Sinopse

"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

domingo, junho 20, 2010

Campanha Nacional de Doação de Sangue

"Doe sangue, faça alguém nascer de novo."

Objetivo é mostrar que um gesto simples pode salvar vidas. Brasil precisa aumentar o estoque anual de bolsas para pelo menos 5,7 milhões

sangueO Ministério da Saúde lançou nesta segunda (14) uma nova campanha de incentivo à doação de sangue. Com o lema “Doe sangue, faça alguém nascer de novo”, a campanha vai mostrar, até o próximo dia 30, como esse gesto de amor pode salvar vidas.

A campanha vai mostrar o depoimento de pessoas que tiveram suas vidas salvas com a transfusão de sangue. Haverá também a imagem de um bebê fazendo tarefa de adulto, representando as pessoas que nasceram outra vez ao receber sangue doado. A campanha estará na TV e também em outras mídias, como jornal, rádio e mobiliário urbano.

Cada vez mais a demanda por sangue aumenta nos hemocentros. O aumento de 30% no transplante de órgãos e o crescimento da população estão entre os fatores que fazem o país precisar cada vez mais de sangue para transfusão. São coletadas por ano 3,5 milhões de bolsas de sangue no Brasil, quando o ideal seria 5,7 milhões.

No Brasil, 1,9% da população é doadora de sangue. Mesmo estando este percentual dentro do parâmetro da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de 1% a 3% da população – o Ministério da Saúde considera que é urgente e possível aumentar o número de brasileiros doadores: se cada pessoa doasse duas vezes ao ano, não faltaria sangue para transfusão no país.

Dia 14 de junho é Dia Nacional do Doador de Sangue, instituído em pela OMS e celebrado no Brasil desde 2004. A data é em homenagem ao cientista Karl Landsteiner, descobridor dos sistemas de grupos sanguíneos ABO. Para doar sangue, basta ir ao hemocentro mais próximo. Todo procedimento demora muito pouco, é seguro e não dói.

Consulta pública - Além da campanha, o Ministério da Saúde realiza uma consulta pública desde o dia 2 de junho sobre a proposta de mudar as idades mínima e máxima para doação. Hoje podem doar sangue quem tem em 18 e 65 anos. A proposta é que a idade seja de 16 a 68 anos. Com a mudança, 13,9 milhões de pessoas ficam aptas a doar sangue.

Outras informações importantes

Para doar sangue é necessário - Sentir-se bem, com saúde; apresentar documento com foto, válido em todo território nacional; ter entre 18 e 65 anos de idade; ter peso acima de 50Kg.

Recomendações para o dia da doação- Nunca vá doar sangue em jejum; faça um  repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação; não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores; evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação; evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antecedentes a doação; Interromper as atividades por 12 horas as pessoas que exercem profissões como: pilotar avião ou helicóptero, conduzir ônibus ou caminhões de grande porte, subir em andaimes e praticar pára-quedismo ou mergulho.

Quem não pode doar- Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade; mulheres grávidas ou amamentando; pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas; usuários de drogas; aqueles que tiveram relacionamento sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.

Apoio: Planeta Voluntários

A maior Rede Social de Voluntários e ONGs do Brasil !!!

disque saúde 0800 61 1997
Ministério da Saúde
http://www.facaalguemnascerdenovo.com.br

(Fonte: Agência Saúde)

sexta-feira, junho 18, 2010

LANCENET! entra no Soccer City de graça e sem credencial

Repórteres comprovam falha de segurança na Copa do Mundo

LANCEPRESS!

                                                                                  (Crédito: Daniel Lichotti)

O Mundial da África do Sul tem sido uma festa, não apenas por causa da alegria contagiante dos anfitriões e suas incansáveis vuvuzelas, mas também pela facilidade de entrar nos estádios, mesmo na hora dos jogos, sem apresentar credencial ou ingressso e sem passar por fiscalização mais rigorosa.

Na quinta-feira, dia de Argentina e Coreia do Sul, os repórteres Ana Luiza Prudente e Daniel Lichotti constataram as falhas da segurança no estádio de Johannesburgo – o principal da Copa do Mundo. A dupla não teve qualquer dificuldade para entrar.

As deficiências do esquema de proteção são uma preocupação constante da Fifa e motivo de críticas ao comitê sul-africano. Em entrevista à “Folha de S.Paulo”, Chris Eaton, conselheiro de segurança da Fifa, classificou o sistema como horrível.

– O que acontece aqui é absurdo, há um evidente conflito entre seguranças e a polícia local– disse Eaton.

Equipe do L! entra no Soccer City sem ingresso e credencial

Por conta dos problemas e de protestos de funcionários contratados, a polícia sul-africana já assumiu boa parte do que antes estava na mão de empresas privadas, como o LANCENET! já divulgou. É um esforço para aumentar a proteção.

Com a palavra
Ana Luiza Prudente e Daniel Lichotti, repórteres do LANCENET!

Segunda-feira, após o jogo Holanda x Dinamarca, um torcedor nos contou que os portões do Soccer City, palco da abertura e da final do Mundial, teriam sido abertos no início do segundo tempo, para quem quisesse entrar. Decidimos, então, comprovar se essa história era verdadeira.

Sem bilhetes, partimos para o Soccer City. E não tivemos nenhuma dificuldade para entrar na arena de cor terracota. Conforme sugerido pelos torcedores, esperamos o fim do primeiro tempo para avançar na missão. Passamos tranquilamente pela revista (uma busca rápida que sequer notou um objeto grande como o microfone, na bolsa). Livres, circulamos pela área próxima às catracas, à espera dos portões serem abertos.

Em momento algum fomos abordados. Policiais e voluntários transitavam pelo local sem se importar com a nossa presença. Passados 20 minutos, tal como previsto, os portões foram abertos e invadimos o setor "Z" do Soccer City sem ingressos e com pose de convidados vips.

Já nas arquibancadas, novamente liberdade total para escolher o melhor lugar e ver, de camarote, Higuaín marcar duas vezes, fechando a goleada da Argentina sobre a Coreia do Sul. Para o bem dos torcedores nossa equipe só estava ali para assistir ao jogo. Mas e se fôssemos terroristas?

Com a palavra
Eduardo Tironi, editor-executivo do LANCE!

Copa de 2006, Brasil x Austrália no Allianz Arena, em Munique, Alemanha. Eu, sem credencial, acompanhando o jogo nas cercanias do estádio. Fim da partida, decidi entrar. Criei coragem e fui.

Cabeça baixa, mochila nas costas, passo rápido no sentido inverso da multidão.

Passei pela primeira barreira de seguranças sem ser incomodado. Pela segunda, um segurança me pergunta onde vou e sigo reto.

Não me lembro de mais nada. Só de entrar na sala de imprensa, conectar meu laptop e ainda pedir para o fotógrafo do LANCE! registrar o momento. Sim, eu entrei de graça em um estádio de Copa do Mundo na Alemanha.

quinta-feira, junho 17, 2010

Lino Castellani Filho

III Conferência Nacional de Esporte e Lazer:

intervir é preciso!

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Em época de Copa do Mundo, atenção redobrada: reforçar o combate ao risco do engodo e da empulhação da III Conferência Nacional de Esporte e Lazer é preciso

Era uma vez, um general que não deixava seus “colegas de farda” do QG em paz... Para ele, princípios e ética eram inegociáveis, e nada no mundo justificava abrir mão deles em nome de interesses políticos. Longe de se perceber “apolítico”, era daqueles poucos que sabiam discernir entre política e politicagem...

Pois bem... Irritados com aquele general, puseram-se os demais a pensar uma maneira de retirá-lo do jogo... Pensa daqui, pensa dali e... Alguém traz uma ideia genial, logo aprovada por todos.

- Por que não envolver o general em uma guerra de mentirinha, camuflando-a de modo a parecer verdadeira a seus olhos? Assim pensaram e assim fizeram, e daquele dia em diante o general, crédulo na humanidade e absorto em sua importante missão, nunca mais os incomodou em suas ações e estratégias voltadas para o mundo da política real...

Lembrei-me dessa pequena estória por conta de alguns acontecimentos no campo esportivo... Estamos (quase) todos com as atenções voltadas para a África do Sul, não por conta dos problemas que a afligem e ao continente africano, mas sim pela Copa do Mundo de futebol que lá acontece, deixando em segundo plano tudo o mais... Das eleições presidenciais até outros assuntos do próprio universo esportivo, como a realização da III Conferência Nacional de Esporte e Lazer, organizada pelo Ministério do Esporte.

O modelo conceitual da Conferência não poderia ser mais bem desenhado: trata-se de ampliar a participação da sociedade civil organizada nas questões afetas à definição das políticas esportiva e de lazer brasileiras, trazendo para esse espaço aquilo que já se encontra enraizado na cultura política de outros campos/segmentos sociais, qual seja, a imperiosa necessidade da presença do controle social e da participação popular na definição das ações do poder público voltadas para a elaboração e execução de suas políticas.

Sua primeira edição, em 2004, deu-nos a impressão de que ela viria pra valer. Esporte, Lazer e Desenvolvimento Humano foi seu tema central. Experiência impar, dada a ausência quase que absoluta da tradição de espaços de construção coletiva e colegiada das decisões tomadas na história esportiva brasileira, mais acostumada com conferencistas que se recusavam a dialogar com o público, seja lá o sentido que queiram dar a esta expressão.

