademais, é assegurado aos torcedores o amplo acesso ao Ouvidor da Competição, mediante comunicação postal ou mensagem eletrônica, bem como o direito de receber do Ouvidor da competição as respostas às sugestões, propostas e reclamações, que encaminhou, no prazo de trinta dias.

No que concerne ao regulamento das competições, a entidade responsável organizadora, antes do seu início, designará o Ouvidor da Competição, fornecendo-lhe os meios de comunicação necessários ao amplo acesso dos torcedores.

O Ouvidor tem o dever de recolher as sugestões, propostas e reclamações que receber acerca do regulamento, examiná-las e propor à respectiva entidade medidas necessárias ao aperfeiçoamento da competição e ao benefício do torcedor.

Tais propostas, sugestões ou reclamações devem ser enviadas ao Ouvidor, no prazo de dez dias da divulgação do regulamento.

O Ouvidor da competição elaborará, em setenta e duas horas, relatório contendo as principais propostas e sugestões encaminhadas.

Após o exame do relatório, a entidade responsável pela organização da competição decidirá, em quarenta e oito horas, de maneira justificada, a conveniência da aceitação das propostas e sugestões relatadas.

Somente após este período, será divulgado o regulamento definitivo da competição, obedecendo-se a antecedência mínima de quarenta e cinco dias do início do campeonato.

No início de março deste ano, foi divulgada a tabela e o regulamento do Campeonato Brasileiro da Série A.

Com o intuito de contribuir e evitar eventuais dúvidas acerca da lisura das partidas, como ocorrido na última rodada do Brasileirão de 2009, encaminhei ofício ao Ouvidor sugerindo que a tabela fosse planejada de forma que todos os clássicos ocorressem na última rodada.

Destarte, naquela oportunidade, o Internacional de Porto Alegre dependia da vitória de seu maior rival (Grêmio) sobre o Flamengo para tornar-se campeão brasileiro.

Durante toda a semana, muito se especulou acerca da possibilidade do Grêmio atuar com a equipe reserva ou de entregar a partida.

A própria torcida do Grêmio era favorável à derrota para prejudicar o rival.

Na partida, o Grêmio, apesar de entrar em campo sem o seu time titular, abriu o placar e o Flamengo venceu de virada, o que, de certa forma, afastou os comentários acerca de eventual “corpo mole”.

Fundamentei que a realização dos clássicos na ultima rodada, além de trazer emoção e interesse para clubes que não estejam disputando posições, evitaria desconfianças e especulações, bem como traria extrema lisura e transparência à competição e atenderia ao que estabelece o art. 5º, da Lei 10.671/2003, Estatuto do Torcedor.

A referida sugestão foi enviada ao Ouvidor da Série A, o Sr. Ronald de Almeida Silva, pelo endereço eletrônico divulgado no sítio da CBF, qual seja: ronald.ouvidor@cbffutebol.com.br

Até o dia 15 de maio, ainda não havia obtido resposta, oportunidade em que reenviei a sugestão, tendo o “email” retornado sem cumprimento. Pesquisando em outras fontes que não o site da CBF, constatei que o endereço eletrônico havia sido alterado para: ronald.ouvidor@cbf.com.br.

Posteriormente, a CBF atualizou os dados:

Até a presente data nenhuma resposta foi dada, em total inobservância do que estabelece o Estatuto do Torcedor, eis que, nos termos do art. 9º, já que o prazo para a resposta é de cinco dias (quarenta e oito horas para o Ouvidor relatar à CBF e setenta e duas horas para a entidade responder).

Importante ressaltar que independente do mérito da sugestão, (de concordar ou não com ela) o fato é que não houve resposta, ou seja, o Ouvidor da competição e a Organizadora não apreciaram e não responderam o anseio do torcedor.

A informação desatualizada e a ausência de resposta por parte da CBF demonstram descaso com a lei e desrespeito ao torcedor.

Tal distorção somente pode ser solucionada com a participação incisiva do torcedor, dos meios de comunicação e das autoridades, que devem atuar de maneira ativa exigindo o cumprimento da lei com o conseqüente respeito aos direitos do torcedor.

