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"Neste espaço encontra-se reunida uma coletânea dos melhores textos, imagens e gráficos sobre o futebol, criteriosamente selecionados e com o objetivo de contribuir para a informação, pesquisa, conhecimento e divulgação deste esporte, considerando seu aspecto multidisciplinar. A escolha do conteúdo, bem como o aspecto de intertextualidade e/ou dialogismo - em suas diversas abordagens - que possa ser observado, são de responsabilidade do comentarista e analista esportivo Benê Lima."

domingo, abril 18, 2010

Ceará condiciona crescimento a quitação de dívidas trabalhistas
Trabalho, além de consumir bastante do tempo da diretoria de futebol, vinha confiscando boa parte da receita do clube
Equipe Universidade do Futebol

Quitar as dívidas trabalhistas a fim de obter um crescimento: esse é planejamento estratégico do Ceará Sporting Club para os próximos meses. Às vésperas do seu retorno à primeira divisão do Campeonato Brasileiro após 16 anos, o clube nordestino garante estar prestes a findar um dos grandes entraves que têm consumido boa parte das rendas de jogos oficiais.

Trabalho realizado pelo diretor de assuntos jurídicos, Jocélio Alves, e pelo presidente, Evandro Leitão, todos os processos foram levantados e, em sua maioria, efetuados acordos.

“Enquanto alguns achavam que eu estava me esquivando de minhas responsabilidades, eu e Jocélio gastávamos até 4 horas em uma única causa”, afirmou Leitão, citando as dificuldades nos casos.

A destaque de prioridade teve de ficar claro assim que houve uma determinação da Justiça do Trabalho de subtrair 30%, não somente das rendas, mas de toda a receita alvinegra. Até então, o Ceará tinha subtraído 25% de suas rendas, o que tirou, somente dos jogos da Série B de 2009, cerca de 1 milhão dos cofres alvinegros.

Ao site oficial do clube, Jocélio Alves explicou que, como os juros da justiça trabalhista são altos, esse montante somente amortizava esses débitos. Com a possibilidade de ter 30% de toda sua receita destinada ao pagamento da dívida trabalhista, o que inviabilizaria a agremiação, com um processo iminente de falência, os acordos começaram a ser realizados.

Até a determinação judicial dos 30 %, ocorrida no final do ano passado, eram descontados do caixa do Ceará percentuais referentes apenas às suas rendas de jogos e do patrocínio da Nacional Gás.

Os processos eram divididos em três tipos de descontos: 10% (em um total de 15 processos), 15% (em um total de 44 processos), e em um processo extra de um ex-funcionário em que se pagavam três a cinco salários mínimos.

De acordo com a avaliação do departamento jurídico nordestino, a determinação dos 30% estava relacionada aos processos incluídos nos 15% e geraria uma retenção de aproximadamente 3 milhões de reais somente nesta temporada – algo com que o clube não pensava em arcar.

Dentro das quatro linhas, a equipe comanda por Paulo César Gusmão reencontrou seus melhores momentos. Neste domingo, encara o Guarany de Sobral na final do segundo turno do Estadual. O Ceará fechou a primeira fase com uma campanha irretocável, não foi derrotado e sofreu apenas quatro gols. O troféu e a possibilidade de disputar o título com o Fortaleza, vencedor do primeiro turno, animariam ainda mais torcida e diretoria.

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Benê Lima