A segunda, em 2006, embora já carregasse o peso da desconfiança pela ausência de implementação das deliberações havidas por ocasião da 1ª, ainda mobilizaram municípios, estados e regiões em fases que antecederam sua etapa nacional, colocando todos refletindo sobre o sistema esportivo e de lazer brasileiros. Construindo o Sistema Nacional de Esporte e Lazer foi seu nome de batismo, expressando nele próprio o reconhecimento do atraso da área diante da mera constatação dos 18 anos que então completava o sistema nacional de saúde e os outros tantos da educação, ao lado de um debate no campo da cultura que já a colocava à frente da esfera esportiva.

A não realização de sua 3ª versão em 2008, ou mesmo em 2009, já anunciava algo pouco promissor. A falta de vontade política do Ministério do Esporte de dar vazão à construção das condições objetivas para a consecução das deliberações tomadas naquele fórum ficou evidente tanto com o simples enumerar das deliberações que vieram a se materializar em política de governo, quanto com o próprio anúncio do tema central da III Conferência, convenientemente pensada para 2010, ano eleitoral: Plano Decenal do Esporte e Lazer: 10 pontos em 10 anos para projetar o Brasil entre os 10 mais.

Aquilo que era central na 2ª Conferência se mistura a outros eixos de debate, numa clara perda de importância facilmente compreendida pela ausência de disposição dos senhores dos anéis de debaterem mudanças em uma estrutura que lhes vem servindo como se feita sob medida a seus interesses de manutenção do status quo... Quem se habilita a fazer um levantamento dos anos de empoderamento desses senhores à frente de suas entidades? É um acinte à lógica democrática!

O documento que a anuncia é forjado em uma matriz aparentemente ousada, mas tacanha quando revelada sua base paradigmática - a do alto rendimento - e sua perversa materialização em políticas de governo só não é percebida pelos... Que se envolveram na guerra de mentirinha, tal qual o general de nossa estorinha...

Se não ficarmos atentos, seremos vítimas de engodo, legitimando aquilo já decidido na guerra de verdade, na política real... Peguemos, por exemplo, a realização, em nosso país, da Copa do Mundo de Futebol em 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, de cuja decisão participaram Fifa e CBF e COI e COB, respectivamente, bem como a política de financiamento do esporte desavergonhadamente voltada para o alto rendimento em detrimento da compreensão do direito ao acesso ao esporte e ao lazer por parte da sociedade brasileira... A quem duvida, convido a fazer uma breve análise da execução orçamentária do Ministério do Esporte desde sua criação até os dias atuais, triste constatação para quem acreditava na mudança...

Engodo, segundo o “Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa”, é “coisa com que se seduz alguém...”. Deixa-se engodar aquele que permite ser enganado com promessas vãs. Não podemos permitir sermos empulhados, alvos de zombarias...

Voltemos nossas atenções para o lócus da política concreta; reconheçamos o caráter conservador, retrógrado e reacionário do campo esportivo e a aliança com ele construída por setores aparentemente progressistas; identifiquemos no projeto Brasil potência esportiva o modelo que dá as costas às desigualdades sociais que nos fazem, aí sim, imbatíveis; reconheçamos em nossos jovens futebolistas, “pé-de-obra” vendida no mercado internacional da bola por empresários que nada ficam devendo aos donos de escravos de um passado não tão remoto como parece ser.

Mas também reconheçamos, lançando mão do princípio da contradição, o caráter não monolítico das instituições, buscando fortalecer seus setores dotados de postura contra-hegemônica capaz de subverter a relação de poder hoje configurada, única possibilidade de darmos sentido emancipatório ao processo de participação popular na construção da política esportiva e de lazer brasileira.

Que a resposta à pergunta sobre qual conferência queremos - a do engodo ou a da qualificação da participação popular/controle social na elaboração e execução de políticas de esporte e lazer - não só não deixe dúvidas quanto ao compromisso com a defesa da segunda premissa, como também contribua na mudança da correlação de forças historicamente presente no campo esportivo, condição indispensável para que, arejando-o, oxigenando-o, também nele possamos afirmar que a esperança venceu o medo.

IBOPE Mídia apresenta estudo sobre “loucos por futebol” na América Latina

Quando o assunto é futebol, brasileiros, chilenos e mexicanos estão muito próximos

Equipe Universidade do Futebol

Um em cada dez latino-americanos podem ser enquadrados na categoria “louco por futebol”. É o que mostra um estudo realizado pela segunda vez pelo IBOPE Media com base em resultados do Target Group Index, pesquisa sobre o consumo de produtos, serviços, mídia e comportamento do consumidor.

Este estudo, especial para a Copa de 2010, foi realizado em seis cidades da América Latina com população superior a quatro milhões de pessoas. Ao contrário do que se possa imaginar, nem o Brasil nem a Argentina concentram o maior número de fanáticos. O Peru segue como o país com o maior número de interessados pelo esporte, como já aconteceu na primeira edição da pesquisa, em 2006.

O país, no entanto, vem perdendo adeptos e a tendência é que deixe de ser líder em breve, pois passaram de quase 17% para 15% as pessoas enquadradas como “loucos por futebol”. O Brasil, representado pelas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, ficou em segundo lugar, com 11% de fanáticos, seguido de Santiago e Cidade do México, com 9% cada. Nossos vizinhos argentinos ficaram com a quinta e última posição: 4%.

De acordo com o estudo, uma pessoa foi considerada “louca por futebol” se assistiu a jogos de futebol pela TV ou foi a um estádio de futebol nos últimos 12 meses, se assiste a programas esportivos frequentemente e se praticou futebol pelo menos duas vezes por mês.

Evolução dos Loucos por Futebol

Estádio

As cidades brasileiras foram as que registraram maior percentual de sua população que vai aos jogos nos estádios. Em 2009, 14% dos cariocas e paulistanos foram a pelo menos um jogo de futebol em estádios. O percentual nas outras cidades é bastante inferior, sendo que Santiago, em segundo lugar, teve 6% da população que foi ao menos uma vez no ano.

Televisão

O latino americano tem o hábito de acompanhar esportes pela televisão. De modo geral, todas as cidades têm um comportamento que se mantém nos últimos quatro anos. O destaque positivo fica para Santiago, onde houve acréscimo significativo no público de programas esportivos (13%) e de jogos de futebol (10%) por conta da melhora dos times locais em competições internacionais e da classificação da seleção chilena para a Copa do Mundo.

Prática

É neste quesito que vemos as alterações mais significativas nestes últimos quatro anos, indicando uma diminuição da dedicação a atividades esportivas. Em todas as cidades investigadas verificamos essa tendência, em alguns casos bem acentuada, de diminuição da prática de esportes na população.

De acordo com o Target Group Index, não existe um único fator que motiva esta diminuição no tempo dedicado à prática de esportes e, mais especificamente, ao futebol. O estudo constatou crescimento no tempo dedicado ao trabalho e a diminuição da prática de esporte entre os que trabalham. O crescimento da penetração de internet e TV paga neste período também influenciaram nesse resultado.

Fonte: IBOPE Media

Copa faz Fifa lutar contra emboscada

GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em Johanesburgo (África do Sul)
get (12)

A primeira fase da Copa do Mundo de 2010 criou uma luta da Fifa contra estratégias de marketing de emboscada no interior dos estádios. A cada jogo, faixas e roupas aparecem nas arquibancadas para tentar promover marcas que não apoiam a entidade.

Na segunda-feira, a Fifa chegou a expulsar 36 torcedoras holandesas do jogo de sua seleção contra a Dinamarca. A partida foi disputada no estádio Soccer City, em Johanesburgo, e as garotas usavam miniblusas que fazem parte da campanha da cerveja Bavária em seu país.

Em nota publicada no site oficial da Fifa, o porta-voz Nicolas Maingot afirmou que o governo da África do Sul considera todas as medidas legais cabíveis para reclamar da tentativa.

Os ingressos das torcedoras holandesas eram da ITV, emissora do Reino Unido. Eles foram dados às garotas por Robbie Earle, funcionário do canal, que acabou demitido por conta da celeuma.

Ainda assim, a tentativa de marketing de emboscada voltou a acontecer na terça, durante Brasil x Coreia do Norte. Na arquibancada situada em frente às câmeras de TV, torcedores estenderam faixas com a marca Pacific Blue, uma produtora de roupas do Brás, em São Paulo.

A "campanha" da Pacific Blue contou com duas faixas no estádio Ellis Park. Voluntários que trabalham para a Fifa nos estádios têm sido orientados a tirar qualquer manifestação por escrito e ,permitir apenas bandeiras.

Nesta quinta-feira, durante o jogo entre Argentina e Coreia do Sul, houve um terceiro caso. Uma faixa com as cores da bandeira da seleção sul-americana foi estendida na lateral do estádio Soccer City, mas ela continha o endereço do site de viagens Despegar.com.

Nos casos dos jogos de Brasil e Argentina, a Fifa não tomou nenhuma medida contra as ações de emboscada além de retirar as faixas. Nesta quinta, o adereço foi retirado antes de a partida começar.