Caso não haja medidas contra os constantes desrespeitos ao torcedor brasileiro o Estatuto do Torcedor “engordará” o rol das “Leis que não pegam” no Brasil.

Gustavo Lopes Pires de Souza, Autor do livro: “Estatuto do Torcedor: A Evolução dos Direitos do Consumidor do Esporte” (Lei 10.671/2003), licenciado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica/MG, Pós Graduado em Direito Civil e Processual Civil pela Unipac, Membro dos Institutos Mineiro e Brasileiro de Direito Desportivo, agraciado com a medalha “ Dom Serafim Fernandes de Araújo” pela eficiência na atuação jurídica. Jurista, Articulista. Professor. e-mail: gustavolpsouza@hotmail.com

Fonte: IBDD

Faltaram argumentos

Treinador do Avaí aponta clima como fator benéfico para bom início do Ceará
Equipe cearense venceu todas as suas partidas atuando em casa, sem sofrer gols; catarinenses sofreram com forte calor
Equipe Universidade do Futebo

A partida entre Ceará e Avaí, na última quarta-feira, foi disputada no horário das 21 horas. Mesmo sem a presença do sol escaldante tradicional do Nordeste, os catarinenses sofreram com a sensação térmica mais elevada e se desgastaram bastante. O resultado de 2 a 0 para os anfitriões se construiu na etapa final do duelo. E, na avaliação do treinador Péricles Chamusca, foi reflexo da ambientação climática.

“Nossa estratégia era dar uma segurada no ritmo no primeiro tempo, em virtude do desgaste grande com o calor. Tentamos cadenciar o jogo, e até conseguimos cansar a equipe deles, mas não saímos com o resultado positivo”, sinalizou o comandante da equipe de Florianópolis.

“Para quem não está acostumado, vindo de uma região fria, como a gente, quando chega a Fortaleza tem uma desidratação muito intensa, e isso cria um desgaste nos atletas”, apontou.

Coincidência ou não, em todas as rodadas em que atuou como anfitrião, o Ceará saiu vitorioso. Na estreia, diante do Fluminense, vitória por 1 a 0. Placar repetido nos duelos contra Vitória e Cruzeiro. Todos os gols, à exceção do feito nos cariocas, foram anotados após o intervalo.

“Todas as equipes sofreram com isso, e se o adversário quiser começar o jogo no mesmo ritmo a ser impresso no segundo tempo, não conseguirá”, previu Chamusca.

COMENTÁRIO.

Não pretendo transformar as opiniões de Péricles Chamusca, competente técnico do Avaí, em pretexto para para desfiar um rosário de impropérios contra o cidadão. De maneira alguma. Contudo, considero oportuno atuarmos no campo das idéias - e somente neste campo - para tentarmos refutar os sofismas por ele levantados. Pelo visto Chamusca não viu os jogos do Ceará, pois se visto tivesse saberia que o fator condicionamento físico esteve mais ou menos equiparado entre o desempenho do Ceará e de seus adversários. Portanto, o que vem ocorrendo é um acréscimo na dinâmica de jogo da equipe na etapa final dos jogos, mas isto tem ocorrido em função das substituições feitas pelo técnico PC Gusmão, na maioria das vezes de forma reativa face aos equívocos que tem cometido na escala de determinados jogadores. O principal destes equívocos tem sido a insistência na manutenção em campo do meia Geraldo. Este, como o único meia de origem responsável pela armação da equipe, em sendo anulado como sistematicamente o tem sido, debilita a equipe em termos de sua ofensividade, sobrecarrecando os laterais alvinegros, bem como a Misael - único atacante a atuar pelos flancos e a representar a melhor opção em termos de contra-ataques.


quarta-feira, junho 02, 2010

Evolução do futebol de Hernanes é creditado a um amigo cientista
Fernando Damasceno / futnet

O volante Hernanes viveu altos e baixos no ano passado. Quando esteve em sua melhor fase em 2008 chegou a ser convocado pelo técnico Dunga para disputar dois jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo, contra Paraguai e Argentina. Este ano seu desempenho em campo melhorou e na entrevista coletiva desta terça-feira no CT da Barra Funda, ele creditou a evolução do seu futebol a um amigo cientista.
“Eu sempre tive esse objetivo e tenho evoluído. É um projeto que um amigo cientista fez. Eu comecei a buscar ser um jogador mais completo. Tenho mantido um número de desarmes e crescendo o número de assistências e gols. Tenho crescido e isso tudo é planejado”, disse.
A parceria com esse misterioso profissional que Hernanes não quis revelar quem era começou em 2008. Mas no mesmo ano foi interrompida. E eles se uniram novamente este ano. O trabalho é feito da seguinte forma: todos seus movimentos em campos são estudados. O aperfeiçoamento vem através da leitura de livros que aborda assuntos como visão periférica e coordenação motora.
“É bem científico mesmo, porque o futebol é muito empírico, você só aprende na bola”, relatou o atleta.
Pelo menos na prática o resultado tem sido satisfatório. Na atual temporada o atleta já fez nove gols e deu cinco assistências. É o vice- artilheiro do time só perdendo para Washington.

terça-feira, junho 01, 2010

Mais polêmica a vista

Gráfico com o ranking das torcidas publicado hoje no site Lance.net


O jornal esportivo Lance! divulgou nesta terça-feira a 4ª pesquisa Ibope de torcidas.


No levantamento, o Fortaleza aparece como a maior torcida do Estado, com 1,5 milhão de adeptos (equivalente a 0,8 % do total), 300 mil a mais que o Ceará (com 0,6%).


FAIXA ETÁRIA


Segundo a pesquisa, entre os mais velhos (torcedores com mais de 50 anos), o Tricolor também está em vantagem: 210 mil (ou 0,5% do total), 80 mil a mais que o Alvinegro, que possui 0,3% da amostra total.


Já com os mais novos, quem está em alta é o Ceará, com um total de 530 mil torcedores (mesmo número indicado para o Bahia e Internacional, cada um com 2,1% do total).


Na classificação que inclui 19 clubes, o Tricolor está em 16º lugar e o Alvinegro em 18º.


NORDESTE


Comparando apenas os times do Nordeste, o Fortaleza possui a quarta maior torcida, conforme a pesquisa, atrás de Sport (3,3 milhões), Bahia (3,1 milhões), Vitória (2,3 milhões). Já o Ceará divide a 5ª posição com o Santa Cruz.


De acordo com o Lance!, O Ibope ouviu 7.109 pessoas no primeiro trimestre de 2010. A margem de erro da pesquisa é de 1,2 ponto percentual para cima ou para baixo.


Confira o ranking da torcida por faixa etária


Fonte: Blog do O Povo



COM PÉ E CABEÇA ® – ANO V – Nº175

“O esporte passou a ser visto, de fato, como elemento de transformação do ser humano, alterando para melhor o seu comportamento e sua visão social e de vida.”(Benê Lima, Projeto Clínica de Futebol: Ajudando a Melhorar o Mundo, no Changemakers - Desafio Nike/Ashoka)

Opinião - I
AMBIENTE FAVORÁVEL AO ESPORTE

Jamais o esporte viveu em ambiente tão propício a seu crescimento quanto agora, e durante os próximos dez anos


Seja do ponto de vista da real perspectiva de sua difusão, seja pelas medidas efetivas que estão sendo tomadas para a viabilização deste crescimento, o fato é que é inexorável o avanço da atividade esportiva, tanto pela adoção de políticas públicas que as contemplem, quanto pela elevação destas políticas ao patamar de políticas de estado.

Como se não bastasse a presença de um ambiente macroeconômico favorável, percebe-se um número cada vez maior de pessoas sensíveis ao imenso potencial de transformação que o esporte detém, sobretudo o futebol.

Como representante da Liga Cearense de Futebol Feminino (LCFF) e por percebermos essa nova realidade, aceitamos participar de mais um Desafio promovido pelo consórcio Nike/Ashoka, cujo teor é “Transformando Vidas Através do Futebol”. Na página do Changemakers - http://www.changemakers.com/pt-br/futebol - as idéias norteadoras do projeto que temos concebido estão à disposição dos internautas para consulta, interação e discussão.

Além disto, a 3ª Conferência Nacional do Esporte que será realizada em Brasília de 3 a 6 de junho próximo, estará reescrevendo a história do esporte em nosso país, quando criará um Plano Decenal para ele, plano este que terá força de lei, transformando em políticas de estado todas as suas deliberações. A importância disto é não só a de podermos planejar estrategicamente os anos futuros, mas sabermos que teremos os recursos e de onde eles provirão.