Difícil solução para impasse

SP abraça Pirituba, mas sem Corinthians

ERICH BETING e GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em Johanesburgo (África do Sul)

Maquete do Piritubão Piritubão maquete

Horas depois de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o comitê organizador local (COL) terem anunciado um veto ao Morumbi no projeto para a Copa do Mundo de 2014, o comitê organizador de São Paulo já elegeu seu novo plano para fazer parte do torneio: erguer uma nova arena em Pirituba. O estádio deve fazer parte de um complexo para eventos na região, situada na zona norte de São Paulo, e a ideia é não ceder a arena e nenhum clube de futebol.

A decisão é uma reação do comitê paulista à postura do Corinthians. Único entre os clubes grandes de São Paulo que não manda jogos em um estádio particular, o time alvinegro seria o favorito a herdar a administração de uma arena caso ela fosse cedida a agremiações esportivas. O problema é que sua diretoria não admite a ideia de ficar com o espaço de Pirituba.

A negativa do Corinthians é alicerçada em dois argumentos: o custo de manutenção de um estádio com capacidade de sediar uma abertura de Copa do Mundo (superior a 60 mil lugares) e a localização de Pirituba, muito distante da região central da cidade.

A diretoria alvinegra diz que uma arena em Pirituba não pode vender ingressos com tíquete médio similar ao do Pacaembu e que a região afugentaria torcedores de um poder aquisitivo mais alto. A mesma lógica vale para Guarulhos, local que São Paulo trabalha como alternativa a Pirituba.

Ainda na tarde de quarta-feira, logo depois de a decisão sobre o Morumbi ter sido anunciada, o comitê paulista emitiu nota oficial dizendo que rechaça o uso de dinheiro público em obras de estádios de São Paulo. Essa postura e o veto do Corinthians tornam a cessão do espaço à iniciativa privada o caminho cada vez mais provável.

A ideia do comitê é exigir que o espaço seja usado para futebol, mas trabalhar o conceito de arena e focar em eventos corporativos. O estádio de Pirituba seria erguido em um complexo comercial que deve ter 12 vezes o tamanho do centro de exposições do Anhembi.

A última (e mais remota) possibilidade para São Paulo na Copa do Mundo é vista como uma manobra do Corinthians. O clube considera duas localizações viáveis para uma arena: o Pacaembu, atual sede de suas partidas, e o Playcenter, parque localizado na Marginal Tietê que já chegou a ser usado em um projeto alvinegro.

Como é inviável fazer uma reforma de grande proporção no Pacaembu e o local tem uma série de restrições para uso em eventos, o Corinthians sonha com o terreno do Playcenter. A negativa sobre as outras hipóteses, portanto, é vista por representantes do projeto brasileiro como uma aposta de que o comitê local pode ficar pressionado pela falta de tempo e facilitar uma arena nesse espaço.

Realização da Copa no Brasil sob risco

Além do Morumbi outros dois correm risco de exclusão

17 de junho de 2010 por rodrigo

Portal 2014

Além do estádio do Morumbi, excluído oficialmente pelo Comitê Organizador da Copa 2014, os outros dois estádios particulares estão na corda bamba.

A Arena da Baixada também deverá ser cortada amanhã (18 de junho), por não apresentar as garantias financeiras. No entanto, Curitiba tem um Plano B para a construção de um novo estádio no local onde hoje fica o campo do Pinheirão. Este projeto está há mais de um ano nas mãos de uma das maiores construtoras do país.

[Beira-Rio+Civilizado+03.JPG]O Beira-Rio, em Porto Alegre, conseguiu pouco menos de um terço dos recursos para sua reforma e terá que correr para manter seu estádio na Copa. Lembrando que na capital gaúcha existe um projeto para construção de uma arena do Grêmio, cujo arquiteto consultor é o coordenador do Comitê Organizador Local (COL) e o responsável por avaliar tecnicamente os projetos da Copa 2014.

Será que 2014 será a copa das arenas públicas?

Fifa não vai punir Maradona por críticas a Pelé e Platini

Nicolas Maingot, porta voz da entidade: Não vai ser aberta nenhuma investigação sobre o treinador

Maradona durante entrevista coletiva (crédito: EFE)

A Fifa não considera necessária uma punição para o técnico da Argentina, Diego Maradona, pelas críticas feitas nesta quarta-feira a Pelé e ao presidente da Uefa, o francês Michel Platini.

"Não vai ser aberta nenhuma investigação sobre o senhor Maradona", afirmou, lacônico, o porta-voz de a Fifa, Nicolas Maingot.

Maradona disse que Pelé devia "voltar ao museu" e afirmou que Platini, "com quem sempre teve uma relação distante", "se acha melhor que todo mundo".

"Sempre tive uma relação distante dele. 'Olá, tchau'. Sabemos como são os franceses, e Platini é francês e se acha melhor que todo mundo", afirmou o técnico argentino.

Em sua primeira entrevista coletiva na África do Sul, Maradona também tinha falado sobre Pelé. Sem citar o nome do brasileiro, se referiu a ele como "um moreno que jogava com a (camisa) dez".

"Peço a Pelé e Platini que olhem alguma vez para a bola, que se dediquem a ver se é boa ou ruim e deixem de falar de mim", afirmou.

quarta-feira, junho 16, 2010

Direita americana refuta Copa do Mundo

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

1127849527gIf6A1 Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", os direitistas americanos têm se irritado com a Copa do Mundo e com o envolvimento do presidente Barack Obama pela seleção do país. Antes do início do Mundial, Obama chegou a despedir dos jogadores publicamente, junto com o seu vice Joe Biden e com ex-presidente Bill Clinton, algo semelhante ao que fez o presidente Lula no Brasil.

Alguns críticos abusaram do tom preconceituoso em suas declarações. Para Glenn Beck, comentarista da republicana Fox News, "Não importa quantas celebridades o apoiam, quantos bares abrem mais cedo, quantos comerciais de cerveja eles veiculam, nós não queremos a Copa do Mundo, nós não gostamos da Copa do Mundo, não gostamos do futebol e não queremos ter nada a ver com isso".

O analista Dan Gainor, da Media Research Center, vai além. Para ele, o entusiasmo da população americana com o empate da seleção do país contra a Inglaterra, no último sábado pelo Mundial, foi uma "conspiração da esquerda", já que o "futebol é um jogo de pobre".

O jornal paulistano reforça que hoje o futebol rivaliza com o basquete e o beisebol. Além disso, hoje é o esporte favorito de crianças até 12 anos. A migração hispânica nos últimos dez anos tem sido a grande influência. Sobre isso, Gainor afirma : "A esquerda está impondo o ensino de futebol nas escolas americanas porque a América está se "amarronzando"".

RN organiza curso de gestão esportiva

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

O Estado do Rio Grande do Norte, por meio da secretaria estadual do esporte e do lazer (Seel), abre inscrições para curso sobre gestão e marketing esportivo.

mkt esportivooCom 60 vagas gratuitas, as aulas serão realizadas entre 14 de julho e 11 de setembro, aos sábados, para federações, prefeituras, escolas públicas e privadas e gestores da área desportiva.

O principal objetivo é profissionalizar o esporte no Estado e nos arredores, a fim de fomentar projetos públicos e privados que envolvam práticas desportivas.

Serão aprovados os alunos que obtiverem nota igual ou superior a sete e comparecerem a pelo menos 75% das aulas. O diploma será emitido pela Faculdade de Natal (FAL), responsável também por ceder as dependências.

O prazo para as inscrições termina em 10 de julho e elas podem ser feitas pessoalmente, na Seel (Avenida Senador Salgado Filho, 1791, Lagoa Nova), ou por telefone (84 3232-1028 e 84 3232-1792).

Faltou o plano “b”

Queda de luz escancara estreia do Brasil

GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em Johanesburgo (África do Sul)

get (59) Ellis Park – África do Sul

A primeira partida da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010, na última terça-feira, em Johanesburgo, deu um exemplo claro do quanto a gestão de arenas deve se preocupar com minúcias a fim de evitar erros no procedimento diário. Uma queda de energia no estádio Ellis Park causou tumulto e facilitou a vida de penetras.
Cerca de meia hora antes de o Brasil entrar em campo para encarar a Coreia do Norte, dois setores do estádio ficaram sem iluminação. Essa queda interrompeu o funcionamento de catracas eletrônicas e detectores de metais na porta do Ellis Park.

A primeira reação dos funcionários que controlavam portões foi interromper totalmente a entrada. Sem ter como fazer um controle porque não havia um plano B, todos os torcedores que estavam na porta foram barrados.

Como faltava pouco para o início do jogo, a decisão gerou protestos e ameaças. Diante da reação dos brasileiros, funcionários abriram um portão para recolher manualmente os ingressos que deveriam ser inseridos na catraca. Só que o volume de entrada foi maior do que a possibilidade do espaço, e muitas pessoas conseguiram entrar sem pagar.

Um reflexo disso foi a superlotação de alguns setores do estádio. A estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2010 teve 54.331 espectadores, mas o Ellis Park comportaria até 55.686 pessoas.

Copa sob ameaça

Ministro admite crise sobre Copa-2014

ERICH BETING e GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em Johanesburgo (África do Sul)

img550x572_20090226120104copa_2014___orlando_silva_jr_ministro_dos_esportes1 O Morumbi está fora da Copa. A Arena da Baixada, de Curitiba, também pode ser cortada. Três anos depois de ter sido anunciado como sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil escancarou nesta quarta-feira a maior crise de seu projeto para a competição.