Para que se tenha uma idéia da importância desta Conferência Nacional do Esporte, daremos publicidade apenas aos Dez Eixos Temáticos que orientarão os debates:

• Sistema Nacional de Esporte e Lazer;
• Formação e Valorização Profissional;
• Esporte, Lazer e Educação;
• Esporte, Saúde e Qualidade de Vida;
• Ciência, Tecnologia e Inovação;
• Esporte de Alto Rendimento;
• Futebol;
• Financiamento do Esporte;
• Infraestrutura;
• Esporte e Economia.

Imaginem ainda, que os Eixos Temáticos acima poderão contar com até dez Ações para desenvolvê-los, e cada uma das Ações poderão conter até quatro Metas. Ou seja: 10 Eixos Temáticos X 10 Ações X 4 Metas = 400 Itens para apreciação e discussão, afora todo o trabalho de elaboração das propostas. Muito trabalho mesmo, trabalho este do qual já participamos em duas Etapas, quando das Conferências Municipal e Estadual.

Pergunta-se: É ou não é um tempo de mudanças?

Pois que as aproveitemos!

(...)


Opinião - II
FORTALEZA E SEU TORCEDOR: UMA RELAÇÃO A SER REPARADA


O presidente do Fortaleza, Renan Vieira, segue, a seu modo, conduzindo o Tricolor de Aço de forma até certo ponto surpreendente, do ponto de vista do resultado intracampo deste ano, pelo menos até aqui. Considerando a década compreendida entre 2000 a 2009 e a que se iniciou em 2010, jamais havia visto o Fortaleza tão sem norte quanto agora, administrativamente falando. Promoções pontuais advindas de confraternizações, jantares e outras do gênero dão o tom das políticas de captação de alguns recursos. Ademais, iniciativas isoladas como as do MITT, Ribamar Bezerra e Adegildo Ferrer constituem um modelo do retrocesso do qual o clube tem tirado parte de sua sobrevivência, no que pese isso não representar para estes abnegados demérito algum – muito ao contrário.

A situação acima descrita, contudo, é muito mais comum do que se pode imaginar em se tratando de futebol nordestino. E é bom que lembremos que a descontinuidade administrativa de muitos clubes da região nordeste, e também da norte, se deve à falta de projetos e planejamento estratégico dos clubes, planejamento este que, quando existe, logo é descumprido pelas administrações que se sucedem.

Ao examinar com acuidade a situação do atual presidente tricolor, vislumbramos que nem mesmo o ambiente do futebol está a salvo da mesquinhez humana, mesmo que entre paredros de uma mesma agremiação. Renan sequer conseguiu mobilizar a paixão dos tricolores em prol da causa de manutenção do clube. Muitos continuam a ignorar a situação em que a entidade se encontra, e condicionam seus apoios à mudança do gestor. E Renan, ao que me parece, não acha justo deixar para trás todo seu sacrifício e comprometimento patrimonial, sem que lhe acenem com pelo menos algum ressarcimento. E, convenhamos, é perfeitamente compreensível sua atitude. Afinal, por que não se reúnem os tricolores para negociar com Renan Vieira?

Sou aturdido pela mesquinhez de um amor que divide, subtrai e condiciona de muitos torcedores do Fortaleza, que renegam um dirigente que se sacrifica, por mais que este sacrifício tenha um componente de vaidade. Afinal, o que é a vaidade senão uma predisposição humana para a auto-afirmação?

Torcida tricolor, absolvam Renan e marchem com ele!


EFEMÉRIDES

Ceará tem arrancada surpreendente


Ao já conquistar um quarto da pontuação necessária para se manter na divisão de elite nacional, o Alvinegro abre perspectiva para novos investimentos em seu departamento de futebol profissional. Além disto, a valorização da marca Ceará Sporting Club é fato notório, o que tem facilitado a negociação de novas parcerias.

Vivendo o seu melhor momento em uma competição nacional após o vice-campeonato da Copa do Brasil de 1994, a equipe cearense supera em muito a expectativa realista que dela se fazia, a ponto de estar mantendo até aqui 100% de aproveitamento em seus jogos como mandante.