O cerne do problema enfrentado pelo Brasil é a estrutura de estádios. "Nós sabemos que, quanto mais essa situação é protelada, mais o custo aumenta. E algumas definições têm sido adiadas constantemente", admitiu o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, nesta quarta-feira.

O dirigente esportivo do Brasil reconheceu que o projeto nacional vive momento delicado: "É uma crise importante, sim. Os estádios são parte fundamental para a realização de uma Copa do Mundo, e nós temos encarado problemas com alguns deles".

O projeto brasileiro para 2014 está espalhado por 12 sedes. Entre essas cidades, três contam com estádios privados (Curitiba, Porto Alegre e São Paulo). O restante das reformas de arenas está dividido entre iniciativas privadas e parcerias público-privadas.

"Na maior parte dos casos, temos projetos aprovados e uma estrutura se desenvolvendo. O que é preciso é que as coisas comecem a funcionar", cobrou o ministro.

Silva Júnior repetiu nesta quarta-feira o tom que havia adotado em outras entrevistas recentes sobre a Copa do Mundo de 2014. De forma enfática, ele disse que os estádios são a única preocupação do comitê organizador local (COL) sobre o torneio. "Temos confiança sobre os projetos de infraestrutura e o andamento dessas obras. O que nos deixa aflitos é essa indefinição sobre estádios. Os comitês locais precisam honrar o que eles assinaram", concluiu.

Mau exemplo vem de Blatter

Copa ainda derrapa em respeito a marcas

GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em Johanesburgo (África do Sul)

Quando decide patrocinar uma equipe, evento ou um atleta, toda empresa pensa em aproveitar os pontos positivos que essa figura possui e atrelá-los a seu plano de comunicação. O que acontece, porém, se a entidade que recebe o aporte usa produtos de uma marca rival? Essa sensação de "traição" tem sido realidade na Copa do Mundo de 2010, disputada na África do Sul.Hyundai-Kia

O exemplo mais evidente é protagonizado justamente pelo dono da festa. Joseph  Blatter, presidente da Fifa, circula pelo país no banco traseiro de um sedã prata da Mercedes-Benz. Escolha normal, não fosse a Copa do Mundo patrocinada pela Hyundai-Kia.

Além de placas publicitárias nos estádios, o aporte da montadora inclui a cessão de carros para o comitê organizador local. Há veículos da marca, sempre estampados com seu logotipo, parados constantemente na frente do hotel que hospeda a Fifa e dirigentes responsáveis pela organização da Copa.

O que torna o ato de Blatter ainda pior é que o carro que o presidente da Fifa usa não possui película de proteção no vidro e anda sempre em comitiva. Portanto, cada passagem do dirigente é precedida por batedores abrindo caminho, muitas vezes com sirenes. Por isso e pela imagem do mandatário, é comum a atenção se voltar ao veículo.

Outro exemplo de relação com marcas rivais acontece nos fan fests. Os parques criados pela Fifa para reunir torcedores que não conseguiram entrar nos jogos têm uma companhia local como parceira no fornecimento de energia, mas a entidade é apoiada pela Yingli Solar, empresa chinesa que atua no segmento.

A situação é ainda pior porque contraria a principal proposta da Yingli. A empresa decidiu patrocinar a Fifa para defender o uso de energia solar e pregar sustentabilidade a partir da imagem da Copa do Mundo. Nos fan fests, contudo, a competição ainda trabalha com formas tradicionais de captação.

Copa e marketing

O grande mico comercial da Copa do Mundo

Já abordamos por aqui o problema do encalhe de ingressos para camarotes corporativos na Copa do Mundo na África do Sul. Hoje, no Ellis Park, foi possível comprovar, mas não fotografar, que houve "sobras" para a formação da área VIP do estádio. Dezenas de cadeiras que são usadas nos camarotes estavam encostadas numa sala do estádio.

Só que outro mico que a Fifa tem de engolir na África do Sul é com a venda de ingressos. Muito abaixo do esperado, a comercialização de ingressos faz com que, pela primeira vez na história, seja necessário criar uma campanha de incentivo à venda de ingressos. Ainda mais quando o jogo não é lá essas coisas. É o que mostra a foto abaixo, tirada logo após a vitória brasileira na estreia. Pode vir a ser um prenúncio de 2014. Afinal, tal como cá na África, o Brasil tem costume de dar preferência a jogos mais badalados. Imagine, daqui a quatro anos, Nova Zelândia e Eslováquia atuando em Manaus, talvez a menos populosa das 12 sedes brasileiras até 2014? Será que o estádio ficaria lotado?

Por Erich Beting

Futebol bate basquete e hóquei nos EUA

A partida de abertura da Copa do Mundo já havia sido surpreendente para as redes de televisão dos EUA. O jogo entre África do Sul e México teve o dobro da audiência de Alemanha x Costa Rica, no jogo que marcou o início do Mundial de 2006. Agora, os EUA ficaram "chocados" com o resultado da audiência de Inglaterra x Estados Unidos, partida que marcou a estreia americana na Copa do Mundo na África do Sul.

Ao todo, 17 milhões de pessoas assistiram ao jogo. A audiência foi maior que a dos quatro primeiros jogos dos playoffs da NBA, além de superar à da decisão do hóquei, a Stanley Cup. O que mais surpreende os americanos é que o jogo do USA Team foi realizado no período da tarde no país, enquanto que as partidas de basquete e hóquei ocorreram no horário nobre da TV.

O futebol só falta "pegar" no mercado dos Estados Unidos. Os números obtidos até agora na África do Sul são um exemplo de que o cenário já tem mudado. Outra mostra disso é a venda dos direitos de transmissão para o Mundial. Os EUA foram responsáveis pelo maior faturamento da Fifa. Os contratos com Univision e ABC/ESPN renderam US$ 425 milhões para a entidade até 2014. O contrato mais valioso, porém, foi o da Univision, que pagou US$ 325 mi pela transmissão em espanhol das partidas.

Mostra de que, apesar da evolução, futebol nos Estados Unidos é coisa para os imigrantes latinos...

Por Erich Beting

14/06/2010

E o camarote encalhou na Copa...

Na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, a Fifa celebrou o melhor Mundial da história em termos financeiros. Venda de pacotes de patrocínio, de direitos de transmissão e, especialmente, de camarotes para os jogos, bateram todos os recordes. No total, a entidade havia conseguido um recorde de US$ 250 milhões só com a venda dos espaços corporativos.

Quatro anos depois, na África do Sul, a Fifa volta a celebrar um Mundial de recordes. Nunca a entidade faturou tanto numa mesma edição do torneio. Só que, agora, a situação é outra. Há um problema considerável na distribuição nesse aumento de faturamento. A receita com TV e patrocínio atingiram patamares históricos. Mas a comercialização dos camarotes corporativos se transformou no problema que a entidade terá para a competição.

Na África, o faturamento com a venda dos camarotes foi de US$ 110 milhões. Menos da metade da Copa anterior. Não bastasse isso, os ingressos para esses locais encalharam. Nem mesmo em Inglaterra x Estados Unidos eles estavam lotados. Reflexo da crise financeira que apertou o gasto na Europa e nos EUA e, também, do preconceito do europeu em relação à África do Sul. O receio da violência e do desconhecido fizeram com que as empresas investissem menos em levar o cliente para o evento.

O resultado é visível. Além de ter colocado à venda os ingressos "premium" a preços relativamente baratos (menos de US$ 200), a Fifa assiste agora a um "buraco" nas cadeiras destinadas aos torcedores privilegiados. A foto abaixo foi tirada hoje, no Soccer City Stadium, no jogo entre Holanda e Dinamarca. As cadeiras vazias no espaço fechado eram dos camarotes. E olhe que os holandeses ainda têm grande presença na África do Sul...

Por Erich Beting

terça-feira, junho 15, 2010

Um breve histórico

Torcedor: conheça seus direitos

Apesar dos consideráveis avanços, ainda há muito o que ser implementado a fim de que o aficcionado brasileiro seja, de fato, respeitado

Gustavo Lopes Pires de Souza*

Livro_capa - estatuto do torcedor O esporte brasileiro, especialmente o futebol, por muitos anos caracterizou-se por extrema desorganização e desrespeito aos torcedores. Episódios como alterações no regulamento durante a competição ou após o seu término para beneficiar “Clubes Grandes” eram comuns. As “viradas de mesa”, como essa prática é conhecida, foram utilizadas para evitar que equipes de grande torcida fossem rebaixadas para a segunda divisão, como ocorrido com a criação da Copa João Havelange em 2000 quando o Fluminense, campeão da Série “C” de 1999 foi alçado à Séria “A” sem que disputasse a “B”.

A falta de cuidado com os torcedores teve como conseqüência duas tragédias ocorridas em finais de campeonatos brasileiros. Em 1992, na final entre Flamengo e Botafogo, a grade proteção cedeu e dezenas de torcedores caíram de uma altura de mais de 10 metros, alguns morreram. No ano 2000, em São Januário (também no Rio de Janeiro), na partida entre Vasco das Gama e São Caetano, a superlotação do Estádio culminou com a derrubada do alambrado, mortes e a adiamento da partida.

A essas situações somam-se diversas outras e, ainda, a falta de transparência na administração e gestão dos Clubes e dos eventos esportivos.

Em razão destas peculiaridades, a Lei 8078/1990, denominada “Código de Defesa do Consumidor” se mostrou insuficiente para assegurar os direitos do Torcedor, até mesmo porque a referida norma em interpretação sistêmica com a Lei Pelé, assegurava apenas os direitos de quem adquirisse ingressos.

Por esta razão, em 2003, foi promulgada a Lei 10.671, o “Estatuto do Torcedor”, com o objetivo de proteger especificamente os consumidores do esporte, ante as suas necessidades específicas, passando a considerar Torcedor todo indivíduo que aprecie ou acompanhe eventos esportivos.

A referida norma foi um verdadeiro marco na história do desporto brasileiro, especialmente do futebol. Os ingressos (bilhetes) e assentos passaram a ser numerados e os torcedores a ter o direito ao seguro por danos sofridos no evento esportivo.

As competições passaram a ser transparentes, instituindo-se um Ouvidor para receber críticas, sugestões e observações acerca da tabela e regulamento das competições.

E, pela primeira vez, desde que o Campeonato Brasileiro de Futebol passou a ser disputado em 1971,, a competição de 2003 teve o sistema de “pontos corridos”, onde a equipe que, após os dois turnos, marcasse o maior número de pontos seria declarada campeã.

Apesar dos consideráveis avanços, ainda há muito o que ser implementado a fim de que o torcedor brasileiro seja, de fato, respeitado. (Grifo nosso)

Entretanto, para que os direitos do torcedor sejam realmente respeitados e aplicados, indispensável que o próprio cidadão confira legitimidade à legislação, pleiteando o cumprimento da lei sempre que se sentir lesado. (Grifo nosso)

Assim, ainda há muito o que ser feito, especialmente no que diz respeito à infra-estrutura. Por isso, espera-se que os competidores, os organizadores e o Pode Público valorizem o motivo maior da existência do deporto, ou seja, o torcedor, especialmente neste momento tão especial para o esporte brasileiro, quando, o país sediará os dois maiores eventos esportivos do Mundo: A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

O país será, portanto, durante os próximos sete anos a vitrine do mundo e terá a oportunidade de mostrar ao mundo sua capacidade de organização de grandes eventos.

*Gustavo Lopes Pires de Souza, autor do livro: “Estatuto do Torcedor: A Evolução dos Direitos do Consumidor do Esporte” (Lei 10.671/2003), é licenciado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica/MG, Pós Graduado em Direito Civil e Processual Civil pela Unipac, Membro dos Institutos Mineiro e Brasileiro de Direito Desportivo, agraciado com a medalha “ Dom Serafim Fernandes de Araújo” pela eficiência na atuação jurídica. Jurista, Articulista. Professor.

segunda-feira, junho 14, 2010

Globalização tática

Muricy analisa esquemas da Copa

Técnico do Fluminense diz que Mundial não deverá trazer inovações táticas e aponta mesmice no futebol

Redação Justiça Desportiva

Photocamera

O futebol está, de fato, cada vez mais padronizado. Essa é a opinião do técnico do Fluminense, Muricy Ramalho. Convidado a falar sobre as seleções que disputam a Copa do Mundo, o treinador disse não acreditar em inovações tática neste Mundial. Segundo ele, o que mais será visto são times preocupados em se defender bem e partir com velocidade nos contra-ataques.

“Não acredito que tenhamos novidades táticas. A maioria das seleções está jogando no 4-5-1 e não adianta tentar enganar, porque é isso mesmo. Quando está sem a bola, são todos marcando. Estamos vendo isso o tempo todo”, avaliou Muricy.

No entanto, o comandante tricolor afirma que, enquanto não voltarem os treinos no Tricolor, seguirá atento a todos os jogos do Mundial, mesmo porque é fã do esporte mais popular do planeta.
“Enquanto estivermos na nossa folga, que esse grupo merece, estarei de olho. Depois, é só trabalho forte”, completou o técnico, que, antes de acertar com o clube, foi convidado por uma canal de TV para ser comentarista durante o Mundial.

Os jogadores do Fluminense só se reapresentam no próximo dia 21 de junho, quando darão início à intertemporada de treinos visando ao retorno do Campeonato Brasileiro.

*  *  *

Benê Lima Clube 01 COMENTÁRIO. Muricy tem toda razão. De fato há, não diria uma mesmice, mas uma tedência que se vem universalizando, de adoção generalizada de uma plataforma tática referencial, embasada no 1-4-5-1. Embora se dizer assim, também represente uma simplificação exagerada, há variações deste sistema, e a mais utilizada delas é o 1-4-2-3-1. Vale salientar que a admissibilidade destas premissas está fundamentada na própria cultura tática européia, e que não se funda no mero “achismo”.

 

sábado, junho 12, 2010

O fracasso da Timemania

Estado concentra débito de clubes

Com o fracasso da Time Mania, dívida com o governo aumentou em 100% após 4 anos

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Uma auditoria realizada pela Agência Brasil divulgada nesta semana apontou que a dívida dos clubes profissionais de futebol do Brasil chega a R$ 2,4 bilhões. Dessa quantia, 57% é para o Estado, entre impostos e seguro social, além do valor das multas aplicadas pelos atrasos.

O relatório também apontou um crescimento de quase 100% entre 2006 e 2010. Há quatro anos, o valor era de R$ 1,3 bilhão e a dívida com o Estado representava 53% desse bolo. Mesmo com ações como o Time Mania, a maioria dos clubes brasileiros não conseguiu segurar suas contas nos últimos anos.

Por outro lado, houve um aumento na receita entre 2009 e 2010. Liderada principalmente por Corinthians, Flamengo, Internacional e São Paulo, a renda dos clubes aumentou 14,7%.

Quanto as dívidas de cada clube, pouca mudança em relação ao estudo realizado pela Crowe Horwarth RCS há algumas semanas, quando a dívida dos clubes esteve calculada em R$ 2,76 bilhões. Pela Agência Brasil, Fluminense lidera a lista com R$ 319 milhões, seguido de Botafogo e Atlético Mineiro, com R$ 301 milhões e R$ 293 milhões, respectivamente.

O estudo também apontou a participação de cada setor na construção da renda das equipes brasileiras. Direito de televisão representa 27% do dinheiro arrecadado. Transferência de jogadores tem 21%, enquanto patrocínio e publicidade ficam com 16% e bilheteria tem apenas 12%.

Fonte: Máquina do Esporte

Por Alcides Scaglia

Novas tendências em pedagogia do esporte: as principais abordagens

A estratégia metodológica está condicionada à essencialidade complexa do jogo

Flamingo_blog_EF1 Almejo com esta quarta e última crônica pedagógica da série novas tendências em pedagogia do esporte, apresentar as principais idéias de alguns autores que venho estudando há certo tempo.

Desse modo, quando me refiro às novas tendências em pedagogia do esporte estou me pautando em autores como: Claude Bayer, Linda Griffin, Paulo Cesar Montagner, Elenor Kunz, Jocimar Daolio, Renato Sadi, Wilton Santana, Roberto Paes, Hermes Balbino, João Batista Freire, Júlio Garganta, Amandio Graça, José Oliveira, Fernando Tavares, Kröger e Roth, Pablo Juan Greco e Benda, Isabel Mesquita, entre muitos outros ao redor do mundo.

Contudo, pautando-me em um dos jovens expoentes nos estudos referentes à pedagogia do esporte, o competente amigo Riller Reverdito, quero destacar suas pesquisas de revisão bibliográfica, onde juntos encontramos alguns pontos interessantes em quatro grupos de pesquisas em pedagogia do esporte, ou melhor, em quatro correntes que se destacam por suas particularidades (peculiaridades teórico-metodológicas) ao mesmo tempo em que apresentam consensos, que as colocam sob a égide das novas tendências em pedagogia do esporte, opondo-se à pedagogia do esporte tradicional, com sua metodologia tecnicista (esta pesquisa originou o livro Pedagogia do esporte: Jogos coletivos de invasão).

Desse modo, de acordo com a revisão bibliográfica de Reverdito é possível dizer que na proposta de Roberto Paes e seu grupo de pesquisa, a qual inclui os professores Hermes Balbino, Larissa Gallatti, Wilton Santana, Henrique, entre muitos outros, a qual se caracteriza como nosso primeiro agrupamento de idéias convergentes e alinhadas, diz que a caracterização da abordagem em Pedagogia do Esporte se faz por meio da pedagogia, com o objetivo de transcender a simples repetição de movimentos, permitindo uma iniciação e formação esportiva consciente, crítica e reflexiva, fundamentada sobre os pilares da diversidade, inclusão, cooperação e autonomia, sustentando sua prática pedagógica sobre o movimento humano, as inteligências múltiplas, aspectos psicológicos, princípios filosóficos e aprendizagem social. A estratégia-metodologia está condicionada à essencialidade complexa do jogo, em que o jogar somente se aprende jogando. Desse modo, a aprendizagem dos jogos se faz por meio do Jogo Possível – atividades lúdicas, jogos pré-desportivos e brincadeiras populares, tornando-se jogos reduzidos, jogos condicionados e situacionais, envolvidos por um ambiente fascinante e estimulador. Sua fundamentação faz-se sobre o pensamento sistêmico, no seio do construtivismo e da teoria das inteligências múltiplas, na perspectiva de compreender o sujeito a partir de suas capacidades potenciais na dimensão de sua totalidade.