Contra o Cruzeiro o que se viu foi mais uma aula de aplicação e dedicação dos atletas alvinegros, que tentam a todo custo compensar qualquer desnível técnico em seu desfavor com um futebol que se caracteriza, acima de tudo, pelo caráter e espírito coletivo. Tal fórmula tem-se mostrado tão eficaz que, mesmo com o baixo rendimento de duas das onze peças da engrenagem, casos de Geraldo e Lopes, ainda assim a equipe conseguiu manter um nível coletivo de produção dentro da média esperada.

Embora o próprio técnico alvinegro, PC Gusmão, conspire contra um melhor desempenho da equipe ao exagerar na problematização de sua relação com alguns atletas, nem mesmo isto tem conseguido comprometer a produção da equipe, que parece ter aprendido a lidar com estas poucas situações contraproducentes, de modo a diluir os seus efeitos entre os componentes do grupo, que absorvem e assimilam adequadamente as idiossincrasias de Gusmão.

Mas, se há em PC Gusmão uma virtude basilar ao desenvolvimento de seu trabalho, esta me parece ser a liderança, fato que se traduz pelo espírito de união que permeia a equipe. Impregnada por esta força centrípeta, percebe-se claramente os desdobramentos positivos desta força no plano tático da equipe e em seu desempenho, situação expressa pela fluidez dos posicionamentos, pelas alternâncias das coberturas e pelo elevado sentido coletivo dos atletas.

Todo este grau de envolvimento acaba por gerar maior tensão, maior dinâmica, melhor ocupação dos espaços, além de uma mais eficaz complementaridade de tarefas e funções, fator otimizador da construção de bloqueios defensivos, além de facilitador dos estados de transição, sobretudo das transições defensivas.

Falta ao time alvinegro, para consolidar uma posição de destaque, encontrar em peças adicionais e em padrão tático, um maior equilíbrio entre sua aptidão defensiva e suas necessidades de fazer acréscimos à sua ofensividade.


BREVES E SEMIBREVES

Os dois piores

Jogadores dos times grandes locais fizeram gols neste final de semana: Jonhes, pelo tricolor, e Lopes, pelo alvinegro. Quanta ironia!

Não fora pelo gol
assinalado em grande jogada de Misael, Lopes não teria sido notado. Até Geraldo foi menos pior que ele. Nota dois para Lopes pelo gol marcado.

Lopes, o estreante,
também comprova a incoerência de PC: "Comigo só joga quem está 100%". O "projeto de luxemburgo" ganha de qualquer crocodilo.

Com a bola murcha
de Geraldo e a murchíssima de Welington Amorim, só Erick Flores tendo xingado a mãe de PC pra ficar no banco.

Depois de duas
notas dois, Geraldo reage e faz por merecer uma nota quatro. E o supersticioso PC Gusmão morre de medo de substituí-lo.

Fui informado
do falecimento do radialista Euclides Costa, contemporâneo de Ivan Prudêncio, Paulino Rocha, Paulo Lima Verde, entre outros.

Alyssom Oliveira
além de profissional de qualidade, me parece uma ótima pessoa, acima de tudo generoso, a ponto de distribuir dicas.

Liga Cearense
de Futebol Feminino (LCFF) aceita convite para participar, por nosso intermédio, de mais um Desafio Nike/Ashoka. Tema: Transformando Vidas Através Do Futebol. Projeto concorrente: Clínica de Futebol: Ajudando a Melhorar o Mundo.

Com dirigentes
inaptos para a gestão do futebol como ele é, para quê salvar o Ferroviário, meu caro Alan Neto? Os incipientes dirigentes corais parecem ter saído da clausura. Falta-lhes a faculdade da adaptação ao mundo do futebol.

Nosso velho
Dario, falastrão como sempre, diz que na atual seleção não há ninguém que jogasse na seleção de 70. Esqueceu de dizer que ele não deveria ter estado em 70 e que hoje ele também não jogaria na Seleção. O zagueiro Lúcio é melhor que o Brito; o goleiro Júlio César é superior ao Félix. Quem duvida?



Benê Lima
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benelima@apcdec.com.br
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