Já, Reverdito, ao estudar em sua revisão as obras do professor João Batista Freire e seus asseclas (onde me incluo), evidenciando uma segunda abordagem, destaca que as mesmas trazem a caracterização de uma abordagem em Pedagogia do Esporte pautada em princípios pedagógicos, em que o processo seja estabelecido em função do sujeito que joga, respeitando suas motivações intrínsecas e humanitude, no comprometimento com o ensinar e com a sua transformação, promovendo o desenvolvimento de sua autonomia, criticidade e a compreensão do fazer, integrada à sua cultura corporal e social.

Ou seja: “A prática pedagógica sustenta-se sobre a diversidade e os princípios pedagógicos do ensinar esportes a todos, ensinar esporte bem a todos, ensinar mais que esportes e ensinar a gostar de esportes. Sua estratégia-metodologia está pautada na aprendizagem do jogo por meio do jogo jogado, sendo o ensino orientado para compreensão do jogo, com o objetivo do desenvolvimento da capacidade tática (cognitiva) em direção à especificidade técnica (motora específica), privilegiando situações de jogos e brincadeiras populares da cultura infantil, metodicamente orientados pelo jogo-trabalho. Os autores apóiam-se nos fundamentos das abordagens interacionista e do pensamento sistêmico-complexo, para as bases da teoria do jogo, privilegiando o aprendizado na interação entre a capacidade de aprender e das diferentes produções culturais já existentes, sendo o jogo principal ambiente dessa interação.”

Uma terceira abordagem surge ao revisarmos os principais estudos dos professores portugueses Júlio Garganta e Amandio Graça, especificamos que em suas obras há a caracterização de uma abordagem em Pedagogia do Esporte sobre o jogo e o indivíduo que joga. Sendo o jogo formativo por excelência quando, dependendo da metodologia, induz ao desenvolvimento da cooperação e da inteligência, nas quais é referencial para uma cultura esportiva, articulando os aspectos fundamentais dos jogos e o conceito à natureza aberta das habilidades, regulada pelos constrangimentos surgidos dos fatores exteriores.

Entretanto, podemos entender que em Garganta e Graça, mesmo sendo possível em sua caracterização visualizar uma linha de pensamento, no qual permite aproximar a prática científica e pedagógica e que nos possibilita entendê-las enquanto abordagens, nas estratégias-metodologias os autores trazem conceitos e orientações que revelam singularidades específicas de suas obras. Para Julio Garganta, a estratégia-metodologia orientada para o ensino do esporte, especificamente os jogos coletivos, deverão acontecer por meio dos jogos condicionados, unidades funcionais, orientados para compreensão do jogo (razões do fazer) e integrado a sua especificidade técnica (modo de fazer), contemplando uma prática transferível a partir da assimilação dos princípios comuns nos jogos, através de formas jogadas acessíveis, motivantes e desafiadoras.

Já em Graça, podemos destacar que a estratégia-metodologia esta pautada para a aprendizagem das habilidades básicas para jogos, para o desenvolvimento da capacidade de jogo, por meio de jogos, atividades simplificadas e modificadas, combinando a exercitação e formas de jogos, facilitando a transferibilidade da exercitação para os jogos, através de situações que exijam duplas tarefas (o quê e como), em função das especificidades das habilidades abertas para os jogos e seu caráter multidimensional.

Sendo assim a fundamentação trazida pelos autores em suas obras está para uma teoria dos jogos esportivos coletivos, sustentados por uma abordagem fenômeno-estrutural, para uma prática transferível das similitudes comuns aos jogos, e sistêmica para a compreensão, operacionalização e otimização da totalidade complexa fenomenal do jogo.

Por fim, ao revisarmos as obras de Kröger e Roth autores do livro “Escola da Bola”, e os relevantes estudos dos professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Pablo Juan Greco e Rodolfo Benda, e encontramos consensos dentre suas obras nos permitindo caracterizar uma quarta abordagem em Pedagogia do Esporte, como muitos pontos em comum, especialmente em sua fundamentação.

Na caracterização de sua obra para a Pedagogia do Esporte, de acordo com Kröger e Roth, constitui-se de uma ação pedagógica orientada para o desenvolvimento da cultura do jogar, uma escola da bola natural, livre e variada, orientada e universal a todos os esportes.

Enquanto que, em Greco e Benda, apresenta-se para a iniciação esportiva universal, pautada em uma aprendizagem incidental, sobre o controle e desenvolvimento das capacidades, em meio às inter-relações estabelecidas entre professor e aluno, facilitando o desenvolvimento das capacidades coordenativas, fundamentais para a construção e constituição do potencial do indivíduo, oferecendo-lhe a possibilidade de compartilhar decisões e conscientização político-social, contextualizada em sua ação.

g_vigoenfotos_6039c Destacamos que em suas estratégias-metodologias, Kröger e Roth, defendem o ensino dos jogos coletivos por meio de jogos situacionais e de uma aprendizagem incidental, para o desenvolvimento da capacidade de jogo e das capacidades coordenativas, privilegiando os fatores de pressão (tempo, precisão, complexidade, organização, variabilidade, carga), determinantes da motricidade, para o desenvolvimento das habilidades com bola e da construção de movimentos específicos aos esportes (técnica).

Já Pablo Greco e Benda, projetam sua proposta orientada para o desenvolvimento das capacidades coordenativas, inicialmente da aprendizagem motora ao treinamento da técnica, por meio de jogos e exercícios dirigidos, de perseguição e estafetas, em conformidade com o desenvolvimento da capacidade de jogo ao treinamento tático, também através de jogos funcionais e situacionais, privilegiando fatores de pressão (tempo, precisão, complexidade, organização, variabilidade e carga), determinantes da motricidade.

Contudo é fundamental destacar que tanto Kröger e Roth quanto Greco e Benda, fundamentam suas obras sobre uma visão que se compreende como progressista, na integração entre as ciências biológicas e pedagógicas, subsidiados pelas teorias de controle e aprendizagem motora, da psicologia geral e cognitiva, nas áreas da aprendizagem formal e incidental e criatividade.

Portanto, ao final desta breve sequência de quatro crônicas pedagógicas quis apresentar as novas tendências em pedagogia do esporte, de modo a buscar contribuir com a discussão premente que se inicia na Educação Física, mais precisamente em ciência do esporte

quinta-feira, junho 10, 2010

Nike fará "peneira" mundial no futebol


REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

nike-logo (1)A Nike resolveu levar a sério o conceito "Write the future" ("Escreva o futuro", em tradução livre), mote de sua nova campanha para o futebol. Neste ano, a companhia americana dará a jovens entre 18 e 21 anos a oportunidade para que eles tentem uma carreira como jogadores. A ação será desenvolvida em âmbito mundial.

No Brasil, a Nike promoverá peneiras no Rio de Janeiro e em São Paulo, entre os dias 10 de julho e 1º de setembro. Essas seletivas elegerão 11 jogadores de cada cidade, e eles se juntarão a 22 participantes da Nike Cup para um período de treinos orientados por profissionais.

nike_sb_wallpaper_by_cripballa1As sessões serão realizadas em São Paulo, e os quatro melhores jogadores viajarão para a Inglaterra no início de 2011 para uma peneira com atletas selecionados em outras partes do planeta.

Os oito melhores da fase internacional da peneira, independentemente do país, ganharão da Nike uma bolsa na Nike Academy e farão durante dez meses um curso sobre futebol profissional. A empresa não divulgou o investimento feito na campanha.

Blatter anuncia meta para seguir na Fifa


GUILHERME COSTA
Da Máquina do Esporte, em Johanesburgo (África do Sul)

blatter_get_438 O suíço Joseph Blatter vai se candidatar a mais um mandato na presidência da Fifa. O próximo pleito para o comando da entidade acontecerá em junho de 2011, e o atual mandatário anunciou nesta quinta-feira a ideia de manter sua posição para os próximos quatro anos.

Blatter participou da 60ª edição do congresso da Fifa, no Sandton Convention Center, em Johanesburgo. O evento também serviu para apresentar dados sobre a entidade e a Copa do Mundo deste ano, e contou com estandes das nove candidaturas a sede das edições do torneio em 2018 e 2022 - os locais serão definidos no fim deste ano.

O anúncio de Blatter, que preside a Fifa há 13 anos, foi significativo. Ao manifestar diante dos principais dirigentes do futebol mundial o interesse de seguir na entidade, o suíço reforçou o valor político do congresso desta quinta-feira.

Isso ficou claro nos contatos entre dirigentes responsáveis pelas candidaturas às duas próximas Copas. Após ter participado de entrevista coletiva, por exemplo, Blatter foi abordado por um dirigente do projeto japonês para conversar sobre as ideias que o país tem para o torneio.

A união das candidaturas com o anúncio colocou Blatter em situação privilegiada. No início de sua "campanha" oficial para seguir na Fifa, o dirigente teve a oportunidade de interagir com representantes locais que também buscam apoio para suas causas.

Oitavo presidente da história da Fifa, Blatter é o sucessor do brasileiro João Havelange. Ele foi eleito em 1998, quando já ostentava 23 anos de trabalho na entidade. "Minha missão ainda não acabou. Estou com força para continuar a fazer meu trabalho", disse o suíço nesta quinta-feira.

Blatter usou evasivas, contudo, quando foi questionado nesta quinta-feira se a próxima candidatura será a última dele na Fifa. O presidente também evitou polêmica sobre a possibilidade de ter um concorrente no pleito em 2011.

Mais gás para o Brasileirão

Liquigás patrocina Campeonato Brasileiro

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

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A Liquigás, distribuidora de gás pertencente à Petrobrás, é a nova patrocinadora do Campeonato Brasileiro. A companhia irá exibir sua logomarca, por meio de painel na beira do gramado, nas transmissões televisivas das partidas dos quatro times do Rio de Janeiro - Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo - por todo o torneio.

O intuito da empresa é ampliar a visibilidade da marca para o plano nacional e, assim, possibilitar a criação de "ações promocionais, institucionais e mercadológicas", segundo relata o diretor de planejamento de mercado da Liquigás, Celso da Frota Braga.

Escolher os clubes do Rio de Janeiro como foco faz parte da estratégia da distribuidora para penetrar no mercado do Estado. Em janeiro deste ano, em outra ação, a Liquigás inaugurou nova unidade em Duque de Caxias, a fim de aumentar a participação no market share. O "Projeto Rio", como é intitulado pela empresa, é responsável pelo investimento de R$ 110 milhões na região.

Assim como a Petrobrás, a Liquigás também tem apostado no marketing esportivo. A companhia patrocinou, neste ano, o Quatro Rodas Experience, realizado em 30 de maio e entre 2 e 6 de junho no autódromo de Interlagos, em São Paulo. Também está presente na Fórmula Truck desde 2007.

Descompasso entre receita e despesa

Salários desestabilizam futebol inglês


REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

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O ímpeto de possuir os jogadores mais caros do mundo pode ser motivo de instabilidade no futebol da Inglaterra. Segundo pesquisa realizada pela Deloitte, consultoria financeira, 67% da receita dos clubes ingleses são gastos para cumprir a folha salarial.

"A cada 100 milhões de libras que entram na Premier League [primeira divisão inglesa], 67 milhões de libras são usadas para pagar as contas, isso está alto demais", avalia Dan Jones, editor do estudo anual das finanças no futebol feito pela agência.

ganhar-dinheiro-na-net-407-1O Chelsea desponta no topo da lista de maiores pagamentos, com despesas em torno dos 167 milhões de libras anuais. O Manchester City, por sua vez, viu os gastos subirem de 54 milhões de libras para 83 milhões de libras.

Na última década, a parcela das receitas que vinha sendo redirecionada à folha salarial esteve entre 58% e 63%. "O resultado é uma margem de lucro muito pequena ou até inexistente, com a diminuição no crédito como consequência", afirma Jones.

Tal indicador é considerado um dos principais fatores que fizeram a Premier League ser ultrapassada pela Bundesliga, a elite alemã, como a liga mais lucrativa da Europa.

Religião social alinha-se à ética pelo pragmatismo

Religião – qual a melhor

Daniele / Religião Espírita

simbolos religiosos

A Humanidade caminha para a Nova Era e muitas mudanças estão sendo processadas e assimiladas; todavia temos séculos de condicionamentos que precisam ser modificados. Um desses condicionamentos diz respeito ao fato da importância que a sociedade onde estamos inseridos, ainda dá para a questão dos “rótulos” (qual seu nível de instrução, sua profissão, sua classe econômica, sua religião…). E, a propósito: qual é a melhor religião? Num Congresso sobre religião e paz entre os povos, Leonardo Boff fez esta pergunta ao Dalai Lama e a resposta foi: “A melhor religião é aquela que te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor”. De pessoa tão sábia, não poderíamos esperar melhor resposta, pois independente do nome, o objetivo de qualquer religião é o “religare”, estabelecer a ligação com a Fonte da Vida.

Devemos sempre lembrar que fazemos parte de uma “grande teia”, de uma rede planetária, de um mundo onde tudo afeta a todos; a lei da física que fala sobre Ação e Reação, faz parte de todo tipo de relação que se possa estabelecer, inclusive e principalmente, das relações com os nossos semelhantes. Então, com certeza, “a melhor religião é aquela que te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor”, por isso, o que realmente importa não é o “rótulo”, mas nossos atos, pensamentos e ações no dia-a-dia, com a família, com os amigos, com as pessoas que trabalham conosco, pois se eles forem bons, trarão bons resultados e farão com que nos sintamos bem, com que sejamos melhores. A melhor religião é aquela que se escolhe, que nos faz melhores, que nos deixa felizes e convictos de que estamos aqui para aprender, para ensinar, para nos aperfeiçoar.

Religião ainda é um tema que aflige muitas pessoas, e faz com muitas outras se coloquem numa posição de “defensores da verdade”, pregando uma determinada “igreja” como a única detentora da verdade. O que devemos ter sempre em mente, longe de aflições e sem radicalismos, é que sempre estamos na presença de Deus e que os planos espirituais mais elevados não estão afastados no espaço, mas que estão em nós mesmos. É em nós que a voz de Deus ressoa sempre e, se não ouvimos Sua voz, nem percebemos Sua luz, talvez seja porque estamos completamente absorvidos em nós mesmos e nos aturdimos com nosso próprio ruído. Toda pessoa que aspira à paz espiritual não deve se deixar arrastar pelo caos do dia-a-dia e nem se afetar pelas questões dos “rótulos”; melhor se retirar de vez em quando e ir de encontro a si mesma, estabelecendo dentro de si um centro de equilíbrio e paz, praticando o “religare” e ouvindo aquela “voz interior” que fluirá, trazendo-lhe Luz e serenidade a partir do encontro com mundos superiores.

A religiosidade sempre foi um caminho que permitiu à Humanidade escapar das penúrias da vida terrestre, de suas limitações, da sensação de incapacidade, da sensação de ter poderes que não podia expressar e dos desenganos que continuamente se apresentavam na vida. Neste processo de religação, este foi sempre um meio eficiente de aprender logo as lições que a dor e as tristezas ensinavam e de nos recolher em nosso interior, nos afastando deles para o cerne da realidade. Agruras da vida são excelentes professores, mas evoluímos e sabemos que “não há mal que sempre dure” e que podemos viver bem e felizes nos distanciando de todas as dificuldades; não nos protegemos do que é ruim resistindo, pois a resistência intensifica a vibração negativa s sim nos distanciando até que sejam meras projeções no tempo e no espaço. Portanto a “melhor religião” é aquela que nos permite deixar de olhar a multiplicidade de sombras e encarar a Luz única e esta grande ‘conversão’ se consegue por meio da meditação. Devemos seguir nosso caminho até o verdadeiro centro de nosso ser e nesse lugar encontraremos a luz eterna brilhando, a paz que é inalterável e que está além de toda compreensão e a nossa Religião.

Se necessitarmos um maior incentivo, o encontraremos no conceito de que “a melhor religião” é aquela que nos faz melhores; que só poderemos ensinar a outros o caminho da libertação quando nós mesmos o tenhamos encontrado e definido, quando nós mesmos tivermos encontrado e cruzado o portal. Então poderemos guiar a nossos irmãos, mas não antes; e não para uma determinada religião, mas sim para que ele defina a sua. Se observarmos os olhos dos grandes seres do mundo, veremos neles uma serenidade, uma felicidade e uma calma que nada pode perturbar; eles encontraram a sua religião e as intempéries desta vida não lhes alcançam pessoalmente, por muito que se compadeçam dos outros. Eles conduzem pelo Amor à Vida e pelo exemplo de vida.

Sejamos Budistas, Espíritas, Taoistas, Católicos, Evangélicos, Xamanistas, Andinos, Umbandistas, da Fraternidade… a importância não está no rótulo, mas naquilo que acreditamos e praticamos; “alteridade” é um conceito que deve ser praticado cada vez mais, pois o respeito ás diferenças nos acresce, nos harmoniza, nos coloca em freqüência com a Luz que ilumina o Universo e nos conduz. A melhor religião é aquela que fala ao nosso “coração” e que permite estabelecer um canal com tudo que vibra positivamente nesta imensa “teia da vida”.

Novela parece chegar ao seu final

Morumbi deve ser excluído da Copa

ERICH BETING
Da Máquina do Esporte, em Johanesburgo (África do Sul)

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O estádio do Morumbi está muito próximo de perder o direito de abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014. A informação foi confirmada agora há pouco à Máquina do Esporte por pessoas ligadas ao Comitê Organizador Local (COL) do Mundial brasileiro.

O COL deverá dar um ultimato ao projeto do Morumbi na próxima semana, quando expira o prazo para que as cidades-sedes apresentem garantias financeiras dos projetos para construção dos estádios. Se o estádio paulistano não conseguir arcar com o custo de cerca de R$ 600 milhões para a sua reforma, não será aceito um plano mais enxuto do Morumbi.

Essa redução dos custos na arena é a alternativa que o Comitê Paulistano da Copa do Mundo trabalha atualmente, após o novo projeto do Morumbi ter sido apresentado para abrigar a abertura do Mundial. O órgão, inclusive divulgou há pouco para a imprensa que apresentará uma nova proposta ao COL, mais enxuta, com valor mais baixo.

O imbróglio com o Morumbi, porém, não significa que São Paulo estará alijada da Copa do Mundo. Agora, a cidade terá de apresentar um plano B, dentro das exigências da Fifa e com as devidas garantias financeiras, para que seja incluída na competição. O projeto, inclusive, pode ser para a partida de abertura do Mundial. Além de São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Rio de Janeiro disputam o direito de abrigar o jogo inaugural da Copa.

Exemplo a ser seguido

Campeonato Alemão é o mais lucrativo



REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Bundesliga A primeira divisão da Alemanha ultrapassou a Inglaterra e é a liga mais lucrativa, segundo estudo realizado pela Deloitte, consultoria empresarial. A informação é baseada na temporada 2008/2009 e será publicada no estudo anual sobre finanças no futebol promovido pela agência.

A Premier League, elite inglesa, obteve US$ 2,87 bilhões no período, com queda brusca no lucro operacional de US$ 266,7 milhões nem 2007/2008 para US$ 114,6 milhões em 2008/2009. A Bundesliga, primeira divisão alemã, registrou lucro de US$ 205,4 milhões no mesmo quesito.

O mercado europeu movimentou US$ 19,6 bilhões, recorde para os padrões continentais. Apenas a liga da Alemanha foi responsável por gerar US$ 1,8 bilhões em receitas, com acréscimo de US$ 163,6 milhões em relação à época anterior, dos quais 16% são representados por receitas comerciais.

Espera-se que o Campeonato Inglês cresça novamente, principalmente por ter firmado novos acordos de direitos televisivos para a temporada 2010/2011, mas não se sabe se terá fôlego para recuperar a liderança e se tornar novamente a liga mais lucrativa da Europa.

Outro fator que poderá influenciar em levantamentos futuros é a série de regras instituídas pela Uefa, nomeada "fair play financeiro". Quando vigentes, as normas irão obrigar clubes a possuir balanço financeiro estável e positivo.

A velha discussão

O técnico que mais ama o futebol-arte não acredita no Brasil

por Paulo Vinicius Coelho, Johanesburgo (África do Sul), para o ESPN.com.br

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Arsene Wenger é um amante do futebol espetáculo. Daqueles que falam sobre times que encantam e faz um que apaixona, o Arsenal. É também o homem que usou pela primeira vez a mais perfeita das frases para definir o maior craque do mundo neste momento: “Messi é um jogador de Playstation.”

Pois na manhã desta quinta-feira, em Johanesburgo, Wenger falou sobre o time em que mais acredita na Copa do Mundo, com uma dessas frases perfeitas: “A Espanha é um time de outro planeta!”

A entrevista da manhã de quinta serviu para que Wenger defendesse a tese de que os espanhóis podem ganhar a Copa. Para dizer que a Inglaterra, país onde trabalha, também é favorita.

Não se pronunciou sobre o Brasil, até ser questionado a respeito:
“O Brasil? O Brasil é sempre de se respeitar”, resumiu.

Os amantes do futebol-arte escolhem mesmo a Espanha, campeã da Europa e com uma única derrota nas últimas 48 partidas – 44 vitórias, 3 empates. Wenger não é de ganhar títulos. Vejamos se seu representante pode ganhar.


quarta-feira, junho 09, 2010

Reforma da Lei Pelé

Senador se preocupa com a ‘bancada da bola’

lei-pelé O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), relator da proposta que altera a Lei Pelé, declarou que as mudanças sugeridas devem estimular a permanência de jogadores jovens no Brasil.

“Não podemos obrigar que fiquem, mas estamos estimulando que permaneçam por mais tempo, fixando multas rescisórias significativas e estabelecendo primeiros contratos mais longos”.

A proposta que foi aprovada, nesta quarta-feira, em conjunto por quatro comissões do Senado e agora passará pela Câmara dos Deputados, tem como objetivo estabelecer multa de 5% em transações nacionais e não limitar valores das multas para negociações internacionais.

Caso seja aprovado, o prazo contratual com o primeiro clube passa a ser de cinco anos, podendo ser renovado por mais três.

Fim dos contratos de gavetas:

Álvaro Dias quer acabar com os contratos, assinados na adolescência, que prejudicam os atletas:

“O projeto torna nulo os contratos assinados entre empresários de jogadores e jogadores em prejuízo do clube ou do jogador, como também o contrato entre clube e empresários, se acarretar prejuízos. Isso acaba com os 'contratos de gaveta', que escravizavam adolescentes no Brasil”.

A esperança do relator é de que o projeto seja aprovado na Câmara dos Deputados sem muitas mudanças:

"É verdade que há uma articulação maior na Câmara, fala-se lá na existência da 'bancada da bola', mas o que deve prevalecer é o interesse do País”.

Futebol como atitvidade sócio-desportiva

África desperta Copa do social

 africaErich Beting

Na Alemanha foi tudo pelo verde. Preocupação com o meio ambiente, reciclagem,  neutralização da emissão de carbono. Num país altamente desenvolvido, com infraestrutura bem resolvida e população rica, a Copa do Mundo levantou a bandeira da preservação da natureza. Nunca se reciclou tanto quanto nos gramados alemães.

Agora, quatro anos depois, as principais empresas do meio e a Fifa decidiram apostar no social. Na primeira Copa do Mundo em continente africano, a solidariedade entra em campo nos projetos de "legado" do Mundial. A Adidas anunciou nesta terça-feira, aqui em Joanesburgo, que vai leiloar quadros de artistas sul-africanos com a temática do futebol. O montante arrecadado será doado para o Instituto Nelson Mandela. Antes, a Nike, sua maior concorrente, deu os braços a Bono Vox na megacampanha Red, com o objetivo de combater a Aids num dos países que mais sofre com a doença. Isso sem contar na ação que será feita no Soweto, bairro no subúrbio de Joanesburgo, com a construção de um centro de treinamento para os jovens da região. A Fifa também tem um projeto para levar o futebol a diversos pontos do continente africano.

Investir no social não é apenas marketing, e é uma forma interessante que as empresas encontraram para marcar sua passagem pela África. Copa do Mundo tem, geralmente, um efeito devastador. Um batalhão chega no país-sede durante cerca de um mês, muda a rotina das cidades e depois vai embora, diminuindo sensivelmente a onda de crescimento econômico que antecede o Mundial. Agora, na África, a banda parece mudar um pouco. Num país com poucos recursos e imenso abismo social, investir na melhoria de vida das pessoas é uma forma de dar a sua contribuição para a população local em algo que vai além dos 30 dias da Copa do Mundo.

E no Brasil, o que nos espera? Qual será a onda da Copa? Tudo leva a crer que levantaremos de novo a bandeira da preservação da natureza. Mas bem que poderíamos fazer um mix de Alemanha e África do Sul...

O marketing essencial

Copa ensina marketing esportivo na marra a empresas

Erich Beting

marketing_esportivo Um dos benefícios que a Copa do Mundo da África do Sul trará ao Brasil é o ensinamento às empresas brasileiras de aprenderem a trabalhar melhor as ferramentas do marketing esportivo. Por conta do veto da Fifa à exposição da marca de patrocinadores em todos os treinos das 32 seleções que disputam o Mundial (em 2006, o veto era apenas no treino de reconhecimento do estádio), as empresas terão de se acostumar a não ter o benefício da exposição de marca para ter retorno com o patrocínio.

O expediente não é novidade. Longe disso. Nos Jogos Olímpicos, desde sempre as marcas ficaram impedidas de aparecer nas arenas. Nos Estados Unidos, as grandes ligas também preferem reforçar a imagem do esporte impedindo que as marcas apareçam durante o jogo.

O negócio é usar a propriedade do patrocínio para fazer barulho com o cliente. É aí que entra a palavra-chave, que começa a virar regra no patrocínio esportivo dentro do Brasil: ativação da propriedade. Como só a exposição não basta (ou, no caso desta Copa, ela não está assegurada), a empresa tem de buscar os otutros benefícios do esporte. E é aí que entra o lado positivo que o esporte tem a oferecer. Apenas 11 empresas podem se dar ao luxo de dizer que são patrocinadoras oficiais da seleção brasileira. Só elas podem usar a camisa do time nacional, fazer ações com os atletas, levar torcedores a treinos da seleção, entre outras coisas.

Esse é o lado intangível do negócio e que, durante anos, não foi usado pelo esporte no Brasil, que sempre procurou assegurar exposição de marca em vez de outras propriedades inerentes ao esporte, mas que não estão aos olhos das pessoas.

Mas só poder fazer relacionamento com as pessoas não basta. É preciso comunicar o patrocínio. É aí que entra a ativação das marcas. Buscar a mídia para comunicar o patrocínio que existe. Nesse sentido, na seleção brasileira, Itaú, Ambev e Seara estão um pouco à frente dos outros patrocinadores. Vivo e Nike começaram agora a se mexer um pouco mais. Os outros, recém-chegados ao negócio, estão aprendendo como fazer.

É uma evolução. Que, em breve, deve se expandir para os clubes e outras modalidades. As camisas limpas e os esportes com menor apelo de mídia agradecem. É a profissionalização chegando às empresas para, então, exigir mais qualidade do esporte. Foi assim nos Estados Unidos nos anos 80 e na Europa nos anos 90...